quarta-feira, março 25, 2026

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Centro-sul terá calor perto dos 40°C nesta semana


O centro-sul do Brasil deve enfrentar uma semana de calor e instabilidade, com temperaturas elevadas e ocorrência de temporais, segundo informações da Meteored. De acordo com a previsão, “o centro-sul do Brasil vai ter calor ao longo desta semana, com sensação de abafamento e temperaturas máximas acima dos 30°C e que se aproximam da casa dos 40°C”. O cenário é favorecido pela combinação de calor, umidade e áreas de baixa pressão, que deixam a atmosfera propícia à formação de chuvas intensas, com raios e rajadas de vento, principalmente entre a tarde e a noite.

Na terça-feira (24), o dia começa com maior presença de nuvens e temperaturas mais amenas no Rio Grande do Sul após a passagem de uma frente fria. Pela manhã, os termômetros ficam abaixo dos 20°C em grande parte do estado, enquanto à tarde não devem ultrapassar os 28°C. Já em áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, as máximas superam os 30°C, chegando a 35°C em pontos do Mato Grosso do Sul e do oeste paranaense.

Na quarta-feira (25), o amanhecer terá temperaturas abaixo dos 23°C em toda a região centro-sul, com registros entre 13°C e 15°C no centro-leste do Paraná e de Santa Catarina, além do oeste e sul gaúchos e da fronteira com o Uruguai. Durante a tarde, as máximas chegam a 33°C em áreas de Santa Catarina e do Paraná, enquanto no Mato Grosso do Sul podem atingir 35°C. Em São Paulo, as temperaturas ficam próximas dos 30°C em diversas regiões.

Na quinta-feira (26), as mínimas permanecem abaixo dos 21°C em grande parte da Região Sul e em áreas do Sudeste, mas a elevação ocorre ainda pela manhã, com marcas próximas de 30°C antes do meio-dia em diferentes pontos. À tarde, as temperaturas alcançam 34°C no oeste e extremo sul do Mato Grosso do Sul, no oeste do Paraná e no leste catarinense. No norte do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina, os termômetros podem variar entre 35°C e 36°C. O potencial de chuva diminui no Sul e Sudeste, com precipitações mais concentradas no Norte e Centro-Oeste.

Na sexta-feira (27), o calor se intensifica, especialmente na Região Sul. Pela manhã, as temperaturas já se aproximam dos 30°C em diversas áreas. À tarde, as máximas atingem cerca de 36°C na região central do Rio Grande do Sul e na Região Metropolitana de Porto Alegre, enquanto no restante do estado variam entre 27°C e 34°C. Em Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, os termômetros ficam entre 33°C e 34°C. Nas capitais, a previsão indica máximas de 28°C em Curitiba e Florianópolis, 33°C em Porto Alegre, 30°C em São Paulo e 25°C em Campo Grande.





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o mercado na Puglia está se recuperando


Em 2025, as vendas de tratores voltam a crescer, tendo aumentado cerca de 22 pontos percentuais em comparação com os doze meses anteriores. A procura regional por máquinas agrícolas é impulsionada por tecnologias para culturas de alto valor agregado. A EIMA International, feira de máquinas agrícolas, é uma plataforma de particular interesse para os operadores da região da Puglia. Espera-se a presença de mais de 10.000 visitantes da região.

As vendas de tratores voltaram a apresentar crescimento no mercado nacional, especialmente na Puglia, uma das regiões mais dinâmicas do mercado italiano de máquinas agrícolas. Os dados sobre o desempenho do setor em 2025 – compilados pela FederUnacoma com base em informações do Ministério dos Transportes – mostram um aumento de 21,6% na região, totalizando 1.820 veículos recém-registrados (contra cerca de 1.500 em 2024), com uma taxa de crescimento superior à média italiana em vários pontos percentuais. As vendas regionais foram impulsionadas principalmente por tratores para vinhedos e pomares, que representaram mais da metade da demanda local por máquinas (913 de 1.821).

Este é o cenário descrito por Simona Rapastella, Diretora Geral da FederUnacoma – a associação italiana que representa os fabricantes de máquinas agrícolas – durante a conferência de imprensa de apresentação da EIMA International 2026. O peso que as máquinas para vinhedos e pomares têm na demanda regional por equipamentos mecânicos – como observado na conferência de imprensa realizada hoje em Bari, como parte da feira Enoliexpo – reflete a crescente especialização do setor primário em culturas de alto valor agregado. A região da Puglia ocupa o primeiro lugar na Itália em área de cultivo de oliveiras (346.000 hectares) e horticultura (80.000 hectares), o segundo em área de vinhedos (96.000 hectares) e o terceiro em área dedicada ao cultivo de citrinos (9.600 hectares). Mas a Puglia – como salientou o Diretor Geral da FederUnacoma na conferência de imprensa – é também uma das principais produtoras de trigo duro do país, com mais de 340.000 hectares cultivados e uma produção anual que ultrapassou as 680.000 toneladas em 2025.

As características específicas da economia agrícola regional tendem, portanto, a estimular a procura por equipamentos especializados para culturas de alto valor agregado e por máquinas tipicamente utilizadas no setor da agricultura de lavoura. Neste contexto, a EIMA International – a feira mundial de máquinas agrícolas organizada pela FederUnacoma, que terá lugar no Centro de Exposições de Bolonha de 10 a 14 de novembro – representa uma plataforma de inegável interesse para os operadores da Puglia, com mais de 60.000 modelos em exposição e uma gama que abrange 14 setores de produtos, desde tecnologias de preparação do solo a sistemas de irrigação, de tratores a componentes e equipamentos de jardinagem.

A 47ª edição da feira sediada em Bolonha já ostenta as credenciais de um grande evento. “As inscrições dos fabricantes têm chegado em ritmo constante desde a abertura do cadastro em novembro passado, preenchendo praticamente todos os espaços de exposição no recinto em menos de dois meses”, afirmou Simona Rapastella em coletiva de imprensa. “O aumento expressivo de inscrições, que continua chegando até hoje”, acrescentou a diretora da FederUnacoma, “levou nosso departamento de eventos a antecipar a fase de planejamento do layout, com uma alocação meticulosa dos espaços de exposição”. De acordo com as previsões dos organizadores, a próxima EIMA não só deverá igualar e provavelmente superar os 1.750 expositores (675 deles estrangeiros) da edição anterior, como também alcançar a marca de 350.000 visitantes registrada em 2024.

De 10 a 14 de novembro, espera-se um grande público no centro de exposições de Bolonha, composto por compradores italianos e internacionais, empresários agrícolas, técnicos, pesquisadores, agrônomos, acadêmicos, estudantes e muitos entusiastas que dedicam seu tempo livre à agricultura e à jardinagem. Para seu vasto público, a feira de Bolonha oferece uma série de novidades, a começar pela expansão de suas áreas temáticas. A EIMA 2026 marca a estreia de dois novos Espaços de Exposição, o EIMA Campus e o EIMA Extend, dedicados respectivamente aos mundos da pesquisa e treinamento e ao das instituições do setor de máquinas agrícolas. Os novos Espaços de Exposição juntam-se aos cinco tradicionais: EIMA Components, dedicado a componentes; EIMA Digital, a tecnologias digitais e robótica; EIMA Energy, à energia proveniente de fontes agroflorestais; EIMA Idrotech, à irrigação; e EIMA Green, à jardinagem. A EIMA 2026 também apresenta um novo layout das áreas de exposição, com a inauguração do Pavilhão 35 – atualmente em construção pela BolognaFiere – e uma nova organização dos espaços externos.

Particularmente interessante para os visitantes é a exposição dos modelos vencedores do Concurso de Inovações e Desenvolvimentos Técnicos, montada, como de costume, na área do Quadripórtico, onde são apresentadas as soluções e conceitos mais avançados propostos pelas empresas expositoras. Tema central do evento de Bolonha, a inovação tecnológica terá um papel de destaque na extensa programação de conferências e seminários (cerca de 150 eventos planejados), dedicados não apenas a questões técnicas, mas também políticas e aos cenários que influenciam o desenvolvimento da agricultura e da mecanização. Entre esses temas, os relacionados à internacionalização terão grande importância. Delegações oficiais da ICE são esperadas em Bolonha; este ano, elas atingirão um número recorde, com 90 países representados, e participarão de reuniões de negócios com empresas italianas expositoras. “Em um cenário global caracterizado por tensões geopolíticas contínuas e um aperto nas barreiras tarifárias, a parceria com a ICE torna-se ainda mais estratégica”, concluiu o Diretor Geral da FederUnacoma, “para o lançamento de colaborações técnicas e comerciais em novos mercados, com especial atenção às regiões do Mercosul, Ásia e Europa.”

 





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Laborsan Agro desponta como referência nacional em polímeros e pós secantes para TSI


Com quase 30 anos de atuação, empresa investe em inovação, pesquisa e sustentabilidade para fortalecer o tratamento de sementes industrial no agronegócio brasileiro

Com quase três décadas de atuação no agronegócio, a Laborsan Agro vem se consolidando como uma das principais referências do Brasil no desenvolvimento de tecnologias voltadas ao Tratamento de Sementes Industrial (TSI). 

Instalada em Diadema (SP), com atuação nacional e internacional, a empresa é especializada na criação e comercialização de soluções voltadas ao recobrimento e proteção do tratamento de sementes.

Film Coating: preservando o investimento em TSI

O grande destaque da Laborsan Agro é a tecnologia Film Coating. A técnica consiste na aplicação de uma solução uniforme ao redor da semente tratada, formando uma camada protetora que contribui para preservar os insumos aplicados nos processos industriais.

O sistema é composto pela combinação de polímeros da linha LabFix e pós secantes LabSec, materiais formulados para promover melhor recobrimento das sementes, acelerar o processo de secagem e aumentar a resistência à abrasão durante as etapas operacionais.

Esse conjunto tecnológico contribui para secagem e fluidez das sementes para garantir maior uniformidade entre os lotes. Como resultado, o processo tende a apresentar maior eficiência nas rotinas industriais e melhor desempenho durante a semeadura, favorecendo a plantabilidade e a qualidade do estabelecimento inicial das lavouras.

“O Film Coating é uma etapa estratégica para a agricultura moderna. Nosso compromisso é desenvolver tecnologias que ampliem a eficiência do processo, aliando inovação e sustentabilidade”, afirma Milton Ribeiro, COO da Laborsan Agro.

Tecnologias integradas para o recobrimento de sementes

Além do Film Coating, a Laborsan Agro atua no desenvolvimento de tecnologias complementares que ampliam a eficiência do tratamento de sementes.

Entre elas está a tecnologia de Incrustação e Peletização, que utiliza aglutinantes e massas de revestimento para padronizar o tamanho e o formato das sementes, criando uma superfície mais uniforme e adequada para a semeadura.

A empresa também desenvolve soluções voltadas à Coloração de sementes e insumos agrícolas, contribuindo para a identificação visual dos tratamentos e para a padronização dos lotes.

Outro eixo do portfólio envolve as Especialidades, categoria que reúne produtos auxiliares como adjuvantes, antiespumantes e tecnologias que melhoram a eficiência operacional.

Tecnologia Proteção Superior 

Entre os diferenciais tecnológicos da empresa está o conceito de Proteção Superior, que combina o polímero LabFix G5 Platinum com o pó secante LabSec Superfluid Graf, formando um sistema que melhora o recobrimento das sementes e contribui para maior aderência dos insumos aplicados. 

Entre os principais ganhos observados estão maior homogeneização entre sementes, melhor acabamento visual e maior resistência à abrasão durante o manuseio, transporte e armazenamento. Sementes tratadas com essa tecnologia apresentam maior padronização e fluidez, favorecendo o desempenho operacional nas etapas de beneficiamento e semeadura. 

Outro aspecto relevante é a redução do desprendimento de poeira, fator importante para a segurança operacional e para a manutenção da dose correta dos produtos aplicados. 

Pesquisa, inovação e conexão com a ciência

A inovação ocupa papel central na estratégia da Laborsan Agro. A empresa mantém participação ativa em iniciativas de pesquisa e desenvolvimento voltadas ao aprimoramento das tecnologias de tratamento de sementes, fortalecendo a conexão entre indústria, ciência e campo.

Um exemplo desse compromisso foi a realização, em novembro de 2025, do Encontro Regional sobre ESG e Sustentabilidade na Cadeia Produtiva de Milho & Sorgo, promovido pela Laborsan Agro em parceria com a Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas (MG).

O evento reuniu pesquisadores, especialistas, lideranças e representantes de empresas e instituições para debater a aplicação prática dos princípios ESG nas cadeias produtivas do milho e do sorgo, promovendo um ambiente de troca de conhecimento técnico e discussão sobre caminhos mais sustentáveis para o agronegócio.

Criação do TSI Experience

A Laborsan Agro também promove iniciativas próprias voltadas ao compartilhamento de conhecimento técnico com o mercado. Um exemplo é a TSI Experience, convenção organizada pela empresa que reúne especialistas, profissionais da indústria de sementes e parceiros estratégicos para discutir tendências, desafios e avanços no tratamento de sementes.

“O TSI Experience é uma iniciativa que reflete a maturidade da Laborsan Agro no setor de sementes no Brasil. Nosso objetivo é reunir diferentes perspectivas da pesquisa, da indústria e da operação para discutir desafios reais do tratamento de sementes e acelerar a adoção de práticas e tecnologias que tragam mais eficiência para toda a cadeia”, afirmou Francisco Eduardo de Albuquerque, CEO da Laborsan Agro.

O evento reforça o posicionamento da companhia como um agente ativo no desenvolvimento tecnológico do setor, estimulando a troca de experiências entre pesquisadores, indústria e profissionais do agronegócio.

ESG integrado ao modelo de negócios

Os princípios de ESG também fazem parte da estratégia da Laborsan Agro. A empresa vem adotando práticas voltadas à redução de impactos ambientais e ao fortalecimento da governança corporativa.

Nos últimos anos, a companhia reduziu cerca de 19% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e diminuiu aproximadamente 17% dos resíduos classe I, considerados perigosos. Entre os avanços recentes também está o lançamento do LabFix G5 Eco, polímero biodegradável desenvolvido para atender às demandas crescentes por soluções mais sustentáveis no agronegócio.

A empresa também publicou seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, seguindo os padrões da Global Reporting Initiative (GRI), e conquistou certificações nacionais e internacionais que reforçam seu compromisso com práticas responsáveis.

“Acreditamos que a sustentabilidade precisa estar integrada às decisões estratégicas da empresa. Quando olhamos para ESG, pensamos em inovação responsável, eficiência no uso de recursos e desenvolvimento de tecnologias que contribuam para uma agricultura mais equilibrada e preparada para os desafios do futuro”, concluiu Francisco Eduardo de Albuquerque, CEO da Laborsan Agro.

 

 





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Calor deve marcar início do outono no Brasil


As previsões climáticas indicam que o Brasil deve manter temperaturas elevadas nas próximas semanas, sem avanço de massas de ar frio significativas. De acordo com o Meteored, o cenário aponta para a continuidade do calor e para a possível influência do El Niño, o que pode descaracterizar o padrão típico do outono no país.

Segundo a análise, “as previsões climáticas mais recentes estão indicando um clima quente para o primeiro mês de Outono”, e não há, até o momento, sinais de frio intenso. A condição já é observada, uma vez que “uma massa de ar frio atuou somente sobre a Argentina e o Uruguai, sem conseguir avançar até o Rio Grande do Sul”.

Ainda conforme o levantamento, “não há previsão de que massas de ar frio significativas consigam avançar pelo país”, o que deve manter as temperaturas acima da média entre março e abril, especialmente na Região Sul. O modelo climático ECMWF também aponta para esse comportamento, indicando manutenção do calor nas próximas semanas.

Em relação às chuvas, o cenário também é de irregularidade. O relatório destaca que “a entrada e manutenção de sistemas capazes de impulsionar a formação de tempestades será bastante irregular”, resultando em distribuição desigual das precipitações pelo país.

Embora o outono seja caracterizado como uma estação de transição, com redução gradual das chuvas, as projeções indicam acumulados abaixo da média. “As previsões indicam também uma irregularidade significativa nas chuvas sobre o país”, com possibilidade de períodos sem precipitação relevante em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O estudo reforça que o padrão climático atual ainda mantém características do verão. “As previsões indicam que o clima brasileiro ainda não ‘virou a chave’, permanecendo sob condições similares às do verão”, aponta o texto.

Paralelamente, há sinais de intensificação do El Niño no Oceano Pacífico equatorial. As projeções indicam que o fenômeno pode se consolidar ainda durante o outono e atingir níveis de intensidade forte ao longo do ano.

De acordo com a análise, a possível consolidação do fenômeno pode antecipar impactos típicos do inverno já sob sua influência. “Existe a possibilidade de que o país entre diretamente em condições de Inverno já influenciadas pela presença do El Niño”, destaca.

O fenômeno costuma provocar mudanças no regime climático brasileiro, com aumento de chuvas no Sul e condições mais quentes e secas no Norte e em partes do Nordeste, além de temperaturas mais elevadas em grande parte do país.

Diante desse cenário, a tendência é de um ano com temperaturas acima do padrão histórico. “Prepare-se para um ano de 2026 que pode se mostrar mais quente do que o normal”, conclui o levantamento.





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Boi gordo e do “boi China” registram alta em São Paulo



Pará registra alta nas cotações do boi



Foto: Divulgação

A cotação do boi gordo e do chamado “boi China” registrou alta em São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgada na segunda-feira (24) pela Scot Consultoria. De acordo com o levantamento, “a cotação do boi gordo e a do ‘boi China’ subiu R$3,00/@”, enquanto os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis na comparação diária. O relatório aponta que a valorização foi sustentada pela menor oferta de animais e pela resistência de vendedores em negociar abaixo das referências, além do suporte das exportações, mesmo com ritmo menor de embarques. As escalas de abate atenderam, em média, a sete dias.

No Pará, o cenário também foi marcado por oferta restrita, levando frigoríficos a pagar mais pela arroba para completar as escalas. Em Marabá, “a cotação do boi gordo subiu R$3,00/@ e a da novilha R$2,00/@”, enquanto a vaca permaneceu estável, com escalas de abate em torno de quatro dias. Em Redenção, “a cotação da vaca subiu R$3,00/@, e a da novilha subiu R$5,00/@”, com estabilidade para o boi gordo e escalas médias de dois dias. Já em Paragominas, “a cotação subiu R$4,00/@ para todas as categorias”, com escalas de três dias. O “boi China” avançou R$4,00/@ em Paragominas e R$1,00/@ em Marabá e Redenção.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura somaram 167 mil toneladas até a terceira semana de março, com média diária de 11,1 mil toneladas, o que representa recuo de 1,7% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar da queda no volume embarcado, o preço médio da tonelada alcançou US$ 5,8 mil, alta de 18% na comparação anual.





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Mandioca tem desenvolvimento irregular



Lavouras de mandioca mostram resultados distintos



Foto: Canva

A cultura da mandioca apresenta desenvolvimento distinto entre regiões do Rio Grande do Sul, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (19). O levantamento indica avanço das lavouras, com variações associadas às condições hídricas e à presença pontual de pragas.

Na região administrativa de Erechim, o desenvolvimento da cultura é considerado adequado, com destaque para o crescimento das raízes. Segundo o informativo, “não há registro de pragas ou doenças até o momento”, e a colheita ainda não foi iniciada.

Já na região de Santa Rosa, o cenário é mais heterogêneo. De acordo com a Emater/RS-Ascar, “o desenvolvimento da cultura, em geral, está bom”, favorecido pelas precipitações recentes, que contribuíram para a recuperação das lavouras afetadas pela falta de umidade no solo.

Nas áreas onde a colheita já ocorre, os resultados são positivos. O relatório aponta que “as lavouras em colheita apresentam rendimento e qualidade satisfatórios”. Por outro lado, em áreas mais impactadas pelo déficit hídrico, há atraso no desenvolvimento das plantas e redução no volume de raízes por planta.

O informativo também registra a presença de pragas em parte das lavouras. “Há registro de ocorrência de mosca-branca em algumas lavouras, podendo comprometer o vigor das plantas e a formação das raízes”, destaca o documento.

No mercado, o produto segue com referência de preço para o consumidor. Conforme o levantamento, “o produto descascado e congelado é vendido a R$ 7,50/kg”.





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Safra de oliva pode ser recorde no Rio Grande do Sul


A safra de olivas 2025/26 no Rio Grande do Sul deve marcar a recuperação da produção de azeite de oliva no Estado, com possibilidade de alcançar níveis recordes. A avaliação é do extensionista da Emater/RS-Ascar, Antônio Borba, que pondera que os resultados definitivos dependem do encerramento da colheita. “Espera-se uma excelente safra, mas somente depois de colhida poderemos afirmar a magnitude da produção e da produtividade, e o quanto isso vai resultar em litros de azeite de oliva produzido no RS”, afirma.

De acordo com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, o Rio Grande do Sul responde por cerca de 75% da produção nacional de azeite de oliva, com mais de 6 mil hectares cultivados em mais de 110 municípios, principalmente na Metade Sul do Estado.

A perspectiva positiva está associada às condições climáticas ao longo do ciclo produtivo. Segundo Borba, o inverno de 2025 registrou número adequado de horas de frio, essencial para o desenvolvimento das oliveiras, enquanto a primavera apresentou volumes de chuva dentro da normalidade. “Uma primavera sem grandes volumes de chuva permitiu uma boa polinização dos olivais. Como a polinização das oliveiras se dá pelo vento, essas condições possibilitaram que o pólen circulasse pelos pomares, resultando em excelente polinização”, explica.

O comportamento do clima durante o verão também contribuiu para o desempenho da safra, com distribuição regular das chuvas, favorecendo o desenvolvimento dos frutos e o potencial produtivo dos olivais. O cenário garantiu condições adequadas ao longo do ciclo, permitindo evolução consistente das lavouras.

Além do clima, o avanço da idade produtiva dos pomares também influencia o resultado esperado. Com mais áreas entrando em produção, cresce a possibilidade de uma safra histórica. Nos últimos anos, a olivicultura gaúcha registrou oscilações. Em 2022/2023, a produção superou 580 mil litros, enquanto em 2023/2024 houve redução de 73%, atribuída ao excesso de chuvas durante a floração.

Na sequência, a safra 2024/2025 manteve volumes reduzidos, passando de 580.228 litros em 2023 para 193.150 litros em 2024. Em 2025, a produção foi de 190,3 mil litros, consolidando um período de baixa antes da recuperação projetada.

Segundo o extensionista, a produtividade está diretamente ligada à quantidade e à qualidade dos frutos, além da idade dos pomares e das condições climáticas. “Quanto maior a quantidade de frutos e melhor sua qualidade, maiores serão o volume e a qualidade do azeite produzido”, ressalta Borba.

A produção de azeite extravirgem exige, em média, entre cinco e dez quilos de azeitonas para cada litro. A partir do quarto ou quinto ano, os pomares podem atingir cerca de cinco toneladas por hectare, com rendimento entre mil e 1.600 litros por hectare. O ponto de colheita também influencia o produto final, já que as azeitonas são colhidas ainda verdes, o que resulta em azeites com maior teor de polifenóis e características específicas de sabor.

Entre os municípios que se destacam na produção estão Cachoeira do Sul, Encruzilhada do Sul, Canguçu, Pinheiro Machado, Bagé, Caçapava do Sul, Santana do Livramento, São Sepé e São Gabriel. Em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, a atividade ligada ao olivoturismo projeta aumento da produção em 2026, enquanto Cruz Alta registra expansão de áreas com novos plantios.





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Arroz terá subvenção de até R$ 70 milhões para equalização de preços



Portaria fixa apoio ao arroz da nova safra



Foto: Divulgação

O governo federal publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira (24) a Portaria Interministerial nº 38, que estabelece os parâmetros para a concessão de subvenção econômica ao arroz em casca da safra 2025/2026. A medida envolve os ministérios da Agricultura, da Fazenda, do Planejamento e do Desenvolvimento Agrário e integra as ações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

De acordo com a portaria, a subvenção será operacionalizada por meio do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural ou sua Cooperativa (Pepro) e do Prêmio para o Escoamento de Produto (PEP), ofertados em leilões públicos realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O objetivo é garantir que os preços recebidos pelos produtores se aproximem dos valores mínimos definidos pelo governo.

O montante destinado à política é de até R$ 70 milhões. Os preços mínimos foram fixados em R$ 63,74 por saca de 50 quilos para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e em R$ 80,00 por saca de 60 quilos para os estados das regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste, além do Paraná.

Poderão participar dos leilões do Pepro produtores rurais e cooperativas, enquanto os leilões do PEP são destinados a indústrias e comerciantes de cereais. Segundo a regulamentação, “o Pepro é uma subvenção econômica concedida ao produtor rural ou à sua cooperativa que arrematar o prêmio equalizador em leilão eletrônico realizado pela Conab”, com a finalidade de complementar o valor de venda até o preço mínimo.

No caso do PEP, o mecanismo envolve o comprador do produto. Conforme a portaria, “o comprador, que pode ser uma usina de beneficiamento ou um comerciante de cereais, arremata o prêmio equalizador em leilão eletrônico realizado pela Conab e deve pagar o preço mínimo ao produtor rural”.

A PGPM é apontada como instrumento de apoio ao setor. O texto destaca que a política atua para “reduzir oscilações na renda dos produtores rurais e assegurar uma remuneração mínima”, além de contribuir para a regulação da oferta e do abastecimento no país.





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Soja, milho e café puxam safra paulista 2025/26


A safra agrícola 2025/26 de São Paulo começa com perspectiva de crescimento em importantes culturas, segundo levantamento divulgado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Os dados foram consolidados pelo Instituto de Economia Agrícola e pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, e indicam avanço na produção de grãos e café, enquanto laranja e cana-de-açúcar registram retração em área e produção.

De acordo com o levantamento, a produção de milho na primeira safra deve alcançar 2,01 milhões de toneladas, alta de 38% em relação ao ciclo anterior. O resultado é atribuído ao aumento da área plantada, estimado em 23,1%, e à elevação da produtividade média, projetada em 7.469 kg por hectare, crescimento de 12,2%. A produção está concentrada em regiões que respondem por 58,6% do total estadual.

A soja também apresenta expansão, com estimativa de produção de 4,57 milhões de toneladas, avanço de 11%. O desempenho é impulsionado por uma produtividade de 3.663 kg por hectare, com destaque para a região de Itapeva, responsável por quase 19% do volume esperado. As regionais de Itapeva, Assis e Ourinhos concentram 39,7% da produção prevista no estado.

No café, o primeiro levantamento da safra 2025/26 indica produção de 4,7 milhões de sacas de 60 quilos. Mesmo com redução de 0,9% na área cultivada, a produtividade deve crescer 5,7%. A região de Franca responde por mais de 57% da produção estadual, com cerca de 2 milhões de sacas, enquanto São João da Boa Vista participa com 1,1 milhão de sacas, equivalente a 23,6% do total.

Os dados também consolidam os números finais da safra 2024/25 para culturas destinadas à indústria. A produção de laranja somou 268,7 milhões de caixas, com produtividade de 30.965 kg por hectare, alta de 2,8%, mas com redução de 9,5% na área cultivada. “O resultado é reflexo direto da alta incidência de greening, principal doença que atinge a cadeia produtiva mundialmente, além das variações climáticas”, informa o relatório.

Já a cana-de-açúcar registrou produção de 390,9 milhões de toneladas, queda de 4,6% em relação ao ciclo anterior. A área plantada recuou 4,8%, totalizando 5,5 milhões de hectares, enquanto a produtividade teve leve aumento de 0,5%, alcançando 78.057 kg por hectare. Segundo o levantamento, a cultura está distribuída em praticamente todas as regionais da CATI, com destaque para São José do Rio Preto, Barretos e Ribeirão Preto.

O levantamento foi realizado entre novembro e dezembro de 2025, com participação de técnicos das Casas de Agricultura nos 645 municípios paulistas. As informações consideram os principais produtos do Valor da Produção Agropecuária Paulista, com base em dados de área, produção e produtividade.





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Tecnologia promete virar o jogo contra pragas



Os lançamentos vao ocorrer durante o Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde (MT)


Os lançamentos vao ocorrer durante o Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde (MT)
Os lançamentos vao ocorrer durante o Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde (MT) – Foto: Divulgação

A realização de uma das principais feiras do agronegócio nacional reúne, nesta semana, soluções voltadas ao aumento de produtividade e ao enfrentamento de desafios recorrentes no campo, com destaque para tecnologias em proteção de cultivos e sementes.

Durante o Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde (MT), a Syngenta apresenta um conjunto de inovações que abrange desde o tratamento de sementes até defensivos químicos, biológicos e portfólio genético. A participação também marca os 20 anos da Dipagro, integrante da rede de revendas SYNAP, com atuação consolidada na região Centro-Oeste. No estande, produtores têm acesso a condições comerciais diferenciadas e ao programa de relacionamento Reúno, voltado à oferta de serviços e benefícios para o campo.

Entre os destaques está o VICTRATO®, solução para tratamento de sementes desenvolvida com tecnologia TYMIRIUM®, voltada ao controle de nematoides e doenças de solo. Esses organismos podem reduzir a produtividade em até 25%, com impactos bilionários na cultura da soja, conforme dados levantados em parceria com consultoria e entidade do setor. A proposta é ampliar a proteção desde a fase inicial das plantas.

O portfólio inclui ainda o inseticida VERDAVIS®, com formulação baseada em PLINAZOLIN®, indicado para pragas de difícil controle, e o fungicida MITRION®, voltado ao combate da ferrugem-asiática e outras doenças relevantes. No segmento biológico, o bioativador MEGAFOL™️ atua na mitigação de estresses climáticos e no estímulo ao desenvolvimento das plantas.

Na área de sementes, a empresa apresenta híbridos de milho e variedades de soja com foco em produtividade, estabilidade e resistência a nematoides. As opções contemplam diferentes ciclos e características agronômicas, buscando atender às demandas de manejo e rentabilidade nas principais regiões produtoras.





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