quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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Calor deve marcar início do outono no Brasil


As previsões climáticas indicam que o Brasil deve manter temperaturas elevadas nas próximas semanas, sem avanço de massas de ar frio significativas. De acordo com o Meteored, o cenário aponta para a continuidade do calor e para a possível influência do El Niño, o que pode descaracterizar o padrão típico do outono no país.

Segundo a análise, “as previsões climáticas mais recentes estão indicando um clima quente para o primeiro mês de Outono”, e não há, até o momento, sinais de frio intenso. A condição já é observada, uma vez que “uma massa de ar frio atuou somente sobre a Argentina e o Uruguai, sem conseguir avançar até o Rio Grande do Sul”.

Ainda conforme o levantamento, “não há previsão de que massas de ar frio significativas consigam avançar pelo país”, o que deve manter as temperaturas acima da média entre março e abril, especialmente na Região Sul. O modelo climático ECMWF também aponta para esse comportamento, indicando manutenção do calor nas próximas semanas.

Em relação às chuvas, o cenário também é de irregularidade. O relatório destaca que “a entrada e manutenção de sistemas capazes de impulsionar a formação de tempestades será bastante irregular”, resultando em distribuição desigual das precipitações pelo país.

Embora o outono seja caracterizado como uma estação de transição, com redução gradual das chuvas, as projeções indicam acumulados abaixo da média. “As previsões indicam também uma irregularidade significativa nas chuvas sobre o país”, com possibilidade de períodos sem precipitação relevante em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O estudo reforça que o padrão climático atual ainda mantém características do verão. “As previsões indicam que o clima brasileiro ainda não ‘virou a chave’, permanecendo sob condições similares às do verão”, aponta o texto.

Paralelamente, há sinais de intensificação do El Niño no Oceano Pacífico equatorial. As projeções indicam que o fenômeno pode se consolidar ainda durante o outono e atingir níveis de intensidade forte ao longo do ano.

De acordo com a análise, a possível consolidação do fenômeno pode antecipar impactos típicos do inverno já sob sua influência. “Existe a possibilidade de que o país entre diretamente em condições de Inverno já influenciadas pela presença do El Niño”, destaca.

O fenômeno costuma provocar mudanças no regime climático brasileiro, com aumento de chuvas no Sul e condições mais quentes e secas no Norte e em partes do Nordeste, além de temperaturas mais elevadas em grande parte do país.

Diante desse cenário, a tendência é de um ano com temperaturas acima do padrão histórico. “Prepare-se para um ano de 2026 que pode se mostrar mais quente do que o normal”, conclui o levantamento.





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Boi gordo e do “boi China” registram alta em São Paulo



Pará registra alta nas cotações do boi



Foto: Divulgação

A cotação do boi gordo e do chamado “boi China” registrou alta em São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgada na segunda-feira (24) pela Scot Consultoria. De acordo com o levantamento, “a cotação do boi gordo e a do ‘boi China’ subiu R$3,00/@”, enquanto os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis na comparação diária. O relatório aponta que a valorização foi sustentada pela menor oferta de animais e pela resistência de vendedores em negociar abaixo das referências, além do suporte das exportações, mesmo com ritmo menor de embarques. As escalas de abate atenderam, em média, a sete dias.

No Pará, o cenário também foi marcado por oferta restrita, levando frigoríficos a pagar mais pela arroba para completar as escalas. Em Marabá, “a cotação do boi gordo subiu R$3,00/@ e a da novilha R$2,00/@”, enquanto a vaca permaneceu estável, com escalas de abate em torno de quatro dias. Em Redenção, “a cotação da vaca subiu R$3,00/@, e a da novilha subiu R$5,00/@”, com estabilidade para o boi gordo e escalas médias de dois dias. Já em Paragominas, “a cotação subiu R$4,00/@ para todas as categorias”, com escalas de três dias. O “boi China” avançou R$4,00/@ em Paragominas e R$1,00/@ em Marabá e Redenção.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura somaram 167 mil toneladas até a terceira semana de março, com média diária de 11,1 mil toneladas, o que representa recuo de 1,7% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar da queda no volume embarcado, o preço médio da tonelada alcançou US$ 5,8 mil, alta de 18% na comparação anual.





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Mandioca tem desenvolvimento irregular



Lavouras de mandioca mostram resultados distintos



Foto: Canva

A cultura da mandioca apresenta desenvolvimento distinto entre regiões do Rio Grande do Sul, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (19). O levantamento indica avanço das lavouras, com variações associadas às condições hídricas e à presença pontual de pragas.

Na região administrativa de Erechim, o desenvolvimento da cultura é considerado adequado, com destaque para o crescimento das raízes. Segundo o informativo, “não há registro de pragas ou doenças até o momento”, e a colheita ainda não foi iniciada.

Já na região de Santa Rosa, o cenário é mais heterogêneo. De acordo com a Emater/RS-Ascar, “o desenvolvimento da cultura, em geral, está bom”, favorecido pelas precipitações recentes, que contribuíram para a recuperação das lavouras afetadas pela falta de umidade no solo.

Nas áreas onde a colheita já ocorre, os resultados são positivos. O relatório aponta que “as lavouras em colheita apresentam rendimento e qualidade satisfatórios”. Por outro lado, em áreas mais impactadas pelo déficit hídrico, há atraso no desenvolvimento das plantas e redução no volume de raízes por planta.

O informativo também registra a presença de pragas em parte das lavouras. “Há registro de ocorrência de mosca-branca em algumas lavouras, podendo comprometer o vigor das plantas e a formação das raízes”, destaca o documento.

No mercado, o produto segue com referência de preço para o consumidor. Conforme o levantamento, “o produto descascado e congelado é vendido a R$ 7,50/kg”.





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Safra de oliva pode ser recorde no Rio Grande do Sul


A safra de olivas 2025/26 no Rio Grande do Sul deve marcar a recuperação da produção de azeite de oliva no Estado, com possibilidade de alcançar níveis recordes. A avaliação é do extensionista da Emater/RS-Ascar, Antônio Borba, que pondera que os resultados definitivos dependem do encerramento da colheita. “Espera-se uma excelente safra, mas somente depois de colhida poderemos afirmar a magnitude da produção e da produtividade, e o quanto isso vai resultar em litros de azeite de oliva produzido no RS”, afirma.

De acordo com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, o Rio Grande do Sul responde por cerca de 75% da produção nacional de azeite de oliva, com mais de 6 mil hectares cultivados em mais de 110 municípios, principalmente na Metade Sul do Estado.

A perspectiva positiva está associada às condições climáticas ao longo do ciclo produtivo. Segundo Borba, o inverno de 2025 registrou número adequado de horas de frio, essencial para o desenvolvimento das oliveiras, enquanto a primavera apresentou volumes de chuva dentro da normalidade. “Uma primavera sem grandes volumes de chuva permitiu uma boa polinização dos olivais. Como a polinização das oliveiras se dá pelo vento, essas condições possibilitaram que o pólen circulasse pelos pomares, resultando em excelente polinização”, explica.

O comportamento do clima durante o verão também contribuiu para o desempenho da safra, com distribuição regular das chuvas, favorecendo o desenvolvimento dos frutos e o potencial produtivo dos olivais. O cenário garantiu condições adequadas ao longo do ciclo, permitindo evolução consistente das lavouras.

Além do clima, o avanço da idade produtiva dos pomares também influencia o resultado esperado. Com mais áreas entrando em produção, cresce a possibilidade de uma safra histórica. Nos últimos anos, a olivicultura gaúcha registrou oscilações. Em 2022/2023, a produção superou 580 mil litros, enquanto em 2023/2024 houve redução de 73%, atribuída ao excesso de chuvas durante a floração.

Na sequência, a safra 2024/2025 manteve volumes reduzidos, passando de 580.228 litros em 2023 para 193.150 litros em 2024. Em 2025, a produção foi de 190,3 mil litros, consolidando um período de baixa antes da recuperação projetada.

Segundo o extensionista, a produtividade está diretamente ligada à quantidade e à qualidade dos frutos, além da idade dos pomares e das condições climáticas. “Quanto maior a quantidade de frutos e melhor sua qualidade, maiores serão o volume e a qualidade do azeite produzido”, ressalta Borba.

A produção de azeite extravirgem exige, em média, entre cinco e dez quilos de azeitonas para cada litro. A partir do quarto ou quinto ano, os pomares podem atingir cerca de cinco toneladas por hectare, com rendimento entre mil e 1.600 litros por hectare. O ponto de colheita também influencia o produto final, já que as azeitonas são colhidas ainda verdes, o que resulta em azeites com maior teor de polifenóis e características específicas de sabor.

Entre os municípios que se destacam na produção estão Cachoeira do Sul, Encruzilhada do Sul, Canguçu, Pinheiro Machado, Bagé, Caçapava do Sul, Santana do Livramento, São Sepé e São Gabriel. Em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, a atividade ligada ao olivoturismo projeta aumento da produção em 2026, enquanto Cruz Alta registra expansão de áreas com novos plantios.





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Arroz terá subvenção de até R$ 70 milhões para equalização de preços



Portaria fixa apoio ao arroz da nova safra



Foto: Divulgação

O governo federal publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira (24) a Portaria Interministerial nº 38, que estabelece os parâmetros para a concessão de subvenção econômica ao arroz em casca da safra 2025/2026. A medida envolve os ministérios da Agricultura, da Fazenda, do Planejamento e do Desenvolvimento Agrário e integra as ações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

De acordo com a portaria, a subvenção será operacionalizada por meio do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural ou sua Cooperativa (Pepro) e do Prêmio para o Escoamento de Produto (PEP), ofertados em leilões públicos realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O objetivo é garantir que os preços recebidos pelos produtores se aproximem dos valores mínimos definidos pelo governo.

O montante destinado à política é de até R$ 70 milhões. Os preços mínimos foram fixados em R$ 63,74 por saca de 50 quilos para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e em R$ 80,00 por saca de 60 quilos para os estados das regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste, além do Paraná.

Poderão participar dos leilões do Pepro produtores rurais e cooperativas, enquanto os leilões do PEP são destinados a indústrias e comerciantes de cereais. Segundo a regulamentação, “o Pepro é uma subvenção econômica concedida ao produtor rural ou à sua cooperativa que arrematar o prêmio equalizador em leilão eletrônico realizado pela Conab”, com a finalidade de complementar o valor de venda até o preço mínimo.

No caso do PEP, o mecanismo envolve o comprador do produto. Conforme a portaria, “o comprador, que pode ser uma usina de beneficiamento ou um comerciante de cereais, arremata o prêmio equalizador em leilão eletrônico realizado pela Conab e deve pagar o preço mínimo ao produtor rural”.

A PGPM é apontada como instrumento de apoio ao setor. O texto destaca que a política atua para “reduzir oscilações na renda dos produtores rurais e assegurar uma remuneração mínima”, além de contribuir para a regulação da oferta e do abastecimento no país.





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Soja, milho e café puxam safra paulista 2025/26


A safra agrícola 2025/26 de São Paulo começa com perspectiva de crescimento em importantes culturas, segundo levantamento divulgado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Os dados foram consolidados pelo Instituto de Economia Agrícola e pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, e indicam avanço na produção de grãos e café, enquanto laranja e cana-de-açúcar registram retração em área e produção.

De acordo com o levantamento, a produção de milho na primeira safra deve alcançar 2,01 milhões de toneladas, alta de 38% em relação ao ciclo anterior. O resultado é atribuído ao aumento da área plantada, estimado em 23,1%, e à elevação da produtividade média, projetada em 7.469 kg por hectare, crescimento de 12,2%. A produção está concentrada em regiões que respondem por 58,6% do total estadual.

A soja também apresenta expansão, com estimativa de produção de 4,57 milhões de toneladas, avanço de 11%. O desempenho é impulsionado por uma produtividade de 3.663 kg por hectare, com destaque para a região de Itapeva, responsável por quase 19% do volume esperado. As regionais de Itapeva, Assis e Ourinhos concentram 39,7% da produção prevista no estado.

No café, o primeiro levantamento da safra 2025/26 indica produção de 4,7 milhões de sacas de 60 quilos. Mesmo com redução de 0,9% na área cultivada, a produtividade deve crescer 5,7%. A região de Franca responde por mais de 57% da produção estadual, com cerca de 2 milhões de sacas, enquanto São João da Boa Vista participa com 1,1 milhão de sacas, equivalente a 23,6% do total.

Os dados também consolidam os números finais da safra 2024/25 para culturas destinadas à indústria. A produção de laranja somou 268,7 milhões de caixas, com produtividade de 30.965 kg por hectare, alta de 2,8%, mas com redução de 9,5% na área cultivada. “O resultado é reflexo direto da alta incidência de greening, principal doença que atinge a cadeia produtiva mundialmente, além das variações climáticas”, informa o relatório.

Já a cana-de-açúcar registrou produção de 390,9 milhões de toneladas, queda de 4,6% em relação ao ciclo anterior. A área plantada recuou 4,8%, totalizando 5,5 milhões de hectares, enquanto a produtividade teve leve aumento de 0,5%, alcançando 78.057 kg por hectare. Segundo o levantamento, a cultura está distribuída em praticamente todas as regionais da CATI, com destaque para São José do Rio Preto, Barretos e Ribeirão Preto.

O levantamento foi realizado entre novembro e dezembro de 2025, com participação de técnicos das Casas de Agricultura nos 645 municípios paulistas. As informações consideram os principais produtos do Valor da Produção Agropecuária Paulista, com base em dados de área, produção e produtividade.





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Tecnologia promete virar o jogo contra pragas



Os lançamentos vao ocorrer durante o Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde (MT)


Os lançamentos vao ocorrer durante o Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde (MT)
Os lançamentos vao ocorrer durante o Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde (MT) – Foto: Divulgação

A realização de uma das principais feiras do agronegócio nacional reúne, nesta semana, soluções voltadas ao aumento de produtividade e ao enfrentamento de desafios recorrentes no campo, com destaque para tecnologias em proteção de cultivos e sementes.

Durante o Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde (MT), a Syngenta apresenta um conjunto de inovações que abrange desde o tratamento de sementes até defensivos químicos, biológicos e portfólio genético. A participação também marca os 20 anos da Dipagro, integrante da rede de revendas SYNAP, com atuação consolidada na região Centro-Oeste. No estande, produtores têm acesso a condições comerciais diferenciadas e ao programa de relacionamento Reúno, voltado à oferta de serviços e benefícios para o campo.

Entre os destaques está o VICTRATO®, solução para tratamento de sementes desenvolvida com tecnologia TYMIRIUM®, voltada ao controle de nematoides e doenças de solo. Esses organismos podem reduzir a produtividade em até 25%, com impactos bilionários na cultura da soja, conforme dados levantados em parceria com consultoria e entidade do setor. A proposta é ampliar a proteção desde a fase inicial das plantas.

O portfólio inclui ainda o inseticida VERDAVIS®, com formulação baseada em PLINAZOLIN®, indicado para pragas de difícil controle, e o fungicida MITRION®, voltado ao combate da ferrugem-asiática e outras doenças relevantes. No segmento biológico, o bioativador MEGAFOL™️ atua na mitigação de estresses climáticos e no estímulo ao desenvolvimento das plantas.

Na área de sementes, a empresa apresenta híbridos de milho e variedades de soja com foco em produtividade, estabilidade e resistência a nematoides. As opções contemplam diferentes ciclos e características agronômicas, buscando atender às demandas de manejo e rentabilidade nas principais regiões produtoras.





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Brasil exporta mais, mas enfrenta pressão nos preços


Os preços da soja recuaram no mercado brasileiro ao longo da semana de 13 a 19 de março, pressionados pelo câmbio, pelas cotações internacionais e pela queda nos prêmios de exportação. A avaliação consta em análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, divulgada na quinta-feira (19).

Segundo o relatório, com o dólar oscilando entre R$ 5,19 e R$ 5,24 e sob influência baixista da Bolsa de Chicago, os valores chegaram a R$ 116,00 por saca nas principais praças do Rio Grande do Sul, enquanto no restante do país variaram entre R$ 97,00 e R$ 115,50 por saca.

O movimento foi intensificado pela suspensão temporária das exportações brasileiras de soja para a China, inicialmente informada pela Cargill e seguida por outras tradings, como Olam, Amaggi, Louis Dreyfus Company e Bunge. A medida provocou forte reação negativa no mercado e levou à queda dos prêmios em até 20 centavos de dólar por bushel no Brasil.

A Ceema destaca a relevância da Cargill nas exportações brasileiras para o mercado chinês. Entre julho de 2025 e março de 2026, a empresa respondeu por cerca de 15% a 16% dos embarques ao país asiático. Até o surgimento do impasse comercial, o Brasil havia exportado 27 milhões de toneladas de soja, volume 25% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior e 44% acima da média dos últimos cinco anos.

Diante da repercussão, o Ministério da Agricultura e Pecuária emitiu um novo ofício na noite de 13 de março, flexibilizando os embarques para a China. A medida contribuiu para a retomada gradual das operações comerciais. “Isso, e mais a lenta recuperação em Chicago, após o tombo da segunda-feira (16), permitiu uma melhora nos preços internos da oleaginosa mais para o final da semana, porém, ainda não recuperando os patamares de dias anteriores”, aponta a análise.

No campo, a colheita da soja avançava para 57,4% da área no início da semana, abaixo dos 66% registrados no mesmo período do ano passado e próxima da média histórica de 57,9%. Em Mato Grosso, principal estado produtor, os trabalhos estavam praticamente concluídos, alcançando 97% da área semeada.





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O lado oculto do comércio com a China


O papel do Brasil no comércio global de soja vai além da simples exportação de commodities e envolve uma dinâmica mais complexa de organização da cadeia produtiva. A avaliação é de Carlos Alberto Tavares Ferreira, estrategista e fundador da Carbon Zero, que aponta uma leitura equivocada sobre a relação entre Brasil e China nesse mercado.

Segundo a análise, a China absorve entre 70% e 80% das exportações brasileiras de soja, enquanto empresas ligadas ao país asiático ampliam presença em diferentes etapas do setor. A COFCO Corporation já movimenta de 10% a 15% das exportações de grãos do Brasil, consolidando posição entre as principais tradings em operação no país. Ao mesmo tempo, a China Merchants Port mantém participações relevantes em terminais portuários na América Latina, incluindo ativos estratégicos em território brasileiro.

O movimento segue uma lógica de integração vertical iniciada na última década. A aquisição da Nidera e da Noble Group Agri, concluída em 2017, e a compra da Syngenta por US$ 43 bilhões pela ChemChina são exemplos dessa estratégia, que conecta trading, logística, infraestrutura e tecnologia agrícola.

Na prática, o produtor brasileiro permanece responsável pelo cultivo e parte do financiamento da produção, mas depende de estruturas que envolvem capital estrangeiro para comercialização e escoamento. O resultado é uma participação ativa na produção, mas sem controle sobre o sistema como um todo.

Os investimentos chineses em infraestrutura, que superam US$ 20 bilhões em portos ao redor do mundo, além do avanço sobre corredores logísticos e projetos como a ferrovia bioceânica entre Brasil e Peru, reforçam essa integração. Embora contribuam para reduzir custos, esses projetos também ampliam a influência externa sobre a cadeia.

Esse cenário impacta a formação de preços, já que a concentração de funções em um único agente tende a estruturar o mercado, reduzindo sua dinâmica plenamente competitiva. Para o estrategista, o principal desafio do Brasil está no diagnóstico dessa relação, ainda vista como simples exportação, quando na realidade representa a inserção em uma cadeia global controlada por outro Estado.

 





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Iniciativa fará com que a Fenasoja 2026 seja a feira do Carbono Zero



A Fenasoja ocorre de 1º a 10 de maio, no Parque de Exposições de Santa Rosa


Foto: Canva

A Fenasoja, ao completar 60 anos, apresenta uma novidade no que tange ao desenvolvimento sustentável. Esta edição será, de forma inédita, a feira “Carbono Zero”. Os gases de efeito estufa gerados durante o evento serão compensados por meio de créditos de carbono, doados pela Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR).Um inventário com a quantificação de gases emitidos no período da feira será elaborado por uma equipe técnica e voluntários que compõem a Assessoria de Sustentabilidade da feira. 

As ações seguem como linha norteadora a Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas, que é formada por 17 pilares, que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs). Assim, a maior feira multissetorial do país intensifica ainda mais sua atenção às questões socioambientais, em prol de um mundo melhor também às futuras gerações. No inventário a ser elaborado constarão pontos como, por exemplo, o consumo de energia elétrica demandada, a forma de deslocamento para a feira e a origem do deslocamento das pessoas, bem como informações sobre os quantitativos de resíduos gerados nesse período. A partir desses dados, haverá uma quantificação geral dos gases emitidos para atmosfera e a conversão em créditos de carbono.

Além disso, a sustentabilidade permeia o trabalho e tem uma atenção especial também das demais comissões da feira, mesmo antes da abertura dos portões ao público, em 1º de maio. Integrantes da assessoria orientam as ações, por exemplo, voltadas à destinação adequada de resíduos no Parque de Exposições de Santa Rosa. As ações se estenderão aos trabalhos que compreendem o período pós-evento, até a desmontagem dos estandes. Assim, com foco no desenvolvimento sustentável,  a Fenasoja reforça seu compromisso de pensar e contribuir na construção da Santa Rosa e da região do amanhã.

A Fenasoja ocorre de 1º a 10 de maio, no Parque de Exposições de Santa Rosa. A entrada é gratuita.





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