terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

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Sorgo brasileiro rende 150% a mais


O híbrido SHU 511, da brasileira Shull Seeds, foi o destaque da 2ª Vitrine de sorgo da Coopertinga, realizada em Formoso (MG), ao registrar a maior produtividade líquida entre 30 materiais avaliados. Com colheita em 9 de julho e umidade corrigida para 13%, o SHU 511 atingiu 158,8 sacas por hectare, superando em 145,9% a média estadual, de 63,6 sc/ha, conforme estimativa da Conab para a safra 2024/25.

O experimento foi conduzido com plantio em 21 de fevereiro na Fazenda JM, da família Balbinot, utilizando adubação de base de 250 kg/ha (05-37-00) e 140 kg/ha de KCl, além de 200 kg/ha de ureia em cobertura. O híbrido da Shull superou o segundo colocado em 15,5 sacas, e teve produtividade 29,2% superior à média dos demais concorrentes.

Segundo Daniel Tablas, engenheiro agrônomo da empresa, o SHU 511 tem se mostrado uma excelente opção para regiões do Cerrado como o Noroeste Mineiro e o Leste Goiano. “O SHU 511 tem mostrado excelente adaptação nesta região do Cerrado que inclui o Noroeste Mineiro e Lesto Goiano, com sanidade foliar e alto teto produtivo. É uma alternativa segura para o produtor que busca rentabilidade com sorgo na safrinha”, afirma.

De acordo com a Conab, Minas e Goiás somam 52% da produção nacional de sorgo. Em dez anos, a produção mineira cresceu mais de 300%, e a goiana, quase 350%. No cenário nacional, a área plantada aumentou 173% entre 2015/16 e 2024/25, com avanço de 98% na produtividade média, reforçando o papel estratégico do sorgo na produção de grãos no Brasil.

“O sorgo tem se consolidado como uma alternativa estratégica para a produção de grãos no Brasil, especialmente em regiões com menor disponibilidade hídrica. Os dados de produtividade mostram que o produtor brasileiro está investindo em tecnologia e manejo para ampliar a eficiência da cultura”, afirma o agrônomo Tablas.

 





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Taxação dos EUA continua dividindo opiniões na Câmara dos Deputados



Deputados divergem sobre como agir diante da taxação dos EUA contra o Brasil


Foto: Canva

A ameaça dos Estados Unidos de taxar produtos brasileiros em 50% a partir de 1º de agosto continua a gerar debates na Câmara. Enquanto o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), atribui a resolução do problema ao Executivo, o presidente da Comissão de Finanças e Tributação, deputado Rogério Correia (PT-MG), diz que não há justificativa técnica para essa taxação.

Problema do Executivo

“Esse não é um problema nosso [da Câmara]”, disse Sóstenes Cavalcante, em entrevista à Rádio Câmara nesta sexta-feira (18). “É problema de governos: governo executivo brasileiro, na figura do presidente atual da República, com o governo Donald Trump lá nos Estados Unidos.”

Segundo Sóstenes, o papel do Legislativo é atuar em eventual necessidade do Executivo e, até o momento, o Palácio do Planalto não acionou a Câmara. “Então não temos o que fazer”, resumiu, criticando a falta de diálogo do governo brasileiro com a administração americana.

Tentativa de interferência

Por outro lado, o deputado Rogério Correia afirmou que o governo brasileiro já busca negociar com o governo americano. Em entrevista à Rádio Câmara nesta sexta-feira (18), o parlamentar aventou a possibilidade de o Brasil aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica – recentemente aprovada pelo Congresso – e taxar a importação de produtos norte-americanos. “Mas espero que não cheguemos a tanto”, torce Rogério Correia, apostando num “recuo” do presidente dos EUA.

Para Correia, a taxação é injustificável, visto que os EUA têm superávit anual de US$ 68 bilhões nas relações comerciais com o Brasil. O deputado acusou Donad Trump de tentar interferir na justiça brasileira e de atacar o sistema de pagamentos PIX. “[Trump] Quer que a gente destrua o nosso PIX para validar o cartão de crédito americano”, criticou.

 





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Paraná colhe safra recorde de feijão em 2025


O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), informou nesta quinta-feira (17), por meio do Boletim de Conjuntura Agropecuária, que foi encerrada a colheita da segunda safra de feijão no estado. Essa etapa é considerada a mais relevante em volume, com plantio concentrado entre janeiro e fevereiro.

Segundo os dados do Deral, foram semeados 328 mil hectares nesta segunda safra, área 25% inferior à registrada no mesmo período do ano anterior. Como consequência, a produção recuou 23%, somando 526,6 mil toneladas. Apesar da redução, a primeira safra, colhida em janeiro, já havia disponibilizado 338 mil toneladas ao mercado, com aumento de 102% em relação ao ciclo anterior.

Com o encerramento das duas principais safras, que definem praticamente toda a oferta estadual — já que a terceira safra possui participação marginal —, o Paraná totaliza 865 mil toneladas de feijão na safra 2024/25. O volume representa alta de 2% em relação ao ciclo 2023/24, que havia alcançado 849 mil toneladas. Caso confirmado, esse resultado estabelece um novo recorde estadual e mantém o Paraná como o maior produtor de feijão do país, respondendo por cerca de 25% da produção nacional.

O boletim também aponta os efeitos dessa oferta sobre os preços. A cotação da saca de feijão preto recuou 44% em comparação com julho de 2024, passando de R$ 228,38 para cerca de R$ 121,00. O Deral observa que, embora as exportações tenham sustentado os preços em parte de 2024, o ritmo dos embarques caiu. No segundo trimestre de 2025, foram exportadas 17 mil toneladas de feijão seco, volume 33% menor do que o registrado no mesmo período de 2024, que havia atingido 26 mil toneladas.

Com o aumento da disponibilidade interna e o recuo nas cotações, a tendência observada pelos técnicos do Deral é de que haja redução na área a ser cultivada com feijão a partir de agosto, na primeira safra de 2025/26.





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Exportações de soja crescem 13% em Goiás


O vazio sanitário da soja em Goiás foi iniciado em 27 de junho e seguirá até 24 de setembro de 2025, conforme informou o boletim Agro em Dados de julho, divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa). Durante esse período, os produtores devem suspender completamente o cultivo da leguminosa para conter a ferrugem asiática, doença que compromete a sanidade das lavouras.

Segundo a Seapa, esse intervalo coincide com uma fase estratégica para a comercialização dos grãos armazenados. A colheita da safra 2024/25 foi concluída em abril, e muitos produtores decidiram reter o produto, aguardando melhores oportunidades de mercado. Isso resultou em alta ocupação dos armazéns no estado.

De acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a capacidade estática de armazenagem de grãos em Goiás é de aproximadamente 17,5 milhões de toneladas. No entanto, somente a produção estadual de soja nessa safra alcançou 20,4 milhões de toneladas, evidenciando a necessidade do uso de silos temporários e da comercialização imediata de parte da safra. A Seapa destaca que “a correta gestão dos estoques durante o vazio sanitário é fundamental para evitar perdas, garantir a qualidade do grão e ampliar as possibilidades de negociação em períodos de prêmio e câmbio mais favoráveis”.

Entre janeiro e maio de 2025, as exportações brasileiras de soja em grão somaram 51,5 milhões de toneladas, crescimento de 2,7% em comparação com o mesmo período de 2024. Goiás respondeu por 6,8 milhões de toneladas, ampliando sua participação em 13,1%. O desempenho positivo também se estendeu ao óleo de soja, cujas exportações brasileiras atingiram 658,7 mil toneladas. Destas, 80,6 mil toneladas partiram de Goiás, aumento de 31,7% em relação ao ano anterior. Segundo a Seapa, Índia e Bangladesh continuam entre os principais destinos desses produtos, evidenciando o fortalecimento da demanda por derivados e o movimento da cadeia produtiva em busca de maior valor agregado.

No mercado interno, o preço médio da soja em junho foi de R$ 134,40 por saca, de acordo com o CEPEA/Esalq. O valor representa uma alta de 1,0% em relação a maio deste ano, mas ainda está 3,3% abaixo do registrado em junho de 2024. A Seapa aponta que esse cenário se deve à oferta vinda dos Estados Unidos e da Argentina, destinada ao mercado chinês, o que impactou diretamente a cotação da soja brasileira. “A demanda da China e outros fatores influenciaram na desvalorização do preço pago por tonelada exportada do complexo soja”, ressalta o boletim.





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Cevada: cultivares visam qualidade cervejeira



Semeadura da cevada é finalizada no Rio Grande do Sul




Foto: Canva

A semeadura da cevada foi encerrada no Rio Grande do Sul, e as lavouras se encontram atualmente em fase de desenvolvimento vegetativo. As informações são do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (17) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com a entidade, o estabelecimento inicial das plantas foi considerado adequado.

A Emater/RS-Ascar informou que foram utilizadas, majoritariamente, cultivares adaptadas às condições edafoclimáticas da região, com ciclos precoce a médio, bom perfilhamento e resistência moderada a doenças foliares, como mancha-marrom e oídio. A escolha das cultivares também considerou critérios tecnológicos voltados à produção cervejeira, como baixo teor proteico, peso hectolitro reduzido e elevado rendimento de malte.

Na região administrativa de Erechim, o cultivo da cevada segue contratos previamente firmados com a indústria de malte. A Emater/RS-Ascar informou que “o valor médio pago é de R$ 85,00 por saca de 60 quilos, desde que os lotes atendam aos padrões de qualidade exigidos”.

Na região de Ijuí, o desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório. No entanto, os técnicos registraram aumento de manchas foliares, o que exige atenção no manejo fitossanitário durante esta fase do ciclo.





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Crédito limitado trava avanço do mercado de insumos



O atual ambiente exige cautela e uma nova abordagem na concessão de crédito



Atualmente, estima-se que entre 20% e 25% das compras de fertilizantes ainda estão em aberto para a soja
Atualmente, estima-se que entre 20% e 25% das compras de fertilizantes ainda estão em aberto para a soja – Foto: inpEV

O mercado de insumos agrícolas no Brasil enfrenta um dos seus maiores desafios em 2025: a dificuldade no acesso ao crédito. Segundo análise de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o tema tem sido recorrente em conversas com profissionais do setor, incluindo empresas de defensivos, sementes, revendas e misturadores de fertilizantes. Essa limitação tem impactado diretamente o ritmo das negociações para a safra 2025/26.

Atualmente, estima-se que entre 20% e 25% das compras de fertilizantes ainda estão em aberto para a soja, reflexo claro das restrições de crédito. No milho, a expectativa é de um cenário semelhante. A combinação de juros elevados e insegurança financeira ao longo da cadeia produtiva tem dificultado o avanço das vendas e compromissos de fornecimento.

Nos últimos anos, o agronegócio passou por mudanças significativas. Um dos indicativos mais preocupantes é o crescimento expressivo dos pedidos de recuperação judicial, tanto por empresas quanto por produtores rurais, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas. Enquanto em 2021 esses casos eram isolados, em 2024 houve uma explosão nos registros, tendência que segue firme no primeiro trimestre de 2025.

O atual ambiente exige cautela e uma nova abordagem na concessão de crédito. O setor enfrenta um período de incertezas, exigindo maior rigor na gestão de risco e uma postura realista diante das condições do mercado. As informações foram publicadas por Jeferson Souza no LinkedIn.

“Não tenho dúvidas de que a forma de conceder crédito muda completamente diante desses indicadores. Os desafios do agronegócio são enormes para esse segundo semestre deste ano. E o mais importante: precisamos sempre pensar com os pés no chão e manter uma boa gestão de risco”, conclui.

 





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Mercado do boi registra recuo na cotação do “boi China”



Tarifa dos EUA pressiona mercado do boi gordo




Foto: Kadijah Suleiman

O mercado do boi gordo iniciou a semana com menor volume de negociações em São Paulo. A análise “Tem Boi na Linha”, divulgada pela Scot Consultoria, aponta que o ritmo de escoamento da carne bovina está lento, e o anúncio da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos impactou negativamente o setor. Segundo a consultoria, “quem estava na ativa comprava volumes menores”.

De acordo com o levantamento, a cotação do boi gordo, da vaca e da novilha não apresentou variações em relação ao dia anterior. No entanto, o chamado “boi China” registrou queda de R$ 2,00 por arroba. As escalas de abate permanecem, em média, para sete dias.

Em Mato Grosso, os frigoríficos, sobretudo os exportadores, reduziram a atuação nas compras, o que manteve o mercado com poucos negócios. Na região Norte e no Sudoeste do estado, as cotações não se alteraram. Já na região de Cuiabá, houve estabilidade no preço do boi gordo, mas quedas de R$ 3,00 por arroba nas cotações da vaca e da novilha. No Sudeste de Mato Grosso, a cotação do boi gordo recuou R$ 1,00 por arroba, enquanto a da vaca e da novilha caiu R$ 5,00 por arroba. Nessa região, o “boi China” manteve sua cotação.

No Espírito Santo, o escoamento da carne também foi considerado fraco, e parte dos frigoríficos permaneceu fora das compras. As escalas de abate estavam posicionadas e, com o baixo número de negócios, não houve alteração nas cotações do boi gordo, do “boi China”, da vaca e da novilha. A cotação do “boi China” permaneceu estável.





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Produtores de mandioca se preparam para nova safra



Geada prejudica ramas e força compra interestadual




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (17), agricultores da região administrativa de Santa Rosa já iniciaram os preparativos para o próximo ciclo produtivo de mandioca. As ramas estão sendo acondicionadas para garantir a produção de manivas, que serão utilizadas na implantação da nova safra, prevista para as primeiras semanas de agosto.

A Emater/RS-Ascar informou que parte dos produtores que não armazenou corretamente o material de propagação está à procura de mudas. Em Salvador das Missões, uma agroindústria especializada na produção de polvilho azedo está ofertando feixes com 200 mudas da variedade Bahianinha pelo valor de R$ 35,00. A mesma unidade comercializa a caixa de 25 quilos por R$ 60,00. No comércio direto ao consumidor, a mandioca com casca está sendo vendida a R$ 4,00 por quilo, enquanto o produto descascado atinge R$ 7,00 por quilo no mercado.

Na região de Soledade, os técnicos da Emater/RS-Ascar relataram que a colheita segue em andamento, mas as ramas foram prejudicadas pelas geadas recentes. Com a redução da oferta de mudas viáveis, a busca por manivas se intensificou, e muitos agricultores estão adquirindo o material de propagação em outros estados para garantir o plantio da próxima safra.





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Exportações de mel enfrentam incertezas com nova tarifa dos EUA


De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), o anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, a ser aplicada pelos Estados Unidos a partir de 1º de agosto, gera preocupação entre exportadores, especialmente do setor de mel.

“O impacto sobre a cadeia produtiva do mel pode ser significativo”, apontou o boletim. Os Estados Unidos são atualmente o principal destino do mel brasileiro, representando 84,1% do volume exportado no primeiro semestre de 2025. Nesse período, o Brasil embarcou 16.170 toneladas do produto para o mercado norte-americano, com receita de US$ 52,2 milhões.

A medida tarifária já teve reflexos práticos. Segundo o informativo, o Grupo Sama, empresa do Piauí e uma das maiores exportadoras de mel orgânico do mundo, sofreu o cancelamento imediato de um carregamento de 585 toneladas destinado aos EUA. Parte da carga estava nos portos de Pecém e Mucuripe, no Ceará, pronta para embarque. A empresa informou que, com a nova tarifa, o custo aumentaria em aproximadamente US$ 6 milhões.

Ainda segundo o boletim, outra exportadora nordestina, a Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis), teve contêineres com 95 toneladas de mel liberados no dia 13 de julho, após apelo de produtores aos compradores nos Estados Unidos. A liberação ocorreu antes da vigência da nova tarifa, prevista para o início de agosto.

Além das barreiras comerciais, a Casa Apis também alertou para a estiagem prolongada no semiárido, que pode reduzir em até 40% a produção de mel em 2025. “A conjugação de fatores climáticos e comerciais coloca em risco a sustentabilidade da atividade apícola”, destacou a entidade.

Os dados da Agrostat mostram que, no primeiro semestre de 2025, o Brasil exportou 19.219 toneladas de mel in natura, 8,7% a mais que no mesmo período de 2024. A receita cambial foi de US$ 62,2 milhões, com preço médio de US$ 3.237,47 por tonelada, valor 27,1% superior ao registrado no ano anterior.

Minas Gerais liderou as exportações com 4.621 toneladas e receita de US$ 15,2 milhões, seguido por Piauí, com 3.796 toneladas e US$ 12 milhões. O Paraná ocupou a terceira posição com 3.814 toneladas exportadas e faturamento de US$ 12,3 milhões. Santa Catarina e São Paulo vieram na sequência.

Além dos Estados Unidos, o Brasil exportou mel para países como Canadá, Reino Unido, Países Baixos, Austrália, Bélgica e Israel, embora em volumes significativamente menores.

O boletim conclui que os efeitos da nova tarifa devem ser acompanhados de perto, pois podem comprometer a viabilidade econômica de produtores e exportadores, especialmente nas regiões mais dependentes do mercado externo.





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Baixa oferta de pasto impacta escore corporal


A condição corporal dos rebanhos de corte no Rio Grande do Sul tem variado conforme o acesso às pastagens de inverno e aos recursos de suplementação disponíveis nas propriedades. É o que aponta o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (17) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o boletim, nas regiões onde predominam campos nativos e pastagens de verão, o escore corporal dos animais registrou queda, especialmente nas propriedades que não contam com silagem ou forrageiras implantadas. “Nessas áreas, os pecuaristas lançaram mão da suplementação com feno, pré-secado, silagem e sal proteinado”, informou a Emater. Em algumas localidades, também houve redução do rebanho por meio da venda de animais, como forma de equilibrar a lotação das pastagens disponíveis.

Nas propriedades com pastagens de inverno bem estabelecidas ou em sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP), a manutenção e até a melhora da condição corporal dos animais permitiram o abate e o bom desempenho dos lotes em fase de recria e terminação.

Na região de Bagé, o boletim relata que o ganho de peso ficou abaixo do esperado. Na Fronteira Oeste, a alimentação dos animais tem sido complementada com fardos de palha de arroz. Já em São Gabriel, foram registradas as primeiras parições da temporada. “Em propriedades menores, observamos a tentativa de reduzir a lotação, enquanto em unidades mais tecnificadas houve reforço com silagem ensacada, feno e pré-secado”, informou a Emater/RS-Ascar.

No relatório da região de Caxias do Sul, a sanidade do rebanho foi considerada adequada, porém o estado corporal foi prejudicado em áreas sem silagem. Nessas propriedades, o fornecimento de sal proteinado foi direcionado principalmente a touros e vacas prenhes.

Em Erechim, os rebanhos apresentam condição corporal satisfatória, apesar da menor oferta de pasto nas áreas de verão e de campo nativo. Em locais com alta lotação animal, a queda de peso foi compensada com o uso de silagens e concentrados, além do manejo em pastagens de inverno já disponíveis.

A unidade de Frederico Westphalen reportou uso de suplementação alimentar como medida para conter a perda de peso dos animais. O clima seco contribuiu para a execução de manejos sanitários, como desvermifugação e vacinação.

Em Passo Fundo, a ocorrência de geadas comprometeu a oferta de pastagens, provocando queda de peso nos lotes a pasto. Nessas condições, houve necessidade de suplementação alimentar. Os animais em confinamento mantiveram a condição corporal. Em propriedades onde o pastejo foi inviabilizado, foi registrada a venda dos lotes.

A Emater ainda apontou que, na região de Pelotas, a condição corporal segue em queda, influenciada pelas baixas temperaturas e oferta limitada de forragem. “Os produtores das áreas de campo nativo têm fornecido sal mineral proteinado para preservar a reserva corporal dos animais”, destacou o informativo.

Na regional de Santa Maria, o crescimento lento das pastagens afetou o ganho de peso dos animais. O desmame e a comercialização de terneiros continuam, assim como os diagnósticos de gestação.

Na área de Santa Rosa, o manejo e o bem-estar dos animais foram favorecidos pelas condições climáticas, mas observou-se tendência de queda no escore corporal em propriedades sem forrageiras de inverno. Em contraste, nas áreas com integração lavoura-pecuária, os animais apresentaram ganho de peso e foram destinados ao abate ou alocados em pastagens cultivadas de inverno para manutenção da condição corporal.

Por fim, na região de Soledade, segue o período de parição e os terneiros continuam ganhando peso. O estado corporal dos animais foi considerado adequado devido ao pastejo nas áreas de aveia.





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