terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Laranja para suco tem baixa cotação e compra limitada


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (17), o retorno da insolação nas últimas semanas contribuiu para a melhoria das condições das frutíferas cítricas na região de Caxias do Sul. Apesar disso, pomares de bergamota sofreram com a queda de frutos no terço superior das plantas, em razão das sessões tão intensas que atingiram a região nos meses de junho e julho.

A entidade informou que “esta safra foi considerada ótima em termos de produção, que está acima do esperado”, mesmo diante dos eventos climáticos adversos. Os produtores estão desenvolvendo tratamentos fitossanitários com fungicidas. A colheita da bergamota Ponkan e da variedade Caí está em fase final, com preços variando entre R$ 1,50 e R$ 1,75 o quilo. Também foi iniciada a colheita das variedades Montenegrina, cotada a R$ 2,50/kg, e Murcott, a R$ 1,80/kg.

Nos pomares de laranja da mesma região, sugeriu-se redução na queda de frutos. Estão sendo aplicados tratamentos cúpricos para controle do câncer-cítrico. As variedades Bahia, Monte Parnaso e do Céu estão em colheita. A laranja de umbigo destinada ao consumo in natura é comercializada a R$ 1,80/kg, enquanto o produto para suco custa R$ 0,50/kg.

Na região de Passo Fundo, segue a colheita de variedades precoces de laranja. Os produtores realizam tratamentos preventivos contra pinta-preta e câncer-cítrico, além de práticas agronômicas como plantio de cobertura do solo, controle de moscas e adubação com cloreto de potássio. Nos pomares em formação, ocorrem possibilidades de formação. O preço da laranja para a indústria varia entre R$ 0,90 e R$ 1,10/kg. A expectativa de expansão da área plantada corresponde aos preços obtidos na última safra.

Em Erechim, segue a comercialização das laranjas Salustiana, IAPAR e Rubi, com início da colheita da variedade Valência, cotada a R$ 800,00 por tonelada. Segundo a Emater/RS-Ascar, “em virtude do anúncio de tributação de 50%, a partir de 1º de agosto, pelo governo norte-americano, as indústrias de suco de laranja planejaram paralisar a coleta de frutos até que a situação esteja normalizada ou que haja um direito com outros países para a exportação”. A medida afeta diretamente o setor, já que cerca de 40% do suco de laranja brasileiro é exportado para os Estados Unidos.

Em Frederico Westphalen, a produção envolve mais de 3.500 hectares de laranjas de suco e de umbigo, distribuídos entre 1.574 famílias. A área de cultivo de bergamota soma 240 hectares, com 225 famílias envolvidas, e o limão Tahiti ocupa 26 hectares de 55 famílias. As chuvas intensas em maio e junho, seguidas por simultâneas no início de julho, provocaram a queda de frutos em pomares de variedades precoces, de ciclo médio e tardio, afetando a qualidade do suco e, em alguns casos, resultando na recusa de compra por parte das indústrias.

As variedades precoces estão em final de colheita, enquanto as de ciclo médio e tardio ainda iniciam a maturação. Os produtores seguem com aplicações de calda sulfocálcica para controle de pragas, como mosca-branca, ácaro-da-falsa-ferrugem e ácaro-da-leprose, e doenças como a clorose variegada dos citros (CVC).

Os preços de bergamotas e laranjas variam entre R$ 1,50 e R$ 2,00/kg no mercado local. Para a indústria, laranjas precoces com boa qualidade de suco são comercializadas entre R$ 800,00 e R$ 850,00/t. Já as de ciclo tardio, com qualidade inferior, são cotadas a R$ 650,00/t, mas com restrição na compra pelas indústrias.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cotrijal inicia obras que preparam Expodireto maior


A Cotrijal participou nesta segunda-feira, 21 de julho, da assinatura da ordem de início das obras de reposicionamento da ERS-142, entre a Prefeitura de Não-Me-Toque e a empresa vencedora da licitação. O novo traçado da rodovia irá possibilitar a futura ampliação do parque da Expodireto Cotrijal.

No final do ano passado, um trecho da rodovia que conecta o município a Victor Graeff/RS passou do governo do estado para a jurisdição de Não-Me-Toque/RS. Já a cooperativa destinou um espaço de cerca de dois quilômetros ao município. Com isso, o trecho da rodovia que atualmente passa em frente ao parque da Expodireto Cotrijal será realocado para a área que foi cedida à Prefeitura de Não-Me-Toque, localizada dentro do estacionamento principal da feira. Essa mudança permitirá a execução do projeto de ampliação do parque.

O contrato com a empresa Compacta Sul prevê o início das obras na rodovia para os próximos dias. O prazo para conclusão é de nove meses. As obras incluem terraplanagem, drenagem, pavimentação asfáltica e sinalização no trecho municipalizado da ERS-142.

Dessa forma, a realocação do trecho deve ser finalizada para a Expodireto Cotrijal do ano que vem, já a ampliação do parque está estimada para a edição de 2027. “Essas obras são muito importantes porque vamos oportunizar a participação de muitas empresas que já aguardam para fazer parte da Expodireto Cotrijal. É um projeto da prefeitura com o estado do Rio Grande do Sul que vai beneficiar a feira e toda a comunidade”, ressaltou o presidente da Cotrijal, Nei César Manica.

O investimento previsto é de mais de R$ 2,7 milhões, contando com recursos oriundos de emenda parlamentar no valor aproximado de R$ 2,5 milhões, destinada pelo deputado federal Pedro Westphalen.

“Vai consolidar de vez uma das maiores e melhores feiras do agronegócio, além de trazer maior visibilidade, circulação de pessoas, arrecadação e investimentos para Não-Me-Toque. Nós ficamos muito felizes em contribuir para que a Expodireto continue crescendo”, destacou o prefeito Gilson dos Santos.

A assinatura do termo de início das obras foi realizada no gabinete do prefeito e também contou com a presença do presidente da Câmara de Vereadores, Cristiano Lima, e de secretários municipais, além de representantes da empresa vencedora da licitação e da cooperativa.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Programa Grão Seguro debate segurança em áreas classificadas de armazenagem de grãos



Programa vai ao ar nesta terça-feira às 19h30




Foto: Canva

O Programa Grão Seguro desta terça-feira, 22 de julho, traz um tema fundamental para a segurança nas operações de armazenagem de grãos. A edição vai ao ar às 19h30 (horário de Brasília) e contará com a participação especial do engenheiro Maurício Clábria Vianna, da MCV Consultoria.

O especialista abordará o tema “Área Classificada em Unidades Armazenadoras de Grãos”, assunto que desperta grande interesse entre profissionais do setor por envolver riscos e exigências técnicas específicas no manuseio e estocagem de grãos em larga escala.

Áreas classificadas são locais com potencial de formação de atmosferas explosivas, exigindo cuidados rigorosos com equipamentos elétricos, ventilação, sensores e procedimentos operacionais. Segundo os organizadores, a discussão visa ampliar o conhecimento técnico dos profissionais que atuam em armazenadoras, cooperativas, tradings e indústrias processadoras.

A transmissão será ao vivo pelo canal oficial do Programa Grão Seguro no YouTube, reunindo técnicos, engenheiros, gestores e demais profissionais ligados à cadeia do agronegócio. A participação é gratuita, e os espectadores poderão enviar perguntas em tempo real durante a live.

Clique aqui para assistir.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços do algodão recuam com alta na produção mundial, indica Imea



Eevação na estimativa foi puxada pela expectativa de ampliação da área




Foto: Canva

A produção mundial de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para cima e deve alcançar 25,78 milhões de toneladas de pluma, segundo a estimativa de junho divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os dados são do boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que aponta um aumento de 1,22% em relação à projeção anterior, de maio.

Segundo informações do boletim do Imea, a elevação na estimativa foi puxada pela expectativa de ampliação da área cultivada nos Estados Unidos. Com isso, o país norte-americano deve contribuir significativamente para o crescimento da oferta global da fibra. Por outro lado, o consumo mundial teve um incremento mais tímido, de apenas 0,31% no comparativo mensal, totalizando 25,72 milhões de toneladas.

Esse descompasso entre oferta e demanda resultou em uma elevação dos estoques finais globais de algodão, que subiram 0,68% em relação ao mês anterior e somaram 16,83 milhões de toneladas. A perspectiva de maior disponibilidade do produto no mercado global pressionou os preços para baixo, com recuo nas cotações da bolsa de Nova York no dia da divulgação do relatório.

Apesar do cenário de crescimento na produção, o mercado segue atento ao desenvolvimento da safra nos Estados Unidos. O boletim do Imea destaca que há previsão de seca em importantes regiões produtoras, o que pode comprometer o rendimento e afetar a oferta global nos próximos meses. Esse fator climático representa um ponto de atenção para os produtores e para o comércio internacional da pluma.

Com um cenário ainda incerto, os próximos relatórios devem ser decisivos para a formação dos preços e para as estratégias de comercialização. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

EUA podem taxar carne bovina e afetar competitividade


A análise “Tem Boi na Linha”, divulgada pela Scot Consultoria, apontou queda nas cotações do “boi China” e da vaca em São Paulo nesta terça-feira, 22. De acordo com o levantamento, os negócios nas indústrias ativas ocorreram com valores inferiores aos registrados anteriormente. A arroba do “boi China” recuou R$ 2,00 e a da vaca, R$ 3,00.

Segundo a consultoria, “grande parte das indústrias frigoríficas ainda esteve fora das compras”. As escalas de abate ficaram entre oito e nove dias, em média. Muitas empresas têm evitado estender suas programações, optando por uma estratégia mais cautelosa, acompanhando o mercado dia a dia, diante da ausência de recuperação no consumo interno. Esse cenário também tem levado à redução do número de dias de abate semanal.

Na Bahia, a oferta foi menor em relação à semana anterior, mas o escoamento da carne bovina permanece como um dos principais entraves. Com isso, os preços seguiram em queda. No Oeste do estado, as cotações do boi, da vaca e da novilha recuaram R$ 5,00 por arroba. Já na região Sul, o boi gordo e a novilha também caíram R$ 5,00/@, enquanto a vaca teve queda de R$ 3,00/@.

No cenário externo, a exportação de carne bovina in natura apresentou desempenho positivo até a terceira semana de julho. O volume exportado alcançou 172,7 mil toneladas, com média diária de 12,3 mil toneladas — um avanço de 19,6% frente ao mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada exportada ficou em US$ 5,5 mil, representando alta de 25,8% na comparação anual.

Entre os dias 14 e 18 de julho, o setor registrou a melhor semana do ano em termos de preço da tonelada exportada, a segunda maior em volume e a terceira melhor média diária de embarques.

Apesar do desempenho, a perspectiva de imposição de tarifas pelos Estados Unidos a partir de 1º de agosto tem gerado apreensão. No primeiro semestre, os norte-americanos importaram 156 mil toneladas da proteína brasileira, enquanto a China liderou com 631 mil toneladas. A possível taxação pode afetar a competitividade do produto brasileiro, com impactos sobre as margens e o volume exportado, caso parte da demanda internacional seja redirecionada.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

falta de mão de obra eleva custo da colheita


O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (17), apontou que o cultivo da erva-mate segue em andamento na região administrativa de Frederico Westphalen, apesar das deficiências de chuvas registradas em julho. Segundo o boletim, a colheita e o armazenamento da cultura ocorrem normalmente. Contudo, o ritmo das exportações é mais lento devido à instabilidade no mercado internacional.

Na avaliação da Emater, a folha de erva-mate indicada ao chimarrão tem sido comercializada entre R$ 18,00 e R$ 20,00 por arroba, entregue na indústria. Para exportação e produção de tererê, os valores estão em torno de R$ 16,00 por arroba. As mudas de erva-mate são vendidas por R$ 2,80 por unidade.

Na regional de Passo Fundo, o tempo estável permitiu a retomada da colheita e a recomposição dos estoques de matéria-prima. Os preços na região variam de R$ 17,00 a R$ 20,00 por arroba, a depender do município, da variedade e do sistema de processamento. Em Machadinho, a erva comum foi negociada a R$ 18,00, enquanto a variedade Cambona 4 alcançou R$ 19,50. Já nos municípios de Machadinho e Mato Castelhano, a erva-mate destinada ao sistema de secagem barbaquá atingiu R$ 20,00 por arroba. As mudas foram vendidas a R$ 1,50 por unidade.

Na regional de Santa Maria, muitos produtores aguardaram os melhores preços ou optaram por realizar a derrubada dos ervas. O valor pago pela indústria é de R$ 17,00 por arroba, o que, segundo a Emater, é considerado insatisfatório pelos agricultores.

Em Soledade, as condições climáticas favoreceram os trabalhos de campo, mas a oferta elevada tem dificultado a comercialização. O planejamento e o replantio de mudanças seguem em andamento. Em Itapuca e Mato Leitão, os preços variaram de R$ 14,00 a R$ 18,00 por arroba, conforme os dados das ervateiras locais.

Na região de Erechim, o preço da erva-mate entregue à indústria foi de R$ 17,00 por arroba. A escassez de mão de obra tem sido apontada como um dos principais desafios da atividade, com custo mínimo de R$ 10,00 por arroba apenas para a colheita.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores da Bahia reforçam ações contra ferrugem asiática e planejam próxima safra de soja



A ferrugem asiática é uma das pragas mais destrutivas da soja




Foto: Aline Merladete

O setor produtivo do Oeste da Bahia e do Médio São Francisco está em plena mobilização para cumprir o vazio sanitário da soja, uma das principais estratégias fitossanitárias para o controle da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi). A medida é fundamental para garantir o potencial produtivo da próxima safra e já mobiliza agricultores em diversas regiões.

Segundo informações do Boletim de Safra da Aiba, divulgado em 21 de julho de 2025, o cumprimento rigoroso do calendário do vazio é essencial para evitar a disseminação de esporos da doença e, assim, preservar a sanidade das lavouras. A ferrugem asiática é uma das pragas mais destrutivas da soja, podendo causar perdas expressivas de produtividade.

Enquanto isso, muitos produtores já estão se antecipando e organizando a logística da safra 2025/26. A chegada de fertilizantes e corretivos às propriedades rurais reforça o compromisso com o planejamento estratégico e sustentável da produção. Essa preparação antecipada contribui diretamente para o bom desempenho das lavouras no ciclo seguinte.

Na safra 2024/25, a área plantada com soja totalizou 2,135 milhões de hectares, com produtividade média de 68 sacas por hectare. A produção chegou a 8,71 milhões de toneladas. Do total colhido, 69% já foi comercializado até julho. Para a safra futura (25/26), 19% da produção estimada já está comprometida, com preço médio de R$ 119 por saca.

Além disso, a ausência de chuvas no mês de julho e o clima estável têm favorecido a conservação do solo e o planejamento do calendário agrícola. A previsão, segundo o INMET, é de sol entre nuvens e sem chuvas nos próximos dias.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Colheita do milho verão avança e supera produtividade da safra passada



Produtividades registradas até o momento variam entre 150 e 220 sacas por hectare




Foto: Divulgação

A colheita do milho verão entra em sua reta final no Oeste da Bahia, com resultados expressivos em produtividade. De acordo com o Boletim de Safra da Aiba, divulgado em 21 de julho de 2025, mais de 100 mil hectares já foram colhidos e os rendimentos têm superado a média da safra anterior.

As produtividades registradas até o momento variam entre 150 e 220 sacas por hectare, demonstrando a eficiência das lavouras mesmo diante de desafios climáticos e fitossanitários pontuais. A boa performance se deve, em grande parte, às condições climáticas favoráveis durante o início do plantio, o que garantiu uma excelente emergência e desenvolvimento vegetativo.

A área total destinada ao milho verão nesta safra foi de 25 mil hectares, com produção estimada em 270 mil toneladas e produtividade média de 180 sacas por hectare. A comercialização está em curso, com o preço médio da saca cotado a R$ 56 no mercado local.

Além do milho verão, também segue em andamento a colheita de culturas de segunda safra, como sorgo, feijão, milheto e forrageiras. Essas culturas desempenham papel estratégico na diversificação da produção e no fornecimento de alimento para o gado nas propriedades da região.

A antecipação da colheita, comparada ao ciclo anterior, também é destaque nesta safra. Esse adiantamento é atribuído ao clima estável nas últimas semanas, que tem permitido o andamento eficiente das operações de campo.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

IBRA megalab e CESB desenvolvem método de diagnóstico nutricional da soja


O Comitê Estratégico soja Brasil (CESB) em parceria com o IBRA Megalab desenvolveu seu Sistema Integrado de Diagnose e Recomendação (DRIS) aplicado à cultura da soja. O DRIS é um método de diagnóstico nutricional que avalia o estado de equilíbrio dos nutrientes na planta, levando em conta as relações entre eles, e não apenas os teores individuais. Essa ferramenta é utilizada para otimizar a adubação e melhorar o rendimento da cultura da soja

A parceria vem de longa data, desde 2010 o IBRA Megalab faz as análises para produtores que participam do Desafio da soja. Durante esse período, foram avaliadas 29.417 amostras, sendo 12.032 análises de solo, 15.215 foliares, 1.882 de atividades enzimáticas, 122 de nematoides, 164 de proteína e duas de fertilizantes. 

Em relação ao DRIS, trata-se de um sistema que avalia o estado nutricional da planta com base em relações binárias entre os nutrientes, em vez de analisar cada nutriente isoladamente. “O DRIS considera que o desequilíbrio entre os nutrientes pode ser mais prejudicial do que a baixa concentração de um único elemento. O sistema calcula um índice para cada nutriente, indicando se ele está em excesso ou deficiência em relação aos outros, e a ordem de sua limitação ao crescimento da planta”, explica Armando Parducci, diretor de inovação e marketing do IBRA Megalab.

No contexto da soja, o DRIS pode ser aplicado por meio da análise foliar, com a coleta de amostras de folhas em diferentes estádios de desenvolvimento da planta para avaliar seu estado nutricional. Os resultados são comparados com padrões de referência para a cultura do grão, permitindo a identificação de possíveis desequilíbrios nutricionais. 

Segundo Parducci, o DRIS permite identificar quais nutrientes estão limitando o desenvolvimento da soja, mesmo que os teores individuais estejam dentro dos padrões considerados normais. “Com base nesse diagnóstico, é possível ajustar a adubação de forma mais eficiente, aplicando os nutrientes necessários na quantidade e momento corretos, contribuindo para o aumento da produtividade da cultura da soja.”

“Estamos trabalhando em conjunto para a construção do DRIS, trazendo tecnologia que auxilie o produtor a alcançar maiores tetos produtivos, de forma sustentável”, finaliza Luiz Antonio da Silva, diretor executivo do CESB.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Carne brasileira nos EUA: uma oportunidade



Para aproveitar esse mercado, o pecuarista brasileiro precisa investir



Para aproveitar esse mercado, o pecuarista brasileiro precisa investir em rastreabilidade
Para aproveitar esse mercado, o pecuarista brasileiro precisa investir em rastreabilidade – Foto: Pixabay

O Brasil se destaca como um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo, com mercados consolidados em países como China, Egito e Estados Unidos. Em 2024, foram exportadas 2,89 milhões de toneladas, movimentando US$ 12,8 bilhões, segundo o MDIC e a Abiec. Apenas os americanos adquiriram 229 mil toneladas, especialmente de cortes do dianteiro bovino, voltados à indústria de processados, como hambúrgueres e pratos congelados.

Segundo Magno Maia, CEO da Ramax Group, esse modelo de exportação atende perfeitamente à lógica do mercado americano, que substitui parte da produção interna, mais cara, pela carne brasileira. O produto nacional, criado majoritariamente a pasto e livre de hormônios, é valorizado pela indústria, mesmo com barreiras tarifárias que limitam seu potencial competitivo frente a concorrentes como Austrália e México.

A abertura parcial do mercado americano, iniciada em 2020, ainda restringe a entrada de carne brasileira sem tarifa de importação. No entanto, Magno acredita que essas barreiras são conjunturais e poderão ser superadas com uma mudança no cenário político dos EUA. Uma gestão mais alinhada ao agronegócio poderia facilitar renegociações de cotas e tarifas, fortalecendo a relação comercial entre os dois países.

Para aproveitar esse mercado, o pecuarista brasileiro precisa investir em rastreabilidade, eficiência produtiva e parcerias com exportadoras especializadas. A Ramax Group, que atua na desossa e fornecimento de proteína para o mercado externo, aposta no potencial desse segmento. Com estratégia e coordenação, o Brasil pode se consolidar como principal fornecedor das indústrias alimentícias americanas.

 





Source link