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Tanto o café robusta quanto o arábica vêm registrando desvalorizações
Agrolink
– Aline Merladete

Foto: Pixabay
Os preços do café no mercado brasileiro seguem em queda acentuada, refletindo a intensificação da colheita nacional e a ampliação da oferta disponível. Tanto o café robusta quanto o arábica vêm registrando desvalorizações expressivas, mesmo diante de um cenário de estoques globais ainda limitados.
Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), desde o pico histórico alcançado em 23 de janeiro de 2025, o Indicador CEPEA/ESALQ do café robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, acumulou queda de R$ 1.035,35 por saca de 60 kg — o equivalente a 49,3% de desvalorização. Já o arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, perdeu R$ 1.008,36 por saca desde o recorde de R$ 2.769,45 registrado em 12 de fevereiro, uma redução de 37,5%.
De acordo com os pesquisadores do Cepea, o avanço consistente da colheita no Brasil tem sido o principal fator de pressão sobre os preços. Com maior volume disponível no mercado físico, as cotações não resistem, mesmo com a persistência de estoques enxutos tanto no Brasil quanto no exterior.
As condições climáticas favoráveis têm contribuído para o bom andamento dos trabalhos de campo, o que eleva a expectativa de uma safra robusta em 2025. No caso do café robusta, a colheita já se aproxima do fim em várias regiões produtoras, o que reforça o impacto imediato no mercado spot.
O comportamento dos preços em meio a estoques limitados revela a forte influência da oferta pontual nas negociações. O mercado, que até o início do ano operava em patamares recordes, agora lida com uma realidade de retração acelerada e cautela por parte dos produtores.
“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição recursos”
Agrolink
– Leonardo Gottems

“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição por luz, água e nutrientes” – Foto: Freepik
A fase do plantio é decisiva para o sucesso de uma safra. Segundo a Embrapa, falhas nesse momento podem comprometer até 30% do potencial produtivo, já que a emergência uniforme, o aproveitamento de nutrientes e o desenvolvimento das plantas são definidos desde o início do cultivo. Nesse cenário, o avanço das tecnologias embarcadas nas plantadeiras tem se tornado fundamental para garantir alta performance no campo.
A base da produtividade está na nutrição do solo e na uniformidade da emergência. Máquinas modernas são capazes de adaptar profundidade e pressão conforme o tipo de solo, evitando compactações ou falhas no sulco. Isso favorece o desenvolvimento radicular e a absorção eficiente de nutrientes. Soluções como o controle automático do Down Force ajudam a manter o posicionamento ideal das sementes, mesmo em condições desafiadoras.
“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição por luz, água e nutrientes. Essa concorrência reduz o potencial de crescimento daquelas que nascem depois, podendo representar uma perda de até 25% na produtividade do milho, por exemplo”, destaca Maximiliano Cassalha, engenheiro e head comercial da Crucianelli no Brasil.
Espaçamento e distribuição também são determinantes. Distâncias muito curtas aumentam a competição entre plantas e reduzem a ventilação, elevando o risco de doenças. Já espaçamentos muito largos desperdiçam área cultivável e favorecem a evaporação do solo. A distribuição irregular das sementes, com falhas ou duplicações, prejudica a emergência uniforme e compromete os tratos culturais e a colheita.
“Realizar um plantio de alta qualidade significa explorar ao máximo o potencial produtivo da lavoura, unindo manejo técnico, conhecimento agronômico e uso inteligente da tecnologia”, conclui o especialista da Crucianelli no Brasil.
Preço atinge menor valor desde novembro
Agrolink
– Aline Merladete

Foto: Canva
A colheita do algodão da safra 2024/25 está enfrentando atrasos devido às chuvas fora de época e às temperaturas mais baixas em importantes regiões produtoras. As condições climáticas desfavoráveis podem ainda comprometer a qualidade da pluma, gerando apreensão entre agentes do setor.
Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), até o dia 5 de julho, apenas 7,3% da área plantada no Brasil havia sido colhida, índice inferior à média de 12% dos últimos cinco anos, conforme informações da Conab. A lentidão nas atividades de campo tem impacto direto na dinâmica do mercado, que já demonstra sinais de enfraquecimento nos preços.
Enquanto vendedores demonstram interesse em liquidar os volumes remanescentes da temporada 2023/24 e honrar contratos previamente firmados, compradores seguem cautelosos. As negociações têm esbarrado em impasses relacionados à qualidade do algodão e aos valores ofertados, que estão abaixo das expectativas dos vendedores, influenciados pelas quedas nas cotações internacionais.
Nos sete primeiros dias de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em oito dias, registrou média de R$ 4,1127 por libra-peso, o menor valor nominal desde novembro de 2024. A retração dos preços reforça o ambiente de incerteza no setor, que aguarda melhorias nas condições climáticas para retomar o ritmo da colheita.
Além das preocupações com a qualidade da fibra, há um receio crescente de que os volumes colhidos em clima úmido possam enfrentar maiores exigências nos padrões de comercialização. Isso tem levado parte dos compradores a adotar postura mais conservadora nas compras, aguardando definições mais claras sobre a oferta disponível.
Setor que mais emite gases no Brasil segue com baixo apoio financeiro
Agrolink
– Aline Merladete

Foto: Divulgação
Apesar do anúncio recorde de R$ 605 bilhões no Plano Safra 2025/26, apenas uma fração desse valor será aplicada em práticas agrícolas de baixo carbono. Segundo análise do Instituto Talanoa, somente R$ 8,1 bilhões — ou 1,6% do total — foram destinados diretamente ao financiamento de tecnologias sustentáveis no campo.
De acordo com o levantamento divulgado na nova edição do Tá Lá no Gráfico, os recursos para ações como recuperação de pastagens degradadas, fixação biológica de nitrogênio, sistemas integrados de produção e florestas comerciais ainda são escassos, mesmo com alta demanda e viabilidade técnica já comprovada. Esses sistemas são fundamentais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, em um setor responsável por 30,5% das emissões nacionais.
O Instituto destaca ainda que o programa RenovAgro, principal canal de incentivo ao agro sustentável, segue com orçamento tímido. Enquanto isso, outras frentes de financiamento tradicional continuam sendo priorizadas, o que revela um descompasso entre os compromissos climáticos do Brasil e o apoio real à transição sustentável no setor agropecuário.
Outro ponto de alerta é o corte contínuo no orçamento do Proagro, seguro rural voltado à agricultura familiar. O programa perdeu R$ 3,6 bilhões nos últimos dois anos, apesar do aumento expressivo das perdas no campo causadas por eventos climáticos extremos. Essa redução compromete a resiliência do pequeno produtor diante de uma agricultura cada vez mais vulnerável ao clima.
Como novidade, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) passa a ser exigência para parte dos financiamentos, o que representa uma mudança significativa na política agrícola, ao incluir o risco climático como critério de acesso ao crédito.
Todo o material recolhido permanecerá apreendido até o encerramento do processo
Agrolink
– Aline Merladete

Foto: Mapa
Uma operação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) resultou na apreensão de mais de 28 mil produtos veterinários irregulares nos municípios de Tocantins e Piraúba, em Minas Gerais. A ação, realizada nos dias 2 e 3 de julho, teve como foco o combate à produção, importação e comercialização ilegal de medicamentos, suplementos, alimentos e itens de higiene e estética destinados a animais de estimação.
Segundo dados divulgados pelo Mapa, a Operação Ronda Pet III revelou a existência de produtos sem registro oficial, com rótulos falsificados e informações enganosas, como a alegação de origem importada e o uso de números de registro inexistentes nos bancos de dados do governo. Além disso, o CNPJ da empresa supostamente responsável pela fabricação dos itens também era inexistente, caracterizando tentativa de fraude contra o consumidor.
A ação foi conduzida pelo Programa Vigifronteiras e pelo Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal da Superintendência do Mapa em Minas Gerais. A operação contou ainda com o apoio da Delegacia da Polícia Civil de Ubá/MG e do Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA), ligado ao Ministério da Justiça. O prejuízo estimado aos envolvidos nas fraudes ultrapassa R$ 500 mil.
O uso de produtos veterinários sem registro representa uma ameaça grave à saúde dos animais de estimação e à saúde pública. Sem comprovação de eficácia e segurança, esses itens podem causar intoxicações, reações alérgicas e até levar os animais à morte. Entre os produtos apreendidos estão antiparasitários ilegais, que não apenas falham no combate aos parasitas como também representam risco de transmissão de zoonoses devido ao contato próximo entre humanos e pets.
Todo o material recolhido permanecerá apreendido até o encerramento do processo administrativo, quando será determinada a sua destruição conforme prevê a legislação vigente. Amostras foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial oficial, e os responsáveis poderão responder por crimes contra as relações de consumo, falsificação de produtos, entre outras infrações legais.
País centro-americano já importou mais de US$ 272 milhões em produtos
Agrolink
– Aline Merladete

Foto: Divulgação
A Costa Rica autorizou a importação de arroz em casca e arroz polido do Brasil, abrindo novas oportunidades para o agronegócio nacional na América Central. A decisão fortalece a presença brasileira em uma região estratégica e com alta demanda por cereais.
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o país centro-americano já importou mais de US$ 272 milhões em produtos agropecuários brasileiros apenas em 2024. Entre os itens mais adquiridos estão cereais, farinhas e preparações alimentícias, o que reforça o potencial de crescimento das exportações de arroz.
Com população estimada em 5,2 milhões de habitantes e dependente de importações para garantir o abastecimento interno, a Costa Rica se posiciona como um importante destino para o setor orizícola brasileiro. A autorização para os dois novos produtos amplia as possibilidades comerciais e deve impulsionar o volume exportado nos próximos meses.
Desde o início de 2023, o Brasil já contabiliza 391 aberturas de mercado para produtos do agronegócio.
A campanha publicitária da empresa NotCo, assinada pela agência David, gerou forte reação de entidades do setor lácteo, que classificaram a ação como um desserviço à sociedade. Segundo nota divulgada nesta segunda-feira (8/7), a peça publicitária associa o consumo de leite a doenças gastrointestinais de forma generalizada, sem qualquer respaldo científico, utilizando linguagem jocosa e recursos visuais que desinformam e incitam o medo.
De acordo com dados divulgados pelas entidades representativas, a produção de leite no Brasil envolve mais de 1 milhão de produtores, com um rebanho de 15,6 milhões de vacas e produção anual de 35 bilhões de litros. O leite é uma das principais fontes de proteína acessível para milhões de brasileiros, sendo reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde como alimento essencial para uma dieta equilibrada.
A veiculação da campanha “Mamíferos”, da NotCo, provocou indignação no setor produtivo. As peças utilizam elementos da memória afetiva brasileira para atacar o consumo de leite, o que, segundo as entidades, fere o compromisso com a verdade e com a saúde pública. A nota enfatiza que os impactos da campanha vão além das empresas envolvidas, atingindo diretamente produtores, consumidores e todo o ecossistema do leite no país.
A resposta institucional ganhou força com a recomendação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que, em 4 de julho, determinou a retirada das peças do ar. A decisão do Conar reforça a crítica de que a publicidade veiculada não apenas falta com a verdade, mas também promove desinformação com potencial de gerar prejuízos econômicos e sociais.
As entidades exigem a retirada imediata da campanha de todas as plataformas digitais, em conformidade com a legislação que combate a disseminação de fake news. Também pedem a responsabilização da empresa pelos danos causados ao setor leiteiro, destacando que a campanha atinge um alimento com alto valor nutricional e fundamental para a segurança alimentar da população brasileira.
A nota é assinada por seis importantes entidades: Abraleite, Viva Lácteos, G-100, ABIQ, ABLV e outras representantes da cadeia produtiva, que reforçam o pedido de providências urgentes para que casos como este não se repitam e para que o respeito à ciência e ao consumidor prevaleça na comunicação comercial.
O setor agrícola está testemunhando uma transformação impulsionada pela crescente adoção de insumos biológicos. Essa mudança está sendo puxada pela maior atenção que os produtores vêm dando à segurança, ao meio ambiente e à produtividade. Segundo dados da CropLife Brasil, entidade que representa empresas especializadas em pesquisa e desenvolvimento de soluções para a produção agrícola sustentável, o mercado de bioinsumos – que inclui produtos de controle, inoculantes, bioestimulantes e solubilizadores – cresceu 15% na safra 2023/2024, em comparação à safra anterior, chegando a registrar R$ 5 bilhões em vendas, considerando o preço final para o agricultor.
Uma das tecnologias que tem ganhado a preferência de agricultores é o tratamento industrial de sementes (TSI) com inoculantes biológicos. Fernando Bonafé Sei, agrônomo e gerente da área técnica da Novonesis, líder global em biossoluções, explica que o processo de TSI com inoculantes biológicos se iniciou em 2013 e ganhou força nos últimos anos com produtos com maior longevidade e com alto nível tecnológico.
“Esse processo de tratamento industrial permite a aplicação precisa dos produtos, o que garante a precisão da dosagem na semente, garantindo a qualidade no tratamento. O processo se inicia com a aplicação dos defensivos agrícolas para prevenção de pragas e doenças, seguidos por um polímero que auxilia na aderência e fixação dos produtos e por último os protetores biológicos e organismos vivos (inoculantes)”, afirma.
O agrônomo explica que quando a semente germina e forma as radículas, a bactéria Bradyrhizobium , inserida industrialmente na semente, inicia um processo de simbiose com a planta. “Esses microrganismos fixam nitrogênio do ar, um processo vital para o desenvolvimento da cultura. Para verificar a eficácia da aplicação do inoculante, o produtor pode coletar algumas plantas e observar a presença e quantidade da nodulação formada nas raízes, principalmente na raiz principal e próximo a coroa. Quanto maiores e mais numerosos os nódulos, maior será o aporte de nitrogênio para a planta e, consequentemente, maior o potencial produtivo”, explica.
Vantagens do TSI
Optar pelo tratamento industrial de sementes oferece vantagens em comparação ao tratamento “on farm” (realizado na fazenda). Além do aumento na qualidade no tratamento, o processo também garante economia ao produtor, pois permite que seja utilizada a quantidade exata de produto por semente, redução da mão-de-obra e agilidade operacional para o plantio.
Soluções como o CTS 1000®, um inoculante à base de Bradyrhizobium produzido pela Novonesis, possibilitam o plantio após o tratamento em até 90 dias, um avanço em relação aos tradicionais que devem ser plantados em até 24 horas. Além da praticidade do sistema “abre e plante”, estudos de campo demonstram um aumento de 3,8% de produtividade em relação a inoculantes padrão, atribuído à intensificação da formação de nódulos nas raízes e ao aumento da fixação de nitrogênio proporcionados por essa solução inovadora.
Cacauicultura 4.0 impulsiona cadeia produtiva do cacau
Agrolink
– Aline Merladete

Foto: Divulgação
Barreiras e Riachão das Neves, no Oeste da Bahia, recebem a partir desta quinta-feira (10) a quarta edição da Cacauicultura 4.0, o maior evento técnico da cadeia do cacau no Brasil. A programação, que vai até sábado (12), inclui palestras, painéis temáticos e visitas a campo, reunindo produtores, especialistas, empresas, investidores e representantes do setor público.
Segundo informações divulgadas pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), organizadora do evento, o objetivo é fomentar o desenvolvimento da cultura cacaueira na região, com foco em inovação tecnológica, sustentabilidade e ampliação da produção de cacau irrigado. O encontro acontece em dois polos estratégicos da nova fronteira agrícola do cacau no país.
Na sexta-feira (11), o evento segue com um ciclo de palestras técnicas que abordarão temas como melhoramento genético de variedades, uso de bioinsumos, sistemas de irrigação, rastreabilidade e tendências do mercado cacaueiro. Já no sábado (12), a programação será encerrada com um Dia de Campo na Fazenda Santa Helena, em Riachão das Neves, onde os participantes poderão conferir de perto as lavouras irrigadas e conhecer inovações tecnológicas aplicadas na produção de cacau.
A Cacauicultura 4.0 conta com o apoio das Prefeituras de Barreiras e Riachão das Neves, do Governo do Estado da Bahia e de instituições como Ceplac, AIPC, Centro de Inovação do Cacau (CIC) e empresas do setor agrícola. As inscrições para o evento seguem abertas pelo site oficial: https://cacau.wiesoo.com/