quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

preços físicos se aproximam da B3


O mercado de milho brasileiro encerrou a semana com comportamento misto na B3, refletindo uma maior aproximação entre os preços físicos e os contratos futuros. De acordo com análise da TF Agroeconômica, a ausência da Bolsa de Chicago e o leve ajuste do dólar influenciaram as variações modestas: os contratos de 2025 fecharam em baixa, enquanto os de 2026 apresentaram ligeiras altas. O contrato de setembro encerrou a R$ 62,22, próximo à média Cepea de R$ 64,05, o que sugere possível estabilização de preços no curto e médio prazo.

No Rio Grande do Sul, o mercado segue travado, com compradores oferecendo até R$ 69,00/saca, mas sem atrair vendedores, que resistem à comercialização diante dos baixos preços e mantêm estoques armazenados. Cerca de 80% da safra já foi negociada, enquanto o abastecimento atual depende do milho importado de outros estados e do Paraguai. A situação logística ainda é crítica devido ao estado de emergência em mais de 260 municípios, o que dificulta o escoamento e cria incertezas para o próximo plantio.

Em Santa Catarina, a estiagem no Oeste reduziu a estimativa de safra em 16,5%, acentuando o desequilíbrio entre oferta e demanda. As cotações variam entre R$ 62,00 e R$ 85,00/saca nas diferentes regiões, mas as negociações seguem praticamente paradas. A pressão sobre os setores de suínos e aves é crescente, diante da escassez de milho para ração, e o clima adverso já causou perdas estimadas em R$ 450 milhões.

No Paraná e em Mato Grosso do Sul, o avanço lento da colheita da segunda safra, as geadas recentes e o excesso de umidade têm limitado o ritmo de mercado. No Paraná, com apenas 16% da área colhida até 1º de julho, as perdas foram mais severas em áreas de plantio tardio. Já no MS, apesar dos atrasos, a produtividade média segue estimada em 80,8 sc/ha, com produção projetada em 10,2 milhões de toneladas. Ainda assim, a comercialização segue cautelosa, à espera de maior clareza sobre os impactos climáticos e a reação dos preços.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cenário do trigo exige cautela e estratégia


O mercado de trigo brasileiro vive um momento de indefinições, marcado por expectativa de safra menor, estoques apertados no Sul e pressão do mercado externo. Segundo a TF Agroeconômica, apesar da leve redução nas estimativas dos estoques globais pelo USDA, de 141,83 para 138,16 milhões de toneladas, os níveis ainda são superiores ao do ano passado, o que indica preços internacionais mais baixos nesta temporada, influenciando negativamente o Brasil, especialmente via importações da Argentina.

Para o produtor, o destaque está na possível oportunidade oferecida pelos contratos futuros: a cotação de julho de 2026 na CBOT está 10,46% acima da de julho de 2025. Isso, mesmo sem garantia de valorização, pode ser explorado como oportunidade de venda antecipada. No Brasil, espera-se uma produção de trigo de 7,30 milhões de toneladas em 2026, inferior às 7,88 milhões previstas para 2025, o que deve elevar as importações entre fevereiro e agosto de 2026, puxando os preços internos para mais próximo da paridade de importação.

Os fatores de alta incluem o bom desempenho das exportações dos EUA, aumento da área em seca nas Grandes Planícies, desvalorização do dólar e preços internos já 18,34% maiores que no mesmo período do ano passado. Além disso, a previsão de uma nova quebra de safra nacional pode manter o mercado aquecido, especialmente se a qualidade do grão continuar baixa, pressionando os preços das farinhas.

Por outro lado, fatores de baixa ainda pesam. O avanço da colheita no Hemisfério Norte, os estoques elevados no RS (360 mil t em junho, com projeção de 130 mil t em outubro), a concorrência do trigo argentino no PR e margens apertadas para os moinhos reduzem o fôlego dos preços no curto prazo. Assim, a TF recomenda que produtores e cooperativas esperem para vender após fevereiro de 2026, enquanto compradores com capital e estrutura devem adquirir entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, usando o mercado futuro como proteção em caso de alta.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores reduzem pastejo para preservar forragem


A oferta de forragem no Rio Grande do Sul tem sido prejudicada pelas condições climáticas das últimas semanas, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (3). O excesso de umidade e a limitação de radiação solar atrasaram o desenvolvimento das forrageiras e agravaram a escassez de alimento para os rebanhos.

“As pastagens estão sofrendo com alagamentos, erosão e perdas de nutrientes por lixiviação”, informou a Emater. Mesmo onde o pastejo tem sido possível, os danos são acima do esperado. Em diversas regiões, a qualidade das áreas de campo nativo e das forrageiras cultivadas está comprometida.

Na região de Bagé, enchentes dos rios Uruguai, Ibicuí, Cambaí e Itu inundaram extensas áreas de pastagem. Em Caxias do Sul, a umidade excessiva prejudicou cultivos de aveia em sistemas integrados com lavoura e pecuária, além de inviabilizar áreas de trigo forrageiro. Em Erechim, as geadas comprometeram a vegetação nativa e os restos culturais de verão, enquanto o crescimento das pastagens cultivadas permanece lento.

Na região de Frederico Westphalen, o solo encharcado continua dificultando o pastejo. Situação semelhante é observada em Ijuí, onde a umidade elevada tem causado danos físicos às forrageiras. Em Passo Fundo, o rebrote é baixo, o que levou os produtores a restringirem o acesso dos animais para evitar o desgaste das áreas.

Em Pelotas, o frio e as geadas afetaram negativamente a disponibilidade de forragem, principalmente nas pastagens nativas. As pastagens cultivadas de inverno ainda não estão prontas para o pastejo. Em Porto Alegre, com áreas cultivadas alagadas, os campos nativos estão sendo sobrepastejados. Em Santa Rosa, os produtores intensificaram o uso de silagem diante da escassez de pastagem e relataram perdas por pisoteio em solos saturados.

Apesar do cenário adverso, a Emater/RS-Ascar observa que as geadas recentes favoreceram, em algumas regiões, o desenvolvimento de pastagens anuais implantadas em sobressemeadura.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Trip Cafezal: conexão da Região do Cerrado Mineiro com mercado europeu de…


Carlos Eduardo Bitencourt e a equipe da Cafezal Milano, eleita a melhor cafeteria da Itália em 2025, compartilham conhecimentos em palestras e cursos

A cidade de Patrocínio, na Região do Cerrado Mineiro, será palco de um evento que promete reforçar a conexão entre a tradição cafeeira brasileira e o mercado europeu, nos dias 9 e 10 de julho. A Federação dos Cafeicultores do Cerrado, em parceria com o Sebrae Minas, receberá, durante a Trip Cafezal, Carlos Eduardo Bitencourt, fundador e CEO da Cafezal Milano e sua equipe para uma série de palestras e cursos abertos ao público e ao setor cafeeiro.

A Cafezal Milano Specialty Coffee, reconhecida como Melhor Cafeteria da Itália 2025 pelo prestigiado prêmio BarAwards, é a maior marca independente de café de especialidade do país em número de lojas, destacando-se como referência em sustentabilidade, modelo de negócios inovador, excelência em qualidade e hospitalidade. Em setembro, a Cafezal se tornará a primeira marca italiana de café especial a expandir para outro país, com a inauguração de uma nova loja em Lisboa.

Segundo Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, este evento simboliza mais do que uma troca técnica: é um passo estratégico para fortalecer o relacionamento da Federação com o mercado europeu, um dos principais compradores de cafés do Cerrado Mineiro.

“A relação com o café brasileiro sempre foi essencial para a Cafezal. Iniciei visitando lavouras em 2014, e então morava na Europa há 8 anos. Desde quando abrir a empresa em 2017, trouxe do Brasil a maior parte dos cafés que usamos em nossas lojas. Em 2024 importamos um container exclusivamente com cafés especiais, sendo a maioria originária do Cerrado Mineiro. Essa proximidade é real e sempre foi constante no passar dos anos”, afirma Carlos Eduardo Bitencourt.

História e propósito compartilhados

A parceria entre a Federação dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro e a Cafezal Milano começou em 2024, quando a região realizou um roadshow pela Itália para apresentar seus pilares de qualidade e rastreabilidade. Em Milão, a Cafezal foi anfitriã de um dos eventos-chave, criando uma ponte entre a hospitalidade italiana e a excelência cafeeira do Cerrado.

Agora, em julho de 2025, ocorre o movimento inverso: Carlos – que fundou a marca em 2017, então a primeira torrefação-cafeteria artesanal independente de Milão —  desembarca no Cerrado Mineiro com sua equipe para conhecer de perto as práticas agrícolas, a cultura e a inovação da região.

Durante a Trip Cafezal, Carlos compartilhará sua trajetória empreendedora e o modelo de hospitalidade que consagrou a Cafezal como referência no mercado europeu, tornando-a um dos cases mais relevantes de crescimento sustentável e reposicionamento de produto no setor de hospitalidade independente; os aprendizados por trás da expansão de cinco para seis lojas em Milão e da próxima abertura internacional em Lisboa e a visão que levou a marca a ser eleita melhor cafeteria da Itália 2025 (BarAwards) e a figurar entre as três melhores cafeterias independentes da Europa (European Coffee Awards).

“Acredito que os cafés do Cerrado estão entre os melhores produtos disponíveis hoje para a cafeteria moderna. Além de sua força produtiva e altos volumes, os perfis sensoriais — com notas de chocolate, rapadura e melaço — são ideais para o que eu considero um ótimo espresso e bebidas com leite, amplamente apreciadas no mundo todo. Também encontram-se cafés com personalidade marcante, florais e frutados. Tenho certeza que este aspecto vai ser cada vez mais reconhecido internacionalmente, fazendo o Cerrado Mineiro ser reconhecido tanto quanto uma região de altos volumes, mas também como uma região de excelência em cafés de alta pontuação internacionalmente”, ressalta Bitencourt.

“A Europa tem sido um dos principais destinos dos cafés da Região do Cerrado Mineiro. A Itália, em particular, ocupa um papel central, não apenas como um dos maiores consumidores de café, mas também como um mercado que valoriza a qualidade e a origem dos produtos. Iniciativas como esta fortalecem o posicionamento da região no mercado internacional e promovem a troca de conhecimentos técnicos e comerciais. Essa troca de experiências fortalece a nossa missão de conectar, integrar e desenvolver”, destaca Juliano Tarabal.

Sobre a Cafezal Specialty Coffee

Com cinco lojas físicas em Milão e torrefação própria, a Cafezal Milano também se destaca pelo pioneirismo em produtos como cápsulas compostáveis, drip bags, cold brew autoral pronto para beber (RTD), além de contar com um laboratório de panificação artesanal, uma academia de formação de profissionais, workshops e eventos de imersão para coffee lovers, além de distribuição B2B com rastreabilidade.

Reconhecida como um dos cases mais relevantes de crescimento sustentável e reposicionamento de produto no setor de hospitalidade independente europeu, a Cafezal captou mais de R$ 5,4 milhões (equivalente a €900 mil) por meio de uma operação de equity crowdfunding realizada em 2024, com a adesão de mais de 150 investidores. Atualmente, a empresa está em processo de certificação B-Corp e de adequação de pegada de carbono.

Serviço:

9 de julho – Terça-feira
18h – palestra gratuita: “O mercado italiano de cafés de alta qualidade”, com Carlos Eduardo Bitencourt, fundador da Cafezal Milano
Local: Cooperativa Expocaccer – Patrocínio/MG

10 de julho – Quarta-feira
9h às 12h
Minicurso: Gestão de cafeterias e experiência do cliente
Instrutor: Carlos Eduardo Bitencourt

13h às 17h
Minicurso: Fundamentos e técnicas de barismo italiano
Instrutores: Equipe Barista da Cafezal Specialty Coffee

Local: Centro de Excelência do Café – Patrocínio, MG
Mais informações: https://linktr.ee/regiaocerradomineiro





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Frio intenso, chuvas acima da média e calor extremo marcaram o clima de junho no Brasil


O mês de junho de 2025 foi marcado por extremos climáticos que impactaram diretamente o setor agrícola brasileiro. Enquanto o Norte e o Sul do país registraram volumes elevados de chuva, o interior do Nordeste, o Sudeste e parte do Centro-Oeste enfrentaram períodos de estiagem. Além disso, temperaturas anormalmente altas no Norte e Nordeste e uma forte onda de frio no final do mês nas regiões Sul e Sudeste também chamaram a atenção de produtores e meteorologistas.

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os maiores acumulados de precipitação ocorreram no noroeste da Região Norte, com destaque para o Amazonas e Roraima, onde os volumes superaram os 500 mm. Em contrapartida, áreas do Tocantins, sul do Pará e leste de Rondônia registraram menos de 50 mm, evidenciando o avanço da estação seca sobre o sul da Amazônia. No Sul, a cidade de Santa Maria (RS) acumulou 424,6 mm, mais que o triplo da média histórica.

Clique aqui e acesse AGROTEMPO

No Nordeste, o contraste foi nítido entre o litoral leste e o interior. Alagoas e Sergipe registraram chuvas acima de 300 mm, enquanto regiões do sertão tiveram acumulados inferiores a 40 mm. Em Propriá (SE), o volume chegou a 289,9 mm, um desvio de 89% em relação à média. Já no Centro-Oeste, os volumes permaneceram baixos, especialmente em Goiás e Distrito Federal, cenário esperado para esta época do ano, mas que exige atenção para manejo das culturas.

As temperaturas também chamaram a atenção: no Norte e Nordeste, os termômetros ultrapassaram os 36°C, com registros de até 38,8°C no Piauí. Em Marianópolis do Tocantins (TO), o calor superou recordes históricos, exigindo medidas de adaptação das lavouras e preocupação com o bem-estar animal nas propriedades rurais.

No final de junho, uma intensa massa de ar frio avançou pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, derrubando as temperaturas e trazendo geadas e até neve. No dia 25, os termômetros chegaram a –7,8°C em General Carneiro (PR), –4,7°C em Curitibanos (SC) e –4,5°C em São José dos Ausentes (RS). Houve registro de neve em Pinheiro Machado (RS) e geadas fortes em várias localidades, como Bom Jesus (RS) e Campos Novos (SC), com potencial para causar danos a pastagens e lavouras.

O mapa de anomalia térmica do Inmet para o dia 25/06 destacou o impacto dessa onda de frio, com temperaturas até 10°C abaixo da média em algumas áreas. No Sudeste, cidades como Monte Verde (MG) e Barra do Turvo (SP) também registraram mínimas negativas. No Centro-Oeste, os termômetros chegaram a –0,9°C em Sete Quedas (MS), o que pode afetar culturas como o milho safrinha, ainda em fase de desenvolvimento em algumas regiões.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mapa viabiliza exportação de queijo premiado paulista para os Estados Unidos



Meta é destinar 40% da produção ao mercado externo




Foto: Mapa

Uma empresa fabricante de queijos de Pardinho, no interior de São Paulo, exportou para os Estados Unidos cerca de 650 quilos de um queijo premiado, feito à base de leite cru. O procedimento não é comum, por isso exigiu uma atenção e um acompanhamento por parte do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A ação envolveu vários setores do Mapa, incluindo o SIF (Serviço de Inspeção Federal), Central de Certificação e o sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Ao todo, 64 peças – de aproximadamente 10 quilos cada – embarcaram em voo comercial no dia 10 de junho. Elas foram embaladas de forma individual e lacradas com carimbo do SIF, por orientação do Mapa. “É um momento histórico, estamos muito orgulhosos”, disse Vanessa Alcolea, responsável técnica e mestre queijeira da empresa.

Um dos desafios, segundo ela, foi climatizar os paletes para que a temperatura ideal fosse mantida durante o transporte aéreo. A carga teve como destino Nova York, nos Estados Unidos, onde foi recebida por um entreposto aduaneiro. “É um entreposto em que o importador já costuma trabalhar e a carga ficou refrigerada até o desembaraço lá”, afirmou Vanessa.

No final de semana, o produto foi lançado no Summer Fancy Food Show, evento que apresenta produtos artesanais de alta qualidade em mais de 40 categorias. Em julho, representantes da queijaria vão participar de painéis sobre queijos brasileiros no congresso da American Cheese Society Conference, em Sacramento, na Califórnia.

De acordo com a empresa, a meta é destinar 40% da produção ao mercado externo.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

milho e soja representam 90% da agricultura estadual



A soja segue como a principal cultura do Maranhão


Foto: Pixabay

A safra nacional de grãos deve bater recorde e alcançar 332,9 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A soja lidera com 168,3 milhões de toneladas, seguida pelo milho, com 126,9 milhões t. No Maranhão, essas duas culturas dominam o cenário agrícola, representando mais de 90% da produção estadual e somando cerca de 7,3 milhões de toneladas de um total estimado de 7,7 milhões.

“Neste momento, as lavouras maranhenses da segunda safra de milho estão em pleno desenvolvimento, com o início de algumas colheitas. A soja foi colhida e há áreas sendo preparadas para o próximo ciclo, programado para o segundo semestre. O principal destaque é que o milho safrinha segue ganhando espaço no estado e o andamento da safra é positivo”, afirma Fernando Melatti, Gerente Técnico da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, especializada em soluções sustentáveis e gestão integrada para o Cerrado.

A soja segue como a principal cultura do Maranhão, ocupando mais de 65% das áreas cultivadas, e o plantio de milho segunda safra está praticamente concluído. As expectativas são favoráveis para a colheita, segundo Melatti. “Nossa equipe no Maranhão atua em todas as etapas da produção — da escolha das sementes ao armazenamento. Estamos ao lado do produtor nas decisões estratégicas, seja no manejo da soja ou na condução do milho safrinha, oferecendo apoio e suporte diante dos desafios climáticos.”

A Conab alerta que a retenção das chuvas no segundo semestre pode comprometer o desenvolvimento do milho, especialmente em fases críticas, como o enchimento de grãos. Diante desse cenário, a ORÍGEO reforça seu papel de parceira no campo, com presença técnica ativa nos estados do MATOPIBAPA, além de Mato Grosso e Rondônia. “Estamos integrados com todos os elos da cadeia”, afirma Fernando. “Nosso suporte técnico e operacional é voltado para garantir que os produtores avancem com confiança e resiliência no segundo semestre.”





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de maio do agro gaúcho seguem em queda na comparação com 2024


A Farsul divulgou, nesta quarta-feira (02/07), os resultados das exportações gaúchas de maio de 2025. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve uma queda de 15% no valor exportado (um total de US$ 1 bilhão em emrelação a US$ 1,1 bilhão no mesmo período de 2024) e de 17% no volume, um total de 1,3 milhão de toneladas. Em maio de 2024, o estado exportou 1,6 milhão de toneladas.

O valor total comercialziado pelo Estado no período foi de US$ 1,5 bilhão, com o agronegócio sendo responsável por 65% deste montante. Em termos de volume, o agronegócio representa 85% do total estadual no período.

No acumulado de 2025, o agro gaúcho exportou um total de US$ 5,1 bilhões, um valor 0,8% menor do que no mesmo período de 2024.

Estiagem segue sendo o principal fator para a queda nas exportações

A queda de valor e volume no período acontece principalmente pelas baixas exportações de soja em grão, que teve uma diminuição de US$ 146 milhões na comparação. fumo, produtos florestais e cereais também tiveram queda nos valores exportados.

A baixa exportação de soja em grão se deve principalmente pelo forte impacto da estiagem. Já o arroz teve pouco estoque formado para exportação no ano passado.

A China, pela primeira vez no ano, teve uma participação acima de 20% nas exportações do setor, mas o acumulado de janeiro a maio ainda está abaixo do registrado no mesmo período de 2024, com quedas importantes na soja e na carne. Um dos fatores que influenciaram essa queda é a suspensão das importações de carne de frango pelo país asiático no período, devido ao caso de gripe aviária que atingiu alguns pontos do estado.

Os principais parceiros comerciais do estado em maio foram a Ásia (sem Oriente Médio), que segue como o principal destino das exportações do agro gaúcho, totalizando US$ 437 milhões e 763 mil toneladas. Em segundo lugar temos a Europa, que atingiu US$ 220 milhões, sendo US$ 203 milhões para a União Europeia. Em seguida temos o Oriente Médio, que atingiu US$ 194 milhões.

Quanto aos países, China aparece em primeiro lugar com US$ 230 milhões e participação de 22,9% no valor. Em segundo lugar temos os Estados Unidos com 9,4%, Indonésia com 6,1%, Bélgica com 5,9% e Turquia com 3,7%.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Nova ferramenta no manejo de doenças de plantas


Um novo fungicida voltado ao manejo de doenças em culturas de alto valor econômico chega ao mercado nos próximos dias. A Sipcam Nichino Brasil anunciou o lançamento do Soleado®, produto à base de boscalida, com ação sistêmica e preventiva, indicado especialmente para batata, café e tomate.

Segundo Marcelo Palazim, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado da empresa, a solução apresentou bons resultados contra doenças como mofo branco, phoma do café, mancha de ascochita, pinta-preta e cercosporioses. Ensaios em campo, conduzidos por consultorias independentes, indicaram eficácia entre 93% e 95% no controle da pinta-preta em tomate, superando outros produtos da mesma categoria.

“Frente à pinta preta no tomate e na batata, o fungicida mostra resultados acima da média”, comenta.

No café, o fungicida também se destacou no controle da phoma, responsável por perdas que podem chegar a 60% da lavoura. Além disso, Soleado® demonstrou seletividade para as culturas indicadas, facilidade de aplicação e bons resultados no manejo de resistência de patógenos.

Com formulação WG, o produto é solúvel em água, o que favorece a absorção e a translocação nas plantas. O registro contempla ainda culturas como alface, alho, cebola, cenoura, feijão, espinafre, melancia, morango e framboesa.

“O fungicida previne a entrada de doenças, além de inibir novos ciclos de doenças. Age eficazmente em patógenos de difícil controle, é seletivo às culturas para as quais está indicado e proporciona praticidade na mistura e na pulverização”, acrescenta Palazim.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Nova mistura aquece demanda por milho e soja



A mudança impacta diretamente o mercado agrícola



A mudança impacta diretamente o mercado agrícola
A mudança impacta diretamente o mercado agrícola – Foto: Divulgação

A partir de 1º de agosto, entram em vigor no Brasil as novas misturas obrigatórias de biocombustíveis: o etanol passa a ser E30 e o biodiesel, B15. Essa medida aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aumenta a participação de renováveis nos combustíveis fósseis de 14% para 15%, com o objetivo de reduzir a dependência das importações e fortalecer a bioindústria nacional.

A mudança impacta diretamente o mercado agrícola, especialmente as cadeias do milho e da soja. A demanda por etanol anidro pode crescer até 2 bilhões de litros ao ano, impulsionando a produção de etanol de milho, que deve ultrapassar 30 milhões de toneladas já em 2025. Regiões como Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Tocantins devem receber novos investimentos em usinas, promovendo a descentralização da matriz energética e o desenvolvimento regional.

No caso da soja, a ampliação do biodiesel para B15 deve aumentar o processamento interno do grão, estimado em 73 milhões de toneladas em 2025, reduzindo a dependência da exportação. Segundo Yedda Monteiro, analista da Biond Agro, a iniciativa representa um “recado claro” de que o Brasil quer ser protagonista global na transição energética baseada no agro, unindo sustentabilidade, segurança energética e geração de emprego no campo.

“A adoção simultânea do B15 e do E30 é um recado político e econômico claro: o Brasil quer e pode ser protagonista global na transição energética baseada no agro. A cadeia produtiva da soja e do milho será diretamente beneficiada com mais demanda, investimentos e previsibilidade de preços”, afirma Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.

 





Source link