sexta-feira, março 27, 2026

Política & Agro

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Avanço do caruru preocupa



A praga tem rápida dispersão



A praga tem rápida dispersão
A praga tem rápida dispersão – Foto: Pixabay

O avanço do caruru-roxo (Amaranthus hybridus) e do caruru-palmeri (Amaranthus palmeri) em lavouras de soja tem gerado grande preocupação, especialmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Consideradas entre as plantas daninhas mais agressivas, essas espécies apresentam alta capacidade de disseminação e resistência múltipla a herbicidas. O A. hybridus pode reduzir em 6,4% a produtividade da soja mesmo com uma planta por metro quadrado, enquanto o A. palmeri pode causar perdas de até 79%.

Ambas produzem até 600 mil sementes por planta, com dispersão facilitada por máquinas, irrigação, esterco, animais e culturas infestadas. A resistência ao glifosato, um dos herbicidas mais utilizados, torna o controle ainda mais desafiador.  “Isso compromete o controle e torna indispensável a adoção de estratégias mais completas e integradas. Diante desse cenário, o herbicida YAMATO SC, da IHARA, é hoje uma das principais ferramentas disponíveis no manejo dessas espécies de  Amaranthus no Brasil”, afirma o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Gustavo Corsini.

Ensaios demonstram que YAMATO SC tem mais de 90% de eficiência no controle do caruru em pré-emergência, com efeito residual prolongado e alta seletividade para soja. Sua formulação diferenciada garante melhor absorção e menor risco de perdas, sendo amplamente utilizada por produtores e consultores.

Especialistas reforçam a importância do manejo integrado, com rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e herbicidas como o YAMATO SC, para reduzir o banco de sementes e dificultar novas infestações. A IHARA reforça seu compromisso em oferecer soluções eficazes para os desafios do campo.

“Sabemos que o caruru-roxo e o caruru-palmeri representam um novo patamar de ameaça às lavouras de soja. Por isso, nossa missão é entregar tecnologias que realmente funcionem no campo e permitam ao produtor manter sua produtividade e rentabilidade”, conclui o gerente de Marketing Regional.

 





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O agro brasileiro está envelhecendo?



“Envelhecer com dignidade e propósito deve ser uma conquista coletiva”



“No agro, convivemos com uma geração de profissionais com mais de 50 anos"
“No agro, convivemos com uma geração de profissionais com mais de 50 anos” – Foto: Pixabay

Segundo Antonio Prado G. B. Neto, professor, colunista e CEO da Pirecal Calcário, o Censo Demográfico de 2022 do IBGE evidencia uma realidade inegável: o Brasil está envelhecendo. A idade mediana da população subiu de 29 para 35 anos, a expectativa de vida alcança 76,8 anos e mais de 22 milhões de brasileiros têm 65 anos ou mais. No agronegócio, esse cenário também é visível: convivemos com profissionais com mais de 50 anos, agrônomos, técnicos, gestores e consultores que acumulam mais de 30 safras de experiência e que foram fundamentais na transformação do setor nas últimas décadas.

“No agro, convivemos com uma geração de profissionais com mais de 50 anos — agrônomos, técnicos, gestores e consultores com mais de 30 safras de experiência. Eles foram protagonistas da transformação do setor e ainda têm muito a contribuir”, comenta.

Mesmo com essa bagagem, muitos desses profissionais enfrentam o etarismo — preconceito silencioso que limita oportunidades com base na idade. Antonio Prado alerta que, embora as pautas de diversidade no meio corporativo tenham avançado em aspectos como gênero, raça e inclusão de pessoas com deficiência, a inclusão etária ainda é um tabu pouco debatido. E isso acontece justamente em um setor que atrai cada vez mais jovens, interessados em inovação, tecnologia e sustentabilidade.

A complementaridade entre gerações, destaca Prado, é uma vantagem estratégica. A valorização dos profissionais 50+ não significa excluir os mais jovens, mas promover um ambiente onde o intercâmbio de saberes, técnicas e visões de mundo fortalece o agro brasileiro. Essa convivência entre experiência e inovação é chave para o crescimento sustentável, resiliente e mais humano do setor. “Envelhecer com dignidade e propósito deve ser uma conquista coletiva. O respeito que construirmos hoje será o que colheremos amanhã”, conclui.

 





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Preço da soja é contido por câmbio em queda


O mercado internacional da soja segue estável, com cotações praticamente inalteradas nas últimas semanas em Chicago. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (5), o contrato com vencimento mais próximo encerrou o pregão cotado a US$ 10,51 por bushel, repetindo o valor da semana anterior. A média de maio também foi de US$ 10,51, o que representa alta de 2,2% em relação à média de abril.

De acordo com o Ceema, “as atenções do mercado estão voltadas ao clima nos EUA, em função da proximidade do encerramento do plantio da oleaginosa por lá, e do conflito comercial entre China e EUA”. Enquanto isso, no Brasil, a valorização do real, que fez o câmbio recuar para R$ 5,59 por dólar no dia 5 de junho, limitou a evolução dos preços da oleaginosa no mercado interno. As cotações oscilaram entre R$ 106,00 e R$ 123,00 por saca nas principais regiões produtoras. No Rio Grande do Sul, a média semanal foi de R$ 121,12, mas em diversas praças locais os preços recuaram para R$ 119,00.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura (USDA) informou que, até 1º de junho, 84% da área prevista para o cultivo da soja já havia sido plantada. Em 2023, esse percentual era de 77%, enquanto a média histórica é de 80%. Também foi registrada uma taxa de germinação de 63%, ante 57% da média histórica. Além disso, 67% das lavouras apresentavam boas ou excelentes condições.

No que se refere às exportações norte-americanas, os embarques da semana encerrada em 29 de maio somaram 268.343 toneladas, volume que ficou dentro das expectativas do mercado. Com esse desempenho, os EUA já acumularam 44,6 milhões de toneladas exportadas no atual ano comercial, 11% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

O Ceema também destaca a expectativa do mercado em relação ao próximo relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para o dia 12 de junho. Outra variável que influencia o comportamento das cotações é a crescente competitividade da soja norte-americana em destinos alternativos à China. “Parte dessa competitividade maior da soja estadunidense passa pelos prêmios mais altos no Brasil, já que os produtores têm segurado o produto esperando preços melhores e não haveria mais soja disponível da safra velha”, aponta a entidade. Com isso, há expectativa de recuperação dos preços nos próximos meses no mercado brasileiro.

No cenário interno, a Aprosoja do Mato Grosso do Sul informou que a área de cultivo da soja para a safra 2024/2025 atingiu 4,5 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 51,8 sacas por hectare e produção total de 14,06 milhões de toneladas.

Já no estado do Mato Grosso, inicia-se no próximo sábado, 8 de junho, o período do vazio sanitário da soja. A medida proíbe o cultivo e a presença de plantas vivas da oleaginosa até 6 de setembro, com o objetivo de prevenir a incidência do fungo causador da ferrugem asiática.





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Brasil se livra da aftosa sem vacinação



Com o novo status, o Brasil passa a ter acesso a mercados mais exigentes



Com o novo status, o Brasil passa a ter acesso a mercados mais exigentes
Com o novo status, o Brasil passa a ter acesso a mercados mais exigentes – Foto: Divulgação

Em maio de 2025, o Brasil foi oficialmente reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como país livre de febre aftosa sem vacinação. A conquista, resultado de décadas de trabalho, representa um marco para a pecuária nacional. Segundo Carlos Cogo, Sócio Diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, essa nova condição sanitária traz ganhos expressivos ao setor produtivo, ampliando oportunidades comerciais e elevando o patamar do país no cenário internacional.

Com o novo status, o Brasil passa a ter acesso a mercados mais exigentes — como Japão, Coreia do Sul, EUA e União Europeia — que até então restringiam a compra de carnes frescas e com osso. Isso permite ao país negociar produtos de maior valor agregado, resultando em maior competitividade e valorização da carne brasileira. “Aumento na Competitividade e Valorização da Carne Brasileira: possibilidade de cobrar preços mais altos pela carne, dada a maior confiança sanitária. Redução dos custos diretos associados à vacinação, logística de campanhas e manejo sanitário”, comenta.

A cadeia do agronegócio também é diretamente beneficiada. Cogo destaca que o fortalecimento da pecuária bovina gera impactos positivos em setores como genética, nutrição animal, logística e insumos veterinários, com geração de empregos e aumento na arrecadação fiscal, sobretudo em regiões com vocação pecuária. A conquista, segundo ele, “consolida o Brasil como referência mundial em vigilância e controle sanitário. Aumenta a confiança internacional na rastreabilidade e na segurança dos produtos agropecuários brasileiros”.

Contudo, o novo cenário exige vigilância redobrada. Há riscos em regiões de fronteira com países que ainda registram circulação do vírus, o que demanda investimentos contínuos em monitoramento, barreiras sanitárias e respostas rápidas. A responsabilidade aumentou, mas, como avalia Carlos Cogo, o país tem capacidade técnica e institucional para sustentar esse avanço histórico.

 





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Manga/Cepea: Mais do mesmo: preços avançam no Semiárido nordestino e oferta…


Ao menos até o final do semestre cotações deverão ser atrativas

Por mais uma semana, as cotações da manga nas praças do Seminário nordestino registraram novos aumentos, consequência da permanência de baixa oferta na região. De fato, nesta semana (12 a 16/05), no Vale do São Francisco (PE/BA), a palmer foi comercializada a R$ 3,27/kg, leve alta de 3%, indicando o sétimo aumento consecutivo.  Do mesmo modo, a tommy registrou o sexto avanço no Vale, sendo cotada a R$ 4,20/kg, incremento de 16%.  Em Livramento de Nossa Senhora (BA), a palmer, variedade predominante na região, seguiu a mesma tendência, sendo vendida a cerca de R$ 3,36/kg, 12% maior. 

O cenário de restrição de oferta já era esperado para o período, uma vez que as floradas referentes às colheitas atuais foram impactadas por ondas de calor que atingem o Semiárido desde o final de 2024, o que tem limitado a produtividade ao longo desse ano. Apesar disso, já há sinais de reversão desse quadro à medida que o segundo semestre se aproxima e as condições climáticas se tornam mais favoráveis à produção. Até lá, ainda é esperada uma oferta reduzida em todas as principais regiões produtoras, o que poderá manter a tendência de alta nos preços, tanto no mercado interno quanto nas exportações.

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Produtor de cana lucrando mais com irrigação


Com a publicação do Decreto nº 12.437/25 no Diário Oficial da União, os produtores de cana-de-açúcar passam a ter direito a uma parcela das receitas obtidas com a venda dos Créditos de Descarbonização (CBIOs) gerados pelas usinas e importadoras de combustíveis. Segundo a Agência Senado, a regra garante ao produtor, no mínimo, 60% dessas receitas, podendo chegar a 85% caso ele forneça os dados primários necessários para o cálculo da Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA), já descontados os custos de emissão.

De acordo com Daniel Pedroso, Especialista Agronômico da Netafim, esse decreto é um marco para o setor, reconhecendo o papel do produtor na redução das emissões. E a irrigação tem um papel fundamental nesse processo. Estudo conduzido pela Netafim, em parceria com a Fundação ECO+ e o PECEGE, comprovou que a irrigação por gotejamento reduz em até 52% as emissões de CO2 na produção de cana. Enquanto a produção em sequeiro emite 0,161 kg de CO2 por kg de cana, nas áreas irrigadas esse valor cai para 0,077 kg.

Ao inserir esses dados na plataforma RenovaCalc, a NEEA do etanol produzido com cana irrigada atingiu 61,48 (etanol anidro) e 61,13 (etanol hidratado), com redução de até 70% nas emissões. Já a produção em sequeiro ficou com NEEA de 35,28 e 34,93, respectivamente.

Na prática, um produtor com 500 hectares irrigados, considerando o CBIO a R$ 70, pode alcançar até R$ 1,6 milhão em receita. Na mesma área sem irrigação, o valor ficaria em torno de R$ 900 mil. Além de segurança produtiva, a irrigação alia rentabilidade e sustentabilidade, contribuindo diretamente para os compromissos ambientais do Brasil.

“Com base nesses dados, é possível simular a rentabilidade de um produtor. Considerando uma área de 500 hectares irrigados por gotejamento e a participação de 60% nas receitas dos CBIOs, com o crédito comercializado na B3 ao valor de R$ 70,00 por CBIO, o produtor poderia alcançar cerca de R$ 1,6 milhão em receita. Já para a mesma área em sequeiro, a receita ficaria em torno de R$ 900 mil”, afirma.





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Nova plataforma para o tratamento de sementes é lançada



Os produtos foram validados em ensaios conduzidos nas safras 2022/23 e 2023/24



Os produtos foram validados em ensaios conduzidos nas safras 2022/23 e 2023/24
Os produtos foram validados em ensaios conduzidos nas safras 2022/23 e 2023/24 – Foto: Divulgação

A Sipcam Nichino, multinacional referência em defensivos agrícolas, oficializou sua entrada no mercado brasileiro de tratamento de sementes com o lançamento da plataforma Seed Pro. O anúncio ocorreu em eventos realizados em Gramado, no Rio Grande do Sul, e em Goiânia, reunindo empresas sementeiras, cooperativas, revendas e produtores, além de especialistas do setor.

A plataforma Seed Pro é composta pelos fungicidas Tiofanil FS e Torino, pelo bioestimulante Abyss, além do polímero Blue 2005 e do pó secante Dry Shine. A proposta combina tecnologia em produtos e serviços especializados, com foco na proteção e no desenvolvimento inicial das sementes de culturas como soja, amendoim, feijão e trigo.

“Fazem parte desse conceito os fungicidas Tiofanil® FS e Torino®, o bioestimulante Abyss®, o polímero Blue 2005 e o pó secante Dry Shine”, explica Monção. Ele antecipa que a Plataforma Seed Pro embute a prestação de serviços ao produtor atrelada a uma estratégia vitoriosa para proteção de sementes de soja e cultivos como amendoim, feijão e trigo

Entre os destaques, Tiofanil FS se apresenta como o primeiro fungicida multissítio à base de clorotalonil desenvolvido exclusivamente para tratamento de sementes. Já Torino possui ação sistêmica e de contato, oferecendo amplo espectro de controle contra doenças que afetam o estabelecimento das lavouras, contribuindo para maior vigor e potencial produtivo.

Os produtos foram validados em ensaios conduzidos nas safras 2022/23 e 2023/24, sob liderança da Embrapa Soja, com 80 testes realizados em parceria com diversas consultorias. A plataforma também inclui o bioestimulante Abyss, que favorece a germinação, o desenvolvimento radicular e a formação de plantas mais uniformes.

 





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Colheita e clima favorável pressionam os preços do café



As chuvas, que se estenderam até abril, contrastam com o cenário seco do ano passado



 As chuvas, que se estenderam até abril, contrastam com o cenário seco do ano anterior
As chuvas, que se estenderam até abril, contrastam com o cenário seco do ano anterior – Foto: Pixabay

O avanço da colheita no Brasil, aliado ao clima favorável, vem pressionando para baixo os preços do café arábica e robusta no mercado interno e externo, segundo análise do Itaú BBA com dados do Cepea. Além disso, houve uma melhora nas estimativas da safra 2025/26, mesmo após os efeitos do veranico registrado em fevereiro.

Após uma recuperação dos preços em abril, puxada pela postergação do tarifaço americano, o mercado voltou a registrar quedas em maio. Em Nova York, o contrato do arábica recuou de pouco mais de USD 4/lp no fim de abril para USD 3,7/lp em 21 de maio, queda de 10,5%. O robusta em Londres seguiu a mesma tendência, negociado próximo de USD 4,9 mil por tonelada. No Brasil, com o câmbio relativamente estável em torno de R$ 5,65 por dólar, os preços no mercado spot acompanharam o movimento internacional: o arábica está na faixa de R$ 2.500 por saca e o conilon em R$ 1.500.

O início da colheita, aliado às revisões para cima nas projeções de safra — inclusive pela Conab — e às boas condições climáticas, contribui para uma perda de sustentação dos preços. As chuvas, que se estenderam até abril, contrastam com o cenário seco do ano anterior, favorecendo as lavouras e abrindo perspectiva positiva para a safra 2026/27, caso o clima continue colaborando.

No campo das exportações, os números seguem robustos. Segundo o Cecafé, foram embarcadas 3,09 milhões de sacas em abril. No acumulado de dez meses, o Brasil já soma 40 milhões de sacas exportadas, indicando que o total do ano-safra pode superar as 44 milhões estimadas pelo USDA. Esse desempenho levanta a possibilidade de que a safra anterior tenha sido maior do que se projetava inicialmente.

 





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Qualidade do leite depende do solo



O leite e seus derivados estão entre os alimentos mais consumidos no mundo



O leite e seus derivados estão entre os alimentos mais consumidos no mundo
O leite e seus derivados estão entre os alimentos mais consumidos no mundo – Foto: Divulgação

No dia 1º de junho, quando se comemorou o Dia Mundial do leite, a empresa Campo Forte aproveitou a data para reforçar um alerta importante aos produtores e à cadeia leiteira: a qualidade do leite começa no solo.

O leite e seus derivados estão entre os alimentos mais consumidos no mundo, presentes diariamente na mesa de bilhões de pessoas. No entanto, poucos se dão conta de que, para garantir a qualidade do produto que chega à garrafa, é fundamental olhar para a base da produção: a pastagem.

De acordo com a Campo Forte, a saúde do rebanho leiteiro está diretamente ligada à qualidade do solo. Isso porque nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio são essenciais para o desenvolvimento das pastagens, que, por sua vez, impactam diretamente na nutrição dos animais e, consequentemente, na qualidade e na quantidade de leite produzido.

“Você sabia que o leite e seus derivados estão entre os alimentos mais consumidos no mundo? Mas, para garantir qualidade lá na garrafa, é preciso cuidar da base: a pastagem. Se o solo estiver pobre em nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio, a saúde do rebanho é afetada — e isso impacta direto na produção de leite e carne”, ressalta a empresa em publicação nas redes sociais.

A Campo Forte defende a premissa de que solo bem nutrido é sinônimo de leite de alta qualidade. Com foco em soluções para o fortalecimento da fertilidade dos solos, a empresa busca contribuir para uma pecuária mais produtiva, sustentável e eficiente.

No último dia Mundial do Leite, a mensagem da Campo Forte foi clara: cuidar do solo é garantir qualidade na produção, sustentabilidade no processo e alimentos mais saudáveis para toda a população.

 





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Novo tomate combate vírus agressivo



As novas variedades passaram por testes rigorosos em estufas sob alta pressão viral



As novas variedades passaram por testes rigorosos em estufas sob alta pressão viral
As novas variedades passaram por testes rigorosos em estufas sob alta pressão viral – Foto: Canva

A Bayer anunciou o lançamento de novas variedades de tomate que oferecem resistência reforçada contra o Tomato Brown Rugose Fruit Virus (ToBRFV), uma das maiores ameaças à produção mundial de tomates. As novas cultivares estarão disponíveis ainda este ano e são especialmente indicadas para o cultivo em estufas, prometendo uma proteção mais duradoura contra as mutações desse vírus que tem causado prejuízos significativos aos produtores.

O ToBRFV é um vírus de RNA altamente contagioso que provoca manchas marrons, deformações e perda de qualidade nos frutos, comprometendo a produção. Sua capacidade de mutação rápida permite que ele supere resistências genéticas existentes em muitas variedades, tornando a doença um desafio constante para a cadeia produtiva do tomate.

Para enfrentar esse problema, a Bayer desenvolveu tomates com múltiplos genes de resistência, chamados de “multi-stacked”, que garantem uma defesa mais robusta e duradoura mesmo contra variantes do vírus que quebram resistências tradicionais. Segundo Javier Quintero, líder global de Pesquisa e Desenvolvimento em tomate da divisão Crop Science da Bayer, o ToBRFV que rompe resistências representa uma ameaça constante à rentabilidade dos produtores, que precisam de soluções duradouras sem comprometer a qualidade e o desempenho das plantas.

As novas variedades passaram por testes rigorosos em estufas sob alta pressão viral. Enquanto plantas sem resistência apresentaram sintomas graves do vírus em menos de três semanas, os tomates com múltiplos genes de resistência permaneceram saudáveis mesmo diante da cepa padrão e de variantes mais agressivas do ToBRFV. Entre os primeiros híbridos lançados estão os tomates do tipo red beef “Ferreira” e pink beef “Futumaru”, já disponíveis no mercado. A Bayer também anunciou que, ainda em 2025, lançará novas variedades resistentes para os segmentos Large Truss, Medium Truss, Cocktail, Cherry Plum Truss e Beef.





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