quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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Lagartas resistentes desafiam controle


O avanço das lagartas Spodoptera frugiperda e Helicoverpa zea nas lavouras brasileiras tem preocupado os produtores. Resistentes a Inseticidas convencionais e biotecnologias como o Bt, essas pragas atacam as estruturas reprodutivas de culturas como milho, soja, feijão e algodão, provocando prejuízos expressivos. 

“Além disso, sua presença facilita a entrada de patógenos secundários. As perdas estimadas podem variar de 10% a 50%, dependendo da intensidade da infestação e do controle que for adotado”, diz Jorge Silveira, engenheiro agrônomo e coordenador comercial da Sell Agro.

Além da resistência crescente, o cenário é agravado por fatores como monocultura contínua, falhas no manejo integrado de pragas (MIP) e clima favorável à reprodução dos insetos. A Spodoptera, por exemplo, tem presença constante em regiões tropicais e pode causar desde atraso no desenvolvimento até a morte das plantas, afetando severamente a produtividade.

“Ainda há falhas no manejo integrado de pragas (MIP) e o cultivo de monoculturas contínuas, que favorecem o ciclo das lagartas”, destaca Silveira.

Para lidar com essas “lagartas invencíveis”, produtores têm buscado soluções alternativas e complementares. Entre elas, o uso de desalojantes tem ganhado espaço no manejo. Produtos como o UPSIDE, da Sell Agro, atuam forçando as lagartas a saírem dos esconderijos, aumentando a exposição aos inseticidas. O produto, livre de enxofre, pode elevar a eficácia das aplicações em até 40%.

O sucesso do controle, no entanto, depende do monitoramento constante das lavouras e da adoção precoce das medidas de manejo. A eficiência é maior nas fases iniciais das infestações, quando ainda não há danos visíveis. A vigilância contínua e o uso combinado de tecnologias tornam-se, portanto, essenciais para proteger a produtividade e o bolso do produtor.

 





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Minério de ferro cai com demanda fraca da China


Logotipo Reuters

Por Lucas Liew

CINGAPURA (Reuters) – Os contratos futuros do minério de ferro caíram nesta terça-feira, já que os dados decepcionantes de atividade industrial na China e os persistentes problemas do setor imobiliário local pioraram o sentimento.

Alertas de preços mais baixos feitos por autoridades australianas e as expectativas de uma demanda sazonal mais branda também contribuíram para a perspectiva baixista.

O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China terminou as negociações do dia com queda de 1,32%, a 708,5 iuanes (US$98,92) a tonelada.

O minério de ferro de referência de agosto na Bolsa de Cingapura perdeu 0,98%, a US$93,1 a tonelada.

A atividade industrial da China encolheu pelo terceiro mês consecutivo em junho, embora em ritmo mais lento. No entanto, o sentimento dos negócios permanece moderado.

A fraqueza contínua no setor imobiliário da China e um relatório do governo australiano alertando sobre preços mais baixos devido às fracas perspectivas pesaram ainda mais sobre o sentimento, disse o ANZ.

Além disso, o sentimento dos investidores também foi afetado depois que Jiang Wei, secretário geral da Associação de Ferro e Aço da China, foi citado pelo China Metallurgical News na semana passada aconselhando as autoridades a restringir as exportações de tarugos.

O pedido foi feito após o aumento das remessas de produtos de aço semiacabados no acumulado do ano.

O volume total de minério de ferro despachado para destinos globais pelos principais produtores, Austrália e Brasil, caiu 7,4% de 23 a 29 de junho, revertendo o salto da semana anterior, informou a consultoria chinesa Mysteel.

(Reportagem de Lucas Liew)

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Armazenagem estratégica mantém feijão firme



O Ibrafe destaca que uma campanha nacional para estimular o consumo




Foto: Canva

Apesar da recorrente percepção de queda no consumo durante períodos de safra elevada ou colheita concentrada, o mercado brasileiro de feijão continua ativo. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), a demanda segue dentro da realidade atual, impulsionada principalmente pelos preços atrativos nas gôndolas do varejo.

O Ibrafe destaca que uma campanha nacional para estimular o consumo — já em articulação com apoio parlamentar e entidades do setor — poderá ampliar ainda mais a demanda no médio prazo. Enquanto isso, os negócios continuam ocorrendo em diferentes regiões, como no Vale do Araguaia (GO), onde houve vendas pontuais a R\$ 190,00/saca. No entanto, muitos produtores optam por armazenar o produto abaixo de R\$ 220,00/saca, evitando uma possível queda brusca nos preços.

Essa prática de armazenagem é apontada como uma lição aprendida com países como os Estados Unidos, onde toda a safra é colhida em um único mês, mas o consumo se mantém estável durante o ano graças à gestão de estoques. Caso o mercado brasileiro despejasse todo o volume colhido de uma só vez, os preços poderiam cair para menos de R\$ 100,00/saca, alerta o Instituto.

A consolidação de uma mentalidade mais estratégica é essencial: armazenar com qualidade, vender no momento certo e trabalhar coletivamente para incentivar o consumo interno, expandir as exportações e garantir rentabilidade ao produtor. Segundo o Ibrafe, o Clube Premier seguirá acompanhando essas movimentações, contribuindo com análises e orientações para os protagonistas do setor. As informações são do encerramento da semana.

 





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Cotonicultores mineiros debatem produtividade e sementes



Cada encontro foi adaptado ao perfil do público-alvo



Cada encontro foi adaptado ao perfil do público-alvo
Cada encontro foi adaptado ao perfil do público-alvo – Foto: Canva

A última etapa do Circuito Técnico Amipa (CTA) 2025 foi realizada no dia 26 de junho na Fazenda Experimental da Amipa, em Patos de Minas (MG), reunindo mais de 150 participantes. O evento marcou o encerramento de um ciclo que percorreu as principais regiões produtoras de algodão de Minas Gerais, com foco na troca de conhecimento técnico, inovação e boas práticas na produção.

Segundo José Lusimar Eugênio, engenheiro agrônomo da Amipa, a programação apresentou dados atualizados do setor algodoeiro no estado, o andamento do Projeto Fitossanitário da Associação, os avanços em biotecnologias da Biofábrica Amipa e os resultados de experimentos realizados na fazenda. Em seguida, Rodrigo de Oliveira Lima, do Grupo de Estudos do Algodão (GEAM), discutiu temas como qualidade de sementes, acúmulo de biomassa e resposta produtiva em diferentes níveis de adubação.

A edição 2025 do CTA contou com cinco etapas, realizadas entre abril e junho, com passagens por Varjão de Minas, Catuti, Ibiaí, Brasilândia de Minas e Patos de Minas. Cada encontro foi adaptado ao perfil do público-alvo – da agricultura familiar à empresarial – com visitas técnicas e discussões práticas sobre os desafios da cotonicultura mineira.

Durante o encerramento, o presidente da Amipa, Daniel Bruxel, destacou a importância do evento como ferramenta de desenvolvimento regional e valorizou o engajamento dos produtores, parceiros e patrocinadores. A expectativa é que os aprendizados promovidos ao longo do circuito contribuam diretamente para a produtividade e sustentabilidade do algodão em Minas Gerais.

 





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Rotação de culturas: prática essencial



Outro princípio essencial é evitar repetir espécies da mesma família botânica



Outro princípio essencial é evitar repetir espécies da mesma família botânica
Outro princípio essencial é evitar repetir espécies da mesma família botânica – Foto: Divulgação

A rotação de culturas é uma das estratégias mais eficazes para manter a fertilidade do solo, reduzir o uso de insumos químicos e aumentar a resiliência dos sistemas agrícolas. Ao alternar diferentes espécies vegetais ao longo do tempo e do espaço, é possível romper ciclos de pragas e doenças, melhorar a estrutura do solo e otimizar o uso da água e dos nutrientes disponíveis.

Segundo a empresa Vetika, especializada em soluções sustentáveis para o agro, essa prática só gera resultados positivos quando bem planejada, seguindo princípios agronômicos básicos. Entre os benefícios diretos estão a redução de plantas daninhas, o melhor aproveitamento do efeito fertilizante das leguminosas — como o trevo, a alfafa ou o ervilhaca — e a prevenção da exaustão do solo. Após o cultivo de leguminosas, recomenda-se, por exemplo, a semeadura de espécies exigentes em nitrogênio, como milho, trigo ou girassol.

Outro princípio essencial é evitar repetir espécies da mesma família botânica na mesma área em anos consecutivos — como tomate e pimentão, ambos solanáceas —, o que reduz riscos sanitários e desequilíbrios nutricionais. Além disso, a alternância entre cultivos de raízes profundas e com alto volume de resíduos orgânicos contribui para uma estrutura de solo mais estável e rica em vida microbiana.

A Vetika também destaca a importância de adaptar as rotações às condições locais. Em áreas inclinadas, por exemplo, é indicado o uso de culturas perenes para evitar erosão. Já em sistemas de policultivo, a organização das espécies por semelhanças de ciclo e exigências facilita o manejo. Exemplos práticos incluem desde rotações simples, como trigo → girassol → pousio, até modelos mais complexos com alternância sazonal entre culturas de verão e inverno.





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Entregas de fertilizantes crescem 16,8%


As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro encerraram abril de 2025 com 2,68 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume representa um crescimento de 16,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram entregues 2,29 milhões de toneladas. No acumulado do primeiro quadrimestre, o total chegou a 12,12 milhões de toneladas, alta de 10,7% sobre as 10,95 milhões registradas no mesmo período de 2024.

De acordo com a ANDA, o aumento nas importações tem sido essencial para garantir o abastecimento do agronegócio, mesmo diante de incertezas provocadas por crises geopolíticas e desafios logísticos. O setor segue empenhado em manter o fluxo comercial dos insumos, fundamentais para atingir uma safra recorde em 2024/2025. O Estado de Mato Grosso lidera o consumo, com 2,93 milhões de toneladas no quadrimestre — o equivalente a 24,2% do total nacional — seguido por Paraná (1,76 milhão), Goiás (1,29 milhão), São Paulo (1,24 milhão) e Minas Gerais (1,17 milhão).

A produção nacional de fertilizantes intermediários também apresentou desempenho positivo. Em abril, o volume produzido foi de 562 mil toneladas, avanço de 6,3% sobre o mesmo mês do ano anterior. No acumulado do quadrimestre, foram 2,24 milhões de toneladas, alta de 9,1% em relação às 2,06 milhões do mesmo período de 2024.

As importações seguem como principal via de suprimento. Em abril, o Brasil importou 2,76 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários, um aumento de 7,2% na comparação anual. De janeiro a abril, o total importado atingiu 11,26 milhões de toneladas, com alta de 12,2% sobre 2024. O porto de Paranaguá segue como o principal ponto de entrada dos insumos, com 3,04 milhões de toneladas recebidas no quadrimestre — 27% do total nacional — e crescimento de 6,4% ante os 2,86 milhões registrados no mesmo período do ano anterior, segundo dados do Siacesp/MDIC.

 





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Toda atenção com a soja daqui para frente



O cenário apresenta alguns riscos



O cenário apresenta alguns riscos
O cenário apresenta alguns riscos – Foto: Nadia Borges

Com a proximidade do segundo semestre e o avanço do calendário da safra norte-americana, os produtores brasileiros de soja devem redobrar a atenção aos custos de carregamento da posição da oleaginosa até março de 2026. A TF Agroeconômica elaborou uma tabela que projeta os preços equivalentes aos da colheita mês a mês, servindo como guia para tomada de decisões. A recomendação é clara: só venda se o valor futuro for superior ao indicado para o respectivo mês, do contrário, há perda financeira.

Segundo análise da TF Agroeconômica, diversos fatores sustentam um viés de alta para os preços. O primeiro é a menor concorrência argentina no mercado internacional, reflexo do retorno das retenciones plenas (impostos sobre exportações) desde 1º de julho. Também pesa a possibilidade de a China retomar compras nos EUA, impulsionando a reação dos fundos especulativos. Além disso, as exportações americanas vêm ganhando força: só entre 20 e 26 de junho, foram 462,4 mil toneladas vendidas para 2024/25, superando o volume da semana anterior. Por fim, no mercado doméstico, a disputa entre indústrias esmagadoras e exportadores — motivada pelo aumento do biodiesel B14 para B15 — está aquecendo os preços pagos ao produtor.

Contudo, o cenário também apresenta riscos. A queda nos preços do petróleo, após a alta provocada pelo conflito Irã-Israel, pode pressionar negativamente os preços do óleo de soja, que é um dos principais motores de valorização do grão na Bolsa de Chicago (CBOT). Além disso, o USDA reduziu para 8% a área de soja em condição de seca nos EUA, contra 12% na semana anterior, reforçando uma expectativa de boa safra americana.

No campo técnico, o destaque vai para a movimentação das opções: a put de outubro a 980 foi a mais negociada (4.346 contratos), enquanto a call de novembro a 1200 lidera o interesse em aberto (27.615 contratos), seguida pela put de 900 (18.660 contratos), indicando a cautela e expectativa dos agentes do mercado em relação aos movimentos futuros.

 





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Soja ainda enfrenta desafios


A soja gaúcha encara desafios de comercialização e armazenamento após estiagem severa, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços reportados no julho (entrega julho e pagamento 30/07) ficaram em R$ 137,50 porto. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 131,00 Cruz Alta – Pgto. 30/07 – para exportador, R$ 129,00 Passo Fundo – Pgto. fim de agosto, R$ 129,00 Ijui´ – Pgto. 30/08 – para fábrica, R$ 130,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 24/08. Preços de pedra em Panambi caíram para R$ 118,00 a saca ao produtor”, comenta.

Santa Catarina foca em logística e crédito rural para garantir fluidez no mercado de soja. “A comercialização da soja em Santa Catarina avança de forma lenta, pressionada pela queda dos prêmios de exportação e pelas cotações internacionais mais baixas, enquanto produtores mantêm cautela e buscam estratégias para armazenar a safra e negociar em melhores condições. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 135,91 (+0,98%)”, completa.

Armazenagem e custos logísticos desafiam a comercialização da soja no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 134,13 (-0,61%). Em Cascavel, o preço foi 121,47 (+0,81%). Em Maringá, o preço foi de R$ 123,23 (+1,28%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 122,92 (-0,61%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$135,91 (+0,98%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

A infraestrutura de armazenagem limita os ganhos da soja em Mato Grosso do Sul. “Em Mato Grosso do Sul, a colheita da soja foi concluída com resultados expressivos, alcançando cerca de 4,5 milhões de hectares e uma produção de 14,7 milhões de toneladas, aumento considerável em relação ao ciclo anterior. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 120,13 (+0,29%), Campo Grande em R$ 120,13 (0,29%), Maracaju em R$ 120,13 (0,29%), Chapadão do Sul a R$ 107,62 (+0,08%), Sidrolândia a em R$ 120,13 (+0,29%)”, informa.

Mato Grosso mantém alerta com custos e gargalos logísticos. “O armazenamento continua sendo um grande entrave, com déficit estimado em 45 milhões de toneladas para soja e milho, obrigando parte dos agricultores a recorrer a silo bags ou armazenamento a céu aberto. Campo Verde: R$ 114,85 (-4,67%). Lucas do Rio Verde: R$ 111,92, Nova Mutum: R$ 111,92. Primavera do Leste: R$ 115,29. Rondonópolis: R$ 115,47. Sorriso: R$ 111,92”, conclui.

 





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Não venda milho em julho



Fatores de alta incluem o retorno das “retenciones”



Fatores de alta incluem o retorno das “retenciones”
Fatores de alta incluem o retorno das “retenciones” – Foto: Divulgação

Produtores de milho devem redobrar a atenção neste mês de julho. Conforme análises da TF Agroeconômica, este é historicamente o pior período para realizar vendas do cereal. A recomendação é clara: evitar negociações agora. No entanto, caso o produtor precise vender para quitar compromissos financeiros, a orientação é converter o volume vendido fisicamente em contratos de compra na B3. Essa estratégia permite mitigar perdas diante das prováveis altas do segundo semestre, quando os estoques internos começarem a se esgotar.

De acordo com o relatório divulgado pela TF Agroeconômica, diversos fatores reforçam a expectativa de valorização no segundo semestre. Um dos principais é o acordo firmado entre Estados Unidos e Vietnã, país relevante na importação de ração animal. A medida valorizou o milho na Bolsa de Chicago e pode abrir caminho para outros acordos comerciais. No entanto, esse movimento pode ser negativo para exportadores do Brasil e da Argentina, já que o Vietnã também compra desses países.

Outros fatores de alta incluem o retorno das “retenciones” (impostos de exportação) na Argentina, o que pode limitar a competitividade do milho argentino no mercado externo; a confirmação de novas vendas de milho americano para destinos desconhecidos; e o bom desempenho do milho dos EUA no relatório semanal do USDA. Além disso, no Brasil, o avanço da mistura de etanol de milho na gasolina, de E27 para E30, deve elevar a demanda interna, que já é aquecida mesmo com uma safra maior, segundo a Conab.

Com esse cenário de possíveis valorizações e mudanças na dinâmica global de exportações, o produtor que conseguir postergar vendas poderá aproveitar melhores oportunidades no segundo semestre. O momento é de planejamento e cautela.

 





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preços físicos se aproximam da B3


O mercado de milho brasileiro encerrou a semana com comportamento misto na B3, refletindo uma maior aproximação entre os preços físicos e os contratos futuros. De acordo com análise da TF Agroeconômica, a ausência da Bolsa de Chicago e o leve ajuste do dólar influenciaram as variações modestas: os contratos de 2025 fecharam em baixa, enquanto os de 2026 apresentaram ligeiras altas. O contrato de setembro encerrou a R$ 62,22, próximo à média Cepea de R$ 64,05, o que sugere possível estabilização de preços no curto e médio prazo.

No Rio Grande do Sul, o mercado segue travado, com compradores oferecendo até R$ 69,00/saca, mas sem atrair vendedores, que resistem à comercialização diante dos baixos preços e mantêm estoques armazenados. Cerca de 80% da safra já foi negociada, enquanto o abastecimento atual depende do milho importado de outros estados e do Paraguai. A situação logística ainda é crítica devido ao estado de emergência em mais de 260 municípios, o que dificulta o escoamento e cria incertezas para o próximo plantio.

Em Santa Catarina, a estiagem no Oeste reduziu a estimativa de safra em 16,5%, acentuando o desequilíbrio entre oferta e demanda. As cotações variam entre R$ 62,00 e R$ 85,00/saca nas diferentes regiões, mas as negociações seguem praticamente paradas. A pressão sobre os setores de suínos e aves é crescente, diante da escassez de milho para ração, e o clima adverso já causou perdas estimadas em R$ 450 milhões.

No Paraná e em Mato Grosso do Sul, o avanço lento da colheita da segunda safra, as geadas recentes e o excesso de umidade têm limitado o ritmo de mercado. No Paraná, com apenas 16% da área colhida até 1º de julho, as perdas foram mais severas em áreas de plantio tardio. Já no MS, apesar dos atrasos, a produtividade média segue estimada em 80,8 sc/ha, com produção projetada em 10,2 milhões de toneladas. Ainda assim, a comercialização segue cautelosa, à espera de maior clareza sobre os impactos climáticos e a reação dos preços.

 





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