quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Frio intenso impacta preços de hortaliças


O Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (3) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), registrou variações expressivas nos preços de hortaliças comercializadas na Ceasa de Curitiba. A análise compara os valores praticados na segunda-feira (30) com os observados no dia 23 de junho.

Segundo o levantamento, as geadas ocorridas nas manhãs dos dias 24 e 25 de junho, somadas às chuvas registradas antes e depois do fenômeno, foram determinantes para a oscilação nos preços. “As baixas temperaturas afetaram a produção e influenciaram diretamente na oferta de algumas culturas”, informaram os analistas do Deral.

O chuchu extra AA apresentou o maior aumento, subindo de R$ 25,00 para R$ 60,00 por caixa de 20 quilos, alta de 140%. A oferta do produto foi concentrada nos municípios de Colombo, Morretes e Cerro Azul, com complemento vindo do Espírito Santo. A couve-flor gigante também registrou forte valorização, com elevação de 55,6% no preço da dúzia, passando de R$ 45,00 para R$ 70,00. O produto chegou à Ceasa a partir de áreas de São José dos Pinhais, Colombo e Araucária.

A alface crespa grande apresentou aumento de 40%, com a caixa de 18 unidades passando de R$ 25,00 para R$ 35,00. A produção foi oriunda de Curitiba e municípios vizinhos, como Colombo e Araucária.

Por outro lado, a cebola pera nacional e a batata salsa registraram queda nos preços. A cebola teve recuo de 10%, com a saca de 20 quilos caindo de R$ 50,00 para R$ 45,00. A batata salsa de primeira caiu 6,3%, com a caixa de 20 quilos passando de R$ 80,00 para R$ 75,00. Os produtos foram fornecidos por municípios da Região Metropolitana de Curitiba e por lavouras de Minas Gerais e São Paulo.

De acordo com o Deral, sete dos 17 produtos analisados apresentaram alta, dois registraram queda e oito permaneceram estáveis. A ocorrência de uma nova onda de frio nesta semana pode seguir influenciando a dinâmica de oferta e preços nos próximos dias. “A amplitude dos danos e os reflexos no mercado ainda serão mais bem compreendidos nas próximas semanas”, conclui o boletim.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mel brasileiro cresce nas exportações em 2025


As exportações brasileiras de mel “in natura” apresentaram forte crescimento em 2024 e mantêm ritmo acelerado em 2025, conforme aponta o Boletim de Conjuntura Agropecuária desta quinta-feira (3), elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). O desempenho é impulsionado, sobretudo, pela demanda dos Estados Unidos, principal destino do produto.

Em 2024, o Brasil exportou 37.931 toneladas de mel natural, volume 32,8% superior ao registrado em 2023. A receita alcançou US$ 100,56 milhões, alta de 17,9% em relação ao ano anterior. No ranking dos estados exportadores, o Paraná ocupou a quarta posição, com 3.969 toneladas embarcadas e receita de US$ 10,395 milhões, a um preço médio de US$ 2,62 por quilo.

O crescimento se manteve nos cinco primeiros meses de 2025. De janeiro a maio, foram exportadas 15.316 toneladas, o que representa aumento de 10,7% na comparação com o mesmo período de 2024. A receita cambial somou US$ 48,996 milhões, avanço de 39,7% em relação ao ano anterior. O preço médio nacional subiu 26%, passando de US$ 2.534,81 para US$ 3.199,01 por tonelada.

O Paraná também se destacou em 2025, ocupando a terceira posição entre os estados exportadores. O estado embarcou 2.870 toneladas e obteve receita de US$ 9,313 milhões, com preço médio de US$ 3,24 por quilo. Esses números representam crescimento de 148,7% em volume e 229,3% em receita na comparação com o mesmo período de 2024.

Minas Gerais liderou as exportações entre os estados, com receita de US$ 12,238 milhões e 3.760 toneladas exportadas, a um preço médio de US$ 3,25 por quilo. O Piauí ficou na segunda posição, com US$ 9,511 milhões e 3.035 toneladas embarcadas. Santa Catarina e São Paulo completam o grupo dos cinco maiores exportadores.

Os Estados Unidos seguem como principal destino do mel brasileiro. De janeiro a maio de 2025, o país norte-americano importou 12.592 toneladas, o equivalente a 82,2% do volume total exportado pelo Brasil no período. A receita foi de US$ 40,153 milhões, com preço médio de US$ 3,19 por quilo. No mesmo período do ano anterior, os EUA haviam importado 11.329 toneladas, com gasto de US$ 28,397 milhões.

Além dos EUA, outros mercados relevantes foram Canadá (1.312 t), Alemanha (585 t), Reino Unido (432 t), Países Baixos (220 t), Israel (60 t), Austrália (40,6 t) e Bélgica (40,1 t). Entre os países com maior crescimento em volume estão Israel (+203%) e Bélgica (+166,7%). A única retração significativa foi da Austrália (-65,8%).





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cevada tem bom início de desenvolvimento



Preço da cevada para malte atinge R$ 85 no RS




Foto: Canva

A semeadura da cevada no Rio Grande do Sul avançou nas últimas semanas, favorecida por uma breve janela de tempo seco que permitiu condições mais adequadas de umidade do solo para a operação. As informações constam no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (3).

No Extremo Norte do Estado, os trabalhos de plantio estão próximos da conclusão e seguem o calendário indicado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Segundo a Emater/RS-Ascar, as lavouras implantadas apresentam estande e desenvolvimento inicial adequados, sem registros relevantes de danos causados pelas precipitações recentes.

Para a safra 2025, a estimativa da Emater/RS-Ascar aponta uma área total cultivada de 27.337 hectares, com produtividade média de 3.198 quilos por hectare. Na região administrativa de Erechim, cerca de 95% dos 7.630 hectares previstos já foram semeados, com expectativa de produtividade de 3.600 quilos por hectare.

Na região de Ijuí, as lavouras também apresentam bom desenvolvimento. Algumas áreas foram implantadas com cultivares de ciclo curto, com o objetivo de preencher o chamado vazio outonal e fornecer insumos para alimentação animal.

Em relação à comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos de cevada destinada à indústria de malte, na região de Erechim, foi cotado a R$ 85,00.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja enfrenta desafios na comercialização


No mercado da soja, o Rio Grande do Sul enfrenta desafios na comercialização e na armazenagem, segundo informações da TF Agroeconômica. “A precificação mudou para o julho, e os preços foram R$ 137,00 para 30/07 (entregas de 15/07 a 30/07). Melhores preços estão para o agosto, que marcou R$ 140,00 entrega agosto cheio e pagamento em 29/08. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 130,00 Cruz Alta – Pgto. 15/08 – para fábrica R$ 130,00 Passo Fundo – Pgto. agosto R$ 130,00 Ijuí – Pgto. 15/08 – para fábrica R$ 130,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 15/08 Preços de pedra em Panambi caíram para R$ 119,00 a saca ao produtor”, comenta.

Enquanto isso, Santa Catarina projeta atenção à armazenagem e comercialização da soja. “O vazio sanitário da soja, organizado pela Cidasc, impõe restrições de plantio e exige coordenação para alinhar produção e armazenagem de modo eficiente. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 135,04 (+0,36%)”, completa.

O Paraná mantém atenção ao mercado e à armazenagem da soja. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 135,57 (+0,60%). Em Cascavel, o preço foi 119,62 (-0,60%). Em Maringá, o preço foi de R$ 121,23 (+0,01%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 123,55 (-0,24%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$134,56. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

Mato Grosso do Sul prioriza logística e armazenagem após a safra de soja. “A prioridade de muitos produtores neste momento recai sobre a colheita da segunda safra de milho, o que influencia o ritmo de negociação da soja no estado. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 119,92 (+1,31%), Campo Grande em R$ 119,92 (+1,31%), Maracaju em R$ 119,92, Chapadão do Sul a R$ 108,69, Sidrolândia a em R$ 119,92”, informa.

Armazenagem e logística concentram atenções no Mato Grosso do Sul após colheita da

soja. “Campo Verde: R$ 113,90 (-1,15%). Lucas do Rio Verde: R$ 110,34, Nova Mutum: R$ 110,34 (+0,72%). Primavera do Leste: R$ 113,90 (-1,15%). Rondonópolis: R$ 113,90 (-1,15%). Sorriso: R$ 110,34 (+0,72%)”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho recua na B3 e em Chicago


Os contratos futuros de milho encerraram a terça-feira (1º) em baixa na B3, refletindo a pressão de uma possível supersafra nos Estados Unidos e o avanço da colheita da safrinha no Brasil. De acordo com a TF Agroeconômica, mesmo com a queda diária, os preços se mantêm acima dos registrados no mesmo período do ano passado, devido ao atraso na colheita da segunda safra brasileira.

Segundo a Conab, a colheita da safrinha atingiu 17% da área estimada, contra 10,3% na semana anterior. Em 2024, o índice já era de 47,9%, e a média dos últimos cinco anos é de 28,2%. O mercado segue atento às ondas de frio, que podem prejudicar lavouras ainda não colhidas. Na B3, o vencimento julho/25 fechou a R\$ 62,98 (queda de R\$ 0,46 no dia e R\$ 1,61 na semana), setembro/25 caiu para R\$ 61,57 (baixa de R\$ 0,39 no dia e R\$ 2,81 na semana), e novembro/25 encerrou a R\$ 66,03 (recuo de R\$ 0,22 no dia e R\$ 1,70 na semana).

Na bolsa de Chicago (CBOT), os contratos de milho também caíram, com o vencimento julho recuando 0,12%, a US\$ 4,20 por bushel, e setembro caindo 0,79%, a US\$ 4,06 por bushel. A queda foi puxada pela melhora inesperada na qualidade das lavouras americanas: o relatório do USDA elevou de 70% para 73% o índice de lavouras em condições boas a excelentes, o melhor nível para esta época desde 2018, segundo a Reuters.

Com previsão de clima favorável — calor e chuvas — nos próximos dias nos EUA, o cenário de maior safra da história se fortalece. Além disso, a proximidade do fim da carência das tarifas impostas pelos EUA para outros países pressiona o mercado, uma vez que as exportações seguem essenciais para sustentar os preços, mesmo com o consumo interno elevado.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho segue parado: Confira


O mercado de milho segue travado no Rio Grande do Sul, com pouca liquidez e expectativa contida, segundo informações da TF Agroeconômica. “As cotações continuam estáveis: R$ 66,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau e Gaurama, R$ 69,00 em Seberi e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. As pedidas dos vendedores para agosto variam entre R$ 66,00 e R$ 70,00, enquanto os compradores seguem ausentes, sem estímulos para atuar”, comenta.

Em Santa Catarina, segue o mercado parado e com descompasso nos preços. “No Planalto Norte, as pedidas seguem firmes em R$ 82,00/saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 79,00. Em Campos Novos, o descompasso é ainda mais acentuado, com pedidos entre R$ 83,00 e R$ 85,00, frente a ofertas CIF de até R$ 80,00. A média estadual segue em R$ 71,00, mas há grande variação: R$ 72,70 em Joaçaba, R$ 77,13 em Chapecó, R$ 62,00 em Palma Sola (Coopertradição) e R$ 66,00 em Rio do Sul (Cravil)”, completa.

O mercado paranaense continua travado. “A firmeza dos produtores nas pedidas e a postura cautelosa dos compradores seguem dificultando os avanços. Nos Campos Gerais, o milho disponível é ofertado a R$ 76,00/saca FOB, com registros pontuais a R$ 80,00, enquanto as ofertas CIF para junho seguem em R$ 73,00, voltadas à indústria de rações”, indica a consultoria.

Movimento lento e pressão de custos no Mato Grosso do Sul. “O mercado de milho em Mato Grosso do Sul continua com baixa liquidez, marcado por negociações esporádicas e pouca disposição entre as partes. As referências mais recentes indicam quedas, com preços em torno de R$ 48,00 em Dourados, R$ 49,00 em Campo Grande, R$ 48,00 em Maracaju, R$ 50,00 em Sidrolândia e R$ 47,00 em Chapadão do Sul, que tenta se reerguer após perdas mais severas nas semanas anteriores”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo segue pressionado no Sul: mercado lateralizado


O mercado de trigo no Sul do Brasil continua apresentando pouca movimentação, com queda nos preços e retração nas compras. Segundo informações da TF Agroeconômica, os registros do CEPEA apontam recuo nos valores da safra velha tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná — algo incomum para esta época do ano. A pressão vem da baixa demanda, da valorização do real frente ao dólar, da queda nos preços do trigo argentino e do aumento dos estoques, o que reduz a margem dos moinhos.

No Rio Grande do Sul, o plantio da safra 2025 segue lento, estagnado em aproximadamente 40% da área estimada, que não deve ultrapassar 1 milhão de hectares. As chuvas frequentes continuam dificultando o avanço dos trabalhos. No mercado internacional, o preço de exportação do trigo tipo BRL 12% recuou para US\$ 226, equivalendo a R\$ 1.277,00 com o câmbio atual, mas os moinhos seguem fora das negociações. Já no mercado interno, o preço da saca em Panambi se manteve em R\$ 70,00.

Em Santa Catarina, o ritmo de moagem e compras segue fraco, apesar da boa oferta, especialmente de trigo gaúcho. Os preços da safra velha variaram entre R\$ 1.330 e R\$ 1.500 por tonelada, conforme o tipo e a origem do produto. Segundo um moinho local, há cautela na reposição dos estoques. Para a safra nova, não há ofertas no momento, e os sementeiros relatam uma queda de 20% nas vendas de sementes em relação ao ano anterior. A Conab projeta uma redução de 6,3% na produção estadual, apesar de uma ligeira expansão da área plantada.

Os preços pagos ao produtor catarinense seguem praticamente estáveis, com valores oscilando entre R\$ 76,00 e R\$ 79,00 por saca nas principais praças. Canoinhas registrou R\$ 78,00, Joaçaba manteve-se em R\$ 76,00, e Xanxerê teve recuo de R\$ 1,00, fechando em R\$ 79,00. O cenário é de cautela, com expectativa por melhoria nas condições climáticas e por uma retomada da demanda nas próximas semanas.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Especialistas alertam para riscos e falta de clareza no Plano Safra 2025/2026 durante “A Voz do Mercado”


O programa A Voz do Mercado, transmitido nesta quarta-feira, 2 de julho, reuniu especialistas do setor agropecuário para discutir os principais pontos do Plano Safra 2025/2026. Sob a condução de Ivan Wedekin e Suelen Farias, a edição especial contou com a participação do deputado federal Arnaldo Jardim, do diretor de Agronegócios do Banco Santander Brasil, Carlos Aguiar, e do consultor Luiz Cláudio Caffagni, sócio da Archer Education. Em pauta, a análise crítica sobre a composição dos R$ 516,2 bilhões anunciados pelo Governo Federal e os impactos reais para o financiamento do campo.

Ivan Wedekin destacou que o tema da vez era “mais justo, menos seguro”, indicando a complexidade do cenário atual do crédito rural. Ele alertou para um aumento substancial do custo de capital, colocando os juros como um dos principais entraves para o produtor. “Nesta safra, o custo dos juros será tão importante quanto o custo de fertilizantes. A diferença é que juro não é tecnologia. Semente, adubo, são. Juros sã custos puros e comprometem a capacidade de investimento do produtor”, frisou.

Em sua análise, o deputado Arnaldo Jardim apontou uma série de inconsistências no anúncio do novo plano e criticou a redução de recursos para a equalização das taxas de juros.

“O governo não fez o esforço que havia anunciado como necessário. O valor para equalização caiu de R$ 16,3 bilhões para R$ 13,4 bilhões. Isso, considerando uma inflação de 17,5%, é ainda mais preocupante”, declarou.

Arnaldo também chamou atenção para a forma como as CPRs (Cédulas de Produto Rural) foram incluídas na contabilidade do plano, o que, segundo ele, distorce os números.

“Nunca foi prática incluir CPRs no volume total do Plano Safra. Isso infla artificialmente os dados. O governo tenta justificar dizendo que são instrumentos não tributados e, portanto, incentivados. Mas essa inclusão gera insegurança e falta de clareza”, afirmou o deputado.

Ele ainda alertou para o descompasso entre a intenção anunciada e o que, de fato, chega ao produtor:

“No ano passado, anunciaram R$ 479 bilhões, mas só foram executados cerca de R$ 430 bilhões. O valor da subvenção respondia por apenas 1,4% do total. Agora caiu para 1,2%. Isso mostra o recuo do governo em termos de estímulo direto ao agro”, completou.

Representando o setor financeiro, Carlos Aguiar, do Santander, reforçou que o Plano Safra tem importância institucional, mas menos operacional para os bancos privados:

“Para nós, o plano representa cerca de 10% da carteira total. Ele funciona mais como um termômetro do humor do produtor e um indicativo de tendências de financiamento. Os grandes bancos privados operam principalmente com recursos próprios, como LCAs, e repassam as exigibilidades do Pronaf para outras instituições. Por isso, não dependemos diretamente das linhas equalizadas”, explicou.

Carlos também abordou o impacto da possível tributação sobre os títulos do agro:

“Hoje, com a Selic alta, o efeito do imposto pode parecer diluído. Mas, no futuro, com juros mais baixos, esse impacto será direto no custo do crédito para o produtor. Isso precisa ser discutido com responsabilidade”, disse.

Já o consultor Luiz Cláudio Caffagni aprofundou a discussão técnica sobre o risco de dupla contagem das CPRs nos dados oficiais:

“Quando o banco empresta via LCA, ele normalmente exige um título de crédito como garantia. Pode ser uma CPR, mas isso já está contabilizado nas estatísticas de crédito rural do Banco Central. Incluir novamente o valor da CPR como recurso novo é uma distorção. Isso precisa ser revisto com urgência para não mascarar o volume real de crédito disponível”, explicou.

Ao final da edição, Ivan Wedekin fez um balanço contundente da discussão, chamando atenção para a responsabilidade de se apresentar dados transparentes ao setor agropecuário.

“Nós temos um problema estrutural com a comunicação dos números. O governo anunciou R$ 459 bilhões no ano passado, sendo R$ 293 bilhões para custeio e comercialização. Agora, com a inclusão das CPRs, esse número saltou para R$ 401 bilhões — mas é o mesmo dinheiro contado duas vezes. Isso gera manchetes que não refletem a realidade enfrentada pelo produtor.”

Wedekin também destacou pontos positivos do plano, como o reforço ao crédito para agricultura familiar, a ampliação do Pronamp, e a continuidade de programas sustentáveis. No entanto, foi enfático ao afirmar que os dados não podem ser tratados como vitrine:

“O plano safra não pode ser uma ilusão estatística. Há avanços, sim, mas também muitas omissões. A agricultura brasileira vive um momento sensível, e precisamos de clareza para tomar decisões. O foco tem que ser o produtor, não o marketing. Nosso partido aqui é o agro, e seguiremos atentos para que os números correspondam à realidade no campo.”

 

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercados agrícolas abrem com tendências mistas



No mercado do trigo, os contratos futuros em Chicago buscam recuperação



No mercado do trigo, os contratos futuros em Chicago buscam recuperação
No mercado do trigo, os contratos futuros em Chicago buscam recuperação – Foto: Agrolink

Os mercados agrícolas iniciam esta quarta-feira (02) com movimentos variados para os principais grãos negociados internacionalmente. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo apresenta leve alta nos Estados Unidos, a soja segue em alta em Chicago, enquanto o milho sofre pressão e registra queda nos preços.

No mercado do trigo, os contratos futuros em Chicago buscam recuperação após quedas recentes, sustentados pela falta de umidade nas Grandes Planícies do Norte, área essencial para o trigo de primavera. Entretanto, o avanço da colheita de trigo de inverno no sul dos EUA e o início da colheita em fornecedores do Hemisfério Norte mantêm a pressão. No Brasil, os preços continuam pressionados devido à redução da moagem e margens apertadas.

Já a soja tem seus preços impulsionados em Chicago, principalmente pelo fortalecimento dos valores do óleo de soja e pela aprovação de um projeto de lei nos EUA que amplia créditos tributários para biocombustíveis de baixo carbono, favorecendo o biodiesel e estimulando o uso de matérias-primas americanas. No entanto, a alta é limitada pela ausência de compras chinesas e pelas boas condições gerais das lavouras. No mercado brasileiro, os preços da soja iniciam o mês com leve baixa, influenciados pela forte safra.

O milho registra queda nos preços em Chicago, afetado pelas boas condições das lavouras que indicam uma safra recorde nos EUA e pela falta de acordos comerciais entre o governo Trump e importadores. No Brasil, a pressão negativa se acentua pela entrada da safrinha no mercado, concorrência acirrada nas exportações, queda do dólar e margens reduzidas, resultando em preços domésticos em baixa.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Geadas afetam regiões produtoras e pressionam mercado do café


Os preços do café registraram forte retração ao longo de junho, tanto para o arábica quanto para o robusta. A desvalorização acentuada nas principais regiões produtoras brasileiras tem preocupado o setor, especialmente diante das recentes condições climáticas adversas que ameaçam a próxima safra.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média mensal de R$ 2.126,10 por saca de 60 kg — queda real de 14,4% em relação a maio e o menor valor registrado desde novembro de 2024. Desde o dia 18, a cotação se mantém abaixo dos R$ 2.000, encerrando junho a R$ 1.834,36, com recuo acumulado de 21,5%.

No caso do robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, a média mensal foi de R$ 1.256,71/saca, com retração de 18,4% sobre o mês anterior. No fechamento de junho, o preço do robusta chegou a R$ 1.105,07, marcando uma expressiva queda de 20,75% no acumulado do mês. Essa combinação de preços mais baixos e incertezas climáticas acende o alerta para produtores e agentes de mercado.

Além da pressão sobre os preços, o clima também gerou preocupação. A semana passada foi marcada por frio intenso e registro de geadas em importantes regiões produtoras. O Norte do Paraná foi a área mais afetada, com relatos de danos significativos às lavouras. Os impactos ainda estão sendo avaliados, mas há produtores apontando perdas expressivas para a safra de 2026/27.

 As lavouras que estão em colheita atualmente — da safra 2025/26 — não apresentaram danos relevantes, mas o risco climático segue no radar. O cenário reforça a volatilidade do setor cafeeiro, que depende diretamente das condições climáticas para garantir produtividade e qualidade.





Source link