sexta-feira, março 20, 2026

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Dia da Semente reforça importância da escolha do insumo e do manejo pré-plantio para a alta produtividade


Nesta quinta-feira (21), o Brasil celebra o Dia da Semente, insumo que carrega em si o potencial produtivo de toda a lavoura. A data tem grande relevância para o agronegócio, já que a semente é o ponto de partida de culturas estratégicas como soja, milho, algodão, arroz, tabaco, entre tantas outras. Por trás dela, existe um processo de pesquisa que pode levar até 10 anos de dedicação intensa, com altos investimentos em ciência e tecnologia, para que chegue ao campo uma variedade capaz de unir produtividade, resistência a pragas e adaptação às condições de cada região.

Apesar disso, ainda são poucos os que conhecem a complexidade envolvida nesse processo e o quanto a decisão do produtor na hora de escolher a semente pode impactar o resultado da safra. A utilização de sementes certificadas, com alto vigor germinativo e pureza genética, garante uniformidade na emergência, número adequado de plantas por hectare e maior segurança na colheita. Já a prática de utilizar sementes salvas representa riscos consideráveis, como desuniformidade, presença de patógenos e baixo vigor, o que compromete todo o ciclo produtivo.

Solo preparado é base para colheitas

No entanto, a qualidade da semente por si só não é suficiente. O desempenho da lavoura também depende da condição do solo, que deve estar pronto para receber o plantio. Antes mesmo de entrar com as máquinas, o produtor precisa avaliar a fertilidade, a textura, a compactação e a presença de resíduos. Correções químicas, como a aplicação de calcário e gesso agrícola, e intervenções mecânicas, como o uso de subsoladores e escarificadores, fazem parte desse processo de preparo.

Além disso, o manejo adequado das máquinas agrícolas é cada vez mais decisivo. Trânsito excessivo de implementos pesados pode causar compactação, um dos maiores vilões silenciosos da agricultura, que reduz a infiltração de água e dificulta o desenvolvimento radicular. Paralelamente, a adoção de técnicas de conservação, como curvas de nível, terraços e o plantio direto, ajuda a preservar a estrutura do solo, ampliando sua longevidade produtiva.

O combate antecipado às invasoras

Outro fator essencial nesta fase inicial é o controle de plantas daninhas. Espécies resistentes, como buva, capim-amargoso e caruru, têm desafiado os produtores em diferentes regiões do país. Elas competem por água, luz e nutrientes, reduzindo o potencial da cultura principal. Além disso, muitas servem de hospedeiras para pragas e doenças, aumentando os custos de manejo fitossanitário ao longo da safra.

O controle antecipado com herbicidas dessecantes reduz a pressão das invasoras e facilita a instalação da lavoura. Estudos de campo apontam que falhas nessa etapa podem comprometer até 30% da produtividade. Nesse cenário, ganha espaço o manejo integrado, que combina rotação de culturas, uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação, manutenção de palhadas e tecnologias de aplicação de precisão, estratégias que reduzem a pressão de seleção de resistência e elevam a eficiência do controle.

Adubação de base: o alimento que a planta precisa antes de nascer

Com o solo corrigido e livre de plantas daninhas, chega o momento da adubação de base, prática fundamental no plantio. O fornecimento de nutrientes estratégicos, como fósforo, potássio, enxofre, cálcio e micronutrientes, garante o vigor inicial da cultura. O fósforo, por exemplo, é essencial para o enraizamento e deve ser aplicado próximo à semente, já que apresenta baixa mobilidade no solo.

A eficiência da adubação também depende do pH do solo. Em áreas ácidas, comuns no Cerrado brasileiro, a correção com calcário deve ser realizada meses antes para evitar perdas de eficiência. Tecnologias mais recentes, como fertilizantes de liberação controlada, organominerais e inoculantes biológicos, têm conquistado espaço ao melhorar o aproveitamento dos nutrientes e reduzir o desperdício. A agricultura de precisão, com o uso de mapas de aplicação, também contribui para um manejo mais ajustado, garantindo doses específicas de acordo com a necessidade de cada talhão.

O futuro da lavoura começa antes da semeadura

O Dia da Semente reforça uma mensagem central para o agronegócio: a produtividade não depende de uma única decisão isolada, mas de um conjunto de práticas integradas. Escolher sementes de qualidade, preparar o solo, controlar plantas daninhas antecipadamente e realizar uma adubação equilibrada formam a base de uma lavoura rentável e sustentável.

 Cada escolha feita pelo produtor nesta fase pré-plantio determina a eficiência das tecnologias aplicadas ao longo da safra e define, em grande medida, o tamanho e a qualidade da colheita que chegará ao mercado meses depois.





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o selo que valoriza a agricultura familiar com origem e tecnologia


Quando começou a produzir mandioca, em três hectares, no sítio onde mora, em Boa Esperança do Norte (MT), a agricultora Joyce Ferreira acreditava no potencial da sua produção.  Esta convicção aumentou depois que ela e outros 16 pequenos produtores rurais da região médio-norte de Mato Grosso alcançaram o Selo de Identificação de Origem da Agricultura Familiar, uma iniciativa da Associação Clube Amigos da Terra – CAT Sorriso.

O selo que atesta as boas práticas agrícolas e a qualidade do produto vendido pela Joyce, tem pouco mais de 1 ano e já gerou muitos resultados. “Aumentou a renda da minha propriedade em 30%. Consegui novos mercados, expandindo as vendas para outros municípios, porque eles viram que têm garantia de procedência. Gerou reconhecimento!”, afirma a produtora rural, Joyce Ferreira.

Atualmente, a agricultora comercializa 1.200 kg de mandioca beneficiada por mês para supermercados, feiras e para a merenda escolar dos municípios de Boa Esperança do Norte e Santa Rita do Trivelato. O legume é entregue sem casca e congelado. Na embalagem, há o selo com um QR Code, que leva os consumidores para uma plataforma digital com informações sobre o produtor, detalhes e imagens da propriedade, métodos utilizados no plantio e cuidados aplicados na produção. “Mudou 100% a transparência dos meus produtos. Os clientes e parceiros fazem questão de escanear, saber a história por trás daquele alimento. Agregou valor ao nosso trabalho”, destaca Joyce.

A rastreabilidade também se tornou um diferencial para o melão cultivado e vendido pela produtora rural Elizane da Silva, de Sorriso (MT). Nas gôndolas dos supermercados da cidade, a fruta divide espaço com o melão colhido no nordeste do país. “O selo diferencia e agrega valor à produção local”, assegura Elizane.

O QR Code nas embalagens de hortifrutigranjeiros desperta tanto interesse que algumas propriedades já recebem visitas dos consumidores. “Na feira, a curiosidade deles é tão grande que pedem para visitar a chácara”, é o que conta a produtora rural Marilde de Olímpia Rossi Ferla, que tem cultivos no município de Vera (MT). Na chácara da família, é feito o plantio de cenoura, brócolis, beterraba, couve-flor, outras hortaliças e frutas. Toda essa variedade de alimentos ocupa uma área de 9 hectares da propriedade.

Selo valoriza produção com responsabilidade ambiental e rastreabilidade

O Selo de Identificação de Origem da Agricultura Familiar – no Coração de Mato Grosso é promovido pelo CAT Sorriso, por meio do projeto Cultivando Vida Sustentável, que tem o apoio da organização IDH e da empresa Cargill. A meta é atingir os 16 municípios da região médio-norte de Mato Grosso. Segundo o CAT, os produtores rurais que desejam conquistar o selo precisam atender a três critérios principais: gestão da propriedade, responsabilidade ambiental e boas práticas de produção.

Na gestão, é exigido que o agricultor tenha documentos como CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar) e CAR (Cadastro Ambiental Rural), além de manter um Caderno do Produtor, com registros detalhados de sua produção, como: custos, aplicações de insumos e capacidade produtiva.

Já a responsabilidade ambiental envolve ações como separação de resíduos, compostagem doméstica (com restos da cozinha) e compostagem em leiras, que transforma resíduos agrícolas em adubo reutilizável. “A primeira adaptação que exigiram na minha propriedade foi o lixo zero. Antes, por falta de conhecimento, nós descartávamos de forma irregular.  Hoje, eu agradeço ao CAT por esse incentivo e temos orgulho de fazer tudo certo”, comemora a agricultora Marilde Rossi Ferla.

Outra exigência para certificação são as boas práticas de produção, o uso responsável de agroquímicos, com controle do período de carência antes da comercialização. Para produtos de origem animal, é obrigatória a adesão a sistemas de inspeção (municipal, estadual ou federal), garantindo a segurança alimentar e a procedência dos alimentos.

“O selo assegura ao consumidor que o produto tem origem conhecida, qualidade garantida e foi produzido com responsabilidade”, afirma a assistente de projetos do CAT Sorriso, Andreia Sousa.

Tecnologia e inovação impulsionam a agricultura familiar

O grupo de 16 produtores rurais certificados, a partir da iniciativa e apoio do CAT Sorriso, deu um passo além do cultivo tradicional. Com foco em produtividade, sustentabilidade e acesso a novos mercados, os agricultores estão investindo em novas tecnologias de produção e comercialização.

Em Vera, a produtora Elizandra Vedovato Han transformou a propriedade da família com irrigação por microaspersão, uso de energia solar, adubação foliar orgânica e clonagem genética de mudas de mamão hermafrodita. “Buscamos mudas certificadas em laboratório, com alto potencial produtivo e uniformidade. É inovação no campo e no mercado”, conta Elizandra.

Em Sorriso, no assentamento Jonas Pinheiro, Adeni Becker mantém uma produção diversificada de hortaliças, com destaque para a alface hidropônica. A técnica garante colheita em apenas 35 dias e produção constante de mil pés da hortaliça por mês, destinados à merenda escolar, feiras e projetos sociais. “O selo nos ensinou a usar insumos com responsabilidade, respeitar o tempo de carência e melhorar nossos processos”, afirma Adeni.

No município de Boa Esperança do Norte, Joyce Ferreira aplicou pesquisa e genética no plantio de mandioca, com base em estudos da Embrapa. “Fomos atrás de ramas mais produtivas, com boa aceitação no mercado”, explica. A propriedade também adotou composteiras estáticas para transformar resíduos em biofertilizante, gerando autonomia e sustentabilidade.

Em Sorriso, Elizane da Silva cultiva pimentão em estufas com fertirrigação automatizada. “A tecnologia controla com precisão o horário e a quantidade de água liberada”, explica. No cultivo de melão, Elizane utiliza o mulching, técnica que cobre os canteiros com material plástico para preservar a umidade e controlar ervas daninhas. A produção também tem abelhas para polinização natural. “As abelhas ajudam no aumento de 30% da produtividade do melão”, explica.  Recentemente, a produtora ampliou a área com o plantio de 40 mil pés de abacaxi em sistema semi-intensivo.

“As agricultoras dessa região do médio-norte mato-grossense mostram que a agricultura familiar é moderna, sustentável e eficiente”, garante a coordenadora do CAT, Cristina Delicato.





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China assume liderança em inovação agroquímica



Entre 2020 e 2024, o país aprovou 85 novos pesticidas



Entre 2020 e 2024, o país aprovou 85 novos pesticidas baseados em 59 ingredientes ativos
Entre 2020 e 2024, o país aprovou 85 novos pesticidas baseados em 59 ingredientes ativos – Foto: Canva

A indústria chinesa de proteção de cultivos passa por uma transformação estrutural, segundo análise de Fabio Sgarbi, Founder & CEO da StrategicAg Consulting. Por décadas, o setor foi marcado pelo modelo pós-patente, focado em volume, baixo custo e agilidade no registro, mas sinais recentes apontam para uma mudança de mentalidade em direção à inovação, diferenciação e liderança tecnológica. Esse movimento pode reposicionar a China como protagonista global em agroquímicos, com reflexos diretos na competitividade do agronegócio mundial.

Entre 2020 e 2024, o país aprovou 85 novos pesticidas baseados em 59 ingredientes ativos, dos quais 67% são biopesticidas — um dado que mostra não apenas diversificação, mas também alinhamento com a agenda de sustentabilidade. No mesmo período, de 63 novos ingredientes ativos reconhecidos pela ISO em inglês, 29 tiveram origem chinesa, sinalizando reconhecimento internacional da inovação do país. 

Outro destaque é o incentivo à nanotecnologia, promovido pelo 14º Plano Quinquenal e regulamentado em 2024. Ensaios iniciais indicam que pesticidas nanoformulados, aplicados com drones, podem reduzir o uso em mais de 30%, combinando eficiência agronômica e menor impacto ambiental. Além disso, avanços em biossíntese, biopesticidas de RNA e aplicações microbianas começam a deixar os laboratórios para serem testados em escala comercial.

“A indústria de proteção de cultivos da China pode estar se perguntando agora: Por que continuar apenas com esforços em produtos pós-patente com margens baixas, se agora também podemos inovar e capturar mais valor no mercado? Certamente, nos próximos cinco anos, poderemos ver essa transição no mercado de defensivos na China, de “Me too” → “Me better” → “Me first” — e isso poderá redefinir as regras do jogo no agronegócio global”, conclui.

 





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Brasil importa o maior volume de fertilizantes do ano


O Brasil importou em julho o maior volume de fertilizantes do ano, somando 4,79 milhões de toneladas, de acordo com dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Segundo a DATAGRO, o resultado representou alta de 15,6% em relação a junho e de 7,1% frente a julho de 2024, estabelecendo um recorde histórico para o mês. No acumulado de 2025, as compras brasileiras totalizam 24,2 milhões de toneladas, avanço de 8,8% sobre igual intervalo do ano anterior, superando o recorde de 2022 em 2,2%.

Entre janeiro e julho, a Rússia manteve a liderança no fornecimento, com 6,88 milhões de toneladas embarcadas, ou 28,2% do total, um crescimento de 18% frente a 2024. A China ganhou destaque, exportando 5,14 milhões de toneladas, avanço expressivo de 75,7%, enquanto o Canadá, com 3,1 milhões de toneladas, recuou 2,2% e ficou em terceiro lugar. O porto de Paranaguá (PR) foi a principal porta de entrada dos insumos, seguido por Santos (SP) e Rio Grande (RS).

O cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas e pela guerra tarifária liderada pelos Estados Unidos, ampliou riscos de interrupções no comércio global e pressionou os preços. A Índia foi a mais recente a ser impactada, sofrendo aumento de tarifas de importação para 50%. Esse contexto levou produtores latino-americanos a anteciparem compras, elevando a demanda e sustentando a alta das cotações. O preço médio CIF dos compostos NP chegou a US\$ 570,87/t em julho, alta de 13,2% no mês e 15,9% em um ano, enquanto ureia, MAP e KCl subiram entre 5% e 7%.

Com as importações em trajetória ascendente, o dispêndio brasileiro já alcança US\$ 8,8 bilhões, aumento de 16% em relação a 2024. Fertilizantes representaram 5,2% das importações totais do país. A tendência é de manutenção da firmeza nos preços no segundo semestre, período sazonalmente aquecido. 

 





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Wall Street sobe com Nasdaq na liderança dos ganhos impulsionado por Apple


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Por Caroline Valetkevitch

(Reuters) – As ações dos Estados Unidos encerraram em alta nesta quarta-feira, lideradas por um ganho de mais de 1% no índice de tecnologia Nasdaq, com os papéis da Apple subindo após a notícia de seus planos de anunciar uma promessa de fabricação doméstica, e com o último conjunto de balanços corporativos sendo, em sua maioria, positivo.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,72%, para 6.344,67 pontos. O Nasdaq avançou 1,21%, para 21.168,52 pontos. O Dow Jones subiu 0,18%, para 44.191,16 pontos.

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Soja fecha em leve alta em Chicago


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a quarta-feira (21) com leves ganhos, em um movimento de compras de oportunidade. Segundo informações da TF Agroeconômica, o contrato de setembro, referência para a safra brasileira, subiu 0,20% ou 2,00 cents/bushel, fechando a US$ 1.015,00. Já a posição de novembro avançou 0,22% ou 2,25 cents/bushel, para US$ 1.036,00. No segmento de derivados, o farelo de soja para setembro registrou alta de 1,57%, a US$ 292,00/ton curta, enquanto o óleo recuou 0,93%, cotado a US$ 51,20/libra-peso.

O movimento altista foi sustentado principalmente por compras de ocasião, já que os preços se mantêm em níveis considerados atrativos. Por outro lado, os bons rendimentos observados nos levantamentos do ProFarmer atuaram como fator de contenção, limitando o avanço das cotações. A excursão apontou produtividade recorde em Nebraska e números consistentes em Indiana, reforçando a tendência já observada em estados como Dakota do Sul e Ohio. Com a safra americana avançando em bom ritmo e sem novas compras chinesas, o espaço para altas mais expressivas segue restrito.

No campo das notícias externas, a falta de demanda chinesa continua sendo um ponto de preocupação. A Associação Americana de Soja (ASA) chegou a enviar uma carta ao ex-presidente Donald Trump pedindo que a oleaginosa fosse prioridade nas negociações com Pequim, diante do “abismo comercial e financeiro” enfrentado pelos produtores. Até o momento, não houve resposta do governo norte-americano, nem movimentações de compra por parte da China.

O ProFarmer, em seu segundo dia de tour, registrou números históricos em Nebraska, com 1.348,31 vagens em áreas de 90 cm x 90 cm — superando inclusive o recorde de 2010. Em Indiana, foram contabilizadas 1.376,59 vagens, número acima da média de três anos, mas abaixo do observado em 2024. Nesta quinta-feira, as atenções se voltam para os campos do oeste de Iowa e Illinois, regiões chave para consolidar as estimativas da safra norte-americana.

 





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Soja ensaia aumentar competitividade


As exportações de soja do Rio Grande do Sul continuam fortes se considerar a safra atual, segundo informações da TF Agroeconômica. “No mercado interno, a comercialização segue limitada por preços pouco atrativos, levando muitos produtores a adiarem as negociações e manterem o grão estocado. Preços reportados para pagamento em 29/08 (entrega agosto) ficaram em R$ 141,50 (-1,04%) porto. Compradores estão olhando com mais força para meses mais à frente”, comenta.

Santa Catarina mantém atenção à mão de obra e acompanha oscilações globais da soja. “Entre os fatores que também impactam a cadeia produtiva está a decisão do CADE de suspender a Moratória da Soja, medida que reconfigura estratégias de comercialização e planejamento em diversos estados que nós já havíamos discutido ontem. Ademais, a comercialização da safra 24/25 segue avançando, mas 25/26 está lenta. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 141,83”, completa.

Avanços logísticos reforçam a competitividade da soja paranaense. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 143,49 (-0,21%). Em Cascavel, o preço foi 129,83 (-1,86%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,90 (-2,16%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 132,69 (+1,51%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 140,99. preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

No Mato Grosso do Sul, o cenário da soja, embora sem informações específicas de grande destaque no dia corrente, reflete as tendências e desafios que permeiam o agronegócio brasileiro. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 123,81 (+0,34%), Campo Grande em R$ 123,81 (-0,79%), Maracaju em R$ 123,81 (+0,34%), Chapadão do Sul a R$ 121,55 (-0,01%), Sidrolândia a em R$ 123,81 (-0,79%)”, informa.

Alta fiscalização e mercado aquecido no Mato Grosso. “As variações nos fretes de grãos também influenciam a dinâmica do setor, com custos subindo em algumas rotas e caindo em outras, impactando o escoamento para portos e centros de distribuição. Campo Verde: R$ 121,96 (-1,37%). Lucas do Rio Verde: R$ 122,82 (+1,42%), Nova Mutum: R$ 122,82 (+1,42%). Primavera do Leste: R$ 121,96 (-1,37%). Rondonópolis: R$ 121,96 (-1,37%). Sorriso: R$ 122,82 (+1,42%)”, conclui.

 





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Milho segue distinto entre B3 e Chicago


O mercado de milho apresentou movimentos distintos entre a B3 e a Bolsa de Chicago nesta quarta-feira. Segundo informações da TF Agroeconômica, enquanto no Brasil os contratos futuros recuaram, em Chicago houve leve alta impulsionada por compras de oportunidade.

Na B3, os preços foram pressionados por realização de lucros após a sequência de altas recentes. A queda do dólar também contribuiu para a desvalorização, já que uma moeda brasileira mais forte reduz a competitividade do milho nacional no mercado externo. Apesar da melhora gradual nas exportações, o produto brasileiro ainda é considerado caro para alguns destinos. No fechamento do dia, o contrato de setembro/25 terminou cotado a R$ 65,37, com queda de R$ 0,88 no dia e alta de R$ 0,52 na semana. Já novembro/25 fechou a R$ 68,20, recuo de R$ 0,78 no dia e avanço de R$ 1,23 na semana, enquanto janeiro/26 encerrou em R$ 70,74, queda de R$ 0,72 no dia e alta de R$ 0,74 na semana.

Em Chicago, o milho registrou alta moderada, puxada por compras de oportunidade diante dos preços mais baixos no mercado norte-americano. O contrato de setembro, referência para a safrinha brasileira, avançou 0,13% ou $ 0,50 cents/bushel, fechando em $ 380,00. Já o de dezembro subiu 0,19% ou $ 0,75 cents/bushel, encerrando em $ 404,00. A leve recuperação ocorreu mesmo diante da supersafra nos Estados Unidos, que se equilibra com uma demanda aquecida. 

Os levantamentos do ProFarmer indicam produtividade acima da média histórica em Indiana e Nebraska, enquanto exportadores confirmaram novas vendas para México e Colômbia. Com isso, o mercado de milho segue dividido entre pressões externas e internas, refletindo tanto a força do dólar quanto a dinâmica da oferta norte-americana e a competitividade brasileira.

 





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Mercado de milho estagnado


Mercado travado e forte dependência de milho externo marcam o estado do Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de compra permanecem em R$ 65,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 66,00 em Não-Me-Toque, R$ 67,00 em Marau, Gaurama e Seberi, e R$ 68,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para agosto, os pedidos variam entre R$ 68,00 e R$ 70,00/saca no interior, enquanto no porto o preço futuro para fevereiro/2026 está em R$ 70,00/saca”, comenta.

Santa Catarina tem negócios estagnados e pressão sobre produtores. “Em Campos Novos, as pedidas chegam a R$ 80,00/saca, contra ofertas de até R$ 70,00. No Planalto Norte, solicitações estão em R$ 75,00 e ofertas em torno de R$ 71,00, o que mantém a liquidez muito baixa. A falta de negócios já leva alguns agricultores a reduzirem investimentos para o próximo ciclo”, informa.

A safra recorde avança, mas a liquidez continua baixa no Paraná. “Produtores pedem valores próximos de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas localidades, enquanto compradores mantêm ofertas CIF abaixo de R$ 70,00, o que impede avanços nas negociações. Nos levantamentos regionais, surgiram leves ajustes para cima, apesar da pressão de queda no cenário nacional: Metropolitana de Curitiba em R$ 66,90, Oeste Paranaense a R$ 55,14, Norte Central a R$ 55,70 e Centro Oriental a R$ 57,19, com variações entre R$ 54,00 e R$ 64,00/saca”, completa.

No Mato Grosso do Sul, a colheita está atrasada em comparação com o ano anterior, mas a produtividade é maior. “O comércio de milho no estado segue lento, sem grande volume de negócios. As cotações variam entre R$ 45,00 e R$ 52,00/saca, refletindo leves altas nos últimos dias, mas ainda sem estímulo suficiente para movimentar o mercado. Produtores e compradores continuam resistentes em fechar contratos”, indica.

 





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Geopolítica da soja traz desafios técnicos e comerciais para manutenção da liderança brasileira


A soja é o principal produto de exportação agrícola brasileiro e, do total exportado, aproximadamente 75% tem como destino a China. Para trazer um panorama dos desafios que perpassam esse mercado, a coordenadora do núcleo de Ásia do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Larissa Wachholz, abordou a centralidade da China na geopolítica da soja frente aos crescentes controles e demanda durante o VII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, realizado nos dias 19 e 20 de agosto, em Londrina (PR).

“É preciso avaliar a perspectiva do Brasil em relação à China, seu principal cliente, e também a perspectiva chinesa, que não necessariamente se sente confortável com uma dependência excessiva de um único fornecedor”, avalia. Larissa aponta ainda que os Estados Unidos também desejam aumentar a sua exportação de soja para a China e que os dois países estão negociando um acordo comercial. “Como lidar com essa questão, seja diversificando com novos produtos ou abrindo novos mercados”, reflete. “Precisamos estar atentos às mudanças de cenários geopolíticos e também de política interna da China para nos posicionar de forma estratégica”, relata Larissa.

No que se refere às exigências do mercado internacional para a exportação de soja, Hugo Caruso, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, do Ministérios da Agricultura afirma que o Brasil vem recebendo notificações da China relacionadas a pragas quarentenárias, principalmente de sementes quarentenárias em cargas de soja, e até relato de soja tratadas com fungicidas. “Tivemos inclusive, esse ano, cinco empresas que foram suspensas para exportação de soja, mas conseguimos reverter a situação nos comprometendo que resolveríamos o problema. Por isso, precisamos ter toda cadeia produtiva ciente das suas responsabilidades para não provocar complicações nas nossas exportações”, alerta Caruso.

Fátima Parizzi, consultora técnica ABIOVE, apresentou as medidas de monitoramento e de controle que precisam ser intensificadas pela cadeia produtiva com intuito de minimizar as notificações da China. “Há pontos a serem melhorados, desde a produção no campo até a expedição do produto, especialmente com relação à presença de sementes quarentenárias. A recomendação passa pela intensificação das boas práticas agrícolas no campo de produção, assim como as boas práticas de armazenagem nas unidades armazenadoras. Esse processo visa minimizar os riscos de notificações”, orienta Fátima

Para abordar os aspectos legais e normativos para exportação de soja geneticamente modificada (transgênicos) à China, o Seminário contou com a palestra da Catarina Pires, diretora de Biotecnologia da da CropLife. Segundo ela, a convergência regulatória em biotecnologia pode impactar as exportações de commodities agrícolas, especialmente para a China. “Hoje o Brasil tem um quadro regulatório que leva, em média, um ano e meio para aprovar os produtos transgênicos, mas a China tem levado, em média cinco anos. Esse descompasso gera um impacto econômico, mas o Brasil e a China podem cooperar para que os sistemas regulatórios sejam mais convergentes e harmonizados. “Se superarmos esse desafio, teremos um acréscimo de mais de 1 bilhão de dólares para a cadeia exportadora de produtos agrícolas, por ano”, calcula Catarina

O VII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja é promovido pela Embrapa Soja em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (ACEBRA), a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (APROSOJA MS), Associação dos Produtores de Soja do Paraná (APROSOJA PR), a Associação das Supervisoras e Controladoras do Brasil (ASCB), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).





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