sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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Produtores rurais devem se proteger contra fraudes de cerealistas, alerta especialista


Nos últimos anos, aumentaram os relatos de produtores rurais que entregaram suas safras a cerealistas e acabaram sem receber o pagamento, resultando em perdas que, em muitos casos, ultrapassam milhões de reais. Segundo o especialista Leandro Amaral, além de comprometer a safra, esses calotes podem colocar em risco a continuidade do negócio e a segurança financeira das famílias produtoras.

Segundo informações de Amaral, grande parte dessas negociações ocorre sem contratos formais, baseadas apenas na confiança e em acordos verbais. Quando o pagamento não é efetuado, os produtores descobrem que seus ativos já estão comprometidos com bancos ou que não há garantias jurídicas para reaver o crédito.

Para minimizar riscos, Amaral recomenda que os produtores adotem uma gestão de risco mais estruturada. “A confiança é importante, mas não substitui a segurança jurídica. Um contrato bem elaborado e garantias reais podem fazer a diferença entre receber ou perder a safra”, afirma.

Entre as principais recomendações estão: pesquisar a saúde financeira da cerealista, verificar se há protestos ou ações judiciais, confirmar se silos e armazéns não estão alienados a bancos e consultar outros produtores que já negociaram com a empresa. Durante a negociação, é essencial exigir contrato formal com quantidade, preço e prazos claros, além de buscar garantias reais ou financeiras, como fiança bancária ou seguro de crédito.

Na entrega do produto, guardar notas fiscais, romaneios assinados e registrar fotos ou vídeos da pesagem e descarga ajudam a comprovar a transação caso haja litígio. Após a negociação, monitorar prazos de pagamento e reagir rapidamente a atrasos pode reduzir prejuízos. Amaral lembra que muitos produtores perdem milhões por acreditarem em sucessivas promessas de pagamento sem formalizar garantias.

Por fim, a diversificação de compradores, preferência por empresas sólidas e acompanhamento jurídico contínuo são medidas estratégicas de longo prazo para proteger a safra e a sustentabilidade do negócio rural. Segundo Amaral, seguir essas práticas não elimina completamente o risco, mas aumenta significativamente a segurança do produtor rural diante de possíveis calotes.





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Brasil pode perder espaço no mercado global de carbono



Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA



Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA
Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA – Foto: Divulgação

Os estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão) podem gerar até US$ 1,4 bilhão por ano com créditos de carbono, segundo estudo do Earth Innovation Institute (EII). A projeção considera a adoção do modelo REDD+ jurisdicional, com pagamentos previstos a partir de 2026 e receita acumulada de US$ 21,6 bilhões até 2030. 

O valor seria ainda maior com a implementação das cartas de ajuste correspondente, previstas no Artigo 6 do Acordo de Paris, que evitam dupla contagem e permitem a negociação em mercados regulados internacionais, onde os preços chegam a ser 50% superiores, podendo elevar a receita anual a US$ 2 bilhões.

Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA, da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), voltado ao setor aéreo. Porém, o Brasil ainda não está estruturado para oferecer créditos compatíveis e tampouco firmou acordos bilaterais que garantam reconhecimento internacional, o que limita sua competitividade. Países vizinhos, como o Peru, já avançaram nesse caminho ao fechar parcerias com compradores como a Suíça, assegurando condições mais favoráveis de comercialização.

Segundo o especialista em negócios climáticos Pedro Plastino, a ausência de uma diplomacia ativa do Itamaraty na negociação de Transferências Internacionais de Resultados de Mitigação (TIRMs) compromete a liquidez dos créditos brasileiros. Ele aponta como prioridades a assinatura de acordos bilaterais, a criação de governança transparente com distribuição de benefícios a comunidades e povos indígenas, o alinhamento a padrões internacionais como o CORSIA e o envolvimento do Ministério Público Federal.

 





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Rondônia colhe resultados acima do esperado



Soja se prepara para novo ciclo após o vazio sanitário


Foto: Divulgação

Em um momento climático que favorece o campo, agricultura de Rondônia está otimista. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destaca que o clima seco predominante no estado contribuiu para a maturação dos grãos e o bom andamento da colheita do milho na segunda safra. Os dados mostram condições favoráveis no estado, onde a colheita avança com qualidade acima da expectativa.

A situação positiva do período é visível no campo, segundo Hudslon Huben, gerente sr. de efetividade e go to market da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, especializada em soluções sustentáveis e gestão integrada para Rondônia, MATOPIBAPA e Mato Grosso. “O clima seco e solos no ponto ideal de umidade ajudam a colheita de qualidade, com grãos bem formados e alto rendimento.”

Além do clima favorável, Rondônia também está cuidando para proteger a próxima safra de soja. Entre 10 de junho e 10 de setembro de 2025, está em vigor o “vazio sanitário da soja”, quando não é permitido plantar ou manter qualquer pé de soja vivo – nem mesmo aqueles que nascem sozinhos, os “guaxas” ou “tigueras”.

De acordo com o 9º levantamento da safra de grãos da Conab, o clima seco e as temperaturas elevadas em julho favoreceram a maturação das lavouras, principalmente do milho. “A expectativa é de boa produtividade. A soja colhida (2024-2025) apresentou bom rendimento, mantendo a tendência positiva observada desde o início do ciclo”, explica Manoel Álvares, gerente de inteligência da ORÍGEO.

O desempenho da agricultura em Rondônia leva o estado a superar a média nacional e alcançar quase 30% de crescimento da produção de grãos, resultado direto do esforço e da dedicação dos produtores rurais. “Esse resultado mostra que Rondônia está se tornando uma potência no campo, ganhando cada vez mais importância para a agricultura do Brasil”, ressalta o especialista da ORÍGEO.





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Clima favorece avanço da semeadura do milho


O início da safra 2025/2026 de milho no Rio Grande do Sul ocorre de forma gradual, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21) pela Emater/RS-Ascar. Segundo o boletim, a implantação das lavouras está sendo conduzida em conformidade com as condições climáticas e com as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

Desde o início de agosto, têm predominado as operações de preparo do solo e a dessecação das áreas destinadas ao cultivo. “A semeadura foi iniciada em localidades de menor suscetibilidade à ocorrência de geadas”, destacou o informativo. As condições recentes de tempo seco, insolação e aumento gradual das temperaturas do solo favoreceram o avanço do plantio, criando ambiente propício para o estabelecimento das lavouras.

O documento aponta tendência de expansão da área cultivada em comparação à safra anterior. Esse movimento é associado “aos resultados satisfatórios alcançados na última safra, aos programas de fomento, à necessidade de rotação de culturas e à adoção de estratégias de manejo voltadas à mitigação da variabilidade climática”.

A Emater/RS-Ascar realiza levantamento de campo para estimar a área cultivada e o potencial produtivo. Os dados consolidados serão divulgados em 2 de setembro, durante a 47ª Expointer, em Esteio. Na safra 2024/2025, a produtividade estadual de milho, segundo o IBGE, foi de 7,37 t/ha em uma área total de 711,1 mil hectares.

Na Fronteira Oeste, o aumento da temperatura do solo impulsionou a implantação das lavouras. Em Maçambará, cerca de 750 hectares foram semeados, principalmente sob irrigação. Em São Borja, já foram implantados aproximadamente 4,5 mil hectares, sobretudo em propriedades que planejam uma segunda safra após a colheita do milho precoce. A Emater/RS-Ascar ressalta que, no município, “semeaduras realizadas nos dois primeiros decêndios de agosto apresentam historicamente desempenho superior em termos de produtividade, já que atrasos expõem os cultivos a maior risco de estiagens durante o estádio reprodutivo”.

Na região de Caxias do Sul, o solo está em fase de preparo, com início do plantio previsto para setembro, seguindo o calendário recomendado. Há expectativa de pequeno acréscimo na área em relação à safra anterior.

Em Erechim, muitos agricultores estão utilizando recursos próprios para o cultivo, alegando que crédito e seguro agrícola apresentam custos elevados. O plantio começou em áreas de menor risco de geadas.

Na região de Ijuí, a semeadura avançou intensamente na última semana, sobretudo nos municípios da Região Celeiro. Nos demais, os produtores aguardam a elevação das temperaturas para iniciar a implantação. O manejo químico com herbicidas está sendo concluído.

Na região de Santa Rosa, estima-se que 40% da área já esteja implantada. Algumas lavouras mais precoces apresentam adequada emergência das plantas. Até o momento, não há registros de cigarrinha, mas os agricultores foram orientados a monitorar os cultivos.

Em Soledade, o preparo do solo foi intensificado. Conforme o Zarc, a semeadura começou em 1º de setembro nos municípios de baixa altitude do Baixo Vale do Rio Pardo e, a partir do dia 11, nos demais. Em Rio Pardo e Candelária, mais de 50% do previsto já foi implantado. Segundo o boletim, observa-se tendência de ampliação da área “impulsionada pela utilização de cultivares de ciclo precoce e pela semeadura antecipada, estratégia voltada à redução dos riscos de estiagens e de altas temperaturas no final do ano”.

No mercado, a Emater/RS-Ascar registrou elevação de 0,84% no preço médio estadual do milho, que passou de R$ 61,85 para R$ 62,37 a saca.





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Óleo de soja fecha semana em leve alta



A leve alta, no entanto, reflete uma pressão de baixa menor em outros derivados



A leve alta, no entanto, reflete uma pressão de baixa menor do que a observada em outros derivados
A leve alta, no entanto, reflete uma pressão de baixa menor do que a observada em outros derivados – Foto: United Soybean Board

O mercado do óleo de soja teve uma semana marcada pela volatilidade na Bolsa de Chicago, alternando quedas e recuperações pontuais. Segundo levantamento da StoneX, o movimento acompanhou a soja em grão e o farelo, embora com menor intensidade, refletindo preocupações com a safra americana e os números de esmagamento de julho nos EUA divulgados pela NOPA. Como resultado, o contrato de setembro terminou cotado a US¢ 53,2/lb, registrando valorização semanal de 0,9%.

O otimismo em relação ao óleo de soja esteve ligado principalmente à percepção de risco maior para a safra dos Estados Unidos, após ajustes nas estimativas do USDA. Esse cenário, aliado à força dos derivados e ao ritmo de esmagamento, ajudou a sustentar preços mesmo em meio à instabilidade do mercado. A leve alta, no entanto, reflete uma pressão de baixa menor do que a observada em outros derivados da soja.

Já o óleo de palma foi o grande destaque positivo da semana, acumulando alta de 5,7% e atingindo o maior patamar em quatro meses. O suporte inicial veio dos números do Conselho de Óleo de Palma da Malásia (MPOB), que apontaram produção e estoques abaixo das expectativas, reforçados por estimativas da SPPOMA que indicaram queda de 6,25% na produção nos primeiros dez dias de agosto.

Esse movimento ganhou ainda mais força com o avanço dos embarques malaios. Inspetores de cargas estimaram crescimento entre 16,5% e 23,7% nas exportações na primeira metade do mês, sinalizando um aperto maior no balanço global de oferta e demanda. Com isso, o contrato de outubro encerrou a semana negociado a USD 1.062/t, consolidando uma expressiva valorização.

 





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Produtor ressalta potencial das variedades de cevada da Embrapa



Podutor comentou sobre a possibilidade de produzir alimentos orgânicos




Foto: Canva

Em visita no dia 22 de agosto ao Centro de Inovação em Genética Vegetal (CIGV) da Embrapa Cerrados (DF), localizado na Fazenda Sucupira, em Brasília, o produtor rural Joe Valle, proprietário da Fazenda Malunga, conheceu os ensaios com diversas variedades de cevada. Ele foi recebido pelo chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, Fábio Faleiro; pelo supervisor do CIGV, Lincoln Loures; pelo pesquisador Renato Amabile e pelo extensionista da Emater-DF, Hélcio Santos. Valle, que produz e comercializa a cerveja Malungueira, fabricada com ingredientes orgânicos, acredita que é possível produzir uma bebida de alta qualidade a partir de materiais de cevada selecionados para cultivo no Cerrado. “Quando vemos um campo como este, no CIGV, e o potencial dos materiais que estão sendo testados, acreditamos que faremos não só uma boa cerveja, mas a melhor cerveja do mundo com material da Embrapa, do Cerrado e orgânico”.

O produtor também comentou sobre a possibilidade de produzir alimentos orgânicos a partir da cevada nua, variedade voltada à alimentação humana devido às propriedades funcionais. “Essa é uma grande tendência de mercado. Vemos lançamentos nesse sentido todo dia, e esses produtos aparecem nas nossas lojas. Tenho certeza de que, com a capacidade produtiva e de adaptação desse material, será um sucesso. Vamos fazer a farinha de cevada na Malunga e lançá-la em nossas lojas”, afirmou.

O pesquisador Renato Amabile está conduzindo, além dos ensaios no CIGV, uma unidade demonstrativa de cevada orgânica na Fazenda Malunga (veja na foto abaixo).

 





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Boi gordo fecha semana em alta



Mercado do boi reage após semana de estabilidade




Foto: Kadijah Suleiman

O mercado do boi gordo encerrou a semana em alta, segundo análise publicada nesta sexta-feira (22) no informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria. Após sete dias úteis de estabilidade em São Paulo, as cotações registraram avanço tanto para o boi gordo quanto para a vaca gorda.

O levantamento aponta que a arroba do boi gordo subiu R$ 2,00, enquanto a da vaca avançou R$ 3,00. “O cenário seguiu dividido em dois movimentos distintos. De um lado, as indústrias frigoríficas que não conseguiram alongar suas escalas sentiram a retração dos pecuaristas, que reduziram as ofertas de bovinos terminados na expectativa de negociar em patamares mais elevados. De outro, os frigoríficos que já garantiram escalas mais confortáveis optaram por se retirar das compras ou mantiveram firmeza nos preços ofertados”, descreveu a análise.

Nas demais categorias, os preços permaneceram estáveis em relação ao dia anterior.

Em Tocantins, o comportamento foi distinto entre regiões. No Sul, todas as categorias completaram uma semana sem alterações. No Norte, a menor oferta de novilhas elevou as pedidas em R$ 5,00/@, enquanto os demais preços seguiram inalterados.

Em Santa Catarina, a cotação da arroba do boi gordo manteve-se estável por sete dias úteis consecutivos, e o valor das fêmeas não apresentou variações nos últimos três dias. Já no Rio de Janeiro, todas as categorias permaneceram sem mudanças na comparação diária.





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Governo detalha regras do Plano Brasil Soberano


O governo federal detalhou nesta sexta-feira (22) a Portaria Conjunta nº 17/2025, que estabelece critérios de priorização para os beneficiários das medidas de apoio do Plano Brasil Soberano, previsto na Medida Provisória nº 1.309/2025, e define regras de acesso às garantias do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (PEAC-FGI Solidário). As medidas têm como objetivo mitigar os efeitos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros em 30 de julho.

Segundo o texto, poderão acessar os benefícios pessoas jurídicas de direito privado e pessoas físicas que exportem para os Estados Unidos, desde que devidamente registradas nos sistemas oficiais de comércio exterior. Também será exigida regularidade fiscal junto à Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Empresas em recuperação judicial ou falência ficam impedidas, exceto quando houver plano aprovado pela Justiça.

A identificação dos beneficiários será feita com base nos dados da Receita Federal. “O acesso às medidas será dado com prioridade às empresas que tenham registrado, entre julho de 2024 e junho de 2025, no mínimo 5% do faturamento total proveniente de exportações de produtos impactados pelas tarifas adicionais dos EUA”, diz o informativo.

Empresas cujo faturamento bruto decorrente dessas exportações seja igual ou superior a 20% poderão acessar condições mais favoráveis, especialmente micro, pequenas e médias. Apenas companhias com receita anual de até R$ 300 milhões poderão contar com as garantias do PEAC-FGI Solidário.

O BNDES será o agente financeiro da linha de crédito, que contará com R$ 30 bilhões do Fundo de Garantia à Exportação como fonte de recursos. As linhas incluem capital de giro, aquisição de bens de capital e investimentos em adaptação produtiva, inovação e adensamento de cadeias. Os prazos de pagamento variam de cinco a dez anos, com carência entre 12 e 24 meses.

A Portaria nº 1.863/2025 também disciplina operações do Programa Brasil Soberano com foco em micro e pequenas empresas exportadoras. O Fundo Garantidor de Operações (FGO) assegurará até 100% de cada contrato, limitado a 40% da carteira de cada instituição. As operações terão carência de até 24 meses e prazo máximo de 72 meses para pagamento, prorrogáveis por até 84 meses.

Além disso, a Portaria nº 1.862/2025 estabelece prioridade para restituição e ressarcimento de créditos tributários a empresas afetadas, bem como prorrogação de prazos de tributos federais e de débitos em dívida ativa. Os vencimentos de agosto foram transferidos para outubro, e os de setembro para novembro.

O acesso às medidas está condicionado ao compromisso de manutenção ou ampliação de empregos. “Essa cláusula de compromisso é requisito para as condições mais favoráveis nos contratos de financiamento”, informou o governo. Os dados serão aferidos pelo eSocial, e o descumprimento resultará em encargos calculados pela taxa Selic.

Entre as demais medidas já em vigor estão o fortalecimento do seguro de crédito à exportação e, em breve, serão publicadas novas normas, incluindo prorrogação de regimes especiais e um novo Reintegra para estimular a competitividade das exportações.





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Menor liquidez e baixas externas e cambial mantêm pressão sobre valores



Os preços médios do arroz em casca seguem em ligeira queda


Foto: José Luis da Silva Nunes

Os preços médios do arroz em casca seguem em ligeira queda, apontam levantamentos do Cepea. Segundo pesquisadores, além das baixas externas e da taxa de câmbio, que reduz a paridade de importação, a menor liquidez interna explica a pressão sobre as cotações domésticas.

No geral, conforme o Centro de Pesquisas, se observa certa queda de braço entre agentes. Compradores seguem relatando dificuldades na comercialização do arroz beneficiado, o que limita ofertas a preços maiores para o casca. Parte das indústrias reduziu moderadamente os valores de compra, enquanto outras priorizaram o produto já estocado nas unidades de beneficiamento.

Do lado do produtor, ainda de acordo com levantamentos do Cepea, as decisões variaram conforme a microrregião: alguns mantiveram postura cautelosa, enquanto outros disponibilizaram novos lotes para gerar caixa e se preparar para a safra 2025/26. 





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Contrato de opção do governo é alternativa para arrozeiros, destaca Federarroz



Contrato público representa uma alternativa estratégica




Foto: Paulo Rossi/Divulgação

Diante do cenário de crise enfrentado pela orizicultura gaúcha, a Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) orientou os produtores a aderirem ao contrato público de opção e venda de arroz lançado pelo governo federal. A recomendação foi divulgada nesta quarta-feira, 20 de agosto, após a publicação da Portaria Interministerial MAPA/MF/MDA nº 26/2025, que regulamenta o mecanismo para o grão longo fino em casca, tipo 1, da safra 2024/2025.

Segundo informações divulgadas pela Federarroz, a medida surge em um momento de elevada produção e preços abaixo do custo de produção, realidade que ameaça a permanência de muitos arrozeiros na atividade. A entidade avalia que a adesão ao programa oficial pode reduzir a oferta do cereal no mercado livre, contribuindo para o equilíbrio entre oferta e demanda e fortalecendo a renda dos produtores.

A federação destacou ainda que o contrato público representa uma alternativa estratégica diante das dificuldades do setor. Para a entidade, a utilização desse instrumento pode garantir não apenas a continuidade da produção, mas também a segurança alimentar da população.

A Federarroz reforça que a orientação busca amparar o produtor rural neste momento de instabilidade, criando condições mínimas para que a próxima safra seja planejada com maior previsibilidade.





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