sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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por que qualidade e procedência são decisivas na lavoura?


Às vésperas de uma nova safra, produtores rurais têm em mãos uma das decisões mais estratégicas do ciclo produtivo: a escolha da semente. E, diferentemente do que muitos ainda imaginam, optar por sementes de alta qualidade vai muito além de uma questão de marca – trata-se de um investimento direto na produtividade, no controle fitossanitário e na viabilidade econômica da lavoura.

Segundo especialistas, o uso de sementes certificadas e com alto vigor germinativo impacta diretamente na uniformidade da emergência, no número de plantas por hectare, na sanidade das plantas, na produtividade, dentre outros, o que influencia diretamente a expectativa de colheita.

Entre os atributos que devem ser considerados estão: pureza genética, germinação, vigor, sanidade e tratamento industrial. Sementes salvas, por sua vez, carregam riscos significativos – entre eles a presença de patógenos, baixo vigor e desuniformidade de plantas.

Além disso, a origem das sementes influencia no potencial de resposta às adversidades do campo. Cultivares adaptadas à região de cultivo, com histórico comprovado em desempenho, aumentam a chance de êxito em ambientes desafiadores.

Com os custos de produção elevados e margens cada vez mais apertadas, apostar em sementes de procedência segura não é um luxo: é uma estratégia racional para minimizar riscos e garantir retorno sobre investimento. E para o produtor atento, o momento de definir esse insumo é agora.

A escolha da semente também define, em grande parte, a eficiência do estande inicial da cultura – etapa crítica do ponto de vista agronômico. Um estande falho pode comprometer o arranjo espacial, aumentar a competição entre plantas e reduzir o potencial produtivo, mesmo em lavouras com manejo tecnificado.

Do ponto de vista fisiológico, o vigor da semente determina a capacidade da plântula suportar estresses iniciais, como variações de temperatura, umidade do solo ou ataques iniciais de patógenos. Essa característica é avaliada em laboratório por meio de testes específicos, como o de envelhecimento acelerado e o de condutividade elétrica.

Outro aspecto técnico importante está no tratamento industrial das sementes, que garante cobertura uniforme com inseticidas, fungicidas e bioestimulantes, além de reduzir a exposição do operador ao manuseio de produtos químicos. Esse tratamento assegura proteção na fase inicial de desenvolvimento, quando a planta ainda está formando seu sistema radicular e folhas primárias.

Além da tecnologia embarcada, as sementes certificadas passam por um rigoroso processo de rastreabilidade, desde a produção até o beneficiamento, o que assegura conformidade com os padrões legais e fitossanitários exigidos pelo Ministério da Agricultura. Esse controle permite ao produtor tomar decisões mais seguras e amparadas tecnicamente.

Semente é mais do que insumo: é o ponto de partida de todo o sistema produtivo. Escolher com critério técnico é um passo essencial para quem busca não apenas produtividade, mas sustentabilidade e longevidade.





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o que está por trás da valorização?



Alta dos preços está diretamente ligada ao cenário internacional




Foto: Pixabay

Mesmo com uma queda expressiva no volume exportado, o café brasileiro manteve seu protagonismo no comércio internacional. De janeiro a julho de 2025, o país embarcou 22,15 milhões de sacas de 60 kg, número que representa uma retração de 21,4% em comparação com o mesmo período do ano passado. No entanto, o recuo não impediu que o setor registrasse um aumento significativo na receita: foram US$ 8,55 bilhões em sete meses — um salto de 36% no faturamento.

De acordo com informações do Observatório do Café, o preço médio da saca teve forte valorização e saltou de US$ 223,16 em 2024 para US$ 386,24 neste ano. A alta dos preços está diretamente ligada ao cenário internacional de oferta ajustada e demanda consistente, o que elevou a competitividade do grão brasileiro.

Entre os principais destinos do café nacional, os Estados Unidos seguem na liderança, com a compra de 3,71 milhões de sacas — o equivalente a 16,8% de todo o volume exportado. Em seguida, aparecem Alemanha, Itália, Japão e Bélgica, países que tradicionalmente ocupam o topo do ranking de importadores. Completam a lista Holanda, Turquia, Rússia, Espanha e Coreia do Sul, refletindo a capilaridade do produto brasileiro no cenário global.

Mais do que uma performance comercial, os dados revelam a importância de estratégias de posicionamento e valorização do produto. A diferença entre o volume exportado e o valor gerado evidencia como o mercado internacional está disposto a pagar mais por qualidade e confiabilidade na entrega — dois atributos cada vez mais valorizados no agro global.





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Especialistas debatem o potencial da Integração Lavoura-Pecuária para solos arenosos


O futuro da agricultura e da pecuária no Brasil passa pela integração dos dois sistemas. É o que mostram os resultados de pesquisas e experiências de campo apresentadas no 7º Seminário Técnico em Integração Lavoura-Pecuária (ILP), realizado em 8 de agosto, na Câmara de Vereadores de Nova Alvorada do Sul, Mato Grosso do Su. O evento reuniu produtores e lideranças agropecuárias da região e do Paraná.

“A Integração Lavoura Pecuária (ILP) tem um potencial de conservação ambiental e ganho de produtividade, inclusive em solos arenosos, que demandam um cuidado muito maior. O plantio direto (não revolvimento do solo, rotação de cultura, cobertura com palhada) precisa ser praticado”, disse o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste e coordenador do evento, Luís Armando Zago Machado, em sua palestra “Diversificação na rotação dos sistemas integrados”. 

Ele enfatizou a importância das diversificações de culturas, por mais desafiador que seja e que demanda prática. “Áreas com limitações relevantes, associadas aos solos arenosos e altas temperaturas são desafiadoras. Mas, a rotação de culturas com a diversificação de cultivos, tais como: mandioca, amendoim e cana-de-açúcar são alternativas que contribuem com o desenvolvimento de pastagens, aumento da produtividade, associada a conservação ambiental”, explicou Zago.

O nitrogênio também foi destacado pelo pesquisador “ele é um grande desafio para os agricultores, especialmente, para intensificação da produção, porque o nitrogênio mineral é caro, 80% é importado, tem uma instabilidade muito grande e é fundamental para a agricultura. Algumas alternativas são o cultivo de leguminosas, tais como: guandu, crotalária e estilosantes. Sistemas, como o Antecipasto, que tem sua adoção ampliada em vários estados, tais como: Mato Grosso, Roraima e Bahia. 

Mandioca no ILP O especialista técnico da cultura da mandioca da Copasul, de Naviraí (MS), Clayton Simão Zebalho falou sobre o cultivo de mandioca como estratégia para recuperação de pastagens degradadas. Ele trouxe dados de produtividade e rentabilidade, falou da importância da mandioca para a alimentação, panorama produtivo mundial e nacional, apresentou informações sobre a produção de mandioca industrial. Porém, em sua fala, enfatizou a importância de adotar estratégias que contribuam com o aumento da produtividade. 

“Um ciclo de mandioca tem um potencial produtivo que pode chegar a até 61 toneladas por hectare. Se a média atual tem sido de 25 toneladas, temos uma lacuna de 36 toneladas”, destacou. Para ele, preparo do solo, com palhada de qualidade, posicionamento adequado de cultivares e a adoção de estratégias de manejo adequadas em todas as etapas do cultivo fazem muita diferença nesse sentido. Rentabilidade e comercialização da mandioca também foi abordada por Clayton, que também possuí um perfil no instagram com informações sobre a cultura denominada @universo_da_mandioca.

O produtor rural de Paranavaí (PR), Victor Machado Vendramin, destacou que mandiocultores que fazem o manejo adequado e utilizando o plantio direto, têm obtido produtividade de 60 toneladas por hectare. Segundo ele, dados revelam ainda que o cultivo sob palhada apresenta um potencial de redução da temperatura do solo em até 2ºC

ILP O produtor rural da fazenda Cabeceira, localizada em Maracaju (MS), Ake Van Der Vinne, apresentou informações  sobre rotação de culturas e diversificação com o uso de mix forrageiro Ele apresentou detalhes do mix forrageiro e os benefícios de cada uma. Ele falou do mix de plantas de cobertura composto de ervilha, ervilhaca, guandu anão, crotalária ochroleuca, canola, trigo mourisco, chicória e milho moído. Ele destacou a vantagem da utilização do mix por animais em pastejo (“rolo vaca”), em relação ao rolo faca, mesmo para cultura seguinte, a soja. 

Em sua fala, Ake comparou o custo de produção de gramíneas e o custo de produção com o uso de mix de cobertura. Apesar do investimento maior para o uso do mix de cobertura, por hectare, ele explicou que “pode ser que vendo os dados o produtor pense que ficou muito mais caro, mas não é bem assim. A qualidade do pasto que vem depois é muito superior”. Ele fez uma conta de cabeça e explicou para a plateia: “cada animal vai produzir a mais, em média, 200g/dia, pensando em três animais por hectare, temos um incremento de 600g/dia, no prazo de 90 dias, dá 45 kg a mais. Isso é um bom lucro”.

Ele disse ainda que o uso de ILP, no longo prazo, favorece os produtos biológicos para controle de pragas e doenças na soja, além de ser eficiente no controle das plantas daninhas. Para finalizar sua apresentação, Ake apresentou o calendário de manejo pecuário utilizado em sua propriedade e que tem possibilitado ciclos pecuários (cria, recria e engorda) de 17 meses, com resultados de 18 arrobas/cabeça.   Cultivo de amendoim A cultura do amendoim foi o tema das duas apresentações do período vespertino. O pesquisador do IAC, de Ribeirão Preto (SP), Denizart Bolonhezi falou sobre a cultura do amendoim na abertura de área de rotação. Ele apresentou relevantes conceitos de agricultura regenerativa e explicou que é complementar a agricultura conservacionista, pois primeiro é preciso conservar para depois regenerar. Destacando que o amendoim contribui com essa finalidade e que o cultivo da leguminosa apresenta inúmeras vantagens, tais como: a planta é do gênero Arachis sendo nativa da América do Sul; disponibilidade de soluções tecnológicas em termos de melhoramento genético: cultivares e sementes; interação com biota em solos tropicais; tolerância à seca, além de sistema radicular robusto e pequeno. Ele explicou que a resiliência do cultivo de amendoim é ampliada pela palhada em plantio direto, proporcionando maior tolerância à seca e acrescentou que essa capacidade de adaptação às adversidades climáticas é crucial.. 

O caso de sucesso sobre o uso do amendoim no ILP, foi apresentado pelo produtor rural da fazenda Santa Bernadette, localizada em Nova Alvorada do Sul (MS) Roberto Junqueira. Ele abordou aspectos do mercado produtor, do manejo e da rentabilidade da cultura do amendoim. Ele explicou que, desde 2018, já foram renovadas quatro mil hectares de pastagens degradadas com o uso do ILP na propriedade. Com o uso do amendoim conseguiram dobrar a capacidade de unidade animal por hectare e todos os custos de produção relacionados ao preparo e a correção do solo foram pagos com a produção do amendoim. 

Lideranças presentes  O presidente do Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul, Leandro Lyrio, destacou que a tecnologia desempenha um papel muito importante para a produtividade agropecuária e acrescentou que “eventos como esse viabilizam o acesso a essas informações e a parceria com a Embrapa é fundamental”.

O Chefe Geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Harley Nonato enfatizou a importância das parcerias para o fortalecimento regional e avanço do ILP na região. “Estamos fortalecendo as parcerias em Nova Alvorada do Sul, que possuí um amplo potencial produtivo tanto por sua posição geográfica quanto pelas características altamente produtivas do solo local”. Ele disse que a Embrapa Agropecuária Oeste conta com uma Unidade Referência Tecnológica (URT), no município, com intuito de facilitar a adoção das tecnologias que a Unidade tem pesquisado. “Eventos como esse são fundamentais para podermos trocar experiências”, completou Harley.

O prefeito de Nova Alvorada do Sul, José Paulo Paleari, agradeceu os produtores do município e arredores, além de empresas da iniciativa privada e representantes institucionais presentes no evento e completou “sempre tivemos um sonho de ser um município que pode alavancar e demonstrar seu potencial produtivo estadual, sendo mais que um município entroncamento. Nós somos referência no agro e a presença da Embrapa reforça esse compromisso. Este é o primeiro Seminário que estamos realizando com a Embrapa no município e acreditamos que esse é o primeiro de muitos”.

O presidente da Câmara de Vereadores de Nova Alvorada do Sul, vereador Israel Gomes de Sousa, agradeceu a presença dos participantes e dos apoiadores do evento e disse que a Câmara de Vereadores está disponível para outras atividades técnicas e relvantes como esta. 

Realização O Seminário é uma realização da Embrapa Agropecuária Oeste e Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul, conta com apoio da Prefeitura Municipal e da Câmara de Vereadores de Nova Alvorada do Sul. Os patrocinadores da 7ª edição do Seminário são: Sementes Alvorada, Agro Jangada, Cargill, Sicredi e Cooperativa Alfa.

 





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Expointer terá inauguração do Memorial do Queijo Gaúcho e recorde nacional com o maior monumento de queijo do Brasil



Memorial nasce com o propósito de ser mais do que um espaço de visitação


Foto: Divulgação

A Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (APIL) prepara um momento histórico para o setor lácteo e para o turismo gaúcho. No dia 04 de setembro de 2025, durante a 48ª Expointer, será inaugurado o Memorial do Queijo Gaúcho, um espaço permanente de valorização da história, da cultura e da tradição queijeira do Estado e do Brasil.

Instalado junto à Casa da APIL, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, o memorial nasce com o propósito de ser mais do que um espaço de visitação — será um ponto de encontro para turistas, apreciadores, profissionais do setor e escolas, promovendo o queijo gaúcho como patrimônio cultural e econômico do Rio Grande do Sul e fortalecendo o setor lácteo.

Para marcar a inauguração, a APIL apresentará ao público o maior monumento de queijo do Brasil, uma peça imponente com 14,91 metros de altura e 9,16 metros de largura, que conquistará o recorde nacional e projetará o setor lácteo gaúcho para todo o país. A escultura monumental, símbolo de excelência e grandeza, também entra na disputa pelo recorde mundial, reforçando a imagem do Rio Grande do Sul como terra de queijos gigantes em sabor e qualidade.

O projeto é viabilizado pelo Pró-Cultura RS – Governo do Estado do Rio Grande do Sul, reafirmando o compromisso da APIL com a preservação, promoção e valorização da identidade cultural e gastronômica gaúcha. Com isso, o memorial se tornará uma atração turística ativa durante todo o ano, mantendo vida e movimento dentro do Parque da Expointer mesmo fora do período da feira.

Anote na agenda:

?? Data: 04 de setembro de 2025, às 16h

?? Local: Casa da APIL – Parque de Exposições Assis Brasil, Esteio/RS





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Produção de milho pode atingir 101,2 milhões de toneladas


Agosto marca o ponto mais intenso da colheita da segunda safra de milho no Brasil, conhecida como safrinha, considerada decisiva para o fluxo de caixa e a rentabilidade dos produtores. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção do grão deve alcançar 101,2 milhões de toneladas em 2025, alta de 14,8% em relação ao ano anterior, resultado atribuído ao clima favorável e à ampliação da área plantada.

“A safrinha não é apenas uma fase de colheita, mas um momento-chave de retorno financeiro para o produtor. Além do volume previsto, o avanço da colheita faz com que os agricultores avaliem a produtividade, a qualidade dos grãos e as oportunidades de comercialização — decisões que impactam diretamente a receita. Com o resultado da safra, é possível estimar a receita, antecipar pagamentos e se preparar para o início de uma nova etapa produtiva com organização”, afirmou Thays Moura, sócia-fundadora da Agree, agfintech especializada em captação de recursos para o agronegócio.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a produção total de grãos no ciclo 2024/25 seja de 339,6 milhões de toneladas, o maior volume já registrado. No comércio exterior, o desempenho permanece estável: de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o agronegócio brasileiro exportou US$ 82 bilhões no primeiro semestre de 2025, variação de -0,2% em relação ao mesmo período de 2024.

O IBGE estima que a área colhida em 2025 supere 81,2 milhões de hectares, aumento de 2,7% na comparação anual. Mato Grosso segue na liderança da produção nacional de grãos, com 31,5% do total, seguido por Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.

Embora o crédito seja relevante em todas as fases da produção, a Agree avalia que ele se torna ainda mais estratégico nesta etapa. “Além de resolver o curto prazo, o crédito bem planejado fortalece o longo prazo da atividade rural”, ressaltou Thays.

O setor, no entanto, ainda lida com custos elevados de insumos e oscilações nos preços das commodities. 

 





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Trump agita Chicago com promessa de soja: mercado reagiu



A semana de 08 a 14 de agosto de 2025 foi marcada por fortes oscilações no mercado




Foto: United Soybean Board

O bushel da oleaginosa em Chicago subiu de US$ 9,61 para US$ 10,23 em poucos dias, mas encerrou a semana em US$ 10,08. O salto foi impulsionado por uma leve revisão para baixo na estimativa da produção de soja dos EUA (redução de 1,2 milhão de toneladas) e, principalmente, pelas declarações do ex-presidente Donald Trump sobre possível aumento das importações chinesas.

O discurso, no entanto, tem sido recebido com ceticismo. Em sua primeira passagem pela Casa Branca, Trump estabeleceu metas que Pequim nunca cumpriu. O mercado parece buscar um respiro, e qualquer promessa pode gerar reações imediatas nas bolsas.

Enquanto isso, a China continua a privilegiar o Brasil nas compras. Somente nesta semana, adquiriu 28 navios de soja brasileira, elevando os prêmios aos maiores patamares desde 2018. O movimento preocupa: a indústria chinesa e brasileira vem operando com margens negativas devido ao alto preço do grão e baixa no farelo.

Analistas alertam para a possibilidade de redução nas atividades de esmagamento no Brasil. A falta de soja de qualidade e a forte demanda externa encarecem ainda mais o produto, travando a cadeia. Apesar da pressão, o preço médio ao produtor nos EUA segue em US$ 10,10/bushel, com estoques finais recuando para 7,9 milhões de toneladas. A colheita nos EUA deve começar em outubro e pode trazer novos equilíbrios.





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Exportações aquecem, mas milho segue com baixos preços nos EUA



Semana terminou com o milho cotado a US$ 3,75/bushel em Chicago




Foto: Divulgação

Segundo análise da CEEMA, a semana terminou com o milho cotado a US$ 3,75/bushel em Chicago, em leve recuperação após bater US$ 3,71. O fator de pressão continua sendo a ampla oferta. O USDA aumentou a estimativa de produção dos EUA para 425,3 milhões de toneladas na safra 2025/26, 25 milhões a mais que em julho. Com isso, os estoques finais também saltaram para 53,8 milhões.

No campo, 72% das lavouras estavam entre boas e excelentes, superando o ano anterior. O clima favorável tem favorecido a fase de enchimento de grãos, indicando boa produtividade.

Apesar disso, os embarques da semana surpreenderam: 1,5 milhão de toneladas exportadas, acumulando 63,1 milhões no ano comercial, um crescimento de 29% sobre 2024. Ainda assim, o preço médio ao produtor nos EUA é de apenas US$ 3,90/bushel.

Globalmente, a produção foi estimada em 1,289 bilhão de toneladas, com estoques finais de 282,5 milhões. A forte presença de milho brasileiro e argentino deve manter o mercado pressionado.

No Brasil, os preços começam a reagir, mas seguem em patamares historicamente baixos. A indústria de etanol tem segurado parte da demanda e ajudado a evitar quedas ainda maiores.





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Mercado de defensivos para soja recua 4,3% no Brasil


Levantamento da Kynetec Brasil, o FarmTrak Soja da safra 2024/2025 registrou recuo de 4,3% na movimentação do mercado de defensivos agrícolas para a oleaginosa. Foram transacionados US$ 9,45 bilhões em produtos, ante US$ 9,87 bilhões do ciclo 2023-24. Em contrapartida, a área potencial tratada (PAT) pelas tecnologias para a proteção do cultivo apresentou crescimento relevante de 12% e passou de 1,4 bilhão de hectares, novo recorde, segundo o especialista em pesquisas da empresa, Cristiano Limberger.

Conforme o executivo, a redução do faturamento do setor de defensivos na soja veio associada, sobretudo, à combinação entre a desvalorização do real frente ao dólar, de 7,7% na safra, e a retração média de 8% nos preços e custos dos produtos. “Os impactos positivos da elevação na adoção de tecnologias, medida em área potencial tratada (PAT), por número de aplicações de produtos, refletem principalmente uma safra com condições climáticas mais favoráveis à obtenção de produtividade, marcadamente na região dos cerrados”, adianta Limberger.

O levantamento mostra que entre os produtos mais demandados pelos produtores na safra 2024/25, os fungicidas foliares se mantiveram na ponta do mercado: subiram de 38% para 40% em participação, com vendas de US$ 3,819 bilhões, 3% acima da temporada anterior (US$ 3,713 bilhões). Segundo Limberger, nesse segmento as transações mais robustas envolveram fungicidas ‘premium’ (64%). Os ‘stroby mix’ e os protetores preencheram 14% e 13% do total da categoria, respectivamente.

Inseticidas foliares, na segunda posição, representaram 23,6% do total de vendas da cultura ou US$ 2,23 bilhões, decréscimo de 9% face a 2023/24 (US$ 2,443 bilhões). Desses produtos, assinala Limberger, o destaque ficou por conta daqueles para controle de percevejos, com 54% do montante da categoria (US$ 1,2 bilhão), além da adoção em 96% da área cultivada e do indicador médio observado de 3,4 aplicações na safra. Inseticidas para lagartas ocuparam 30% da categoria, ou US$ 671 milhões, aponta o executivo.

Os herbicidas, historicamente a terceira categoria em comercialização entre os defensivos agrícolas da soja, mantiveram a posição mas também apresentaram declínio em desempenho econômico e na participação nas vendas totais: responderam por 23% ou US$ 2,18 bilhões, frente a 25% ou US$ 2,4 bilhões da temporada 2023/2024. Glifosatos para dessecação e pré-emergência corresponderam a 43% do subsegmento, à frente dos pré-emergentes (16%) e dos graminicidas seletivos (11%), entre outros.

Segundo o FarmTrak Soja, produtos específicos para tratamento de sementes tracionaram 6% das vendas – representatividade idêntica à da safra anterior -, de US$ 558 milhões Já os nematicidas atingiram US$ 250 milhões, 2,6% do mercado total. Este último subsegmento, diz Limberger, segue em crescimento safra após safra em valor e adesão, que passou de 31% para 36% da área cultivada em 2024-25.

Produtos como adjuvantes e inoculantes, somados, equivaleram a 4,4% do mercado total de defensivos para soja, US$ 418 milhões. “Outros insumos, que também são fundamentais no manejo, em função do custo mais baixo representaram uma fatia menor em valor de mercado”, acrescenta Limberger.

O FarmTrak Soja 2024/25 resultou de mais de 3,7 mil entrevistas realizadas com agricultores das principais regiões produtoras de soja do país.

 





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Clima no Brasil em agosto favorece lavouras de cevada, aponta Nottus


Com previsão de frio tardio e variação climática nos próximos meses, produtores devem redobrar o monitoramento das lavouras de cevada, especialmente em fase de floração e maturação.

O mês de agosto com previsão de tempo mais seco e boas condições de radiação solar no Sul do Brasil, cenário considerado ideal para o desenvolvimento das lavouras de cevada, que se encontram em fase decisiva do ciclo, de acordo com avaliação da Nottus, empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica para negócios. No entanto, as projeções para setembro já acendem um sinal de alerta: o retorno das chuvas acima da média e a redução na luminosidade podem comprometer as fases finais da cultura e a colheita.

“A cevada é uma cultura típica de inverno, complementar à rotação das culturas de verão, sendo produzida em áreas de soja, milho e outros grãos. O cereal é extremamente frágil e suas flores são sensíveis a temperaturas baixas, especialmente às geadas. Por isso, o cultivo é indicado para regiões de clima temperado e com baixa umidade durante o florescimento e a maturação”, explica Paulo Etchichury, CEO e meteorologista da Nottus. “Embora o risco de geadas amplas seja baixo, a possibilidade de frio tardio permanece e deve ser considerada, sobretudo pela sensibilidade das flores da cevada a temperaturas muito baixas. Essa condição exige atenção dos produtores, especialmente no Paraná, maior estado produtor”, completa.

As perspectivas para este ciclo são melhores que as do ano passado, principalmente devido à menor frequência de eventos extremos. Junho teve chuvas acima da média e registros de geadas, o que causou preocupação inicial. Na sequência, julho foi marcado por tempo mais seco e maior incidência de radiação solar, o que favoreceu a instalação e o desenvolvimento das lavouras de inverno.

Com cerca de 85% da produção nacional destinada à indústria de malte, a cevada continua sendo uma cultura estratégica no Sul do país, onde encontra clima temperado e baixa umidade, condições ideais para sua floração e maturação. Ainda assim, a variação entre meses e regiões exige manejo atento para evitar perdas nas fases finais do cultivo. “De um modo geral, cenário climático em 2025 se mostra favorável para o desenvolvimento das lavouras de cevada, porém o desempenho e condições de produção podem variar de uma região para outra, dependendo do período de plantio”, conclui o CEO da Nottus.

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Produtores se preparam para safra 2025/26


Com o início da semeadura da safra 2025/26, produtores de todo o Brasil intensificam os preparativos para um ciclo promissor. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção recorde de 169,49 milhões de toneladas de soja para 2024/25, avanço de 14,7% em relação à safra anterior, com produtividade média nacional estimada em 59,3 sacas por hectare, destacando Goiás com 68,7 sc/ha.

O aumento significativo na produtividade reflete o esforço conjunto da cadeia produtiva, envolvendo pesquisa, inovação tecnológica e manejo aprimorado. Tecnologias nutricionais avançadas e fertilizantes especiais, como os da linha Booster, contribuíram para incrementos médios de produtividade acima de 3,2 sc/ha, com retorno financeiro superior a R$ 280 por hectare.

“Esse avanço foi possível graças a um esforço coletivo da cadeia produtiva. Instituições de pesquisa, empresas e, principalmente, os produtores (que acreditaram e investiram fortemente em assistência técnica qualificada e tecnologia de campo) entenderam que produtividade, sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas”, avalia Felipe Pozzan, líder de marketing da Agrichem.

Outro fator decisivo para o crescimento tem sido a democratização da assistência técnica e recomendações individualizadas. Plataformas digitais de nutrição permitem análise de solo e folha, indicando doses precisas de insumos em cada fase do ciclo da soja, aumentando a eficiência e racionalizando o uso de fertilizantes.

“A trajetória da sojicultura brasileira comprova que é possível avançar em produtividade e competitividade com responsabilidade ambiental. Com acesso à tecnologia e orientação técnica de qualidade, o produtor responde com desempenho e eficiência. Se o passado recente foi marcado por transformação, o futuro aponta para um Brasil cada vez mais preparado para liderar a produção global de alimentos com inteligência, sustentabilidade e alta performance no campo”, completa Arthur Torres, diretor Comercial da Agrichem.

 





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