quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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CNA debate cenário atual e perspectivas do mercado de combustíveis


O preço e disponibilidade de diesel e o cenário atual e perspectivas do mercado de combustíveis foram discutidos, na quarta (18), durante reunião extraordinária da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O presidente Alexandre Schenkel conduziu os debates e demonstrou preocupação com o aumento dos custos de produção da cadeia de grãos, diante dos recentes conflitos geopolíticos, que têm impactado o mercado de combustíveis.

“A reunião foi convocada para alinharmos com as Federações Estaduais a situação do diesel que se tornou prioridade nas últimas semanas. A indefinição do conflito no Oriente Médio gera grande instabilidade no mercado e pode afetar nossos custos de produção por um bom tempo, disse”.

Durante a reunião, o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, fez uma apresentação sobre a disponibilidade de diesel e as ações do setor privado e do governo para conter as altas nos preços. Ele citou os ofícios que a entidade encaminhou ao Ministério da Fazenda e ao Confaz solicitando redução imediata e temporária de tributos sobre o óleo diesel, como PIS/Pasep, Cofins e ICMS.

“O governo atendeu o nosso pleito por meio da MP 1340/2026, que reduz em cerca de 32 centavos o preço por litro e ainda estabelece multas de R$ 50 mil a R$ 500 milhões para elevação abusiva de preços. Já em relação ao Confaz, que trata do ICMS, ainda não tivemos sinalização positiva”, disse Bruno.

O diretor técnico pontuou que, em reunião da Frente parlamentar da Agropecuária (FPA), foram discutidas ações para mitigar os preços do diesel e dos fertilizantes, como o aumento da mistura de biodiesel no diesel de 15% para 17%; a adequação tributária para o tratamento diferenciado para biodiesel e a redução das alíquotas do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) para zero.

“A situação do diesel é preocupante, pois vivemos um momento de intenso uso do combustível nas atividades agrícolas, inclusive no escoamento da produção. O produtor já está endividado, não consegue tomar crédito, enfrenta uma rentabilidade ruim, tudo isso em um cenário de Selic a 15%. Por isso, precisamos estar atentos e trabalhar para reduzir esses impactos no bolso do produtor”, concluiu Lucchi.

Em seguida, o analista da StoneX Thiago Vetter apresentou o cenário atual e as perspectivas do mercado de combustíveis, destacando os efeitos das tensões geopolíticas. Segundo ele, os preços do petróleo Brent estão acima de US$ 100 por barril, assim como em 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia 

Thiago explicou que os conflitos no Oriente Médio têm impactado regiões estratégicas para o escoamento do petróleo, como o estreito de Ormuz, considerada a principal passagem do Golfo Pérsico, por onde passa cerca de 20% do petróleo da região.

Entre os combustíveis, o diesel foi o que registrou uma das maiores altas, chegando a US$ 4,40 por galão. De acordo com o analista, a dependência brasileira de importações do produto intensifica esse cenário, ampliando a defasagem entre os preços nacionais e internacionais. “Em uma semana, os valores do diesel subiram de R$ 6,15 para R$ 6,89, e a tendência é que continue subindo”.

Em relação ao abastecimento, Thiago Vetter informou não há risco imediato para o mês de março, uma vez que o volume estimado de diesel no país está em 1,1 bilhão de m³, suficiente para atender toda à demanda. Entretanto, abril pode ser preocupante.  “É difícil ter uma visão clara da evolução de preços. Podemos estar olhando para um evento similar ao de 2022 e o efeito dos preços seja mais prolongado”, concluiu.

Outro tema tratado na reunião foi o modelo atual de uso e acesso à biotecnologia na soja e seus impactos distintos entre as regiões produtoras.





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Brasil pode ter mais de 100 mm de chuva até o fim do verão


O Meteored informou que os últimos dias do verão no Brasil serão marcados por chuvas irregulares no centro-sul, enquanto a porção norte do país deve concentrar os maiores volumes de precipitação, com acumulados pontuais próximos de 100 milímetros.

Segundo a previsão, “nos últimos dias do verão astronômico no Brasil, teremos um padrão irregular de chuvas pelo centro-sul do país, enquanto na porção mais ao norte as chuvas acontecem de forma mais abrangente e homogênea”. O levantamento aponta que áreas do leste do Nordeste do Brasil terão tempo seco, enquanto no Sul os volumes devem ser reduzidos, entre 10 e 20 mm. Já na Região Norte, os acumulados devem superar 60 mm em grande parte da área, podendo alcançar 100 mm entre Amazonas e Pará.

De acordo com o Meteored, a quarta-feira (18) começa com tempo estável e nebulosidade em áreas do Sudeste do Brasil, Nordeste do Brasil e em grande parte da Região Sul do Brasil. Há previsão de pancadas isoladas no Centro-Oeste do Brasil, especialmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de áreas da Região Norte e do Rio Grande do Sul.

Ainda conforme o boletim, “à tarde, poucas nuvens e baixo potencial para chuvas no leste do Nordeste e na Bahia, e no leste da Região Sudeste”. Nas demais áreas, as instabilidades aumentam, com previsão de pancadas de chuva e trovoadas isoladas, embora de forma irregular no centro-sul.

Durante a noite, a previsão indica ocorrência de pancadas isoladas em diferentes pontos do país. “À noite, ainda podem ocorrer pancadas de chuva isoladas no Acre, sul do Amazonas, norte do Pará, em Rondônia, Mato Grosso, norte do Maranhão e do Piauí, centro-oeste de São Paulo, sul de Minas Gerais e leste do Paraná e de Santa Catarina”, informa o Meteored.

Na quinta-feira, o padrão se mantém, com tempo estável em grande parte do território nacional e aumento das instabilidades ao longo do dia. “A partir da tarde, as instabilidades aumentam em boa parte do Brasil, enquanto as condições para chuvas significativas diminuem no Sul e no leste do Nordeste”, aponta o relatório.

O Meteored indica ainda que há previsão de variação de nebulosidade e chuva fraca no Rio Grande do Sul, além de pancadas e temporais isolados no leste do Paraná e de Santa Catarina. Já as regiões Sudeste do Brasil, Centro-Oeste do Brasil, Região Norte do Brasil e interior do Nordeste devem registrar chuvas localmente intensas entre a tarde e o início da noite.

Para sexta-feira (20), início do outono astronômico, o cenário segue semelhante. “As condições do tempo serão semelhantes às dos dias anteriores”, com registros de chuvas moderadas e mal distribuídas em áreas centrais e do Sudeste.

Entre a tarde e a noite, as precipitações mais intensas devem se concentrar no sul da Região Norte, no Centro-Oeste, no Sudeste e no interior do Nordeste. Já o norte da Região Norte, o leste do Nordeste, incluindo a Bahia, além do centro-oeste de São Paulo e a Região Sul, devem apresentar tempo mais estável.

O Meteored ressalta que “as chuvas ao longo dessa semana serão mais irregulares e sem acumulados expressivos em boa parte do Brasil”. Ainda assim, os maiores volumes podem ocorrer entre Amazonas e Pará, com acumulados entre 90 e 100 mm.

Nas demais áreas da Região Norte, além do Centro-Oeste, Sudeste do Brasil e parte do Rio Grande do Sul, os acumulados devem ficar entre 30 e 50 mm até sexta-feira (20). Já no leste do Nordeste e na Bahia, os volumes não devem ultrapassar 10 mm, enquanto Santa Catarina, Paraná e grande parte de São Paulo devem registrar até 30 mm.





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Paraná bate recordes em frangos, suínos, leite, ovos, peixes e couro


A agropecuária paranaense fechou 2025 com recordes de produção de carnes de frango, suína e bovina, de acordo com Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – IAPAR-EMATER com base nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (18). Os números colocam o Paraná na liderança nacional no abate de frango, com quase 35% do mercado, na vice-liderança em suínos e leite, terceiro em ovos e entre os 10 maiores produtores de carne bovina.

O abate de frangos chegou a 2,29 bilhões de cabeças na soma dos quatro trimestres de 2025, uma diferença de 67 milhões em relação ao resultado de 2024, com 2,23 bilhões. O 4º trimestre do ano passado também foi o melhor da história, com 588,4 milhões de animais abatidos, superando o melhor resultado até então, do 3º trimestre do mesmo ano, com 578,9 milhões.

Em nível nacional, o Paraná detém a liderança com folga em relação ao segundo colocado, com 34,4% de toda a produção brasileira. Na prática, o Estado abateu mais de um terço dos frangos no País em 2025. Santa Catarina aparece na sequência, com 13,7% de participação, seguido por Rio Grande do Sul (11,4%) e São Paulo (11,3%). No Brasil, foram abatidos 6,69 bilhões de cabeças de frango no período, incremento de 3,1% em relação aos 12 meses de 2024.

O Paraná também é destaque na produção de suínos, ocupando a vice-liderança a nível nacional, com 21,2% dos abates. Foram 12,9 milhões de animais abatidos na indústria no Estado em 2025, 457 mil a mais que os 12,4 milhões dos 12 meses imediatamente anteriores. O resultado do 4º trimestre também foi o melhor da história para os três últimos meses do ano, com 3,1 milhões de suínos abatidos de outubro a dezembro do ano passado. O melhor resultado tinha sido registrado no 4º trimestre de 2023, com 3 milhões.

Em todo o País, foram abatidos 60,69 milhões de cabeças de suínos em 2025, um aumento de 4,3% em relação a 2024. Santa Catarina responde pela liderança, com 28,2% de todos os abates realizados, enquanto que o Rio Grande do Sul aparece atrás do Paraná, em terceiro lugar, com 17,9%.

Em relação à carne bovina, foram 1,64 milhão de cabeças abatidas nos 12 meses de 2025, contra 1,4 milhão no mesmo período de 2024, um aumento de 173 mil de um ano para o outro, ou 11,8%. O número representa um recorde para um ano desde o início da série, em 1997.

O Paraná ocupa a 9º posição no ranking nacional, muito próximo do Rio Grande do Sul, com 1,77 milhão. Mato Grosso lidera, com 7,33 milhões, seguido por São Paulo, com 4,77 milhões, e Goiás, com 4,26 milhões. Em todo o País, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças de animais bovinos, aumento de 8,2% em comparação com 2024.

BACIA LEITEIRA E OVOS – Assim como a produção de animais segue em alta no Estado, os derivados, como leite, ovos de galinha e couro, também mantêm ritmo acelerado de crescimento.

No caso do leite, foram produzidos 4,3 bilhões de litros para a indústria em 2025, com uma média superior a 1 bilhão de litros por trimestre, melhor resultado da história. O destaque foi justamente o 4º trimestre do ano passado, com um volume produzido de 1,14 bilhão. O Estado avançou em 10% de um ano para o outro, com 391 milhões de litros a mais em 2025.

No comparativo nacional, o Paraná aparece em segundo lugar, com 15,6% do que foi produzido, atrás somente de Minas Gerais, com 23,9% da captação, e à frente do Rio Grande do Sul, com 12,8%. O Estado tem duas grandes bacias leiteiras, na região de Castro e Carambeí e no Sudoeste do Estado.

A produção de ovos de galinha alcançou 476 milhões de dúzias produzidas no Estado, terceiro melhor resultado brasileiro, com participação de 9,6%. É o recorde da série histórica do IBGE para o Paraná. São Paulo ocupa a liderança no bolo nacional, com 25,2%, e Minas Gerais manteve-se em segundo lugar, muito próximo do Paraná, com 9,9%.

Já a produção de couro bovino chegou a 3,55 milhões de unidades em 2025, o melhor resultado da região Sul, superando as 3 milhões de unidades produzidas pelo Rio Grande do Sul, enquanto que Santa Catarina não tem registro de produção neste segmento. Em nível nacional, Goiás manteve a liderança da recepção de peles pelos curtumes em 2025, com 19,4% de participação, seguido por Mato Grosso (15,6%) e Mato Grosso do Sul (11,7%).

PEIXES – O Paraná ainda alcançou a marca de 273 mil toneladas de pescados produzidos em 2025, um novo recorde para o setor. Esse resultado significa um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior e o Estado segue liderando a produção nacional, com participação de 27% no total. Os dados constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, lançado há algumas semanas. 

PESQUISAS DO IBGE – O IBGE realiza trimestralmente as estatísticas oficiais da conjuntura agropecuária, que incluem as pesquisas trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha. As informações completas e atualizadas podem ser consultadas no Sidra, o banco de dados oficial do instituto, em nível nacional, regional e estadual.

 





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Governo quer barrar empresas que descumprirem tabela de frete mínimo


As empresas que descumprirem a tabela mínima de frete poderão ser impedidas de contratar novos serviços no país, disse nesta quarta-feira (18) o ministro dos Transportes, Renan Filho.

A medida faz parte de um pacote para ampliar a fiscalização e garantir o cumprimento do piso do frete rodoviário. O anúncio ocorre em meio à ameaça de paralisação de caminhoneiros após as altas recentes do diesel com o início da guerra no Oriente Médio.

Segundo o ministro, o governo pretende adotar instrumentos jurídicos para aumentar a capacidade de fiscalização e punição no setor, inclusive com o monitoramento eletrônico dos fretes. A proposta prevê suspensão cautelar do direito de contratar fretes para empresas que reincidirem no descumprimento da regra.

Em casos mais graves, pode haver até o cancelamento do registro para operar no transporte de cargas.

“A principal correção é que nós vamos, por meio de instrumento jurídico adequado, aumentar a capacidade de enforcement [reforço] do ambiente regulatório. A empresa que não cumpre a tabela vai poder ser impedida de contratar frete”, disse Renan Filho.

De acordo com o ministro, há indícios de descumprimento generalizado da tabela de frete no país, o que tem afetado a renda dos caminhoneiros e a concorrência no setor.

Levantamentos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicam que cerca de 20% das fiscalizações resultaram em autuações.

Entre as empresas com maior número de infrações estão grandes companhias de diferentes setores da economia, o que, segundo o governo, reforça a necessidade de endurecer as regras.

Confira as informações sobre o tema no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

O governo pretende ampliar o monitoramento eletrônico dos fretes em todo o país, além de reforçar as ações presenciais. A estratégia busca impedir que multas sejam tratadas apenas como custo operacional pelas empresas.

A proposta também prevê responsabilização não só de transportadoras, mas também de embarcadores e até controladores em casos de irregularidades recorrentes.

As medidas são discutidas em meio à insatisfação de caminhoneiros, que reclamam da alta do diesel e da falta de cumprimento da tabela mínima de frete.

O governo mantém diálogo com lideranças da categoria e tenta evitar uma nova greve, como a registrada em 2018.

A tabela do frete foi criada em 2018, durante o governo do ex-presidente Michel Temer, e prevê reajustes automáticos sempre que o preço do diesel varia mais de 5%.

Apesar das atualizações recentes feitas pela ANTT, o governo avalia que o modelo atual ainda tem baixa efetividade e precisa de ajustes para garantir remuneração adequada aos transportadores.





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Corpo de Bombeiros orienta moradores de apartamentos a como agir em casos de incêndio


O crescimento da verticalização das cidades paranaenses, com o aumento no número de edifícios residenciais, reforça a necessidade de atenção dos moradores para medidas básicas de segurança. Diante desse cenário, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) orienta que atitudes simples no dia a dia podem fazer a diferença na preservação de vidas em situações de emergência.

Um dos pontos mais importantes, segundo a capitã Luisiana Guimarães Cavalca, porta-voz do CBMPR, é o conhecimento da própria edificação. Saber como agir em caso de incêndio pode reduzir riscos e garantir uma evacuação mais segura. “A primeira coisa é conhecer a rota de fuga. O morador precisa saber qual a distância do apartamento até a escada de emergência e também onde estão os equipamentos, como extintores e hidrantes, para conseguir agir com rapidez em uma situação de risco”, explica.

A oficial também faz um alerta sobre o uso do elevador em situações de incêndio. Embora faça parte da rotina dos moradores, ele não deve ser utilizado na evacuação. Na maioria dos prédios, o elevador não é considerado uma saída de emergência. “Em caso de incêndio, ele pode parar de funcionar ou ficar tomado por fumaça, o que representa um risco grave. Por isso, a orientação é sempre utilizar as escadas”, reforça a bombeira.

Além disso, os moradores devem estar atentos às condições dos equipamentos de segurança do prédio. Extintores e hidrantes precisam estar desobstruídos e dentro do prazo de validade, enquanto itens como iluminação de emergência e sinalização de saída devem estar funcionando corretamente.

Outro cuidado essencial está nas áreas comuns, especialmente nas escadas de emergência. Esses espaços devem permanecer sempre livres de objetos, garantindo a circulação tanto dos moradores quanto das equipes de resgate. “A escada não é depósito. Ela precisa estar desobstruída e com acesso livre, porque é por ali que as pessoas vão sair e também por onde os bombeiros vão entrar. Qualquer obstáculo pode atrasar o atendimento e aumentar os riscos”, destaca.

Ao perceber sinais de incêndio, como cheiro de fumaça ou alertas de outros moradores, a recomendação é agir imediatamente. Se houver qualquer indício de incêndio, a orientação é evacuar o local o mais rápido possível, utilizando a escada de emergência. “Não perca tempo tentando salvar objetos. O mais importante é preservar a vida”, enfatiza a capitã Luisiana.

A oficial também destaca a importância do trabalho conjunto entre moradores e administração do condomínio para fortalecer a cultura de prevenção. Impressos com informações e dicas de segurança podem ser colocados no elevador e outras áreas de circulação, além de levar o tema para reuniões de condomínio.

Outra dica da bombeira é criar um grupo de prevenção a incêndios, formado pelos próprios moradores, semelhante à CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) que existe em empresas. Embora não seja obrigatório que moradores tenham treinamento sobre combate a princípios de incêndio, ela comenta que, caso existam interessados em participar, é muito positivo para o condomínio ter este grupo. “Existem empresas que oferecem este tipo de treinamento que capacita os moradores a saber como agir em situações de emergência. Esse conhecimento faz diferença e pode ajudar a evitar consequências mais graves”, explica a bombeira.

Confira as principais orientações de segurança do CBMPR para moradores de apartamentos:





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Dia de Campo do Senar Goiás reunirá mais de mil estudantes com foco em arroz, bioinsumos, integração lavoura-pecuária e tecnologias


O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás (Senar Goiás), entidade voltada à formação profissional rural e à promoção social no campo, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e instituições de ensino superior de Goiânia, realiza no próximo dia 21 de março de 2026 (sábado), das 8h às 12h, o Dia de Campo da 1ª Semana Senar Unificada. O evento acontece na sede da Embrapa Arroz e Feijão, localizada no km 12 da GO-462, na zona rural de Santo Antônio de Goiás (GO).

A iniciativa deve reunir 1.200 estudantes de cursos da área de ciências agrárias, além de pesquisadores, empresários e técnicos do setor, fortalecendo a conexão entre ensino, pesquisa e extensão rural.

Durante o Dia de Campo, os participantes terão acesso a estações temáticas que abordam temas estratégicos para o agronegócio, como bioinsumos, integração lavoura-pecuária com foco em gases de efeito estufa, arroz de terras altas e novas tecnologias agropecuárias.

Realizada desde 2022, a Semana Senar já soma mais de 40 edições e se consolida como um projeto inovador ao proporcionar aos acadêmicos a oportunidade de conhecer, na prática, os principais programas e treinamentos oferecidos pelo Senar Goiás. Em 2026, o evento ganha ainda mais amplitude com ações simultâneas nas principais instituições de ensino superior da capital.

Entre as instituições confirmadas estão: UFG, PUC Goiás, UniAraguaia, UNIALFA, Estácio, Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e UniGoiás.

Programação

07h30 – Credenciamento e café da manhã de boas-vindas

08h00 às 11h00 – Visita às estações temáticas

11h00 às 11h30 – Falas institucionais

11h30 às 12h30 – Palestra de encerramento: Cenários e Perspectivas do Agronegócio

12h30 – Almoço





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Garantia-Safra inicia pagamentos para agricultores afetados perdas climáticas



Benefício atende 934 municípios



Foto: Pixabay

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar inicia nesta quarta-feira (18) o pagamento do Garantia-Safra referente à safra 2024/2025. A liberação marca uma nova etapa da política pública voltada à proteção da agricultura familiar diante de perdas causadas por eventos climáticos.

Nesta fase inicial, mais de 685 mil agricultores familiares, distribuídos em 934 municípios de 11 estados, serão contemplados. O volume de recursos ultrapassa R$ 823 milhões, com pagamento em parcela única conforme o calendário operacional da Caixa Econômica Federal. A medida foi formalizada pela Portaria nº 357, de 17 de março de 2026, publicada pela Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia.

De acordo com o ministério, o benefício é direcionado a famílias que registraram perdas na produção. “O benefício chega diretamente às famílias que enfrentaram perdas significativas na produção, garantindo condições mínimas para reorganizar o trabalho no campo e seguir produzindo”, informa o texto.

O Garantia-Safra atende agricultores com renda mensal de até 1,5 salário mínimo e área de cultivo entre 0,6 e 5 hectares, abrangendo culturas como feijão, milho, arroz, algodão e mandioca. A liberação dos recursos está condicionada à comprovação de perdas iguais ou superiores a 40% da produção municipal, conforme critérios estabelecidos na Lei nº 10.420/2002 e atualizados pela Lei nº 15.236/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a normativa, a verificação das perdas considera indicadores oficiais como o Índice Integrado de Seca e o Índice Agregado de Recursos Hídricos, elaborados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais.

O ministério também informou que agricultores que tiveram o pagamento bloqueado poderão apresentar defesa por meio de requerimento específico. O prazo para envio é de até 60 dias a partir de 18 de março de 2026, conforme previsto na Portaria MDA nº 03/2023. Os motivos do bloqueio podem ser consultados no sistema de gerenciamento do programa, e a lista de municípios contemplados está disponível no Diário Oficial da União.





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Indústria de máquinas agrícolas do RS fecha 2025 em reação, mas crescimento…


Exportações, expectativa de boa safra e ajuste do setor abrem espaço para crescimento moderado, avalia SIMERS

O setor de máquinas e implementos agrícolas do Rio Grande do Sul encerra 2025 com recuperação parcial, ainda insuficiente para recompor as perdas acumuladas nos dois anos anteriores. Para 2026, a expectativa do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (SIMERS) é de um crescimento moderado, condicionado principalmente ao comportamento dos juros, à oferta de crédito e à renda do produtor rural.

Segundo a vice-presidente do SIMERS, Carolina Rossato, a retomada mais consistente dos investimentos passa, necessariamente, por um ambiente financeiro mais favorável. “A indústria já mostrou capacidade de reagir em 2025, mas o avanço em 2026 dependerá diretamente do acesso ao crédito e do custo do financiamento. Juros elevados limitam a decisão de compra do produtor e adiam investimentos em modernização”, afirma.

A executiva do Simers destaca que, mesmo com perspectivas positivas para a safra, o produtor segue cauteloso. “Se as projeções de safra se confirmarem e houver melhora nas condições de crédito, o setor pode avançar. Caso contrário, a recuperação tende a ser mais lenta e pontual”, avalia.

Do ponto de vista técnico, o gerente de Estudos Econômicos da FIERGS, Giovane Baggio, reforça que 2025 apresentou melhora frente aos anos anteriores. “Os indicadores de produção e faturamento do setor foram positivos em 2025 quando comparados a 2023 e 2024, embora ainda não recomponham as perdas acumuladas”, afirma.

Além do mercado interno, as exportações, especialmente para a Argentina, seguem como fator de sustentação. Para o SIMERS, a combinação entre mercado externo ativo, safra favorável e um ambiente financeiro menos restritivo será decisiva para transformar a recuperação em crescimento mais consistente ao longo de 2026.

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Convênio combate a incidência da mosca-das-frutas em pomares gaúchos


A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Empresa Brasileira em Pesquisa Agropecuária Uva e Vinho (Embrapa Uva e Vinho), de Bento Gonçalves, assinaram convênio, nesta quarta-feira (18), para a execução do projeto “Supressão populacional da mosca-das-frutas sul-americana (Anastrepha fraterculus)”. A supressão se dará por meio da integração das técnicas de liberação de moscas estéreis, parasitoides e iscas tóxicas em pomares de macieira e videira, buscando mitigar a incidência do inseto no Estado.

O convênio foi assinado pelo secretário da Seapi, Edivilson Brum, pelo chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Adeliano Cargnin. Também participaram do ato o secretário adjunto da Seapi, Márcio Madalena, os diretores do Departamento de Defesa Vegetal (DDV), Ricardo Felicetti, e do Departamento de Finanças e Execução Orçamentária da Seapi, Carolina Scapin, e o representante do deputado estadual Carlos Búrigo, Gian Zucchetti.

A Seapi fará o repasse para a Embrapa no valor de R$ 198.276,30, com duração de seis meses, buscando o aumento do parasitismo da mosca-das-frutas em hospedeiros que são multiplicadores da praga, a redução da captura de moscas-das-frutas pelo uso da captura massal e a capacidade de dispersão de moscas esterilizadas e liberadas nas áreas experimentais.

A mosca-das-frutas sul-americana é uma praga que atinge a fruticultura brasileira e tem incidência na região sul do Brasil. A espécie ocorre em todos os pomares comerciais de maçã e uva, principais frutíferas de clima temperado cultivadas no sul do Brasil, além de frutas de caroço como ameixa, pêssego e nectarina. Também ataca pequenas frutas como amora-preta, framboesa e frutíferas nativas.

“A assinatura deste convênio representa um avanço importante no enfrentamento de uma das principais pragas que impactam a fruticultura gaúcha. A partir da parceria com a Embrapa Uva e Vinho, vamos aplicar tecnologias inovadoras e sustentáveis, que combinam diferentes estratégias de controle para reduzir a população da mosca-das-frutas de forma mais eficiente”, afirma o secretário Brum.

Estudos indicam que frutas infestadas pela mosca-das-frutas podem chegar a 100% de danos, caso medidas de prevenção e controle não sejam adotadas. Estima-se que cerca de 50 mil famílias de produtores rurais estejam diretamente envolvidas na produção e na cadeia produtiva dessas frutas, sendo afetados economicamente pelo ataque da praga. Na cultura da macieira, a estimativa é de que as perdas anuais causadas pela ocorrência da mosca-das-frutas alcancem anualmente R$ 25 milhões.

Para o chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, o convênio significa avançar em pesquisa, tecnologia e desenvolvimento para conduzir e finalizar pesquisas em execução há quatro anos, validando o projeto do inseto estéril com controle da mosca-das-frutas. “Na fruticultura do Rio Grande do Sul, esse convênio vai atender duas grandes culturas de importância econômica que são a uva e a maça. É uma técnica limpa e moderna que não impacta no meio ambiente, no produtor e no consumidor, por isso é de extrema importância o que estamos assinando hoje”, ressalta Cargnin.

Segundo o diretor do DDV, é fundamental que sejam aprimoradas as estratégias de manejo da espécie do inseto porque visa a fomentar este trabalho de pesquisa no controle biológico da mosca-das-frutas que hoje é a principal praga da fruticultura em nível nacional. “Isso é um grande impedimento às exportações e tem demandando muito uso de agroquímicos. Nesse sentido, o desenvolvimento de medidas de controle biológico e integrado, possibilita um manejo mais eficiente e mais seguro para o consumidor. É uma iniciativa que vai trazer benefícios não só para viticultura, mas para a fruticultura em geral”, enfatiza Felicetti.

Alternativas de manejo

Entre as alternativas de manejo está o uso de Inimigos Naturais (parasitóides), a Técnica do Inseto Estéril (TIE) e a integração dessas tecnologias com técnicas de atrair e matar a mosca-das-frutas com iscas tóxicas, as quais são consideradas tecnologias “limpas”, visto que não deixam resíduos nos frutos, não são tóxicas e possuem mínimo impacto negativo ao ambiente.

Paralelamente devem ser continuadas pesquisas buscando identificar moléculas que apresentem ação sobre adultos/larvas e novos semioquímicos tanto para o monitoramento como para uso em iscas tóxicas para controle de adultos.





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Federação de petroleiros atribui alta do diesel a aumentos abusivos


A Federação Única dos Petroleiros (FUP) voltou a criticar, nesta quarta-feira (18), “distorções estruturais” que, na visão da entidade, explicam a alta recente do preço do óleo diesel nos postos de combustíveis do país. Em um comunicado divulgado à imprensa, a entidade, que representa 14 sindicatos de trabalhadores da indústria de óleo e gás, apontou privatizações realizadas no governo passado e margens de lucro abusivas como principais motivos responsáveis pela escalada do preço.

No cenário em que o preço do petróleo dispara no mercado internacional por causa da guerra do Irã, a diretora da FUP, Cibele Vieira, considera que o momento atual é consequência direta da falta de controle público sobre a cadeia de combustíveis e da dependência externa.

“A Petrobras pode equilibrar preços na refinaria, mas não controla o que acontece depois. Sem distribuição pública e com parte do diesel sendo importado, abre-se espaço para aumentos abusivos ao longo da cadeia”, afirma a sindicalista em nota.

A FUP aponta dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão federal regulador da indústria de óleo e gás, que revelam reajuste de 12% no preço médio do litro do diesel S10 (menos poluente) entre a primeira e a segunda semanas de março (dados mais recentes da ANP).

Na semana terminada no dia 7, o litro custava R$ 6,15, em média, valor que passou para R$ 6,89 na semana seguinte.

A FUP reconhece os esforços do governo federal para frear a escalada dos preços. Na última quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a redução a zero das alíquotas dos dois tributos federais que incidem na comercialização: o PIS e a Cofins.

Além disso, anunciou a subvenção de R$ 0,32 por litro aos produtores e importadores do óleo.

Nesta quarta-feira, o governo propôs aos estados que zerem a alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre o diesel importado. 

As medidas são uma forma de suavizar os aumentos impulsionados pelo cenário internacional. O barril do óleo tipo Brent, referência internacional de preço, está sendo negociado a cerca de US$ 108 (cerca de R$ 564) nesta quarta-feira. Em um mês, o barril subiu cerca de 55%.

A pressão de alta chega ao mercado internacional pois o petróleo é uma commodity, ou seja, mercadoria negociada com base em preços internacionais. Além disso, o Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome.

No último sábado (14), a Petrobras reajustou o diesel A (vendido às distribuidoras) em R$ 0,38, indo a R$ 3,65 por litro. Os efeitos de alta na bomba ainda não foram medidos pela ANP.

De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), nesta quarta-feira, o óleo diesel vendido nas refinarias da Petrobras estava sendo negociado a um preço 59% abaixo da paridade internacional (comparação com o preço global). 

Desde 2023, a Petrobras segue uma política de preços que não repassa imediatamente as oscilações para o consumidor interno.

Para a FUP, mesmo que se esforce para não subir preços de forma abusiva, a Petrobras, principal vendedora do combustível no país, “não tem alcance sobre o preço final ao consumidor”.

A FUP critica a privatização da então subsidiária BR Distribuidora, no governo passado, com a justificativa de otimizar o portfólio e melhorar a alocação do capital da Petrobras.

A compradora foi a Vibra Energia. A venda incluiu licença para a compradora manter a bandeira BR até 28 de junho de 2029. Ou seja, apesar de exibirem a marca BR, os postos espalhados pelo país não são de propriedade da companhia, que assinou também um termo de non-compete (sem competição, no jargão dos negócios), impedindo-a de concorrer com a Vibra. 

Para o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, enquanto a Petrobras busca proteger o país das oscilações internacionais, empresas privadas “repassam imediatamente qualquer alta ao consumidor”.

O dirigente sindical alerta para os efeitos em cadeia do aumento do diesel. “Quando o diesel sobe, não é só o combustível que encarece, mas também o transporte, os alimentos, a inflação. O aumento se espalha por toda a economia”, aponta.

Desencadeadora do choque global de preços do petróleo, a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã foi iniciada em 28 de fevereiro. Uma das formas de retaliação do Irã é o bloqueio do Estreito de Ormuz, ligação marítima entre os golfos Pérsico e Omã, ao sul do Irã. Por ali passam 20% da produção mundial de petróleo e gás.

O gargalo na região pressiona a oferta de petróleo no mercado internacional, o que eleva a cotação dos preços. O Irã chegou a alertar o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200. 





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