quinta-feira, março 19, 2026

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Corpo de Bombeiros orienta moradores de apartamentos a como agir em casos de incêndio


O crescimento da verticalização das cidades paranaenses, com o aumento no número de edifícios residenciais, reforça a necessidade de atenção dos moradores para medidas básicas de segurança. Diante desse cenário, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) orienta que atitudes simples no dia a dia podem fazer a diferença na preservação de vidas em situações de emergência.

Um dos pontos mais importantes, segundo a capitã Luisiana Guimarães Cavalca, porta-voz do CBMPR, é o conhecimento da própria edificação. Saber como agir em caso de incêndio pode reduzir riscos e garantir uma evacuação mais segura. “A primeira coisa é conhecer a rota de fuga. O morador precisa saber qual a distância do apartamento até a escada de emergência e também onde estão os equipamentos, como extintores e hidrantes, para conseguir agir com rapidez em uma situação de risco”, explica.

A oficial também faz um alerta sobre o uso do elevador em situações de incêndio. Embora faça parte da rotina dos moradores, ele não deve ser utilizado na evacuação. Na maioria dos prédios, o elevador não é considerado uma saída de emergência. “Em caso de incêndio, ele pode parar de funcionar ou ficar tomado por fumaça, o que representa um risco grave. Por isso, a orientação é sempre utilizar as escadas”, reforça a bombeira.

Além disso, os moradores devem estar atentos às condições dos equipamentos de segurança do prédio. Extintores e hidrantes precisam estar desobstruídos e dentro do prazo de validade, enquanto itens como iluminação de emergência e sinalização de saída devem estar funcionando corretamente.

Outro cuidado essencial está nas áreas comuns, especialmente nas escadas de emergência. Esses espaços devem permanecer sempre livres de objetos, garantindo a circulação tanto dos moradores quanto das equipes de resgate. “A escada não é depósito. Ela precisa estar desobstruída e com acesso livre, porque é por ali que as pessoas vão sair e também por onde os bombeiros vão entrar. Qualquer obstáculo pode atrasar o atendimento e aumentar os riscos”, destaca.

Ao perceber sinais de incêndio, como cheiro de fumaça ou alertas de outros moradores, a recomendação é agir imediatamente. Se houver qualquer indício de incêndio, a orientação é evacuar o local o mais rápido possível, utilizando a escada de emergência. “Não perca tempo tentando salvar objetos. O mais importante é preservar a vida”, enfatiza a capitã Luisiana.

A oficial também destaca a importância do trabalho conjunto entre moradores e administração do condomínio para fortalecer a cultura de prevenção. Impressos com informações e dicas de segurança podem ser colocados no elevador e outras áreas de circulação, além de levar o tema para reuniões de condomínio.

Outra dica da bombeira é criar um grupo de prevenção a incêndios, formado pelos próprios moradores, semelhante à CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) que existe em empresas. Embora não seja obrigatório que moradores tenham treinamento sobre combate a princípios de incêndio, ela comenta que, caso existam interessados em participar, é muito positivo para o condomínio ter este grupo. “Existem empresas que oferecem este tipo de treinamento que capacita os moradores a saber como agir em situações de emergência. Esse conhecimento faz diferença e pode ajudar a evitar consequências mais graves”, explica a bombeira.

Confira as principais orientações de segurança do CBMPR para moradores de apartamentos:





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Dia de Campo do Senar Goiás reunirá mais de mil estudantes com foco em arroz, bioinsumos, integração lavoura-pecuária e tecnologias


O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás (Senar Goiás), entidade voltada à formação profissional rural e à promoção social no campo, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e instituições de ensino superior de Goiânia, realiza no próximo dia 21 de março de 2026 (sábado), das 8h às 12h, o Dia de Campo da 1ª Semana Senar Unificada. O evento acontece na sede da Embrapa Arroz e Feijão, localizada no km 12 da GO-462, na zona rural de Santo Antônio de Goiás (GO).

A iniciativa deve reunir 1.200 estudantes de cursos da área de ciências agrárias, além de pesquisadores, empresários e técnicos do setor, fortalecendo a conexão entre ensino, pesquisa e extensão rural.

Durante o Dia de Campo, os participantes terão acesso a estações temáticas que abordam temas estratégicos para o agronegócio, como bioinsumos, integração lavoura-pecuária com foco em gases de efeito estufa, arroz de terras altas e novas tecnologias agropecuárias.

Realizada desde 2022, a Semana Senar já soma mais de 40 edições e se consolida como um projeto inovador ao proporcionar aos acadêmicos a oportunidade de conhecer, na prática, os principais programas e treinamentos oferecidos pelo Senar Goiás. Em 2026, o evento ganha ainda mais amplitude com ações simultâneas nas principais instituições de ensino superior da capital.

Entre as instituições confirmadas estão: UFG, PUC Goiás, UniAraguaia, UNIALFA, Estácio, Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e UniGoiás.

Programação

07h30 – Credenciamento e café da manhã de boas-vindas

08h00 às 11h00 – Visita às estações temáticas

11h00 às 11h30 – Falas institucionais

11h30 às 12h30 – Palestra de encerramento: Cenários e Perspectivas do Agronegócio

12h30 – Almoço





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Garantia-Safra inicia pagamentos para agricultores afetados perdas climáticas



Benefício atende 934 municípios



Foto: Pixabay

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar inicia nesta quarta-feira (18) o pagamento do Garantia-Safra referente à safra 2024/2025. A liberação marca uma nova etapa da política pública voltada à proteção da agricultura familiar diante de perdas causadas por eventos climáticos.

Nesta fase inicial, mais de 685 mil agricultores familiares, distribuídos em 934 municípios de 11 estados, serão contemplados. O volume de recursos ultrapassa R$ 823 milhões, com pagamento em parcela única conforme o calendário operacional da Caixa Econômica Federal. A medida foi formalizada pela Portaria nº 357, de 17 de março de 2026, publicada pela Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia.

De acordo com o ministério, o benefício é direcionado a famílias que registraram perdas na produção. “O benefício chega diretamente às famílias que enfrentaram perdas significativas na produção, garantindo condições mínimas para reorganizar o trabalho no campo e seguir produzindo”, informa o texto.

O Garantia-Safra atende agricultores com renda mensal de até 1,5 salário mínimo e área de cultivo entre 0,6 e 5 hectares, abrangendo culturas como feijão, milho, arroz, algodão e mandioca. A liberação dos recursos está condicionada à comprovação de perdas iguais ou superiores a 40% da produção municipal, conforme critérios estabelecidos na Lei nº 10.420/2002 e atualizados pela Lei nº 15.236/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a normativa, a verificação das perdas considera indicadores oficiais como o Índice Integrado de Seca e o Índice Agregado de Recursos Hídricos, elaborados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais.

O ministério também informou que agricultores que tiveram o pagamento bloqueado poderão apresentar defesa por meio de requerimento específico. O prazo para envio é de até 60 dias a partir de 18 de março de 2026, conforme previsto na Portaria MDA nº 03/2023. Os motivos do bloqueio podem ser consultados no sistema de gerenciamento do programa, e a lista de municípios contemplados está disponível no Diário Oficial da União.





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Indústria de máquinas agrícolas do RS fecha 2025 em reação, mas crescimento…


Exportações, expectativa de boa safra e ajuste do setor abrem espaço para crescimento moderado, avalia SIMERS

O setor de máquinas e implementos agrícolas do Rio Grande do Sul encerra 2025 com recuperação parcial, ainda insuficiente para recompor as perdas acumuladas nos dois anos anteriores. Para 2026, a expectativa do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (SIMERS) é de um crescimento moderado, condicionado principalmente ao comportamento dos juros, à oferta de crédito e à renda do produtor rural.

Segundo a vice-presidente do SIMERS, Carolina Rossato, a retomada mais consistente dos investimentos passa, necessariamente, por um ambiente financeiro mais favorável. “A indústria já mostrou capacidade de reagir em 2025, mas o avanço em 2026 dependerá diretamente do acesso ao crédito e do custo do financiamento. Juros elevados limitam a decisão de compra do produtor e adiam investimentos em modernização”, afirma.

A executiva do Simers destaca que, mesmo com perspectivas positivas para a safra, o produtor segue cauteloso. “Se as projeções de safra se confirmarem e houver melhora nas condições de crédito, o setor pode avançar. Caso contrário, a recuperação tende a ser mais lenta e pontual”, avalia.

Do ponto de vista técnico, o gerente de Estudos Econômicos da FIERGS, Giovane Baggio, reforça que 2025 apresentou melhora frente aos anos anteriores. “Os indicadores de produção e faturamento do setor foram positivos em 2025 quando comparados a 2023 e 2024, embora ainda não recomponham as perdas acumuladas”, afirma.

Além do mercado interno, as exportações, especialmente para a Argentina, seguem como fator de sustentação. Para o SIMERS, a combinação entre mercado externo ativo, safra favorável e um ambiente financeiro menos restritivo será decisiva para transformar a recuperação em crescimento mais consistente ao longo de 2026.

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Convênio combate a incidência da mosca-das-frutas em pomares gaúchos


A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Empresa Brasileira em Pesquisa Agropecuária Uva e Vinho (Embrapa Uva e Vinho), de Bento Gonçalves, assinaram convênio, nesta quarta-feira (18), para a execução do projeto “Supressão populacional da mosca-das-frutas sul-americana (Anastrepha fraterculus)”. A supressão se dará por meio da integração das técnicas de liberação de moscas estéreis, parasitoides e iscas tóxicas em pomares de macieira e videira, buscando mitigar a incidência do inseto no Estado.

O convênio foi assinado pelo secretário da Seapi, Edivilson Brum, pelo chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Adeliano Cargnin. Também participaram do ato o secretário adjunto da Seapi, Márcio Madalena, os diretores do Departamento de Defesa Vegetal (DDV), Ricardo Felicetti, e do Departamento de Finanças e Execução Orçamentária da Seapi, Carolina Scapin, e o representante do deputado estadual Carlos Búrigo, Gian Zucchetti.

A Seapi fará o repasse para a Embrapa no valor de R$ 198.276,30, com duração de seis meses, buscando o aumento do parasitismo da mosca-das-frutas em hospedeiros que são multiplicadores da praga, a redução da captura de moscas-das-frutas pelo uso da captura massal e a capacidade de dispersão de moscas esterilizadas e liberadas nas áreas experimentais.

A mosca-das-frutas sul-americana é uma praga que atinge a fruticultura brasileira e tem incidência na região sul do Brasil. A espécie ocorre em todos os pomares comerciais de maçã e uva, principais frutíferas de clima temperado cultivadas no sul do Brasil, além de frutas de caroço como ameixa, pêssego e nectarina. Também ataca pequenas frutas como amora-preta, framboesa e frutíferas nativas.

“A assinatura deste convênio representa um avanço importante no enfrentamento de uma das principais pragas que impactam a fruticultura gaúcha. A partir da parceria com a Embrapa Uva e Vinho, vamos aplicar tecnologias inovadoras e sustentáveis, que combinam diferentes estratégias de controle para reduzir a população da mosca-das-frutas de forma mais eficiente”, afirma o secretário Brum.

Estudos indicam que frutas infestadas pela mosca-das-frutas podem chegar a 100% de danos, caso medidas de prevenção e controle não sejam adotadas. Estima-se que cerca de 50 mil famílias de produtores rurais estejam diretamente envolvidas na produção e na cadeia produtiva dessas frutas, sendo afetados economicamente pelo ataque da praga. Na cultura da macieira, a estimativa é de que as perdas anuais causadas pela ocorrência da mosca-das-frutas alcancem anualmente R$ 25 milhões.

Para o chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, o convênio significa avançar em pesquisa, tecnologia e desenvolvimento para conduzir e finalizar pesquisas em execução há quatro anos, validando o projeto do inseto estéril com controle da mosca-das-frutas. “Na fruticultura do Rio Grande do Sul, esse convênio vai atender duas grandes culturas de importância econômica que são a uva e a maça. É uma técnica limpa e moderna que não impacta no meio ambiente, no produtor e no consumidor, por isso é de extrema importância o que estamos assinando hoje”, ressalta Cargnin.

Segundo o diretor do DDV, é fundamental que sejam aprimoradas as estratégias de manejo da espécie do inseto porque visa a fomentar este trabalho de pesquisa no controle biológico da mosca-das-frutas que hoje é a principal praga da fruticultura em nível nacional. “Isso é um grande impedimento às exportações e tem demandando muito uso de agroquímicos. Nesse sentido, o desenvolvimento de medidas de controle biológico e integrado, possibilita um manejo mais eficiente e mais seguro para o consumidor. É uma iniciativa que vai trazer benefícios não só para viticultura, mas para a fruticultura em geral”, enfatiza Felicetti.

Alternativas de manejo

Entre as alternativas de manejo está o uso de Inimigos Naturais (parasitóides), a Técnica do Inseto Estéril (TIE) e a integração dessas tecnologias com técnicas de atrair e matar a mosca-das-frutas com iscas tóxicas, as quais são consideradas tecnologias “limpas”, visto que não deixam resíduos nos frutos, não são tóxicas e possuem mínimo impacto negativo ao ambiente.

Paralelamente devem ser continuadas pesquisas buscando identificar moléculas que apresentem ação sobre adultos/larvas e novos semioquímicos tanto para o monitoramento como para uso em iscas tóxicas para controle de adultos.





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Federação de petroleiros atribui alta do diesel a aumentos abusivos


A Federação Única dos Petroleiros (FUP) voltou a criticar, nesta quarta-feira (18), “distorções estruturais” que, na visão da entidade, explicam a alta recente do preço do óleo diesel nos postos de combustíveis do país. Em um comunicado divulgado à imprensa, a entidade, que representa 14 sindicatos de trabalhadores da indústria de óleo e gás, apontou privatizações realizadas no governo passado e margens de lucro abusivas como principais motivos responsáveis pela escalada do preço.

No cenário em que o preço do petróleo dispara no mercado internacional por causa da guerra do Irã, a diretora da FUP, Cibele Vieira, considera que o momento atual é consequência direta da falta de controle público sobre a cadeia de combustíveis e da dependência externa.

“A Petrobras pode equilibrar preços na refinaria, mas não controla o que acontece depois. Sem distribuição pública e com parte do diesel sendo importado, abre-se espaço para aumentos abusivos ao longo da cadeia”, afirma a sindicalista em nota.

A FUP aponta dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão federal regulador da indústria de óleo e gás, que revelam reajuste de 12% no preço médio do litro do diesel S10 (menos poluente) entre a primeira e a segunda semanas de março (dados mais recentes da ANP).

Na semana terminada no dia 7, o litro custava R$ 6,15, em média, valor que passou para R$ 6,89 na semana seguinte.

A FUP reconhece os esforços do governo federal para frear a escalada dos preços. Na última quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a redução a zero das alíquotas dos dois tributos federais que incidem na comercialização: o PIS e a Cofins.

Além disso, anunciou a subvenção de R$ 0,32 por litro aos produtores e importadores do óleo.

Nesta quarta-feira, o governo propôs aos estados que zerem a alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre o diesel importado. 

As medidas são uma forma de suavizar os aumentos impulsionados pelo cenário internacional. O barril do óleo tipo Brent, referência internacional de preço, está sendo negociado a cerca de US$ 108 (cerca de R$ 564) nesta quarta-feira. Em um mês, o barril subiu cerca de 55%.

A pressão de alta chega ao mercado internacional pois o petróleo é uma commodity, ou seja, mercadoria negociada com base em preços internacionais. Além disso, o Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome.

No último sábado (14), a Petrobras reajustou o diesel A (vendido às distribuidoras) em R$ 0,38, indo a R$ 3,65 por litro. Os efeitos de alta na bomba ainda não foram medidos pela ANP.

De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), nesta quarta-feira, o óleo diesel vendido nas refinarias da Petrobras estava sendo negociado a um preço 59% abaixo da paridade internacional (comparação com o preço global). 

Desde 2023, a Petrobras segue uma política de preços que não repassa imediatamente as oscilações para o consumidor interno.

Para a FUP, mesmo que se esforce para não subir preços de forma abusiva, a Petrobras, principal vendedora do combustível no país, “não tem alcance sobre o preço final ao consumidor”.

A FUP critica a privatização da então subsidiária BR Distribuidora, no governo passado, com a justificativa de otimizar o portfólio e melhorar a alocação do capital da Petrobras.

A compradora foi a Vibra Energia. A venda incluiu licença para a compradora manter a bandeira BR até 28 de junho de 2029. Ou seja, apesar de exibirem a marca BR, os postos espalhados pelo país não são de propriedade da companhia, que assinou também um termo de non-compete (sem competição, no jargão dos negócios), impedindo-a de concorrer com a Vibra. 

Para o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, enquanto a Petrobras busca proteger o país das oscilações internacionais, empresas privadas “repassam imediatamente qualquer alta ao consumidor”.

O dirigente sindical alerta para os efeitos em cadeia do aumento do diesel. “Quando o diesel sobe, não é só o combustível que encarece, mas também o transporte, os alimentos, a inflação. O aumento se espalha por toda a economia”, aponta.

Desencadeadora do choque global de preços do petróleo, a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã foi iniciada em 28 de fevereiro. Uma das formas de retaliação do Irã é o bloqueio do Estreito de Ormuz, ligação marítima entre os golfos Pérsico e Omã, ao sul do Irã. Por ali passam 20% da produção mundial de petróleo e gás.

O gargalo na região pressiona a oferta de petróleo no mercado internacional, o que eleva a cotação dos preços. O Irã chegou a alertar o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200. 





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Paraná reforça combate à gripe aviária no litoral


A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná iniciou uma nova ação de combate à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade no Paraná, com foco no Litoral do Estado. A operação começou na terça-feira (17), com reunião no Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná, em Pontal do Paraná, e segue até o dia 27 de março, abrangendo municípios da região.

Participam da operação servidores da Adapar e médicos-veterinários do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, iniciativa vinculada à Petrobras e executada pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná, no âmbito de exigências do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. A reunião inicial apresentou os objetivos e a metodologia de trabalho, com destaque para o caráter preventivo da ação. Segundo a agência, o estado registrou 13 focos da doença em aves silvestres em 2023 e, desde então, não houve novas ocorrências.

A chefe da Divisão de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka, afirmou que “a manutenção de equipes a campo, com ações contínuas de vigilância, orientação e fiscalização, é essencial para mitigar o risco e preservar o status sanitário da agricultura paranaense, garantindo a segurança da cadeia produtiva”.

As atividades envolvem fiscalização de propriedades com criação de aves, além de orientações sobre prevenção da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade e da Doença de Newcastle. As ações são conduzidas em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com foco também em educação sanitária para criadores de subsistência.

No primeiro dia, os veterinários do projeto auxiliaram em simulações de procedimentos e na realização de necrópsias para identificação de sinais das enfermidades. Após a etapa inicial, as equipes definiram rotas de atuação para cumprimento do cronograma de vistorias.

A fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar, Anna Carolina Penna, destacou a experiência em campo. “É um trabalho totalmente diferente do que estamos acostumados no interior, onde trabalhamos mais com os animais de produção, então, ter esse contato diferenciado aqui no Centro do Mar é importante para a gente. Viemos para somar”, disse.

Segundo a agência, a manutenção do status sanitário é considerada estratégica para a economia e a saúde pública. O Paraná lidera a produção nacional de carne de frango e responde por mais de um terço do total produzido no país, o que reforça a importância das ações de prevenção e controle sanitário.





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Jornalista Andressa Simão, do Notícias Agrícolas, conquista 2º lugar no 11º…


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A produtora e jornalista especializada em proteínas animais do Notícias Agrícolas, Andressa Simão, conquistou o 2º lugar do 11º Prêmio Sindilat de Jornalismo na categoria texto. Andressa trouxe a reportagem “Desistir Não é Opção: a história da pecuarista que superou desafios pessoais e crises no setor para se manter na pecuária leiteira no Rio Grande do Sul” que conta a a trajetória de Rosane Saibel, pecuarista de leite do interior do Rio Grande do Sul, que enfrentou uma série de desafios para se tornar hoje uma referência para o setor. 

Andressa Simão - Prêmio Sindilat
Andressa Simão – Prêmio Sindilat

Relembre:

>> Desistir Não é Opção: a história da pecuarista que superou desafios pessoais e crises no setor para se manter na pecuária leiteira no Rio Grande do Sul

Esta foi a primeira vez da jornalista concorrendo ao prêmio e já conquistou mais este reconhecimento para sua carreira e para o portal Notícias Agrícolas. Nossa equipe sente-se orgulhosa e certa de que segue continua no caminho da informação que impacta e transforma!

Andressa Simão

Sindilat destaca união e entrega premiações de 2025

Em uma demonstração da força do setor laticinista gaúcho, o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) reuniu autoridades e lideranças em uma noite de confraternização e entrega de prêmio nesta quarta-feira (17/12), em Porto Alegre. Ao lado de diversos secretários de Estado, parlamentares e representantes dos produtores e das indústrias, o presidente do Sindilat, Guilherme Portella, reforçou o potencial transformador do leite e as conquistas já obtidas ao longo dos anos. “Temos neste momento uma forte pressão das importações que precisamos combater juntos, mas estamos trilhando um caminho. Se olharmos o setor ao longo dos últimos três anos, veremos que estamos em um caminho muito bom”, ponderou. Tônica que ganhou eco na fala do secretário de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo. “Temos que construir juntos os melhores caminhos. Sabemos que muitos municípios passam por uma grande movimentação econômica quando há o pagamento do leite e isso mostra sua força”.

A comemoração também foi uma noite de reconhecimento ao jornalismo e à contribuição de lideranças que se dedicam às pautas do setor. Com a presença de representantes da imprensa de diferentes estados do Brasil, foram entregues as premiações do 11º Prêmio Sindilat de Jornalismo. A iniciativa que valoriza a cobertura qualificada da cadeia produtiva do leite teve como vencedor, na categoria Audiovisual, Bruno Pinheiro Faustino, do programa Negócio Rural, com a reportagem “Leite é tudo igual?”. Já na categoria Texto, a vencedora foi a jornalista Raíssa Goi Borba, da Revista Valor Cooperado/Cotrijal, com a matéria “Propriedade ganha reforço de robô na ordenha”. “Há mais de uma década, temos o privilégio de acompanhar de perto o trabalho da imprensa na cobertura do setor do leite. É um segmento repleto de desafios, mas que se reinventa constantemente. Esse olhar atento da imprensa acaba se traduzindo em um verdadeiro raio-x do setor, funcionando como um grande diagnóstico de cada momento vivido pela cadeia produtiva”, destacou Guilherme Portella.

A noite foi dedicada ainda à entrega do Prêmio Destaques 2025, que reconhece personalidades e instituições que contribuem para o desenvolvimento do setor lácteo no Rio Grande do Sul. Foram homenageados o vice-governador Gabriel Souza, e os secretários estaduais Edivilson Brum (Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação) e Ernani Polo (Desenvolvimento Econômico); os presidentes Carlos Joel da Silva (Fetag-RS) e Marcos Tang (Gadolando); além do próximo presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, e da gerente administrativa do Sindilat, Julia Bastiani, pelos seus 15 anos de atuação junto ao sindicato.

Também recebeu a distinção a Cooperativa Languiru Ltda, que completa 70 anos de atuação em 2025, reconhecida por sua trajetória e contribuição ao cooperativismo e à cadeia láctea gaúcha. “Este é o reconhecimento mais importante concedido pelo Sindilat a todos os que contribuem através da sua atuação para o desenvolvimento de todo o setor lácteo no Rio Grande do Sul”, assinalou Portella. O jantar teve o patrocínio da Tetra Pak.

Prêmio Destaques 2025

Prêmio Sindilat/RS de Jornalismo

CATEGORIA AUDIOVISUAL
1º Lugar:
Jornalista: Bruno Pinheiro Faustino
Veículo: Negócio Rural
Trabalho: Leite é tudo igual?
2º Lugar:
Jornalista: Eliza Maliszewski
Veículo: Canal Rural
Trabalho: Terceira ordenha: sistema aumenta produtividade nas fazendas leiteiras
3º Lugar:
Jornalista: Simone Feltes
Veículo: TVE/RS
Trabalho: Desafios da cadeia do leite no RS

CATEGORIA TEXTO
1º Lugar:
Jornalista: Raíssa Goi Borba
Veículo: Revista Valor Cooperado/Cotrijal
Trabalho: Propriedade ganha reforço de robô na ordenha
2º Lugar:
Jornalista: Andressa Silva Simão Pardini
Veículo: Notícias Agrícolas
Trabalho: Desistir não é opção: a história da pecuarista que superou desafios pessoais e crises no setor para se manter na pecuária leiteira no Rio Grande do Sul

3º Lugar:
Jornalista: Bruna Oliveira Scheifler
Veículo: Revista Valor Cooperado/Cotrijal
Trabalho: Legado para o futuro: cooperativismo e sucessão rural são chaves para o desenvolvimento sustentável





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Itália está pronta para apoiar acordo com Mercosul quando preocupações dos…


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ROMA, 18 Dez (Reuters) – A Itália estará disposta a apoiar um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul assim que as questões relacionadas à agricultura forem resolvidas, disse a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, nesta quinta-feira.

“O governo italiano está pronto para assinar o acordo assim que as respostas necessárias forem fornecidas aos agricultores, o que depende das decisões da Comissão Europeia e pode ser rapidamente resolvido”, disse Meloni em um comunicado.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que Meloni havia lhe dito que apoiava o acordo comercial do Mercosul, mas pediu paciência para garantir o apoio interno.

(Reportagem de Crispian Balmer)

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Prazo para benefício fiscal do cacau importado é reduzido



Prazo para aproveitar benefício fiscal sobre cacau importado cai para seis meses


Foto: Pixabay

Empresas que exportam produtos fabricados com cacau estrangeiro terão apenas seis meses para usufruir de vantagens no pagamento de impostos na importação da fruta. O prazo anterior era de até dois anos. A determinação consta na Medida Provisória 1341/26. A norma, que já está em vigor, foi publicada na quinta-feira (12) no Diário Oficial da União (DOU).

A Casa Civil da Presidência da República argumenta que os produtores de cacau brasileiros serão beneficiados com um possível aumento de venda a essas empresas.

Benefícios fiscais

A medida abrange apenas cacau inteiro e partido (bruto ou torrado). Ficam de fora, por exemplo, manteiga de cacau, cacau em pó e chocolate.

O benefício fiscal dá aos impactados isenção, restituição ou suspensão da cobrança de Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS e Cofins.

O Congresso Nacional deve analisar a medida provisória no máximo em 120 dias. Se aprovada, a norma se converte em lei, o que tornará a regra definitiva.





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