sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Aviação agrícola brasileira celebra avanços e projeta expansão


O Congresso da Aviação Agrícola do Brasil 2025 encerrou-se nesta quinta-feira (21), após três dias de intensa programação, marcando um importante momento para o setor aeroagrícola nacional. Realizado no Aeroporto Executivo de Santo Antônio do Leverger, em Mato Grosso, o evento contou com a presença de autoridades políticas, empresários, pesquisadores e pilotos, consolidando-se como espaço estratégico de debates, networking e inovação tecnológica.

Segundo informações divulgadas pelo próprio Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG), o congresso coincidiu com a comemoração do Dia Nacional da Aviação Agrícola, celebrando os 78 anos da atividade no país. A solenidade de abertura, realizada na noite de terça-feira (19), marcou o lançamento oficial do evento, com discursos que destacaram a importância histórica e econômica do setor para Mato Grosso e para o Brasil.

A presidente do Sindag, Hoana Almeida Santos, ressaltou a relevância da aviação agrícola e os avanços alcançados nos últimos anos. “É com muita honra que damos início a mais uma edição do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, aqui no coração do agro. Declaro aberto o evento”, afirmou. Hoana ainda destacou o aumento da participação feminina no setor, os desafios econômicos enfrentados e a necessidade de combate aos mitos sobre a atividade. Ela anunciou que 2025 seria o Ano da Segurança na Aviação Agrícola, enfatizando o compromisso com a qualificação e o profissionalismo do segmento.

Durante o congresso, foi entregue a Medalha Mérito Aviação Agrícola, maior honraria do setor, em reconhecimento às contribuições de profissionais e empresas que se destacaram na atividade. O auditório, lotado durante os três dias, recebeu palestras, debates, apresentações científicas e a mostra tecnológica, que evidenciou o porte e a ambição da edição deste ano.

Um dos principais temas discutidos foi o impacto da taxação americana sobre equipamentos aeronáuticos. O economista Claudio Junior Oliveira Gomes, diretor operacional do SINDAG, moderou debates sobre o assunto, destacando que a aplicação da Lei de Reciprocidade pelo Brasil poderia afetar diretamente a compra de aeronaves e a prestação de serviços. “A taxação impacta indiretamente o setor aeroagrícola, pois ele atende setores que são afetados”, explicou. Gomes lembrou que, na fase inicial, a expectativa era de um recuo de US$ 500 milhões, mas ajustes ainda eram necessários devido à exclusão de alguns produtos da taxação.

O setor aeroagrícola brasileiro apresenta crescimento consistente, segundo o SINDAG. Nos últimos 14 anos, a frota nacional aumentou de 1.560 para 2.722 aeronaves, com Mato Grosso concentrando 749 aviões. Para 2025, o faturamento anual do setor deve chegar a R$ 8 bilhões, e a projeção é que a frota alcance 3.400 aviões em 2028, atendendo 170 milhões de hectares em todo o país.

O congresso, que se consolidou como referência no setor, deixou claro que a aviação agrícola brasileira busca crescimento sustentável, inovação tecnológica e fortalecimento da segurança.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soluções integradas de energia são destaque



É nesse cenário que acontece a The smarter E South America 2025



É nesse cenário que acontece a The smarter E South America 2025
É nesse cenário que acontece a The smarter E South America 2025 – Foto: Pixabay

A transição energética no Brasil e na América Latina ganha força com debates sobre geração distribuída, armazenamento de baterias, sistemas híbridos e o papel do hidrogênio verde. O setor busca integração entre eletricidade, calor e transporte para construir soluções mais sustentáveis e de longo prazo.

É nesse cenário que acontece a The smarter E South America 2025, entre 26 e 28 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo. Considerada a maior plataforma de energias renováveis da América Latina, a feira reúne 680 expositores de 14 países e deve receber cerca de 58 mil visitantes. O objetivo é acelerar soluções integradas de energia e conectar empresas, especialistas e lideranças do setor.

A programação inclui o Congresso Intersolar South America, voltado ao setor solar; o ees South America, sobre armazenamento de energia; o Power2Drive South America, dedicado à eletromobilidade; e o Eletrotec+EM-Power South America, que discute eficiência e sistemas elétricos. Em comum, todos oferecem um espaço para troca de conhecimento e apresentação de tendências.

Além das feiras e congressos, a edição de 2025 terá palcos de inovação, treinamentos técnicos, painéis sobre equidade de gênero na energia solar e encontros para fomentar a cooperação entre Brasil e Alemanha em novos modelos de negócios. A expectativa é consolidar o evento como referência na construção de um futuro energético mais limpo e eficiente para a região.

“A série de exposições e congressos The smarter E South America propõe uma integração entre todos os elos da cadeia de valor, a fim de criar um ambiente onde negócios, tecnologia e conhecimento se encontram. Nossa missão é trazer à tona os desafios e inovações mais importantes da indústria de renováveis e conectar os principais atores do setor para, juntos, construirmos o melhor caminho rumo à transição energética no Brasil e na América Latina”, afirma Florian Wessendorf, Diretor Executivo da Solar Promotion International.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mapa investiga vacina EXCELL 10 após mortes de animais


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que, em 12 de agosto de 2025, foi notificado pela Agência de Defesa Agropecuária do estado do Piauí (ADAPI) sobre a ocorrência de reações adversas em animais das espécies caprina, ovina e bovina, com possível relação ao uso da vacina contra clostridiose, denominada EXCELL 10, partidas 016/2024 e 018/2024, de propriedade do laboratório Dechra Brasil Produtos Veterinários Ltda.

“Neste momento o Mapa está dedicado e atuando de forma coordenada e integrada com os órgãos estaduais de defesa sanitária para confirmar a causa dos óbitos dos animais e adotar todas as medidas necessárias para proteção da produção pecuária”, destacou o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

Confira a ordem cronológica das ações do Ministério da Agricultura e Pecuária:

Após avaliação do caso, o Mapa, em 13 de agosto de 2025, iniciou o processo de fiscalização, solicitando à empresa relatórios de farmacovigilância do produto suspeito.

Em 14 de agosto de 2025, foi realizada fiscalização no laboratório fabricante, em Londrina (PR), com levantamento das notificações do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), além da verificação do processo de fabricação e do controle de qualidade da vacina.

No dia seguinte foi emitida ordem de apreensão cautelar das frações dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina EXCELL 10 na distribuidora que comercializou unidades da vacina associadas à notificação da ADAPI. De forma complementar, o Mapa solicitou à fabricante o painel de distribuição da vacina em todo o país. Na mesma data, 15 de agosto, a empresa encaminhou comunicado aos distribuidores e lojistas para que fossem interrompidas as vendas dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina EXCELL 10.

Três dias depois, em 18 de agosto, o Mapa iniciou a apreensão dos lotes na distribuidora localizada em Teresina (PI), coletando amostras para análise fiscal em laboratório da rede oficial. Após avaliação dos dados de distribuição, a ordem de apreensão foi estendida a todos os estados em 19 de agosto.

Na sequência, em 20 de agosto, a empresa emitiu comunicado oficial de recolhimento dos lotes 016/2024 e 018/2024, direcionado a distribuidores, médicos-veterinários e lojistas.

Até o momento, foram notificados ao Mapa os óbitos de 194 ovinos, 4 caprinos e 1 bovino. As ações de fiscalização e investigação seguem em andamento, por meio de inspeções no estabelecimento fabricante/proprietário, e realização de testes em amostras dos lotes da vacina e dos animais que vieram a óbito. A estimativa inicial de conclusão do processo de investigação é de 60 dias.

O Mapa esclarece que a clostridiose é uma doença fatal causada por toxinas de bactérias do gênero Clostridium spp., apresentando sintomas como inchaço muscular, manqueira, incoordenação motora e, em casos graves, rigidez muscular, tremores, trismo, opistótono (arqueamento do corpo com cabeça para trás) e convulsões.

A vacinação continua sendo considerada uma estratégia eficaz no combate à clostridiose. O Ministério ressalta, ainda, que o consumo de produtos de origem caprina, ovina e bovina provenientes de animais saudáveis e inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial é seguro.Informações à imprensa

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores rurais devem se proteger contra fraudes de cerealistas, alerta especialista


Nos últimos anos, aumentaram os relatos de produtores rurais que entregaram suas safras a cerealistas e acabaram sem receber o pagamento, resultando em perdas que, em muitos casos, ultrapassam milhões de reais. Segundo o especialista Leandro Amaral, além de comprometer a safra, esses calotes podem colocar em risco a continuidade do negócio e a segurança financeira das famílias produtoras.

Segundo informações de Amaral, grande parte dessas negociações ocorre sem contratos formais, baseadas apenas na confiança e em acordos verbais. Quando o pagamento não é efetuado, os produtores descobrem que seus ativos já estão comprometidos com bancos ou que não há garantias jurídicas para reaver o crédito.

Para minimizar riscos, Amaral recomenda que os produtores adotem uma gestão de risco mais estruturada. “A confiança é importante, mas não substitui a segurança jurídica. Um contrato bem elaborado e garantias reais podem fazer a diferença entre receber ou perder a safra”, afirma.

Entre as principais recomendações estão: pesquisar a saúde financeira da cerealista, verificar se há protestos ou ações judiciais, confirmar se silos e armazéns não estão alienados a bancos e consultar outros produtores que já negociaram com a empresa. Durante a negociação, é essencial exigir contrato formal com quantidade, preço e prazos claros, além de buscar garantias reais ou financeiras, como fiança bancária ou seguro de crédito.

Na entrega do produto, guardar notas fiscais, romaneios assinados e registrar fotos ou vídeos da pesagem e descarga ajudam a comprovar a transação caso haja litígio. Após a negociação, monitorar prazos de pagamento e reagir rapidamente a atrasos pode reduzir prejuízos. Amaral lembra que muitos produtores perdem milhões por acreditarem em sucessivas promessas de pagamento sem formalizar garantias.

Por fim, a diversificação de compradores, preferência por empresas sólidas e acompanhamento jurídico contínuo são medidas estratégicas de longo prazo para proteger a safra e a sustentabilidade do negócio rural. Segundo Amaral, seguir essas práticas não elimina completamente o risco, mas aumenta significativamente a segurança do produtor rural diante de possíveis calotes.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil pode perder espaço no mercado global de carbono



Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA



Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA
Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA – Foto: Divulgação

Os estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão) podem gerar até US$ 1,4 bilhão por ano com créditos de carbono, segundo estudo do Earth Innovation Institute (EII). A projeção considera a adoção do modelo REDD+ jurisdicional, com pagamentos previstos a partir de 2026 e receita acumulada de US$ 21,6 bilhões até 2030. 

O valor seria ainda maior com a implementação das cartas de ajuste correspondente, previstas no Artigo 6 do Acordo de Paris, que evitam dupla contagem e permitem a negociação em mercados regulados internacionais, onde os preços chegam a ser 50% superiores, podendo elevar a receita anual a US$ 2 bilhões.

Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA, da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), voltado ao setor aéreo. Porém, o Brasil ainda não está estruturado para oferecer créditos compatíveis e tampouco firmou acordos bilaterais que garantam reconhecimento internacional, o que limita sua competitividade. Países vizinhos, como o Peru, já avançaram nesse caminho ao fechar parcerias com compradores como a Suíça, assegurando condições mais favoráveis de comercialização.

Segundo o especialista em negócios climáticos Pedro Plastino, a ausência de uma diplomacia ativa do Itamaraty na negociação de Transferências Internacionais de Resultados de Mitigação (TIRMs) compromete a liquidez dos créditos brasileiros. Ele aponta como prioridades a assinatura de acordos bilaterais, a criação de governança transparente com distribuição de benefícios a comunidades e povos indígenas, o alinhamento a padrões internacionais como o CORSIA e o envolvimento do Ministério Público Federal.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Rondônia colhe resultados acima do esperado



Soja se prepara para novo ciclo após o vazio sanitário


Foto: Divulgação

Em um momento climático que favorece o campo, agricultura de Rondônia está otimista. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destaca que o clima seco predominante no estado contribuiu para a maturação dos grãos e o bom andamento da colheita do milho na segunda safra. Os dados mostram condições favoráveis no estado, onde a colheita avança com qualidade acima da expectativa.

A situação positiva do período é visível no campo, segundo Hudslon Huben, gerente sr. de efetividade e go to market da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, especializada em soluções sustentáveis e gestão integrada para Rondônia, MATOPIBAPA e Mato Grosso. “O clima seco e solos no ponto ideal de umidade ajudam a colheita de qualidade, com grãos bem formados e alto rendimento.”

Além do clima favorável, Rondônia também está cuidando para proteger a próxima safra de soja. Entre 10 de junho e 10 de setembro de 2025, está em vigor o “vazio sanitário da soja”, quando não é permitido plantar ou manter qualquer pé de soja vivo – nem mesmo aqueles que nascem sozinhos, os “guaxas” ou “tigueras”.

De acordo com o 9º levantamento da safra de grãos da Conab, o clima seco e as temperaturas elevadas em julho favoreceram a maturação das lavouras, principalmente do milho. “A expectativa é de boa produtividade. A soja colhida (2024-2025) apresentou bom rendimento, mantendo a tendência positiva observada desde o início do ciclo”, explica Manoel Álvares, gerente de inteligência da ORÍGEO.

O desempenho da agricultura em Rondônia leva o estado a superar a média nacional e alcançar quase 30% de crescimento da produção de grãos, resultado direto do esforço e da dedicação dos produtores rurais. “Esse resultado mostra que Rondônia está se tornando uma potência no campo, ganhando cada vez mais importância para a agricultura do Brasil”, ressalta o especialista da ORÍGEO.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorece avanço da semeadura do milho


O início da safra 2025/2026 de milho no Rio Grande do Sul ocorre de forma gradual, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21) pela Emater/RS-Ascar. Segundo o boletim, a implantação das lavouras está sendo conduzida em conformidade com as condições climáticas e com as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

Desde o início de agosto, têm predominado as operações de preparo do solo e a dessecação das áreas destinadas ao cultivo. “A semeadura foi iniciada em localidades de menor suscetibilidade à ocorrência de geadas”, destacou o informativo. As condições recentes de tempo seco, insolação e aumento gradual das temperaturas do solo favoreceram o avanço do plantio, criando ambiente propício para o estabelecimento das lavouras.

O documento aponta tendência de expansão da área cultivada em comparação à safra anterior. Esse movimento é associado “aos resultados satisfatórios alcançados na última safra, aos programas de fomento, à necessidade de rotação de culturas e à adoção de estratégias de manejo voltadas à mitigação da variabilidade climática”.

A Emater/RS-Ascar realiza levantamento de campo para estimar a área cultivada e o potencial produtivo. Os dados consolidados serão divulgados em 2 de setembro, durante a 47ª Expointer, em Esteio. Na safra 2024/2025, a produtividade estadual de milho, segundo o IBGE, foi de 7,37 t/ha em uma área total de 711,1 mil hectares.

Na Fronteira Oeste, o aumento da temperatura do solo impulsionou a implantação das lavouras. Em Maçambará, cerca de 750 hectares foram semeados, principalmente sob irrigação. Em São Borja, já foram implantados aproximadamente 4,5 mil hectares, sobretudo em propriedades que planejam uma segunda safra após a colheita do milho precoce. A Emater/RS-Ascar ressalta que, no município, “semeaduras realizadas nos dois primeiros decêndios de agosto apresentam historicamente desempenho superior em termos de produtividade, já que atrasos expõem os cultivos a maior risco de estiagens durante o estádio reprodutivo”.

Na região de Caxias do Sul, o solo está em fase de preparo, com início do plantio previsto para setembro, seguindo o calendário recomendado. Há expectativa de pequeno acréscimo na área em relação à safra anterior.

Em Erechim, muitos agricultores estão utilizando recursos próprios para o cultivo, alegando que crédito e seguro agrícola apresentam custos elevados. O plantio começou em áreas de menor risco de geadas.

Na região de Ijuí, a semeadura avançou intensamente na última semana, sobretudo nos municípios da Região Celeiro. Nos demais, os produtores aguardam a elevação das temperaturas para iniciar a implantação. O manejo químico com herbicidas está sendo concluído.

Na região de Santa Rosa, estima-se que 40% da área já esteja implantada. Algumas lavouras mais precoces apresentam adequada emergência das plantas. Até o momento, não há registros de cigarrinha, mas os agricultores foram orientados a monitorar os cultivos.

Em Soledade, o preparo do solo foi intensificado. Conforme o Zarc, a semeadura começou em 1º de setembro nos municípios de baixa altitude do Baixo Vale do Rio Pardo e, a partir do dia 11, nos demais. Em Rio Pardo e Candelária, mais de 50% do previsto já foi implantado. Segundo o boletim, observa-se tendência de ampliação da área “impulsionada pela utilização de cultivares de ciclo precoce e pela semeadura antecipada, estratégia voltada à redução dos riscos de estiagens e de altas temperaturas no final do ano”.

No mercado, a Emater/RS-Ascar registrou elevação de 0,84% no preço médio estadual do milho, que passou de R$ 61,85 para R$ 62,37 a saca.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Óleo de soja fecha semana em leve alta



A leve alta, no entanto, reflete uma pressão de baixa menor em outros derivados



A leve alta, no entanto, reflete uma pressão de baixa menor do que a observada em outros derivados
A leve alta, no entanto, reflete uma pressão de baixa menor do que a observada em outros derivados – Foto: United Soybean Board

O mercado do óleo de soja teve uma semana marcada pela volatilidade na Bolsa de Chicago, alternando quedas e recuperações pontuais. Segundo levantamento da StoneX, o movimento acompanhou a soja em grão e o farelo, embora com menor intensidade, refletindo preocupações com a safra americana e os números de esmagamento de julho nos EUA divulgados pela NOPA. Como resultado, o contrato de setembro terminou cotado a US¢ 53,2/lb, registrando valorização semanal de 0,9%.

O otimismo em relação ao óleo de soja esteve ligado principalmente à percepção de risco maior para a safra dos Estados Unidos, após ajustes nas estimativas do USDA. Esse cenário, aliado à força dos derivados e ao ritmo de esmagamento, ajudou a sustentar preços mesmo em meio à instabilidade do mercado. A leve alta, no entanto, reflete uma pressão de baixa menor do que a observada em outros derivados da soja.

Já o óleo de palma foi o grande destaque positivo da semana, acumulando alta de 5,7% e atingindo o maior patamar em quatro meses. O suporte inicial veio dos números do Conselho de Óleo de Palma da Malásia (MPOB), que apontaram produção e estoques abaixo das expectativas, reforçados por estimativas da SPPOMA que indicaram queda de 6,25% na produção nos primeiros dez dias de agosto.

Esse movimento ganhou ainda mais força com o avanço dos embarques malaios. Inspetores de cargas estimaram crescimento entre 16,5% e 23,7% nas exportações na primeira metade do mês, sinalizando um aperto maior no balanço global de oferta e demanda. Com isso, o contrato de outubro encerrou a semana negociado a USD 1.062/t, consolidando uma expressiva valorização.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtor ressalta potencial das variedades de cevada da Embrapa



Podutor comentou sobre a possibilidade de produzir alimentos orgânicos




Foto: Canva

Em visita no dia 22 de agosto ao Centro de Inovação em Genética Vegetal (CIGV) da Embrapa Cerrados (DF), localizado na Fazenda Sucupira, em Brasília, o produtor rural Joe Valle, proprietário da Fazenda Malunga, conheceu os ensaios com diversas variedades de cevada. Ele foi recebido pelo chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, Fábio Faleiro; pelo supervisor do CIGV, Lincoln Loures; pelo pesquisador Renato Amabile e pelo extensionista da Emater-DF, Hélcio Santos. Valle, que produz e comercializa a cerveja Malungueira, fabricada com ingredientes orgânicos, acredita que é possível produzir uma bebida de alta qualidade a partir de materiais de cevada selecionados para cultivo no Cerrado. “Quando vemos um campo como este, no CIGV, e o potencial dos materiais que estão sendo testados, acreditamos que faremos não só uma boa cerveja, mas a melhor cerveja do mundo com material da Embrapa, do Cerrado e orgânico”.

O produtor também comentou sobre a possibilidade de produzir alimentos orgânicos a partir da cevada nua, variedade voltada à alimentação humana devido às propriedades funcionais. “Essa é uma grande tendência de mercado. Vemos lançamentos nesse sentido todo dia, e esses produtos aparecem nas nossas lojas. Tenho certeza de que, com a capacidade produtiva e de adaptação desse material, será um sucesso. Vamos fazer a farinha de cevada na Malunga e lançá-la em nossas lojas”, afirmou.

O pesquisador Renato Amabile está conduzindo, além dos ensaios no CIGV, uma unidade demonstrativa de cevada orgânica na Fazenda Malunga (veja na foto abaixo).

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Boi gordo fecha semana em alta



Mercado do boi reage após semana de estabilidade




Foto: Kadijah Suleiman

O mercado do boi gordo encerrou a semana em alta, segundo análise publicada nesta sexta-feira (22) no informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria. Após sete dias úteis de estabilidade em São Paulo, as cotações registraram avanço tanto para o boi gordo quanto para a vaca gorda.

O levantamento aponta que a arroba do boi gordo subiu R$ 2,00, enquanto a da vaca avançou R$ 3,00. “O cenário seguiu dividido em dois movimentos distintos. De um lado, as indústrias frigoríficas que não conseguiram alongar suas escalas sentiram a retração dos pecuaristas, que reduziram as ofertas de bovinos terminados na expectativa de negociar em patamares mais elevados. De outro, os frigoríficos que já garantiram escalas mais confortáveis optaram por se retirar das compras ou mantiveram firmeza nos preços ofertados”, descreveu a análise.

Nas demais categorias, os preços permaneceram estáveis em relação ao dia anterior.

Em Tocantins, o comportamento foi distinto entre regiões. No Sul, todas as categorias completaram uma semana sem alterações. No Norte, a menor oferta de novilhas elevou as pedidas em R$ 5,00/@, enquanto os demais preços seguiram inalterados.

Em Santa Catarina, a cotação da arroba do boi gordo manteve-se estável por sete dias úteis consecutivos, e o valor das fêmeas não apresentou variações nos últimos três dias. Já no Rio de Janeiro, todas as categorias permaneceram sem mudanças na comparação diária.





Source link