sábado, abril 25, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

competitividade brasileira cresce com dólar a R$6,00


O mercado de soja apresentou comportamento volátil na última semana, influenciado por fatores como a valorização do dólar, o avanço da safra brasileira e as tensões geopolíticas na Ucrânia. Segundo dados da Grão Direto, o contrato de janeiro de 2025 na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a US$ 9,91 por bushel, registrando alta semanal de 0,61%. Apesar disso, o mercado interno brasileiro não acompanhou a valorização internacional, com algumas regiões reportando quedas nos preços.

A decisão do governo brasileiro de cortar impostos e isentar o imposto de renda para rendas até R$ 5 mil ampliou preocupações com o déficit público, levando o dólar a atingir R$ 6,11 ao longo da semana, antes de recuar para R$ 6,00. Essa alta histórica impactou positivamente a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, mas intensificou a pressão baixista sobre os preços na CBOT, devido ao aumento da oferta global de grãos brasileiros.

As condições climáticas na última semana foram amplamente favoráveis para o desenvolvimento das lavouras, exceto em regiões como o centro-sul de Mato Grosso do Sul e Bahia, que enfrentam problemas com o déficit hídrico. A Conab destacou que os principais estados produtores apresentam condições excelentes para o avanço da safra, mas o desenvolvimento vegetativo nessas áreas pode ser comprometido caso a falta de chuvas persista.

Projeções para a semana

Cotações em Chicago: Com a colheita norte-americana concluída e a safra brasileira prestes a entrar no mercado, a expectativa é de pressão adicional nos preços. Segundo a Grão Direto, há possibilidades de que as cotações caiam abaixo de US$ 9,00 por bushel, especialmente se as condições climáticas continuarem favoráveis no Brasil.

Dólar: A instabilidade política e fiscal no Brasil deve manter o dólar em patamares elevados, mas a projeção é de recuo ao longo da semana. Esse movimento pode proporcionar maior rentabilidade em reais para os produtores brasileiros, mas exige monitoramento constante dos prêmios regionais e das condições do mercado internacional.

A combinação de um dólar forte e a possibilidade de queda nos preços em Chicago impõe um dilema para os produtores. A orientação é avaliar cuidadosamente as estratégias de comercialização, buscando oportunidades em prêmios locais e monitorando a dinâmica do mercado externo. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços do feijão despencam com oferta elevada



Reflexo do aumento na oferta que superou a demanda no mercado interno




Foto: Canva

Os preços do feijão continuaram em queda na última semana de novembro, reflexo do aumento na oferta que superou a demanda no mercado interno. De acordo com análises do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o clima favorável foi determinante para o avanço das atividades de campo, especialmente na região de Itapeva (SP), que registrou maior disponibilidade do produto.

As quedas nos preços foram observadas em praticamente todas as praças acompanhadas pelo Cepea, abrangendo diferentes tipos de feijão. Entre as variedades, o feijão preto tipo 1 apresentou as menores oscilações, enquanto o feijão carioca com notas 8,0 a 8,5 sofreu as maiores desvalorizações.

Mesmo com a pressão sobre as cotações, o clima favorável traz otimismo para os agentes de mercado, especialmente em relação à qualidade do produto. No entanto, o cenário de oferta elevada continua desafiador para os produtores, reforçando a necessidade de estratégias para escoamento da produção.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Rússia reduzirá drasticamente exportações de trigo



A decisão foi influenciada por uma safra menor do que o esperado



A redução nas exportações deve impactar significativamente países como Egito, Irã e Arábia Saudita
A redução nas exportações deve impactar significativamente países como Egito, Irã e Arábia Saudita – Foto: Divulgação

A Rússia, maior exportadora global de trigo, planeja reduzir sua cota de exportação do grão em dois terços para a temporada de exportação entre 15 de fevereiro e 30 de junho de 2025, conforme reportado pela Reuters. A decisão do governo russo, anunciada pelo Conselho da União Econômica Eurasiática (UEE), reduzirá a cota para 11 milhões de toneladas, comparado às 29 milhões de toneladas enviadas no mesmo período de 2024. Além disso, as taxas de exportação de trigo serão elevadas em mais de 18% a partir de 4 de dezembro de 2024, e cotas de importação para alguns alimentos básicos serão eliminadas, em uma tentativa de equilibrar o mercado doméstico.  

A redução nas exportações deve impactar significativamente países como Egito, Irã e Arábia Saudita, que dependem fortemente do trigo russo para atender suas demandas internas. Além disso, especialistas esperam que a medida tenha um efeito de alta nos preços globais do grão, devido à diminuição na oferta no mercado internacional.  

A decisão foi influenciada por uma safra menor do que o esperado em 2024, causada por condições climáticas adversas nas principais regiões produtoras da Rússia, e pelo aumento no volume de exportações nos últimos meses. Segundo a indústria econômica russa, a medida visa estabilizar os preços ao consumidor, evitar o esgotamento dos estoques domésticos e conter a inflação interna, especialmente em um cenário de possível necessidade de importações futuras para suprir a demanda interna.  

Para a temporada 2024/25, a Rússia deve produzir 81 milhões de toneladas de trigo e exportar 48 milhões de toneladas, segundo o Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA. Esses números representariam os menores totais de produção e exportação do país desde a temporada 2021/22. Caso confirmada, a redução pode transformar o panorama do mercado global de trigo, favorecendo outros grandes exportadores, como a União Europeia e os Estados Unidos.  

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Pastagens de verão avançam no Rio Grande do Sul


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (28) na Emater/RS-Ascar, o desenvolvimento das pastagens de verão avança no Rio Grande do Sul, com variações de desempenho devido à irregularidade climática nas regiões acompanhadas pela Emater.  Espécies como tifton, jiggs, braquiárias e panicuns apresentam bom desenvolvimento nas áreas onde as chuvas foram adequadas, incentivando a adoção de espécies perenes. Contudo, em regiões com precipitações limitadas, o crescimento das forrageiras foi prejudicado, afetando a oferta de alimento para os animais.

Na região de Bagé, os produtores de São Borja iniciaram o uso das pastagens após as chuvas. Já em São Gabriel, o rendimento de sementes de azevém foi positivo, indicando boa oferta para o próximo ciclo. Em Caxias do Sul, as gramíneas da integração lavoura-pecuária (ILP) foram dessecadas para o plantio das lavouras de verão, enquanto as pastagens anuais seguem disponíveis para pastejo.

Em Frederico Westphalen, as pastagens anuais apresentam bom desenvolvimento, e parte significativa já está sendo utilizada. Em Derrubadas, na região de Ijuí, a produção de massa verde foi beneficiada por chuvas regulares, mas a estiagem em outras áreas do município aumentou o teor de fibra e reduziu os horários de pastejo por causa do estresse térmico.

Em Lajeado, as pastagens perenes e anuais têm se desenvolvido bem devido às recentes precipitações e adubações. Em Santa Clara do Sul, o milho e as pastagens também apresentam crescimento satisfatório. Já em Tupandi, o plantio de milho para silagem segue com boas perspectivas. Na região de Pelotas, o campo nativo mostra bom desempenho em municípios como Canguçu e Herval. Contudo, em Turuçu, a limitada oferta de forragem tem causado perda de peso nos animais.

A irregularidade das chuvas prejudicou as condições das pastagens em regiões como Porto Alegre, onde os ventos e a radiação solar ressecaram o solo. Em Santa Rosa, a estiagem afetou a produção de forragem, mesmo nas áreas irrigadas, exigindo esforços diários de irrigação para manter a oferta.

Em contrapartida, em Soledade, as condições climáticas favoráveis, com boas taxas de radiação solar e umidade, proporcionaram maior produção de matéria seca. Já na microrregião da Quarta Colônia, em Santa Maria, chuvas acima de 30 mm impulsionaram o crescimento das pastagens, com volumes de até 80 mm registrados em algumas áreas.

A previsão de chuvas nas próximas semanas será crucial para garantir o desenvolvimento das pastagens recém-implantadas e a continuidade da oferta de alimento para os animais, especialmente nas regiões mais afetadas pela estiagem, conforme dados da Emater.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de carnes inicia a semana com estabilidade



Frigoríficos fora das compras marcam o início da semana no setor




Foto: Pixabay

Segundo dados da análise do informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, o mercado de carnes começou a semana com os frigoríficos adotando postura cautelosa, permanecendo fora das compras e sem alterações nos preços em comparação ao dia anterior. Com oferta normal, as escalas de abate dos frigoríficos estão, em média, planejadas para sete dias, apontando um cenário de estabilidade no setor.

No mercado de carne com osso, o volume ofertado foi suficiente para atender a demanda dos compradores. Contudo, a cotação da carcaça casada do boi capão registrou queda de 0,6%, enquanto a do boi inteiro caiu 0,7%. A exceção foi observada nos cortes do traseiro, que apresentaram valorização. Para a vaca casada, os preços mantiveram estabilidade. Já para a novilha, houve recuo de 1,6% na cotação.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Segundo o informado pela Scot Consultoria, o mercado de carnes alternativas também sofreu ajustes. A carcaça de suíno especial apresentou uma queda expressiva de 5%, enquanto a cotação do frango médio especial recuou 2%.

Na última sexta-feira (29), foi realizada a liquidação do contrato futuro de novembro do boi gordo (código BGIX24) na B3. A cotação da arroba fechou em R$ 351,69, à vista e livre de impostos, segundo indicador da Bolsa.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Morango gaúcho apresenta frutos de alta qualidade, apesar de clima adverso


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (28) pela Emater/RS, no Rio Grande do Sul, o cultivo de morango segue em pleno desenvolvimento, com destaque para a qualidade dos frutos colhidos. Embora o cenário geral seja positivo, desafios como pragas, condições climáticas adversas e dificuldades com mudas impactaram a produção em algumas regiões.

Na região de Caxias do Sul, as lavouras de morango estão em desenvolvimento vegetativo, floração e frutificação, sem registros de problemas fitossanitários. Os frutos apresentam excelente sabor, cor e calibre. Com a proximidade do verão, os produtores intensificam o controle de pragas como ácaros e moscas-das-frutas. Os preços permanecem estáveis, variando entre R$ 18,00 e R$ 25,00/kg na venda direta, e de R$ 16,00 a R$ 25,00/kg em mercados e Ceasas.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Na região de Lajeado, em Feliz, com 50 hectares de cultivo distribuídos entre mais de 100 propriedades familiares, o clima favorável está proporcionando elevada qualidade e boas floradas. Não foram relatadas doenças, mas há monitoramento constante para evitar danos do ácaro-rajado. Os preços do morango variam entre R$ 16,00 e R$ 20,00/kg.

Em Agudo, na região de Santa Maria, a colheita segue em andamento, mas alguns produtores enfrentam uma quebra de até 50% na produtividade. As principais causas são a dificuldade em obter mudas de qualidade e a baixa luminosidade, agravada pela fumaça de queimadas na Amazônia. Além disso, houve alta incidência de ácaros. Na BR-287, o preço do morango oscila entre R$ 35,00 e R$ 45,00/kg.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Na região de Santa Rosa, as altas temperaturas começam a comprometer a polinização, resultando em menor qualidade e queda na produção. Apesar disso, a oferta ainda está normalizada, com preços de R$ 30,00/kg para o produto fresco e R$ 20,00/kg para o congelado.

Em Venâncio Aires, os frutos apresentam qualidade satisfatória, enquanto em Rio Pardo os produtores utilizam sombrites nas estufas para mitigar o calor excessivo. Os preços oscilam entre R$ 18,00 e R$ 25,00/kg.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

queda no preço do limão tahiti lidera desvalorização de frutas


O último levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) revelou aumento nos preços de frutas comercializadas no entreposto de Contagem, da CeasaMinas, os preços médios das principais frutas comercializadas apresentaram variações entre as semanas de 18 a 22 e de 25 a 29 de novembro, conforme levantamento divulgado. Apenas abacaxi, maçã e uva registraram estabilidade nos valores, enquanto outras frutas oscilaram devido a fatores como oferta, clima e exportações.

A banana, coco verde, manga e melancia apresentaram elevação nos valores:

Banana: A colheita foi prejudicada pelas chuvas no Norte de Minas, limitando a oferta. O preço médio da banana prata subiu 4,2%, de R$ 4,00 para R$ 4,17/kg.

Manga: As exportações aquecidas impulsionaram o preço da manga tommy, que variou positivamente em 3,7%, de R$ 2,50 para R$ 2,59/kg.

Melancia: O clima quente e seco favoreceu o tamanho e a qualidade dos frutos, resultando em uma alta média de 2,5%, atingindo R$ 1,37/kg.

Coco verde: O preço subiu 8%, de R$ 2,50 para R$ 2,70/unidade, devido ao aumento na demanda.

Frutas com Queda de Preços

Laranja, limão e mamão sofreram desvalorização durante o período:

Laranja: A oferta ampliada pelas chuvas pressionou os preços, com queda média de 6,7%, de R$ 5,00 para R$ 4,67/kg.

Limão: O limão tahiti teve a maior redução, com queda de 26,7%, passando de R$ 7,50 para R$ 5,50/kg.

Mamão formosa: A alta produção local reduziu os preços em 2,2%, de R$ 4,16 para R$ 4,07/kg.

Estabilidade nos Preços

Abacaxi: Apesar de oscilações pontuais, o preço médio do abacaxi pérola permaneceu em R$ 78,33 a dúzia.

Maçã e uva: A maçã gala e a uva Itália não registraram variação, com preços de R$ 9,16/kg e R$ 15,62/kg, respectivamente.

Os resultados refletem o impacto direto de fatores climáticos, como chuvas e altas temperaturas, e de variáveis econômicas, como exportações e volume de produção. Com a chegada do verão, a demanda pode se intensificar, especialmente por frutas de maior aceitação sazonal, como melancia e manga.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

colheita de tabaco avança com perspectivas positivas



Safra de tabaco aponta tendência de expansão para 2024/2025




Foto: Pixabay

A safra de tabaco apresenta bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul, com colheitas em andamento e perspectivas favoráveis em várias regiões. O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (28) destaca o ritmo intenso das atividades de manejo e a expectativa de aumento na produtividade e nos preços para os produtores.

Segundo o informativo, na região administrativa de Pelotas, 99% das áreas destinadas ao tabaco já tiveram suas mudas transplantadas, e 5% das folhas do baixeiro começaram a ser colhidas. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, com manejo ativo de ervas daninhas, adubações de cobertura e aplicação de antibrotantes. O bom desempenho da safra 2023/2024, aliado a preços atrativos, indica tendência de aumento da área plantada para a próxima safra, limitada pela disponibilidade de mão de obra.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Os municípios próximos ao Rio Uruguai, como Alecrim e Porto Lucena, iniciaram a colheita das áreas mais precoces, com produtividade e qualidade satisfatórias. O rendimento médio esperado é de 2.300 kg/ha, e a sanidade das lavouras reforça o otimismo dos produtores.

No Baixo Vale do Rio Pardo, a colheita segue em ritmo normal, com as primeiras áreas sendo liberadas para o cultivo de milho e soja. O manejo de invasoras e os tratamentos fitossanitários estão em pleno andamento, enquanto o aspecto geral das lavouras permanece positivo graças às chuvas recentes.

Na região de Frederico Westphalen, os produtores enfrentam alta incidência de pulgões devido à longa janela de plantio, o que demanda maior aplicação de inseticidas. A colheita é intensa, com clima favorável e técnicas de pré-murchamento acelerando o processo. A produtividade média é satisfatória, com preço médio de R$ 230,00/arroba no mercado paralelo.





Source link