terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

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Produtor que duvidava da irrigação hoje opera 12 pivôs e planeja três safras por ano


No Mato Grosso do Sul, onde estiagens e chuvas irregulares são cada vez mais frequentes, um produtor rural conseguiu reverter prejuízos persistentes investindo em irrigação. Nelson Antonini, proprietário do Grupo Antonini, transformou a produtividade das suas fazendas e hoje opera 12 pivôs centrais Valley em 1.380 hectares irrigados, com planos de alcançar até três safras por ano.

Até 2015, Antonini, que cultiva cerca de 16 mil hectares nas fazendas Marialva, Vista Alegre e Alegria do Corupaí, relutava em adotar o sistema de irrigação. “Eu vinha analisando os pivôs há dez anos, mas tinha receio. Parecia algo complicado e caro”, relembra. O cenário mudou quando a comparação dos números se tornou impossível de ignorar.

Na safra de milho de 2021, a produtividade na área sem irrigação despencou para 33 sacas por hectare. Já na área irrigada, o rendimento ficou entre 130 e 147 sacas. Na soja, a diferença foi ainda maior: de 15,5 sacas no sequeiro para até 96 sacas por hectare no irrigado. Para o feijão, a produtividade quase triplicou — de 27 para 75 sacas por hectare.

“Vi que o dinheiro que eu gastava com seguro agrícola podia ser a parcela do pivô. O retorno foi imediato”, destaca Antonini. Além de aumentar a produtividade, a irrigação permitiu diversificar o calendário de cultivo: hoje, o produtor faz soja no verão, milho na segunda safra e, em metade dos pivôs, planta feijão na terceira safra. Nas áreas sem irrigação, ele já prefere não plantar quando o risco de perdas é muito alto.

Outro ponto decisivo foi o suporte técnico na região. A Copasul, cooperativa em Naviraí (MS), se tornou distribuidora Valley local e garante peças de reposição e assistência para os pivôs, além de alternativas como motores a diesel para contornar falhas no fornecimento de energia.

Para Antonini, o investimento mudou não só a produtividade, mas também a segurança para planejar as próximas safras em um clima cada vez mais incerto. “A diferença entre ter pivô e não ter é a tranquilidade para colher o que você plantou”, resume o produtor.

Comparativo de produtividade – Grupo Antonini

Milho saltou de 33 sc/ha (sequeiro) para até 147 sc/ha (irrigado)

Soja subiu de 15,5 sc/ha para até 96 sc/ha

Feijão quase triplicou: de 27 sc/ha para 75 sc/ha





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Ministro Augusto Nardes destaca vitória do agro com aprovação da securitização de dívidas


A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta-feira (16), o Projeto de Lei 5122, que cria uma linha especial de financiamento com recursos do Fundo Social para refinanciar dívidas de produtores rurais atingidos por desastres climáticos. A chamada securitização das dívidas rurais foi aprovada por ampla maioria: 346 votos a favor e 96 contrários. A proposta agora segue para análise no Senado Federal.

O texto prevê o uso de recursos do Fundo Social, com foco especial nos produtores afetados por fenômenos climáticos extremos, como as enchentes e estiagens que devastaram regiões do Rio Grande do Sul nos últimos anos. De acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), entre 2020 e 2024, o prejuízo acumulado no campo alcança R$ 106,6 bilhões nas culturas de arroz, soja, milho e trigo. Considerando toda a cadeia do agronegócio, as perdas ultrapassam os R$ 319 bilhões — valor equivalente a cerca de 49% do PIB gaúcho em 2023.

Pelo texto aprovado, terão acesso à securitização os produtores localizados em municípios que tenham registrado ao menos dois eventos climáticos graves reconhecidos entre 2020 e 2025. É necessário comprovar perdas superiores a 30% em duas safras distintas.

O ministro Augusto Nardes comemorou o resultado e destacou que a aprovação do PL 5122 representa um novo horizonte para os agricultores, especialmente os do Rio Grande do Sul. Para ele, o avanço do projeto é uma resposta concreta aos desafios enfrentados por quem produz alimento em meio às adversidades climáticas. “É fundamental que o Estado assuma a responsabilidade de proteger esses agricultores, implementando políticas de prevenção climática e irrigação que garantam a segurança hídrica, especialmente nas regiões mais vulneráveis”, disse.

Nardes lembrou que, nos últimos 25 anos, o Estado enfrentou três enchentes devastadoras e duas secas severas, comprometendo seriamente a produção agrícola. Ele também resgatou sua experiência em 1999, quando liderou um movimento com 20 mil pessoas em Brasília para negociar a securitização e foi o idealizador do modelo 4,20,40: quatro anos de carência, 20 anos de prazo e 40% de rebate.

O ministro revelou que orientou tecnicamente o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, para incluir no PL a vinculação dos recursos do Fundo Social à rubrica do pré-sal destinada a ações climáticas, estratégia que, segundo ele, foi decisiva para a aprovação sem comprometer o arcabouço fiscal. “Sem essa abordagem, o projeto não teria passado”, afirmou.

Nardes também agradeceu aos deputados Pedro Westphalen, autor do projeto, e Afonso Hamm, relator da proposta, pelo empenho na tramitação do PL, além de reconhecer o trabalho de articulação realizado por Gedeão Pereira. “Essa aprovação é uma demonstração clara de que, quando trabalhamos juntos, podemos construir um futuro melhor para nossos agricultores e para o Brasil”, finalizou.





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Condições do milho pioram com geadas no Paraná



Entidade alerta para impacto climático na colheita




Foto: Canva

A colheita da segunda safra de milho 2024/25 no Paraná atingiu 29% da área estimada, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O percentual representa um avanço em relação à média das últimas cinco safras, que era de cerca de 20% para o mesmo período.

No entanto, o Deral aponta uma piora nas condições das lavouras ainda em campo. “Na semana anterior, 68% das áreas estavam classificadas como em boas condições; nesta semana, esse número caiu para 64%”, informa o boletim. As lavouras em condição mediana subiram de 18% para 20%, enquanto aquelas em situação ruim passaram de 14% para 15%.

A piora nas condições das lavouras é atribuída às geadas registradas no final de junho, que afetaram parte das regiões produtoras. “A expectativa agora se volta para a avaliação mais precisa dos impactos sobre a produtividade nas próximas semanas”, diz o Deral.

Já em relação à primeira safra de milho, os dados indicam que 97,2% da área cultivada foi colhida até o início de julho. A redução das chuvas favoreceu os trabalhos de colheita na maioria das regiões, com exceção do Rio Grande do Sul. No estado, o excesso de precipitações continua dificultando a conclusão da colheita e comprometendo a qualidade dos grãos.

As áreas remanescentes da primeira safra estão concentradas nos estados do Piauí e Maranhão. Este último apresenta a maior parcela a ser colhida, com 20% da área, devido ao calendário de plantio mais prolongado.

De acordo com dados do último Boletim da Safra de Grãos publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o clima foi favorável ao encerramento da segunda safra do milho na maior parte das regiões produtoras do Paraná. No entanto, a ocorrência de geadas no final de junho pode ter causado danos, principalmente nas lavouras tardias em fase reprodutiva. “Ainda é cedo para determinar a abrangência e a intensidade dos possíveis prejuízos”, apontou o relatório. Apesar disso, a produtividade estimada foi mantida no levantamento mais recente.





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Frigoríficos paranaenses poderão exportar carne bovina e carne suína


Oficialmente, o Chile reconheceu o estado do Paraná como livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica, viabilizando, assim, a exportação de carne bovina e suína do estado, uma vez que existe o sistema de pre-listing para as exportações de proteína animal, o que traz mais oportunidades para a região. A decisão foi publicada no diário oficial chileno.

O avanço é resultado de um trabalho para estreitar as relações entre os países e da eficiência da defesa agropecuária brasileira. Em abril deste ano, ocorreu a visita de Estado do presidente do Chile, Gabriel Boric, quando foi formalizada uma declaração conjunta. Entre os pontos, estava o anúncio recíproco da abertura do mercado brasileiro para o mel chileno e o anúncio, por parte do Chile, do reconhecimento do estado do Paraná como zona livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica, agora oficializado. Destacaram-se na oportunidade, ainda, os avanços no reconhecimento do Acre e de Rondônia como zonas livres de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica, cujo processo de auditoria foi concluído recentemente e que agora está em avaliação pelas áreas técnicas de ambos os serviços oficiais.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância da iniciativa: “Isso é oportunidade. É determinação do presidente Lula estreitar laços e trazer oportunidades para nosso país, para nossos produtores. Essa demanda vai se converter em empregos aqui dentro. É uma conquista que valoriza o trabalho dos nossos produtores e técnicos e que reforça a posição do Brasil como referência mundial em segurança agropecuária”, disse.

Já o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, ressaltou a robustez do sistema sanitário brasileiro: “O reconhecimento pelo SAG Chile representa mais um avanço significativo para o sistema exportador brasileiro. Trata-se de um marco que reafirma a credibilidade e a robustez do nosso sistema de defesa agropecuária, consolidando o compromisso do Brasil com os mais altos padrões sanitários e de qualidade”, completou.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, pontuou a relevância. “Uma conquista histórica para o estado do Paraná. Após anos de negociação, agora o Paraná poderá exportar carne bovina e carne suína para o Chile, que é um importante comprador dessas duas proteínas brasileiras e está entre os principais mercados para a carne suína e para a carne bovina,especialmente na carne suína, em que 20% da produção brasileira se concentra no estado do Paraná. É uma nova oportunidade que se abre, dentro de uma relação que tem sido cada vez melhor entre Brasil e Chile”

Durante a missão oficial do Chile ao Brasil, em abril, o ministro da Agricultura chileno, Esteban Valenzuela, ressaltou que a iniciativa integra os esforços para estreitar as relações comerciais entre os dois países, com foco no fortalecimento do comércio de produtos agropecuários. Ele acrescentou que as autoridades chilenas seguem em negociação para a compra de carne junto a outras unidades federativas brasileiras que atendam às exigências fitossanitárias do Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) do Chile.

No âmbito da visita da comitiva do presidente chileno, foi assinado o Acordo de Cooperação entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e o Ministério da Agricultura do Chile para o uso da Certificação Eletrônica para o Comércio de Produtos de Origem Animal (e-Cert Veterinário).

Informações à [email protected]





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Federarroz cobra novos mercados e mais fiscalização após anúncio da compra de arroz pela Conab


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou uma portaria ministerial para a compra de 110 mil toneladas de arroz, por meio de contrato de opção de venda para a atual safra. A medida foi divulgada após reunião do presidente da Conab, Edegar Pretto, com o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Nunes, e com a diretora-executiva da Associação Brasileira da Indústria do arroz (Abiarroz), Andressa Silva.

Pretto explicou que a iniciativa visa equilibrar os preços no mercado. “Nós colocamos agora para o mês de agosto R$ 73 a saca de 50 quilos. Para setembro, R$ 73,48 e, em outubro, R$ 73,91.” Além disso, o presidente ressaltou o diálogo com o setor no sentido de ampliação de mercado. A previsão da Conab é de uma safra superior a 12 milhões de toneladas em 2026.

O presidente da Federarroz, Denis Nunes, lembrou que os preços baixos do cereal nos meses de maio e junho exigiram uma reação do setor, e que uma das alternativas seria a adoção de COVs (contratos de opção de venda). “Nos sentimos sempre muito desconfortáveis quando temos que recorrer às ferramentas do governo para comercialização (Conab). Sentimos uma certa incapacidade de conseguir gerir as nossas fazendas diante dessas depressões de preços”, ponderou.

Nunes ressaltou que o setor tem atuado no sentido de conquistar novos mercados, devido à qualidade e à tecnologia da produção do arroz no Estado. “E temos, sim, trabalhado para conquistar mercados e consumidores, conscientizando os brasileiros da importância do arroz na alimentação”, reforçou.

O dirigente apontou, no entanto, alguns entraves na produção, que dificultam uma competição mais equilibrada dentro do Mercosul. “Nós necessitamos que o Ministério da Agricultura atue nas fiscalizações das embalagens quanto à tipificação do arroz. Estão ocorrendo alguns casos de fraude nas tipificações. Temos questões de tributação em níveis federal e estadual que precisam ser equacionadas”, pontuou. Nunes aconselhou os produtores a diminuírem a área de plantio de arroz, diante da atual conjuntura, e da necessidade de continuar mantendo as exportações do arroz em casca.

Já a diretora-executiva da Abiarroz, Andressa Silva, destacou que o setor tem manifestado preocupação com a sustentabilidade da cadeia produtiva do arroz. “E não interessa à indústria trabalhar com preços muito depreciados, e muito menos com essa oscilação de preços que nós observamos no setor. Essa instabilidade compromete a segurança do produtor em produzir, da indústria em comercializar, e também tem um impacto negativo no consumo do arroz”, ponderou.

Andressa exemplificou que, quando os preços estão muito elevados, o consumidor migra para alternativas de produtos. E, quando os preços estão muito baixos, o consumidor perde a referência de valor do arroz. “O Brasil é autossuficiente na produção do cereal, e isso é um fato a ser comemorado, porque não dependemos do mercado externo para abastecer a população. Isso faz com que seja necessário um comprometimento de todos os agentes da cadeia, inclusive do governo, para garantir a viabilidade da atividade, com vistas a manter a segurança alimentar da população brasileira”, concluiu. Nesse sentido, a diretora-executiva destacou a importância do diálogo permanente que tem ocorrido com os governos.

 





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impactos das tarifas para o mercado de café


O governo dos Estados Unidos anunciou, na última quarta-feira (9), a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. A medida, segundo autoridades americanas, afeta diretamente o maior produtor mundial de café, cuja relação comercial com os EUA tem o grão como um dos principais itens exportados.

O Brasil é o 15º maior parceiro comercial dos Estados Unidos. As exportações brasileiras para o país incluem petróleo bruto, aço semiacabado, ferro-gusa, café e outros alimentos, como suco de laranja, carne e ovos. Já os EUA exportam principalmente aeronaves comerciais, produtos petrolíferos, carvão e semicondutores para o Brasil.

De acordo com Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o impacto imediato da medida poderá ser sentido na inflação americana. “A preocupação imediata para o mercado é um possível aumento da inflação como resultado da imposição de tarifas a parceiros comerciais, como o Brasil, especialmente porque os EUA são um importador líquido de bens, o que também poderia deixar menos espaço para futuros cortes nas taxas de juros”, afirma.

A analista observa ainda que, mesmo com uma leve recuperação do dólar, o cenário econômico dos EUA segue instável. “Nesse sentido, apesar da recuperação do valor do dólar durante a semana, o índice permanece próximo ao seu menor patamar em três anos e meio, tendo recuado cerca de 10% neste ano”, diz.

Segundo Moda, os investidores avaliam com cautela a economia americana diante de incertezas fiscais e comerciais. Além das tarifas, o mercado também acompanha o corte de impostos proposto por Donald Trump, o novo projeto de lei de gastos e os próximos passos do Federal Reserve (Fed).

No caso específico do café, a tarifa de 50% sobre os grãos brasileiros pode gerar efeitos. “Uma cobrança de 50% sobre produtos brasileiros poderia ter um impacto direto no setor, já que não só o Brasil é o maior produtor do mundo, mas os EUA são seu maior importador”, afirma Moda. Atualmente, os grãos brasileiros respondem por cerca de 30% das importações americanas do produto. “Vale ressaltar que, apesar do aumento dos preços do café, os dados de importação de café dos EUA mostraram uma recuperação próxima aos níveis médios até agora na temporada 24/25, após cair nas temporadas 23/24 e 22/23. Embora os preços do café estejam mais altos do que nos anos anteriores, o impacto na renda dos consumidores é menor do que em economias como o Brasil, onde o produto ainda recebe uma parte maior da renda”, destaca a analista.

A tarifa, segundo Moda, também poderá alterar o fluxo mundial de café. Com menor competitividade do produto brasileiro nos EUA, os embarques podem ser redirecionados a outros mercados, e os consumidores americanos tendem a sentir os efeitos nos preços.

O cenário é agravado pelo fato de o Brasil estar com maior disponibilidade de café no momento, enquanto outros grandes produtores de arábica enfrentam entressafra. Além disso, países como o Vietnã já enfrentam tarifas de 20% nas exportações para os EUA, o que limita alternativas de oferta e pode contribuir para a elevação dos preços.





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Cafeicultura brasileira movimenta bilhões e fica fora de pauta do governo, diz CNC


O Conselho Nacional do Café (CNC) manifestou, nesta segunda-feira (15), preocupação com a ausência da cafeicultura nas discussões realizadas pelo Governo Federal. A crítica veio após o setor não ser mencionado durante reunião convocada para hoje e na recente coletiva do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

De acordo com informações divulgadas pelo CNC, a cafeicultura brasileira é estratégica para o país, tanto do ponto de vista econômico quanto social. O Brasil segue como o maior produtor e exportador mundial de café, com cultivo em 17 estados, distribuído por 1.983 municípios e seis biomas. A atividade gera cerca de 8,4 milhões de empregos diretos e indiretos e envolve cerca de 330 mil produtores, sendo 254 mil deles pequenos agricultores.

A entidade alerta que a falta de diálogo pode comprometer não apenas os produtores, mas toda a cadeia produtiva do café — que inclui cooperativas, indústrias, fornecedores de insumos, prestadores de serviço e exportadores. O CNC lembra que o setor responde por uma fatia significativa da balança comercial brasileira e que, segundo estimativas do Ministério da Agricultura, a cafeicultura deverá alcançar um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 124,2 bilhões em 2025, ocupando a quarta colocação no ranking nacional e representando 8,82% do VBP total.

Além da força econômica, o Conselho reforça o compromisso do setor com a sustentabilidade. O café brasileiro é cultivado em áreas com preservação de vegetação nativa e com uso crescente de práticas regenerativas. A cafeicultura também é vista como uma aliada no combate às desigualdades regionais, contribuindo para elevar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nas comunidades onde está presente.

O CNC destaca ainda o cumprimento rigoroso da legislação trabalhista e o acesso dos trabalhadores a direitos fundamentais, como salário mínimo, 13º, férias remuneradas, seguro-desemprego e cobertura do SUS — o que, segundo a entidade, reforça a responsabilidade social do setor. Mesmo diante do distanciamento observado nas recentes decisões estratégicas do governo, o Conselho Nacional do Café reafirma sua disposição para o diálogo e para colaborar tecnicamente com o Ministério da Agricultura, visando políticas públicas que valorizem e fortaleçam a cafeicultura nacional.





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Mercado do boi gordo registra recuo em diferentes regiões


O mercado do boi gordo iniciou a terça-feira com retração em algumas praças pecuárias do país. De acordo com a análise Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, a cotação da novilha recuou R$ 3,00 por arroba em São Paulo, enquanto o “boi China” registrou queda de R$ 2,00/@. Os preços da vaca e do boi gordo permaneceram estáveis em relação ao dia anterior.

Segundo o levantamento, muitos frigoríficos continuam fora das compras e o mercado segue ofertado. A repercussão do anúncio das tarifas impostas pelos Estados Unidos também influenciou o comportamento do mercado, aumentando o receio de novos recuos nos preços.

Na região Noroeste do Paraná, a cotação da vaca caiu R$ 2,00 por arroba. A oferta elevada e as escalas alongadas refletem o impacto do frio prolongado e das recentes geadas. Segundo a Scot, a apreensão com os efeitos do “tarifaço” levou à maior liberação de boiadas pelos pecuaristas. O escoamento da carne no mercado interno continua em ritmo fraco.

No Sul de Minas Gerais, as cotações do boi gordo e da vaca caíram R$ 5,00 por arroba. A redução na capacidade de suporte das pastagens aumentou a oferta de animais, pressionando os preços. A cotação da novilha se manteve estável, enquanto o “boi China” apresentou queda de R$ 3,00 por arroba. Em ambas as regiões, as escalas de abate atendem, em média, a sete dias.

No cenário externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 104,2 mil toneladas até a segunda semana de julho. A média diária foi de 11,6 mil toneladas, o que representa alta de 12,2% frente ao mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada exportada foi de US$ 5,5 mil, com valorização de 25,6% na comparação anual.





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Exportações crescem com força no 1º semestre



O primeiro semestre de 2025 finalizou com panorama positivo


Foto: Canva

O primeiro semestre de 2025 finalizou com panorama positivo para as transações externas do feijão. Segundo dados da Secex, as exportações brasileiras de feijão somaram 137,02 mil toneladas de janeiro a junho deste ano, expressivo aumento de 89% frente ao mesmo período de 2024. As importações, por sua vez, somaram 4,9 mil toneladas no primeiro semestre, 46% abaixo das registradas de janeiro a junho de 2024.

No mercado doméstico, levantamento do Cepea mostra que os valores dos feijões carioca de notas 9 ou superior, os dos grãos de notas 8 e 8,5 e os pretos seguem em queda. No entanto, pesquisadores do Cepea indicam que as desvalorizações têm sido mais intensas para os feijões comerciais, que, além da maior oferta, apresenta demanda enfraquecida.

No caso dos grãos de maior qualidade (notas 9 ou superior), o movimento de queda acaba sendo limitado pelo fato de produtores que ainda detêm estes lotes optarem por armazenar os grãos, à espera de uma reação nos valores. No campo, a colheita avança em importantes regiões produtoras, enquanto a terceira temporada segue em desenvolvimento, com preocupações fitossanitárias em algumas lavouras. 





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Selic sobe e fintech aposta em crédito acessível


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, atingindo 14,75% ao ano, o terceiro maior juro básico do mundo, atrás apenas de Turquia e Rússia. A medida visa controlar a inflação, mas gera efeitos colaterais significativos: o crédito encarece, investimentos são retraídos e empreendedores postergam planos de expansão.

Nesse cenário, ganham força as soluções tecnológicas que viabilizam modalidades de crédito mais acessíveis. Segundo Gabriel Sousa César, CEO da fintech mineira M3 Lending, a digitalização e a automação dos processos reduzem a burocracia e os custos operacionais, tornando possível oferecer juros menores para empreendedores e rentabilidade atrativa para investidores.

“Não tem jeito: para ampliar o crédito, é preciso juro mais barato. Quando isso acontece, o empreendedor não teme se arriscar e contrata crédito para investir em seu negócio – em estoque, em nova unidade, em novas operações. Do contrário, enterra ou adia seus planos e sonhos”, afirma o CEO da M3 Lending, Gabriel Sousa César.

A M3 conecta, por meio de aplicativo, empresas que buscam financiamento com investidores interessados. O modelo promete crédito com taxas inferiores às do sistema financeiro tradicional, sem spread bancário, além de aportes mínimos de R$ 250 e fluxo 100% digital. A startup projeta liberar até R$ 50 milhões em crédito em 2025 e alcançar R$ 600 milhões até 2029.

De acordo com projeções do Boletim Focus, a Selic deve se manter em 14,75% até o fim de 2025, com queda gradual nos anos seguintes: 12,5% em 2026, 10,5% em 2027 e 10% em 2028. 

 





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