sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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Mercado de defensivos para soja recua 4,3% no Brasil


Levantamento da Kynetec Brasil, o FarmTrak Soja da safra 2024/2025 registrou recuo de 4,3% na movimentação do mercado de defensivos agrícolas para a oleaginosa. Foram transacionados US$ 9,45 bilhões em produtos, ante US$ 9,87 bilhões do ciclo 2023-24. Em contrapartida, a área potencial tratada (PAT) pelas tecnologias para a proteção do cultivo apresentou crescimento relevante de 12% e passou de 1,4 bilhão de hectares, novo recorde, segundo o especialista em pesquisas da empresa, Cristiano Limberger.

Conforme o executivo, a redução do faturamento do setor de defensivos na soja veio associada, sobretudo, à combinação entre a desvalorização do real frente ao dólar, de 7,7% na safra, e a retração média de 8% nos preços e custos dos produtos. “Os impactos positivos da elevação na adoção de tecnologias, medida em área potencial tratada (PAT), por número de aplicações de produtos, refletem principalmente uma safra com condições climáticas mais favoráveis à obtenção de produtividade, marcadamente na região dos cerrados”, adianta Limberger.

O levantamento mostra que entre os produtos mais demandados pelos produtores na safra 2024/25, os fungicidas foliares se mantiveram na ponta do mercado: subiram de 38% para 40% em participação, com vendas de US$ 3,819 bilhões, 3% acima da temporada anterior (US$ 3,713 bilhões). Segundo Limberger, nesse segmento as transações mais robustas envolveram fungicidas ‘premium’ (64%). Os ‘stroby mix’ e os protetores preencheram 14% e 13% do total da categoria, respectivamente.

Inseticidas foliares, na segunda posição, representaram 23,6% do total de vendas da cultura ou US$ 2,23 bilhões, decréscimo de 9% face a 2023/24 (US$ 2,443 bilhões). Desses produtos, assinala Limberger, o destaque ficou por conta daqueles para controle de percevejos, com 54% do montante da categoria (US$ 1,2 bilhão), além da adoção em 96% da área cultivada e do indicador médio observado de 3,4 aplicações na safra. Inseticidas para lagartas ocuparam 30% da categoria, ou US$ 671 milhões, aponta o executivo.

Os herbicidas, historicamente a terceira categoria em comercialização entre os defensivos agrícolas da soja, mantiveram a posição mas também apresentaram declínio em desempenho econômico e na participação nas vendas totais: responderam por 23% ou US$ 2,18 bilhões, frente a 25% ou US$ 2,4 bilhões da temporada 2023/2024. Glifosatos para dessecação e pré-emergência corresponderam a 43% do subsegmento, à frente dos pré-emergentes (16%) e dos graminicidas seletivos (11%), entre outros.

Segundo o FarmTrak Soja, produtos específicos para tratamento de sementes tracionaram 6% das vendas – representatividade idêntica à da safra anterior -, de US$ 558 milhões Já os nematicidas atingiram US$ 250 milhões, 2,6% do mercado total. Este último subsegmento, diz Limberger, segue em crescimento safra após safra em valor e adesão, que passou de 31% para 36% da área cultivada em 2024-25.

Produtos como adjuvantes e inoculantes, somados, equivaleram a 4,4% do mercado total de defensivos para soja, US$ 418 milhões. “Outros insumos, que também são fundamentais no manejo, em função do custo mais baixo representaram uma fatia menor em valor de mercado”, acrescenta Limberger.

O FarmTrak Soja 2024/25 resultou de mais de 3,7 mil entrevistas realizadas com agricultores das principais regiões produtoras de soja do país.

 





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Clima no Brasil em agosto favorece lavouras de cevada, aponta Nottus


Com previsão de frio tardio e variação climática nos próximos meses, produtores devem redobrar o monitoramento das lavouras de cevada, especialmente em fase de floração e maturação.

O mês de agosto com previsão de tempo mais seco e boas condições de radiação solar no Sul do Brasil, cenário considerado ideal para o desenvolvimento das lavouras de cevada, que se encontram em fase decisiva do ciclo, de acordo com avaliação da Nottus, empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica para negócios. No entanto, as projeções para setembro já acendem um sinal de alerta: o retorno das chuvas acima da média e a redução na luminosidade podem comprometer as fases finais da cultura e a colheita.

“A cevada é uma cultura típica de inverno, complementar à rotação das culturas de verão, sendo produzida em áreas de soja, milho e outros grãos. O cereal é extremamente frágil e suas flores são sensíveis a temperaturas baixas, especialmente às geadas. Por isso, o cultivo é indicado para regiões de clima temperado e com baixa umidade durante o florescimento e a maturação”, explica Paulo Etchichury, CEO e meteorologista da Nottus. “Embora o risco de geadas amplas seja baixo, a possibilidade de frio tardio permanece e deve ser considerada, sobretudo pela sensibilidade das flores da cevada a temperaturas muito baixas. Essa condição exige atenção dos produtores, especialmente no Paraná, maior estado produtor”, completa.

As perspectivas para este ciclo são melhores que as do ano passado, principalmente devido à menor frequência de eventos extremos. Junho teve chuvas acima da média e registros de geadas, o que causou preocupação inicial. Na sequência, julho foi marcado por tempo mais seco e maior incidência de radiação solar, o que favoreceu a instalação e o desenvolvimento das lavouras de inverno.

Com cerca de 85% da produção nacional destinada à indústria de malte, a cevada continua sendo uma cultura estratégica no Sul do país, onde encontra clima temperado e baixa umidade, condições ideais para sua floração e maturação. Ainda assim, a variação entre meses e regiões exige manejo atento para evitar perdas nas fases finais do cultivo. “De um modo geral, cenário climático em 2025 se mostra favorável para o desenvolvimento das lavouras de cevada, porém o desempenho e condições de produção podem variar de uma região para outra, dependendo do período de plantio”, conclui o CEO da Nottus.

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Produtores se preparam para safra 2025/26


Com o início da semeadura da safra 2025/26, produtores de todo o Brasil intensificam os preparativos para um ciclo promissor. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção recorde de 169,49 milhões de toneladas de soja para 2024/25, avanço de 14,7% em relação à safra anterior, com produtividade média nacional estimada em 59,3 sacas por hectare, destacando Goiás com 68,7 sc/ha.

O aumento significativo na produtividade reflete o esforço conjunto da cadeia produtiva, envolvendo pesquisa, inovação tecnológica e manejo aprimorado. Tecnologias nutricionais avançadas e fertilizantes especiais, como os da linha Booster, contribuíram para incrementos médios de produtividade acima de 3,2 sc/ha, com retorno financeiro superior a R$ 280 por hectare.

“Esse avanço foi possível graças a um esforço coletivo da cadeia produtiva. Instituições de pesquisa, empresas e, principalmente, os produtores (que acreditaram e investiram fortemente em assistência técnica qualificada e tecnologia de campo) entenderam que produtividade, sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas”, avalia Felipe Pozzan, líder de marketing da Agrichem.

Outro fator decisivo para o crescimento tem sido a democratização da assistência técnica e recomendações individualizadas. Plataformas digitais de nutrição permitem análise de solo e folha, indicando doses precisas de insumos em cada fase do ciclo da soja, aumentando a eficiência e racionalizando o uso de fertilizantes.

“A trajetória da sojicultura brasileira comprova que é possível avançar em produtividade e competitividade com responsabilidade ambiental. Com acesso à tecnologia e orientação técnica de qualidade, o produtor responde com desempenho e eficiência. Se o passado recente foi marcado por transformação, o futuro aponta para um Brasil cada vez mais preparado para liderar a produção global de alimentos com inteligência, sustentabilidade e alta performance no campo”, completa Arthur Torres, diretor Comercial da Agrichem.

 





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Mercado de café segue volátil após tarifa dos EUA


As exportações de café do Vietnã e da Indonésia registraram crescimento no primeiro semestre de 2025, impulsionadas, em parte, pela menor disponibilidade de conilon brasileiro no mercado internacional.

Segundo dados do setor, no Vietnã, os embarques se mantêm acima dos níveis de 2024 desde fevereiro, quando a safra 2024/25 começou a ser comercializada. No acumulado de janeiro a julho, as exportações cresceram 6,9%. Apesar do desempenho recente, o volume total da safra 2024/25 ainda é inferior ao registrado em 2023/24, devido a um início mais lento e ao recorde de embarques nos primeiros meses da temporada anterior.

Na Indonésia, a recuperação já vinha ocorrendo em 2024, impulsionada pela maior produção da safra 2024/25. Conforme a analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, Laleska Moda, a ausência de vendedores brasileiros desde janeiro foi outro fator determinante. “A ausência de vendedores brasileiros no mercado desde janeiro também impulsionou os embarques, com aumento de 76% no primeiro semestre do ano”, afirmou. Com a boa safra de 2025/26, o país acumula alta de 58,1% nas exportações em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

A maior disponibilidade de café na Ásia e a redução dos diferenciais na região em parte de 2025 também favoreceram as vendas. No entanto, nas últimas semanas, os diferenciais aumentaram, principalmente no Vietnã, devido à menor oferta durante o período de entressafra. Comerciantes locais informam que a maior parte da safra 2024/25 já foi vendida, restando pouco estoque.

Sobre a nova temporada, a analista destacou: “No geral, o desenvolvimento permanece positivo, mas devemos monitorar a distribuição da precipitação mais de perto nos próximos meses. A colheita da nova temporada deve ocorrer entre outubro e novembro, com uma maior oferta de café chegando ao mercado em dezembro”.

Na Indonésia, parte expressiva da safra 2025/26 já foi comercializada. Os produtores aguardam preços mais altos antes de negociar o restante, em um cenário de diferenciais também em alta. O país enfrentou chuvas intensas nas últimas semanas. “Embora nenhuma grande perda tenha sido relatada, as chuvas interromperam o final da colheita e desaceleraram o comércio. Por outro lado, também surgiram relatos de uma diminuição na demanda por cafés asiáticos. Isso pode refletir tanto as recentes mudanças nos diferenciais, quanto a expectativa de aumento da disponibilidade de conilon brasileiro no segundo semestre do ano, já que a safra 2025/26 do Brasil está praticamente concluída”, explicou Laleska.

No cenário internacional, a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos também influencia os preços. Com a tarifa de 50% sobre o café brasileiro entrando em vigor na semana passada, o comércio entre os dois países foi interrompido. O café embarcado antes de 6 de agosto ainda poderá entrar nos EUA sem a tarifa, desde que chegue até 6 de outubro, mas a expectativa é de que não ocorram novos negócios no curto prazo.

“Isso apoiou os preços futuros, especialmente os do arábica. Nesse sentido, o contrato de setembro ultrapassou 300 centavos de dólar por libra-peso na última semana. Uma frente fria atingindo o Brasil nos próximos dias também apoiou os futuros. Os preços devem permanecer voláteis nos próximos meses devido às incertezas em relação aos impactos de médio e longo prazo na cadeia global de fornecimento de café”, afirmou a analista.





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Custo de produção do leite sobe 4,31% no Mato Grosso



O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com suplementação mineral




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (11), o Custo Operacional Efetivo (COE) para produzir leite em Mato Grosso subiu 4,31% no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, alcançando R$ 1,45 por litro. O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com suplementação mineral, outros custos e aquisição de animais, que tiveram alta de 6,79%, 14,99% e 18,81%, respectivamente.

No mesmo período, o preço médio pago ao produtor no estado foi de R$ 2,31 por litro, resultando em uma margem positiva de R$ 0,87 por litro quando considerado apenas o COE.

Por outro lado, ao incluir depreciações e mão de obra familiar, o Custo Operacional Total (COT) atingiu R$ 2,37 por litro. “Nesse cenário, a margem do produtor não se sustenta, ficando em -R$ 0,06 por litro”, destacou o Imea.

De acordo com a análise, a situação exige atenção, pois a viabilidade da atividade depende de margens que cubram não apenas os custos diretos, mas também investimentos de longo prazo. O instituto aponta que essa conjuntura já resulta em menor captação e produção, pressionando a rentabilidade.





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USDA indica avanço mais lento no algodão



Qualidade do algodão recua




Foto: Canva

O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (12) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que 93% da safra de algodão havia atingido o estágio de quadratura em 10 de agosto. O percentual representa dois pontos a menos em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior e um ponto abaixo da média dos últimos cinco anos.

Segundo o levantamento, 65% do algodão estava com capulhos em formação no final da última semana, índice sete pontos inferior ao do ano passado e seis pontos abaixo da média histórica. Já 8% da safra apresentava capulhos em abertura na mesma data, número quatro pontos abaixo do observado no ano anterior e dois pontos aquém da média.

O USDA informou ainda que 53% do algodão do país foi classificado como em condições de bom a excelente no dia 10 de agosto, resultado dois pontos percentuais inferior ao da semana anterior.





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Chuvas e calor marcam semana no México



USDA relata impactos da tempestade Ivo no México




Foto: Pexels – Pixabay

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (12) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), informou que a tempestade tropical Ivo passou, em 6 de agosto, a menos de 240 quilômetros ao sul de Acapulco, no estado de Guerrero, México. Dois dias depois, o fenômeno atingiu distância semelhante ao sul do extremo da Baixa Califórnia, seguindo para águas mais frias até sua dissipação.

De acordo com o boletim, Ivo estava imerso em uma profunda massa de umidade atmosférica, o que provocou chuvas generalizadas de 10 a 50 milímetros no cinturão de milho do planalto sul. Totais mais elevados, entre 100 e 200 milímetros, localmente superiores, foram registrados no sul de Veracruz e áreas próximas, como o norte de Oaxaca e partes de Chiapas.

O relatório também destacou que chuvas intensas se estenderam para o norte, alcançando o oeste do México, incluindo regiões de Nayarit, Sinaloa, sul de Sonora e sudoeste de Chihuahua. Entretanto, grande parte do norte do país registrou clima quente e seco, devido à interrupção temporária da circulação das monções norte-americanas.

As temperaturas da semana ficaram, em média, entre 2°C e 4°C acima do normal em grande parte de Sonora, Chihuahua e Coahuila. Pouca ou nenhuma chuva foi registrada no centro-norte e nordeste do México, com a condição se estendendo até o sul do país.





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Bahia amplia abastecimento de milho para pequenos criadores



ProVB já comercializou 5 milhões de quilos em 2025 na Bahia




Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçou, nesta semana, o abastecimento de milho para pequenos criadores na Bahia. De acordo com a Conab, a unidade de Itaberaba recebeu cerca de 78 mil quilos e a de Ribeira do Pombal, mais de 51 mil quilos. Os volumes integram um carregamento superior a 5 mil toneladas previsto para o estado, sendo 2 mil destinadas a Irecê, aproximadamente 1,5 mil a Itaberaba e cerca de 1,7 mil a Ribeira do Pombal. As entregas devem continuar nos próximos dias até completar o quantitativo programado para as unidades.

O milho é comercializado por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB), que permite a compra direta do grão por pequenos criadores. Segundo a Conab, “o limite mensal de aquisição é de até 27 toneladas por cliente, respeitando o consumo proporcional ao plantel registrado no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican)”. Os preços de venda são atualizados a cada quinzena e, até 15 de agosto, estavam fixados em R$ 69,00 por saca de 60 quilos nas unidades de Itaberaba e Irecê.

Podem participar do programa suinocultores, avicultores, bovinocultores, caprinocultores, ovinocultores, bubalinocultores, coturnicultores e aquicultores com Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) ou documento CAF-Pronaf ativos. A Conab explica que “também têm acesso produtores que, mesmo sem esses registros, possuam imóveis de até 10 módulos fiscais ou cuja renda anual se enquadre nos limites do Pronaf”.

No acumulado do ano, o ProVB na Bahia já comercializou mais de 5 milhões de quilos de milho, atendendo a cerca de 1,6 mil criadores em mais de 4,4 mil operações de venda. O estado conta com quase 1,2 mil criadores cadastrados em Itaberaba, aproximadamente 700 em Irecê e cerca de 1 mil em Ribeira do Pombal, totalizando cerca de 2,9 mil produtores aptos ao programa. Para solicitar a análise da documentação enviada no Sican, é necessário solicitar a habilitação no sistema do Balcão Digital.





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Agricultura deve enfrentar desafios com seca no Norte e no Sudeste e excesso de umidade no Sul, aponta Inmet


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou o prognóstico agroclimático para o trimestre de agosto, setembro e outubro de 2025, com destaque para um cenário de seca no Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e parte da Região Norte, enquanto o Sul do país deve registrar chuvas acima da média, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. As previsões indicam impactos diretos no desenvolvimento de culturas agrícolas e na disponibilidade de água no solo.

Segundo informações do Inmet, o déficit hídrico será mais intenso em áreas produtoras do Centro-Oeste e Norte do país, com redução significativa dos estoques de umidade no solo, em alguns casos inferiores a 30%. O fenômeno deve afetar culturas em final de ciclo, como milho e feijão, além de pastagens, aumentando a demanda por irrigação suplementar. Já no Sul, a expectativa é de manutenção de níveis elevados de umidade, o que favorece o cultivo de trigo, cevada e aveia, mas também pode dificultar operações de colheita em momentos de excesso de chuva.

No Norte, áreas do Pará, Rondônia, Tocantins e Acre devem enfrentar reduções de até 30 mm na precipitação em relação à média histórica, elevando o risco de perdas em lavouras irrigadas e sistemas agroflorestais. Em contrapartida, o noroeste do Amazonas e o norte de Roraima devem ter condições mais favoráveis para culturas perenes tropicais.

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O Nordeste terá cenário misto: enquanto o litoral leste de Alagoas, Sergipe e Pernambuco deve registrar chuvas acima da média, o interior da região, incluindo Maranhão, Piauí e Bahia, enfrentará seca mais acentuada a partir de setembro, com déficit superior a 100 mm, prejudicando lavouras de sequeiro e reduzindo a qualidade das pastagens.

No Sudeste, a previsão é de chuvas abaixo da média em todos os estados, com maior escassez no norte de Minas Gerais e parte do interior paulista. Essa condição pode comprometer o desenvolvimento de milho tardio e trigo de sequeiro, ao mesmo tempo em que favorece a colheita de cana-de-açúcar e café.

Já no Sul, a previsão é otimista para o desenvolvimento das culturas de inverno. O Rio Grande do Sul deve receber até 50 mm a mais de chuva do que o esperado, garantindo umidade adequada no solo. Contudo, o excesso hídrico em áreas pontuais pode exigir atenção redobrada no manejo e na programação das operações agrícolas





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Inoculação de soja reduz custos e aumenta produtividade



Além do impacto econômico, a prática fortalece a saúde do solo



Além do impacto econômico, a prática fortalece a saúde do solo
Além do impacto econômico, a prática fortalece a saúde do solo – Foto: Nadia Borges

A inoculação da soja vem ganhando destaque como estratégia essencial para reduzir custos e aumentar a sustentabilidade da produção. De acordo com a CropLife Brasil, o uso de inoculantes cresceu 15% na safra 2023/2024 em relação à anterior, com média anual de aumento de 21% nos últimos três anos — quatro vezes acima da média global. A técnica, que utiliza bactérias fixadoras de Nitrogênio, substitui grande parte da adubação nitrogenada, gerando economia expressiva. Considerando a produtividade média nacional de 3.560 kg/ha (Conab, 2024/25), a fixação biológica de Nitrogênio (FBN) pode evitar gastos de cerca de R$ 3.000,00 por hectare com Ureia.

Segundo Fernando Bonafé Sei, gerente técnico da Novonesis, a FBN pode fornecer mais de 300 kg de nitrogênio por hectare, reduzindo custos em até 95% e aumentando a produtividade em até 8% com a reinoculação anual (Embrapa, 2020). Além do impacto econômico, a prática fortalece a saúde do solo, promove a atividade microbiana e contribui para a ciclagem de nutrientes, alinhando-se a uma agricultura de menor impacto ambiental.

“A simbiose estabelecida entre as plantas e as bactérias fixadoras de nitrogênio permite que a cultura acesse e disponibilize o nitrogênio atmosférico, minimizando a dependência de fertilizantes sintéticos. Isso não apenas reduz o investimento financeiro do produtor, mas também contribui para a saúde do solo em longo prazo, diminuindo o custo ambiental da produção”, comenta.

Estudo da Novonesis, publicado no International Journal of Life Cycle Assessment, mostrou que o uso do inoculante Optimize® reduziu em até 4% as emissões de gases de efeito estufa por tonelada de soja produzida. A empresa também desenvolveu o CTS 1000®, que amplia a viabilidade das bactérias para até 90 dias após o tratamento industrial de sementes, proporcionando ganhos médios de 8,5 sacas/ha e nodulação mais eficiente.

 





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