terça-feira, julho 7, 2026

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Dólar recua no mercado à vista com petróleo em alta e impasse entre EUA e Irã


Dólar recua no mercado à vista com petróleo em alta e impasse entre EUA e Irã

O dólar opera em baixa no mercado à vista na manhã desta segunda-feira (27), em linha com a perda de força da moeda americana no exterior. O movimento ocorre em meio à alta do petróleo, após o fracasso das negociações para encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, no Paquistão. No mercado doméstico, agentes também acompanham dados de inflação, crédito e endividamento divulgados no Brasil.

Segundo informações da Associated Press, o Irã propôs encerrar o bloqueio do Estreito de Ormuz e reabrir portos em troca de retirar seu programa nuclear das negociações com os Estados Unidos. A proposta, mediada pelo Paquistão, foi considerada improvável pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que mantém a exigência de encerramento do programa atômico iraniano.

A alta do petróleo entrou no radar por seu efeito potencial sobre a inflação global e doméstica. No Brasil, o boletim Focus do Banco Central mostrou nova revisão para cima nas expectativas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A mediana para 2026 subiu de 4,80% para 4,86%, acima do teto da meta contínua de 4,50%. Para 2027, a projeção passou de 3,99% para 4,0%.

No crédito, as concessões livres dos bancos cresceram 19,4% em março ante fevereiro, para R$ 663,3 bilhões, e avançaram 9,1% em 12 meses, também segundo o Banco Central. O endividamento das famílias atingiu 49,9% em fevereiro, ante 49,8% em janeiro, igualando o pico histórico observado em 2022.

Ainda nesta segunda-feira (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, deve se reunir com presidentes-executivos de bancos para discutir um programa de renegociação de dívidas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agrishow: vice-presidente da FPA defende projeto de renegociação de dívidas rurais


Arnaldo Jardim, COP30
Reprodução Canal Rural

O vice-presidente da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim, defendeu no domingo (26) a criação de um projeto de renegociação das dívidas do setor rural. A declaração foi feita durante a 31ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), na presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ministros e representantes do agronegócio.

Ao tratar do tema, Jardim afirmou que a proposta não envolve perdão de débitos, mas a revisão das condições de pagamento para permitir a continuidade da atividade produtiva. Segundo o deputado, a demanda é para que produtores consigam cumprir compromissos financeiros em condições compatíveis com a realidade do setor.

O parlamentar disse que a renegociação vem sendo debatida no Congresso Nacional e citou uma proposta apresentada pelo senador Renan Calheiros. De acordo com Jardim, ele e o deputado Pedro Lupion devem rediscutir os termos do projeto ao longo desta semana. Até o momento, porém, não foram detalhados publicamente os critérios, prazos, taxas ou o universo de produtores que poderá ser atendido.

Na mesma fala, o deputado vinculou a discussão do endividamento ao avanço do seguro rural. Segundo ele, a cobertura atual não passa de 7,8% da área plantada no país. Na avaliação apresentada por Jardim, uma política de seguro mais abrangente reduziria a necessidade de renegociações em momentos de perda de produção ou maior pressão sobre a renda no campo.

O parlamentar também informou que há um projeto já aprovado no Senado com foco no tema e que a proposta aguarda deliberação na Câmara dos Deputados, sob relatoria de Pedro Lupion. Não foram informados, no evento, prazos para votação.

A discussão sobre dívidas e seguro rural tende a avançar no Congresso nas próximas semanas, segundo Jardim. O andamento dependerá da definição dos termos da renegociação e da tramitação das propostas já em análise na Câmara.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Agricultura regenerativa exige manejo integrado


A agricultura regenerativa ganhou espaço como tendência no campo, mas a execução ainda é apontada como um dos principais desafios para que os resultados apareçam nas áreas produtivas. A interpretação de que regenerar significa simplesmente eliminar insumos pode levar a decisões de manejo que comprometem a resposta do sistema e travam o desenvolvimento das lavouras.

Segundo Marcelo Fiorentim, engenheiro agrônomo, muita gente tem errado ao cortar insumos acreditando que a biologia resolverá sozinha, ao aumentar palhada sem compreender sua dinâmica e ao confiar apenas no laudo de análise de solo, ignorando o funcionamento do sistema. Para ele, quando esses fatores não são considerados em conjunto, o produtor pode não entender por que a área deixa de responder.

O material destaca que regenerar não é excluir, mas fazer o sistema funcionar. Isso passa por solo estruturado, raiz ativa e nutriente disponível no tempo certo. Sem essas condições, a proposta deixa de ser regeneração e passa a ser apenas uma ilusão de solo bom.

Um dos erros apontados é cortar a adubação sem garantir uma base nutricional adequada. A orientação apresentada é ajustar o solo primeiro e, depois, usar a biologia como multiplicador. O conteúdo ressalta que a biologia não cria nutrientes, mas potencializa o que já existe, e que o sistema precisa estar em condições de responder antes da atuação biológica.

Outro ponto é o manejo da palhada. O aumento de volume, sem controle da relação carbono e nitrogênio, pode imobilizar nitrogênio, dificultar o arranque da cultura e travar o sistema. A correção indicada é manejar a palhada com estratégia, priorizando decomposição e liberação de nutrientes no momento adequado.

A análise de solo também é tratada como ferramenta importante, mas insuficiente quando vista isoladamente. Teores altos não garantem nutrição se o nutriente não estiver disponível quando a planta precisa. Por isso, o manejo deve considerar o sistema como um todo, incluindo pH ajustado, raiz ativa e biologia ativa.

 





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Agrishow 2026: o peso da cadeira vazia


presidente Lula
Foto: Ricardo Stuckert/PR

A abertura da 31ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto, repete um cenário que se tornou comum: o vácuo deixado pelo presidente da República. No maior palco tecnológico do setor, o silêncio do Planalto é preenchido pelo discurso da oposição.

Enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin representa o governo, os holofotes se voltam para o governador Tarcísio de Freitas e o senador Flávio Bolsonaro. Eles capitalizam sobre a principal dor do setor: a insegurança no campo.

Memória do “desconvite”

A relação entre Lula e o agronegócio congelou em 2023, após o polêmico “desconvite” ao ministro Carlos Fávaro. Na época, Lula chamou organizadores de “fascistas”, criando uma cicatriz que o setor não esqueceu.

Essa mágoa não é apenas política, é ideológica. O produtor vê com temor a proximidade histórica do governo com o Movimento dos Sem Terra (MST) e o incentivo a agendas que colidem com o direito de propriedade.

Invasões e a insegurança jurídica

Um dos maiores pontos de atrito é a preocupação com a concessão de terras indígenas e a onda de invasões de propriedades produtivas. Para o produtor, o apoio de Lula a esses movimentos é um sinal de alerta sobre a estabilidade jurídica no campo.

O setor enxerga uma conivência que ameaça o direito de propriedade. Enquanto o governo foca na reforma agrária, o médio e o grande produtor temem perder o controle de suas terras para novas demarcações ou ocupações lideradas por movimentos sociais.

O divórcio entre o bolso e o coração

O paradoxo é evidente: o governo injeta recursos, mas o foco tem endereço certo. O Plano Safra da Agricultura Familiar 25/26 atingiu o recorde de R$ 89 bilhões, priorizando quem garante a comida no prato do brasileiro.

Infelizmente, não há como atender plenamente ao grande produtor, pois os recursos estatais são finitos e a prioridade social do atual governo fala mais alto. Diante da escassez orçamentária, o governo fez uma escolha clara pela base social da pirâmide produtiva.

A força do pequeno

A Agricultura Familiar representa 77% dos estabelecimentos do país e produz quase 85% da produção nacional de alimentos básicos. Enquanto o grande foco na exportação para mover o PIB, o pequeno garante a segurança alimentar interna.

Entretanto, ao ignorar a Agrishow para evitar vaias, Lula entrega o microfone para quem promete “tolerância zero” com invasões. No agro, quem não garante a segurança da terra, dificilmente conquista a confiança de quem nela trabalha.

Oportunidade perdida?

A cadeira vazia em Ribeirão Preto simboliza um governo que optou por um lado. No entanto, o comportamento hostil de parte do agronegócio também pode ser lido como um grande erro estratégico. Ao fechar as portas para o diálogo e transformar uma feira de tecnologia em um palanque puramente político, o setor arrisca perder a chance de negociar melhorias estruturais e garantias jurídicas diretamente com quem detém a caneta.

Enquanto a política tratar o campo apenas como palco de disputas e o setor responder com intransigência, a reconciliação será impossível. No campo, a confiança é como a safra: demora a crescer, mas pode ser prejudicada em uma única tempestade política.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Boletim Focus mantém Selic de 2026 em 13% e taxa de 2027 em 11%


Focus mantém Selic de 2026 em 13% e taxa de 2027 em 11%

A mediana das projeções do relatório Focus para a taxa básica de juros no fim de 2026 permaneceu em 13,0% nesta segunda-feira (27), segundo o Banco Central (BC). Para 2027, a estimativa seguiu em 11,0%. Os números foram divulgados às vésperas da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para esta quarta-feira (29), em um ambiente de incerteza inflacionária e revisão das expectativas do mercado.

No caso de 2026, a projeção está acima da registrada um mês antes, quando a mediana era de 12,50%. Considerando apenas as 110 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, o percentual também ficou em 13,0%, o que indica manutenção da leitura mais recente entre os agentes consultados.

Para 2027, a mediana seguiu em 11,0%, ante 10,50% observados um mês antes. Entre as 107 projeções revisadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa também permaneceu em 11,0%. Já para horizontes mais longos, o Focus manteve a Selic de 2028 em 10,0% pela 14ª semana seguida. Para 2029, a taxa caiu de 9,88% para 9,75%.

Na última reunião, realizada em 18 de março, o Copom reduziu a Selic de 15,0% para 14,75% ao ano, em corte de 0,25 ponto porcentual. Foi a primeira redução em quase dois anos. Na ocasião, o colegiado indicou aumento das incertezas, citando os efeitos do conflito no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz sobre o petróleo.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou em entrevista coletiva na quarta-feira (26 de março) que a postura conservadora da autoridade monetária ao longo de 2025 buscaria ampliar o tempo de avaliação dos efeitos da alta do petróleo sobre os preços domésticos.

Na pesquisa Projeções Broadcast, 33 de 37 instituições financeiras esperavam novo corte de 0,25 ponto nesta semana, para 14,50% ao ano. Esse conjunto de estimativas serve de referência para crédito, custo financeiro e decisões de investimento, mas o efeito prático dependerá do comunicado do Copom e da evolução da inflação.

Com as medianas de 2026 e 2027 estabilizadas em patamares mais altos do que os observados um mês atrás, o mercado mantém a leitura de juros elevados por período prolongado. O próximo sinal técnico virá da decisão e da comunicação do Copom nesta quarta-feira (29).

Fonte: Estadão Conteúdo

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Lideranças do agro criticam proposta sobre fim da escala 6×1 durante abertura da Expozebu


Lideranças do agro criticam proposta sobre escala 6x1 durante abertura da Expozebu

Lideranças do agronegócio concentraram críticas à proposta de mudança na escala de trabalho 6×1 no sábado (25), durante a abertura da Expozebu, em Uberaba (MG). O tema foi tratado por dirigentes de entidades do setor, que pediram discussão mais ampla sobre impactos na economia e na atividade produtiva. A manifestação ocorre na mesma semana em que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou a admissibilidade de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o assunto.

Na cerimônia, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, afirmou que a discussão precisa considerar “todas as consequências possíveis para o bom funcionamento da economia e do setor produtivo do Brasil”. Segundo ele, a proposta exige análise técnica e posicionamento do Congresso Nacional.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, também criticou a prioridade dada ao tema diante de outros gargalos estruturais. Ao citar transporte, segurança e questões fiscais, o dirigente defendeu planejamento de longo prazo e maior participação da sociedade no debate.

A tramitação legislativa ganhou novo passo nesta semana, com a aprovação da admissibilidade da PEC na CCJ da Câmara. Essa etapa analisa apenas a constitucionalidade do texto, sem entrar no mérito da proposta. O conteúdo detalhado da PEC e eventuais regras de transição não foram informados no material disponível.

Do ponto de vista prático, a discussão envolve a organização da jornada em atividades com necessidade de operação contínua, como segmentos da produção agropecuária, frigoríficos, transporte e serviços de apoio no campo. Segundo as entidades, eventuais mudanças podem afetar escalas de trabalho, custo operacional e planejamento de mão de obra, tema que ainda depende da redação final e da tramitação legislativa.

Após a análise de admissibilidade, a PEC ainda precisa passar pelas próximas etapas da Câmara. O avanço do debate tende a concentrar atenção de entidades do agro, do setor produtivo e do Congresso sobre os efeitos regulatórios e econômicos da proposta.

Fonte: Estadão Conteúdo

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CNA pede ao Ministério da Agricultura suspensão de pescado do Vietnã


Pescados
Foto: Ministério da Pesca e Aquicultura

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu, nesta segunda-feira (27), ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a suspensão das importações de pescado do Vietnã e a manutenção do embargo aos peixes do Equador. Em ofício enviado à pasta, a entidade argumenta que há risco sanitário associado a enfermidades detectadas nesses países e defende a adoção de medidas de precaução para proteção da aquicultura nacional.

Segundo a CNA, o pedido se baseia em “evidências científicas” sobre a presença de doenças relevantes sem a devida notificação à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Entre os pontos citados pela entidade estão o vírus da tilápia do lago (TiLV), identificado no Vietnã, e a Doença da Necrose Hepatopancreática Aguda (AHPND), registrada no Equador.

A confederação sustenta que essas enfermidades têm impacto produtivo elevado, com aumento de mortalidade e prejuízos econômicos à cadeia aquícola. De acordo com Francisco Farina, presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, “a eventual introdução desses agentes no Brasil poderia comprometer a produção e a segurança sanitária de toda a cadeia”.

O argumento da entidade inclui ainda a avaliação de que o Brasil não dispõe, neste momento, de planos de contingência e protocolos consolidados de prevenção, controle e erradicação para essas enfermidades. Para a CNA, a restrição solicitada não busca limitar o comércio internacional, mas assegurar equivalência sanitária entre o produto importado e as exigências aplicadas aos produtores brasileiros.

O tema também é acompanhado pela Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), que defende a suspensão da autorização para importação de tilápia do Vietnã. Em fevereiro de 2024, a entrada do produto havia sido suspensa de forma cautelar. Cerca de um ano depois, a medida foi revertida em meio às negociações para abertura do mercado vietnamita à carne bovina brasileira.

Na ocasião, o Mapa informou que uma análise de risco de importação apontou risco “negligenciável” para filés de tilápia destinados ao consumo humano e “muito baixo” para peixe inteiro, cuja importação segue desautorizada no Brasil.

Até o momento, o Ministério da Agricultura e Pecuária não anunciou nova decisão sobre o pleito da CNA. A definição poderá influenciar os protocolos sanitários aplicados ao pescado importado e o nível de proteção exigido para a produção aquícola brasileira.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mercado reduz projeção para crescimento do PIB brasileiro em 2026


Focus reduz projeção para crescimento do PIB brasileiro em 2026

A mediana das projeções do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026 recuou de 1,86% para 1,85%, segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (27). Há um mês, a estimativa também era de 1,85%. O levantamento reúne previsões de instituições financeiras e consultorias acompanhadas pela autoridade monetária.

Considerando apenas as 81 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, recorte mais sensível a mudanças recentes de cenário, a mediana passou de 1,89% para 1,87%. O dado mostra ajuste marginal nas expectativas de curto prazo para a atividade econômica de 2026.

Mesmo com a revisão, a projeção do mercado permanece acima da estimativa do próprio Banco Central. No Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre, a autoridade monetária projetou crescimento de 1,6% para o PIB em 2026. Já o Ministério da Fazenda trabalha com uma alta de 2,33%.

Para 2027, a mediana do Focus permaneceu em 1,80% pela 17ª semana consecutiva. No grupo das 78 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, houve nova oscilação, de 1,74% para 1,73%. Para 2028 e 2029, as medianas seguiram em 2,0%, pela 111ª e 58ª semana seguida, respectivamente.

As projeções de PIB são acompanhadas por agentes econômicos porque ajudam a balizar expectativas para consumo, investimento, arrecadação e condições de crédito. No agronegócio, esse acompanhamento também influencia decisões de planejamento, já que o ritmo da atividade econômica afeta demanda doméstica, custos financeiros e ambiente de negócios para produção, comercialização e aquisição de insumos e máquinas.

O quadro atual indica estabilidade nas expectativas de longo prazo e pequeno ajuste para 2026. As próximas edições do Focus devem mostrar se o movimento permanecerá pontual ou se haverá convergência maior entre as estimativas do mercado, do Banco Central e da equipe econômica.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Embrapa completa 53 anos como pilar da ciência agropecuária brasileira


Neste 26 de abril de 2026, a Embrapa celebra 53 anos de atuação, consolidada como uma das instituições científicas mais relevantes do país e referência global em agricultura tropical.

Criada oficialmente em 1973, a partir da Lei nº 5.851, a empresa nasceu com uma missão clara: desenvolver ciência, tecnologia e inovação para transformar a agricultura brasileira. Mais de cinco décadas depois, os resultados desse projeto são visíveis na produtividade do campo, na segurança alimentar e no posicionamento do Brasil como potência agroambiental.

Ao longo desse período, a instituição protagonizou uma transformação estrutural na agricultura nacional. Tecnologias desenvolvidas viabilizaram a ocupação produtiva de áreas antes consideradas marginais, como o Cerrado, além de impulsionar ganhos de eficiência em diferentes cadeias produtivas.

A construção de um projeto de Estado

A origem da empresa está diretamente associada à visão estratégica do então ministro da Agricultura, Luiz Fernando Cirne Lima, responsável por articular a criação de uma companhia pública voltada à pesquisa agropecuária.

Nesse processo, também teve papel fundamental o primeiro presidente, José Irineu Cabral, que liderou a implantação inicial e a estruturação de suas bases técnicas e organizacionais. Seu trabalho foi decisivo para consolidar o modelo de pesquisa que sustentaria o crescimento ao longo das décadas seguintes.

Na sequência, nomes como Eliseu Roberto de Andrade Alves contribuíram para a expansão e consolidação da atuação em diferentes frentes da pesquisa agropecuária. Ao longo da trajetória, a organização se caracterizou por uma gestão baseada em diretorias colegiadas, nas quais diferentes lideranças executivas tiveram papel relevante na condução estratégica.

Liderança atual e agenda de inovação

Atualmente, a empresa é presidida por Silvia Massruhá, desde maio de 2023. A gestão tem ampliado o foco em agricultura digital, inteligência artificial, sustentabilidade e novas fronteiras tecnológicas, mantendo a organização alinhada às demandas contemporâneas do agro.

Presidentes ao longo da história

Ao longo de seus 53 anos, a instituição foi conduzida por diferentes lideranças que ajudaram a consolidá-la como referência global em pesquisa agropecuária tropical. Desde sua criação, a gestão também se caracterizou por um modelo de decisões colegiadas, com participação ativa das diretorias executivas.

Confira os presidentes ao longo da trajetória:

José Irineu Cabral (1973–1978)

Eliseu Roberto de Andrade Alves (1979–1984)

Luiz Carlos Pinheiro Machado (1985)

Ormuz Freitas Rivaldo (1986–1988)

Carlos Magno Campos da Rocha (1989–1990)

Murilo Xavier Flores (1990–1995)

Alberto Duque Portugal (1995–2002)

Clayton Campanhola (2003–2005)

Silvio Crestana (2005–2009)

Pedro Arraes (2009–2012)

Maurício Antônio Lopes (2012–2018)

Sebastião Barbosa (2018–2019)

Celso Luiz Moretti (2019–2023)

Silvia Massruhá (2023–atual)

Rede nacional e diversidade de atuação

Com mais de 40 unidades de pesquisa distribuídas pelo país, a empresa atua de forma abrangente, contemplando diferentes biomas e sistemas produtivos. Além de centros já reconhecidos, como Embrapa Soja, Embrapa Gado de Corte e Embrapa Cerrados, outras unidades desempenham papel estratégico na diversificação da pesquisa nacional.

É o caso da Embrapa Hortaliças, Embrapa Territorial, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e da Embrapa Semiárido, esta última responsável por avanços fundamentais na produção de frutas irrigadas no Nordeste brasileiro, contribuindo para o desenvolvimento regional e a geração de renda.

Essa capilaridade permite o desenvolvimento de soluções adaptadas às diferentes realidades do país, abrangendo desde genética e biotecnologia até manejo de solo, clima e agricultura de precisão.

Impacto econômico e social

Os avanços tecnológicos impulsionados ao longo das últimas décadas também tiveram reflexos diretos na economia e no consumo. Com o aumento da produtividade e da eficiência no campo, o preço real dos alimentos apresentou tendência de queda ao longo dos anos, ampliando o poder de compra da população brasileira e contribuindo para a segurança alimentar.

Mais do que ganhos produtivos, trata-se de um impacto estrutural que conecta ciência, economia e sociedade.

Um legado que projeta o futuro

Ao completar 53 anos, a instituição reafirma seu papel como um dos principais ativos estratégicos do Brasil. Sua trajetória demonstra como o investimento contínuo em ciência e inovação pode transformar realidades e posicionar o país de forma competitiva no cenário global.

Celebrar a Embrapa é reconhecer um projeto de longo prazo que segue em evolução, sustentado pelo conhecimento, pela pesquisa e pelo compromisso com o desenvolvimento do Brasil.





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Governo anuncia programa de R$ 10 bi para financiar máquinas agrícolas durante a Agrishow


Geraldo Alckmin
Foto: Cadu Pinotti/ Agência Brasil

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, anunciou neste domingo (26), durante a abertura da 31ª edição da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um programa de financiamento de máquinas agrícolas com a promessa de reduzir os juros pagos pelos agricultores. O “Move Agrícola” prevê liberar, dentro de três semanas, um total de R$ 10 bilhões, com taxa de “um dígito” – o porcentual não foi especificado.

“O governo está estruturando o ‘Move Agrícola’ para garantir crédito mais acessível ao produtor e à indústria de máquinas”, afirmou Alckmin. Segundo ele, a medida atende a uma demanda recorrente do setor, especialmente em um cenário de juros elevados.

Os recursos serão operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em parceria com instituições financeiras. Alckmin declarou que o programa busca estimular a modernização do parque agrícola brasileiro e, com isso, ampliar a competitividade do País.

Além do novo programa, Alckmin sinalizou outras frentes de atuação do governo federal. Entre elas, a ampliação do seguro rural – considerado um dos gargalos estruturais do agro brasileiro. Atualmente, a cobertura atinge pouco mais de 7% da área plantada no País.

O vice-presidente reconheceu a limitação e afirmou que o governo pretende avançar no tema, mas com cautela fiscal. “Vamos melhorar o seguro rural com toda a responsabilidade fiscal”, disse, indicando que eventuais mudanças dependerão do equilíbrio das contas públicas.

Outro ponto sensível abordado foi a renegociação das dívidas do setor. Alckmin confirmou que o governo trabalha em um programa que contemple tanto produtores adimplentes quanto inadimplentes, com o objetivo de reequilibrar financeiramente a atividade no campo.

O vice-presidente mencionou, ainda, medidas que podem beneficiar o agronegócio de forma indireta, como a ampliação da lista de produtos com tarifa de importação zerada e a desoneração das exportações prevista na reforma tributária.

Reivindicações

A cobrança por medidas concretas partiu de lideranças do setor presentes na cerimônia de abertura da Agrishow. O deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), reforçou a necessidade de um modelo estruturado de renegociação de dívidas.

Segundo ele, não se trata de perdoar os produtores, mas de adotar ações que permitam a eles manter suas atividades. “É indispensável que ele consiga pagar seus compromissos e retomar sua capacidade produtiva”, afirmou.

Jardim também falou sobre a urgência de ampliar o seguro rural, argumentando que uma cobertura mais robusta reduziria a necessidade de renegociações frequentes. Ele lembrou que há projetos em tramitação no Congresso para fortalecer a política de seguro, mas que ainda dependem de avanços legislativos.

Plano Safra

Em sua primeira participação na Agrishow como ministro da Agricultura, André de Paula adotou um discurso focado na ampliação do crédito e na redução dos custos financeiros. O ministro declarou que pretende buscar um novo recorde de recursos para o próximo Plano Safra, mas que o volume, por si só, não é suficiente. “Mais importante do que o montante é garantir taxas de juros que permitam ao produtor acessar esse crédito”, declarou.

De Paula também se comprometeu a atuar pela aprovação do projeto de lei do seguro rural. Ele defendeu a construção de um modelo sustentável, com mecanismos que garantam continuidade mesmo em cenários de restrição orçamentária.

Outro ponto destacado foi a disposição do ministério em dialogar sobre a renegociação de dívidas. De acordo com o ministro, a pasta estará aberta a pensar em soluções em conjunto com o setor e o Congresso Nacional.

“Não-anúncio”

Representantes do agronegócio, entre eles Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), uma das entidades organizadoras da Agrishow, afirmam que havia uma expectativa de que o governo federal anunciasse medidas para atacar os “grandes problemas estruturantes do agro” e, por isso, ficou uma sensação de frustração.

“Esperávamos que fossem feitos anúncios, mas estamos classificando como um ‘dia do não-anúncio’”, disse à reportagem. “O governo reconheceu a importância de termos uma autossustentação de fertilizantes, de termos crédito, de termos seguro, mas não houve nada prático nesse sentido. Não bastasse isso, colocaram a culpa dos juros altos na guerra (do Oriente Médio). Sabemos que os juros não abaixam por causa da inflação”.

Diante deste cenário, Meirelles diz que a principal orientação aos agricultores será a de evitar investimentos no momento, mas de focar em aumentar a produtividade das lavouras, a fim de reduzir as pressões dos custos.

“Todos esses pontos que apontamos são no intuito de começarmos a criar um país que não perca as oportunidades que estamos perdendo. Precisamos, agora, criar um projeto Brasil, com planejamento para os próximos 20 anos”.

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