Lideranças do agro criticam proposta sobre fim da escala 6×1 durante abertura da Expozebu

Lideranças do agronegócio concentraram críticas à proposta de mudança na escala de trabalho 6×1 no sábado (25), durante a abertura da Expozebu, em Uberaba (MG). O tema foi tratado por dirigentes de entidades do setor, que pediram discussão mais ampla sobre impactos na economia e na atividade produtiva. A manifestação ocorre na mesma semana em que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou a admissibilidade de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o assunto.
Na cerimônia, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, afirmou que a discussão precisa considerar “todas as consequências possíveis para o bom funcionamento da economia e do setor produtivo do Brasil”. Segundo ele, a proposta exige análise técnica e posicionamento do Congresso Nacional.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, também criticou a prioridade dada ao tema diante de outros gargalos estruturais. Ao citar transporte, segurança e questões fiscais, o dirigente defendeu planejamento de longo prazo e maior participação da sociedade no debate.
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A tramitação legislativa ganhou novo passo nesta semana, com a aprovação da admissibilidade da PEC na CCJ da Câmara. Essa etapa analisa apenas a constitucionalidade do texto, sem entrar no mérito da proposta. O conteúdo detalhado da PEC e eventuais regras de transição não foram informados no material disponível.
Do ponto de vista prático, a discussão envolve a organização da jornada em atividades com necessidade de operação contínua, como segmentos da produção agropecuária, frigoríficos, transporte e serviços de apoio no campo. Segundo as entidades, eventuais mudanças podem afetar escalas de trabalho, custo operacional e planejamento de mão de obra, tema que ainda depende da redação final e da tramitação legislativa.
Após a análise de admissibilidade, a PEC ainda precisa passar pelas próximas etapas da Câmara. O avanço do debate tende a concentrar atenção de entidades do agro, do setor produtivo e do Congresso sobre os efeitos regulatórios e econômicos da proposta.
Fonte: Estadão Conteúdo
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