segunda-feira, julho 6, 2026

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Acordo Mercosul-União Europeia é promulgado e entra em vigor em 1º de maio


Foto criada por IA.
Foto criada por IA.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (28), o decreto que permite a aplicação imediata do acordo de comércio entre o Mercosul e a União Europeia no Brasil, viabilizando sua entrada em vigor na sexta-feira (1º de maio).

Na prática, o tratado estabelece uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, envolvendo mais de 720 milhões de pessoas e conectando economias da América do Sul e da Europa.

A entrada em vigor inicia um processo gradual de abertura comercial entre os blocos. O Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, deverá zerar tarifas sobre 91% dos produtos europeus em até 15 anos. Já a União Europeia prevê eliminar tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

Com o acordo, haverá ampliação do acesso ao mercado europeu, especialmente para produtos agropecuários. O texto também prevê redução de barreiras comerciais, padronização de regras sanitárias e facilitação de processos aduaneiros. Além disso, empresas passam a ter maior acesso a compras governamentais nos países dos dois blocos.

Impactos esperados

A ApexBrasil estima que o acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação dos produtos vendidos ao exterior.

O agronegócio tende a ser um dos principais beneficiados, com maior competitividade para itens como carnes, açúcar e etanol. Ao mesmo tempo, setores industriais devem enfrentar maior concorrência de produtos europeus no mercado interno.

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O campo no vermelho: juros altos e desvalorização do dólar desafiam o produtor rural


Ilustração que mostra que o produtor rural anda preocupado com dívidas
Ilustração feita por IA para o Canal Rural

O agronegócio brasileiro vive hoje o paradoxo da eficiência: produzimos como gigantes, mas pagamos as contas como reféns.

O cenário para o biênio 2026/2027 não desenha uma bonança, mas sim um teste de resistência para quem está sobrevivendo ao “custo Irã” e à escalada brutal dos preços dos insumos.

A guerra no Oriente Médio não é mais um evento distante na TV. Ela é o preço do fertilizante nitrogenado que pressiona as margens da produção agrícola no nosso país.

O Brasil importa quase todo o seu consumo de ureia, e boa parte disso atravessa zonas de conflito que podem fechar a qualquer momento.

Vivemos sob a sombra de uma montanha de dívidas que não para de crescer. O endividamento global já encosta nos 350% do PIB mundial.

No Brasil, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que a dívida pública pode atingir 100% do PIB em 2027, que pagamos 8% do PIB além da inflação. É um sistema erguido sobre promessas de pagamento que a produção real dificilmente conseguirá honrar sem sacrifícios brutais.

Nesse cenário, o dólar vive uma crise de identidade. Embora o câmbio doméstico pareça alto, a moeda americana perde valor no mercado mundial pelas ações do atual presidente dos EUA.

Políticas de isolamento e sanções empurram bancos centrais para longe da divisa, corroendo sua hegemonia e gerando instabilidade sistêmica.

A tendência no mercado interno é de manutenção de juros em patamares elevados. Atualmente em 14,75% ao ano, o Boletim Focus projeta que a Selic encerre 2026 em 13% e 2027 em 11%.

O alto endividamento público exige que o Banco Central mantenha os juros altos para segurar a inflação e atrair capital, sufocando o crédito para o produtor.

Não se trata de futurologia, mas de constatação empírica. A rentabilidade foi drenada. O que sobra para o produtor é um potencial de endividamento perigoso e uma exposição de risco jamais vista.

O campo encara um horizonte onde a sobrevivência exigirá muito mais mais do que boa colheita: exigirá uma engenharia financeira implacável para não sucumbir ao custo do dinheiro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Nova frente fria traz chuva forte e muda o tempo em algumas regiões do país


Uma nova frente fria começa a se formar na costa do Sudeste e deve reorganizar o tempo no Brasil nos próximos dias.

O sistema, associado a uma área de baixa pressão próxima ao litoral de São Paulo, reforça as instabilidades no Sul e amplia as condições para chuva moderada a forte em áreas do Sudeste, especialmente no estado paulista.

Enquanto isso, temporais seguem atuando no Sul e avançam de forma irregular por outras regiões, mantendo o contraste entre excesso de chuva e baixa umidade no interior do país.

Sul

No Sul do país, a chuva já ocorre desde cedo entre o Paraná e Santa Catarina. As instabilidades atingem principalmente a metade sul paranaense e o norte catarinense, com potencial para temporais e acumulados elevados.

Ao longo do dia, a chuva avança por áreas do Paraná, metade oeste de Santa Catarina e chega ao extremo norte do Rio Grande do Sul. Já no restante do território gaúcho, o tempo permanece firme.

As temperaturas seguem mais baixas pela manhã no Rio Grande do Sul, com elevação à tarde. Há chance de geada no sudeste do estado. O mar fica agitado no litoral gaúcho e catarinense.

Sudeste

No Sudeste, a frente fria se afasta para o oceano, mas um novo sistema de baixa pressão se forma próximo à costa de São Paulo, favorecendo a chuva.

Há previsão de pancadas moderadas a fortes no sul e litoral paulista, com trovoadas. A chuva também atinge o litoral norte do Espírito Santo e pontos do sudoeste de São Paulo, porém com menor intensidade.

Nas demais áreas da região, o tempo segue estável. As temperaturas permanecem elevadas, mas caem no sul paulista devido à nebulosidade.

A umidade do ar entra em alerta em áreas do interior, com índices abaixo de 30% no norte de São Paulo, Triângulo Mineiro e interior de Minas Gerais. Rajadas de vento podem chegar a 50 km/h entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a previsão é de pancadas de chuva desde cedo no norte, nordeste e interior de Mato Grosso. No sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul, há risco de temporais.

Durante a tarde, as instabilidades se intensificam em grande parte de Mato Grosso e em áreas do oeste e sul de Mato Grosso do Sul.

Já em Goiás, o tempo permanece firme na maior parte do estado, com destaque para a baixa umidade do ar, que pode ficar abaixo dos 30%, especialmente no sudeste e entorno de Goiânia.

Nordeste

No Nordeste, a chuva se concentra na faixa litorânea, entre o Rio Grande do Norte e a Bahia, influenciada pela umidade marítima.

Há previsão de pancadas mais intensas entre o Ceará, Maranhão e norte do Piauí, com risco de temporais isolados. No interior da região, o tempo segue seco e quente.

A umidade relativa do ar também preocupa em áreas do interior, especialmente no sul do Piauí e na Bahia.

Norte

Na região Norte, a presença de umidade mantém o tempo instável. Pancadas de chuva ocorrem desde cedo em estados como Amazonas, Pará, Rondônia e Acre.

Ao longo do dia, as instabilidades se intensificam, com risco de temporais em grande parte da região, especialmente no Amazonas, Pará, Amapá e Rondônia.

No Tocantins, a chuva é mais irregular, com tempo firme em parte do estado.

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Agricultura de precisão é destaque na Agrishow 2026


A 31ª edição da Agrishow destaca o avanço da agricultura de precisão como uma das principais tendências tecnológicas do setor. O modelo reúne ferramentas como GPS, sensores, inteligência artificial, drones e softwares para formar um sistema integrado de gerenciamento das lavouras, com foco na otimização da produção.

A proposta da agricultura de precisão é aplicar insumos na quantidade, no local e no momento adequados, com base em dados coletados e analisados em tempo real. O uso dessas tecnologias permite ao produtor reduzir custos, elevar a produtividade e diminuir impactos ambientais, a partir de decisões orientadas por informações sobre solo e condições das culturas.

Para o presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, o avanço tecnológico tem alterado a dinâmica do setor. “as novas tecnologias estão promovendo uma revolução no agronegócio. Os produtores podem estruturar melhor suas operações, embasados em dados reais e seguros. Desta forma, o trabalho humano no campo se torna cada vez mais estratégico e qualificado e o agricultor consegue tomar decisões mais assertivas, além de fazer uma gestão mais eficiente, com maior controle das variáveis climáticas, de logística e financeiras”.

Entre as empresas expositoras, a AGTech apresenta soluções voltadas à automação, conectividade e uso de dados em tempo real. Segundo a companhia, o portfólio integra máquinas, sistemas e pessoas para ampliar a eficiência das operações, desde o plantio até a colheita, com apoio de tecnologias como agricultura de precisão e drones.

Outro destaque é a Sigma, que expõe equipamentos para monitoramento ambiental e produtivo. Entre eles, a estação Sensor Carbon Node LI-720, voltada à medição de carbono em sistemas agrícolas, além de sensores para evapotranspiração e análise da estrutura das culturas, utilizados no acompanhamento do desempenho das lavouras.





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Super Quarta: Banco Central e Fed decidem sobre juros com crise do petróleo no radar


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quarta-feira (29), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a Super Quarta chega com mercado sem convicção e petróleo acima de US$ 104 pressionando o cenário. O IPCA-15 veio abaixo do esperado, mas a composição pior limita alívio para o Banco Central.

O Copom deve cortar 0,25 ponto com comunicado cauteloso, enquanto o Fed enfrenta o dilema entre choque de energia e atividade resiliente. Ibovespa caiu 0,51% aos 188 mil pontos e dólar ficou estável a R$ 4,98.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Agrishow reúne os mais recentes lançamentos do mercado de drones


Cada vez mais a agricultura tem se beneficiado do uso de drones. Segundo o Ministério da Agricultura (MAPA), o número de equipamentos em operação nas propriedades rurais do país saltou de cerca de três mil em 2021 para 35 mil em 2025. E projeções do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) apontam que em três anos 100 mil equipamentos podem estar em uso no campo.

Entre os fatores que explicam essa expansão estão o aumento da eficiência, especialmente em operações de pulverização, além da redução no consumo de água e insumos. Alguns modelos, por exemplo, que têm capacidade para até 50 litros, podem gerar uma economia de até 30% no consumo de defensivos agrícolas e outros insumos. No plantio, há drones que conseguem semear até 50 hectares por dia.

Para o presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, os drones se tornaram ferramentas essenciais para aumentar a produtividade no campo. “Hoje temos equipamentos com tecnologias embarcadas que mapeiam solos, analisam culturas e fazem pulverização com precisão. Isso auxilia o produtor na tomada de decisões a partir da coleta e análise de dados. São recursos que tornam a operação mais rápida, eficiente e sustentável”, diz.

Agrishow reúne os mais recentes lançamentos do mercado de drones

Em parceria com a Agrosure, a EAvision apresenta sua linha de drones voltados para pulverização inteligente. São modelos como o J70 que comporta carga de 35 litros de pulverização, 50 quilos de distribuição e vazão de 16 litros por minuto. Já o J150, trabalha com até 70 litros de pulverização, 80kg de distribuição e vazão de até 40 litros por minuto.

Outro destaque é uma solução da Xmobots capaz de reduzir em até R$ 136 mil o custo operacional por safra. Trata-se de uma combinação entre SPAD e DAASFY, chamada de SPAD 200B, desenvolvida para tornar a pulverização agrícola mais eficiente, com menor consumo de combustível, menos tempo de operação e maior previsibilidade de custos.

A DJI Agriculture apresenta sua nova geração de drones voltados para facilitar o trabalho no campo. Entre os lançamentos para esta Agrishow estão a linha Agras (T100, T70P, T25P) e o drone de carga FlyCart 100, focando em pulverização, semeadura e logística. Outros equipamentos como o DJI FlyCart 100 trabalham na logística da propriedade, com capacidade de carga pesada, entre 80kg e 85kg.





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CNA apresenta propostas para o Plano Safra 2026/2027


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou, na terça (28), o documento com as dez propostas da entidade para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027.

O documento foi entregue pelo presidente da CNA, João Martins, ao ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

No documento, a CNA destaca os pontos prioritários para o próximo ciclo, com foco em iniciativas estruturantes como previsibilidade do orçamento, planejamento plurianual, e no fortalecimento da saúde financeira do produtor, nos instrumentos de renegociação de dívidas, ampliação do acesso ao crédito e recursos para o seguro rural.

As propostas foram construídas em parceria com as Federações estaduais de agricultura e pecuária, sindicatos e produtores rurais durante encontros realizados nas cinco regiões brasileiras.

As sugestões buscam assegurar a sustentabilidade econômica do setor e preservar o papel estratégico do Brasil como um dos principais produtores e fornecedores de alimentos do mundo.

Na introdução do documento, a CNA destaca que diante do atual cenário internacional e doméstico adverso, marcado por incerteza, volatilidade e riscos crescentes, o fortalecimento das políticas agrícolas deixa de ser apenas desejável e passa a ser condição necessária para a estabilidade da produção, o controle da inflação de alimentos e a garantia da segurança alimentar.

A entidade esclarece que o setor tem operado sob forte pressão de custos, juros elevados, restrições financeiras, clima altamente instável e adverso e, por essas razões, vem mantendo a produção à custa de maior endividamento e redução de margens.

Nesse contexto, o Plano Safra 2026/27 assume caráter decisivo, já que não se trata apenas de ampliar recursos, mas de reestruturar e fortalecer os instrumentos de política agrícola, garantindo acesso efetivo ao crédito, previsibilidade, gestão de riscos e condições efetivas para a continuidade da produção.

A CNA entende que a política de crédito rural deve buscar soluções que conciliem liquidez ao produtor, mitigação de riscos, instrumentos adequados de renegociação e segurança institucional, de modo a sustentar a atividade produtiva sem desorganizar os incentivos e a confiança no mercado de financiamento.

Previsibilidade – No documento, a Confederação demonstra preocupação com o descompasso entre o orçamento anual e o ciclo do Plano Safra, que dificulta o planejamento das operações dos produtores, cooperativas e agentes financeiros. “A assimetria entre o calendário orçamentário e o agrícola prejudica a previsibilidade e dificulta o planejamento adequado das políticas públicas voltadas ao agro”.

Além da questão do calendário, também é preocupante a insuficiência de recursos previstos no Orçamento Geral da União (OGU), que não são compatíveis com a demanda do setor. O cenário é agravado em um ambiente de juros mais elevados, que aumentam o custo fiscal para o governo manter o crédito subsidiado, exigindo complemento de recursos durante o ano para o agro.

“Por isso, a previsibilidade orçamentária, a compatibilização entre o OGU e o Plano Safra e a alocação de recursos em volume adequado são condições essenciais para dar segurança ao planejamento do agro e evitar descontinuidades em políticas estruturantes para o setor”, afirma o documento.

Plano Plurianual – Outra prioridade da CNA para a safra 2026/27 é um novo modelo orçamentário plurianual para as políticas agrícolas. A justificativa da entidade é de que, embora o PAP seja apresentado como um compromisso para todo o ciclo da safra, a implementação permanece a uma lógica anual, fragmentada e sujeita a interrupções, contingenciamentos e reprogramações ao longo do período produtivo.

Para a CNA, o novo modelo orçamentário do Plano Safra deve ser orientado pela previsibilidade, pela plurianualidade e pela continuidade de execução. “Mais do que ampliar valores anunciados, deve fortalecer a qualidade institucional do plano, com uma arquitetura orçamentária compatível com a dinâmica da produção”.

Segundo a entidade, a adoção de uma programação plurianual indicativa representa um passo essencial para trazer maior racionalidade, previsibilidade e capacidade de planejamento à política agrícola brasileira.

Essa programação pode contemplar, entre outros pontos, a equalização da taxa de juros com sinalização prévia de recursos; a subvenção ao seguro rural com horizonte de médio prazo; instrumentos emergenciais para eventos severos com reserva programada e priorização gradual de gargalos estruturais do setor com definição de etapas e metas para áreas, como armazenagem, irrigação e recuperação de solo.

Propostas – As propostas apresentadas pela CNA para o Plano Safra 2026/2027 buscam contribuir para a construção de uma política agrícola mais robusta, estável e eficiente. Ao priorizar a melhoria dos instrumentos existentes, a ampliação do acesso ao crédito, o fortalecimento do seguro rural e a integração com mecanismos de gestão de risco e comercialização, o objetivo é reduzir vulnerabilidades e criar condições para o desenvolvimento sustentável do setor.

Além das propostas prioritárias, o documento possui 6 capítulos: Introdução, Crédito Rural, Gestão de Riscos, Endividamento e saúde financeira do produtor rural, Mercado de Capitais e Proposta da “Lei do Agro 3”.

Veja as 10 propostas da CNA para o próximo Plano Safra:

1 – Possibilitar a construção de um novo modelo de Plano Agrícola e Pecuário Plurianual, com direcionamentos para programas prioritários;

2 – Garantir R$ 4 bilhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e a aprovação do Projeto de Lei nº 2.951/2024, que prevê a modernização do seguro rural;

3 – Assegurar efetivos R$ 623 bilhões no Plano Agrícola e Pecuário 2026/2027, sendo R$ 104,9 bilhões destinados à agricultura familiar e R$ 518,2 bilhões à agricultura empresarial, com recursos exclusivos do crédito rural tradicional;

4 – Promover medidas de apoio à saúde financeira do produtor rural e apoiar a aprovação do Projeto de Lei nº 5.122/2023;

5 – Atualizar e ampliar os limites de Renda Bruta Agropecuária (RBA) para enquadramento no Pronaf, no Pronamp e nas demais categorias de produtores;

6 – Apoiar e assegurar a aprovação da proposta de nova Lei do Agro (“Lei do Agro 3”);

7 – Promover ajustes no ambiente de negócios do crédito rural, reduzindo burocracias, eliminando extrapolações infralegais e fortalecendo o combate à venda casada;

8 – Nos programas de investimento agropecuário, priorizar o RenovAgro, o PCA e o Proirriga;

9 – Ampliar os fundos garantidores para operações de custeio e investimento agropecuário;

10 – Ampliar os mecanismos de financiamento privado do agro no mercado de capitais.





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Brasil e Uruguai ampliam cooperação no agronegócio


O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta terça-feira (28), em Brasília, o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Alfredo Fratti, para tratar de temas prioritários do agronegócio regional. O encontro ocorreu na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Durante a reunião, os ministros reafirmaram a importância da relação bilateral entre Brasil e Uruguai, marcada pela cooperação e pelo intercâmbio comercial. André de Paula destacou o papel do Uruguai como parceiro nas áreas comercial, técnica e institucional, enquanto Alfredo Fratti ressaltou a relevância do diálogo contínuo para a construção de soluções conjuntas no agronegócio.

Entre os temas discutidos estiveram o setor leiteiro, o acordo entre Mercosul e União Europeia e ações para ampliar oportunidades comerciais. Segundo André de Paula, o governo brasileiro acompanha as pautas com atenção, considerando aspectos técnicos e legais para fortalecer a parceria entre os países.

Outro ponto abordado foi a cooperação em ciência, tecnologia e inovação, com a implantação da primeira Unidade Mista de Pesquisa e Inovação internacional. A iniciativa envolve a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria e os ministérios da Agricultura de ambos os países.

Também foi discutido o Memorando de Entendimento firmado em dezembro de 2025, voltado ao desenvolvimento de políticas, produtos e tecnologias de origem biológica para a produção agropecuária. Alfredo Fratti destacou o interesse na agenda de bioinsumos, enquanto o Brasil reiterou a disposição de ampliar o intercâmbio técnico nessa área.

Brasil e Uruguai mantêm parceria no âmbito do Mercosul, do Conselho Agropecuário do Sul e de outros fóruns regionais. Em 2025, o comércio bilateral entre os dois países somou cerca de US$ 2,22 bilhões, com exportações brasileiras de aproximadamente US$ 989,9 milhões e importações de US$ 1,23 bilhão provenientes do Uruguai.

 





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Pesquisa inédita revela que remineralizadores reduzem efeito estufa em pastagens no Cerrado


Estudo em pastagens do Cerrado mostrou que remineralizadores à base de rochas silicáticas podem reduzir as emissões de gases de efeito estufa do solo quando comparados ao fertilizante convencional à base de potássio. Entre as fontes testadas, a biotita xisto apresentou o menor potencial de aquecimento global no período monitorado.

A técnica que utiliza rochas moídas para combater o aquecimento global teve sua eficácia conformada no bioma Cerrado. Pesquisa pioneira conduzida pela Embrapa Cerrados e pela Universidade de Brasília (UnB) comprovou que os remineralizadores de solo – conhecidos popularmente como “pós de rocha” – podem reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEEs) de pastagens, validando resultados antes observados apenas em clima temperado.

Foram testados dois tipos de pós de rocha: o basalto e a biotita xisto. A biotita xisto apresentou a menor emissão de gases de efeito estufa – quatro vezes menos em comparação com o fertilizante comercial cloreto de potássio (KCl). Foram 82 contra 415 quilos de dióxido de carbono (CO2) equivalente por hectare. Os resultados foram publicados na revista internacional Agronomy.

A mitigação das emissões de GEE é um dos desafios da agropecuária no bioma Cerrado. Na pecuária, o metano resultante da digestão dos alimentos pelos animais e o óxido nitroso emitido pelo uso de fertilizantes nitrogenados e manejos da pastagem contribuem para o efeito estufa. O óxido nitroso, embora menos conhecido que o dióxido de carbono (CO2), apesar de ser emitido em menor concentração, é quase 300 vezes mais potente para o aquecimento do planeta.

No Brasil, as pastagens ocupam cerca de 155 milhões de hectares, o que confere ao setor um papel estratégico, tanto no problema quanto na solução. Práticas que aumentem a eficiência do uso de nutrientes, promovam o sequestro de carbono no solo e reduzam perdas na forma de gases são consideradas fundamentais para viabilizar uma agropecuária de baixo carbono.

Novas alternativas para a pecuária

Diferente dos fertilizantes convencionais, como o cloreto de potássio (KCl), apesar de terem efeito imediato, os remineralizadores têm menor pegada ambiental, já que são obtidos pela moagem de rochas silicáticas, sem processos químicos.

Sobre o estudo realizado, Marcus Vinícius dos Santos, engenheiro agrônomo, bolsista da Embrapa e primeiro autor do artigo, destaca os resultados como positivos: “Registramos uma das menores emissões de óxido nitroso [N2O] com o uso da biotita xisto na dose, de 151 toneladas por hectare”.

Já a pesquisadora da Embrapa Cerrados e orientadora do estudo, Alexsandra de Oliveira, ressaltou o potencial desses materiais para o alcance de uma agricultura ambientalmente mais sustentável. “Estamos buscando alternativas que possam reduzir a dependência dos fertilizantes sintéticos importados que usamos para a adubação das pastagens, cuja produção, transporte e aplicação deixam elevadas pegadas ambientais. Com esses resultados, vimos que os remineralizadores demonstram potencial de reduzir as emissões de gases efeito estufa”, sustenta.

Os testes foram realizados em um experimento de longa duração, instalado em 2015 na área experimental da Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), com pasto de capim braquiária (Urochloa brizantha), cultivar BRS Paiaguás, forrageira desenvolvida pela Embrapa e uma das mais utilizadas na pecuária tropical brasileira. Naquele ano foram aplicados a biotita xisto e o basalto.

Durante seis meses, entre 2024 e 2025, a equipe utilizou câmaras instaladas no solo para capturar e medir cada micrograma (um milionésimo da grama) de gás emitido pela terra – óxido nitroso (N2O), metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2). As medições contemplaram os períodos seco, a transição entre períodos e o chuvoso.

Os experimentos foram conduzidos com simulação de pastoreio, sem a utilização de animais. Após colheita do milho, os resíduos da lavoura foram removidos e feitos cortes para promover a rebrota do pasto.

Já o basalto, foi testado em duas doses: 8,3 toneladas por hectare e 40 toneladas por hectare. Os resultados mostraram que a primeira se mostrou mais eficiente, registrando um estoque de nitrogênio superior quando comparado aos demais tratamentos.

Outro ponto de atenção foi o aumento das emissões em período de chuva, quando foram registrados picos de emissão de óxido nitroso e gás carbônico, o que não ocorreu na época seca.

Além das emissões, foram avaliadas outras variáveis ambientais – temperatura e umidade do solo e teores de nitrato e amônio – fatores que atuam na modulação do comportamento dos GEEs. Além disso, foi acompanhada a atividade das enzimas relacionadas aos ciclos do carbono e do enxofre, como indicadores de saúde do solo, utilizados pela Bioanálise do Solo (BioAS).

O tratamento com a menor dose de basalto (8,3 toneladas por hectare) permitiu observar maiores estoques de carbono no solo, quando comparado aos demais tratamentos e ao controle. Essa também foi a opção com o melhor resultado para o estoque de nitrogênio. O nitrogênio impacta diretamente o sistema pecuário, podendo causar perdas de produtividade, além de danos ambientais.

O estudo mostrou ainda que a atividade das enzimas do solo avaliadas – arilsulfatase e ß-glicosidase – não apresentou diferenças significativas entre os tratamentos, seja com remineralizadores ou com o adubo convencional. Para os pesquisadores, esse resultado indica que os remineralizadores promovem mudanças graduais no solo, sem causar desequilíbrios biológicos. “A estabilidade da atividade enzimática sugere que o sistema mantém sua funcionalidade ao longo do tempo, o que é um indicativo importante de sustentabilidade ambiental”, destaca a pesquisadora da Embrapa Cerrados.

Caminho para menor emissão de gases efeito estufa em pastagens

Além do potencial ganho ambiental, o pó de rocha é um produto nacional. Atualmente, o país importa cerca de 95% do potássio que utiliza, principalmente da Rússia. Já o pó de rocha pode ser encontrado em território nacional, com fontes próximas às áreas rurais. “Cada lugar tem sua pedreira”, reforça, lembrando que o biotita xisto e o basalto são abundantes em diversos estados brasileiros, como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso.

“Os resultados reforçam que a transição para sistemas de pecuária de baixo carbono passa não só por ‘trocar o insumo’, mas por escolher a fonte certa e ajustar a dose para maximizar benefícios e evitar efeitos colaterais”, conclui Oliveira.





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Zait.ag investe R$ 8 milhões em novas tecnologias apresentadas na Agrishow


A Agrishow 2026 vai contar com a apresentação de um novo ciclo de investimentos e inovação da Zait.ag. Após a fusão entre as empresas Drop e Smart Sensing, a companhia passou a contar com uma equipe de mais de 30 desenvolvedores, com previsão de investir cerca de R$ 8 milhões em novos desenvolvimentos ao longo de 2026, reforçando sua estratégia de ampliar o acesso a tecnologias de precisão e digital no campo. Com a união das operações, a companhia tem previsão de faturamento superior a R$ 100 milhões neste ano.

Com apenas cinco meses desde a integração das operações, a empresa leva à feira um portfólio robusto de lançamentos que combinam aplicação localizada, monitoramento, telemetria e automação. A proposta é unir a precisão do sistema WEED-IT com controladores e softwares desenvolvidos no Brasil, permitindo uma nova geração de soluções mais acessíveis e integradas.

Entre os destaques está a evolução da aplicação localizada com mapas de alta precisão, que possibilita intervenções no nível da planta. Diferente dos modelos tradicionais baseados em zonas, a tecnologia utiliza válvulas com precisão centimétrica para abertura e fechamento de bicos, aumentando a eficiência e reduzindo o uso de insumos.

No segmento de drones, a Zait.ag lança um centro de operações capaz de trabalhar com dois equipamentos simultaneamente, além de integrar uma estação de drones com estação meteorológica embarcada, permitindo definir o melhor momento para a aplicação de insumos com base em condições climáticas em tempo real. Essa integração entre clima, operação e tecnologia traz mais segurança e assertividade às aplicações, reduzindo perdas e aumentando a eficiência agronômica.

Outro lançamento relevante é a plataforma de software para geração de recomendações agronômicas de forma rápida e intuitiva, conectando dados de campo à tomada de decisão. “Com isso, a passamos a atuar de forma completa, oferecendo desde o mapeamento até a aplicação, com foco em entregar economia e resultado ao produtor”, explica Marcos Ferraz, vice-presidente da Zait.ag.

A empresa também apresenta sua nova plataforma de telemetria, que inclui rastreamento de calda e controle de estoque, ampliando a gestão operacional no campo. 

Para demonstrar todas as soluções, a Zait contará com dois estandes na Agrishow 2026, onde os visitantes poderão acompanhar simulações com o sistema WEED-IT em  funcionamento, além de conhecer plataformas digitais e aplicações com mapas de alta precisão em operação. Com os novos investimentos e a ampliação do portfólio, a empresa reforça seu posicionamento como fornecedora nacional de soluções completas, conectando tecnologia, serviço e resultado no campo.





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