segunda-feira, julho 6, 2026

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Selic alta dificulta saída para dívida rural


O custo do crédito segue como um dos principais fatores de pressão sobre a atividade rural no Brasil, mesmo após a redução da taxa básica de juros. Com a Selic em 14,50% ao ano, o financiamento para custeio da safra permanece elevado, em nível considerado alto frente a outros mercados agrícolas, o que limita a competitividade, reduz margens e dificulta a reorganização financeira de produtores.

A decisão do Copom ocorreu em um ambiente de cautela. O Banco Central identificou sinais de moderação na atividade econômica, mas ainda avalia que a inflação e as expectativas seguem acima da meta. A autoridade monetária também considera elevados os riscos externos, especialmente os ligados aos conflitos no Oriente Médio, com possíveis efeitos sobre commodities, petróleo, câmbio e preços internos.

Esse cenário pesa diretamente sobre o agro, setor dependente de financiamento para custeio, aquisição de insumos, máquinas, tecnologia, armazenagem e manutenção da produção até a venda da safra. Com juros altos, uma parcela maior da receita precisa ser destinada ao pagamento de encargos e à rolagem de compromissos, reduzindo espaço para investimentos.

O Rabobank avalia que o ambiente externo segue desafiador. A instituição aponta riscos geopolíticos ainda elevados, apesar da prorrogação indefinida do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, diante da manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz. O banco projeta a taxa Fed Funds entre 3,50% e 3,75% na reunião de abril e estima o dólar a R$ 5,55 no fim de 2026, considerando incerteza fiscal, ano eleitoral e menor diferencial entre juros internos e externos.

Para o produtor rural, a combinação de crédito caro e possível valorização do dólar é sensível. Custos dolarizados, como fertilizantes, defensivos, máquinas, peças, combustíveis e logística, podem subir, enquanto o benefício cambial para exportadores não elimina a pressão sobre quem está endividado ou depende de insumos importados.

Nesse contexto, avança a discussão sobre a renegociação das dívidas do crédito rural. A proposta apresentada pelo governo ao senador Renan Calheiros deve ser incorporada ao relatório sobre securitização em análise na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O texto prevê prorrogação de operações até 30 de abril de 2026, abrangendo contratos firmados até 31 de dezembro de 2025 e inadimplências registradas entre 1º de julho de 2024 e 30 de abril de 2026.

A medida pode alcançar mais de 100 mil operações e cerca de R$ 81,6 bilhões em dívidas, sendo R$ 7 bilhões do Pronaf, R$ 11,2 bilhões do Pronamp e R$ 63,3 bilhões dos demais produtores. O corte da Selic reduz parte da pressão, mas não altera de forma imediata a realidade do campo, que segue exposto a juros elevados, câmbio sensível e dificuldades para financiar a produção.

 





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Defensivos podem alterar metabolismo vegetal?


O uso de defensivos agrícolas pode gerar efeitos internos nas plantas mesmo quando não há sintomas visíveis no campo, segundo afirmam alguns especialistas. A chamada fitotoxicidade invisível tem sido discutida a partir do conceito de custo metabólico, segundo o qual culturas tolerantes também precisam gastar energia para processar substâncias externas ao seu metabolismo natural.

De acordo com o equatoriano Fernando Cabrera Luzuriaga, especialista técnico em nutrição vegetal, a ciência tem mostrado que um dos principais impactos está ligado ao estresse oxidativo. A presença de determinados plaguicidas pode interferir na cadeia de transporte de elétrons em cloroplastos ou mitocôndrias, favorecendo a formação de espécies reativas de oxigênio. Essas moléculas instáveis podem afetar lipídios, proteínas e o DNA da planta.

Como resposta, o cultivo aciona mecanismos de defesa, incluindo enzimas e antioxidantes, como superóxido dismutase e catalase. Esse processo exige energia que, em condições normais, poderia ser direcionada ao crescimento, à formação de frutos ou ao acúmulo de biomassa.

Outro ponto observado é a interferência na fotossíntese. Mesmo produtos que não são herbicidas podem reduzir a eficiência fotossintética. Inseticidas organofosforados, por exemplo, estão associados à redução do teor total de clorofila, o que limita a capacidade de absorção de luz. Em outros casos, a planta pode fechar os estômatos para reduzir a absorção de compostos químicos, diminuindo a entrada de CO2 e a produção de biomassa.

O metabolismo do nitrogênio também pode ser afetado. Em culturas como milho e soja, plaguicidas podem inibir enzimas como a nitratorredutase, reduzindo a eficiência no processamento do nutriente e retardando a síntese de proteínas. Em leguminosas, alguns fungicidas podem prejudicar a simbiose com bactérias Rhizobium, comprometendo a fixação biológica de nitrogênio.

Entre os efeitos relatados estão o bloqueio da via do shikimato pelo glifosato em soja e milho, alterações em metabolitos secundários por neonicotinoides em tomate e arroz, e mudanças em fitormônios provocadas por triazóis em trigo e frutíferas. Assim, a planta pode parecer saudável, mas operar com capacidade reduzida, com reflexos no valor nutricional dos frutos, na tolerância a seca ou geada e no rendimento final.

 





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Previsão indica chuva irregular no país



A condição de instabilidade ganha força no dia 2 de maio


A condição de instabilidade ganha força no dia 2 de maio
A condição de instabilidade ganha força no dia 2 de maio – Foto: Pexels

A previsão de chuvas para os próximos dias no Brasil indica a manutenção de áreas com instabilidade distribuídas de forma irregular pelo território. De acordo com dados da AMR Business Intelligence, os mapas apontam volumes mais expressivos concentrados principalmente nas regiões Norte e em faixas do litoral do Nordeste ao longo do período entre 30 de abril e 3 de maio de 2026.

No dia 30, os maiores acumulados se concentraram no extremo norte do país, com registros mais intensos próximos à faixa litorânea, enquanto o restante do território apresenta precipitações mais isoladas. Já em 1º de maio, a chuva continua atuando no Norte e avança em áreas do Sul, com destaque para volumes mais elevados no Rio Grande do Sul.

Nesse contexto, a condição de instabilidade ganha força no dia 2 de maio, quando há ampliação das áreas com chuva, especialmente no Norte e no Sul, onde os acumulados se tornam mais significativos. Nesse período, também são observados núcleos de maior intensidade, indicando possibilidade de precipitações mais volumosas em pontos específicos.

No dia 3 de maio, a chuva permanece ativa no Norte, com destaque para volumes mais elevados em áreas da Amazônia, além de uma faixa contínua de instabilidade que se estende pelo litoral do Nordeste. No Sul, ainda há registros de precipitação, embora com menor abrangência em comparação ao dia anterior. O cenário indica um padrão típico de distribuição irregular das chuvas, com maior concentração em regiões específicas e manutenção de áreas com baixos volumes no interior do país ao longo dos dias analisados.

 





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Fertilizantes seguem caros e produtor recua



O quadro internacional permanece apertado


O quadro internacional permanece apertado
O quadro internacional permanece apertado – Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de fertilizantes segue em um ambiente de pressão, marcado por preços ainda elevados, demanda cautelosa e limitações para uma queda mais consistente nas cotações. Segundo a StoneX, o mercado CFR no Brasil continua influenciado pelos constrangimentos observados no cenário global, que seguem restringindo o espaço para correções mais expressivas.

Apesar de alguma acomodação recente nos preços, o quadro internacional permanece apertado. Esse movimento indica que eventuais recuos podem ocorrer de forma limitada, sem alterar de maneira relevante a percepção de um mercado ainda sensível às condições externas. A oferta internacional e os entraves logísticos seguem como fatores centrais para a formação dos preços, especialmente em um momento em que o abastecimento global não apresenta sinais suficientes de normalização.

No mercado interno, as relações de troca desfavoráveis continuam pesando sobre as decisões dos produtores. Com menor poder de compra, as aquisições tendem a ocorrer de forma pontual e seletiva, sem indicar uma retomada mais ampla da demanda. Esse comportamento reforça a cautela dos compradores, que avaliam o momento das compras diante de custos elevados e incertezas sobre a evolução das cotações.

Para os próximos meses, a expectativa é de manutenção de um mercado sensível aos desdobramentos geopolíticos e à evolução da oferta internacional. Enquanto os constrangimentos logísticos persistirem, a margem para um alívio relevante nos preços deve permanecer reduzida. Nesse contexto, o mercado brasileiro tende a seguir pressionado, com compradores atentos às condições externas e produtores mantendo uma postura mais seletiva nas negociações.

 





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Mercado do boi ajusta preços após máximas



No mercado externo, as exportações seguem em ritmo robusto


No mercado externo, as exportações seguem em ritmo robusto
No mercado externo, as exportações seguem em ritmo robusto – Foto: Kadijah Suleiman

O mercado pecuário atravessa um momento de ajuste, com sinais de acomodação nos preços após um período de valorização expressiva. De acordo com a StoneX, o cenário recente reflete uma reavaliação das expectativas, diante de mudanças no ritmo de negociação e maior avanço das escalas de abate.

Ao longo da semana, o mercado físico registrou recuos em diversas praças, embora os preços ainda permaneçam em patamares elevados. Esse movimento ocorre em paralelo à ampliação das escalas de abate, que avançaram de forma generalizada e indicam maior conforto por parte da indústria no curto prazo. Esse ambiente reduz a urgência nas compras e contribui para a pressão observada sobre as cotações.

No segmento de reposição, o comportamento segue distinto, com manutenção de firmeza nos preços. Mato Grosso do Sul continua em destaque, com ágios relevantes sendo sustentados, o que evidencia a demanda consistente por animais jovens e a continuidade do ciclo produtivo.

No mercado externo, as exportações seguem em ritmo robusto, com volumes elevados embarcados e preços médios sustentados. Esse desempenho reforça a presença da demanda internacional como um dos principais pilares de sustentação do setor, mesmo diante da acomodação observada no mercado doméstico.

Na B3, os contratos futuros passaram por ajustes ao longo do período. O vencimento de abril recuou para a faixa entre R$ 358 e R$ 362 por arroba, enquanto houve ampliação do spread ao longo da curva. Esse movimento sinaliza maior cautela dos agentes em relação às expectativas futuras, refletindo incertezas quanto à continuidade dos preços em níveis recordes.

 





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Agro responde por 70% do transporte de cargas e companhia aérea amplia atuação


O agronegócio brasileiro é responsável por 70% do transporte doméstico de cargas, o que tem atraído o interesse de companhias aéreas em ampliar sua atuação no setor. Uma empresa aérea, em particular, decidiu investir na conexão de regiões produtoras, utilizando aeronaves de pequeno porte para alcançar áreas mais distantes.

Conectividade no agronegócio

A companhia aérea destaca que possui a maior quantidade de destinos dentro do Brasil, muitos dos quais são referências no agronegócio. A proposta é facilitar o transporte de cargas e a mobilidade no campo, aproximando o interior dos grandes mercados.

Desenvolvimento de novas fronteiras agrícolas

As aeronaves de pequeno porte têm um papel crucial no desenvolvimento de novas fronteiras agrícolas, permitindo que regiões antes isoladas se tornem mais acessíveis. A companhia já observou o crescimento de cidades como Sinope e Sorriso, que se expandiram significativamente nos últimos 20 anos.

Oportunidades de exportação

Além do transporte interno, a companhia aérea busca oportunidades para levar a produção brasileira para outros países, como o Oriente Médio e os Estados Unidos. O foco não se limita apenas ao transporte de passageiros, mas também abrange a logística de cargas e pacotes.

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Presidente da Faesp avalia Agrishow e destaca inovações tecnológicas


No último dia da Agrishow, realizado em Ribeirão Preto, o presidente da FAESP, Tirso Meirelles, fez um balanço do evento, destacando tanto os pontos positivos quanto as áreas que necessitam de melhorias.

Participação e Inovações

O evento contou com a presença de 9 mil produtores e 1 mil jovens, que participaram de atividades voltadas para a inovação e tecnologia no setor agrícola. Meirelles ressaltou:

  • Os jovens foram incentivados a visitar estandes de inovação.
  • Inovações como motor etanol e biometano em tratores foram apresentadas.
  • A importância da produtividade e tecnologia na agricultura foi enfatizada.

Conectividade e Desafios

Durante a visita do governador Tarciso de Freitas, foi discutida a necessidade de conectividade nas propriedades rurais:

  • Centros de excelência estão sendo criados em São Paulo.
  • Conectividade será implementada em todas as propriedades rurais.
  • O pequeno e médio produtor é essencial para a segurança alimentar.

Expectativas em Relação ao Governo Federal

Meirelles expressou decepção pela falta de anúncios do governo federal sobre o plano safra 2026/2027:

  • O planejamento de safra foi prejudicado pela ausência de informações.
  • Os juros foram apontados como um problema, mas a crítica se voltou à política monetária do país.
  • Promessas feitas anteriormente não foram cumpridas.

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Governo de SP entrega certificados do Selo Agro SP na Agrishow 2026


O governo de São Paulo entregou novos certificados do Selo Agro SP durante a Agrishow 2026. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, visa reconhecer a qualidade, a origem e o cumprimento de normas sanitárias e técnicas dos produtores agropecuários do estado.

Certificação e categorias

Nesta edição da feira, foram concedidos 10 selos a produtores paulistas em quatro categorias:

  • artesanal
  • cafés
  • café campeão
  • propriedades livres de brucelose e tuberculose

Cada selo possui legislação e processo de certificação específicos, que podem ser consultados nas redes sociais da Secretaria.

Impacto para os produtores

Ademar, um dos produtores certificados, expressou sua satisfação ao receber o selo, ressaltando a importância da visibilidade e das parcerias que a Agrishow proporciona. Ele destacou que o selo agrega valor e abre mercados, evidenciando o trabalho da agricultura familiar no estado.

Iniciativas e turismo rural

Além da certificação, o selo também fortalece rotas turísticas que promovem a gastronomia no campo. Uma empresária de Tabapuã, que recebeu o selo pela produção de linguiças e carnes defumadas, mencionou que a participação na Agrishow tem sido fundamental para o crescimento de seu negócio e para a atração de clientes.

Resultados do Selo Agro SP

Criado em 2025, o Selo Agro SP já certificou 155 estabelecimentos e tem gerado um impacto positivo nas propriedades, permitindo que os produtores atinjam mercados formais e melhorem suas condições de vida.

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Rio Grande do Sul enfrenta temporais e chuvas intensas nesta sexta-feira


O Rio Grande do Sul se prepara para enfrentar temporais e chuvas intensas nesta sexta-feira, com acumulados que podem chegar a 150 mm em algumas regiões. A previsão é de que a instabilidade se intensifique, trazendo riscos de transtornos urbanos.

Acumulados de chuva

As áreas mais afetadas devem incluir:

  • Grande Porto Alegre
  • Litoral do Rio Grande do Sul
  • Cruz Alta

Os acumulados de chuva na região podem ultrapassar 100 mm, com a expectativa de que a precipitação persista por até 10 dias.

Risco de geadas

Além das chuvas, o clima deve mudar drasticamente no domingo, com a possibilidade de geadas, especialmente nas mínimas que podem chegar a 5ºC. A virada da quinzena, entre 10 e 12 de maio, também pode trazer frio intenso.

Impactos na agricultura

A condição climática atual pode afetar as operações agrícolas, especialmente para os produtores de café em Colatina, que devem aproveitar as janelas de tempo firme para avançar com os trabalhos em campo.

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ABPA apresenta balanço da avicultura e suinocultura em 2025


A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou um balanço sobre o desempenho da avicultura e suinocultura em 2025, destacando a resiliência do setor diante de desafios como a influenza aviária. O Brasil se mantém como um dos principais players na produção mundial de proteínas, com resultados expressivos em produção e exportação.

Desempenho da avicultura

Em 2025, a produção de carne de frango no Brasil alcançou 15 milhões de toneladas, com exportações superando 5 milhões de toneladas. Os principais dados incluem:

  • Receita de quase 10 bilhões de dólares
  • Abate de 5,7 bilhões de frangos
  • 63 milhões de matrizes de corte
  • Consumo per capita de 46,7 kg por habitante

O gerente executivo de mercados da ABPA, Estevan Carvalho, ressaltou que, apesar do surto de influenza aviária, a indústria avícola brasileira demonstrou força e capacidade de adaptação, aumentando as exportações em comparação a 2024.

Resultados da suinocultura

No setor de suínos, a produção foi de 5,5 milhões de toneladas, com exportações de 1,5 milhão de toneladas. Os números principais incluem:

  • Receita de 3,6 bilhões de dólares
  • Abate de 48,5 milhões de suínos
  • 2,2 milhões de matrizes ativas
  • Consumo per capita de 19 kg por habitante

O Brasil se tornou o terceiro maior exportador de carne suína do mundo, superando o Canadá, e as Filipinas se destacaram como o maior comprador do produto brasileiro.

Produção de ovos

A produção de ovos também apresentou resultados positivos, com 62,3 bilhões de ovos produzidos e exportações de 40,9 milhões de toneladas. Os principais dados incluem:

  • Receita de 97 milhões de dólares
  • 141,5 milhões de comerciais de postura
  • Consumo per capita de 228 ovos por habitante por ano

As exportações de ovos atingiram um recorde histórico, com destaque para o mercado dos Estados Unidos, que enfrentou dificuldades de produção e se tornou um importante parceiro comercial para o Brasil.

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