segunda-feira, julho 6, 2026

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Semana começa com chuva forte e risco de geada; veja a previsão do tempo


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A atuação de uma área de baixa pressão entre Paraguai e norte da Argentina, combinada com ventos marítimos e um cavado em médios níveis, mantém o tempo instável em parte do país nesta segunda-feira (4). A chuva ganha força no Sul e no litoral do Sudeste, enquanto o ar seco predomina no interior do Brasil.

Sul

No Sul, a instabilidade atua desde cedo, principalmente no Paraná e em áreas de Santa Catarina. Há previsão de pancadas moderadas a fortes, com risco de temporais no interior e sudoeste paranaense.

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Ao longo do dia, a chuva perde intensidade no Paraná, mas continua em áreas do interior, litoral e leste. Já no oeste catarinense e em partes do norte, oeste e noroeste do Rio Grande do Sul, a instabilidade aumenta entre a tarde e a noite.

O ar frio mantém o tempo firme pela manhã no território gaúcho, mas as temperaturas seguem amenas em toda a região. Há ainda chance de geada na serra do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além da Campanha Gaúcha.

No litoral sul catarinense, os ventos podem atingir entre 50 km/h e 70 km/h, com mar agitado.

Sudeste

No Sudeste, a frente fria atua na altura do Espírito Santo e mantém a chuva desde cedo no estado e no nordeste e leste de Minas Gerais, com intensidade moderada a forte.
No litoral de São Paulo, a combinação de umidade marítima e cavado favorece chuva persistente, com acumulados elevados. Na Grande São Paulo, as pancadas ocorrem de forma isolada.

Ao longo do dia, a instabilidade continua no litoral, sul e leste paulista e em áreas do Rio de Janeiro. No Espírito Santo e no nordeste mineiro, a chuva pode persistir até a noite.
As temperaturas ficam mais elevadas no interior, mas mais amenas no litoral e no leste da região devido à entrada de ar frio pós-frontal. Rajadas de vento podem chegar a 60 km/h no litoral do Espírito Santo e no norte e nordeste de Minas Gerais.

A umidade relativa do ar segue baixa no norte e noroeste paulista e no Triângulo Mineiro.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o tempo permanece firme pela manhã. À tarde, há previsão de chuva moderada no norte e noroeste de Mato Grosso, influenciada pela umidade da região Norte e pelo calor.

Nas demais áreas, predomina o tempo estável, com temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar, entre 30% e 40% nas horas mais quentes, principalmente em Goiás, Mato Grosso e leste de Mato Grosso do Sul.

Nordeste

No Nordeste, a chuva se concentra no litoral e ganha força ao longo do dia. A aproximação de uma frente fria e a atuação de ventos marítimos favorecem instabilidades no sul da Bahia e no litoral baiano.

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém pancadas moderadas a fortes no litoral norte, com destaque para áreas como Fortaleza, São Luís e Natal.

As instabilidades se intensificam em estados como Maranhão, norte do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Sergipe, com risco de temporais isolados.

Em Alagoas, Sergipe e no interior da Bahia, a chuva ocorre de forma mais fraca, porém persistente, elevando os acumulados. Já no oeste da Bahia, sul do Maranhão e Piauí, a umidade fica baixa, entre 30% e 40%.

Norte

Na região Norte, a alta umidade mantém o tempo instável desde cedo, especialmente no Amazonas, Pará e Roraima.

A atuação da ZCIT reforça as instabilidades no Amapá e no norte e nordeste do Pará. Durante a tarde, a chuva se intensifica na maior parte da região, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais.

No Acre, a chuva ocorre de forma mais fraca e irregular. Já em Rondônia e no sul do Tocantins, o tempo permanece firme, com predomínio de sol e calor.

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Petróleo acima dos US$ 100 pressiona mercado global


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta segunda-feira (4), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o alívio nos mercados na última sessão de abril foi técnico, puxado pela acomodação do petróleo, e não por melhora estrutural.

O Ibovespa subiu 1,39% e o dólar fechou abaixo de R$ 5,00, mas o Brent segue acima de US$ 100 com o Estreito de Ormuz fechado. A semana tem foco na ata do Copom e no payroll nos EUA, com inflação pressionada e espaço reduzido para cortes de juros.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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No Cazaquistão, clima deve reduzir safra de grãos



No trigo, a produção é projetada em 14 milhões de toneladas


No trigo, a produção é projetada em 14 milhões de toneladas
No trigo, a produção é projetada em 14 milhões de toneladas – Foto: Seane Lennon

A produção de trigo e cevada do Cazaquistão deve recuar em 2026-27, após duas safras próximas de recordes. A queda esperada está ligada ao clima e a fatores de mercado, embora os volumes sigam dentro de patamares normais, segundo relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

No trigo, a produção é projetada em 14 milhões de toneladas, ante 18 milhões em 2025-26 e 18,57 milhões em 2024-25. O relatório, divulgado em 29 de abril, aponta que frio fora do normal e chuvas próximas da média podem manter o subsolo congelado ou úmido demais, atrasando o preparo das áreas. A previsão de uma temporada quente e seca também deve reduzir a produtividade.

A área colhida é estimada em 11,5 milhões de hectares, quase estável ante o ciclo anterior, mas 1 milhão de hectares menor que duas safras atrás. A redução é atribuída à expansão das oleaginosas, em busca de maior rentabilidade. Com menor oferta, as exportações devem cair de 11 milhões para 7,5 milhões de toneladas. Os principais destinos recentes foram Ásia Central, Afeganistão e Azerbaijão, enquanto vendas à China recuaram por atrasos em fronteiras.

O consumo de trigo deve diminuir de 8,65 milhões para 8,5 milhões de toneladas, com estoques elevados ajudando a equilibrar oferta e demanda.

Na cevada, a produção deve cair de 3,6 milhões para 3,1 milhões de toneladas, apesar da área maior, de 2,4 milhões de hectares. A ampliação reflete a busca por melhores margens. O consumo deve recuar para 1,7 milhão de toneladas, e as exportações são previstas em 1,5 milhão.

 





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Déficit hídrico reduz potencial do milho


O milho depende da disponibilidade de água em momentos específicos do ciclo para expressar seu potencial produtivo. Segundo Junior Costa Beber, engenheiro agrônomo, mesmo pequenos déficits hídricos em fases estratégicas podem comprometer o estande, o crescimento das plantas, a formação dos grãos e a produtividade final.

Na germinação e emergência, a demanda hídrica é baixa a moderada, mas a umidade do solo é essencial para garantir uma emergência uniforme. A falta de água nessa etapa pode provocar falhas no estande e desuniformidade entre plantas, afetando o desenvolvimento inicial da lavoura.

Durante o crescimento vegetativo, entre os estádios V2 e V12, a planta constrói a base produtiva. Nesse período, ocorre a expansão da área foliar e o desenvolvimento do sistema radicular. Quando há déficit hídrico, o crescimento pode ser reduzido, limitando a capacidade da planta de aproveitar água, luz e nutrientes nas fases seguintes.

O florescimento, entre VT e R1, é considerado o momento mais crítico. Nessa fase, o milho apresenta alta exigência hídrica durante a emissão do pendão, a liberação de pólen e a emissão dos estigmas. A falta de água pode causar má fecundação, falhas na formação dos grãos e perdas expressivas de produtividade.

No enchimento de grãos, de R2 a R5, a demanda segue de moderada a alta. É nessa etapa que ocorre o acúmulo de amido nos grãos. O déficit hídrico pode reduzir o peso dos grãos e afetar diretamente o resultado final da lavoura.

Na maturação, em R6, a necessidade de água diminui, pois a planta entra em secagem natural. Ainda assim, o estresse acumulado anteriormente pode já ter limitado o potencial produtivo. Ao longo do ciclo, o milho pode consumir de 400 a 700 milímetros de água, conforme clima, cultivar e manejo. Por isso, monitorar o solo, compreender as fases fenológicas e priorizar períodos críticos são medidas fundamentais para dar maior estabilidade à produção.

 





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máquinas da linha amarela ganha força no agronegócio


O que antes era visto como apoio pontual começa a ocupar o centro da operação. As máquinas da linha amarela, tradicionalmente ligadas à construção civil, vêm redesenhando sua presença no agronegócio brasileiro. E, na Agrishow, a principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, esse movimento deixa de ser tendência para se apresentar como realidade consolidada e se tornarem parte essencial da rotina nas propriedades rurais.

O crescimento do uso da linha amarela no campo deixou de ser apenas uma percepção de mercado para se tornar uma tendência consolidada. Dados da Associação Brasileira de Tecnologia e Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) indicam que o agronegócio está entre os principais destinos das 34,5 mil máquinas comercializadas em 2025. O levantamento aponta uma mudança estrutural no setor: a integração de equipamentos antes restritos à infraestrutura como ferramentas estratégicas da produção agrícola.

“A integração da linha amarela nas propriedades rurais tem expandido a capacidade operacional do setor”, afirma o presidente da Agrishow, João Marchesan, reforçando que esses equipamentos tornaram-se fundamentais em frentes como manejo de solo, manutenção de vias internas e implementação de sistemas de irrigação e drenagem. “A modernização reflete-se diretamente nos indicadores de produtividade, proporcionando ganho de escala e otimização dos custos fixos”, afirma.

Tecnologia embarcada e versatilidade ampliam o papel da linha amarela

A Komatsu lança na Agrishow a carregadeira WA320-8M1 Sugarcane Application, versão adaptada ao agronegócio que reforça o avanço da Linha Amarela no campo. Com caçamba de 6,0 m³, pneus agrícolas e sistemas voltados a ambientes com alta poeira, o modelo é indicado para movimentação de biomassa, grãos e insumos, entregando controle, estabilidade e eficiência em operações intensas. A empresa apresenta ainda um portfólio que consolida o uso desses equipamentos na infraestrutura e logística das propriedades rurais.

Entre os destaques da Forza está o lançamento de uma minicarregadeira e de uma empilhadeira off-road. A minicarregadeira se destaca pela combinação de agilidade, força e capacidade de atuação em espaços reduzidos no agronegócio. Já a empilhadeira off-road foi projetada para operar com estabilidade e tração em terrenos irregulares, mantendo alto desempenho e produtividade mesmo em condições adversas no campo.

A XCMG Brasil traz sua linha de equipamentos voltada ao agronegócio. A novidade é o trator agrícola conceito XT864-5EBR, primeiro modelo da marca no Brasil equipado com motor da Cummins. O protótipo funcional se posiciona em uma das faixas mais demandadas do mercado brasileiro, com 80 cv de potência e possibilidade de variação até 110 cv. Com cerca de 4.600 kg, tração 4×4 e transmissão com super redutor, o modelo foi projetado para enfrentar operações exigentes em terrenos difíceis, combinando robustez, capacidade de manobra e maior conforto ao operador.





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Governo melhora condições e dobra crédito para compra de caminhões


O governo federal lançou nesta quinta-feira (30) uma segunda etapa do programa Move Brasil, que financia a renovação da frota de caminhões em condições favoráveis para empresas de transporte rodoviário de carga, cooperativas e caminhoneiros autônomos.

O valor total disponibilizado chega a R$ 21,2 bilhões, mais que o dobro dos R$ 10 bilhões da primeira fase do programa, lançado no fim do ano passado, que foram totalmente consumidos com mais de mil contratos de financiamento em poucos mais de três meses.

A nova fase passa a incluir também o financiamento de ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, como reboques e carrocerias. Do valor de R$ 21,2 bilhões, serão R$ 6,7 bilhões aportados diretamente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 14,5 bilhões oriundos do Tesouro Nacional.

O BNDES será o operador do programa, que será oferecido em parceria com outras instituições financeiras. O valor máximo financiável por beneficiário continua sendo de R$ 50 milhões.

“Nós resolvemos melhorar as condições, aumentar os prazos de carência, a quantidade de anos para vocês poderem pagar e diminuir a taxa de juros, que ainda é alta”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia de assinatura de duas Medidas Provisórias (MPs) que viabilizam o novo Move Brasil. 

Lula pediu celeridade no ritmo de liberação de crédito para os caminhoneiros autônomos pelos bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e o BNDES). Segundo Lula, de R$ 1 bilhão disponibilizado inicialmente, apenas R$ 200 milhões haviam sido liberados, devido à preferência dos bancos por grandes empresas transportadoras.

“Para o gerente de um banco, é muito melhor receber um cliente só para pedir R$ 2 bilhões, do que receber 1 mil clientes para pegar R$ 2 mil, cada um. Eu quero pedir aos bancos públicos: vamos ver se a gente consegue dar um exemplo de que, uma vez na vida, os mais pobres são tratados como os mais ricos”, cobrou Lula.

O presidente destacou especificamente as condições especiais destinadas aos caminhoneiros autônomos, que agora poderão parcelar o financiamento em até 10 anos (120 vezes), com carência de 12 meses. Até então, a carência era de seis meses e o prazo máximo de pagamento era de cinco anos. 

Os autônomos contarão com R$ 2 bilhões na nova fase do programa. A taxa de juros, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi reduzida para 11,3%. Antes, eram superiores a 14%. 

Ele disse esperar que os fabricantes de ônibus e caminhões consigam reduzir os preços dos veículos e assegurar empregos na indústria, como contrapartidas.

“É fundamental que a gente veja as contrapartidas, a redução no valor dos caminhões, o emprego garantido dos trabalhadores. Na minha analogia do corpo humano, o corpo da economia do país fica saudável em todos os sentidos”, disse.

Para o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, o programa promove uma política industrial que não favorece apenas o setor automotivo, mas toda a cadeia econômica do país.

“O caminhão, o ônibus, eles são meios. É uma cadeia muito grande. O caminhão é a carne que chega na mesa do trabalhador e das famílias brasileiras, a fruta fresca que chega no Ceasa. O caminhão é a soja que vai para o porto para a gente exportar. O caminhão é a cana que vai para a usina e a gente faz o etanol”, destacou.

Pelas regras do programa, os financiamentos estarão condicionados ao cumprimento de critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica, incentivando a aquisição de veículos com menor consumo de combustíveis e menores emissões.

“Quem entregar um veículo velho para a reciclagem consegue taxas ainda mais reduzidas”, observou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa.

O transporte rodoviário move cerca de 60% das cargas do Brasil, segundo o governo federal, e é considerado crucial para a integração nacional e para o acesso da população a bens e serviços essenciais. 

O setor enfrenta, atualmente, elevado grau de obsolescência da frota, o que aumenta custos de manutenção, reduz a eficiência energética, agrava a emissão de poluentes e aumenta riscos operacionais e de segurança. Também vinha experimentando queda expressiva nas vendas nos últimos anos, números que vêm sendo revertidos com o sucesso do novo programa.

Durante o evento no Palácio do Planalto, Lula assinou duas Medidas Provisórias.

A primeira, além de viabilizar a ampliação do Move Brasil, autoriza a União a aumentar sua participação no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) em até R$ 2 bilhões. O objetivo é ampliar a capacidade do fundo de oferecer garantias em operações de crédito, principalmente para micro, pequenas e médias empresas, além de estender os prazos de carência e de pagamento dessas operações.

O FGI tem por finalidade facilitar a obtenção de crédito por micro, pequenas e médias empresas, por meio do compartilhamento do risco das operações com os agentes financeiros. O reforço patrimonial do fundo amplia a capacidade de concessão de garantias, preservando o acesso ao financiamento para empresas viáveis.

A segunda MP, de acordo com o MDIC, cria Crédito Extraordinário, no valor de R$ 17 bilhões, com o intuito de dar cobertura ao aporte de R$ 2 bilhões no FGI, à ampliação do Move Brasil, com recursos de R$ 14,5 bilhões e ao aporte de R$ 500 milhões ao Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), com o propósito de viabilizar a ampliação da oferta de garantias públicas às exportações.





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Após altas recordes, cotação do boi gordo perde força


boi gordo mercado
Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

O mercado físico do boi gordo encerrou abril com preços variando de estáveis a mais altos, embora abaixo dos patamares observados no início do mês. Na primeira quinzena, a restrição de oferta impulsionou as cotações e levou o boi a máximas no período.

A partir da segunda metade do mês, porém, os frigoríficos avançaram nas escalas de abate e passaram a exercer maior pressão sobre o mercado, reduzindo o ritmo de alta. O cenário também foi marcado por especulações sobre o esgotamento da cota de exportação para a China, o que pode indicar demanda menor no terceiro trimestre, justamente quando aumenta a oferta de animais confinados.

No dia 29 de abril, os preços da arroba a prazo apresentaram comportamentos distintos nas principais praças pecuárias. Em São Paulo, a cotação ficou em R$ 360,00, estável frente ao fim de março. Em Goiânia, houve alta para R$ 345,00, enquanto em Uberaba o valor recuou para R$ 340,00. Já em Dourados, o preço se manteve em R$ 350,00, e em Cuiabá subiu para R$ 360,00. Em Vilhena, a arroba avançou para R$ 330,00.

Atacado

No atacado, o mês foi marcado por valorização expressiva da carne bovina, com destaque para o quarto dianteiro, que atingiu R$ 23,50 por quilo, alta de 7,80% frente ao fim de março. Os cortes do traseiro também subiram, chegando a R$ 28,50 por quilo.

Exportações

O bom desempenho das exportações contribuiu para esse movimento. O Brasil embarcou 216,266 mil toneladas de carne bovina em abril (até 16 dias úteis), gerando receita de US$ 1,340 bilhão. O preço médio ficou em US$ 6.200,70 por tonelada.

Comparações

Na comparação com abril de 2025, houve crescimento. Foi registrada alta de 38% na receita média diária, avanço de 11,9% no volume embarcado e valorização de 23,2% no preço médio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

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Clima favorece algodão, mas exige atenção



“Na prática, o produtor precisa estar mais presente no dia a dia da lavoura”


"Na prática, o produtor precisa estar mais presente no dia a dia da lavoura"
“Na prática, o produtor precisa estar mais presente no dia a dia da lavoura” – Foto: Canva

O avanço da safra de algodão 2025/2026 tem sido favorecido pelas condições climáticas em áreas importantes de produção, mas a maior umidade também acende alerta para o controle de pragas e doenças. O cenário exige monitoramento constante das lavouras e adoção de estratégias de manejo para reduzir riscos de perdas.

De acordo com o 7º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento, as condições climáticas adequadas nos Cerrados têm beneficiado o estabelecimento da cultura. Ao mesmo tempo, o excesso de chuvas em algumas regiões tem criado ambiente favorável ao aumento de doenças fúngicas, o que demanda atenção dos produtores.

Na Bahia, principal estado produtor de algodão do MATOPIBA, as chuvas registradas na primeira quinzena de abril foram bem distribuídas e contribuíram para o bom desenvolvimento das lavouras. Apesar disso, a incidência de bicudo e mosca-branca tem exigido maior acompanhamento. No Maranhão, o volume excessivo de chuvas em algumas áreas levou produtores a reforçarem o controle de doenças fúngicas, com aplicações mais frequentes de fungicidas no início dos problemas.

Segundo Bruno Vilarino, gerente de produto da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, o produtor precisa acompanhar de perto a lavoura e observar os primeiros sinais de doenças para evitar a disseminação. “Na prática, o produtor precisa estar mais presente no dia a dia da lavoura e ficar atento aos primeiros sinais das doenças para evitar que o problema se espalhe. Bruno alerta que “quem acompanha de perto a lavoura e age rápido consegue segurar melhor as doenças e evitar perdas”. Segundo ele, o aumento das chuvas e da umidade tem colocado o produtor de algodão em posição mais delicada nesta safra, exigindo planejamento.”

 





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Novo manual pode mudar ações por dano ambiental no campo; entenda


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

O Giro do Boi desta semana trouxe um debate essencial para a segurança jurídica no campo. O advogado e professor Pedro Puttini Mendes analisou o novo manual lançado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), criado para padronizar a quantificação de danos ambientais complexos e orientar magistrados em decisões técnicas.

Para o produtor rural, essa mudança eleva o padrão de responsabilidade, mas também oferece ferramentas para evitar condenações desproporcionais e indenizações automáticas que não possuem embasamento técnico. O ponto mais relevante do manual do CNJ é o reforço à hierarquia da reparação ambiental, onde a prioridade deve ser sempre a recomposição in loco antes de se falar em pagamento de multas pecuniárias.

Confira:

Responsabilidade solidária e evidência científica

Puttini destaca que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) não deve impor indenizações financeiras imediatas quando a recuperação vegetal é monitorável. Se o produtor prova que a área está em processo de regeneração, a cobrança em dinheiro pode ser vista como um “mecanismo de arrecadação” indevido. O foco do produtor deve ser provar a recuperação efetiva, sendo que a indenização financeira só deve ocorrer se houver um dano irreversível tecnicamente comprovado.

O manual toca em um tema sensível: a responsabilidade solidária, onde comprador e vendedor podem responder juntos pelo dano. O advogado alerta para a confusão jurídica comum entre a obrigação de recuperar e a de indenizar. Com parâmetros de valoração mais rígidos, o Judiciário exigirá menos retórica e mais evidência científica. A documentação técnica passa a ser o principal escudo do produtor rural.

O novo manual do CNJ sinaliza um Judiciário mais técnico e menos ideológico. No entanto, o produtor deve ser proativo: “quem não documenta, não se defende”. A segurança jurídica da fazenda agora será decidida na ponta do laudo pericial e na organização da gestão ambiental da propriedade.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Alta do petróleo impulsiona soja em Chicago


A escalada do preço do petróleo, em meio à falta de consenso para o fim da guerra no Oriente Médio, influenciou o mercado internacional de grãos na última semana. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, referente ao período de 24 a 30 de abril, a commodity atingiu US$ 120 por barril, um dos níveis mais elevados dos últimos anos.

O movimento teve reflexo direto nas cotações do óleo de soja na Bolsa de Chicago, que registraram novo recorde recente ao fechar em 76,36 centavos de dólar por libra-peso no dia 30 de abril. O avanço também foi sustentado pela valorização do farelo de soja, influenciado por problemas na Argentina, principal exportadora mundial do subproduto. Com isso, o preço do grão avançou, e o bushel encerrou o mesmo dia a US$ 11,82, ante US$ 11,59 na semana anterior.

Apesar da alta, a Ceema avalia que os fundamentos do mercado seguem com tendência de baixa, com exceção do reposicionamento dos fundos de investimento, que voltaram à ponta compradora. O movimento ocorre em meio às incertezas geopolíticas e ajustes nas carteiras.

Nos Estados Unidos, o plantio da nova safra avança em ritmo acelerado. Até 26 de abril, 23% da área prevista já havia sido semeada, percentual superior à média histórica de 12%. Na mesma data, 8% das lavouras já haviam germinado, acima do padrão médio de 1%.

No comércio exterior, os embarques norte-americanos somaram 628.826 toneladas na semana encerrada em 23 de abril, elevando o total exportado no atual ano comercial para 32,8 milhões de toneladas, abaixo das mais de 43 milhões registradas no mesmo período do ciclo anterior.

A demanda global por farelo de soja também tem sustentado os preços. Compradores europeus ampliaram aquisições, enquanto a oferta argentina enfrenta restrições. Durante a semana, a Holanda rejeitou dois navios com farelo argentino após identificar material genético não aprovado. Há registros semelhantes envolvendo cargas brasileiras, o que gera preocupação sobre possíveis restrições em outros países da União Europeia.

Esse cenário tem levado à expectativa de aumento das compras de farelo dos Estados Unidos, contribuindo para a valorização do produto em Chicago. Entre 17 de março e 15 de abril, o farelo acumulou alta de 7,2% e se mantém em patamares elevados.

No Brasil, o câmbio entre R$ 4,95 e R$ 5,00 por dólar contribuiu para manter os preços da soja em níveis mais baixos no mercado interno. No Rio Grande do Sul, as principais praças registraram cerca de R$ 114 por saca, enquanto em outras regiões os valores oscilaram entre R$ 107 e R$ 113.

As exportações brasileiras seguem em ritmo forte. Até a quarta semana de abril, a média diária de embarques cresceu 12,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O volume acumulado no período alcançou 13,7 milhões de toneladas, e a expectativa é de que o total mensal atinja 16 milhões, o que pode representar um novo recorde para abril.





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