quinta-feira, julho 2, 2026

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Brasil fica fora de lista da União Europeia para exportação de carne bovina


pedaços de carne bovina
Foto: RastreIA

A União Europeia (UE) divulgou nesta terça-feira (12) a lista de países autorizados a continuar exportando carne ao bloco dentro das novas regras europeias de controle sobre o uso de antibióticos na pecuária. O Brasil, no entanto, ficou fora da relação.

A lista aprovada pela União Europeia inclui países como Argentina, Colômbia e México, considerados adequados às exigências sanitárias do bloco. Segundo autoridades europeias, o país ficou de fora porque ainda não apresentou garantias suficientes sobre a não utilização de determinados antimicrobianos na produção animal.

Mesmo assim, fontes ligadas à UE indicam que a lista poderá ser revisada futuramente caso o governo brasileiro envie as informações e garantias pendentes.

A decisão ocorre em meio à pressão de agricultores europeus, especialmente da França, após a entrada em vigor provisória do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. O tratado começou a valer de forma provisória em 1º de maio e ainda aguarda uma decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.

A divulgação da lista foi interpretada por analistas como um gesto político e regulatório da União Europeia para demonstrar rigor sanitário diante das críticas feitas por produtores rurais europeus.

“Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e controle de antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona”, afirmou o comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen.

*Com informações da AFP

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IBGE inicia segundo dia de prova piloto do 12º Censo Agro em Corumbá


IBGE inicia segundo dia de prova piloto do 12º Censo Agro em Corumbá

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deu sequência, nesta terça-feira (12), ao segundo dia da 2ª prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola em Corumbá (MS). A ação integra a etapa preparatória do levantamento nacional e busca testar, em campo, os procedimentos operacionais antes da realização do censo em todo o país.

Segundo o IBGE, a operação em Corumbá mobiliza cerca de 30 servidores nas atividades presenciais. O foco da prova piloto é verificar o funcionamento da logística, das estratégias de coleta e da abordagem em territórios com diferentes características produtivas e geográficas.

O trabalho de campo está distribuído em três distritos do município: Albuquerque, Nhecolândia e Porto Esperança. A área de testes também inclui a Terra Indígena Guató e os assentamentos Tamarineiro, Mato Grande e São Gabriel. Além disso, setores localizados no entorno urbano de Corumbá fazem parte da operação para observar dinâmicas distintas entre áreas rurais e urbanas.

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A escolha de Corumbá ocorre em um contexto técnico específico. O município reúne condições de acesso mais complexas e diversidade territorial, fatores que permitem ao instituto verificar, na prática, como os protocolos de coleta respondem a cenários operacionais diferentes dentro de uma mesma região.

Esse tipo de etapa antecede a execução do censo em escala nacional porque permite identificar ajustes necessários em rotas, procedimentos de campo e organização das equipes. Com isso, o IBGE busca reduzir falhas operacionais e melhorar a padronização das informações que serão coletadas posteriormente.

O instituto informou que a cobertura diária das atividades pode ser acompanhada pela Agência de Notícias, pelo site oficial do Censo e pelos perfis institucionais nas redes sociais. Não foram divulgados, até o momento, resultados consolidados desta etapa de testes.

A continuidade da prova piloto deve servir de base para o aperfeiçoamento metodológico e operacional do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, etapa considerada estratégica para a preparação do levantamento nacional.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Hugo Motta defende emendas parlamentares e rejeita comparação com penduricalhos


Hugo Motta defende emendas parlamentares e rejeita comparação com penduricalhos

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (12) que as emendas parlamentares são instrumento de política pública e não podem ser equiparadas aos chamados penduricalhos pagos acima do teto constitucional. Em entrevista à Rádio TMC, o deputado também defendeu a revisão de penas de condenados pela tentativa de golpe de Estado em 2023 e citou a segurança pública como uma das prioridades do país.

Ao tratar das emendas, Motta disse que os recursos têm função de atendimento local, especialmente em áreas onde, segundo ele, a atuação do poder público não alcança de forma suficiente a população. Na entrevista, o presidente da Câmara diferenciou esse mecanismo orçamentário de vantagens pessoais recebidas por servidores acima do limite constitucional.

“Fazer comparação de emenda com penduricalho é não entender de política pública. Penduricalho é vantagem pessoal recebida acima do teto funcional”, declarou. Ele acrescentou que eventuais problemas no empenho das emendas devem ser apurados, mas sem generalizações sobre o instrumento.

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O deputado não apresentou, na entrevista, valores, volume de emendas ou detalhamento de medidas de controle e fiscalização sobre a execução desses recursos.

No campo legislativo, Motta voltou a defender a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao texto que, segundo ele, permite revisar a dosimetria das penas aplicadas a condenados pela tentativa de golpe de Estado em 2023. De acordo com o parlamentar, a proposta foi construída em acordo entre Câmara e Senado.

Na segurança pública, o presidente da Câmara afirmou que o avanço do crime organizado exige resposta conjunta do Estado, com leis mais duras e políticas públicas integradas. “Precisamos agir de maneira conjunta e integrada”, disse.

As declarações de Motta sinalizam que a Câmara deve manter em pauta debates sobre execução de emendas, revisão penal e endurecimento das ações contra o crime organizado. Não foi informado, até o momento, cronograma oficial para votação dessas matérias.

Fonte: camara.leg.br

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Governo prepara programa para financiar carros a motoristas de aplicativo, diz Boulos


Governo prepara programa para financiar carros a motoristas de aplicativo, diz Boulos

O governo federal deve lançar, nos próximos dias, um programa para melhorar as condições de financiamento de veículos para motoristas de aplicativo. A informação foi dada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta terça-feira (12). Segundo ele, a iniciativa terá foco na renovação de frota e na redução da dependência de carros alugados.

Ao apresentar a proposta, Boulos afirmou que parte dos motoristas trabalha com veículos locados e compromete uma parcela relevante da renda com o pagamento da diária. Nas palavras do ministro, o objetivo é criar “condições favoráveis” de financiamento para ampliar o acesso ao carro próprio.

Até o momento, o governo não detalhou taxa de juros, prazo de pagamento, critérios de elegibilidade, volume de recursos ou data de início da operação. Sem essas informações, ainda não é possível dimensionar o alcance econômico da medida nem o número potencial de beneficiários.

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O anúncio ocorre após o impasse em torno do projeto de lei que tratava da regulamentação do trabalho por aplicativo. De acordo com Boulos, o texto relatado pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) foi alterado durante a tramitação. O ministro atribuiu a mudança à atuação das plataformas do setor, citando Uber, 99 e iFood.

Boulos também declarou que as empresas não estariam cumprindo integralmente a determinação do governo federal, anunciada em março deste ano, para detalhar os valores repassados à plataforma e ao trabalhador em cada serviço. Segundo ele, uma nova norma deve ser publicada com previsão de multas para casos de descumprimento.

Na prática, o programa de financiamento, se vier acompanhado de crédito subsidiado ou condições diferenciadas, pode alterar o custo operacional do motorista. Esse efeito, porém, depende da regulamentação final e da divulgação dos parâmetros técnicos da política.

O próximo passo será a publicação oficial das regras do programa e da norma sobre transparência e penalidades. Até lá, permanecem sem confirmação os critérios operacionais e o impacto efetivo da medida sobre renda, endividamento e renovação da frota.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Petrobras realiza coletiva online sobre resultados do 1º trimestre nesta terça-feira


Petrobras realiza coletiva online sobre resultados do 1º trimestre nesta terça-feira

A Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) informou que realizará nesta terça-feira (12) uma entrevista coletiva online sobre os resultados do 1º trimestre de 2026. A apresentação será conduzida pela diretoria executiva da companhia a partir das 14h30. Segundo o aviso de pauta, jornalistas poderão acompanhar a transmissão e encaminhar perguntas por meio de link disponibilizado pela empresa.

A coletiva foi anunciada pela Petrobras em comunicado divulgado nesta segunda-feira (12/05/2026). De acordo com a empresa, o encontro será realizado em ambiente virtual, pela plataforma Microsoft Teams.

O acesso à transmissão poderá ser feito por meio de endereço eletrônico informado pela estatal. Para participação pelo celular, a Petrobras esclareceu que é necessária a instalação prévia do aplicativo Microsoft Teams.

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A divulgação é relevante porque os resultados trimestrais concentram informações financeiras e operacionais acompanhadas por agentes do mercado, investidores, fornecedores e setores ligados à cadeia de energia. Em coletivas desse tipo, a companhia costuma detalhar números já publicados em balanço e responder a questionamentos sobre desempenho, estratégia e cenário de negócios.

No entanto, o aviso de pauta divulgado pela Petrobras não apresenta, até o momento, dados do 1º trimestre de 2026, como lucro, receita, produção ou investimentos. Também não foram informados, no comunicado, os executivos que participarão da entrevista nem a duração prevista da transmissão.

Para a cobertura jornalística, o conteúdo tem caráter de serviço, ao orientar o acesso à coletiva e o envio de perguntas em tempo real. A expectativa sobre eventuais impactos para o mercado dependerá da divulgação oficial dos números e das explicações apresentadas pela companhia durante a entrevista.

A coletiva desta terça-feira (12) deve funcionar como complemento à apresentação dos resultados do 1º trimestre de 2026. Sem os dados financeiros no aviso prévio, a análise técnica do desempenho da Petrobras dependerá das informações que forem efetivamente divulgadas no evento.

Fonte: agencia.petrobras.com.br

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Tesouro Nacional nomeia David Athayde como secretário adjunto e Luiz Fernando Alves para subsecretaria fiscal


Tesouro Nacional nomeia David Athayde como secretário adjunto e Luiz Fernando Alves para subsecretaria fiscal

O Tesouro Nacional informou nesta terça-feira (12) a nomeação de David Rebelo Athayde para o cargo de secretário adjunto e de Luiz Fernando Alves para a Subsecretaria de Planejamento Estratégico da Política Fiscal. As designações foram publicadas no Diário Oficial da União e alcançam duas funções ligadas à formulação, acompanhamento e transparência das contas públicas.

David Athayde é auditor federal de finanças e controle desde 2005. Graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília (UnB), ele tem mestrado em Economia do Setor Público, também pela UnB, e em International Money and Banking pela Universidade de Birmingham, no Reino Unido.

Antes da nomeação, Athayde ocupava justamente a Subsecretaria de Planejamento Estratégico da Política Fiscal. Segundo o Tesouro Nacional, ele coordenava ações voltadas ao fortalecimento da gestão fiscal e à ampliação da transparência de indicadores e estatísticas sobre as contas públicas. Ao longo da carreira, também passou pela Secretaria de Política Econômica (SPE) e chefiou a Assessoria Econômica do Tesouro.

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Para a vaga na subsecretaria, foi nomeado Luiz Fernando Alves, auditor federal de finanças e controle desde 2003. Economista formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), ele é mestre em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e possui formação complementar em instituições internacionais, incluindo cursos do Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com o Tesouro, Alves acumula cerca de 20 anos de atuação em gestão da dívida pública federal. Nesse período, trabalhou com gestão de riscos, estratégias de financiamento de médio prazo, Planos Anuais de Financiamento, análises de sustentabilidade da dívida e relacionamento com investidores e agências de rating. Desde 2015, era responsável pela área de Planejamento Estratégico da Dívida Pública.

Na prática, as mudanças mantêm servidores de carreira em postos centrais para o acompanhamento fiscal e para a gestão do endividamento federal, duas frentes que influenciam a execução da política econômica e a comunicação de dados ao mercado e à sociedade.

O Tesouro Nacional não informou, no comunicado, mudanças de diretrizes ou metas associadas às nomeações. Até o momento, o anúncio trata da substituição e redistribuição de funções dentro da estrutura técnica do órgão.

Fonte: gov.br

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Adubação no milho exige manejo além do NPK



O nitrogênio é considerado essencial para o crescimento vegetativo


O nitrogênio é considerado essencial para o crescimento vegetativo
O nitrogênio é considerado essencial para o crescimento vegetativo – Foto: Pixabay

A escolha do fertilizante no milho exige mais do que a aplicação de uma fórmula pronta, já que a resposta da lavoura depende da função de cada nutriente e das condições reais de absorção pela planta. A avaliação é de Luis Fernando Luna, especialista em fitossanidade e operações agrícolas, ao destacar que a adubação eficiente passa por equilíbrio, momento de aplicação e manejo adequado.

Embora ainda seja comum associar a adubação apenas ao uso de NPK, o desempenho da cultura depende da compreensão do papel específico de cada elemento no desenvolvimento do milho. Nesse contexto, o nitrogênio é considerado essencial para o crescimento vegetativo, com atuação direta na formação das folhas e no vigor da planta. Quando há deficiência desse nutriente, a lavoura tende a perder força, o que pode comprometer a produtividade.

O fósforo, por sua vez, tem importância desde as fases iniciais do ciclo. Sua atuação está ligada ao desenvolvimento das raízes, ao arranque inicial da planta e à formação das espigas. Em sistemas produtivos bem conduzidos, esse nutriente contribui para que o milho estabeleça uma base adequada de crescimento, favorecendo as etapas seguintes da cultura.

Já o potássio está relacionado à eficiência da planta. Ele participa de processos associados à resistência, ao enchimento de grãos e à tolerância a situações de estresse, como seca e ocorrência de doenças. Por isso, sua presença em níveis adequados é importante para a estabilidade da lavoura ao longo do ciclo.

A análise também chama atenção para um ponto central do manejo: não basta haver fertilizante disponível se o solo não permite a absorção ou se a planta não consegue metabolizar os nutrientes. Da mesma forma, seguir uma fórmula sem considerar o sistema produtivo pode limitar os resultados no campo.

Dessa forma, a adubação no milho deve ser tratada como uma decisão técnica, e não apenas como uma etapa operacional. Mais do que quantidade aplicada, o resultado depende da combinação entre equilíbrio nutricional, momento correto e manejo ajustado à realidade da lavoura.

 





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Juros futuros avançam após IPCA de abril e alta do petróleo


Juros futuros avançam após IPCA de abril e alta do petróleo

Os juros futuros operavam em alta em toda a curva na manhã desta terça-feira (12), em reação à valorização do petróleo no mercado internacional, ao avanço do dólar e à elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. No Brasil, os agentes também repercutem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, que subiu 0,67% no mês e 4,39% em 12 meses, em linha com as projeções medianas do mercado.

No início do dia, o movimento de alta atingia os principais vencimentos dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI). Às 9h30, o DI para janeiro de 2027 subia para 14,165%, ante 14,108% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 avançava de 13,689% para 13,800%, enquanto o DI para janeiro de 2031 ia de 13,763% para 13,855%.

A leitura do mercado é de que a disparada do petróleo amplia o risco de pressões inflacionárias, especialmente por seus efeitos sobre combustíveis, fretes e custos de produção. Esse ambiente tende a reforçar a cautela dos investidores com a trajetória dos juros, tanto no Brasil quanto no exterior.

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No cenário internacional, o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos também ficou próximo do esperado. Segundo os dados informados ao mercado, houve alta de 0,6% em abril na margem e de 3,8% na comparação anual, acima da previsão de 3,7%. O núcleo do indicador avançou 0,4% no mês. Não há, no conteúdo disponível, detalhamento adicional da fonte oficial nem abertura completa dos componentes do núcleo.

Com IPCA doméstico dentro do previsto, a reação da curva brasileira indica que o foco do mercado segue concentrado no ambiente externo, no câmbio e no comportamento das commodities energéticas. Se esses fatores permanecerem pressionados, a tendência técnica é de manutenção da volatilidade nos contratos de juros ao longo do pregão.

No curto prazo, a dinâmica dos DIs deve continuar sensível aos preços do petróleo, ao dólar e aos indicadores de inflação dos Estados Unidos, fatores que influenciam a percepção sobre custo de crédito, financiamento e decisões de investimento no Brasil.

Fonte: Estadão Conteúdo

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CPI dos Estados Unidos sobe 0,6% em abril e taxa anual acelera para 3,8%


CPI dos Estados Unidos sobe 0,6% em abril e taxa anual acelera para 3,8%

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos avançou 0,6% em abril ante março, com ajuste sazonal, informou o Departamento do Trabalho norte-americano nesta terça-feira (12). Na comparação com abril do ano passado, a alta foi de 3,8%. O dado mensal ficou em linha com a expectativa do mercado, enquanto a taxa anual superou levemente a projeção de 3,7%.

No relatório anterior, referente a março, o CPI cheio havia subido 0,9% na comparação mensal e 3,3% no acumulado em 12 meses. Na leitura mais recente, portanto, houve desaceleração do ritmo mensal, mas aceleração da taxa anual em 0,5 ponto percentual.

O núcleo do CPI, indicador que exclui alimentos e energia por concentrar itens mais voláteis, subiu 0,4% em abril ante março. Analistas consultados pelo Projeções Broadcast previam alta de 0,3%. Em 12 meses, o núcleo avançou 2,8%, também acima da estimativa de 2,7%.

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Em março, o núcleo havia registrado alta de 0,2% na base mensal e de 2,6% na comparação anual. Isso mostra que, além do índice cheio, a medida subjacente de inflação também ganhou força entre um mês e outro.

Os números são acompanhados de perto pelo mercado financeiro global porque servem de base para a avaliação da trajetória de preços nos Estados Unidos e das próximas decisões de política monetária do Federal Reserve, o banco central do país. O relatório divulgado nesta terça-feira (12), no entanto, não detalha neste conteúdo quais grupos de despesas exerceram maior pressão sobre o índice em abril.

Com o CPI cheio em 3,8% e o núcleo em 2,8% no acumulado de 12 meses, o mercado deve seguir monitorando os próximos indicadores para medir se a inflação mantém ritmo mais elevado ou retoma desaceleração nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Seminário da Embrapa apresenta primeiros dados sobre leite e carnes caprina e ovina no Piauí


Seminário da Embrapa apresenta primeiros dados sobre leite e carnes caprina e ovina no Piauí

A Embrapa Meio-Norte sediou, nesta segunda-feira (11), o seminário “Pecuária piauiense: atualidade, oportunidades e desafios”, em Teresina (PI). No encontro, foram apresentados os primeiros dados do projeto PiauiPec sobre bovinocultura leiteira e produção de carnes caprina e ovina no estado. A iniciativa busca levantar informações técnicas para subsidiar futuras políticas públicas para essas cadeias produtivas.

O seminário foi realizado no âmbito do PiauiPec, projeto desenvolvido com parceria da Embrapa Caprinos e Ovinos e da Embrapa Gado de Leite, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi). Durante a programação, foram assinados 10 acordos de cooperação técnica com instituições parceiras para viabilizar as atividades até o final de 2027.

Na área do leite, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Samuel Oliveira, apresentou dados de produção no Brasil, no Nordeste e no Piauí. Segundo ele, o estado ainda tem participação reduzida no mercado e enfrenta limitações ligadas à baixa produtividade e à menor adoção de tecnologia. Oliveira afirmou ainda que o leite captado por laticínios cresceu nos últimos dez anos no país, na região Nordeste e também no Piauí, embora os volumes específicos não tenham sido detalhados no material divulgado.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Em relação à caprinocultura e à ovinocultura, o pesquisador da Embrapa Caprinos e Ovinos, Espedito Martins, apresentou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e destacou a concentração da produção na região semiárida do estado. De acordo com ele, os diferentes perfis produtivos dos municípios exigem estratégias distintas, o que reduz a efetividade de políticas públicas uniformes para todo o setor.

Para o pesquisador da Embrapa Meio-Norte e líder do projeto, Sérgio Vilela, a próxima etapa será aprofundar os estudos sobre os gargalos que limitam o avanço das cadeias produtivas.

A proposta do PiauiPec é consolidar, até o fim de 2027, um conjunto de diagnósticos e recomendações técnicas ao governo estadual. A expectativa da equipe é que os levantamentos orientem ações voltadas a produtividade, gestão, tecnologia e competitividade na pecuária piauiense.

Fonte: embrapa.br

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