sábado, junho 13, 2026

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Embrapa realiza evento de 51 anos em Sergipe com foco na agricultura familiar


Mostra em Brasília debate autonomia produtiva de mulheres rurais e destaca apoio a quintais

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realiza nesta quinta-feira (11), em Aracaju, um evento para marcar os 51 anos de atuação da instituição em Sergipe. Segundo o material de divulgação informado nesta terça-feira (9), a comemoração terá como eixo a agricultura familiar agroecológica e ocorrerá na área externa da unidade sediada na capital sergipana.

A programação anunciada pela Embrapa insere a data institucional em um contexto de atenção a sistemas produtivos de menor escala, com ênfase em práticas agroecológicas. Esse direcionamento tem relação com um segmento relevante da produção rural do estado, especialmente em cadeias de alimentos, hortaliças, frutas, criação de pequeno porte e abastecimento local.

No comunicado disponível, a instituição informa a realização do evento em 11 de junho de 2026, mas não detalha, no conteúdo fornecido, o número de atividades previstas, os horários da programação, os participantes confirmados nem possíveis demonstrações técnicas. Também não foram apresentados, até o material encaminhado, dados adicionais sobre metas, projetos ou resultados que serão divulgados durante a comemoração.

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Ainda assim, o foco na agricultura familiar agroecológica indica uma linha de atuação conectada à difusão de tecnologias adaptadas, ao manejo com menor dependência de insumos externos e à valorização de sistemas de produção voltados ao mercado regional. Para produtores, cooperativas, técnicos e organizações locais, esse tipo de agenda costuma concentrar informações sobre pesquisa aplicada, capacitação e alternativas produtivas alinhadas às condições do Semiárido e da faixa litorânea nordestina.

A Embrapa é um dos principais órgãos de pesquisa agropecuária do país, e eventos institucionais com recorte temático podem funcionar como vitrine para projetos em andamento e para a aproximação com agricultores, entidades de extensão rural e demais agentes das cadeias produtivas.

Sem a programação completa e sem dados técnicos adicionais no material disponível, ainda não é possível dimensionar os desdobramentos práticos do evento. A expectativa objetiva, a partir do foco anunciado, é de atualização sobre ações de pesquisa e transferência de conhecimento voltadas à agricultura familiar em Sergipe.

Fonte: embrapa.br

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Juros futuros recuam antes de leilões do Tesouro Nacional


Juros futuros recuam e curva perde inclinação nesta segunda-feira

As taxas dos contratos futuros de juros de médio e longo prazo operavam em queda na manhã desta terça-feira (9), em linha com o recuo do dólar, do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries dos Estados Unidos. O movimento ocorreu antes dos leilões do Tesouro Nacional previstos para as 11h e após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de um acordo de paz com o Irã.

No mercado doméstico, os vencimentos mais longos mostravam alívio, enquanto os contratos curtos rondavam a estabilidade. Às 9h10, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia para 14,505%, ante 14,473% no ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2029 caía para 14,865%, de 14,928%, e o DI para janeiro de 2030 recuava para 14,705%, ante 14,774% no fechamento de segunda-feira (8).

Segundo o material de mercado informado no conteúdo, a leitura dos agentes foi de que o ambiente externo favorecia um movimento de acomodação nas curvas de juros. A redução dos rendimentos dos títulos norte-americanos e o comportamento do petróleo ajudavam a diminuir a pressão sobre os ativos locais no início do pregão.

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No centro da atenção doméstica estavam os leilões de títulos públicos NTN-B e LFT do Tesouro Nacional. Em relatório, Luis Felipe Laudisio, cogestor da Warren Investimentos, avaliou que uma oferta elevada poderia exigir prêmios maiores do mercado, o que limitaria o alívio observado no exterior. A avaliação indica que o volume ofertado seria um fator relevante para a formação das taxas ao longo do dia.

Para o setor agropecuário, o comportamento da curva de juros é acompanhado porque serve de referência para o custo de financiamento na economia. Embora o conteúdo não detalhe efeitos imediatos sobre linhas específicas de crédito rural, oscilações nas taxas futuras influenciam o ambiente financeiro de produtores, cooperativas e agroindústrias, especialmente em decisões de capital de giro, investimento e rolagem de dívida.

O resultado dos leilões e a continuidade do movimento externo devem seguir no radar do mercado ao longo desta terça-feira (9). Sem novas informações sobre o volume efetivamente ofertado pelo Tesouro Nacional e sobre o fechamento da sessão, não há base suficiente para projetar a trajetória dos juros nos próximos pregões.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Avanço da 2ª safra e cautela de compradores pressionam preços do feijão


Avanço da 2ª safra e cautela de compradores pressionam preços do feijão

O mercado de feijão preto e carioca iniciou junho em queda nas principais praças do país, segundo o Indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). De acordo com a análise divulgada nesta terça-feira (9), o movimento ocorre após as valorizações registradas em maio e reflete a postura mais cautelosa dos compradores diante do avanço da colheita da 2ª safra.

Segundo o Cepea/CNA, a entrada de produto da 2ª safra ampliou a oferta no mercado interno e contribuiu para a pressão sobre as cotações. Outro fator apontado pelo indicador foi a perda de qualidade em parte dos lotes colhidos no Paraná, principal estado produtor neste período, após geadas recentes que afetaram as lavouras.

O relatório não informou, no material divulgado, os valores nominais das cotações por praça, mas destacou que o recuo ocorreu nas principais regiões de comercialização do país. Mesmo com a baixa nos primeiros dias de junho, o balanço acumulado de 2026 permanece positivo para o produtor, após as altas observadas ao longo de maio.

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No comércio exterior, os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram aumento das importações e leve retração das exportações em maio. O Brasil importou 5,28 mil toneladas de feijão no mês, volume seis vezes superior ao registrado no mesmo período de 2025 e o maior para maio desde 2020. A Argentina foi o principal fornecedor. Do total importado, 65% corresponderam a feijão preto, 25% a feijão branco e 11% a outros feijões comuns.

As exportações somaram 12,09 mil toneladas em maio, com queda de 0,5% na comparação anual. Na relação com maio de 2024, quando o país embarcou 22,84 mil toneladas, o recuo foi de 47,1%.

O comportamento dos preços no curto prazo deve seguir condicionado ao ritmo da colheita da 2ª safra, à qualidade dos lotes disponíveis e à posição dos compradores. Sem a divulgação de preços por praça no material de referência, o alcance regional do recuo nas cotações não pode ser detalhado além das indicações gerais do Cepea/CNA.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Banco do Brasil estima R$ 850 milhões em propostas na Bahia Farm Show


BNDES amplia crédito do Mais Inovação e inclui agropecuária entre setores atendidos

O Banco do Brasil (BB) estima acolher R$ 850 milhões em propostas de financiamento durante a 20ª edição da Bahia Farm Show, realizada em Luís Eduardo Magalhães (BA). A informação foi divulgada pela instituição nesta terça-feira (9), em nota. A feira começou na segunda-feira (8) e segue até 13 de junho, com foco em tecnologia agrícola e negócios.

Segundo o Banco do Brasil (BB), o atendimento na feira será voltado a pequenos, médios e grandes produtores rurais, com oferta de crédito para custeio e investimento. A instituição informou que terá 60 funcionários distribuídos entre revendas e estande próprio, com assessoria financeira e atendimento aos clientes.

Entre as linhas destacadas para máquinas e implementos estão programas com recursos controlados do crédito rural, como Moderfrota, Pronamp Investimento, Inovagro e Pronaf Mais Alimentos. O banco também informou disponibilidade de recursos para financiar silos e armazéns pelo Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA).

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De acordo com a nota, os recursos do Inovagro podem ser usados em investimentos em tecnologia, eficiência produtiva, implantação de plantio direto e recuperação de pastagens degradadas. Na agricultura familiar, as taxas de juros começam em 3,0% ao ano, variando conforme a linha e o perfil do produtor. Para médios e grandes produtores, as taxas partem de 8% ao ano.

Os prazos de pagamento podem chegar a 12 anos, com possibilidade de até 3 anos de carência para investimentos. Na prática, esse tipo de condição financeira é utilizado para aquisição de máquinas, ampliação da capacidade de armazenagem e adoção de tecnologias com retorno de médio e longo prazo.

Em nota, o diretor de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Alberto Martinhago, afirmou que a instituição pretende atender a demanda de crédito dos produtores presentes no evento com recursos do Plano Safra e linhas de juros controlados. O banco não detalhou, porém, quanto do volume estimado de R$ 850 milhões será destinado a cada programa ou perfil de cliente.

A estimativa de R$ 850 milhões indica o peso do crédito rural nas negociações da feira, especialmente em investimentos ligados à modernização da produção. O volume efetivamente contratado e sua distribuição entre custeio, máquinas, armazenagem e tecnologia dependerão da formalização das propostas durante o evento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Trégua frágil entre Israel e Irã não segura juros e dólar dispara


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a trégua entre Israel e Irã não sustentou o alívio nos mercados.

O dólar fechou a R$ 5,18, maior nível desde março, e a curva de juros passou a precificar alta da Selic no segundo semestre.

O Ibovespa caiu 0,21% a 168 mil pontos, renovando mínima do ano.

O Focus confirmou deterioração, com IPCA 2026 em 5,11% e Selic projetada em 13,50%.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Importação de glifosato despenca no Brasil


As importações brasileiras de glifosato perderam ritmo nos primeiros cinco meses de 2026, em um movimento que indica desaceleração no abastecimento externo de um dos herbicidas mais utilizados nas lavouras do país. De acordo com levantamento da AMR Business Intelligence, com base em dados do MDIC, o Brasil importou 57,3 mil toneladas do produto entre janeiro e maio deste ano, volume 20% menor que o registrado no mesmo período de 2025.

A retração ocorre após um ano em que as compras externas haviam somado 71,5 mil toneladas no intervalo analisado. O resultado de 2026 também fica abaixo do pico observado em 2022, quando as importações chegaram a 108,6 mil toneladas entre janeiro e maio, maior volume da série apresentada. Desde então, o comportamento das aquisições tem mostrado oscilações, com queda em 2023, recuperação parcial em 2024 e novo avanço em 2025, antes da desaceleração registrada neste ano.

A série histórica mostra que o volume importado em 2026 ainda supera os patamares de alguns anos anteriores, como 2017, quando foram adquiridas 16 mil toneladas, 2018, com 23,8 mil toneladas, 2021, com 29,2 mil toneladas, e 2023, com 27,7 mil toneladas. Por outro lado, o resultado atual permanece abaixo dos níveis de 2019, quando as compras somaram 54,2 mil toneladas, em patamar próximo ao deste ano, e de 2020, com 43,7 mil toneladas, considerando a trajetória irregular do mercado no período.

Na distribuição por origem, a China manteve ampla liderança no fornecimento de glifosato ao Brasil. O país asiático respondeu por 84% do total importado entre janeiro e maio de 2026, reforçando sua posição como principal fornecedor do insumo ao mercado brasileiro. Os Estados Unidos ficaram com os 16% restantes, sem participação de outras origens no volume informado para o período.

O desempenho aponta para um abastecimento mais lento em relação ao ano anterior, ainda que concentrado nos mesmos principais fornecedores. A queda de 20% nas importações sugere um ajuste no ritmo de entrada do produto no país, em um mercado marcado por variações relevantes ao longo dos últimos anos.

 





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Trecho da Transnordestina até Porto de Pecém deve ser entregue até o fim de 2026


Trecho da Transnordestina até Porto de Pecém deve ser entregue até o fim de 2026

O trecho da Ferrovia Transnordestina que fará a conexão com o Porto de Pecém, no Ceará, deve ser entregue até o fim de 2026, segundo afirmou o ministro dos Transportes, George Santoro, nesta terça-feira (9). A declaração foi dada em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O ministro também informou que há avanço nos projetos para retomar a ligação ferroviária até o Porto de Suape, em Pernambuco.

Segundo Santoro, a entrega do segmento até Pecém ocorrerá conforme o avanço das obras da Transnordestina em direção ao terminal portuário cearense. No material disponível, não foram informados a extensão exata do trecho, o percentual físico executado nem o valor atualizado da obra.

Na mesma entrevista, o ministro disse que os projetos para a retomada da conexão ferroviária até Suape avançaram após a retirada do trecho pernambucano da concessão no governo anterior. De acordo com ele, a atual gestão assumiu a execução do projeto, concluiu estudos executivos e realizou a licitação da obra. O início dos trabalhos, porém, ainda depende da conclusão de pendências junto aos órgãos de controle.

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Santoro também informou que o Plano Nacional de Logística (PNL) deverá incorporar um corredor ferroviário para ligar a Ferrovia Norte-Sul à Transnordestina por meio de Salgueiro, em Pernambuco. O ministro classificou o município como um entroncamento logístico do Nordeste.

Do ponto de vista operacional, a integração entre ferrovia e portos tende a ampliar a capacidade de transporte de cargas em longas distâncias e a oferecer uma alternativa ao modal rodoviário. Para o agronegócio, esse tipo de estrutura é acompanhado por produtores, cooperativas, tradings e agroindústrias porque interfere no custo de frete, no acesso a terminais portuários e no fluxo de escoamento da produção regional.

O ministro acrescentou que a região poderá atrair operadores logísticos e portos secos ao longo da ferrovia. No conteúdo divulgado, porém, não há estimativas oficiais sobre volumes de carga, cronograma detalhado de operação ou impacto tarifário para os usuários.

Com a previsão de entrega do trecho até Pecém em 2026 e a fase preparatória da ligação até Suape, o avanço da Transnordestina segue como um projeto logístico relevante para o Nordeste. Os efeitos práticos sobre o escoamento de cargas dependerão da conclusão das obras, da liberação dos trechos pendentes e da definição operacional dos corredores ferroviários anunciados.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Gasolina e etanol desaceleram IPC-DI de maio, informa Fundação Getulio Vargas (FGV)


Gasolina e etanol desaceleram IPC-DI de maio, informa Fundação Getulio Vargas (FGV)

A queda de 2,01% no preço da gasolina foi a principal contribuição para a desaceleração da inflação ao consumidor medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Disponibilidade Interna (IPC-DI) em maio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (9). O IPC-DI saiu de alta de 0,88% em abril para elevação de 0,60% em maio. Além da gasolina, etanol, café em pó, tarifa de ônibus urbano e aparelho telefônico celular ajudaram a conter o índice no período.

Segundo a FGV, o etanol recuou 6,90% em maio, enquanto o café em pó caiu 3,29%. A gasolina teve baixa de 2,01%. Entre os grupos de despesa, Transportes passou de alta de 1,47% em abril para queda de 0,71% em maio, movimento que ajudou a reduzir o ritmo do índice cheio.

Na direção oposta, a inflação de alimentos seguiu pressionada por itens in natura. A batata-inglesa subiu 45,17% e o tomate avançou 15,42% no mês. O grupo Alimentação acelerou de 1,19% em abril para 1,29% em maio. Também houve pressão de tarifa de eletricidade residencial, com alta de 4,00%, além de serviços bancários, que avançaram 2,35%, e condomínio residencial, com elevação de 1,73%.

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Dos oito grupos pesquisados, três registraram taxas mais brandas: Transportes, Saúde e Cuidados Pessoais, que desacelerou de 1,33% para 0,47%, e Educação, Leitura e Recreação, de 0,32% para 0,20%. Já Habitação acelerou de 0,46% para 1,18%, Despesas Diversas de 0,10% para 1,38%, Vestuário de 0,02% para 0,99%, Alimentação de 1,19% para 1,29% e Comunicação de 0,00% para 0,09%.

Para o setor agropecuário, os dados mostram movimentos distintos entre combustíveis, biocombustíveis e alimentos ao consumidor. O recuo do etanol e da gasolina influencia custos de transporte e logística, enquanto a alta de hortaliças mantém pressão sobre o componente alimentar do índice. No caso do café em pó, a queda no varejo indica alívio pontual ao consumidor, sem detalhamento adicional da FGV sobre os fatores específicos de oferta no levantamento divulgado.

O núcleo do IPC-DI ficou em 0,42% em maio, repetindo a taxa de abril. Já o índice de difusão passou de 64,19% para 64,84%, sinalizando que a desaceleração do indicador cheio ocorreu com alta de preços ainda espalhada entre os itens pesquisados. A FGV não apresentou, no material divulgado, projeções para os próximos meses.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Conab aponta soja em 99,8% da área colhida e milho safrinha em 3%


Colheita de soja chega a 99% no Brasil e milho safrinha começa, diz Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, nesta terça-feira (9), que a colheita da soja da safra 2025/26 atingiu 99,8% da área semeada no país até sexta-feira (5). O avanço foi de 0,1 ponto porcentual em relação à semana anterior. No mesmo levantamento, o milho verão chegou a 87,7% da área colhida, enquanto o milho de inverno 2025/26, também chamado de safrinha, alcançou 3% da área plantada.

Segundo o boletim semanal de progresso de safra da Conab, a colheita da soja está praticamente concluída no país. O índice de 99,8% representa leve atraso de 0,1 ponto porcentual ante igual período da safra passada, quando 99,9% da área havia sido colhida. Em relação à média dos últimos cinco anos, o percentual está em linha. Entre os Estados com trabalhos ainda em andamento, o Maranhão registrava 96% da área colhida, o Piauí 99% e Santa Catarina 99,6%.

No milho verão, a colheita avançou 3,1 pontos porcentuais em uma semana, de 84,6% para 87,7% da área semeada. Apesar do avanço, o ritmo segue abaixo do observado em igual momento da safra 2024/25, quando o índice era de 90,6%, e também ligeiramente inferior à média de cinco anos, de 88%. São Paulo, Paraná e Santa Catarina já concluíram os trabalhos, enquanto o Rio Grande do Sul alcançava 98%.

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Para o milho de inverno 2025/26, a Conab apontou colheita de 3% da área, ante 0,6% na semana anterior, avanço de 2,4 pontos porcentuais. O percentual supera os 2% registrados no mesmo período da safra passada, mas permanece abaixo da média dos últimos cinco anos, de 3,8%. Mato Grosso liderava o andamento, com 6,1% da área colhida, seguido por Tocantins, com 3%, e Maranhão, com 2%.

Os números da Conab ajudam a dimensionar o ritmo de entrada da produção no mercado e o estágio operacional das lavouras nas principais regiões produtoras. No caso do milho safrinha, o acompanhamento das próximas semanas seguirá relevante, já que essa etapa concentra parte importante da oferta nacional do cereal.

Com a soja praticamente encerrada e o milho em fases distintas de colheita, o monitoramento semanal da Conab tende a indicar se os atuais atrasos em relação à média histórica serão mantidos ou reduzidos. O boletim não detalha, neste recorte, impactos adicionais sobre produtividade ou qualidade dos grãos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Regras para contratação de trabalhador safrista serão debatidas em audiência na Câmara


Regras para contratação de trabalhador safrista serão debatidas em audiência na Câmara

A Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (9), às 16h30, uma audiência pública para discutir propostas que alteram as regras de contratação do trabalhador agrícola safrista. O debate ocorre no âmbito da Comissão de Trabalho e trata dos projetos de lei 676/25 e 1456/25. As duas matérias analisam mudanças nos contratos de safra, modalidade prevista na Lei 5.889/73 para atividades rurais de duração vinculada ao ciclo produtivo.

Segundo a descrição da legislação atual, o contrato de safra é aquele cuja vigência acompanha a atividade agrária, abrangendo o período entre o preparo do solo e a colheita. Esse tipo de vínculo é usado em culturas que concentram demanda por mão de obra em etapas específicas do calendário agrícola.

A audiência foi solicitada pelo deputado Bohn Gass (PT-RS), relator das duas propostas em análise na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados. De acordo com a justificativa apresentada, o objetivo é reunir contribuições de entidades representativas para subsidiar a elaboração do parecer sobre os textos.

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Até o momento, o material disponível informa que a reunião ocorrerá em plenário ainda a ser definido. A relação dos convidados foi mencionada na convocação do debate, mas os nomes não foram detalhados no conteúdo encaminhado.

Do ponto de vista regulatório, a discussão é acompanhada pelo setor agropecuário porque alterações nas regras de contratação temporária podem afetar a gestão de mão de obra em períodos de plantio, tratos culturais e colheita. Isso alcança produtores rurais, empregadores, trabalhadores e cadeias que dependem de operações sazonais, especialmente em atividades com forte concentração de demanda operacional em janelas curtas.

O efeito prático das propostas, no entanto, dependerá do conteúdo final do parecer e da eventual tramitação posterior dos projetos. O material divulgado para a audiência não apresenta, até aqui, detalhes adicionais sobre os dispositivos que poderão ser modificados nem estimativas de alcance econômico das mudanças.

A audiência desta terça-feira (9) deve servir como etapa técnica para consolidar posições sobre os projetos de lei 676/25 e 1456/25. Sem o texto final do parecer e sem detalhamento completo das alterações propostas, ainda não há base suficiente para projetar os efeitos operacionais e jurídicos sobre a contratação de safristas no campo.

Fonte: camara.leg.br

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