terça-feira, junho 9, 2026
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Gasolina e etanol desaceleram IPC-DI de maio, informa Fundação Getulio Vargas (FGV)


Gasolina e etanol desaceleram IPC-DI de maio, informa Fundação Getulio Vargas (FGV)

A queda de 2,01% no preço da gasolina foi a principal contribuição para a desaceleração da inflação ao consumidor medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Disponibilidade Interna (IPC-DI) em maio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (9). O IPC-DI saiu de alta de 0,88% em abril para elevação de 0,60% em maio. Além da gasolina, etanol, café em pó, tarifa de ônibus urbano e aparelho telefônico celular ajudaram a conter o índice no período.

Segundo a FGV, o etanol recuou 6,90% em maio, enquanto o café em pó caiu 3,29%. A gasolina teve baixa de 2,01%. Entre os grupos de despesa, Transportes passou de alta de 1,47% em abril para queda de 0,71% em maio, movimento que ajudou a reduzir o ritmo do índice cheio.

Na direção oposta, a inflação de alimentos seguiu pressionada por itens in natura. A batata-inglesa subiu 45,17% e o tomate avançou 15,42% no mês. O grupo Alimentação acelerou de 1,19% em abril para 1,29% em maio. Também houve pressão de tarifa de eletricidade residencial, com alta de 4,00%, além de serviços bancários, que avançaram 2,35%, e condomínio residencial, com elevação de 1,73%.

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Dos oito grupos pesquisados, três registraram taxas mais brandas: Transportes, Saúde e Cuidados Pessoais, que desacelerou de 1,33% para 0,47%, e Educação, Leitura e Recreação, de 0,32% para 0,20%. Já Habitação acelerou de 0,46% para 1,18%, Despesas Diversas de 0,10% para 1,38%, Vestuário de 0,02% para 0,99%, Alimentação de 1,19% para 1,29% e Comunicação de 0,00% para 0,09%.

Para o setor agropecuário, os dados mostram movimentos distintos entre combustíveis, biocombustíveis e alimentos ao consumidor. O recuo do etanol e da gasolina influencia custos de transporte e logística, enquanto a alta de hortaliças mantém pressão sobre o componente alimentar do índice. No caso do café em pó, a queda no varejo indica alívio pontual ao consumidor, sem detalhamento adicional da FGV sobre os fatores específicos de oferta no levantamento divulgado.

O núcleo do IPC-DI ficou em 0,42% em maio, repetindo a taxa de abril. Já o índice de difusão passou de 64,19% para 64,84%, sinalizando que a desaceleração do indicador cheio ocorreu com alta de preços ainda espalhada entre os itens pesquisados. A FGV não apresentou, no material divulgado, projeções para os próximos meses.

Fonte: Estadão Conteúdo

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