segunda-feira, junho 29, 2026

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Nova Piratininga: maior fazenda do Brasil aposta na TIP para engorda de 10 mil animais


Vacas e novilhas em movimentação entre áreas de pastagem na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Vacas e novilhas em movimentação entre áreas de pastagem na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi

O programa Giro do Boi desta semana apresentou os bastidores da Nova Piratininga, considerada a maior fazenda de gado do Brasil, que desenvolve o maior projeto de ciclo completo de produção de carne do país.

Com um rebanho que varia entre 120 e 125 mil cabeças e uma área de 200 mil hectares, localizada entre Goiás e Tocantins, a propriedade se destaca pela implementação da Terminação Intensiva a Pasto (TIP) como parte de sua estratégia de produção.

Em entrevista, o gerente de pecuária, Pedro Vinícius Souza Alves, afirmou que o sistema TIP é fundamental para a terminação de cerca de 10 mil fêmeas anualmente, transformando o descarte em carcaças de alto valor agregado. Ao contrário do sistema de confinamento convencional, que abriga apenas machos, a TIP da Nova Piratininga é voltada para vacas e novilhas, visando valorizar o animal proveniente do sistema de cria.

Confira a entrevista completa:

Agronegócio e eficiência alimentar

A Nova Piratininga utiliza uma extensa área agrícola de 13 mil hectares para reduzir custos com alimentação e aumentar a eficiência alimentar por meio do sorgo reidratado. A fazenda aposta na reidratação e ensilagem do grão de sorgo por até setenta dias, potencializando a digestibilidade do alimento. “O sorgo vira milho”, afirma Pedro Vinícius, referindo-se ao ganho de energia proporcionado por esse processo.

A dieta dos animais é complementada com torta de algodão, farelo de soja e a inserção gradual do DDG, aproveitando a logística das usinas locais. Para minimizar o impacto do calor intenso de São Miguel do Araguaia (GO), a alimentação é dividida, evitando os horários de pico entre as 10h e 14h, permitindo que os animais consumam a ração em momentos de maior conforto térmico.

Gestão e estrutura

A gestão da Nova Piratininga requer uma estrutura robusta, refletindo o nível de profissionalismo na pecuária intensiva brasileira. A fazenda conta com 1.500 km de estradas internas e uma equipe de 420 colaboradores, dos quais 250 são dedicados exclusivamente à lida com o gado. Com 55 mil matrizes, a TIP assegura um fluxo de caixa eficiente, garantindo que nenhum animal saia da propriedade sem o acabamento de gordura requerido pela indústria.

A combinação de tecnologia e planejamento é crucial para o funcionamento da TIP na Nova Piratininga. “Não adianta tecnologia se você não tiver um time com o mesmo propósito”, resume o gerente de pecuária. O sucesso da fazenda se deve ao alinhamento entre profissionais qualificados e as práticas inovadoras implementadas.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Sua pecuária com números reais. O Aegro lança o módulo de gestão do rebanho


Quem trabalha com gado de corte conhece a cena: a fazenda tem rebanho, tem caderno, tem planilha de cabeça, tem nota de compra de bezerro guardada em pasta. O que costuma faltar é o número que importa de fato. Quanto custou a arroba produzida no último ciclo? Quanto sobrou depois de descontar suplementação, mão de obra, depreciação e tempo de pasto? A resposta é, na maioria das fazendas, um “mais ou menos”.

O Aegro está lançando agora um módulo dedicado à pecuária de corte. O foco é simples: trazer para o gado a mesma leitura econômica que o produtor já consegue ter da lavoura quando usa o sistema. Vale para a fazenda mista, que junta grãos e gado, e vale também para a fazenda que só toca pecuária. Em qualquer um dos perfis, o ganho está no mesmo lugar: parar de operar com sensação e passar a operar com dado consolidado.

Para o pecuarista puro, o problema não é menor

Quem só trabalha com gado costuma ter clareza de quantidade. Sabe quantas cabeças tem, quantos lotes estão no pasto e qual lote vai sair primeiro. O que escapa é a leitura econômica. O custo do quilo produzido se perde entre cadernos e aplicativos de manejo que não conversam com o financeiro nem com o fiscal. O contador pede o relatório, e a fazenda monta de novo, do zero.

Quando o registro do rebanho fica solto do financeiro da fazenda, três coisas atrapalham o resultado. A primeira é a falta de comparação entre lotes: dois lotes podem parecer iguais em peso e em tempo de pasto, mas terem custos muito diferentes, e o produtor só descobre quando vende. A segunda é a invisibilidade do patrimônio: o gado é um dos maiores ativos da fazenda e raramente entra na conta do balanço com critério. A terceira é a dificuldade de prestar conta: receita de boi, NF-e de produtor, livro caixa e despesa de pasto ficam em sistemas separados, e fechar o mês vira esforço.

O Módulo Pecuária do Aegro foi pensado para resolver esse pedaço da gestão. Não é um sistema de manejo intensivo do curral. É um sistema de gestão econômica do rebanho, com o financeiro e o fiscal da fazenda no mesmo lugar.

Para a fazenda mista, o ganho é imediato

Na propriedade que junta lavoura e pecuária, o caixa é um só, mas o resultado é múltiplo. A soja paga as contas em julho. O boi entra na entressafra, segura o fluxo entre uma colheita e outra, ocupa a área que ficaria parada. No fim do ano, o produtor olha para o balanço e a pergunta é sempre a mesma: quanto cada atividade deu de lucro de verdade?

Quem trabalha com Integração Lavoura-Pecuária convive com isso na pele. A pastagem usa a mesma terra que a soja podia ocupar. O trator passa nos dois lados. O funcionário cuida do gado de manhã e da máquina à tarde. Os custos se misturam, e o resultado de cada atividade fica preso em duas planilhas que não conversam: a do escritório e a do caderno do capataz.

Em uma fazenda mista, terra, maquinário, mão de obra fixa e energia formam uma base comum que sustenta lavoura e pecuária ao mesmo tempo. Quando o registro é informal, esses custos costumam ficar todos na conta da lavoura. A pecuária aparece no relatório só com o que é direto: sal, vacina, suplemento. Resultado: o gado parece mais lucrativo do que realmente é, ou aparece com retorno menor porque o produtor não consegue separar o que é receita do ciclo daquilo que é venda de patrimônio.

A consequência é prática. Na hora de decidir se aumenta a área de pasto, se confina o lote de terminação, se mantém o arrendamento, o produtor decide no feeling, sem dado consolidado.

Os três pilares que sustentam a leitura econômica do rebanho

Existem três pilares que toda fazenda com pecuária deveria conseguir calcular, e que são especialmente importantes quando o gado divide a propriedade com a lavoura.

O primeiro é o rateio dos custos fixos entre as atividades, seja por área ocupada, por uso de recursos ou por participação na receita. O segundo é o custo de oportunidade da terra, que mostra o quanto a área de pastagem deixou de gerar caso fosse ocupada com lavoura ou destinada a uma intensificação maior. O terceiro é a margem por hectare, indicador único que permite comparar atividades distintas sob o mesmo critério.

Para fazer essa conta, a fazenda precisa de uma condição básica: ter os dois lados do negócio registrados no mesmo sistema. Sem essa integração, qualquer comparação é distorcida pelo método.

O que muda agora com o módulo de pecuária do Aegro

O Aegro já é o sistema de gestão que organiza a lavoura. Centraliza a safra, o financeiro, o estoque, a nota fiscal do produtor e o fiscal em um lugar só. Agora, o sistema passa a controlar também o rebanho da fazenda. Funciona tanto para quem toca lavoura e pecuária na mesma propriedade quanto para quem trabalha exclusivamente com gado de corte.

O Módulo Pecuária foi pensado para o produtor que faz recria, engorda ou terminação. Com o novo módulo, é possível:

– Cadastrar e editar lotes do rebanho.

– Registrar movimentações e transferências entre lotes.

– Lançar a compra e a venda de animais com integração direta ao financeiro da fazenda.

– Acompanhar o patrimônio em gado dentro do mesmo painel onde o produtor já acompanha a lavoura e o financeiro da propriedade.

Para a fazenda mista, isso significa que a entrada de receita pela venda de boi cai no mesmo fluxo de caixa em que entram a venda de soja e a saída da nota de fertilizante.

Para o pecuarista puro, significa registrar a compra de bezerro e a venda do lote engordado no mesmo sistema que emite a nota e gera o livro caixa, sem precisar exportar e remontar planilha.

Para quem é

O Módulo Pecuária foi desenhado para dois perfis principais.

O primeiro é o produtor que trabalha com Integração Lavoura-Pecuária. Em geral, são fazendas maiores, com áreas de soja, milho e pasto formado, e que usam o gado para terminação na entressafra, para diversificação de receita ou para ocupar áreas em rotação.

O segundo é o pecuarista que tem o gado como atividade principal. Foco em recria, engorda ou terminação, com a dor de ver o resultado econômico do rebanho desconectado do financeiro e do fiscal da fazenda.

A versão atual cobre a pecuária de corte. Pecuária de leite, cria e reprodução, controle individual por brinco e rastreabilidade de abate não estão no escopo desta entrega. Pesagem e ganho de peso entram na próxima versão, prevista para junho.

Como contratar

O Módulo Pecuária é um complemento que pode ser ativado a partir do plano Lucratividade do Aegro. A cobrança acontece por faixa de cabeças da propriedade. Para clientes que já usam o Aegro, a contratação é direta com o time comercial. Para o pecuarista que ainda não usa o sistema, o módulo entra como parte da contratação do Aegro, sem precisar de outra plataforma para o financeiro ou para a nota fiscal.

O resultado prático

Quando o rebanho fica no mesmo sistema do financeiro e do fiscal, três coisas mudam no dia a dia da fazenda.

A primeira é a previsibilidade do caixa. A pecuária entrega receita ao longo do ano, com lotes saindo em momentos diferentes do calendário. A fazenda enxerga a curva real do caixa e planeja compra de insumo, contratação de transporte e quitação de parcela sem precisar montar planilha. Quando a fazenda também tem lavoura, a entrada do boi compensa a sazonalidade da soja, e os dois fluxos passam a aparecer juntos.

A segunda é a leitura honesta do resultado. Os mesmos custos estruturais passam a alimentar as duas atividades quando elas convivem. A margem por hectare da soja e a margem por hectare da pecuária ficam comparáveis. Para o pecuarista puro, o ganho é parecido: a margem por lote, por ciclo e por hectare aparece sob o mesmo critério, em vez de ficar pulverizada em arquivos avulsos.

A terceira é a organização para o contador. Receita de boi, NF-e da soja, custo do operador e depreciação do maquinário ficam no mesmo extrato. Quando o contador pede o fechamento do mês, a fazenda envia, em vez de montar.

Em uma frase

Pecuária Aegro: a gestão do seu rebanho integrada ao lucro da sua fazenda.

Conheça o Módulo Pecuária

Veja como o Módulo Pecuária funciona dentro do Aegro e converse com o time comercial sobre a melhor faixa para a sua fazenda. Vale para quem junta lavoura e gado e vale para quem só toca pecuária.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ex-ministro da agricultura Antônio Cabrera aponta gargalos logísticos e…


O ex-ministro da Agricultura Antônio Cabrera ministrou a palestra “O Agro brasileiro: perspectivas e desafios” durante a programação do 3º dia da 17ª Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis. Na apresentação, Cabrera avaliou o atual cenário do setor, destacou desafios enfrentados pelos produtores e defendeu que o Brasil precisa avançar em decisões estratégicas para garantir competitividade e soberania.

Cabrera, que foi ministro entre os anos de 1990 e 1992, afirmou durante a palestra que o agronegócio atravessa um momento de crise, mas que o cenário também representa uma oportunidade de aprendizado. “É um momento de muito desafio para o produtor, mas também de lições. Eu tenho um velho ditado que diz que a gente nunca deve desperdiçar uma crise”, declarou.

Entre os principais pontos abordados, o ex-ministro citou a dependência brasileira de fertilizantes e criticou a demora para explorar reservas nacionais. Segundo destacou, o Brasil possui grandes reservas de cloreto de potássio, mas ainda enfrenta entraves para iniciar a extração. “O Brasil tem as maiores reservas de cloreto de potássio e, no entanto, há 15 anos está judicializada a abertura da primeira mina. Essa burocracia não pode continuar impedindo a geração de riquezas”, afirmou.

Cabrera também criticou a falta de planejamento do Governo Federal em políticas de biocombustíveis, destacando que o país possui o maior programa do mundo, mas não avança conforme previsto em lei. Ele citou como exemplo a ampliação da mistura do biodiesel no diesel, que deveria ter passado de B15 para B17 neste ano. “O governo não fez isso. Apareceu agora dizendo que precisa fazer testes. Se precisasse, por que isso não foi feito no ano passado?”, questionou.

Outro destaque foi a defesa de investimentos em infraestrutura logística, especialmente hidrovias e ferrovias. Cabrera classificou como “absurdo” o baixo aproveitamento dos rios brasileiros para transporte. “Apenas 4,5% da produção brasileira é trafegada por vias fluviais. Nós temos o maior potencial hidroviário ainda a ser explorado do mundo”, disse.

Sobre ferrovias, ele voltou a citar a Ferrogrão como exemplo de projeto estratégico travado por impasses. Para Cabrera, além de reduzir custos logísticos, a ferrovia também teria impacto ambiental positivo. “Se a Ferrogrão estivesse operando hoje, ela estaria reduzindo em 77% as emissões de CO2. É o maior projeto de descarbonização da economia do mundo”, afirmou.

O ex-ministro também avaliou que a obra é fundamental para a soberania nacional, ao integrar a região Norte e garantir capacidade de mobilização logística em cenários de crise. “A Ferrogrão não vai apenas favorecer o agronegócio, ela vai ser uma obra de integração para garantir essa soberania”, destacou.

Cabrera ainda defendeu que o agro precisa melhorar sua comunicação com a sociedade e combater narrativas negativas. Segundo ele, o setor não tem contado sua própria história e acaba sendo atacado por organizações contrárias ao agronegócio. “Alguém está contando a história, são ONGs. A gente não está contando. Talvez a gente precise de um cineasta para contar a nossa história”.

O ex-ministro também argumentou que parte das críticas internacionais estaria relacionada a interesses econômicos de concorrentes. “Antes, ninguém ligava para a gente. Agora o Brasil tomou o mercado. Nós estamos sendo convidados para um ringue, onde o pessoal está batendo abaixo da cintura”, disse.

Apesar de sua análise crítica da atual conjuntura, Cabrera deixou uma mensagem de otimismo aos produtores e reforçou que o Brasil tem potencial para ser ainda mais protagonista no cenário global. “O Brasil não tem problemas. O Brasil tem o bilhete sorteado da loteria global. O problema são as decisões erradas, sistemáticas. Quando esse país tiver a bússola certa, o céu é o limite”, concluiu.

Ex-ministro da agricultura Antônio Cabrera aponta gargalos logísticos e critica burocracia como entraves ao avanço do agro

17ª Parecis SuperAgro

A Parecis SuperAgro é uma realização do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e conta com o patrocínio da Aprosoja – MT, Senar – MT, Aster (Concessionária JD), Sicoob Credisul e Sicredi, além do apoio da Prefeitura de Campo Novo do Parecis e da Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis.





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Senar Goiás oferta mais de 360 cursos gratuitos; veja como se inscrever


Foto: Divulgação/Senar.
Foto: Divulgação/Senar.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás (Senar Goiás) anunciou a ampliação da oferta de vagas para cursos voltados ao agronegócio. A instituição disponibiliza treinamentos presenciais em todo o estado (clique aqui), além de cursos gratuitos na modalidade a distância (clique aqui).

As capacitações podem ser acessadas pelo site do Senar Goiás e por meio dos sindicatos rurais. Também estão disponíveis informações sobre os programas de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), presentes em 11 áreas do agro.

Segundo a instituição, mais de 206 mil treinamentos já foram realizados desde a criação do Senar Goiás, com atendimento a cerca de 2,5 milhões de participantes.

Cursos abrangem produção, tecnologia e agroindústria

Na área de Promoção Social, o Senar Goiás oferece 45 cursos presenciais voltados a atividades como culinária rural, panificação, produção de queijos, doces e artesanato.

Já na Formação Profissional Rural, são disponibilizados 211 treinamentos e seis programas especiais. Entre os temas estão operação de máquinas, sanidade animal, alimentação, drones, agricultura, pecuária, avicultura, suinocultura, ovinocultura e piscicultura.

Na modalidade de Educação a Distância (EAD), a plataforma conta com 112 cursos disponíveis. O número de matrículas já alcançou cerca de 300 mil alunos.

Cursos técnicos estão com inscrições abertas

Por meio da Rede e-Tec, o Senar Goiás também oferece cursos técnicos em Agropecuária, Agricultura e Zootecnia. As inscrições seguem abertas até 26 de maio para 200 vagas. Os cursos têm duração de dois anos e funcionam em formato híbrido (inscrições aqui).

Programas incluem saúde e assistência no campo

Além da qualificação profissional, o Senar Goiás mantém programas voltados à saúde e assistência no meio rural.

O programa Campo Saúde, criado em 2008, realiza atendimentos médicos itinerantes em municípios goianos. Já a Equoterapia, iniciada em 2012, utiliza cavalos em terapias voltadas ao desenvolvimento físico, emocional e cognitivo. Segundo a instituição, os dois programas já atenderam mais de 1 milhão de pessoas.

Outra iniciativa em funcionamento é o Saúde no Campo, que oferece suporte aos produtores atendidos pela ATeG, com equipe de enfermagem, teleconsultas em parceria com o Hospital Albert Einstein e encaminhamento de atendimentos pelo SUS.

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China não deve ampliar compras de soja dos EUA



O mercado vinha trabalhando com a possibilidade de alguma novidade


O mercado vinha trabalhando com a possibilidade de alguma novidade
O mercado vinha trabalhando com a possibilidade de alguma novidade – Foto: Divulgação

A possibilidade de a China manter estáveis as compras de soja dos Estados Unidos pressionou os grãos na Bolsa de Chicago, em um movimento de ajuste nas expectativas do mercado. Segundo Alê Delara, especialista em agronegócio e commodities, a avaliação ganhou força após Scott Bessent reduzir as expectativas de ampliação dos acordos comerciais entre chineses e norte-americanos.

O mercado vinha trabalhando com a possibilidade de alguma novidade em uma reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, especialmente em relação a novos compromissos de compra por parte de Pequim. No entanto, a indicação de que os volumes já assumidos seriam suficientes para garantir demanda à soja norte-americana pelos próximos três anos enfraqueceu essa leitura.

Com isso, a soja passou a operar em forte baixa, refletindo a percepção de que a China não deve elevar as aquisições além do que já foi combinado. Para os contratos negociados em Chicago, o efeito é negativo, já que parte do suporte recente vinha justamente da expectativa de um avanço comercial capaz de ampliar a demanda pelo produto dos Estados Unidos.

A presença do Brasil como fornecedor competitivo também pesa sobre esse cenário. Com a demanda chinesa mais estável e a oferta brasileira ainda atrativa, os grãos perdem sustentação na bolsa norte-americana. O mercado passa a precificar um ambiente de menor impulso para as exportações dos Estados Unidos, o que reduz o espaço para recuperação dos preços.

O dado mais recente do USDA reforçou a pressão. O órgão reportou vendas de apenas 102 mil toneladas de soja, queda de 28% em relação à semana anterior e volume 60% abaixo da média das últimas quatro divulgações. O número alimentou a cautela dos operadores e contribuiu para o recuo dos grãos em Chicago.

 





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Prêmio pagará R$ 230 mil por melhor iniciativa agropecuária


produtor rural curso Senar SC
Foto: CNA

A Fundación Mapfre, organização sem fins lucrativos da companhia global de seguros, está com inscrições abertas até o dia 25 de maio para a quarta edição de seu Prêmio à Melhor Iniciativa Agropecuária.

Os vencedores pelo projeto ganhador nos âmbitos social, ambiental e de relevância econômica local recebem 40 mil euros (R$ 233,5 mil, na cotação atual).

De caráter bienal e com âmbito mundial, a premiação busca reconhecer e estimular empresários, produtores e profissionais do setor agropecuário a inovar em suas organizações com consequente melhora na rentabilidade.

O regulamento estipula que podem concorrer os produtores agropecuários ou agroindustriais, independentemente de sua organização e/ou forma jurídica, de projetos individuais ou familiares, de cooperativas e associações, que se destacam pela criação e implementação de iniciativas inovadoras, seja na produção, transformação e/ou comercialização de seus produtos durante os dois últimos anos.

De acordo com a Fundación Mapfre, a iniciativa também é voltada a quem tenha aprimorado os padrões de controle de qualidade e segurança em sua cadeia produtiva; bem como aos atores que otimizaram o uso de recursos, garantindo sua sustentabilidade a longo prazo; e que contribuam para o desenvolvimento de um modelo econômico mais competitivo, sustentável e territorialmente equilibrado.

Os critérios de seleção para escolha do melhor candidato são:

  • Contribuição do projeto para a atividade econômica do território onde é desenvolvido;
  • Contribuição do projeto para a digitalização do setor agropecuário;
  • Sustentabilidade do projeto nos aspectos econômico, ambiental e sociocultural;
  • Contribuição para a empregabilidade, incluindo pessoas de grupos em risco de exclusão social ou qualquer tipo de discriminação;
  • Existência de um plano de gestão de riscos;
  • Apoio de instituições locais, regionais ou nacionais que respaldem a candidatura.

O prêmio será entregue em uma cerimônia pública, prevista para o último trimestre de 2026. As inscrições podem ser feitas aqui.

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Nova massa de ar polar derruba temperaturas e muda o tempo em algumas regiões do Brasil; veja quais


frio
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A segunda quinzena de maio começa com a atuação de uma nova massa de ar polar sobre áreas do Centro-Sul do Brasil. O sistema deve manter as temperaturas baixas por vários dias, especialmente nos estados do Sul e em parte do Sudeste e Centro-Oeste.

Segundo a previsão, uma frente fria começa a avançar pelo país no domingo (17), favorecendo a entrada de ar frio de origem polar.

Frio persiste no Sul

A terceira semana de maio será marcada por temperaturas baixas no Sul do país, tanto durante a madrugada quanto ao longo do dia. O excesso de nebulosidade deve reduzir a presença do sol e dificultar a elevação das temperaturas.

Apesar da continuidade do frio, a previsão não indica ocorrência ampla de temperaturas negativas, como aconteceu entre os dias 10 e 14 de maio, quando São Joaquim (SC) registrou -5,6°C.

A combinação entre ar polar e céu encoberto deve provocar tardes frias nos três estados da região Sul.

Sudeste terá tardes frias

No Sudeste, áreas de São Paulo, Rio de Janeiro, Sul de Minas Gerais e Zona da Mata Mineira também devem sentir os efeitos do sistema.

A presença de nuvens deve impedir quedas acentuadas nas temperaturas durante a madrugada, mas o bloqueio da radiação solar manterá as tardes com sensação de frio.

Em Mato Grosso do Sul e no oeste e sul de Mato Grosso, o ar frio avança entre segunda (18) e quarta-feira (20), provocando redução das temperaturas.

Massa polar terá trajetória diferente

De acordo com a previsão, o centro da massa de ar frio deve atuar principalmente sobre Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile antes de avançar para o oceano.

Diferentemente do que ocorreu na primeira metade de maio, o núcleo mais intenso do sistema não deve avançar diretamente sobre o Sul do Brasil.

Mesmo assim, o ar frio seguirá influenciando o Centro-Sul do país ao longo da terceira semana do mês.

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Tupanciretã debate fortalecimento das agroindústrias familiares em seminário regional



Evento abordou regularização e fortalecimento das agroindústrias familiares no RS



Foto: Divulgação

O fortalecimento das agroindústrias familiares e a ampliação do número de empreendimentos no meio rural foram tema do Seminário Regional das Agroindústrias, realizado nesta quinta-feira (14/05), em Tupanciretã. O evento reuniu agricultores familiares, técnicos e especialistas no auditório da Câmara Municipal de Vereadores. A programação foi voltada à orientação sobre todas as etapas de implantação e funcionamento de uma agroindústria familiar, desde a construção e legalização até estratégias de comercialização e geração de renda.

Atualmente, 13 agroindústrias do município são atendidas pelo Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), coordenado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e executado no Rio Grande do Sul pela Emater/RS-Ascar.

O primeiro painel, conduzido pela Emater/RS-Ascar, abordou o processo de regularização e os caminhos para inserção dos produtos no mercado. Na sequência, representantes da SDR, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e proprietários de agroindústrias discutiram estratégias de comercialização, canais de venda, participação em feiras e experiências locais.

O seminário também destacou o agroturismo como alternativa de diversificação e aumento da renda das famílias rurais. O tema foi debatido por representantes da Secretaria Municipal de Turismo e Lazer de Tupanciretã e por empreendedores do setor de Ijuí.

O Seminário Regional das Agroindústrias foi promovido pela Emater/RS-Ascar, Prefeitura de Tupanciretã, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Lazer, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Associação de Agricultores e Agroindústrias Familiares de Tupanciretã (Agrotupan).

Assessoria de Comunicação da Emater/RS-Ascar ? Regional de Santa Maria

Jornalista Cleuza Noal Brutti

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(55) 99976-8547

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Juros americanos ligam o ímã de dólares


Fed mantém juros nos EUA e cita Oriente Médio como fator de incerteza
Imagem feita com IA

Nos últimos meses, o debate econômico no Brasil parece resumido a uma eterna queda de braço política. De um lado, acusa-se o governo de gastar demais. De outro, critica-se o Banco Central pelos juros altos.

Embora a responsabilidade fiscal doméstica seja vital, focar apenas no cenário interno é um erro. Explicar a recente desvalorização do Real apenas por Brasília é olhar para a gota d’água e ignorar o oceano.

A verdade sobre o dólar alto está bem longe do Brasil. Ela nasce em Nova York e se espalha por um planeta afogado em dívidas.

O Ímã do Dinheiro Global: entenda por que a alta dos juros nos Estados Unidos suga os dólares de países como o Brasil, forçando a desvalorização do Real

Para entender a raiz do problema, precisamos olhar para as chamadas Treasuries de 10 anos. Esses papéis são os títulos da dívida pública do governo dos Estados Unidos.

Considerados o investimento mais seguro do mundo, esses títulos viram sua rentabilidade disparar para a faixa de 4,60%. Esse é o maior patamar registrado desde 2007.

Quando o governo americano decide pagar mais juros, um magnetismo financeiro global entra em ação. O mecanismo por trás disso é puramente matemático.

Imagine um investidor estrangeiro que mantém seu dinheiro no Brasil, correndo os riscos naturais de um mercado emergente. De repente, a maior potência econômica do planeta oferece um retorno historicamente alto e garantido em dólares.

O resultado é imediato. O capital internacional arruma as malas e viaja de volta para a segurança da economia americana.

A Debandada do Agro: além do efeito dos juros, a forte queda no preço das commodities agrícolas faz o investidor abandonar os grãos e correr para os papéis de curto prazo mais fortes.

Para piorar esse cenário de fuga, presenciamos uma forte queda no preço das commodities agrícolas. Percebendo a perda de fôlego desse mercado, os investidores deixam os contratos de grãos e alimentos para trás e correm exatamente em busca de papéis mais fortes e seguros.

Como consequência direta dessa dupla debandada, há muito menos dólares circulando no mercado brasileiro. Pela lei da oferta e da procura, a moeda americana encarece e o Real desvaloriza.

A Bomba-Relógio de US$ 350 Trilhões: o planeta nunca esteve tão endividado, e o custo para manter essa montanha de compromissos viva disparou.

A situação ganha contornos dramáticos quando adicionamos o ingrediente mais perigoso da atualidade: o endividamento global. O planeta acumula hoje uma dívida astronômica na casa dos US$ 350 trilhões.

Esse valor equivale a assustadores 310% de tudo o que a humanidade consegue produzir em um ano. Nós nunca estivemos tão alavancados financeiramente.

Para entender onde está o perigo, precisamos olhar a anatomia exata desse endividamento. O bolo é liderado pelos Governos, com cerca de US$ 106 trilhões, seguidos de perto pelas empresas não financeiras, que respondem por cerca de US$ 100 trilhões.

As famílias globais carregam cerca de US$ 65 trilhões em compromissos, enquanto o Setor financeiro responde pelo restante desse total. Essa expansão recente tem motores muito claros e potentes: os Estados Unidos, a China e a Europa.

O grande risco reside no custo de manutenção de todas essas fatias juntas. Governos, corporações e cidadãos mundiais contraíram grande parte dessas dívidas quando os juros globais estavam perto de zero.

Agora, com o referencial americano na casa de 4,60%, a “rolagem” das dívidas se tornará proibitivamente cara para todos os setores. Rolar a dívida significa renovar os empréstimos antigos que estão vencendo hoje.

O dinheiro de estados, corporações e indivíduos que deveria ir para investimentos, infraestrutura e consumo muda de rota. Ele passa a ser drenado exclusivamente para o pagamento desses juros mais altos.

O Choque de Realidade: a desvalorização cambial não é culpa do debate partidário doméstico, mas sim de uma força gravitacional macroeconômica.

Portanto, quando testemunhamos que o Real perdeu valor frente ao dólar neste momento, estamos diante de um choque de realidade sistêmico. Trata-se de uma força gravitacional da macroeconomia.

Esse movimento é provocado pelo encarecimento do crédito no epicentro do capitalismo financeiro. Ele é amplificado pelo pânico de um mercado global superendividado em todas as suas esferas.

Reduzir a flutuação do câmbio atual a meras declarações políticas ou picuinhas partidárias locais é um equívoco didático. O Brasil não está isolado do resto do mundo.

O Real está apanhando não porque o cenário interno mudou drasticamente de ontem para hoje. A moeda sofre porque o mundo inteiro está recalculando a rota para se proteger de uma tempestade global que começou lá fora.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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UE endurece regras e canetas emagrecedoras abrem nova frente para o agro; ASSISTA


Agro no cenário atual de suspensão da União Europeia e aumento no uso de canetas emagrecedoras
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A suspensão das exportações brasileiras de carne bovina, aves, equinos e mel para a União Europeia dominou os debates do novo episódio do videocast Radar Rural. A medida, anunciada pelo bloco europeu e prevista para entrar em vigor em setembro, levantou preocupações no setor produtivo e reacendeu discussões sobre protecionismo comercial.

O episódio também detalha o adiamento das regras do Prodes para o crédito rural e mostra como a nova fase do Desenrola Rural pode garantir o fôlego financeiro necessário para a Safra 2026/27. Outro destaque é o crescimento global do uso de canetas emagrecedoras e o impacto no agronegócio.

Confira o episódio completo:

Brasil já proibiu antimicrobianos criticados pela UE

Durante o episódio, foi lembrado que o Brasil publicou, no fim de abril, uma portaria que proíbe o uso de antimicrobianos considerados relevantes para a saúde humana e animal como melhoradores de desempenho na pecuária.

Também foi destacado que medicamentos veterinários utilizados para tratamento de doenças seguem protocolos sanitários e exigem período de carência antes do abate dos animais.

A estimativa é de que as restrições possam provocar prejuízos bilionários às exportações brasileiras caso avancem, mas entidades do setor e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) trabalham para reverter a medida.

Desenrola Rural ganha nova etapa

Outro tema debatido foi a nova fase do Desenrola Rural, incluída no pacote do Desenrola Brasil 2.0. A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, afirmou ao Canal Rural que o objetivo é ampliar a renegociação de dívidas de produtores rurais antes do lançamento do Plano Safra 2026/27.

Cerca de 500 mil agricultores e trabalhadores rurais renegociaram débitos na primeira fase da iniciativa. Grande parte das dívidas ficava abaixo de R$ 10 mil. Além disso, a expectativa do governo é recuperar aproximadamente 200 mil produtores até o próximo Plano Safra.

Apesar da ampliação do programa, especialistas em crédito rural avaliam que as medidas ajudam momentaneamente, mas não resolvem o problema estrutural do endividamento no campo.

Exigências do Prodes para crédito rural são adiadas

O episódio também abordou o adiamento das exigências ambientais ligadas ao Prodes para concessão de crédito rural na Amazônia Legal.

Desde abril, bancos passaram a enfrentar dificuldades para validar informações de monitoramento ambiental por satélite exigidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O problema gerou uma série de falsos positivos envolvendo áreas rurais.

Com isso, o governo decidiu escalonar a obrigatoriedade da checagem ambiental entre 2027 e 2028, conforme o tamanho das propriedades rurais.

Canetas emagrecedoras impactam o agro

Na reta final do programa, o Radar Rural discutiu os impactos das chamadas canetas emagrecedoras no agronegócio mundial.

Nesse cenário, um estudo da Cogo Inteligência em Agronegócio projeta crescimento no consumo global desses medicamentos até 2030, impulsionado pela quebra de patentes e aumento da oferta.

A avaliação é que o movimento pode abrir oportunidades para o Brasil ampliar exportações de proteínas animais e também elevar a demanda por milho e farelo de soja, principais insumos da ração animal.

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