sábado, junho 27, 2026

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Comissão aprova incentivo a cooperativas e negócios comunitários na Amazônia


Comissão aprova incentivo a cooperativas e negócios comunitários na Amazônia

A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (21), um projeto de lei que prevê incentivo a cooperativas e pequenos negócios comunitários na região Norte. O texto busca ampliar apoio técnico, gerencial e de assistência a produtores locais, como comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas, por meio de incubadoras adaptadas às condições da Amazônia.

A proposta aprovada é um substitutivo ao Projeto de Lei 3616/25. Em vez de criar um novo programa federal, o texto incorpora a prioridade de fomento à Amazônia na Lei do Sistema Nacional de Economia Solidária (Lei 15.068/24), que já está em vigor e conta com previsão orçamentária. Segundo a relatora, deputada Dandara (PT-MG), a mudança busca evitar entraves legais e fiscais.

De acordo com o autor da proposta, deputado Duda Ramos (Pode-RR), menos de 3% dos empreendimentos solidários da região Norte já passaram por incubadoras de negócios. Essas estruturas oferecem capacitação, apoio à gestão e assistência técnica para empreendimentos em fase inicial.

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O texto determina que esse apoio leve em conta as condições logísticas e produtivas da Amazônia. Na justificativa apresentada à comissão, a relatora afirmou que o funcionamento das incubadoras precisa considerar fatores como isolamento de comunidades e transporte condicionado ao ciclo dos rios.

A medida também prevê estímulo às chamadas tecnologias sociais amazônicas. Pela proposta, o conceito passa a abranger soluções técnicas de baixo custo, sustentáveis e desenvolvidas com participação de universidades e comunidades locais. Entre os exemplos citados estão sistemas de conservação de polpas de frutas para transporte fluvial e uso de energia solar em áreas sem acesso regular à rede elétrica.

Para o setor produtivo regional, o projeto pode ampliar o suporte a cadeias da sociobiodiversidade, como açaí e castanha, ao estruturar assistência técnica e organização coletiva. O texto ainda não traz estimativa de recursos adicionais nem detalhamento operacional sobre a implementação das incubadoras.

O projeto tramita em caráter conclusivo e seguirá para análise da Comissão de Finanças e Tributação e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Até essa etapa, o alcance prático da medida dependerá da redação final e da regulamentação posterior.

Fonte: camara.leg.br

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TRF-1 mantém tramitação da homologação do leilão de reserva de capacidade


CPFL Energia eleva lucro líquido para R$ 1,909 bilhão no primeiro trimestre

A Justiça Federal, por meio do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), negou o recurso da Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes das Indústrias de Energias (Abraenergias) que buscava barrar a homologação do leilão de reserva de capacidade. A decisão foi proferida na véspera de uma reunião extraordinária da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o certame e manteve o processo em andamento, embora o mérito da discussão ainda siga sob análise judicial.

Segundo a decisão do juiz federal Ailton Schramm De Rocha, a homologação do leilão não impede controle posterior pela Justiça. Na prática, isso significa que o certame pode avançar administrativamente, mas eventuais irregularidades ainda poderão ser examinadas ao longo do processo.

O magistrado também determinou a intimação da Aneel, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da União. Esses órgãos terão prazo de 15 dias para apresentar argumentos contrários ao agravo de instrumento apresentado pela Abraenergias.

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Na decisão, o juiz afirmou que a suspensão dos atos de homologação, adjudicação e celebração de contratos, neste estágio do processo, poderia provocar ruptura na estabilidade regulatória e afetar agentes vencedores que já adotam providências técnicas, operacionais e financeiras para cumprir futuras obrigações contratuais.

O caso ocorre após a 6ª Vara Federal Cível de Brasília manter o indeferimento do pedido de tutela de urgência relacionado ao leilão. As decisões foram tomadas às vésperas da análise do tema pela diretoria da Aneel.

O conteúdo disponível não informa o número de empreendimentos envolvidos, os valores contratados nem a capacidade negociada no leilão. Esses dados são relevantes para dimensionar os efeitos econômicos do certame sobre o setor elétrico. Ainda assim, a continuidade da homologação preserva o calendário regulatório de contratação de energia, ponto acompanhado por consumidores intensivos, agroindústrias e atividades rurais dependentes de fornecimento elétrico para processamento, armazenagem e irrigação.

A decisão mantém o rito administrativo do leilão, mas não encerra a disputa judicial. O alcance prático sobre contratos e agentes dependerá das manifestações dos órgãos intimados e da análise de mérito nas próximas etapas do processo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Comissão da Câmara aprova programa de pesquisa em biotecnologia na Amazônia Legal


Comissão da Câmara aprova programa de pesquisa em biotecnologia na Amazônia Legal

A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (21), o Projeto de Lei 411/25, que cria o Programa Nacional de Fomento à Pesquisa em Biotecnologia na Amazônia Legal. A proposta segue em análise na Casa e busca estimular pesquisas com base na biodiversidade amazônica, apoiar o desenvolvimento de medicamentos e outros produtos sustentáveis e ampliar a formação de recursos humanos na região.

O texto aprovado foi o substitutivo apresentado pela relatora, deputada Socorro Neri (PP-AC), ao projeto de autoria do deputado Thiago Flores (União-RO). Segundo a relatora, a nova versão incluiu salvaguardas para povos indígenas e comunidades tradicionais, com previsão de participação desses grupos em todas as etapas do programa, da pesquisa à eventual comercialização dos produtos.

A proposta estabelece que essa participação deve observar a Lei da Biodiversidade, marco legal que regula o acesso ao patrimônio genético, aos conhecimentos tradicionais associados e à repartição de benefícios. O projeto também determina articulação com o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) e com políticas de ciência, tecnologia e inovação.

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Além disso, o texto autoriza a formação de parcerias com instituições de pesquisa, empresas e organismos internacionais. O objetivo, segundo os autores da proposta, é ampliar a capacidade de investigação científica e criar ambiente mais estruturado para inovação baseada em ativos biológicos da Amazônia Legal.

Do ponto de vista regulatório e produtivo, o avanço da proposta pode interessar a segmentos ligados à bioeconomia, à pesquisa aplicada e ao desenvolvimento de insumos e produtos derivados da biodiversidade. No entanto, o projeto ainda não define orçamento, metas quantitativas ou cronograma de implementação, pontos que dependem das próximas etapas de tramitação e de eventual regulamentação.

O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Ciência, Tecnologia e Inovação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisará ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Até lá, o alcance prático da medida para pesquisa, empresas e cadeias produtivas da bioeconomia permanece condicionado ao texto final aprovado pelo Congresso.

Fonte: camara.leg.br

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Governo federal inicia testes para ampliar mistura de biodiesel até B25


O governo federal deu um passo significativo para aumentar a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira. O Ministério de Minas e Energia publicou uma portaria que autoriza oficialmente o início dos testes para avaliar a viabilidade técnica da ampliação da mistura de biodiesel no diesel, que atualmente é de B15, para B25.

Objetivos dos testes

A medida faz parte da política do combustível do futuro e prevê uma ampla agenda de ensaios que envolverá:

  • Desempenho e segurança operacional
  • Emissões
  • Comportamento das misturas em motores, veículos e máquinas agrícolas

Os testes serão realizados em duas etapas: a primeira até B20 e, posteriormente, avançando para B25.

Impactos no setor produtivo

Jerônimo Gorgen, presidente da Aprobille, destacou a importância dessa decisão para o setor produtivo, afirmando que o cronograma oficializado traz previsibilidade ao setor. Ele ressaltou que a qualidade do biodiesel B15 já melhorou e que os próximos passos serão testados, o que é crucial para a busca de mercado externo para o biodiesel.

Expectativas para o futuro

A previsão é que os testes estejam concluídos até fevereiro ou março de 2024. Gorgen enfatizou que o Brasil possui uma capacidade instalada que pode atender a 22% da demanda de diesel, o que poderia levar à autossuficiência no fornecimento desse combustível, reduzindo a dependência de importações.

Além disso, a ampliação da mistura de biodiesel pode influenciar positivamente a produção de proteína animal e o preço da soja, consolidando o Brasil como um player importante no cenário internacional de biocombustíveis.

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Câmara aprova projeto que beneficia trabalhadores safristas com Bolsa Família


A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 715 de 2023, que assegura aos trabalhadores safristas o direito de continuar recebendo benefícios sociais, como o Bolsa Família, durante o contrato de safra, que pode durar até 6 meses. A matéria agora segue para sanção presidencial.

Detalhes do projeto

O projeto garante a compatibilidade entre o contrato de trabalho por safra e a condição de titular de benefícios sociais. O relator da proposta, deputado Evair Vieira de Melo, do Republicanos do Espírito Santo, destacou que as regras atuais prejudicam tanto os trabalhadores quanto os empregadores rurais.

  • A nova regra visa aumentar a oferta de mão de obra no campo.
  • Desestimula a informalidade no setor agrícola.
  • O Senado havia aprovado um limite de 3 meses, mas a Câmara ampliou para 6 meses.

Importância do contrato de safra

O contrato de safra desempenha um papel essencial na manutenção da produção agrícola e da pecuária nacional. Entretanto, as regras atuais do programa Bolsa Família não contemplam adequadamente a especificidade do trabalho do safrista, especialmente em regiões com limitações de culturas agrícolas.

Expectativas e desdobramentos

O projeto pretende manter o direito à percepção dos benefícios sociais para trabalhadores rurais com contratos de safra. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion, comemorou a aprovação, ressaltando a importância de garantir acesso à mão de obra formal.

  • O PL 715 busca resolver problemas de informalidade no setor.
  • Permite que trabalhadores temporários mantenham benefícios sociais com carteira de trabalho registrada.
  • O Bolsa Família, criado em 2003, agora se adapta a novas realidades do mercado de trabalho.

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AgroNewsPolítica & Agro

Microrganismos viabilizam cultivo de milho em solos com excesso de sal


Uma pesquisa conduzida pela Embrapa em parceria com a Brandeis University identificou que arqueias extremófilas — microrganismos adaptados a ambientes extremos — podem aumentar a tolerância do milho ao excesso de sal no solo e manter o desenvolvimento das plantas mesmo sob estresse salino. O estudo foi publicado no periódico Environmental Microbiome e aponta potencial para ampliar a produção agrícola em áreas afetadas pela salinização.

Os pesquisadores observaram que as arqueias conseguem colonizar a rizosfera, região do solo próxima às raízes onde ocorrem intensas interações químicas e biológicas. Os microrganismos foram isolados das raízes da erva-sal (Atriplex nummularia), planta naturalmente adaptada a ambientes salinos e utilizada em processos de fitorremediação.

Após o cultivo em laboratório, os organismos foram aplicados em plantas de milho, cultura considerada estratégica para a produção de alimentos, mas sensível ao acúmulo de sais no solo. Segundo os pesquisadores, a salinidade reduz o crescimento das plantas e compromete a produtividade das lavouras.

Nos experimentos realizados em ambiente controlado, as arqueias reduziram os efeitos tóxicos do sal nas plantas de milho. O estudo apontou que as plantas tratadas apresentaram crescimento mais vigoroso e maior tolerância fisiológica em comparação às que não receberam os microrganismos.

A pesquisa também utilizou análise por qPCR, técnica molecular usada para medir a presença de microrganismos em amostras biológicas. O resultado confirmou a colonização das raízes do milho pelas arqueias, cuja abundância aumentou conforme os níveis de salinidade do solo avançavam.

O sequenciamento completo do genoma das arqueias identificou genes ligados à produção de fitormônios, como auxinas, além de osmoprotetores, substâncias que auxiliam no equilíbrio hídrico celular em ambientes salinos. Segundo os pesquisadores, os microrganismos contribuíram para elevar a biomassa das plantas e preservar os níveis de clorofila mesmo em condições de alta concentração de sal.

O estudo reforça o potencial do uso dessas arqueias como ferramenta biotecnológica para fortalecer a produção agrícola em áreas degradadas pela salinização. Diferentemente das bactérias, as arqueias pertencem a um domínio próprio de seres vivos e se destacam pela capacidade de sobreviver em condições químicas severas.

O pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Itamar Melo, responsável pela coordenação do estudo, afirmou que a salinização reduz significativamente o uso agrícola de diversas áreas produtivas. “O problema não se restringe ao Semiárido, onde cerca de 30% das áreas irrigadas são atingidas pela salinização. Está presente em várias regiões do Brasil e do mundo”.

Segundo Melo, a utilização de microrganismos adaptados naturalmente a ambientes salinos pode ajudar a reduzir os impactos da salinidade sobre as lavouras e ampliar o cultivo em áreas antes consideradas improdutivas.

O pesquisador também destacou que fatores como alta evaporação e irrigação com água salobra agravam o problema em diferentes regiões agrícolas. “Nesse contexto, inoculantes microbianos à base de arqueias surgem como inovação promissora no campo dos bioinsumos e podem abrir uma nova frente para a agricultura em áreas degradadas”.

A pesquisa foi liderada por João Paulo Ventura, pesquisador com vinculação científica à Embrapa Meio Ambiente, onde desenvolveu sua tese de doutorado. Segundo ele, os resultados ajudam a ampliar o entendimento sobre o papel das arqueias na agricultura.

Ventura afirmou que os experimentos demonstraram a capacidade das arqueias de colonizar as raízes do milho mesmo em ambientes com altos níveis de salinidade. “A abundância desses microrganismos aumenta à medida que se elevam os níveis de sal no solo, o que indica adaptação às condições adversas e potencial de aplicação em áreas afetadas pela salinidade”.

De acordo com o pesquisador, o estudo também muda a percepção científica sobre esses organismos. “De curiosidades da microbiologia associadas a ambientes extremos, as arqueias passam a ser vistas como ferramentas biotecnológicas concretas, com potencial para sustentar a produtividade agrícola e contribuir para a segurança alimentar em áreas afetadas pela salinização e pelas mudanças climáticas”, afirma.

A pesquisa dialoga com um problema considerado estrutural para a agricultura, especialmente no Semiárido brasileiro. Dados da Embrapa indicam que o Brasil possui cerca de 16 milhões de hectares de solos afetados por sais, sendo mais da metade localizada no Semiárido nordestino.

Segundo o levantamento, entre 20% e 25% das áreas irrigadas da região já apresentam problemas relacionados à salinidade ou à drenagem, afetando culturas como milho, feijão, algodão e sorgo.

Em escala global, relatórios da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura apontam que 1,38 bilhão de hectares possuem algum grau de salinidade e outro 1 bilhão está sob risco. Ainda de acordo com os dados, entre 20% e 50% das áreas irrigadas do planeta sofrem perdas de fertilidade e produtividade.

Estimativas mais conservadoras apontam que cerca de 833 milhões de hectares já são afetados de forma moderada a severa pela salinização. O impacto é mais intenso em regiões secas e semiáridas, onde a irrigação é fundamental para a produção de alimentos.

Um mapeamento da Organização das Nações Unidas relaciona a salinização do solo a impactos diretos sobre a segurança alimentar. Segundo o levantamento, cerca de 1,5 bilhão de pessoas vivem em regiões onde o avanço da salinidade ameaça a estabilidade da produção agrícola.

Os pesquisadores avaliam que os resultados obtidos em laboratório indicam potencial para testes em condições reais de produção nos próximos anos. A proposta inclui o desenvolvimento de bioinoculantes à base de arqueias adaptadas a ambientes salinos, aplicados diretamente nas sementes ou no solo antes do plantio.

A expectativa é que a tecnologia possa ajudar culturas como milho, feijão e hortaliças a manterem produtividade em áreas irrigadas com água salobra, situação comum no Semiárido nordestino. Segundo os pesquisadores, a integração dessa estratégia com práticas já utilizadas no manejo agrícola poderá reduzir os impactos da salinização, aumentar a resiliência das lavouras e contribuir para a segurança alimentar.

O que é salinização do solo?

É um processo de acúmulo excessivo de sais solúveis (como cloretos e sulfatos de sódio) nas camadas superiores do solo, o que reduz sua fertilidade e produtividade agrícola. Esse fenômeno pode ocorrer naturalmente — especialmente em regiões áridas e semiáridas —, mas é intensificado por atividades humanas, como irrigação inadequada, manejo hídrico deficiente e uso excessivo de fertilizantes.

•Climas secos e evaporação alta: a água evapora e os sais ficam na superfície.

•Irrigação mal drenada: excesso de água sem saída adequada faz subir o nível freático, acumulando sais.

•Uso de água com salinidade alta: irrigar com água salobra também tende a concentrar sais.





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Fim da escala 6×1: relatório é adiado em meio à pressão para transição de 10 anos


O relatório que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da carga de trabalho sem perda salarial foi adiado, gerando debates sobre suas implicações. Tirso Beirelles, presidente da FAESP, enviou uma análise sobre os desdobramentos do projeto, destacando a necessidade de uma abordagem cuidadosa.

Preocupações com a produtividade

Beirelles expressou preocupações sobre a proposta do governo federal, que, segundo ele, não leva em conta a produtividade e a saúde do trabalhador. Ele destacou que:

  • A mudança abrupta na carga de trabalho pode resultar em uma perda significativa de 7% no PIB.
  • A falta de mão de obra qualificada pode agravar a situação, levando à mecanização dos processos.

Desafios enfrentados

O presidente da FAESP ressaltou que a situação atual é complexa e que a reforma tributária em andamento também deve ser considerada. Ele enfatizou a importância de:

  • Trabalhar a longo prazo para garantir a saúde do setor produtivo.
  • Evitar o aumento da informalidade e do desemprego.

Exemplos internacionais

Beirelles citou o exemplo dos Estados Unidos, onde a redução da carga de trabalho levou 15 anos para ser implementada, mantendo a jornada de 44 horas. Ele defendeu que a mudança deve ser feita de forma planejada e eficaz, pensando no trabalhador e no setor produtivo.

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Projeto da Câmara garante direitos dos safristas em meio à crise


Um novo projeto da Câmara dos Deputados busca garantir direitos fundamentais aos safristas, incluindo a manutenção do Bolsa Família por pelo menos seis meses e mudanças na jornada de trabalho. A proposta surge em resposta ao atual cenário econômico do Brasil, que enfrenta uma grave crise de mão de obra.

Contexto da proposta

O projeto visa atender à necessidade de mão de obra temporária no setor agrícola, que se reflete também em outras áreas, como restaurantes e construção civil. A escassez de trabalhadores é uma consequência da deterioração das condições de trabalho e da remuneração inadequada.

Pontos centrais do projeto

  • Manutenção do Bolsa Família para safristas por seis meses.
  • Flexibilização das contratações, permitindo que trabalhadores recebam o benefício e tenham carteira assinada.
  • Discussão sobre a jornada de trabalho, incluindo a pressão para a redução da escala 6×1.

Desdobramentos e implicações

O projeto também reflete a luta dos trabalhadores por melhores condições e salários, em um contexto onde muitos enfrentam dificuldades financeiras. A proposta será debatida em votação marcada para o dia 25, enquanto o cenário político continua a influenciar as decisões da Câmara.

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Conab eleva previsão e safra de café pode atingir recorde de 66,7 milhões de sacas em 2026


Safra de café 2026 pode chegar a 66,7 milhões de sacas, estima Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetou, nesta quinta-feira (21), uma produção brasileira de café de 66,7 milhões de sacas de 60 quilos na safra 2026. O volume representa aumento de 18% em relação às 56,54 milhões de sacas colhidas em 2025. Na comparação com o levantamento de fevereiro, a estimativa subiu 0,8%, o equivalente a 510 mil sacas.

Se confirmada ao fim do ciclo, a safra superará em 5,74% o recorde anterior, de 63,08 milhões de sacas, registrado em 2020. A área total destinada à cafeicultura foi estimada em 2,34 milhões de hectares, alta de 3,9%. Desse total, 1,94 milhão de hectares estão em produção e 401,7 mil hectares em formação. A produtividade média nacional deve avançar 13%, para 34,4 sacas por hectare.

No café arábica, a Conab prevê 45,77 milhões de sacas, crescimento de 28% sobre 2025. Segundo a estatal, o resultado reflete os efeitos do ciclo de bienalidade positiva, maior área em produção e condições climáticas favoráveis. Já o conilon deve somar 20,93 milhões de sacas, alta de 0,8%. Nesse caso, a expansão da área produtiva, estimada em 388,22 mil hectares, compensa a queda de 3,5% na produtividade média, projetada em 53,9 sacas por hectare.

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Entre os estados, Minas Gerais segue como principal produtor, com estimativa de 33,4 milhões de sacas, avanço de 29,8% na comparação anual. A Conab atribui o desempenho à bienalidade positiva e à melhor distribuição das chuvas antes da floração. No Espírito Santo, a previsão é de 18 milhões de sacas, alta de 3%. A produção de arábica no estado deve crescer, enquanto o conilon tende a recuar 4,2%, em meio ao elevado desempenho de 2025 e a temperaturas abaixo da média no ciclo.

Na Bahia, a colheita pode chegar a 4,7 milhões de sacas, alta de 5,9%, apoiada por regularidade climática, manejo e entrada de novas áreas. Em São Paulo, a produção de arábica foi estimada em 5,9 milhões de sacas, avanço de 24,6%. Rondônia, com cultivo exclusivo de conilon, pode alcançar 2,8 milhões de sacas, aumento de 19,4%, com apoio de material genético clonal mais produtivo e clima favorável.

Os números do segundo levantamento da Conab indicam recuperação produtiva da cafeicultura em 2026, principalmente no arábica. A confirmação do recorde ainda dependerá do comportamento climático e do desempenho da colheita ao longo do ciclo, segundo os dados disponíveis no boletim oficial.

Fonte: Estadão Conteúdo

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El Niño deve atingir Brasil com força na primavera e verão, aponta Cemaden


O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) prevê que os efeitos do fenômeno El Niño devem ser sentidos com mais intensidade no Brasil durante a primavera e o verão, segundo nota técnica publicada pelo órgão na última terça-feira (19).

O documento destaca que o El Niño será um fator determinante para o clima global no segundo semestre de 2026 e no início de 2027. Ainda de acordo com a nota, a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) estima em 37% a probabilidade de o fenômeno atingir a categoria considerada muito forte, cenário conhecido como “Super El Niño”.

Tomando como referência o episódio de El Niño entre 2023 e 2024, período em que o Brasil enfrentou a maior seca dos últimos 70 anos e cerca de 80% dos municípios registraram algum nível de estiagem, o Cemaden elaborou prognósticos para um possível evento climático de intensidade semelhante em 2026.

A nota técnica aponta que o fenômeno em 2026/2027 pode provocar temperaturas acima da média nas regiões Norte e Nordeste, afetando o regime de chuvas, ampliando o risco de seca e impactando a disponibilidade hídrica. O documento ressalta ainda que esse cenário pode pressionar a infraestrutura hídrica e energética da Região Norte, especialmente nas bacias dos rios Xingu, Madeira e Tocantins-Araguaia.

Em relação ao risco de chuvas intensas e enchentes, a nota técnica indica maior atenção para o Centro-Sul do Brasil, principalmente na Região Sul e, em menor escala, em áreas de Mato Grosso do Sul.

O texto faz referência especial ao estado do Rio Grande do Sul, onde a previsão aponta volumes elevados de chuva durante a primavera e o verão, sobretudo nas regiões de Ijuí, Uruguaiana, Santa Maria, Passo Fundo, Caxias do Sul e Pelotas.

O Cemaden também projeta aumento considerável nos volumes de chuva em Santa Catarina, principalmente em regiões como Joinville, Criciúma, Lages, Chapecó e Caçador.

Segundo a nota técnica, o Brasil também pode enfrentar novas ondas de calor, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, repetindo um padrão semelhante ao observado em 2024.

Ações recomendadas

Entre as recomendações apresentadas pelo Cemaden estão o reforço do monitoramento hidrometeorológico e geodinâmico, com atenção para acumulados de chuva, níveis dos rios, vazões, umidade do solo e condições de encostas.

O órgão também recomenda garantir o funcionamento pleno de radares meteorológicos, pluviômetros, estações hidrológicas e sistemas de transmissão de dados, além de ampliar o uso de previsões probabilísticas e multimodelos para apoiar cenários de risco.

Outra medida sugerida é a reavaliação de áreas críticas, como encostas ocupadas, margens de rios, fundos de vale, pontes, taludes e regiões urbanas com drenagem insuficiente.

A nota ainda defende maior integração entre União, estados e municípios para conectar ações de previsão, monitoramento, alerta e resposta a desastres naturais, além de integrar os alertas do Cemaden, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) aos fluxos de decisão do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

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