Conab eleva previsão e safra de café pode atingir recorde de 66,7 milhões de sacas em 2026

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetou, nesta quinta-feira (21), uma produção brasileira de café de 66,7 milhões de sacas de 60 quilos na safra 2026. O volume representa aumento de 18% em relação às 56,54 milhões de sacas colhidas em 2025. Na comparação com o levantamento de fevereiro, a estimativa subiu 0,8%, o equivalente a 510 mil sacas.
Se confirmada ao fim do ciclo, a safra superará em 5,74% o recorde anterior, de 63,08 milhões de sacas, registrado em 2020. A área total destinada à cafeicultura foi estimada em 2,34 milhões de hectares, alta de 3,9%. Desse total, 1,94 milhão de hectares estão em produção e 401,7 mil hectares em formação. A produtividade média nacional deve avançar 13%, para 34,4 sacas por hectare.
No café arábica, a Conab prevê 45,77 milhões de sacas, crescimento de 28% sobre 2025. Segundo a estatal, o resultado reflete os efeitos do ciclo de bienalidade positiva, maior área em produção e condições climáticas favoráveis. Já o conilon deve somar 20,93 milhões de sacas, alta de 0,8%. Nesse caso, a expansão da área produtiva, estimada em 388,22 mil hectares, compensa a queda de 3,5% na produtividade média, projetada em 53,9 sacas por hectare.
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Entre os estados, Minas Gerais segue como principal produtor, com estimativa de 33,4 milhões de sacas, avanço de 29,8% na comparação anual. A Conab atribui o desempenho à bienalidade positiva e à melhor distribuição das chuvas antes da floração. No Espírito Santo, a previsão é de 18 milhões de sacas, alta de 3%. A produção de arábica no estado deve crescer, enquanto o conilon tende a recuar 4,2%, em meio ao elevado desempenho de 2025 e a temperaturas abaixo da média no ciclo.
Na Bahia, a colheita pode chegar a 4,7 milhões de sacas, alta de 5,9%, apoiada por regularidade climática, manejo e entrada de novas áreas. Em São Paulo, a produção de arábica foi estimada em 5,9 milhões de sacas, avanço de 24,6%. Rondônia, com cultivo exclusivo de conilon, pode alcançar 2,8 milhões de sacas, aumento de 19,4%, com apoio de material genético clonal mais produtivo e clima favorável.
Os números do segundo levantamento da Conab indicam recuperação produtiva da cafeicultura em 2026, principalmente no arábica. A confirmação do recorde ainda dependerá do comportamento climático e do desempenho da colheita ao longo do ciclo, segundo os dados disponíveis no boletim oficial.
Fonte: Estadão Conteúdo
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