sábado, maio 30, 2026

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Raça angus avança em Rondônia e cresce 80% no uso de genética


angus, boi, gado
Foto: Associação Brasileira de Angus

O uso da genética angus em Rondônia cresceu 80% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Programa Carne Angus Certificada durante o Rondônia Angus Show, realizado na Rondônia Rural Show. O avanço reforça o movimento de produtores em busca de animais mais rentáveis, adaptáveis e voltados à produção de carne premium.

De acordo com o gerente nacional do programa, Maychel Borges, Rondônia vem ganhando espaço dentro da pecuária de qualidade no país. Segundo ele, o aumento da comercialização de sêmen angus mostra o interesse crescente dos pecuaristas locais pela raça e pela certificação da produção.

“A nossa função é auxiliar o pecuarista rondoniense a entender o processo de certificação e mostrar como ele pode atingir os critérios que o programa exige”, afirmou.

Crescimento acima da média

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, destaca que o avanço em Rondônia supera a média registrada pelo mercado nacional da raça. No mesmo período do ano passado, o crescimento da genética angus no país ficou em 31%.

Segundo ele, o cenário positivo da pecuária de corte e a valorização dos animais meio-sangue angus ajudam a explicar o resultado observado no Norte do país. “É um mercado bastante aquecido, o que possibilita esse aumento na comercialização de genérica”, disse.

Pivato também citou a parceria com grandes frigoríficos como um dos fatores que impulsionam o mercado no estado, especialmente pela bonificação oferecida aos animais certificados.

Eventos e valorização da carne premium

Durante a ação realizada em Ji-Paraná, criadores, consumidores e visitantes participaram de um dia dedicado à raça. O evento contou com degustação de cortes certificados, como picanha, maminha, fraldinha red e chorizo.

Na ocasião, também foram divulgadas as datas da Rota Angus, que começa em julho, em Theobroma, e segue até Colorado do Oeste. Já o Concurso de Carcaças Angus Rolim de Moura está previsto para novembro.

Segundo Borges, além da expansão da genética, o objetivo é ampliar a rentabilidade dentro da porteira.

“O Concurso de Carcaças Angus mostra, na prática, como genética, manejo e nutrição podem se transformar em carcaças de alta qualidade e maior valor agregado”, afirmou.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Alta do petróleo reduz efeito desinflacionário de bens industriais no IPCA


Fazenda afirma que quadro fiscal ajuda a mitigar efeitos da guerra na economia

A pressão do petróleo sobre matérias-primas, fretes e insumos industriais começou a alterar o comportamento dos bens industriais no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. Após a guerra no Oriente Médio afetar a oferta global, o grupo subiu 0,61% em abril, acima dos 0,32% de março. Embora ainda abaixo da inflação cheia em 12 meses, economistas avaliam que esse segmento deve perder força como fator de alívio do índice ao longo do segundo semestre.

Os bens industriais acumulam alta de 2,41% em 12 meses até abril, abaixo dos 4,39% do IPCA cheio. Ainda assim, projeções de mercado citadas na reportagem apontam aceleração para algo entre 3,2% e 3,8% no fim de 2026, com peso relevante de um grupo que responde por cerca de 23% da cesta do índice.

Segundo Andréa Angelo, estrategista de inflação da Warren Investimentos, dados do atacado já mostram reversão do quadro mais benigno. Um núcleo industrial do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que exclui gás, minério de ferro e alimentos, avançou 2,5% em abril, a maior taxa para o mês desde pelo menos 2010. Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre), afirmou que o aumento do petróleo elevou custos industriais e logísticos de forma disseminada.

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Entre os itens monitorados, embalagens plásticas passaram de 33% para 38% entre março e abril, segundo a análise da Warren. Roberto Secemski, economista-chefe para Brasil do Barclays, destacou ainda pressão de matérias-primas e fretes, além de reajustes em higiene pessoal, eletroeletrônicos e componentes importados.

Para o setor agropecuário, o movimento amplia a atenção sobre despesas de transporte, embalagens, produtos industrializados usados nas cadeias de alimentos e custos indiretos da agroindústria. O texto-base também cita o algodão como possível vetor adicional: com o poliéster mais caro por causa do petróleo, a demanda pela fibra natural pode aumentar, o que tende a influenciar preços mais adiante, caso o repasse se confirme.

A tendência descrita por economistas é de maior pressão dos bens industriais no segundo semestre, mas a intensidade do repasse ao consumidor ainda depende do comportamento do petróleo, do câmbio e da demanda doméstica. Até o momento, os dados indicam perda de fôlego do efeito desinflacionário desse grupo, sem evidência suficiente para estimar um impacto final além das projeções já divulgadas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Boi gordo mantém estabilidade em São Paulo


A cotação do boi gordo permaneceu estável em São Paulo nesta quinta-feira (28), de acordo com análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. Segundo o levantamento, não houve alteração nos preços em relação ao dia anterior, refletindo um cenário de equilíbrio entre oferta de bovinos, demanda dos frigoríficos e escalas de abate.

Ainda conforme a análise, as escalas de abate no estado estavam, em média, para oito dias, mantendo o ritmo observado nos últimos levantamentos.

Em Mato Grosso do Sul, o mercado apresentou movimentações positivas em algumas praças pecuárias. Em Três Lagoas, a cotação do boi gordo subiu R$ 2,00 por arroba. Já nas praças de Dourados e Campo Grande, os preços permaneceram estáveis.

A categoria da novilha registrou valorização de R$ 3,00 por arroba em Dourados e de R$ 5,00 em Campo Grande. Em Três Lagoas, a cotação não apresentou mudanças. Para a vaca, os preços permaneceram estáveis nas três regiões monitoradas.

Segundo a Scot Consultoria, as altas observadas no estado foram impulsionadas pela oferta mais restrita de boiada e pela demanda firme dos frigoríficos, cenário que favoreceu reajustes nos preços pagos aos pecuaristas.

A cotação da arroba do “boi China” em Mato Grosso do Sul também registrou alta de R$ 1,00.

Na região Sudeste de Rondônia, os preços ficaram estáveis para todas as categorias acompanhadas. O levantamento aponta que a oferta de bovinos permaneceu escalonada, reduzindo o impacto da pressão de baixa observada em outras regiões pecuárias do país. As escalas de abate em Rondônia estavam, em média, para sete dias.





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Plano Quinquenal chinês pode custar caro ao agro brasileiro


O 15º Plano Quinquenal da China, em vigor de 2026 a 2030, colocou a segurança alimentar no centro da política econômica de Pequim e acendeu um alerta no agronegócio brasileiro. A diretiva prevê a expansão da capacidade produtiva interna, a diversificação de fornecedores e a contenção das importações a níveis considerados moderados pelo governo chinês — uma combinação que ameaça diretamente as cadeias de soja e carne bovina do Brasil, altamente dependentes do mercado asiático e responsáveis por dezenas de bilhões de dólares em exportações anuais.

A orientação estratégica do governo chinês vai além de uma política agrícola pontual. O 15º Plano Quinquenal combina modernização do campo, fortalecimento do abastecimento interno, diversificação de fornecedores e avanços em novas fontes de proteína — como proteínas alternativas — para reduzir estruturalmente a dependência de importações. Para o agronegócio brasileiro, que construiu ao longo de décadas uma forte exposição comercial à China, a mudança representa muito mais do que uma barreira sanitária ou uma disputa comercial isolada: trata-se de uma reorientação de longo prazo que tende a alterar o ritmo e o volume da demanda chinesa por produtos agrícolas globais.

Embora parte do mercado avalie que uma substituição rápida da soja brasileira encontra limitações logísticas e de capacidade produtiva, a retomada das compras americanas pode reduzir a participação do Brasil no mercado chinês em determinados períodos do ano, especialmente nas janelas em que a safra norte-americana coincide com a demanda chinesa.

Na cadeia de carne bovina, os impactos já têm contornos mais definidos. A China adotou uma salvaguarda que impõe tarifa adicional de 55% sobre os volumes que excederem as quotas anuais de importação. Para o Brasil, a cota estipulada para 2026 é de aproximadamente 1,1 milhão de toneladas — nível inferior ao volume comercializado em 2025, quando as compras chinesas de carne bovina brasileira atingiram cerca de 1,7 milhão de toneladas, de acordo com entidades do setor citadas em pesquisas internacionais.

A medida, com duração prevista de três anos, tem como objetivo declarado proteger o rebanho bovino chinês, que enfrenta pressão sobre os preços e excesso de oferta interna. Como maior fornecedor de carne bovina para a China, o Brasil está entre os países mais afetados pela restrição. Na prática, a nova cota obriga os exportadores brasileiros a competir por espaço dentro de um limite menor ou a buscar outros destinos para parte da produção que antes era destinada ao mercado asiático. A indústria já incorpora a salvaguarda como uma variável permanente no planejamento comercial para os próximos anos.

A pressão sobre o agronegócio brasileiro não se limita à soja e à carne bovina. Projeções do relatório da Systemiq indicam reduções nas importações chinesas de carne suína, laticínios e ovos, enquanto o milho pode apresentar crescimento moderado em função de mudanças na formulação de ração animal. O cenário também inclui riscos para a cadeia de fertilizantes, historicamente dependente de fornecedores externos e sensível a qualquer reconfiguração da demanda agrícola global.

Reverter a dependência estrutural da China não é um processo de curto prazo. Nenhum outro mercado no mundo absorve soja e carne bovina brasileiras no mesmo volume que o país asiático, o que torna a diversificação de destinos uma tarefa complexa e gradual. O agronegócio nacional entra, portanto, em um período de maior exposição a riscos comerciais e menor previsibilidade nas exportações — justamente quando o Brasil consolida recordes de produção e busca ampliar sua participação no comércio global de alimentos.





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Produtor troca terno e gravata pela criação de frangos e fatura alto no Paraná


Júlio Cesár e família são produtores de aves no interior do Paraná
Foto: Canal Rural/Interligados

A história de Júlio César Teixeira, do sítio Prata, em Bela Vista do Paraíso (PR), reflete a resiliência do homem do campo. Nascido na Vila Grande, município de Primeiro de Maio (PR), desde jovem ele ajudava na colheita manual de café e algodão. Entretanto, uma severa praga de bicudo devastou as lavouras de algodão, forçando-o a mudar de rumo aos 16 anos de idade.

Com a crise na lavoura, Júlio comprou um caminhão para transportar soja e trabalhou em uma borracharia. Anos mais tarde, decidiu voltar aos estudos e, após concluir a faculdade, recebeu um convite para gerenciar uma empresa de recebimento de grãos, onde permaneceu de 2002 a 2017. Durante esse período, a ideia da avicultura surgiu ao observar os produtores integrados que forneciam milho para a fábrica de ração da qual fazia parte.

Início da avicultura no sítio prata

Em 2010, Júlio adquiriu o sítio Prata, e, impulsionado por um conselho de um diretor da empresa, decidiu construir seus dois primeiros aviários em 2016. Sua esposa, dentista, deu o apoio necessário para enfrentar os altos custos iniciais. O começo da atividade foi desafiador, já que Júlio não tinha experiência prática e dividia seu tempo entre a empresa e a granja.

Nos primeiros anos, Júlio enfrentou dificuldades como estradas de terra precárias e quedas constantes na energia elétrica. Para evitar problemas, implementou o uso de geradores na propriedade. Ele percebeu que, assim como na soja, o segredo da avicultura estava no volume de produção, e reinvestiu cada centavo na estrutura da granja.

Expansão e resultados

Com o tempo, Júlio construiu o terceiro aviário em 2020, o quarto em 2022 e, finalmente, expandiu para seis galpões automatizados em 2024, após um chamado da integradora JBS/Seara. Atualmente, o sítio Prata possui três núcleos tecnológicos com capacidade total para alojar duzentas e quarenta mil aves por ciclo.

O diferencial do sítio Prata reside na gestão empresarial focada em números e automação. Júlio opera com energia solar e gerencia o negócio de fora, deixando o manejo diário nas mãos de granjeiros parceiros especializados. Em 2024, a granja conquistou o primeiro lugar em conversão alimentar na integração da JBS de Rolândia, além de acumular premiações no Superagro.

O futuro da família

Após 10 anos de avicultura, a família de Júlio projeta a sucessão no campo. Sua esposa planeja deixar o consultório odontológico para auxiliá-lo na administração, enquanto as filhas, Laura e Luísa, estudam para assumir o gerenciamento da empresa familiar. Júlio expressa satisfação com sua transição de carreira, orgulhando-se de produzir proteína de qualidade para mercados exigentes.

Com a história de Júlio César Teixeira, o sítio Prata se torna um exemplo de resiliência e inovação na avicultura paranaense.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Sob supervisão de Hildeberto Jr.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Programa Grão Seguro discutirá micotoxinas emergentes


O Programa Grão Seguro discutirá micotoxinas emergentes e a limitação no uso de grãos em episódio ao vivo no dia 02 de junho, terça-feira, às 19h30, pelo horário de Brasília. A transmissão será feita direto de Chapecó (SC), onde ocorre o XI Simpósio Sul de Pós-Colheita de Grãos, promovido pela Abrapós, com participação de representantes da Aurora, Pegasus Science e DSM Firmenich.

O episódio terá como tema “Micotoxinas emergentes e a limitação no uso de grãos”, assunto que ganha espaço nas discussões técnicas ligadas à pós-colheita e ao aproveitamento de grãos. Segundo informações divulgadas pelo Programa Grão Seguro, a proposta é reunir especialistas e representantes do setor para abordar o impacto do tema sobre a utilização dos grãos na cadeia produtiva.

A transmissão ao vivo contará com Arielson da Luz de Lima, da Aurora; Adriano Mallmann, da Pegasus Science; e Augusto Heck, da DSM Firmenich. Os convidados devem contribuir com a discussão a partir de suas áreas de atuação, em um formato voltado à atualização técnica e à participação do público.

Debate ocorre durante simpósio de pós-colheita

De acordo com o material de divulgação, o programa será transmitido diretamente de Chapecó, em Santa Catarina, cidade que receberá o XI Simpósio Sul de Pós-Colheita de Grãos. O evento é promovido pela Abrapós e reúne discussões voltadas aos desafios da armazenagem, qualidade e uso dos grãos após a colheita.

A escolha do tema reforça a importância da pós-colheita como etapa estratégica para o agronegócio. A limitação no uso de grãos, quando associada a fatores de qualidade, pode gerar preocupação para produtores, cooperativas, indústrias e demais agentes da cadeia, especialmente em um cenário em que eficiência e segurança no aproveitamento da produção são prioridades.

Grão Seguro terá transmissão ao vivo

Conforme divulgado pelo Programa Grão Seguro, o episódio será realizado às 19h30, no horário de Brasília, com transmissão ao vivo. A chamada oficial reforça o convite ao público: “Assista, inscreva-se e participe!”.

A participação aberta amplia o alcance do debate técnico e permite que produtores, armazenadores, profissionais da indústria, consultores e estudantes acompanhem as discussões diretamente do ambiente do simpósio.

Serviço

Programa: Grão Seguro: Clique aqui para assistir.

Tema: Micotoxinas emergentes e a limitação no uso de grãos

Data: 02 de junho, terça-feira

Horário: 19h30, horário de Brasília

Local da transmissão: Chapecó (SC)

Evento vinculado: XI Simpósio Sul de Pós-Colheita de Grãos

Promoção do simpósio: Abrapós

Convidados: Arielson da Luz de Lima, da Aurora; Adriano Mallmann, da Pegasus Science; Augusto Heck, da DSM Firmenich

 





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Geadas afetam milho silagem no Rio Grande do Sul



Colheita do milho silagem chega a 98%



Foto: Pixabay

A colheita do milho para silagem no Rio Grande do Sul está praticamente concluída, alcançando 98% da área cultivada no Estado, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o relatório, as condições de tempo seco e frio favoreceram o avanço das operações de corte e ensilagem durante o período, acelerando os trabalhos nas propriedades rurais. Apesar disso, as geadas registradas nas últimas semanas provocaram danos variáveis, principalmente em lavouras mais tardias.

Ainda conforme a Emater/RS-Ascar, os impactos sobre o volume e a qualidade da forragem foram considerados pequenos na maior parte das áreas, mesmo com perdas localizadas e redução do potencial produtivo em determinados cultivos.

O boletim aponta que alguns produtores optaram por antecipar o corte das lavouras para preservar a qualidade da massa ensilada e evitar o agravamento dos danos causados pelo frio.

Na região administrativa de Ijuí, as lavouras apresentaram pequenos danos provocados pelas geadas, mas sem comprometimento significativo da produção de forragem. Os produtores seguem finalizando as operações de corte e ensilagem.

Já na região de Pelotas, a ocorrência generalizada de geadas levou ao encerramento das atividades de produção de silagem. Em parte das áreas afetadas pelo frio, houve queimadura das plantas, e algumas lavouras deverão ser destinadas ao fornecimento direto de alimento para os animais.





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RS abre safra da erva-mate em Machadinho


O Rio Grande do Sul deve produzir cerca de 310 mil toneladas de folha verde de erva-mate na safra de 2026, cultivadas em quase 30 mil hectares de ervais distribuídos em mais de 7 mil propriedades rurais. A cultura está presente em 173 municípios gaúchos e foi o destaque da Festa da Colheita da Erva-Mate, realizada nesta quinta-feira (28), em Machadinho, marcando oficialmente a abertura da safra.

O evento reuniu lideranças municipais e estaduais, além de representantes da cadeia produtiva. O secretário da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, afirmou que o setor vive um novo momento após o reconhecimento da primeira indicação geográfica da erva-mate de Machadinho.

“Temos um grande desafio que precisa ser encarado de forma conjunta por todo o setor produtivo: ampliar mercados e diversificar os produtos derivados da erva-mate. Estamos em outro momento e temos potencial de crescimento em mercados do Oriente Médio, Europa e Ásia, que precisa estar no foco do setor produtivo daqui para frente”, concluiu.

Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, a cadeia produtiva da erva-mate no Estado está concentrada em cinco polos ervateiros. O Rio Grande do Sul também lidera o beneficiamento da erva-mate brasileira, com pelo menos 163 indústrias em atividade.

O presidente do Instituto Brasileiro da Erva-Mate, Alberto Tomelero, destacou a importância da pesquisa e da inovação para o fortalecimento do setor. “Já evoluímos muito, com tecnologia e inovação, mas ainda temos muito o que fazer pelo setor ervateiro. Além disso, necessitamos aproximar as pessoas que fazem parte dessa cadeia produtiva com o público consumidor e precisamos evoluir em qualidade e produtividade, nos aproximando da pesquisa e buscando novos mercados, como o internacional”, afirmou Tomelero.

O presidente da Emater/RS-Ascar, Claudinei Baldissera, reforçou a relevância econômica e cultural da atividade no Estado. “A Emater também firma aqui o seu compromisso de ajudar o setor a superar as dificuldades que vêm sendo enfrentadas. Temos construído políticas públicas para os sistemas de produção e para a erva-mate não será diferente. Precisamos aumentar o consumo e encontrar novos caminhos, sempre com qualidade e produtividade”, enfatizou o presidente.

A próxima edição da Festa da Colheita da Erva-Mate será realizada em 2027 no município de Arvorezinha.

Machadinho recebeu recentemente o reconhecimento de Indicação Geográfica (IG) para a produção de erva-mate. O título foi concedido em novembro de 2025 pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial e reconhece a qualidade, a identidade e as características da produção regional.

A certificação contempla dez municípios da região: Barracão, Cacique Doble, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Paim Filho, Sananduva, Santo Expedito do Sul, São João da Urtiga, São José do Ouro e Tupanci do Sul. A expectativa do setor é que o reconhecimento fortaleça a identidade regional, agregue valor ao produto e abra novas oportunidades de mercado para os produtores gaúchos.

 





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Cantareira segue com captação reduzida em junho e São Paulo reforça prevenção a queimadas


Cantareira segue com captação reduzida em junho e São Paulo reforça prevenção a queimadas

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) informou, nesta sexta-feira (29), que manterá o Sistema Cantareira na Faixa 2 – Atenção durante todo o mês de junho. A medida limita a captação da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) a 31 metros cúbicos por segundo, abaixo do volume normal de 33 m³/s, em meio ao período seco, que vai até novembro. No mesmo contexto de prevenção, uma operação contra incêndios e queimadas encontrou irregularidades em 179 locais no estado.

Segundo a ANA, a restrição busca preservar os reservatórios e os rios das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí durante a estiagem. Localizado ao norte e nordeste da região metropolitana de São Paulo, o Sistema Cantareira é o maior entre os sete sistemas de abastecimento da região e responde por cerca de metade da água disponível para 38 municípios.

Em nota, a ANA e a SP Águas recomendaram medidas operacionais para redução de consumo e perdas, além de uso racional da água por outros usuários. A Sabesp informou que mantém ações contínuas de diminuição de perdas, como a redução de pressão em parte do dia, prática adotada desde a estiagem do ano passado.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

O cenário é acompanhado pelo avanço do período seco e pela possibilidade de agravamento das secas neste ano, em um ambiente de atenção às condições climáticas associadas ao El Niño. Para o setor produtivo, a gestão mais restritiva dos recursos hídricos amplia a necessidade de planejamento operacional, especialmente em atividades com maior dependência de disponibilidade de água.

Na frente de prevenção a incêndios, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e batalhões da Polícia Militar Ambiental informaram ter lavrado 639 Termos de Vistoria Ambiental e cinco boletins de ocorrência. A fiscalização verificou manutenção de aceiros, condições de faixas de domínio em margens de estradas e linhas férreas e, no setor sucroalcooleiro, planos de prevenção a incêndios e adoção de medidas preventivas.

O programa foi reforçado após os incêndios registrados em 2024 em áreas de cana-de-açúcar. Os órgãos públicos não detalharam, no material divulgado, a localização exata de todas as irregularidades nem o volume de água armazenado no sistema na data do anúncio.

Com a manutenção da Faixa 2 no Cantareira e o reforço das ações de fiscalização, o estado entra em junho com foco na preservação hídrica e na prevenção de fogo em áreas produtivas. Novos desdobramentos dependerão da evolução das chuvas, das condições dos reservatórios e do cumprimento das medidas preventivas pelos usuários e setores fiscalizados.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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CVM torna voluntário o reporte de informações de sustentabilidade


CVM torna voluntário o reporte de informações de sustentabilidade

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revogou a obrigatoriedade de divulgação de informações financeiras sobre sustentabilidade pelas companhias reguladas. A mudança foi formalizada nesta sexta-feira (29), por meio da resolução CVM 244, que altera a resolução 193. Com isso, o reporte, que passaria a ser obrigatório nos exercícios iniciados em 1º de janeiro de 2026, volta a ter caráter voluntário.

Segundo a CVM, a alteração busca preservar a transparência e a comparabilidade das informações, mas devolver às empresas a decisão sobre os custos e benefícios da adoção desse tipo de divulgação. Em nota, a autarquia informou que o novo modelo resgata a liberdade das entidades para decidir como empregar os recursos dos investidores.

A reguladora manteve o padrão contábil internacional para quem optar por publicar os dados. Nesses casos, as companhias deverão observar as normas do Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade (CBPS) e do International Sustainability Standards Board (ISSB). De acordo com a CVM, essa exigência busca assegurar confiabilidade técnica e comparabilidade entre os relatórios.

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A resolução também aproxima o regime aplicável às companhias abertas daquele já previsto para fundos de investimento e sociedades securitizadoras, segmentos em que não havia adoção compulsória desse reporte. Para empresas ligadas ao agronegócio, incluindo agroindústrias, companhias listadas e estruturas de securitização com exposição ao setor rural, a mudança altera o ambiente regulatório de prestação de informações ao mercado.

Na prática, as empresas que não quiserem adotar o reporte deverão comunicar essa decisão ao mercado no modelo de “pratique ou explique”. Outra mudança foi o fim da regra que tornava permanente a obrigação de reportar após uma adesão voluntária. Agora, a entidade que optar pela divulgação deverá manter o reporte por pelo menos 3 exercícios sociais consecutivos e informar com antecedência, no exercício anterior, eventual decisão de interrompê-lo.

O texto divulgado pela CVM não detalha, até o momento, impactos setoriais específicos para companhias do agro nem apresenta estimativa sobre adesão futura.

A mudança redefine a forma de adesão aos relatórios de sustentabilidade no mercado de capitais. Sem obrigatoriedade a partir de 2026, a tendência de uso do modelo dependerá da estratégia de cada companhia, do perfil dos investidores e das exigências de governança adotadas por emissores, fundos e securitizadoras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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