sexta-feira, julho 17, 2026

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Alckmin diz que Lula orientou diálogo com Trump após investigação do USTR


Coca-Cola, eBay e Tesla pedem recuo de tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (16), em Brasília, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou o governo federal a manter diálogo e negociação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde a conclusão da investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil. A apuração resultou em tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Durante entrevista coletiva sobre a nova tarifa imposta pelos Estados Unidos, Alckmin declarou que a orientação do Palácio do Planalto, desde o início, foi pela manutenção do diálogo. Segundo ele, o Brasil segue aberto à negociação.

"Desde o início, o presidente Lula orientou o diálogo. Sempre foi o diálogo. E o diálogo é permanente. O diálogo é sempre. O Brasil está sempre aberto ao diálogo", disse.

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Alckmin também afirmou que a reação do governo brasileiro não deve ser tratada como retaliação. De acordo com o vice-presidente, a atuação está amparada pela Lei de Reciprocidade, aprovada em 2025, e voltada à defesa de interesses diplomáticos e nacionais.

"A lei não é retaliatória, não há retaliação. Existe uma lei defendendo o interesse nacional, o interesse dos brasileiros, da economia brasileira, que é a reciprocidade, e foi aprovada por unanimidade no Congresso. É um instrumento jurídico, legal, importante, que o governo analisará o momento e a forma de fazer", afirmou.

A coletiva foi realizada na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), em Brasília. Participaram também o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.

A posição apresentada pelo governo federal combina manutenção do diálogo com os Estados Unidos e análise do uso da Lei de Reciprocidade após a tarifa de 25% aplicada a produtos brasileiros.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Boletim Macrofiscal mantém PIB de 2026 em 2,3% e eleva projeção do IPCA para 5,1%


Boletim Macrofiscal mantém PIB de 2026 em 2,3% e eleva projeção do IPCA para 5,1%

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda manteve em 2,3% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, segundo o Boletim Macrofiscal de julho, divulgado na quarta-feira (15). No mesmo documento, a estimativa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,5% para 5,1%. A revisão também alcançou os setores da economia, com mudança nas previsões para agropecuária e indústria.

Para a agropecuária, a projeção de crescimento em 2026 passou de 1,2% para 1,8%. Na indústria, a estimativa recuou de 2,2% para 2,1%, enquanto a previsão para os serviços permaneceu em 2,4%.

No segundo trimestre, a estimativa é de alta de 0,8% ante os três meses anteriores, depois de crescimento de 1,1% no primeiro trimestre. Nesse recorte, a projeção da agropecuária caiu de 2% para 0,6%. A indústria foi revisada de 1,2% para 0,8%, e os serviços, de 0,5% para 0,7%.

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Segundo o Ministério da Fazenda, as pressões sobre a inflação ao consumidor seguem presentes, principalmente por causa dos preços dos alimentos e dos efeitos indiretos do conflito no Oriente Médio. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) passou de 4,6% para 5,3%. Para 2027, a estimativa do IPCA subiu de 3,5% para 3,6%.

O boletim também aponta riscos relacionados ao cenário internacional, ao preço da energia e à possibilidade de um El Niño mais intenso. De acordo com a análise, esse quadro pode afetar a produção agrícola. No ambiente externo, o documento registra incerteza elevada, com oscilações no preço do petróleo após a interrupção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã em 8 de julho.

Na parte fiscal, as projeções de mercado reunidas pelo Prisma Fiscal indicaram redução do déficit primário estimado para 2026. A mediana caiu R$ 0,9 bilhão e chegou a R$ 58,1 bilhões, equivalentes a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB).

A edição de julho do Boletim Macrofiscal mantém a previsão de crescimento de 2,3% para a economia brasileira em 2026, eleva a estimativa de inflação e revisa para 1,8% a expansão da agropecuária no ano, em um cenário marcado por riscos externos, energia e clima.

Fonte: gov.br

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Safra argentina de soja termina com rendimento elevado



As condições de umidade superficial foram consideradas favoráveis


As condições de umidade superficial foram consideradas favoráveis
As condições de umidade superficial foram consideradas favoráveis – Foto: Divulgação

A safra argentina de soja 2025/26 foi encerrada com menor área plantada, produtividade elevada e produção praticamente estável em relação ao ciclo anterior, apesar das oscilações climáticas registradas ao longo do desenvolvimento das lavouras. Segundo o relatório de fechamento de campanha da Bolsa de Cereales de Buenos Aires, foram semeados 16,8 milhões de hectares, queda de 8,7% ante 2024/25 e volume 1,3% inferior à média das últimas cinco safras, de 17,02 milhões de hectares.

As condições de umidade superficial foram consideradas favoráveis durante a maior parte da janela de plantio, tanto para a soja de primeira quanto para a de segunda. No centro da província de Buenos Aires, porém, o excesso de água dificultou as operações. Já o início do verão foi marcado por estresse hídrico, que afetou o começo do período crítico da soja de primeira e o desenvolvimento inicial das áreas de segunda safra.

As chuvas de fevereiro, embora distribuídas de forma irregular, permitiram recuperar a umidade do solo e melhoraram as condições durante a etapa final de definição da produtividade. Com isso, o rendimento médio nacional alcançou 31,3 quintais por hectare, resultado 9% superior à média das últimas cinco campanhas, desconsiderando a safra 2022/23.

A produção total foi estimada em 50,1 milhões de toneladas, apenas 200 mil toneladas abaixo do ciclo anterior. No campo econômico, a cadeia deverá gerar US$ 19,106 bilhões em produto bruto sojeiro, alta de 19%. As exportações são projetadas em US$ 21,192 bilhões, avanço de 2%, enquanto a arrecadação fiscal associada à campanha pode atingir US$ 7,534 bilhões, crescimento de 28%.





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Queda de 95% na produção de laranjas na Flórida trouxe lições de combate ao greening a SP


foco de greening
Foto: David Bartels/ USDA-APHIS

A Flórida foi referência mundial em citricultura por décadas. Na safra 2003/04, por exemplo, a produção foi de 242 milhões de caixas de laranja. Pouco mais de 20 anos depois, a projeção para a temporada 2025/26 é de 12,9 milhões de caixas, queda de 95%.

O greening, doença sem cura que compromete os pomares, foi o principal responsável por esse colapso. Agravada por eventos climáticos extremos, a doença expulsou produtores da atividade e transformou uma potência citrícola em dependente de suco importado.

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, ressalta que o alerta norte-americano pesa diretamente ao território paulista. Na safra atual, o cinturão citrícola paulista e do Triângulo/Sudoeste Mineiro produziu 292,94 milhões de caixas, cerca de 76% da produção brasileira estimada.

“O Brasil responde por mais de 70% das exportações mundiais de suco de laranja, com São Paulo no centro dessa cadeia. Proteger os pomares paulistas é defender uma liderança construída com pesquisa, capacidade industrial e organização produtiva”, destaca.

Ele lembra que em novembro de 2023, a gestão paulista instituiu o Comitê Estadual de Combate ao Greening, reunindo cinco secretarias, institutos de pesquisa e o setor produtivo.

Melo Filho diz que pela linha do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap Combate ao Greening), foram liberados R$ 6,9 milhões no ciclo 2024/25 para a renovação de pomares. A atuação envolve ainda universidades, a Fapesp e, como parceiros privados, o Fundecitrus e o CitrusBR.

Na frente científica, o CPA Citros mobiliza R$ 90 milhões, em aportes públicos e privados, para acelerar novas soluções de manejo. “Um dos pilares dessa estrutura é o Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis, que reúne o maior banco de germoplasma de citros do país”, enfatiza.

Fiscalização de mudas

O secretário afirma que também houve reforço na fiscalização. Segundo ele, em 2025, a Defesa Agropecuária esteve em mais de 17,5 mil estabelecimentos e retirou de circulação mais de 60,3 mil mudas. Nos casos previstos em lei, houve a eliminação de plantas contaminadas para proteger pomares vizinhas.

Conforme Melo Filho, foram destinados R$ 3,6 milhões para a contratação de novas equipes de fiscalização e monitoramento, com atuação regionalizada.

As regras são adaptadas à realidade de cada região. Em maio de 2026, São Paulo tornou obrigatório o cadastro das propriedades com plantas cítricas e criou o monitoramento quinzenal do psilídeo, inseto que é o principal vetor do greening.

Desta forma, os municípios são classificados pela incidência da doença. Atualmente, 75% deles são classificados como locais de alta incidência para a doença. Assim, regras mais amplas são aplicadas onde é baixa e normativas mais concentradas em plantas jovens onde é alta.

“Esse conjunto de medidas está freando o greening em São Paulo. Em 2025, pelo segundo ano consecutivo, houve desaceleração no ritmo de crescimento: o aumento anual caiu de 55,9%, entre 2022 e 2023, para 16,5%, entre 2023 e 2024, e 7,4%, entre 2024 e 2025”, enumera o secretário.

De acordo com ele, nos pomares mais jovens, a incidência caiu 51,4% nas plantas de zero a dois anos e 17,1% nas de três a cinco anos, reflexo de mais cuidado na escolha das áreas de plantio e melhor controle do inseto vetor.

Melo Filho enfatiza que defender a citricultura é proteger empregos, investimentos e a capacidade brasileira de abastecer o mundo. “O exemplo da Flórida mostrou o custo de agir tarde”, constata.

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VÍDEO: vacas transportadas em ônibus escolar no Pará levantam alerta sobre bem-estar animal; confira


Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra vacas sendo levadas dentro de um ônibus escolar em Novo Repartimento (PA). As imagens chamaram a atenção pela forma como os animais estavam sendo transportados.

Confira o vídeo:

Everton Andrade, médico-veterinário e especialista em saúde e bem-estar animal da JBS/Friboi, alerta que o transporte de bovinos não pode ser improvisado. Segundo ele, a situação registrada no vídeo pode comprometer a integridade dos animais.

“Apesar de o vídeo parecer engraçado para muitas pessoas, ele retrata uma situação que pode representar sérios riscos ao bem-estar animal. Trata-se de uma atividade que exige veículos boiadeiros específicos, treinamento dos motoristas e cumprimento da legislação”, explica.

Andrade avalia que, pelas imagens, os animais estavam em espaço reduzido e sem estrutura adequada. “Durante o deslocamento, isso aumenta significativamente o risco de escorregões, quedas, contusões, fraturas e sofrimento desnecessário, podendo levar à morte dos animais”.

Erros mais comuns

Em relação ao transporte, Andrade cita como falhas frequentes o excesso de lotação, uso de veículos inadequados, pisos escorregadios, mistura de categorias de animais, direção com freadas e curvas bruscas, manejo inadequado no embarque e desembarque, viagens longas sem planejamento e falta de capacitação dos motoristas.

“A não realização dessas boas práticas pode causar estresse, hematomas, fraturas, abates de emergência e até mortes durante o transporte, além do sofrimento animal, gerando prejuízo para o produtor e para a indústria também”, acrescenta.

Como deve ser o transporte?

O veterinário informa que o transporte de animais deve seguir a Resolução Contran nº 791/2020, além das normas de bem-estar animal e das orientações do Ministério da Agricultura.

Segundo ele, os bovinos devem ser transportados em caminhões boiadeiros de um ou dois pisos, desenvolvidos especificamente para carga viva.

Entre as características do veículo estão piso antiderrapante, estrutura resistente, espaço compatível com o número de animais, ausência de partes que possam provocar lesões, rampas ou elevadores para embarque e desembarque, além de manutenção do veículo em dia.

Cuidados antes, durante e depois da viagem

O especialista afirma que o planejamento começa antes do embarque. Nesse momento, as recomendações incluem avaliar as condições dos animais, não transportar bovinos debilitados, calcular a lotação do veículo, planejar a rota e o tempo de deslocamento, além de verificar as condições do caminhão e do motorista.

Durante a viagem, ele orienta evitar acelerações, curvas e freadas bruscas, acompanhar constantemente os animais e realizar paradas quando necessário.

Na chegada, recomenda desembarcar os bovinos com calma, fornecer água, oferecer conforto térmico e permitir um período de descanso antes de qualquer manejo.

Reflexos na qualidade da carne

Everton afirma que o transporte é considerado um dos momentos mais desafiadores para o bem-estar dos bovinos. No entanto, quando o animal sofre estresse intenso, uma série de alterações fisiológicas – como aumento da liberação de cortisol e adrenalina e maior consumo das reservas de glicogênio muscular – podem interferir diretamente na transformação do músculo em carne após o abate.

Entre as consequências estão carne mais escura, alteração do pH e redução da vida útil do produto. Além disso, animais com hematomas e lesões provocados durante o transporte precisam ser removidos no frigorífico, gerando desperdício de carne e prejuízos para toda a cadeia produtiva.

“Hoje sabemos que bem-estar animal não é apenas uma questão ética. É também uma medida técnica, econômica e de segurança alimentar. Um transporte bem planejado reduz perdas, melhora a qualidade da carne, aumenta a eficiência da produção e demonstra respeito aos animais, que deve ser um compromisso de todos os envolvidos na cadeia da pecuária”, finalizou.

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Ibovespa cai 1,24% com tarifa dos EUA e pressão externa


Coca-Cola, eBay e Tesla pedem recuo de tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

O Ibovespa fechou em queda de 1,24% nesta quinta-feira (16), aos 173.825,27 pontos, em um pregão marcado pela confirmação da tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e pelo ambiente negativo no exterior. O principal índice da B3 perdeu mais de 2 mil pontos ao longo do dia e não conseguiu superar a estabilidade nem mesmo na máxima de 176.011 pontos.

A taxa de 25% sobre produtos brasileiros entra em vigor no dia 22. A medida já era amplamente esperada pelo mercado, assim como a divulgação da lista de exceções, mas a reação foi negativa. A avaliação da equipe econômica é de impacto econômico irrelevante e sem perspectiva de retaliação, embora o mercado acompanhe a pressão de setores atingidos pela aplicação da Lei de Reciprocidade.

Na reta final da sessão, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo saberá implementar a lei da reciprocidade no momento adequado. Segundo ele, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão atuar para a abertura de novos mercados.

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A economista-chefe da Mirae Asset, Marianna Costa, avaliou que o mercado operou com cautela diante da reação do governo brasileiro e da possibilidade de negociações mais longas. Segundo ela, o caminho da reciprocidade envolve etapas burocráticas e consultas a setores, o que mantém a incerteza no curto prazo.

De acordo com a economista, a medida atinge cerca de 30% da pauta de exportação nacional. Ainda assim, o efeito sobre o índice foi parcialmente limitado porque setores de maior peso na Bolsa ficaram entre as exceções. O impacto mais direto, segundo a avaliação, recai sobre companhias exportadoras mais dependentes do mercado americano.

O movimento do Ibovespa também acompanhou a piora em Wall Street, pressionada por tensões no Oriente Médio, balanços corporativos, perdas em ações de tecnologia e falas mais duras de dirigentes do Federal Reserve. No piso do dia, o índice da B3 caiu 1,41%, a 173.537 pontos.

Entre os destaques de baixa, Petrobras PN recuou 1,72% e ON caiu 1,95%, em linha com a queda do petróleo e com os desdobramentos do tarifaço. Vale fechou em baixa de 2,05%, acompanhando o minério de ferro. Itaú Unibanco PN perdeu 1,37% e Bradesco PN cedeu 1,02%. O giro financeiro da sessão somou R$ 19,06 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumula perda de 2,27%. Em julho, sobe 1,05% e, em 2026, avança 7,88%.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Aprosoja MT reconhece MP da renegociação das dívidas rurais como avanço, mas cobra aperfeiçoamentos


planta de soja
Foto: Divulgação

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) classificou como um avanço a publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.376, que estabelece novas regras para a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por perdas climáticas e pela queda dos preços agrícolas. Apesar disso, a entidade avalia que a medida ainda não resolve de forma definitiva o endividamento acumulado nos últimos anos.

Segundo a Aprosoja MT, a MP incorpora propostas defendidas pelo setor produtivo, amplia as possibilidades de renegociação das operações de crédito rural e autoriza a criação de um fundo garantidor para fortalecer o acesso ao financiamento. No entanto, a entidade aponta que permanecem desafios, como a obrigatoriedade do pagamento dos juros durante o período de carência, os limites financeiros das linhas de crédito e critérios que ainda restringem o acesso de parte dos produtores aos benefícios.

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Pelas regras gerais, produtores e cooperativas que comprovarem redução de pelo menos 30% da renda bruta em duas ou mais safras, entre 2019 e 2025, em decorrência de eventos climáticos extremos ou da queda dos preços agrícolas, poderão renegociar suas dívidas em até oito anos. A primeira parcela do principal será paga após dois anos de carência, mas os juros deverão ser quitados durante todo esse período.

Já para os produtores que registraram perdas mais severas, com redução mínima de 40% da renda bruta em três ou mais safras, a MP prevê renegociação em até dez anos, com taxas de juros menores e limites de financiamento mais elevados.

A medida também permite incluir operações de investimento, custeio, comercialização e industrialização contratadas até o fim de 2025, desde que atendam aos critérios estabelecidos pela legislação. Além disso, autoriza a revisão das garantias das operações, permitindo reduzir garantias consideradas excessivas ou complementá-las quando necessário.

Outro ponto destacado pela Aprosoja MT é a possibilidade de renegociar valores que ultrapassem os limites das linhas oficiais diretamente com instituições financeiras, utilizando recursos de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Poupança Rural ou outras fontes livres.

Na avaliação da entidade, um dos principais avanços da MP é que as operações renegociadas passarão a ser classificadas como novos financiamentos para fins de análise de risco, reduzindo o impacto negativo sobre o histórico de crédito do produtor e preservando o acesso a novos financiamentos.

A associação também considera estratégica a autorização para criação de um fundo garantidor do crédito rural, com participação da União, produtores e instituições financeiras. Segundo o Ministério da Fazenda, o aporte inicial do governo poderá chegar a R$ 2 bilhões.

Na avaliação da Aprosoja MT, o mecanismo poderá ampliar o acesso ao crédito, reduzir a exigência de garantias reais e contribuir para taxas de juros mais competitivas. Entretanto, a entidade defende que o fundo tenha caráter permanente e não seja restrito apenas aos produtores atingidos por eventos climáticos.

“O produtor precisava de uma resposta imediata, e parte dessa resposta chegou com a publicação da Medida Provisória. Reconhecemos os avanços incorporados ao texto, mas o problema do endividamento rural ainda não foi solucionado de forma definitiva. Continuaremos trabalhando para aperfeiçoar a medida durante sua tramitação no Congresso”, afirmou o presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, Lucas Costa Beber.

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EUA excluem pescados brasileiros de novas tarifas de importação


EUA excluem pescados brasileiros de novas tarifas de importação

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) informou nesta quinta-feira (16) que recebeu com serenidade a decisão dos Estados Unidos de incluir os pescados brasileiros na lista de exceções das novas tarifas de importação. Segundo a entidade, a medida preserva o acesso ao principal mercado externo do setor e mantém a expectativa de crescimento de aproximadamente 10% em 2026, na comparação com o desempenho de 2025.

De acordo com a Abipesca, a projeção de avanço nas exportações é sustentada principalmente pelo crescimento da tilapicultura e pelo embarque de produtos de maior valor agregado. Na avaliação da entidade, a isenção também demonstra a importância do pescado brasileiro para a economia americana.

A associação atribuiu a decisão ao trabalho conjunto realizado com o National Fisheries Institute (NFI), entidade que representa o setor pesqueiro nos Estados Unidos, além de empresas importadoras americanas. A Abipesca afirmou que seguirá atuando em cooperação com as indústrias e com o governo brasileiro.

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Embora tenha destacado o alívio para o segmento de pescados, a entidade também manifestou preocupação com outros setores atingidos pelas novas tarifas. A associação lamentou a inclusão de outras cadeias produtivas nas medidas adotadas pelos Estados Unidos e informou que continuará participando das tratativas ligadas ao comércio bilateral.

Com a exclusão dos pescados brasileiros das novas tarifas de importação dos Estados Unidos, a Abipesca mantém a expectativa de expansão das exportações em 2026, apoiada no avanço da tilapicultura e na venda de itens de maior valor agregado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Suco de laranja brasileiro fica fora da sobretaxa de 25% imposta pelos EUA


suco de laranja - jan vasek - pixabay
Foto: Pixabay

Os Estados Unidos excluíram os principais produtos exportados pela cadeia brasileira do suco de laranja da lista de itens que serão atingidos pela sobretaxa de 25%, anunciada na madrugada desta quinta-feira (16).

A medida é resultado de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, e isenta da sobretaxa o suco de laranja concentrado congelado, concentrado não congelado, o suco não concentrado, além da polpa e dos óleos essenciais de laranja.

Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, Brasil e Estados Unidos mantêm uma relação de interdependência no mercado de suco de laranja. O produto brasileiro é fundamental para complementar a oferta norte-americana e garantir o abastecimento do mercado, especialmente diante da forte redução na produção da Flórida.

“Os Estados Unidos são um mercado estratégico para o setor brasileiro. Essa relação beneficia produtores, indústrias e consumidores dos dois países”, afirma o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto. 

Na safra 25/26, os Estados Unidos se consolidaram como o principal destino do suco de laranja brasileiro, com participação de 48% nas exportações. No período, o país importou 355,8 mil toneladas de FCOJ equivalente, que geraram receita de US$ 1,08 bilhão.

“Vale lembrar que o Brasil já paga uma tarifa de US$ 415 por tonelada para acessar o mercado norte-americano. A exclusão desses produtos evita, neste momento, a incidência da tarifa adicional sobre importantes itens da pauta de exportações da cadeia citrícola brasileira”, pondera Netto. 

Para o executivo, o diálogo, a cooperação e o respeito às regras do comércio internacional são os melhores caminhos para preservar a previsibilidade e a estabilidade das relações comerciais.

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Tarifa de 25% dos EUA atinge US$ 11 bilhões em exportações brasileiras, diz CNI


Coca-Cola, eBay e Tesla pedem recuo de tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou nesta quinta-feira (16) que a nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros mantém a indústria sob pressão, mesmo após a inclusão de 429 exceções na decisão final do governo norte-americano. Segundo a entidade, a sobretaxa atinge US$ 11 bilhões em exportações brasileiras, o equivalente a 26,2% do total, e passa a valer em 22 de julho.

Em nota, a CNI disse estar preocupada com a medida anunciada na quarta-feira (15). Entre as novas exceções incluídas pelos Estados Unidos estão ferro-gusa, hidróxido de alumínio e café instantâneo. A entidade informou que essas exclusões reduziram em US$ 2,3 milhões os possíveis prejuízos para a indústria brasileira.

De acordo com a confederação, o resultado reflete articulações dos setores produtivos dos dois países que participaram de consultas e audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Ainda assim, a avaliação da entidade é de que os segmentos mantidos sob a sobretaxa continuarão sujeitos a perdas de competitividade no mercado norte-americano.

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O presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu o avanço das negociações entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, o foco deve se voltar aos setores que seguem atingidos e à construção de soluções para preservar a relação comercial entre os dois países.

A entidade destacou que 60,3% das exportações atingidas correspondem a bens intermediários usados pela indústria dos Estados Unidos. Também informou que o Brasil é o principal fornecedor ao mercado norte-americano em 10 dos 13 principais produtos alcançados pela medida.

Na lista de setores afetados, alimentos têm 44,8% das exportações sujeitas à nova tarifa. Entre os produtos citados estão açúcar de cana bruto em forma sólida, sebo não comestível, açúcares especiais de cana ou beterraba, sacarose quimicamente pura e carne suína congelada. Máquinas e equipamentos aparecem com 12,5%, incluindo tratores de esteiras e pás-carregadoras.

Além da tarifa de 25%, os Estados Unidos conduzem uma segunda investigação que pode resultar em sobretaxa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, elevando a carga total para até 37,5%.

Fonte: Estadão Conteúdo

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