quinta-feira, junho 25, 2026

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Estudo identifica mercúrio e chumbo em caranguejo-uçá no litoral do Paraná


Estudo identifica mercúrio e chumbo em caranguejo-uçá no litoral do Paraná

Pesquisadores do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar) identificaram a presença de mercúrio e chumbo em exemplares de caranguejo-uçá no litoral do Paraná. O estudo foi conduzido em áreas de manguezal da região de Paranaguá e apontou que a ocorrência dos contaminantes varia conforme o local e a época do ano. Segundo a equipe responsável, ainda são necessários novos levantamentos para dimensionar possíveis efeitos do consumo humano.

A pesquisa é coordenada pela professora Cassiana Baptista Metri, da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), que também atua no Rebimar. De acordo com a pesquisadora, além de zinco, manganês e magnésio, foram detectados nos crustáceos elementos não desejáveis, como mercúrio e chumbo. Até o momento, o estudo não indica presença constante desses contaminantes em todos os pontos monitorados.

Os dados mais recentes do governo do Paraná mostram que a pesca de caranguejo movimentou cerca de R$ 9,8 milhões no estado em 2024. Entre os municípios de destaque na atividade estão Guaraqueçaba, Guaratuba, Paranaguá, Antonina e Pontal do Paraná. Nesse contexto, o monitoramento ganha relevância para pescadores, extrativistas, comércio local e consumidores.

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Segundo Cassiana, a etapa atual busca calcular quanto o consumo de um caranguejo potencialmente contaminado pode representar em exposição a metais que podem se acumular no organismo. Ela informou que o consumo do uçá é sazonal e concentrado regionalmente, sobretudo fora do período de defeso, entre dezembro e meados de março.

A pesquisadora relatou ainda que os animais avaliados apresentaram atividade normal, sem sinais evidentes de comprometimento biológico. Entre as hipóteses em análise estão a eliminação de contaminantes pela carapaça, que é renovada periodicamente, e um possível efeito associado à alimentação do caranguejo, baseada em folhas de mangue.

A área monitorada fica próxima ao Porto de Paranaguá, além de zonas turísticas e territórios tradicionais. A pesquisa não apresentou, até agora, conclusão definitiva sobre a origem dos contaminantes nem sobre limite de risco ao consumo.

O resultado reforça a necessidade de continuidade do monitoramento em manguezais e de estudos complementares sobre bioacumulação, origem dos metais e segurança alimentar. Sem esses dados adicionais, não há base técnica suficiente para estimar impacto direto sobre a atividade extrativa ou para definir orientação sanitária mais ampla.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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CCGL amplia terminal em Rio Grande com investimento de R$ 680 milhões


Arco Norte amplia peso na exportação de grãos e na entrada de fertilizantes

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena, visitou nesta terça-feira (26) as obras do complexo portuário da Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), em Rio Grande. A cooperativa investe R$ 680 milhões no Terminal Marítimo Luiz Fogliatto (Termasa), no Porto de Rio Grande. Segundo as informações divulgadas durante a agenda, a ampliação pretende elevar a capacidade operacional do terminal para 6 mil toneladas por hora.

A CCGL informou que suas unidades de logística respondem atualmente por 52% dos graneis vegetais exportados pelo Rio Grande do Sul. Além do Termasa, a cooperativa também opera o Terminal Graneleiro (Tergrasa), estrutura voltada ao escoamento de produtos como soja, farelo de soja e outros graneis vegetais.

As obras estão em fase de execução civil e incluem a modernização da estrutura e a incorporação de equipamentos. De acordo com a cooperativa, o objetivo é ampliar a capacidade de exportação e reduzir gargalos operacionais no porto gaúcho. O prazo de conclusão das intervenções não foi informado no material divulgado.

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O vice-presidente da CCGL, Guillermo Dawson Jr., afirmou que a mudança de estrutura busca aumentar a competitividade do terminal no mercado de exportação de graneis vegetais. Pela dimensão da capacidade projetada, a ampliação pode reforçar o papel de Rio Grande no embarque de farelo de soja e soja, em um momento em que logística e velocidade de carregamento seguem como fatores relevantes para tradings, cooperativas e indústrias.

Na mesma agenda em Rio Grande, a comitiva da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) também visitou a Refinaria de Petróleo Riograndense. Segundo o governo estadual, a unidade mantém projeto para migração da produção de combustíveis fósseis para produtos renováveis, com foco nos mercados de combustível sustentável de aviação (SAF) e óleo vegetal hidrotratado (HVO).

Do ponto de vista do setor agropecuário, a ampliação do terminal adiciona capacidade logística a uma das principais rotas de exportação do Sul do país. O efeito prático sobre fluxo de embarques, custos e competitividade dependerá da entrada em operação da estrutura ampliada e de informações adicionais sobre cronograma, volume efetivo movimentado e integração com a cadeia exportadora.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas elevam risco de cercospora no milho


A cercosporiose do milho, causada pelo fungo Cercospora zeae-maydis, segue entre as principais preocupações fitossanitárias das regiões produtoras de milho do Brasil em safras marcadas por chuvas frequentes e temperaturas amenas a quentes. A doença tem maior incidência em áreas do Centro-Oeste, Sul e Sudeste, especialmente entre dezembro e junho, período em que a combinação de umidade elevada e molhamento foliar favorece epidemias. O manejo, segundo orientações técnicas de instituições como a Embrapa Milho e Sorgo, exige integração de estratégias como escolha de híbridos tolerantes, rotação de culturas, manejo de palhada, ajuste de época de semeadura e uso racional de fungicidas. O acompanhamento técnico por engenheiro(a) agrônomo(a) também é apontado como essencial para definir o momento correto de intervenção.

O avanço da cercosporiose está relacionado à intensificação dos sistemas de produção, principalmente em áreas com sucessão de culturas e semeaduras tardias. Em estados como Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, o clima com temperaturas entre 20 °C e 28 °C e alta umidade relativa cria ambiente favorável para o fungo. O sistema de plantio direto, embora importante para conservação do solo, também contribui para a manutenção do inóculo na palhada de milho deixada na superfície.

A doença é causada pelo fungo Cercospora zeae-maydis, que ataca principalmente as folhas e compromete a área fotossintética da planta. O patógeno sobrevive em restos culturais infectados e libera esporos em condições de umidade, disseminados pelo vento e por respingos de chuva. Após a infecção, surgem lesões que dão continuidade ao ciclo da doença ao longo da safra, especialmente em ambientes com folhas molhadas por longos períodos.

As condições climáticas exercem papel decisivo no desenvolvimento da cercosporiose. Temperaturas amenas a quentes, alta umidade relativa, excesso de sombreamento no dossel e sucessão de milho sobre milho elevam a pressão da doença. O uso de híbridos suscetíveis também acelera o avanço da epidemia nas lavouras.

A identificação correta da cercosporiose é considerada fundamental para o manejo integrado. Os sintomas incluem lesões alongadas que evoluem para manchas de coloração marrom-clara a cinza, geralmente alinhadas às nervuras das folhas. Em situações severas, ocorre queima intensa das folhas superiores, reduzindo diretamente a capacidade fotossintética da planta. Técnicos alertam que a doença pode ser confundida com outras manchas foliares, o que torna importante o diagnóstico especializado.

Os impactos na produtividade variam conforme a intensidade da doença e o estádio em que a infecção ocorre. Quando atinge folhas próximas à espiga durante o florescimento e enchimento de grãos, a cercosporiose pode reduzir significativamente o peso dos grãos e comprometer o rendimento final da lavoura. Estudos citados pela Embrapa e por universidades brasileiras indicam que, em áreas sem manejo adequado, as perdas podem gerar impactos econômicos relevantes.

Especialistas apontam que o manejo da doença em anos chuvosos deve considerar diferentes fatores simultaneamente, como histórico da área, volume de palhada infectada, suscetibilidade do híbrido, previsão climática e posição das lesões na planta. Nesse cenário, o monitoramento frequente da lavoura é considerado decisivo para orientar as intervenções e evitar aplicações desnecessárias de fungicidas.

A escolha de híbridos mais tolerantes aparece como uma das principais ferramentas preventivas contra a cercosporiose. Informações técnicas de empresas e instituições de pesquisa ajudam produtores a selecionar materiais com melhor pacote sanitário, principalmente em áreas com alta pressão da doença e histórico de sucessão milho-milho.

A rotação de culturas e o manejo de restos culturais também são apontados como pilares do controle integrado. Alternar o milho com culturas não hospedeiras reduz a quantidade de inóculo disponível para a próxima safra. Ao mesmo tempo, práticas que favoreçam a decomposição da palhada ajudam a diminuir a sobrevivência do fungo no sistema produtivo.

Outra estratégia recomendada é o ajuste da época de semeadura, buscando evitar que as fases mais sensíveis da cultura coincidam com períodos de maior umidade. O escalonamento do plantio e o respeito às janelas do zoneamento agrícola também contribuem para reduzir riscos fitossanitários e facilitar o manejo operacional da lavoura.

O manejo da densidade de plantas e da fertilidade do solo influencia diretamente o ambiente dentro da lavoura. Dosséis muito fechados aumentam o tempo de molhamento foliar, favorecendo a doença. Já a nutrição equilibrada fortalece as plantas diante de estresses, enquanto desequilíbrios nutricionais podem elevar a suscetibilidade às manchas foliares.

O controle químico segue como ferramenta importante, mas deve ser utilizado dentro de um programa integrado. Instituições de pesquisa indicam que os fungicidas apresentam maior eficiência quando aplicados nos estádios iniciais da doença e antes do comprometimento severo das folhas superiores. A decisão sobre a primeira aplicação deve considerar sintomas iniciais, previsão de chuvas e estádio fenológico da cultura.

A rotação de modos de ação é apontada como fundamental para evitar resistência do fungo aos fungicidas. As recomendações incluem alternar grupos químicos, utilizar misturas registradas e respeitar doses, intervalos e número máximo de aplicações definidos em bula e receituário agronômico.

A qualidade da pulverização também ganha importância em períodos chuvosos, quando as janelas de aplicação costumam ser reduzidas. Técnicos recomendam atenção à regulagem dos pulverizadores, escolha adequada das pontas e monitoramento das condições climáticas para evitar perdas por deriva e lavagem dos produtos.

O manejo da cercosporiose deve estar alinhado a outras práticas agronômicas da lavoura. Programas fitossanitários integrados, controle de plantas daninhas e manejo de pragas ajudam a reduzir fatores que favorecem o microclima úmido e o enfraquecimento das plantas, contribuindo para maior equilíbrio do sistema produtivo.

As orientações técnicas também reforçam a necessidade de seguir rigorosamente a legislação relacionada ao uso de defensivos agrícolas. O uso de equipamentos de proteção individual, o respeito aos períodos de carência e a utilização apenas de produtos registrados fazem parte das exigências previstas para o manejo fitossanitário da cultura.

Entre os principais pontos recomendados para o controle da cercosporiose estão o monitoramento constante da lavoura, a escolha de híbridos tolerantes, a rotação de culturas, o posicionamento correto de fungicidas e a integração das práticas de manejo. O registro das estratégias utilizadas e dos resultados obtidos também é considerado importante para o planejamento das próximas safras. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.

 





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Desmatamento no Brasil cai 20,6% em 2025 e fica abaixo de 1 milhão de hectares


Audiência na Câmara destaca queda do desmatamento na Mata Atlântica e debate projetos de lei

O Brasil desmatou 984.794 hectares de vegetação nativa em 2025, segundo o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD2025), divulgado pelo MapBiomas nesta quarta-feira (27). O volume representa queda de 20,6% em relação a 2024 e marca a primeira vez desde 2019 que a área anual fica abaixo de 1 milhão de hectares. Apesar da redução, a média ainda foi de 2.698 hectares por dia, ou 112 hectares por hora.

Todos os biomas registraram recuo na área desmatada. O Pantanal teve a maior queda proporcional, de 48,4%, com 12.260 hectares desmatados em 2025. O Cerrado permaneceu na liderança nacional, com 540.614 hectares, o equivalente a 54,9% de toda a área perdida no país, mesmo após redução de 16,9% ante 2024. Na Amazônia, o desmatamento somou 289.478 hectares, queda de 23,5% na mesma comparação.

Amazônia e Cerrado responderam juntos por mais de 84% da área desmatada no país. O levantamento também apontou que as formações savânicas foram, pelo terceiro ano seguido, as mais afetadas, com 51,4% do total, seguidas pelas formações florestais, com 46,3%.

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Regionalmente, a área do Matopiba concentrou mais de 63% do desmatamento entre os estados. Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Mato Grosso formam o grupo com maior área desmatada em 2025. Entre os municípios, Canto do Buriti (PI) liderou a série anual, com 20.877 hectares desmatados.

Segundo o MapBiomas, a expansão agropecuária respondeu por 99% da vegetação nativa perdida em 2025 e por mais de 97% do desmatamento acumulado nos últimos sete anos. Esse dado reforça a relação entre abertura de áreas, uso da terra e pressão sobre biomas estratégicos para a produção agropecuária. Em unidades de conservação, a perda foi de 46.257 hectares, enquanto em terras indígenas somou 12.593 hectares, ambos com redução na comparação anual.

Os dados indicam desaceleração do desmatamento em 2025, mas mantêm pressão elevada sobre Cerrado e Amazônia, áreas centrais para a expansão territorial da produção. O relatório não traz projeção para 2026, mas o quadro reforça a necessidade de monitoramento, regularização ambiental e rastreabilidade nas cadeias ligadas ao uso da terra.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Algodão recua após semanas de alta



Bolsa de NY registra queda no algodão



Foto: Canva

De acordo com análise semanal divulgada nesta segunda-feira (25) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, as cotações do algodão na bolsa de Nova York interromperam a sequência de altas observada nas últimas semanas e passaram a registrar recuo. Segundo o instituto, fatores como o conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que influenciou os preços do petróleo, além das condições climáticas desfavoráveis durante a semeadura da safra 2026/27 nos Estados Unidos, sustentaram a valorização recente da pluma no mercado internacional.

O relatório aponta que o contrato para julho de 2026 chegou a atingir ¢US$ 87,77 por libra-peso no início de maio, acumulando valorização de 33,09% em relação ao começo de março. No entanto, nos últimos dias, o cenário mudou e o contrato encerrou a semana cotado a ¢US$ 77,42 por libra-peso. Conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a retração está relacionada à melhora das condições climáticas nos Estados Unidos e à queda nos preços do petróleo, movimento que tende a aumentar a competitividade das fibras sintéticas frente ao algodão.

A análise também destaca que houve correções técnicas nos contratos futuros após sucessivas sessões de valorização. Além disso, o início da colheita no Brasil passou a ser acompanhado de perto pelos agentes do mercado, já que o aumento da oferta de pluma disponível tende a ampliar a pressão sobre as cotações nas próximas semanas.





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AgroNewsPolítica & Agro

El Niño coloca agro gaúcho em alerta


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (21) pela Emater/RS-Ascar, os prognósticos consolidados para a atuação do fenôeno El Niño entre o fim do inverno e a primavera de 2026 acendem um alerta para o setor agropecuário do Rio Grande do Sul. Segundo a entidade, os modelos climáticos apontam para excesso hídrico significativo, cenário que já influencia a expectativa de redução da área cultivada com grãos de inverno, especialmente trigo e cevada, além de elevar o risco de inundações em diferentes regiões do estado. “O momento é de planejamento e adoção de medidas conservacionistas”, destacou a Emater/RS-Ascar.

A entidade orienta que técnicos e produtores aproveitem o período atual para revisar e fortalecer práticas de conservação do solo e dos recursos hídricos. Conforme o informativo, medidas que aumentem a infiltração e a retenção de água no perfil do solo ajudam a reduzir o escoamento superficial e retardam a elevação abrupta dos cursos d’água, diminuindo os impactos de enchentes nas bacias hidrográficas. Ao mesmo tempo, essas práticas ampliam a capacidade de armazenamento de água para períodos de estiagem de curta duração.

O levantamento também destaca que sistemas de manejo conservacionista, como o plantio direto e a manutenção de cobertura vegetal permanente, podem triplicar a taxa de infiltração de água no solo em comparação aos sistemas convencionais. Solos com níveis adequados de matéria orgânica, segundo a Emater/RS-Ascar, têm capacidade de armazenar centenas de milhares de litros adicionais de água por hectare. O informativo ainda aponta a construção e recuperação de terraços, o cultivo em nível e o uso de mix de plantas de cobertura como estratégias importantes para reduzir perdas de solo e água e aumentar a estabilidade produtiva.

Na pecuária, a recomendação é para planejamento antecipado do manejo das áreas. Entre as medidas indicadas estão o ajuste da carga animal, a adequação do pastejo e a redução do trânsito excessivo de animais em locais mais suscetíveis ao encharcamento e à degradação do solo.

A Emater/RS-Ascar reafirmou que seguirá atuando junto aos produtores gaúchos no desenvolvimento de sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis. Segundo o órgão, iniciativas como o Programa Operação Terra Forte funcionam como instrumentos de apoio técnico para recuperação e manejo conservacionista dos solos. A entidade também ressaltou a importância de ferramentas de monitoramento climático, como o SIMAGRO, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, no suporte à tomada de decisões diante da intensificação da variabilidade climática.

O informativo conclui que a adoção de sistemas produtivos voltados à conservação do solo fortalece a resiliência da agropecuária e contribui para ampliar os processos de infiltração hídrica nas áreas de precipitação, reduzindo o escoamento superficial e os impactos hidrológicos negativos ao longo das bacias hidrográficas do estado.





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Arco Norte se consolida como rota de entrada e saída de produtos agropecuários


Os portos do Arco Norte são os principais eixos de entrada de adubos e fertilizantes no país, ultrapassando o volume de desembarque verificado em Paranaguá. A mudança foi iniciada em 2024 e se consolidou no ano passado, quando em 2025 foram registradas 13,36 milhões de toneladas internalizadas a partir do Arco Norte contra 10,89 milhões de toneladas desembarcadas no porto do Paraná. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26) durante a apresentação do Anuário Agrologístico 2026 – Volume 3.

“Claramente, a gente percebe nos últimos 10 anos um deslocamento do sul para o norte do Brasil. A parte do Centro-Norte do país tem assumido uma relevância muito significativa na saída do grão brasileiro e também tem se aproveitado dessa própria logística para a importação dos fertilizantes que vem de fora do Brasil, em especial o potássio, a ureia e também o fosfatado, que são utilizados para a produção agrícola brasileira. Esse deslocamento se deve, principalmente, a investimentos públicos que foram feitos e isso tem contribuído para que haja essa mudança significativa. Antes todo o grão de Mato Grosso saía ou por Paranaguá ou, principalmente, por Santos. Agora, se reduziu a distância até o porto pela região do estado do Pará, como também do Maranhão, pelo porto de Itaqui, e isso tem contribuído de forma bastante expressiva para ampliação da área de produção”, avalia o presidente da Conab, Sílvio Porto.

“Um dos fatores que explica essa alta é a utilização da modalidade de frete de retorno, visando à diminuição do custo logístico. Ou seja, movimenta-se em direção aos portos com os grãos e retorna para as regiões produtoras com os fertilizantes”, explica o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos. “Isso torna evidente a importância do governo federal continuar com os investimentos na região do Arco Norte e nos sistemas de transportes para essas rotas, não somente visando a exportação dos grãos, mas também, às importações dos insumos, completando o atendimento logístico da cadeia produtiva como um todo, aumentando a competitividade nacional”, complementa.

Ainda de acordo com o Anuário, no período de 2021 a 2025, foi alcançado um crescimento nas importações de fertilizantes por esse complexo portuário de 62,7%, contra queda de -0,8% observado em Paranaguá. “As melhorias das condições de infraestrutura nos Portos do Arco Norte e a proximidade com as principais regiões produtoras de grãos e fibras do país, juntamente com os fretes de retorno, contribuem para que o fluxo de importações de fertilizantes por esta região”, analisa o superintendente de Logística Operacional da Companhia, Thomé Guth.

Dentre os portos do Arco Norte, foram desembarcadas em Itaqui, no Maranhão, 34% do volume de fertilizantes internalizados pelo conjunto dos portos. O porto de Santarém, no Pará, participou com 22% do total regional, captando especialmente, as cargas oriundas dos estados do Pará e de Mato Grosso e do oeste de Tocantins. Já o porto de Salvador respondeu por 21% das importações, visando o atendimento da região do Matopiba, particularmente o Oeste Baiano, grande produtor de algodão, soja e milho.

A consolidação da região do Arco Norte como eixo de escoamento dos produtos agropecuários também traz novos desafios para o setor público. “Nós precisamos entender que esses processos logísticos também são vetores da expansão agrícola brasileira, e acende uma grande preocupação principalmente a expansão agropecuária na Amazônia, o que isso gera um tensionamento, desmatamento e conflitos agrários. Esse anuário nos permite que façamos uma análise mais ampla não só do fluxo das mercadorias, mas os impactos nos territórios gerados a partir desse processo de expansão agropecuária”, pondera o presidente da estatal.





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Produção de café em Baependi cresce 15,5% com apoio do ATeG


O técnico de campo Luiz Felipe Kraus assumiu, em 2022, a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) de café em Baependi, no Sul de Minas, e os 28 produtores atendidos cultivavam 85,56 hectares e alcançavam produtividade média de 15,08 sacas/ha. Três anos depois, em 2025, a produtividade anual saltou para 32,29 sacas/ha, um avanço de 15,5%, desempenho superior ao resultado nacional, que cresceu 5,26% no período e fechou o ano com média de 30,4 sacas/ha.

Para Luiz Felipe, o crescimento expressivo é fruto do trabalho conjunto entre assistência técnica e produtores. “Tem a dedicação na nossa prestação de serviços, somada à credibilidade da instituição e à confiança do produtor, que segue as recomendações e adota novas tecnologias de manejo”, destaca.

Entre as práticas estimuladas pelo programa estão adubação equilibrada, manejo adequado do solo e das podas, análises frequentes, espaçamento correto das plantas e renovação de áreas desgastadas. O técnico também promove intercâmbio entre propriedades, incentiva o associativismo para reduzir custos com insumos e estimula a participação em eventos como a Semana Internacional do Café (SIC) e o Cupping Senar.

Os efeitos ultrapassam as fronteiras das propriedades assistidas. O presidente do Sindicato Rural de Baependi, Sirlei Silvério, afirma que os resultados motivaram produtores de municípios vizinhos, como Aiuruoca e Alagoa, a investir mais no café. “São pequenos produtores, mas o número cresceu mais de 500%”, afirma. O terroir das terras altas da Mantiqueira favorece, segundo técnicos, cafés especiais, de bebida mole e adocicada, com maior valor de mercado, fator que também impulsiona novos cafeicultores.

Qualidade reconhecidaFoi seguindo essas orientações que Michel Lopes Maciel e a família mudaram a forma de plantar, colher, beneficiar e vender o café. O cultivo começou em 2020 com 1500 pés. Em 2022, eles entraram para o grupo de ATeG e as mudanças foram significativas. “Se não fosse o ATeG, a gente não teria um café especial e nem a produção que tem hoje”, afirma Michel.

Em 2025, a lavoura chegou a 5 mil pés, o que rendeu 50 sacas, e ainda vieram as conquistas em duas premiações: 2º lugar na categoria Café Natural e 2º lugar na pontuação geral do 33º Concurso de Qualidade Minasul de Cafés Especiais, em Varginha (MG); e o 2º lugar na categoria Arábica Natural – Sul de Minas do 9º Cupping ATeG Café + Forte, realizado na SIC, em Belo Horizonte.

A força que vem da famíliaA sucessão familiar também é um dos quesitos trabalhados pelo ATeG e, segundo Luiz Filipe, um dos pontos fortes dos produtores de Baependi. Um dos casos de sucesso é o de Simone Vieira. A plantação de café na família começou há 44 anos, com os pais dela. Dos três filhos, apenas Simone – a única mulher – se interessou pelo trabalho no campo. “A vida inteira acompanhei meu pai”, conta.

Recentemente, Simone começou a assumir a dianteira dos negócios, mas seu Raul ainda participa. Além do café, a família também planta milho e cria bezerros. O marido de Simone ajuda com a criação e a filha Rafaela, de 14 anos, já segue os passos da mãe. “Ela gosta muito de lavoura, de gado. Se Deus quiser, vai ser minha sucessora”, diz a mãe orgulhosa.

Para 2026, a expectativa de Simone é colher 75 sacas/ha, um resultado, segundo ela, que só foi possível com o incentivo do profissional do Senar.





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Câmara aprova projeto que amplia itens de ração no Venda em Balcão


Câmara aprova projeto que amplia itens de ração no Venda em Balcão

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (26) o projeto de lei 1.384/2011, que amplia os produtos ofertados no Programa de Venda em Balcão (ProVB) e define critérios para a execução da política de estoques públicos de alimentos. O texto autoriza a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a operar com novos itens destinados à alimentação animal e ainda será analisado pelo Senado.

Pelo texto aprovado em votação simbólica, com manifestação contrária do Partido Novo, a Conab poderá adquirir sorgo, caroço de algodão, farelos de soja e de milho para manutenção do estoque destinado ao ProVB. Tradicionalmente, o programa era voltado à aquisição de milho para ração animal.

O projeto foi relatado pelo deputado federal Wilson Santiago (Republicanos-PB). Segundo a proposta, o ProVB atende pequenos criadores com área equivalente a até dez módulos fiscais e renda bruta anual igual ou inferior ao limite de enquadramento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), além de cooperativas de produção agropecuária de agricultores familiares.

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O texto estabelece limites mensais de compra. Pequenos produtores poderão adquirir até 27 toneladas de ração por mês no âmbito do programa. Para cooperativas e associações de agricultores familiares, o limite será de 80 toneladas mensais.

A proposta também autoriza a União, por meio da Conab, a adquirir produtos básicos abrangidos pela Política de Garantia de Preços Mínimos por valor de até 25% acima do preço mínimo vigente na unidade federativa onde a operação ocorrer, por meio de leilões públicos. Além disso, a estatal poderá promover a venda direta de produtos oriundos de estoques públicos para programas e ações de abastecimento e segurança alimentar.

Outro ponto previsto é a regulamentação por ato conjunto do Executivo. Caberá aos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, da Agricultura e Pecuária e da Fazenda avaliar e aprovar as propostas da Conab para aquisição dos produtos destinados à alimentação animal e para uso dos estoques públicos.

A medida cria base legal para ampliar a composição dos estoques públicos voltados à alimentação animal e ao abastecimento, mas a aplicação prática ainda dependerá da análise do Senado e de regulamentação conjunta dos ministérios envolvidos. Sem esses atos, não estão definidos os critérios operacionais de acesso e execução do programa.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Sacrifício de 135 mil aves na Holanda mostra vantagem sanitária do Brasil, diz analista


gripe aviária - faesp
Foto: Faesp/divulgação

Novos casos de influenza aviária na Holanda registrados neste mês de maio acenderam um alerta sanitário em toda a Europa.

Na província de Frizland, norte do país, cerca de 80 mil frangos tiveram de ser abatidos após confirmação da doença em uma granja comercial. Dias antes, outras 55 mil aves já haviam sido eliminadas em Flavoland, na região central, totalizando 135 mil em apenas dois territórios.

Autoridades locais ressaltaram que a ocorrência chama atenção por acontecer fora do período mais crítico de disseminação do vírus, geralmente associado ao outono e inverno, quando há maior circulação de aves migratórias.

Diante dos casos, o governo holandês adotou medidas de controle, como zonas de restrição que poríbem o transporte de aves, ovos e resíduos, além de monitoramento de granjas localizadas em um raio de até dez quilômetros dos focos de influenza já identificados.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o Brasil tem um grande diferencial neste contexto de segurança sanitária.

“Tivemos apenas um foco de influenza aviária de alta patogenicidade em granja comercial e isso dá uma direção muito interessante para o Brasil nesse contexto global, ou seja, o Brasil é um ator principal nas exportações de carne de aves muito em função dessa capacidade de proteger as suas granjas desse problema tão grave que é a influenza viária”, ressalta.

Segundo o especialista, o cenário europeu ainda traz a expectativa que o Brasil continuará exportando grandes quantidades de carne de frango enquanto países como os Estados Unidos e a própria União Europeia enfrentam severas dificuldades para conter o avanço da doença.

“A percepção é que a carne brasileira tem um selo de qualidade adicional que está diretamente atrelado à questão sanitária, à resiliência sanitária que o Brasil tem de um trabalho muito bem estruturado e planejado”, contexualiza.

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