sexta-feira, junho 12, 2026

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Mato Grosso amplia vendas da safra 2025/26



Comercialização da soja supera 81% em MT



Foto: USDA

A comercialização da soja da safra 2025/26 em Mato Grosso alcançou 81,04% da produção em maio, segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. O volume negociado representa um avanço de 8,52 pontos percentuais em relação a abril e está 5,02 pontos acima do registrado no mesmo período da safra 2024/25.

De acordo com o Imea, o aumento das vendas foi impulsionado principalmente pela necessidade de liberar espaço nos armazéns para a chegada da safra de milho. O levantamento também apontou valorização no preço médio mensal da soja da temporada 2025/26, que encerrou maio em R$ 106,58 por saca, alta de 1,85% na comparação com o mês anterior.

Para a safra 2026/27, a comercialização antecipada também avançou. O percentual negociado chegou a 18,49% da produção estimada, crescimento de 4,96 pontos percentuais em relação a abril e 4,34 pontos acima do observado no mesmo período do ciclo anterior.

Segundo o instituto, o movimento foi favorecido pela valorização de 1,37% no preço médio da soja para a próxima safra, que fechou maio em R$ 109,11 por saca. O Imea destaca que, apesar do avanço das negociações, o cenário para o próximo ciclo segue cercado por desafios relacionados aos custos de produção e às incertezas climáticas.

“O ciclo futuro da soja é marcado pelos elevados custos de produção e pelas incertezas climáticas, fatores que mantêm um cenário de alerta para a safra. Assim, o produtor tem aproveitado as melhores oportunidades nos preços para antecipar as negociações”, aponta o Imea.





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Lula participa de ato com decretos de titulação de territórios quilombolas no DF


Projeto sobre passivos ambientais em imóveis rurais avança no Senado

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa nesta quinta-feira (11), às 18h30, do 3º Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), na região administrativa do Gama, no Distrito Federal. Segundo aviso de pauta divulgado pela Presidência da República, o evento terá assinatura de decretos de titulação de novos territórios quilombolas e entrega de títulos a beneficiárias.

De acordo com o material oficial, o valor estimado para desapropriação dos novos territórios supera R$ 232 milhões. O texto, no entanto, não informa quantos decretos serão assinados, quantos territórios serão contemplados nem o número de beneficiárias que devem receber os títulos.

O encontro ocorre no Espaço Divino Paraíso, na zona rural do Gama. A agenda presidencial está prevista para o fim da tarde e deve contar com a presença da ministra da Igualdade Racial, Raquel Barros, da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, e da primeira-dama, Janja Lula da Silva.

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Por se tratar de titulação de territórios quilombolas em área rural, o tema se insere no campo da política fundiária e da organização territorial no meio rural. O material reproduzido do site do Planalto, porém, não detalha os efeitos esperados da medida sobre produção, acesso a políticas públicas, regularização fundiária ou atividades econômicas das comunidades envolvidas.

A Presidência também informou os procedimentos para cobertura jornalística. Profissionais de imprensa interessados devem solicitar credenciamento no Sistema da Presidência da República, sendo aceita também a credencial anual do Palácio do Planalto. As credenciais serão entregues no local do evento, das 17h às 18h.

Segundo o aviso, os jornalistas serão transportados até o local da agenda presidencial em veículo com saída às 16h do PPA do Palácio do Planalto, em Brasília. Ao final do evento, o retorno ao Planalto também está previsto.

O aviso de pauta informa data, horário, local e valor estimado para desapropriação, mas não traz a lista dos territórios, os prazos da titulação nem os impactos diretos para as comunidades beneficiadas.

Fonte: gov.br

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‘Protecionismo é estruturado para atrapalhar nossas exportações e setor’, afirma Tirso Meirelles sobre barreiras da UE


Reprodução Canal Rural/RN

Nesta quarta-feira (10), o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, avaliou o cenário do comércio internacional e os impactos recentes sobre o agronegócio brasileiro, destacando preocupações com o acordo entre o Mercosul e a União Europeia e o avanço de medidas protecionistas. Os apontamentos foram feitos durante o Rural Notícias.

“Demoramos 25 anos para fazer o acerto do bloco Mercosul com a União Europeia, mas, já no primeiro momento, antes mesmo da conclusão efetiva, surgiram mecanismos de ressalva que alteram o equilíbrio originalmente esperado do acordo. Já foram liberados muitos produtos sem nenhuma taxação e agora os nossos poderão levar até 15 anos para serem efetivamente liberados”, afirmou.

Ele também detalhou que exigências sanitárias aplicadas à carne brasileira, especialmente relacionadas ao uso de antibióticos, têm sido utilizadas como barreiras técnicas no comércio internacional, afetando também outros produtos agropecuários.

“Isso é uma prática normal, totalmente comum no comércio internacional. No entanto, esses países estruturam seus sistemas por serem economias continentais e, nesse processo, acabam criando dificuldades para produtos brasileiros como peixe, carne vermelha e mel”, disse.

Meirelles destacou ainda que a transição de acordos bilaterais para blocos econômicos reduz o espaço de negociação direta entre países e amplia mecanismos de proteção comercial. “Quando tínhamos acordos bilaterais, as questões eram resolvidas diretamente entre os países. No modelo de blocos, isso não é mais possível da mesma forma, o que resulta em um protecionismo mais estruturado”, afirmou.

Ele defendeu maior articulação entre países sul-americanos para enfrentar o cenário internacional e preservar a competitividade do setor. “É fundamental que o bloco sul-americano atue de forma coordenada, porque o objetivo maior é garantir a segurança alimentar mundial. Precisamos de união para enfrentar esse ambiente mais restritivo”, declarou.

O presidente da Faesp também citou o aumento de barreiras comerciais em grandes mercados, como China e Estados Unidos, reforçando a necessidade de atenção do setor produtivo.

“No caso da China e dos Estados Unidos, com sobretaxas de 55% e 25%, respectivamente, já há sinais claros de aumento de exigências e barreiras tarifárias, o que reforça a necessidade de atenção permanente do setor produtivo brasileiro”, afirmou.

Por fim, Tirso destacou os desafios na cadeia do leite dentro do Mercosul e defendeu maior coordenação regional para ajuste da produção e do comércio. “Agora, nós temos o problema do leite, que também é um problema sério que nós temos de estar dialogando com os nossos países, Argentina e Uruguai, para que possamos adequar a cadeia produtiva do leite”, concluiu, ao reforçar a necessidade de articulação entre os países do bloco para enfrentar os desequilíbrios do setor.

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Fiscais apreendem mais de 36 mil unidades de conhaque avaliadas em R$ 455 mil


conhaque
Foto: divulgação/Sefa

Durante fiscalização realizada nesta terça-feira (9), fiscais de receitas estaduais da Secretaria da Fazenda do Pará (Sefa), apreenderam 6.080 caixas de conhaque, correspondentes a 36.480 unidades da bebida, destinadas à empresa estabelecida no estado do Pará.

A carga foi avaliada em R$ 455.139,74. Os servidores são lotados na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Serra do Cachimbo, no município de Novo Progresso, sudoeste do Pará.

O condutor da carreta apresentou documentação fiscal indicando origem no estado de São Paulo e destino ao Pará.

“Por se tratar de mercadoria sujeita à antecipação do ICMS na entrada em território paraense, foi realizada consulta aos sistemas da Secretaria da Fazenda, sendo constatada a ausência do recolhimento do imposto devido. Foi lavrado um Auto de Infração e Notificação Fiscal (AINF) no valor de R$ 305.369,04, referentes ao imposto e à multa”, informou o coordenador Maycon Freitas.

A carga de bebidas foi selecionada para a fiscalização por meio do monitoramento que a Sefa vem realizando, o chamado risco de carga, que seleciona mercadorias com maior potencial de transporte com irregularidades fiscais.

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Durigan estima custo de R$ 140 bilhões ao Tesouro em projeto de dívidas rurais


Governo publica decreto e retoma Desenrola Rural para renegociação de dívidas do Pronaf

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (10), após a aprovação no Senado do projeto que prevê a renegociação de dívidas rurais com recursos do Fundo Social do Pré-Sal, que a proposta pode gerar custo de R$ 140 bilhões ao Tesouro Nacional nos próximos anos. Segundo ele, a avaliação ainda é preliminar, porque o texto final não havia sido analisado pela equipe econômica no momento da declaração.

Ao comentar o projeto a jornalistas na portaria do ministério, Durigan disse que a estimativa foi feita com base no texto que estava sendo elaborado no Senado e em informações que ele próprio classificou como precárias. De acordo com o ministro, a proposta abrangeria R$ 200 bilhões em operações, com custo de 70% para o Tesouro, o que resultaria em cerca de R$ 140 bilhões.

O ministro afirmou que esse valor descasa da proposta mais focalizada defendida pela Fazenda para atender produtores que efetivamente necessitam de socorro. Segundo ele, a ideia do ministério era direcionar o atendimento a agricultores com perdas comprovadas, especialmente em razão de questões climáticas, e com dificuldades para honrar dívidas.

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Durigan também declarou que o impacto estimado não é suportado pelas contas públicas. Por isso, afirmou que trechos do projeto poderão ser revistos na Câmara dos Deputados e que o texto pode até resultar em veto presidencial. Ele acrescentou que, se houver descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, a eventual ação do Congresso poderá ser questionada, ponto que, segundo ele, ainda será avaliado.

Questionado sobre uma previsão inicial de R$ 800 bilhões em 10 anos, o ministro respondeu que esse valor se referia a uma versão anterior do texto. Segundo ele, as alterações feitas durante a tramitação reduziram essa estimativa.

Durigan disse ainda ter manifestado contrariedade aos senadores, mas afirmou que a Fazenda buscou uma solução consensual para atender agricultores atingidos por perdas e em dificuldade financeira. O material fornecido não detalha quais critérios de enquadramento foram aprovados pelo Senado nem informa prazos, condições de renegociação ou recorte regional dos beneficiários.

Segundo o ministro, o texto final passará por um pente fino para verificar o que, nas regras aprovadas, excede a capacidade de suporte do Estado. Até o momento, a versão final do projeto e seus efeitos operacionais para os produtores não foram detalhados no material fornecido.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Relatório sobre dívidas rurais avança no Senado e Eduardo Leite defende MP complementar


CAE adia para terça-feira votação de projeto sobre refinanciamento de dívidas rurais

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou nesta quarta-feira (10) que o relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL) sobre a renegociação de dívidas rurais atende demandas de produtores rurais e do Ministério da Fazenda. O texto foi aprovado pelo plenário do Senado e seguirá para nova análise da Câmara. Segundo Leite, a proposta incorpora limites de enquadramento e busca direcionar os recursos a produtores com perdas comprovadas.

De acordo com Leite, o relatório aprovado contempla dispositivos solicitados por produtores e também pelo Ministério da Fazenda. Entre eles, está a limitação do enquadramento a produtores que tenham comprovadas perdas em duas safras.

O governador também citou que o texto estabelece valor teto de até R$ 10 milhões. Segundo ele, esse recorte significa direcionar os recursos majoritariamente para produtores de médias propriedades.

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Ao comentar a tramitação, Leite disse a jornalistas que o projeto foi “bem construído” e “responsável”. Mesmo assim, defendeu que ainda há espaço para uma medida provisória complementar por parte do governo federal. Na avaliação dele, a edição de uma MP poderia pautar o debate legislativo e reforçar a urgência da renegociação.

Leite afirmou que houve espaço para movimentação do governo até agora, mas que os movimentos realizados não foram suficientes. Ele sustentou que a votação do projeto ajuda a deixar clara a necessidade de encaminhamento do tema.

Sobre o efeito fiscal da proposta, o governador declarou que o projeto não tem objetivo eleitoral nem busca impor impacto às contas públicas. Segundo ele, o texto toma cuidado com esse ponto e ainda haveria margem para o governo atuar dentro de seus limites fiscais.

O material fornecido não informa prazo para a nova análise da Câmara nem detalha as condições completas da renegociação. Também não há, no conteúdo apresentado, estimativa de custo total da medida ou número de produtores potencialmente atendidos.

Com a aprovação no Senado, a renegociação das dívidas rurais segue em tramitação legislativa. Até o momento, o conteúdo disponível indica limites de enquadramento, exigência de perdas em duas safras e teto de até R$ 10 milhões, mas não detalha prazos, custo fiscal total ou alcance da medida.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Senado aprova projeto que cria mecanismos de renegociação de dívidas para produtores rurais


Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (10), o Projeto de Lei (PL 5122/2023), que estabelece um conjunto de medidas para apoiar produtores rurais endividados em todo o país. A proposta cria mecanismos de renegociação de dívidas e institui uma linha especial de crédito voltada à reestruturação financeira do setor agropecuário.

O texto autoriza a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal e de fundos constitucionais regionais, como os do Norte e Nordeste, para viabilizar operações de alongamento e reorganização de passivos. A medida tem como objetivo ampliar a capacidade de pagamento dos produtores e reduzir os impactos do endividamento acumulado no campo.

O relator da proposta, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que o uso do Fundo Social não comprometerá recursos já destinados à saúde e à educação. Ele destacou ainda que o projeto foi resultado de negociações entre diferentes setores do governo e do Congresso, com ajustes para viabilizar sua aprovação.

O parecer ampliou o alcance da proposta original, que tratava apenas de produtores afetados por eventos climáticos, como as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. Agora, o texto também inclui produtores impactados por crises econômicas e conflitos geopolíticos internacionais, como guerras na Ucrânia e no Irã, ampliando o escopo de cobertura da política.

Entre as mudanças estruturais, o projeto permite o uso de receitas do Fundo Social de 2026 e 2027, além de superávits financeiros de fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda. Também autoriza a suspensão temporária de cobranças e execuções por até 180 dias, e estabelece condições de financiamento com juros entre 3,5% e 7,5%, prazos de até 10 anos e carência de até 3 anos.

O projeto segue agora para a Câmara dos Deputados e prevê ainda limites de financiamento de até R$ 10 milhões por beneficiário e R$ 50 milhões para cooperativas e associações, além da possibilidade de renegociação de dívidas contratadas até dezembro de 2025, com recomposição de débitos sem incidência de multas e encargos de inadimplência.

Com informações da Agência Senado.

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Senado aprova projeto para renegociação de dívidas rurais


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), o projeto de lei 5122/2023, que cria mecanismos para a repactuação de dívidas de produtores rurais em todo o país. A proposta inclui uma linha especial de crédito com recursos do Fundo Social do Pré-Sal e de fundos constitucionais, especialmente para operações das regiões Norte e Nordeste. Após a votação, o texto retorna à Câmara dos Deputados.

Segundo o texto aprovado, a linha especial terá juros entre 3,5% e 7,5%, de acordo com o porte do produtor. O limite será de até R$ 10 milhões por beneficiário e de até R$ 50 milhões para cooperativas e associações. O prazo de pagamento será de até 10 anos, com três anos de carência, podendo chegar a 15 anos em casos especiais.

O relator da matéria, senador Renan Calheiros (MDB-AL), acolheu emendas e ajustou a redação para incluir operações renegociadas ou prorrogadas até 30 de abril de 2026, desde que estivessem adimplentes na data da contratação. O uso do Fundo Social e de fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda foi mantido, sem limite de valor, mas com caráter autorizativo para a linha especial.

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Durante a discussão, parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) informaram que houve nova tentativa de entendimento com o Ministério da Fazenda, mas sem acordo. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da FPA no Senado, afirmou que a equipe econômica não se sensibilizou com a proposta. Ainda assim, ela disse que ajustes permanecem possíveis porque o projeto voltará à Câmara.

O deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da FPA, afirmou que a bancada pretende acelerar a análise pelos deputados. Segundo ele, a proposta envolve R$ 170 bilhões e estabelece prazo de 10 anos para pagamento, com mais três anos de carência.

Outra mudança incorporada ao relatório reforça que as retiradas do Fundo Social não devem afetar recursos destinados a educação e saúde. O material informado não detalha prazo para nova votação na Câmara nem estima o impacto fiscal consolidado da medida.

Com a aprovação no Senado, a proposta avança na tramitação, mas ainda depende de nova análise da Câmara dos Deputados. O texto aprovado define juros, limites e prazos para a renegociação, porém o material fornecido não informa quando essas regras poderão entrar em vigor.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Bahia Farm Show celebra 20ª edição histórica com anúncios do governo de investimentos para o agro


A Bahia Farm Show, maior feira de tecnologia agrícola do Norte e Nordeste do Brasil, iniciou nesta segunda-feira (8), em Luís Eduardo Magalhães, sua 20ª edição, com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; dos ministros da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A abertura foi marcada por anúncios voltados ao fortalecimento da produção agrícola nacional.

Entre eles, o lançamento do programa Move Brasil, do Ministério da Agricultura, que disponibilizará R$ 14 bilhões em crédito para financiamento de máquinas agrícolas. A iniciativa busca ampliar o acesso dos produtores à renovação de equipamentos, contribuindo para ganhos de eficiência, produtividade e competitividade no campo.

A Bahia Farm Show é uma realização da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), da Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba) e da Fundação Bahia. A cerimônia foi aberta pelo presidente da Aiba, Moisés Schmidt, com a presença da presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa; do presidente da Assomiba, Maicon Crestani; do presidente da Fundação Bahia, Jarbas Bergamaschi; além do prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá. O evento reúne, até sábado (dia 13), mais de 600 expositores e cerca de 1.400 marcas em uma área de 38 hectares, ampliada em 35% em relação ao ano passado.

Também foram anunciados investimentos para a ampliação e modernização da infraestrutura de transmissão de energia no Oeste da Bahia, considerados fundamentais para acompanhar o crescimento da atividade agroindustrial e garantir segurança energética para a região. A portaria foi assinada pelo ministro de Minas e Energia, com a presença do presidente do grupo Iberdrola, José Ignacio Sánchez Galán.

Outro destaque foi a assinatura da portaria que regulamenta a Política Nacional de Irrigação, realizada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). A medida representa um avanço para regiões que dependem da irrigação como instrumento de segurança produtiva, mitigação dos riscos climáticos e desenvolvimento econômico sustentável.

Estradas e Infraestrutura

Já o Governo do Estado fez a entrega da pavimentação de 84 km da Linha Branca e a assinatura de Ordem de Serviço para pavimentação de 55 km da Linha do Ouro. Situada no município de Correntina, a Linha Branca tem 84 km de extensão, recebeu investimentos de R$ 87 milhões e é resultado de uma parceria entre a Aiba e os produtores atendidos pela estrada. A obra está pronta desde março. Já a Linha do Ouro fica no município de Riachão das Neves e receberá investimentos de R$ 68 milhões, com previsão de início das obras para o final de junho e término em novembro deste ano.

Competitividade e Eficiência

“O agronegócio brasileiro é um dos grandes pilares da nossa economia e um exemplo de competitividade para o mundo. Há 50 anos, o Brasil era importador de alimentos; hoje, está entre os três maiores produtores globais e ocupa a posição de maior exportador de alimentos do planeta. O governo federal segue comprometido com o fortalecimento do agro.”

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República

Para o governador Jerônimo Rodrigues, a Bahia Farm Show simboliza a força do agronegócio baiano e a capacidade de unir produção, tecnologia e sustentabilidade. “Nosso compromisso é continuar investindo em infraestrutura e desenvolvimento para que o Oeste da Bahia siga crescendo e gerando oportunidades para todo o estado”, disse.

Durante seu discurso de abertura, o presidente da Aiba falou sobre a importância da realização da feira para o desenvolvimento do agronegócio da região, mesmo em tempos desafiadores para o setor. “Quanto mais desafiador é o cenário, mais precisamos otimizar a gestão e as operações dentro das propriedades. Isso passa por conhecimento, tecnologia, decisões de investimento bem planejadas e acesso a crédito adequado. Tudo isso o produtor encontra aqui, na Bahia Farm Show”, disse Moisés Schmidt.

Vitrine de inovação

Com expectativa de receber mais de 162 mil visitors até o próximo sábado (13), a Bahia Farm Show se consolida como uma das principais vitrines de inovação, tecnologia, sustentabilidade e oportunidades de negócios para o campo brasileiro.

A edição que marca duas décadas da feira ocorre em um momento de forte desempenho da agropecuária do Oeste da Bahia. Na safra 2025/2026, a região alcançou produção estimada de 14,6 milhões de toneladas em uma área cultivada de 3,02 milhões de hectares. A soja permanece como principal cultura, ocupando cerca de 67% da área agrícola, enquanto o sorgo se destaca pelo crescimento de 25% em relação à safra anterior.

A irrigação é um dos pilares desse desempenho. Atualmente, mais de 409 mil hectares utilizam sistemas irrigados na região, considerada pela Embrapa a maior área irrigada do Brasil. A tecnologia tem papel estratégico para garantir estabilidade produtiva, uso eficiente dos recursos hídricos e elevadas produtividades em culturas como soja, algodão, milho, feijão e outras lavouras.

Além de movimentar o setor agrícola, a Bahia Farm Show impulsiona significativamente a economia regional. A expectativa é de geração de aproximadamente 3 um empregos diretos e 5 mil indiretos durante o período da feira. Segundo a Associação Comercial e Empresarial de Luís Eduardo Magalhães (Acelem), a economia local registra crescimento de cerca de 30% durante o evento, impulsionada pela contratação de serviços e pelo aumento do consumo de visitantes.

Também estiveram presentes na solenidade de abertura o secretário nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira; o diretor da Apex, Laudemir Muller; os secretários estaduais Vivaldo Góis (Agricultura) e Elisabete Costa (Desenvolvimento Rural); bem como a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos, entre outras autoridades.

Sustentabilidade ganha protagonismo com espaço exclusivo

A sustentabilidade ocupa lugar de destaque na Bahia Farm Show 2026, que acontece de 8 a 13 de junho em Luís Eduardo Magalhães (BA), com um espaço dedicado exclusivamente ao tema. O Espaço Aiba de Sustentabilidade reúne serviços, orientações e iniciativas voltadas para produtores rurais.

Entre as ações, estão atendimentos especializados para demandas relacionadas ao licenciamento ambiental, processos junto ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), outorgas de uso da água e questões ligadas ao fornecimento de energia elétrica, aproximando os órgãos gestores dos produtores e facilitando a resolução de demandas.

“O que apresentamos aqui demonstra que é plenamente possível conciliar produção agrícola, preservação dos recursos naturais e cumprimento da legislação ambiental. O produtor rural tem avançado cada vez mais nessa agenda e a Bahia Farm Show é uma oportunidade para compartilhar esses resultados.”

Enéas Porto, gerente de Sustentabilidade da Aiba

Além dos atendimentos técnicos, a Aiba promove ações de educação ambiental e gestão de resíduos sólidos durante todo o evento. A coleta seletiva e a destinação correta dos materiais recicláveis fazem parte da estratégia adotada pela entidade, que também aposta na economia circular. Parte dos resíduos gerados na feira será reaproveitada para a produção de itens que poderão ser utilizados em futuras edições do evento, envolvendo cooperativas de reciclagem, artesãos e artistas locais.

A grande procura pelos serviços oferecidos confirma o interesse crescente dos produtores pelas questões ambientais. Só no primeiro dia da feira, mais de 100 produtores já haviam se inscrito para receber atendimento especializado.

Semana de Meio Ambiente

Para falar das políticas de sustentabilidade, meio ambiente e recursos hídricos, seus desafios e importância estratégica, aconteceu na tarde de hoje (8) o Seminário Bahia Agrosustentável, que reuniu produtores rurais e suas representações, além de gestores de órgãos estaduais e federais. O Futuro Sustentável do Oeste Baiano foi o tema do painel apresentado pelo diretor-geral do Inema, Eduardo Topázio.

“A ideia é dar maior agilidade aos processos, a partir da tomada de decisões conjuntas e de um diálogo permanente com a sociedade. A região Oeste possui um grande aquífero, e o maior desafio é equalizar as grandes demandas de autorização para uso da água.”

Eduardo Topázio, diretor-geral do Inema

Ainda segundo Topázio, a manutenção de áreas ainda conservadas, de conciliação entre a agricultura e áreas protegidas, é estratégica para as espécies nativas que existem na região. Um segundo painel, com o tema “Inovação e Crédito de Carbono”, foi coordenado pelo gerente de Sustentabilidade da Aiba, Enéas Porto. O seminário é uma realização conjunta entre Seagri, Sema e Aiba.

Inauguração do maior Centro de Análise de Fibras da América Latina

A 20ª edição da Bahia Farm Show abriu as portas nesta segunda-feira (8) com um marco para o agronegócio do Norte e Nordeste: a inauguração do maior Centro de Análise de Fibras da América Latina, construído pela Abapa ao lado do complexo da feira. Com investimento superior a R$ 120 milhões e capacidade para processar até 70 mil amostras de algodão por dia, a estrutura de 5.200 metros quadrados reforçou o papel da feira como palco de grandes anúncios.

“Quando um importador em Bangladesh, no Paquistão ou na China decide comprar nosso algodão, ele pode ficar seguro do que vai levar para a sua indústria. A transação comercial começa aqui.”

Alessandra Zanotto Costa, presidente da Abapa

A cerimônia de inauguração reuniu o governador Jerônimo Rodrigues, autoridades estaduais e municipais, representantes do setor produtivo e lideranças da cadeia têxtil. Junto ao laboratório, foi aberta a “Passarela do Saber”, trilha interativa que leva o visitante por todo o ciclo da pluma, da colheita à classificação, e que segue disponível ao público durante toda a BFS, até 13 de junho.

 





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Reino Unido conclui aporte de R$ 500 milhões ao Fundo Amazônia


Reino Unido conclui aporte de R$ 500 milhões ao Fundo Amazônia

O Reino Unido anunciou, nesta quinta-feira (11), no Palácio do Planalto, o segundo desembolso de sua doação ao Fundo Amazônia, no valor de 40,7 milhões de libras, cerca de R$ 270 milhões. Com o novo depósito, o país completa a contribuição de 80 milhões de libras, aproximadamente R$ 500 milhões, formalizada na COP28. Segundo as informações divulgadas, o Reino Unido passa a ser o segundo maior doador do fundo, atrás apenas da Noruega.

O contrato de doação foi assinado em 2023, durante a COP28. Em novembro de 2024, houve o primeiro desembolso, de 39,26 milhões de libras, equivalente a R$ 283,9 milhões. Agora, com a liberação da parcela restante, o total anunciado anteriormente foi integralizado.

De acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desde a retomada do Fundo Amazônia, em 2023, sete novos doadores passaram a integrar a base de apoio, além de Noruega e Alemanha: Reino Unido, Suíça, Dinamarca, União Europeia, Estados Unidos, Irlanda e Japão. A Petrobras também aparece como doadora no material divulgado.

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O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o ingresso dos recursos confirma a confiança internacional na governança do Fundo Amazônia e nos resultados apresentados pelo Brasil na redução do desmatamento. Já a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, declarou que as doações correspondem a pagamentos por resultados já alcançados pelo país na redução de emissões de CO2 por desmatamento.

Segundo o material oficial, os recursos do fundo apoiam ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de iniciativas de produção sustentável, bioeconomia, restauração, regularização ambiental e territorial, fortalecimento institucional e proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais. O texto também cita apoio a agricultores familiares, estados, municípios e organizações locais.

Criado em 2008, o Fundo Amazônia é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e gerido pelo BNDES. De acordo com os dados informados, o mecanismo soma R$ 5,3 bilhões em doações e 153 projetos aprovados, com atendimento a mais de 650 organizações, 169 Terras Indígenas, 192 Unidades de Conservação e 260 mil pessoas.

O material divulgado informa que, além dos 80 milhões de libras já concluídos, o Reino Unido anunciou em 2023 uma nova contribuição de 35 milhões de libras ao Fundo Amazônia. O texto original, porém, não detalha prazo de desembolso desse valor adicional nem a destinação específica por projeto.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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