sexta-feira, julho 17, 2026

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Argentina colhe 49,7 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26


Colheita do milho de inverno 2025/26 avança para 38,9% no país

A colheita de soja da safra 2025/26 na Argentina foi encerrada com produção de 49,7 milhões de toneladas, informou a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca do Ministério da Economia do país. O volume consolidou a temporada como a segunda melhor dos últimos cinco anos. O resultado foi sustentado pelo rendimento médio das lavouras, que superou 3 mil quilos por hectare.

A área total semeada com a oleaginosa na temporada foi de 16,3 milhões de hectares. Segundo a Diretoria Nacional de Agricultura, o desempenho da safra foi favorecido por chuvas contínuas e abundantes registradas do fim do verão até maio.

De acordo com o órgão, a precipitação regular permitiu a recuperação das plantas após um período marcado por temperaturas elevadas e déficit de umidade. Esse comportamento climático ajudou a sustentar a produtividade e levou o rendimento médio a um nível superior ao verificado nas seis safras anteriores.

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No campo, as lavouras de soja de primeira época sentiram os efeitos das condições climáticas adversas no início do ciclo. Ainda assim, o desempenho da soja tardia compensou essas perdas e sustentou o resultado final da campanha.

A colheita começou com atrasos por causa das chuvas, que dificultaram temporariamente o tráfego de máquinas nas áreas de produção. Mesmo com esse quadro, o governo argentino informou que o andamento dos trabalhos não comprometeu de forma relevante a qualidade dos grãos colhidos nem provocou perda de áreas produtoras por falta de acesso às propriedades.

Na avaliação oficial, os rendimentos obtidos por província superaram as médias históricas dos últimos dez anos, encerrando a safra 2025/26 entre os melhores desempenhos recentes da sojicultura argentina.

Com 49,7 milhões de toneladas colhidas, rendimento médio acima de 3 mil quilos por hectare e área semeada de 16,3 milhões de hectares, a safra argentina de soja 2025/26 foi concluída como a segunda maior dos últimos cinco anos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Motta diz que acordo sobre dívidas rurais foi a solução possível


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quarta-feira (15), em Brasília, que o acordo entre o governo e representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) sobre o projeto de renegociação das dívidas dos produtores rurais resultou na solução considerada possível neste momento. Segundo ele, as tratativas exigiram concessões de todos os envolvidos.

Após reunião com integrantes do governo, parlamentares da FPA e lideranças do Congresso, Motta disse que o entendimento foi construído por meio de negociação entre as partes. Em declaração sobre o resultado das conversas, afirmou que nem sempre um acordo atende integralmente a apenas um dos lados, mas pode consolidar a alternativa viável para o País.

Segundo o presidente da Câmara, as negociações ganharam intensidade após a aprovação da proposta pelo Senado Federal sem acordo prévio com o governo. De acordo com ele, a busca foi por uma alternativa que respondesse às dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais para renegociar débitos, sem comprometer as contas públicas.

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Motta também afirmou que a proposta aprovada pela Câmara havia sido votada há cerca de um ano e passou por um processo prolongado de negociação no Senado. Na avaliação do parlamentar, o problema das dívidas rurais afeta diretamente a atividade agropecuária e a economia do País.

O deputado declarou ainda que a questão não está restrita ao Rio Grande do Sul, embora o Estado tenha enfrentado circunstâncias excepcionais. Segundo ele, trata-se de um problema de alcance nacional.

Motta elogiou a atuação da FPA, da bancada gaúcha e dos representantes do governo nas negociações. Também classificou o acordo como uma construção positiva para dar continuidade à produção agropecuária, à geração de emprego e renda e à contribuição do agronegócio para o desenvolvimento econômico.

Após a manifestação de Hugo Motta, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e integrantes do governo apresentaram os termos do entendimento alcançado sobre a renegociação das dívidas dos produtores rurais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Entregas de fertilizantes crescem 1,6% no primeiro quadrimestre, diz Anda


Comissão de Comércio dos Estados Unidos revisará tarifas sobre fosfatados de Marrocos e Rússia

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 12,30 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre de 2026, alta de 1,6% na comparação com igual período de 2025, informou a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Em abril, foram entregues 2,54 milhões de toneladas, volume 6% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado.

Segundo a Anda, o resultado acumulado de janeiro a abril reflete o crescimento observado entre janeiro e março, em virtude da safrinha de milho. A entidade afirmou ainda que os números de abril já demonstram os impactos para a próxima safra de verão 2026/27.

No recorte por Estados, Mato Grosso liderou as entregas no quadrimestre, com 3,06 milhões de toneladas, o equivalente a 24,9% do total nacional. Na sequência aparecem São Paulo, com 1,39 milhão de toneladas, Paraná, com 1,33 milhão, Goiás, com 1,31 milhão, e Minas Gerais, com 1,05 milhão.

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Na produção nacional de fertilizantes intermediários, abril de 2026 terminou com 510 mil toneladas, queda de 9,2% frente ao mesmo mês de 2025. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a produção foi de 1,92 milhão de toneladas, recuo de 14,4% em relação às 2,24 milhões de toneladas registradas em igual intervalo do ano passado.

De acordo com a Anda, a redução na produção está ligada principalmente ao fato de o Brasil produzir fosfatados e de o enxofre, insumo necessário nesse processo, vir registrando altas contínuas no mercado.

Com alta nas entregas no primeiro quadrimestre e recuo na produção de intermediários, o setor de fertilizantes encerrou abril com 12,30 milhões de toneladas distribuídas no mercado brasileiro e 1,92 milhão de toneladas produzidas no País no acumulado do ano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Estoques de petróleo dos EUA caem 1,692 milhão de barris na semana


Estoques de petróleo dos EUA caem 1,692 milhão de barris na semana

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos caíram 1,692 milhão de barris na semana encerrada em 10 de julho, para 409,665 milhões de barris, informou nesta quarta-feira (15) o Departamento de Energia (DoE). O resultado ficou acima da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que projetavam queda de 900 mil barris no período.

Os estoques de gasolina também recuaram na semana, com baixa de 1,533 milhão de barris, para 210,529 milhões de barris. A projeção de mercado era de redução de 300 mil barris.

Na direção oposta, os estoques de destilados subiram 4,556 milhões de barris, para 108,175 milhões de barris. Analistas esperavam queda de 100 mil barris.

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O relatório do DoE mostrou ainda avanço na taxa de utilização da capacidade das refinarias, que passou de 95,8% para 96,2%. A expectativa era de recuo para 95,9%.

No centro de distribuição de Cushing, os estoques de petróleo aumentaram 430 mil barris na semana, alcançando 20,044 milhões de barris. Já a produção média diária de petróleo dos Estados Unidos subiu para 13,861 milhões de barris.

O balanço semanal do Departamento de Energia dos Estados Unidos indica queda nos estoques de petróleo e gasolina, alta nos destilados, elevação no uso das refinarias e avanço da produção diária no período encerrado em 10 de julho.

Fonte: Estadão Conteúdo

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EUA devem confirmar novo tarifaço contra o Brasil; como fica o agro?


Washington Estados Unidos
Foto: Pixabay

O governo dos Estados Unidos deve confirmar a aplicação de um novo tarifaço contra produtos brasileiros, mas sinalizou um aumento da lista de exceções, conforme apuração da CNN Brasil. A informação foi transmitida pelo chefe do Escritório do Representante Comercial da Casa Branca (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, a interlocutores do governo brasileiro.

Segundo esses interlocutores, Greer indicou que já encaminhou ao presidente Donald Trump a recomendação final sobre as novas taxas. O avanço da medida ocorre após o encerramento das negociações bilaterais na terça-feira (14), em Washington.

De acordo com os relatos obtidos pela CNN, o representante do USTR deu as discussões por encerradas e queixou-se da postura do Brasil.

A mobilização de emergência das entidades do agro

O “novo tarifaço”, proposto pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA coloca em jogo bilhões de dólares em exportações e mobiliza as principais lideranças do agronegócio nacional.

Na semana passada, a iminência do prazo final desencadeou uma série de reuniões estratégicas de emergência entre os principais representantes dos exportadores brasileiros e as autoridades de comércio exterior.

Os debates contaram com forte participação de lideranças nacionais, como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB), além de entidades do setor cafeeiro, como o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).

Juntas, as representações setoriais intensificaram a articulação junto ao governo federal e à embaixada americana para tentar mitigar os impactos das possíveis barreiras. O foco dessas discussões na última semana foi duplo:

  1. Defesa contra bitributação: Alinhar os argumentos jurídicos que contestam a legalidade das investigações americanas.
  2. Mitigação de riscos colaterais: Avaliar o impacto das barreiras sobre o fluxo logístico e buscar alternativas de mercado internacional, caso as taxas sejam aplicadas.

Essas entidades reforçaram que a imposição de barreiras desestruturaria cadeias de suprimentos globais que dependem diretamente da regularidade e da alta qualidade do produto brasileiro.

O que está em jogo na decisão de hoje?

A proposta atual do governo norte-americano prevê uma tarifa adicional de 25% baseada em alegações de práticas comerciais desleais. No entanto, o cenário monitorado de perto pelas entidades do agro ao longo da última semana aponta para um risco ainda mais severo:

  • A sobretaxa de 25%: Tarifa base sob a Seção 301.
  • O adicional de 12,5%: Uma segunda frente de investigação, focada em supostas fragilidades brasileiras no combate ao trabalho forçado, pode somar mais 12,5% de imposto.
  • Pior cenário: Caso as duas tarifas sejam cumulativas, os produtos brasileiros afetados poderão enfrentar uma barreira alfandegária de até 37,5%.

Exceções e pressão no limite do prazo

Apesar da postura agressiva de Washington, a intensa articulação diplomática e o peso de entidades, como o Cecafé, ajudaram a blindar setores estratégicos.

No desenho atual do projeto, itens fundamentais do agronegócio nacional, como o café verde e a carne bovina, além de peças de aeronaves e terras raras, foram mantidos fora da lista de produtos diretamente afetados pela sobretaxa de 25%.

Por outro lado, o setor de café solúvel, derivados de cana-de-açúcar, madeira e rochas ornamentais (como granito e ardósia) seguem sob forte ameaça na decisão que será anunciada em definitivo nas próximas horas.

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CMN aprova juros do crédito rural com Fundos Constitucionais para a safra 2026/27


Plano Safra 2026/2027 destina R$ 525,1 bilhões à agricultura empresarial

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou na terça-feira (14) os juros das operações de crédito rural contratadas com recursos dos Fundos Constitucionais na safra 2026/27. A resolução foi aprovada em reunião extraordinária e vale para financiamentos fechados entre esta quarta-feira (15) e 30 de junho de 2027. A medida alcança os fundos de financiamento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

A decisão abrange o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).

Nas operações de investimento, as taxas efetivas prefixadas com bônus de adimplência variam de 7,65% ao ano a 12,45% ao ano no FNE e no FCO. No FNO, as taxas ficam entre 7,80% ao ano e 10,20% ao ano.

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Para operações destinadas a projetos de sustentabilidade, agricultura de baixo carbono, inovação tecnológica, geração de energia renovável e armazenagem, as taxas prefixadas com bônus de adimplência foram fixadas em 8,14% ao ano no FCO, 7,52% ao ano no FNE e 7,64% ao ano no FNO.

Em nota, o Ministério da Fazenda afirmou que a medida também aprimora a focalização do crédito. Segundo a pasta, a faixa de produtores com receita bruta anual de até R$ 16 milhões foi dividida em duas categorias: até R$ 4,8 milhões e de R$ 4,8 milhões a R$ 16 milhões.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a decisão estabelece taxas diferenciadas conforme a região, a finalidade do financiamento e o porte econômico do beneficiário.

Com a resolução do CMN, ficam definidos os encargos das operações de crédito rural com recursos do FNO, FNE e FCO para a safra 2026/27, incluindo linhas de investimento e financiamentos voltados a sustentabilidade, inovação, energia renovável e armazenagem.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

como reduzir perdas na trilha e na limpeza


O manejo da pós-colheita do feijão é apontado como uma etapa decisiva para reduzir perdas e preservar a qualidade do produto. As orientações destacam que os maiores prejuízos costumam ocorrer durante a trilha, quando acontece o desgrane, e na limpeza, responsável pela separação dos grãos e das impurezas. O ajuste adequado dos equipamentos é considerado fundamental para minimizar quebras, reduzir a presença de materiais indesejados e evitar perdas logo após a colheita.

Segundo as recomendações técnicas, a maior parte das perdas na pós-colheita concentra-se justamente nessas duas operações. Para diminuir os prejuízos, é necessário colher o feijão no ponto correto de umidade, regular cuidadosamente a rotação e a abertura do sistema de trilha, ajustar a ventilação e o conjunto de peneiras, além de inspecionar continuamente a saída dos grãos para identificar quebras, falhas de trilha e perdas junto ao material descartado. As orientações ressaltam que as regulagens variam conforme o modelo da colhedora, a cultivar, a umidade dos grãos e as condições das plantas, exigindo acompanhamento de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) ou técnico experiente.

O material explica que o grão de feijão apresenta sensibilidade a danos mecânicos devido à casca fina, ao tegumento mais frágil em algumas cultivares e à variação de umidade entre plantas de uma mesma área. Conforme publicações da Embrapa, “não é raro ocorrerem perdas superiores a 10% no momento da trilha e da limpeza, somando grãos perdidos no campo, grãos quebrados e desclassificação por impurezas e danos mecânicos”.

Ainda de acordo com o conteúdo, muitos produtores concentram a atenção apenas no rendimento da lavoura, medido em sacas por hectare, e acabam subestimando os impactos provocados por regulagens inadequadas nos equipamentos de colheita e pós-colheita. O texto destaca que pequenos erros na regulagem da trilha, seja em barra, cilindro ou rotor, e no sistema de limpeza, envolvendo ventiladores e peneiras, podem comprometer o padrão comercial do produto, tornando os grãos mais suscetíveis ao ataque de fungos, insetos e à desvalorização durante a classificação.

O conteúdo também apresenta a etapa de trilha como um dos principais processos da pós-colheita do feijão, responsável pelo desprendimento dos grãos das vagens. Segundo o material, compreender o funcionamento dessa operação e realizar ajustes adequados é essencial para preservar a integridade dos grãos e garantir melhor qualidade ao produto destinado ao mercado. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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FGV Agro e Meridiana discutem modernização do seguro rural no Brasil


O seguro rural no Brasil enfrenta um cenário crítico, marcado pela redução de cobertura e cortes orçamentários. Com o aumento dos eventos climáticos extremos, o debate realizado pela FGV Agro, FPA e pela Meridiana Organização Brasileira de Inteligência Política foi uma oportunidade para que especialistas e parlamentares discutissem o futuro desse mecanismo.

Expectativas de Votação

No Congresso, parlamentares acreditam na votação do PL 2951 de 2024, que visa reformular e modernizar o seguro rural no Brasil. A senadora Teresa Cristina, autora do projeto, expressou a expectativa de que a proposta seja votada logo após o recesso parlamentar, previsto para agosto.

Preocupações com Vetos

Apesar da expectativa de aprovação, Teresa Cristina demonstrou preocupação com a possibilidade de vetos que possam comprometer a implementação da política de seguro rural. Um dos pontos críticos é a destinação de recursos para o fundo catástrofe, que oferece cobertura para riscos relacionados a eventos climáticos extremos.

Marco Regulatório e Cobertura

O evento também abordou a necessidade de um marco regulatório estável, espelhado em modelos globais eficientes, visando proteger a renda e manter o produtor ativo no campo. Atualmente, a área segurada no Brasil despencou cerca de 75% nos últimos anos, cobrindo apenas 3 milhões de hectares, o que representa apenas 3% da área agrícola total.

Endividamento Rural

A senadora Teresa Cristina também comentou sobre o PL 5122, que trata da renegociação das dívidas rurais. O governo enfrenta dificuldades orçamentárias para atender às demandas do setor, que se tornaram ainda mais complexas devido à situação da agricultura brasileira.

O encontro destacou a urgência de um plano plurianual que vincule a lei orçamentária anual, permitindo um processo mais eficaz para a implementação das políticas necessárias ao setor agrícola.

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BNDES destina R$ 72 bilhões ao agro e Senado aprova novas regras de frete


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que disponibilizará R$ 72 bilhões em financiamentos ao setor agropecuário para o plano safra 2026/2027. Este valor representa um recorde, 3% superior ao montante oferecido na temporada anterior, que foi de R$ 70 bilhões. O banco espera uma maior demanda do setor para custeio e investimento, avaliando que o orçamento está adequado às necessidades do agro.

Recebimento de cacau cresce

No primeiro semestre de 2026, o Brasil recebeu 95 toneladas de amêndoas de cacau, um aumento de 63,4% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho no segundo trimestre foi especialmente positivo, com a chegada de 66,5 toneladas, refletindo uma alta anual de 64,5%. Este resultado interrompe anos consecutivos de escassez severa.

Preços do trigo em alta

Os preços do trigo também avançaram, impulsionados pela perspectiva de menor oferta global. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a estimativa da safra norte-americana para o menor volume desde 1970 e 1971. No Brasil, a disponibilidade restrita na safra velha sustentou os preços, enquanto a desvalorização do dólar frente ao real favoreceu as importações, limitando altas mais expressivas no mercado doméstico.

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Meteorologia alerta para calor e seca na Bahia devido ao El Niño


A meteorologia alerta que o fenômeno El Niño está causando um aumento significativo nas temperaturas e uma diminuição das chuvas na Bahia, impactando diretamente a agricultura da região.

Impactos do El Niño

O El Niño, que já está ativo há mais de um mês, traz consequências severas para o estado da Bahia, incluindo:

  • Diminuição da umidade do solo, que está abaixo de 20% em todo o estado.
  • Aumento das temperaturas, que devem ficar acima da média nos próximos meses.
  • Expectativa de chuvas abaixo do normal entre outubro e dezembro.

Previsões para os próximos meses

Os modelos climáticos indicam que, apesar de uma leve expectativa de chuvas acima da média no início de setembro, a tendência é de que as chuvas sejam escassas nos meses seguintes:

  • Setembro: possibilidade de chuvas acima da média no Oeste e sul da Bahia.
  • Outubro e novembro: chuvas devem ser muito abaixo do normal, com anomalias negativas.
  • Dezembro: continuidade da elevação de temperatura e escassez de chuvas.

Consequências para a agricultura

A combinação de calor excessivo e a falta de chuvas pode resultar em um déficit hídrico significativo, prejudicando as lavouras, especialmente as de terceira safra. Os produtores devem considerar cultivos mais resistentes ao calor e à seca para mitigar os impactos.

Risco de incêndios

Além disso, o risco de focos de incêndio na região deve aumentar até meados de outubro, exigindo cuidados especiais no manejo do fogo. A situação climática exige atenção redobrada dos agricultores e da população em geral.

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