sábado, maio 30, 2026

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Setor público registra superávit primário de R$ 24,624 bilhões em abril


Setor público registra superávit primário de R$ 24,624 bilhões em abril

O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 24,624 bilhões em abril de 2026, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (29). O resultado reúne governo central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras. Em março, havia sido registrado déficit de R$ 80,676 bilhões. Em abril de 2025, o saldo positivo foi de R$ 14,150 bilhões.

De acordo com o Banco Central, o resultado de abril ficou acima da mediana das estimativas da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava superávit de R$ 23,200 bilhões. As projeções variavam de R$ 18,000 bilhões a R$ 26,000 bilhões. Segundo a série histórica informada pela autoridade monetária, este foi o maior superávit para meses de abril desde 2022, quando o saldo havia somado R$ 38,876 bilhões.

No detalhamento do mês, o governo central, que inclui Tesouro Nacional, Banco Central e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), apresentou superávit de R$ 26,075 bilhões. Estados e municípios registraram saldo positivo de R$ 329 milhões. As empresas estatais, por sua vez, tiveram déficit de R$ 1,781 bilhão.

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Separadamente, os Estados encerraram abril com déficit de R$ 1,091 bilhão, enquanto os municípios tiveram superávit de R$ 1,420 bilhão.

No acumulado de janeiro a abril de 2026, o setor público consolidado soma superávit primário de R$ 31,248 bilhões, equivalente a 0,72% do Produto Interno Bruto (PIB). Nesse intervalo, o governo central registra saldo positivo de R$ 9,030 bilhões, ou 0,21% do PIB. Os governos regionais acumulam superávit de R$ 29,905 bilhões, ou 0,68% do PIB, enquanto as estatais apresentam déficit de R$ 7,687 bilhões, ou 0,18% do PIB.

Entre os entes regionais, os Estados acumulam superávit de R$ 21,010 bilhões de janeiro a abril, o equivalente a 0,48% do PIB. Os municípios registram saldo positivo de R$ 8,896 bilhões, ou 0,20% do PIB. O desempenho fiscal é acompanhado pelo mercado por sua relação com o ambiente macroeconômico, que influencia custo de financiamento e condições de crédito para os setores produtivos, incluindo o agro.

Os dados divulgados nesta sexta-feira (29) mostram melhora do resultado primário na comparação mensal e anual, mas a trajetória fiscal do restante de 2026 dependerá da evolução das receitas, despesas e metas do setor público. O Banco Central não apresentou, nesse dado específico, projeções adicionais para os próximos meses.

Fonte: Estadão Conteúdo

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EUA classificam PCC e CV como terroristas; entenda os impactos para o agro e o mercado financeiro


Donald Trump e Howard Lutnik, secretario de Comércio EUA
Foto: Casa Branca

O cenário da segurança pública e dos negócios na América Latina está prestes a mudar radicalmente. A decisão do governo dos Estados Unidos de incluir o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho nas listas de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) e de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT) mudou o jogo.”

A medida, que passa a valer oficialmente em 5 de junho de 2026, transforma o que antes era tratado como crime organizado local em uma ameaça à segurança nacional global.

Mas o que uma decisão tomada em Washington tem a ver com o bolso dos empresários, o funcionamento de bancos e a produção do agronegócio no Brasil? A resposta está no alcance das leis financeiras americanas.

O sistema financeiro na mira: o risco do “apoio material”

A legislação de segurança nacional dos EUA é implacável com qualquer instituição que, intencionalmente ou por falha de fiscalização (compliance), preste o que a lei chama de “apoio material” a grupos terroristas.

No mundo bancário, isso inclui serviços que vão muito além de guardar dinheiro. O que aciona o alerta:

  • Facilitação de transferências
  • Abertura de contas para laranjas
  • Custódia de ativos
  • Fornecimento de tecnologia de pagamento ou qualquer serviço logístico que beneficie as facções.

O gatilho das sanções:

  • Bancos brasileiros que possuem filiais em solo americano passam a correr um risco existencial.
  • O mesmo vale para os que simplesmente realizam operações em dólares por meio de bancos correspondentes nos EUA.
  • Se órgãos reguladores como o FinCEN (Financial Crimes Enforcement Network) e OFAC (Office of Foreign Assets Control) comprovarem que uma instituição financeira lavou dinheiro ou negligenciou a movimentação de recursos dessas agora “organizações terroristas”, as punições são severas.
  • Haverá multas bilionárias.
  • Ocorrerá o congelamento imediato de ativos.
  • E, no pior dos cenários, a proibição de operar em dólares, o que isola o banco do comércio mundial.

O Impacto no agronegócio

Nos últimos anos, as facções criminosas brasileiras diversificaram seus negócios. Elas deixaram de focar apenas no tráfico de drogas tradicional e passaram a controlar cadeias de suprimentos legítimas.

Operam esquemas de roubo, contrabando e comercialização ilegal de combustíveis e insumos agrícolas. Isso inclui fertilizantes e defensivos que utilizam produtos químicos controlados.

Com a nova classificação de terrorismo, essa infiltração cria uma perigosa “zona de contaminação” para o agronegócio brasileiro.

O perigo da cadeia de suprimentos

Empresas e produtores legítimos podem ser acusados de financiar indiretamente o terrorismo.
Isso se, mesmo sem saber, comprarem insumos mais baratos de fornecedores controlados pelo crime. Ou se contratarem transportadoras ligadas a essas facções.

Bloqueio de mercados

A empresa pode entrar para a “lista negra” de Washington se o Departamento de Estado americano identificar que uma grande trading ou agroindústria brasileira utilizou insumos ou redes logísticas ligadas ao PCC ou CV.

O resultado é o bloqueio imediato de suas exportações para o mercado americano. E também o corte de linhas de crédito internacionais em Wall Street.

A Força da lei americana: Como ela funciona no Brasil?

Embora as leis dos Estados Unidos não tenham soberania para fechar uma empresa ou prender alguém diretamente em território brasileiro, elas possuem um alcance extraterritorial prático esmagador. Esse poder funciona por meio de dois pilares:

O isolamento financeiro

grande empresa do agronegócio ou do setor químico consegue sobreviver sem contratos de câmbio ou comércio internacional. Se os EUA sancionarem uma companhia brasileira, bancos de todo o mundo suspenderão os negócios com ela imediatamente.

Isso acontecerá na Europa, na Ásia e na própria América Latina para evitar que eles próprios sejam punidos pelo governo americano.

Investigações transnacionais

O Departamento de Justiça dos EUA ganha o respaldo jurídico necessário para rastrear fluxos de dinheiro globalmente. Isso permite que eles colaborem com autoridades locais. Quebrar sigilos bancários internacionais. E confisquem bens dessas empresas em qualquer país aliado que coopere com as diretrizes antiterrorismo.

A transformação do PCC e do Comando Vermelho em organizações terroristas pelos Estados Unidos retira o crime organizado brasileiro da esfera puramente policial e o coloca no centro do cenário geopolítico e financeiro global.

Para empresas, inclusive do agronegócio, e para o sistema financeiro brasileiro, a tolerância a falhas de fiscalização e auditoria agora precisa ser zero.

Daqui para frente, não monitorar a fundo a origem de um insumo químico ou o verdadeiro proprietário de uma conta bancária não será mais apenas um erro administrativo. Será um risco jurídico global, capaz de paralisar negócios bilionários da noite para o dia.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Ministro de Minas e Energia prestará esclarecimentos sobre termelétricas na Câmara


Transmissoras pedem à Aneel suspensão de R$ 916,6 milhões no ciclo tarifário

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados ouve, nesta terça-feira (2), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobre a proposta de antecipar a entrada em operação de termelétricas contratadas no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026. A reunião está marcada para as 10 horas, no plenário 14. O ministro foi convocado pelo colegiado e, por isso, deve comparecer.

O tema central da audiência é a antecipação da operação de usinas termelétricas já contratadas no leilão regulado. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a medida é defendida como forma de reforçar a segurança do sistema elétrico. No entanto, parlamentares têm questionado os efeitos da proposta sobre tarifas de energia, encargos setoriais, critérios de escolha das usinas e segurança jurídica dos contratos.

A convocação foi aprovada após Silveira não comparecer ao convite feito para a reunião da última quarta-feira (27). O pedido partiu do deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES). Em justificativa, o parlamentar afirmou que a antecipação de contratos firmados em leilão regulado pode gerar impactos sobre o custo da energia e sobre a previsibilidade do marco contratual do setor.

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Para o público do agronegócio, o debate tem relevância porque energia elétrica é um insumo operacional em atividades como irrigação, armazenagem refrigerada, processamento agroindustrial, granjas, ordenha mecanizada e bombeamento de água. Eventuais mudanças tarifárias ou de encargos podem alterar custos de produção, especialmente em sistemas com maior consumo elétrico.

O conteúdo disponível até o momento não informa estimativas oficiais de impacto em reais sobre a tarifa nem detalha quais usinas poderiam ter a operação antecipada. Esses pontos devem ser esclarecidos durante a audiência, que também poderá abordar outros temas ligados à pasta.

Sem dados oficiais já divulgados sobre o efeito tarifário da medida, o desdobramento técnico da proposta dependerá dos esclarecimentos apresentados nesta terça-feira (2) pelo Ministério de Minas e Energia e da análise posterior do setor elétrico e dos agentes consumidores.

Fonte: camara.leg.br

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Dirigente do Fed diz que inflação segue alta e não vê pressão temporária


Juros futuros caem com recuo do petróleo e alívio externo

O presidente do Federal Reserve de Kansas City, Jeff Schmid, afirmou nesta sexta-feira (29) que a inflação nos Estados Unidos continua alta e acima da meta há tempo prolongado, o que mantém o foco da autoridade monetária no controle dos preços. Em discurso preparado para a Reykjavik Economic Conference 2026, ele disse que não considera a recente alta inflacionária um movimento transitório em prazo aceitável e sinalizou que o Federal Reserve (Fed) pode avaliar uma postura monetária mais restritiva.

Schmid afirmou que o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 3,8% em 12 meses até abril. Segundo ele, a alta da gasolina teve peso relevante nesse avanço, em meio à elevação dos preços de energia associada à guerra no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz. O dirigente observou, porém, que a inflação permanece elevada mesmo com a exclusão de energia, o que, na avaliação dele, reforça a necessidade de manter o compromisso com a estabilidade de preços.

De acordo com o presidente do Fed de Kansas City, a economia norte-americana mostra continuidade de crescimento estável, apesar do choque no comércio global e nos mercados de petróleo. Ele também afirmou que o mercado de trabalho está em equilíbrio, com suporte das contratações no setor de saúde. Sobre inteligência artificial, disse haver sinais de desaceleração no ritmo de admissões, mas sem indicação de demissões associadas diretamente à tecnologia.

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Para o agronegócio, o posicionamento do Fed é acompanhado porque juros mais altos nos Estados Unidos costumam influenciar o dólar, o custo do crédito e o fluxo para mercados de commodities. Além disso, petróleo mais caro pode afetar fretes, combustíveis, fertilizantes e outros insumos ligados à produção rural e à agroindústria. O discurso de Schmid não trouxe nova decisão de política monetária, mas reforçou a leitura de que o banco central ainda vê risco inflacionário persistente.

Sem indicação de corte de juros no curto prazo por parte de Schmid, o mercado deve seguir monitorando os próximos dados de inflação, atividade e energia nos Estados Unidos. Para o setor agropecuário, a trajetória do petróleo e da política monetária americana permanece como variável relevante para câmbio, custos e formação de preços, embora o discurso não detalhe efeitos específicos por cadeia produtiva.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Ciclone e frente fria derrubam temperatura e provocam chuva forte no fim de semana


Imagens geradas por IA para o Canal Rural

Um ciclone extratropical que avança pelo oceano deve influenciar o tempo no Sul do Brasil neste fim de semana, reforçando o ar frio e mantendo condições para chuva em diferentes áreas da região.

O sistema atua junto a uma nova frente fria, aumentando a nebulosidade e favorecendo pancadas principalmente entre sábado (30) e domingo (31). No Sudeste, a circulação marítima também mantém instabilidades, enquanto o interior do país continua sob influência do ar seco e do calor.

Sul

Sexta-feira

O retorno gradual das instabilidades provoca chuva moderada a forte no oeste, noroeste e interior do Rio Grande do Sul, com risco de temporais. As pancadas também avançam para o oeste de Santa Catarina e do Paraná ao longo do dia. Mesmo com a chuva, as temperaturas seguem agradáveis na maior parte da região.

Sábado

O tempo segue instável nos três estados do Sul. Há previsão de chuva moderada a forte em Santa Catarina, no sul e interior do Paraná e também em áreas do norte gaúcho, Serra e Região Metropolitana de Porto Alegre. As temperaturas permanecem mais amenas devido à nebulosidade e ao ar frio.

Domingo

A instabilidade perde força gradualmente, mas ainda há muita nebulosidade e possibilidade de chuva fraca em áreas litorâneas e serranas. Uma nova frente fria avança pelo oceano, acompanhada de um ciclone extratropical em alto-mar, reforçando o ar frio principalmente no Rio Grande do Sul.

Sudeste

Sexta-feira

O tempo permanece relativamente estável, mas a circulação marítima mantém chuva fraca no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Entre o litoral norte paulista e o sul fluminense, as pancadas podem ocorrer com moderada intensidade.

Sábado

O contraste entre o interior mais quente e seco e a faixa leste mais úmida marca o dia. A previsão indica chuva moderada a forte entre o interior paulista, sul de Minas Gerais e sul do Rio de Janeiro, com possibilidade de trovoadas.

Domingo

O tempo continua mais úmido no litoral paulista e fluminense, onde ainda há risco de pancadas moderadas e temporais isolados. Em Minas Gerais, áreas da Zona da Mata e do sul do estado seguem com maior nebulosidade e chuva fraca a moderada.

Centro-Oeste

Sexta-feira

Predomínio de tempo firme e seco em grande parte da região. Apenas o sul de Mato Grosso do Sul pode registrar pancadas moderadas e trovoadas entre a tarde e a noite.

Sábado

O calor segue predominando no Centro-Oeste. Há chance de chuva fraca e isolada em Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e sudeste de Mato Grosso devido ao fluxo de umidade e ao aquecimento diurno.

Domingo

O ar seco mantém o tempo firme na maior parte da região. Pancadas isoladas podem ocorrer no oeste e norte de Mato Grosso do Sul e em áreas de Mato Grosso e Goiás. A umidade relativa do ar continua baixa em várias cidades.

Nordeste

Sexta-feira

A chuva segue concentrada entre o litoral da Bahia e o Rio Grande do Norte. Há risco de temporais isolados no litoral potiguar, em Salvador e no litoral do Maranhão. No interior, o tempo continua quente e seco.

Sábado

A circulação marítima mantém chuva frequente entre o Rio Grande do Norte e Alagoas, além da região de Salvador. A ZCIT continua favorecendo pancadas fortes no Maranhão, Piauí e Ceará.

Domingo

A chuva continua no litoral leste da região e também no Maranhão, Piauí e Ceará, onde há possibilidade de temporais isolados. Já o interior nordestino segue com calor e baixa umidade do ar.

Norte

Sexta-feira

O calor e a alta umidade mantêm condições para pancadas fortes de chuva em Roraima, Amapá, Amazonas e norte do Pará. Há alerta para temporais e rajadas de vento.

Sábado

A previsão indica chuva intensa e trovoadas principalmente em Roraima, Amazonas e Amapá. Em Tocantins, Acre e Rondônia, o tempo segue mais firme e abafado.

Domingo

O padrão de instabilidade continua forte no extremo norte do país, com risco de temporais em Roraima, Amazonas, Amapá e norte do Pará. Já no Tocantins e em Rondônia, o tempo segue mais seco.

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Dados fracos sobre o mercado de trabalho no Brasil surpreende mercado


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta sexta-feira (29), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o Caged de abril surpreendeu negativamente com apenas 85 mil vagas, o resultado mais fraco desde 2020, aliviando a pressão sobre os juros futuros. O BC, porém, mantém postura cautelosa com a alta das expectativas de inflação para 2028.

No exterior, memorando preliminar entre EUA e Irã trouxe otimismo moderado, e Wall Street renovou máximas históricas. Dólar cedeu a R$ 5,03 e Ibovespa recuou 0,39%. Hoje, foco no PIB do 1º trimestre.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Bolsas da Europa sobem com expectativa de trégua maior entre EUA e Irã


Petróleo sobe com impasse entre EUA e Irã e repercussão de cúpula entre Xi e Trump

As bolsas europeias operavam em alta na manhã desta sexta-feira (29), em meio à expectativa de que Estados Unidos e Irã estendam por 60 dias o atual cessar-fogo. Por volta das 6h20, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,51%, aos 628,27 pontos. O movimento foi acompanhado por queda de quase 2% no petróleo Brent, para cerca de US$ 91 por barril, diante da possibilidade de menor tensão no Estreito de Ormuz.

Segundo um funcionário do governo americano, negociadores dos dois países chegaram na quinta-feira (28) a um entendimento preliminar para prorrogar a trégua e abrir nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano. O Irã ainda não confirmou publicamente o acordo, que também depende de aprovação final do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O mercado acompanhava com atenção a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial. De acordo com a mesma fonte, o acordo provisório prevê que o Irã não imponha tarifas a embarcações que cruzem a região, enquanto os Estados Unidos fariam redução gradual do bloqueio marítimo aos portos iranianos.

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Às 6h33, a Bolsa de Londres avançava 0,25%, Paris subia 1,12% e Frankfurt ganhava 0,32%. Milão, Madri e Lisboa registravam altas de 0,55%, 0,74% e 0,09%, respectivamente. No setor de defesa, o subíndice europeu avançava 0,90%, estendendo o movimento da sessão anterior.

No campo macroeconômico, a revisão do Produto Interno Bruto da França mostrou retração de 0,1% no primeiro trimestre de 2026 frente aos três meses anteriores. A leitura preliminar indicava estabilidade.

Para o agronegócio, o principal vetor de atenção está no comportamento do petróleo. Oscilações do Brent influenciam o custo do diesel, do transporte e de insumos ligados à energia e à petroquímica. Ainda assim, o efeito sobre o setor rural dependerá da duração da trégua, da normalização efetiva da rota marítima e do repasse aos mercados de combustíveis.

No curto prazo, a reação dos ativos segue condicionada às confirmações oficiais sobre o entendimento entre Estados Unidos e Irã e ao funcionamento do Estreito de Ormuz. Sem definições adicionais sobre a implementação do acordo, ainda não há base suficiente para projetar efeito duradouro sobre custos ao produtor.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja dispara em Chicago e mexe com preços no Brasil


A soja encerrou a quinta-feira em alta na Bolsa de Chicago, em um movimento sustentado pela valorização dos derivados, pela demanda interna nos Estados Unidos e por sinais positivos no comércio internacional. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros acompanharam o avanço do óleo de soja, que ganhou força com o aumento do consumo para a mistura obrigatória de biodiesel nos EUA e com incentivos estaduais ao Combustível de Aviação Sustentável.

O contrato de soja para julho fechou em alta de 0,78%, a US$ 11,9450 por bushel, enquanto agosto avançou 0,95%, a US$ 11,9600. O farelo de soja para julho subiu 1,06%, a US$ 334,10 por tonelada curta, e o óleo de soja teve valorização de 1,91%, cotado a US$ 76,70 por libra-peso. O mercado também monitorou o clima nos Estados Unidos, onde 27% da área agrícola segue sob estresse hídrico, com preocupação sobre a falta de chuvas nos próximos sete dias.

No Brasil, o mercado físico apresentou comportamentos distintos entre os estados. No Rio Grande do Sul, o Porto de Rio Grande subiu para R$ 131,00 por saca, enquanto Passo Fundo e Santa Rosa acompanharam a alta, com cotações de R$ 126,00 e R$ 127,00. Em Ijuí e Cruz Alta, os preços ficaram em R$ 124,00.

No Paraná, o Porto de Paranaguá avançou para R$ 130,00, em meio à safra 2025/26 totalmente concluída. A produção foi consolidada em 21,78 milhões de toneladas, alta de 3% sobre o ciclo anterior, com produtividade média de 3.796 kg por hectare. Em Cascavel, a saca ficou em R$ 120,00, enquanto Ponta Grossa marcou R$ 124,00.

Em Mato Grosso do Sul, o mercado teve ajustes pontuais após altas recentes, com Dourados a R$ 115,00 e estabilidade em Campo Grande, Maracaju, Chapadão do Sul e Sidrolândia. Já em Mato Grosso, as praças registraram recuperação parcial, com destaque para Rondonópolis a R$ 113,00 e Primavera do Leste a R$ 111,70. O estado também acompanha o início do vazio sanitário e as expectativas em torno da Ferrogrão, apontada como alternativa para reduzir custos logísticos.

 





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Bolsas da Europa avançam com expectativa de trégua prolongada entre EUA e Irã


Juros futuros recuam com reabertura parcial do Estreito de Ormuz

As bolsas europeias operavam em alta na manhã desta sexta-feira (29), em meio à expectativa de que Estados Unidos e Irã estendam por 60 dias o atual cessar-fogo. Por volta das 6h20, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,51%, aos 628,27 pontos. O mercado também monitorava a possível reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.

Segundo um funcionário do governo americano citado no noticiário internacional, negociadores dos Estados Unidos e do Irã chegaram na quinta-feira (28) a um entendimento preliminar para prorrogar a trégua e abrir uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano. O acordo, no entanto, ainda dependia de confirmação pública do Irã e de aprovação final do presidente dos EUA, Donald Trump.

O foco dos investidores se voltou para o Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial. De acordo com a mesma fonte, o entendimento provisório prevê que o Irã não imponha tarifas a embarcações que cruzem a rota, enquanto os EUA reduziriam gradualmente o bloqueio marítimo aos portos iranianos. No começo da manhã, o petróleo Brent recuava quase 2%, para cerca de US$ 91 por barril.

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No mercado acionário, às 6h33, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres avançava 0,25%, Paris subia 1,12% e Frankfurt ganhava 0,32%. Milão, Madri e Lisboa registravam altas de 0,55%, 0,74% e 0,09%, respectivamente. O setor de defesa seguia em alta, com avanço de 0,90% do subíndice europeu, após novo episódio de tensão envolvendo a Romênia e a guerra na Ucrânia.

No campo macroeconômico, uma revisão do Produto Interno Bruto da França mostrou retração de 0,1% no primeiro trimestre de 2026 frente aos três meses anteriores. A leitura preliminar indicava estabilidade.

Para o setor agropecuário, o principal ponto de atenção é o petróleo. Oscilações no Brent podem influenciar custos de diesel, frete e parte dos insumos ligados à energia e à logística. O efeito prático sobre produtores e cadeias agroindustriais, porém, depende da duração do movimento no mercado internacional e do repasse aos preços internos, o que ainda não estava quantificado nesta sexta-feira (29).

No curto prazo, o mercado seguirá condicionado à confirmação formal do acordo entre EUA e Irã e ao comportamento do petróleo. Sem definição final sobre a trégua e sobre a normalização plena da navegação no Estreito de Ormuz, ainda não há base técnica suficiente para estimar o impacto final sobre custos do agro.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Bolsas da Ásia sobem com expectativa de trégua maior entre Estados Unidos e Irã


Bolsas da Ásia sobem com expectativa de trégua maior entre Estados Unidos e Irã

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira (29), com recordes no Japão e na Coreia do Sul, em meio à expectativa de que Estados Unidos e Irã estendam por 60 dias o atual cessar-fogo. O movimento ocorreu após um entendimento preliminar entre negociadores dos dois países, segundo um funcionário do governo americano. No mercado de energia, o petróleo Brent operava em baixa marginal no fim da madrugada.

No Japão, o índice Nikkei avançou 2,53%, aos inéditos 66.329,50 pontos. Segundo os dados citados no mercado, a inflação subjacente de Tóquio em maio subiu em ritmo mais lento do que o esperado. No acumulado do mês, o Nikkei ganhou 12%.

Em Seul, o Kospi subiu 3,55%, para 8.476,15 pontos, também em nível recorde. O avanço foi puxado por ações de tecnologia ligadas ao ciclo global de inteligência artificial. A Samsung Electronics teve alta de 5,84%. Em maio, o índice sul-coreano acumulou valorização de 28%, liderada por papéis de semicondutores.

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Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,70%, aos 25.182,39 pontos. Em Taiwan, o Taiex avançou 2,51%, para 44.732,94 pontos. Na China continental, o desempenho foi negativo: o Xangai Composto caiu 0,73%, a 4.068,57 pontos, e o Shenzhen Composto recuou 1,90%, a 2.805,62 pontos. Na Oceania, o S&P/ASX 200, da Austrália, subiu 1,62%, a 8.731,70 pontos.

O mercado acompanhou ainda a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz. De acordo com a informação do governo dos Estados Unidos, o acordo preliminar prevê que o Irã não imponha tarifas a embarcações na rota, enquanto os EUA reduziriam gradualmente o bloqueio marítimo aos portos iranianos.

Para o setor agropecuário, a variável central é o petróleo. Oscilações no Brent podem influenciar diesel, frete e parte dos custos logísticos e operacionais das cadeias produtivas. O texto de origem, porém, não traz estimativas diretas para combustíveis no Brasil nem projeções específicas para o agro.

No curto prazo, o mercado deve continuar reagindo à confirmação ou não do entendimento entre Estados Unidos e Irã e aos desdobramentos no Estreito de Ormuz. Sem novos dados sobre petróleo, câmbio e combustíveis, não há base técnica suficiente para medir efeito direto sobre custos do setor rural.

Fonte: Estadão Conteúdo

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