domingo, março 15, 2026

News

AgroNewsPolítica & Agro

Ciclone intensifica chuvas e riscos no fim de semana


A atuação de um ciclone próximo à costa do Brasil deve manter um corredor de umidade ativo sobre o país neste fim de semana, aumentando o risco de chuvas fortes em diferentes regiões. As informações foram divulgadas pelo Meteored, que aponta potencial para precipitações volumosas em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Norte.

Segundo a análise meteorológica, o sistema de baixa pressão próximo ao litoral do Sudeste contribui para organizar a faixa de umidade que atua sobre o país há vários dias. De acordo com o Meteored, “a presença de um ciclone próximo à costa Sudeste do Brasil ajuda a organizar um corredor de umidade sobre o país onde deixa o tempo fechado e aumenta as chances de chuvas fortes”.

As imagens de satélite indicam que essa faixa de umidade se estende desde a Região Norte até áreas do Sudeste, onde há grande presença de vapor d’água e convergência de ventos nos níveis mais baixos da atmosfera. Esse processo favorece a formação de nuvens carregadas e aumenta a probabilidade de precipitações intensas.

De acordo com a previsão, os maiores volumes de chuva podem atingir áreas de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás, Amazonas e Rondônia.

Durante a manhã, pancadas de chuva devem ocorrer de forma irregular no interior de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Já no Norte do país, especialmente no oeste do Amazonas, a previsão indica precipitações moderadas a fortes.

À tarde, as instabilidades tendem a se espalhar por estados do Sudeste, pelo Centro-Oeste — com exceção do Mato Grosso do Sul — e por parte da Região Norte, incluindo Rondônia e Amazonas.

O modelo de confiança do Meteored indica que as chuvas mais intensas devem ocorrer no leste de Minas Gerais, no norte do Rio de Janeiro e na divisa com o Espírito Santo. Também há risco de precipitações intensas no noroeste e no sul do Mato Grosso.

No domingo (15), o ciclone deve se afastar gradualmente em direção ao Oceano Atlântico. Mesmo com esse deslocamento, o corredor de umidade continuará ativo, com leve mudança de posição e maior influência sobre a região central de Minas Gerais, o Vale do Aço, o norte do Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

No Centro-Oeste, as chuvas voltam a atingir o Mato Grosso do Sul, principalmente nas áreas próximas à divisa com Mato Grosso e Goiás. Nos demais estados da região, a previsão indica precipitações de intensidade moderada, com possibilidade de pancadas localizadas mais intensas, especialmente no norte de Mato Grosso.

Entre os maiores volumes previstos estão cerca de 60 milímetros em Alegre, no Espírito Santo, aproximadamente 52 milímetros em Belo Horizonte, em Minas Gerais, cerca de 88 milímetros em Barra dos Garças, no Mato Grosso, e cerca de 40 milímetros em Cuiabá, também em Mato Grosso.

Segundo o Meteored, o cenário meteorológico deve manter o tempo instável ao longo do fim de semana, com acumulados que podem se aproximar de 90 milímetros em áreas pontuais de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preço do trigo sobe e volta a recuar em Chicago


A cotação internacional do trigo registrou alta no início de março e alcançou o maior nível desde outubro de 2024, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema). O levantamento considera o período de 6 a 12 de março e foi divulgado na quinta-feira (12).

De acordo com a entidade, o contrato para o primeiro mês cotado atingiu US$ 6,11 por bushel em 6 de março, o maior valor observado desde o início de outubro de 2024. Posteriormente, o mercado apresentou recuo e encerrou a quinta-feira (12) em US$ 5,92 por bushel.

O relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve os dados referentes à última safra norte-americana. Segundo o documento, a colheita nos Estados Unidos foi confirmada em 54 milhões de toneladas, com estoques finais estimados em 25,3 milhões de toneladas.

O mesmo relatório elevou ligeiramente a projeção de produção mundial de trigo para 842,1 milhões de toneladas e indicou estoques finais globais de 277 milhões de toneladas para o ano comercial 2025/26. Para a Brasil, a estimativa de produção foi mantida em 8 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina permaneceu em 27,8 milhões de toneladas. As importações brasileiras do cereal foram revisadas para 7,1 milhões de toneladas.

Segundo a análise da Ceema, fatores geopolíticos também influenciam o mercado internacional do trigo. A guerra no Oriente Médio impacta o comércio global, já que a região é grande consumidora do cereal e funciona como corredor de transporte entre a Europa e a Ásia. Ainda assim, a influência do conflito é considerada menor do que a gerada pela guerra entre Rússia e Ucrânia, dois dos principais produtores mundiais de trigo.

A entidade lembra que, no início do conflito entre Rússia e Ucrânia, no final de fevereiro de 2022, o preço do bushel de trigo ultrapassou US$ 12. Atualmente, o valor do cereal gira em torno de US$ 6 no mercado internacional.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cotações do boi variam entre estados do país


O mercado do boi gordo iniciou a sexta-feira (13) com estabilidade nas cotações em São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria.

De acordo com o levantamento, “o mercado abriu estável para todas as categorias”. A consultoria apontou que a oferta de boiadas havia diminuído no dia anterior e que algumas indústrias elevaram as ofertas com o objetivo de completar as escalas de abate para a próxima semana. Ainda conforme o relatório, “as escalas de abate atendiam, em média, oito dias”.

Na região Sul da Bahia, o aumento na oferta de animais pressionou os preços. Segundo a análise, “a oferta de boiadas havia aumentado, o que pressionou a cotação de todas as categorias, que caíram R$2,00/@ na comparação feita dia a dia”. Nesse mercado, as escalas de abate também atendiam, em média, oito dias.

Já na região Oeste da Bahia, o cenário foi diferente. A consultoria informou que, “na mesma comparação, a cotação de todas as categorias não havia mudado”. As escalas de abate nessa praça atendiam, em média, 12 dias.

Em Roraima, o levantamento indicou recuo no preço do boi gordo. “Na comparação feita dia a dia, a cotação do boi gordo havia recuado R$3,00/@, demais categorias ficaram estáveis”, apontou o informativo.

No oeste do Maranhão, a segunda semana de março foi marcada por queda nas cotações. Segundo a análise, “a cotação do boi gordo e a da vaca caiu R$2,00/@, e a da novilha caiu R$3,00/@”. Apesar disso, na comparação diária, o mercado iniciou a sexta-feira com preços estáveis, sustentados pela postura dos vendedores. Nessa região, as escalas de abate atendiam, em média, seis dias.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Custos caem para suínos e se mantêm para frango em fevereiro


Os custos de produção de suínos e de frangos de corte tiveram comportamentos diferentes em fevereiro conforme os levantamentos mensais da Embrapa Suínos e Aves divulgados por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS).

Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo do suíno vivo passou de R$ 6,45 em janeiro para R$ 6,36, queda de 1,39%, com o ICPSuíno recuando para 364,12 pontos. No ano, o índice acumula uma diminuição de 1,77%. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação é de -0,04%. A ração, responsável por 71,92% do custo total de produção em fevereiro, baixou 1,08% no mês e acumula -1,42% no ano.

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte em fevereiro se manteve praticamente estável em relação a janeiro, subindo R$ 0,01, chegando aos R$ 4,72, alta de 0,16%. No ano, o índice acumula alta de1,40%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a variação é negativa: -3,15%. Os custos com aquisição de pintos de 1 dia de vida (18,92% do total), caíram 0,04% em fevereiro, mas têm um aumento acumulado de 18,56% nos últimos 12 meses.

Santa Catarina e Paraná são estados de referência nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS, devido à sua relevância como maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente. A CIAS também disponibiliza estimativas de custos para os estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, fornecendo subsídios importantes para a gestão técnica e econômica dos sistemas produtivos de suínos e aves de corte.

Como apoio aos produtores, a Embrapa disponibiliza ferramentas gratuitas de gestão, como o aplicativo Custo Fácil, para dispositivos Android e com download pela Play Store, que gera relatórios personalizados e diferencia despesas com mão de obra familiar, além de uma planilha de custos voltada à gestão de granjas integradas de suínos e frangos de corte, disponível no site da CIAS.





Source link

News

Pesquisadores criam índice para avaliar saúde do solo em manguezais


Manguezal replantado na foz do rio Cocó (CE)
Foto: Gabriel Nóbrega/Departamento de Ciências do Solo da Universidade Federal do Ceará

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um índice capaz de medir a saúde do solo de manguezais em diferentes estágios.

Aplicado em áreas degradadas, restauradas e preservadas, o índice revelou que manguezais saudáveis, incluindo os recuperados, provêm serviços ecossistêmicos próximos de sua capacidade máxima, enquanto os desmatados mantêm apenas uma pequena parte desse potencial.

Índice de Saúde do Solo (ISS)

O Índice de Saúde do Solo (ISS) varia em uma escala de 0 (pior) a 1 (melhor) e está descrito em artigo publicado na revista Scientific Reports. Ao traduzir processos complexos em uma métrica simples, a ferramenta pode apoiar gestores na definição de prioridades de conservação e restauração.

O índice foi construído a partir de um conjunto de variáveis que, de forma integrada, representam os principais processos físicos, químicos e biológicos responsáveis pelo funcionamento do solo no contexto em que ele está inserido.

Além disso, o ele incorpora atributos ligados à dinâmica do carbono (como textura do solo, teor de carbono orgânico e ferro pseudototal), à fixação de substâncias contaminantes (especialmente diferentes formas de minerais de ferro) e à ciclagem de nutrientes (incluindo indicadores biológicos baseados nas atividades enzimáticas de microrganismos do solo).

Em conjunto, essas variáveis viabilizam o estado funcional do solo e sua capacidade de sustentar serviços ecossistêmicos.

Alternativa

Com a busca por soluções baseadas na natureza para enfrentar a crise climática, os manguezais são uma alternativa para gerar ganhos ambientais e sociais. Além de importantes sumidouros e estocadores de carbono, sustentam a pesca e ajudam a conter a erosão costeira.

Ainda assim, estimativas indicam que entre 30% e 50% dos manguezais do mundo tenham sido perdidos nos últimos 50 anos, processo que pode ser acelerado pelas mudanças climáticas, com o aumento do nível do mar e maior frequência de eventos extremos, além de desmatamento e expansão urbana.

O Brasil tem a segunda maior área de mangue do planeta – cerca de 1,4 milhão de hectares ao longo da faixa costeira, ficando atrás apenas da Indonésia – e o mais extenso trecho contínuo, localizado entre o Amapá e o Maranhão. Uma ampla biodiversidade, com mais de 770 espécies de fauna e flora, confere a essas áreas destaque para a pesca.

Resultados

Ao ser aplicado no estuário do rio Cocó, no estado do Ceará, o ISS mostrou condições contrastantes do local, com recuperação em áreas restauradas e suas implicações para os serviços ecossistêmicos.

De acordo com os resultados, os manguezais maduros apresentaram os maiores valores de ISS (0,99 ± 0,03), enquanto os locais degradados, os menores (0,25 ± 0,01).

As regiões replantadas há nove e 13 anos tiveram valores intermediários (0,37 ± 0,01 e 0,52 ± 0,02, respectivamente), com um melhor desempenho das mais antigas, indicando assim uma recuperação gradual.

“Mesmo que o restabelecimento das funções do manguezal seja rápido, isso não pode ser usado como argumento para não proteger esse ambiente da degradação. Observada a retomada de alguns serviços ecossistêmicos, entre eles sequestro de carbono e ciclagem de nutrientes, outros, como a contenção de erosão costeira, demoram mais”, conclui Jimenez.

Florestas de carbono azul

Os mangues são chamados de “florestas de carbono azul” por sua característica de absorver grandes quantidades de CO da atmosfera e armazenar carbono orgânico no solo por décadas, mais eficientes do que florestas tropicais.

No entanto, as mudanças no uso da terra e a poluição ameaçam cada vez mais os solos de manguezais, comprometendo sua funcionalidade.

Segundo a iniciativa global Mangrove Breakthrough, que tem o objetivo de restaurar e conservar 15 milhões de hectares de manguezais em escala global até 2030, esses ecossistemas armazenam o equivalente a mais de 22 gigatoneladas de CO2.

A perda de apenas 1% dos manguezais remanescentes poderia levar ao correspondente a emissões anuais de 50 milhões de automóveis.

O post Pesquisadores criam índice para avaliar saúde do solo em manguezais apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Governo reconhece situação de emergência em 30 municípios


O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu nesta sexta-feira (13) a situação de emergência em 30 cidades afetadas por desastres. As cidades contempladas estão nos estados do Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. 

Com o reconhecimento da situação de emergência, as prefeituras podem solicitar recursos do governo federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros.

A situação de emergência foi reconhecida em razão de fortes chuvas que castigaram os municípios de Arataca, Cachoeira, Camacan, Medeiros Neto e Nova Ibiá, na Bahia; Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso; Rio Negro, no Mato Grosso do Sul;

O mesmo motivo levou ao reconhecimento da emergência em Argirita, Mato Verde, Padre Paraíso, Pescador, Santa Maria do Salto e Taparuba, em Minas Gerais; Belém e Rio Maria, no Pará; Jucati, em Pernambuco; Bom Jardim, Japeri e Natividade, no Rio de Janeiro; Maximiliano de Almeida, no Rio Grande do Sul; Imbituba, em Santa Catarina, e Canindé de São Francisco, em Sergipe. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Já as cidades de Eirunepé e Itamarati, no Amazonas, e Aperibé, no Rio de Janeiro, obtiveram o reconhecimento federal de situação de emergência por causa de inundações. A cidade de Estrela, no Rio Grande do Sul, teve o reconhecimento devido ao vendaval.

A seca a estiagem foi o motivo do reconhecimento da situação de emergência nos municípios de Mogeiro, na Paraíba, e São Francisco de Assis do Piauí, no Piauí, O município de Óbidos, no Pará, registrou erosão continental/boçorocas, e Dumont, em São Paulo, erosão continental/laminar.





Source link

News

USDA e Conab sem surpresas? Mercado de soja segue de olho no conflito no Oriente Médio


Colheita de soja
Foto: Wenderson Araujo/Trilux

O agravamento do conflito no Oriente Médio e a consequente alta do petróleo voltaram a concentrar as atenções do mercado internacional de soja nesta semana. O cenário geopolítico acabou ofuscando a repercussão do novo relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e também da revisão da safra brasileira divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Com poucas mudanças relevantes nos números apresentados pelos dois órgãos, o mercado doméstico manteve postura cautelosa. Mesmo com a recuperação das cotações na Chicago Board of Trade (CBOT), produtores seguem concentrados no avanço dos trabalhos no campo e aguardam preços mais atrativos para fechar novos negócios.

Segundo o relatório de março do USDA, a safra norte-americana de soja 2025/26 foi mantida em 4,262 bilhões de bushels, o equivalente a cerca de 116 milhões de toneladas. A produtividade média segue estimada em 53 bushels por acre, repetindo as projeções divulgadas em fevereiro.

Os estoques finais dos Estados Unidos também permaneceram inalterados, projetados em 350 milhões de bushels, ou aproximadamente 9,53 milhões de toneladas. O número ficou ligeiramente acima da expectativa do mercado, que trabalhava com carryover de 343 milhões de bushels.

No quadro global, o USDA projetou a produção mundial de soja em 427,18 milhões de toneladas na temporada 2025/26, leve recuo frente às 428,18 milhões previstas no relatório anterior. Já os estoques finais globais foram estimados em 125,31 milhões de toneladas, pouco acima das expectativas do mercado.

Para o Brasil, o órgão norte-americano manteve a estimativa de produção em 180 milhões de toneladas para 2025/26. A safra da Argentina foi projetada em 48 milhões de toneladas, levemente abaixo da previsão anterior. Já as importações da China seguem estimadas em 112 milhões de toneladas no próximo ciclo.

Conab

No Brasil, a Conab também trouxe poucas alterações em relação ao levantamento anterior. A estatal estima produção de 177,847 milhões de toneladas na safra 2025/26, crescimento de 3,7% frente ao ciclo passado, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas.

A área cultivada deve alcançar 48,43 milhões de hectares, avanço de 2,3% em relação ao ano anterior. A produtividade média está projetada em 3.672 quilos por hectare, ligeiramente acima do rendimento registrado na temporada passada.

Mesmo com o quadro de oferta relativamente estável, o foco do mercado permanece voltado ao cenário internacional de energia. A valorização do petróleo tende a influenciar custos logísticos, combustíveis e o mercado de biocombustíveis, fatores que podem repercutir diretamente na dinâmica de preços da soja nas próximas semanas.

O post USDA e Conab sem surpresas? Mercado de soja segue de olho no conflito no Oriente Médio apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Novo sistema portátil avalia teores de proteína e óleo de grãos moídos de milho e sorgo


NIR sistema portátil
Foto: Sandra Brito/ Embrapa

Cientistas da Embrapa Milho e Sorgo (MG) e da empresa Spectral Solutions desenvolveram um método portátil de avaliação da composição química de grãos moídos de milho e de sorgo.

A tecnologia utiliza a espectroscopia NIR, baseada na luz infravermelha, que além de não destruir as amostras, reduz os custos do processo, com segurança, higiene e eficiência.

O modelo de análise portátil, utiliza o MicroNIR, um equipamento com tamanho semelhante ao de uma caneta, e pode ser instalado para leitura diretamente em celulares, tablets ou outros dispositivos via bluetooth

O sistema utiliza sensores miniaturizados que mantêm a precisão em um formato compacto, possibilitando análises rápidas e em tempo real, sem necessidade de reagentes químicos. Com isso, facilita a tomada de decisão no campo, armazém ou indústria.

Nova solução para o setor

Foto: Flavio Tardin/Embrapa

O Sistema Portátil NIR de análise resulta da união entre o conhecimento químico, agronômico e a base de dados de cultivares de milho e de sorgo da Embrapa com a tecnologia de hardware e de software da empresa parceira.

“O objetivo foi criar modelos de calibração robustos que considerassem a diversidade do clima, do solo e de diferentes cultivares de milho e sorgo plantadas no Brasil, garantindo que o equipamento funcione com precisão em qualquer região do país”, relata a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo Maria Lúcia Simeone.

A motivação para o desenvolvimento dessa técnica foi pela necessidade de superar as limitações dos métodos laboratoriais tradicionais, mais lentos, caros e muitas vezes destrutivos.

“O setor agrícola precisava de uma solução capaz de garantir a qualidade nutricional do grão, baseada nos teores de proteína, de óleo e de amido, de forma instantânea para melhorar o armazenamento e o processamento”, diz a pesquisadora.

Precisão analítica e validação 

De acordo com o diretor-executivo da Spectral Solution, Luiz Felipe Aquino, o Sistema Portátil NIR já está disponível para as análises e garante maior precisão analítica, sendo capaz de mensurar elementos como proteína, óleo, fibra bruta, matéria mineral, amido e umidade.

De acordo com Maria Lúcia, a ferramenta promove uma impressão digital, em que a luz infravermelha incide sobre o grão moído e as ligações moleculares absorvem energia de formas específicas, gerando um espectro único para cada amostra.

“Em seguida ocorre o que chamamos de calibração multivariada, que traduzem esses sinais de luz em valores percentuais de proteínas, umidade e outros dados de qualidade dos grãos. Como esse espectro é complexo, são usados modelos matemáticos e estatísticos, compostos por algoritmos de calibração multivariada ou aprendizado profundo, que chamamos de deep learning”, complementa Maria Lúcia Simeone.

Segundo Aquino, a metodologia utilizada se igualou a métodos oficiais e permitiu validar o ativo como uma alternativa real à química úmida. Ele também diz que ao comparar os modelos obtidos com Sistema Portátil NIR e os métodos de referência da Associação de Químicos Analíticos Oficiais (AOAC, na sigla em inglês), não houve diferença estatística significativa entre os resultados.

Método sustentável

A tecnologia emprega os conceitos da “Química Verde” e da agricultura sustentável por vários motivos que impactam positivamente a sustentabilidade da cadeia produtiva e o meio ambiente.

“Ao contrário das análises químicas convencionais, o NIR trabalha com resíduo zero, ou seja, não utiliza reagentes químicos nem solventes tóxicos”, descreve o diretor-executivo.

Ele destaca ainda que o modelo promove a eficiência energética, com a redução do transporte de amostras para laboratórios distantes e agiliza os processos industriais, economizando energia.

“Além disso, reduz o desperdício porque permite identificar lotes fora do padrão precocemente, evitando que produtos de baixa qualidade estraguem ou contaminem processos maiores”, observa.

Benefícios no campo

milho
Foto: Sandra Brito/Embrapa

As perspectivas em relação ao uso do equipamento são evidentes. A pesquisadora Maria Lúcia afirma que o sistema promove uma otimização da lavoura e contribui para a decisão do melhor momento de colheita, baseada na maturação real, em termos de valores de umidade e amido, ou na possibilidade de segregar os grãos de maior valor proteico para nichos de mercado.

“Além disso, o preparo da amostra é mínimo. É preciso apenas fazer a moagem dos grãos, tornando a operação simples para funcionários da fazenda após um treinamento curto’, ela conta.

A pesquisadora ainda destaca que em termos econômicos, o retorno sobre investimento virá da economia com taxas de laboratórios externos, da redução do uso de reagentes, do acompanhamento da qualidade dos grãos e, principalmente, do ganho na negociação de lotes com qualidade comprovada na hora.

A expectativa é que a adoção do sistema promova agilidade na classificação dos lotes, pois os caminhões ficarão parados por menos tempo esperando os resultados de análises físico-químicas; melhore o ajuste na formulação de dietas animais, quando o sorgo e o milho forem destinados para silagem e ração, e aumentem a confiança entre comprador e vendedor.

*Sob supervisão de Victor Faverin

O post Novo sistema portátil avalia teores de proteína e óleo de grãos moídos de milho e sorgo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

vendas no Pavilhão da Agricultura Familiar superam expectativas de novos expositores


Durante os cinco dias de Expodireto, entre 9 e 13 de março, o Pavilhão da Agricultura Familiar recebeu grande movimentação de pessoas. O público encontrou novos produtos e expositores, assim como mercadorias e empreendimentos já tradicionais na feira. Para os 48 novos empreendimentos, os resultados alcançados superaram as expectativas.

“O Pavilhão da Agricultura Familiar é sempre um ponto de bastante fluxo de pessoas. E, neste ano, não tem sido diferente. […], confirma Vilmar Leitzke, assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo/RS e coordenador do espaço.

Assim como nos últimos anos, o público estava ávido por produtos com sabores diferenciados e lançamentos. “Tivemos um movimento muito interessante de pessoas buscando por novidades”, completa Leitzke.

Entre os destaques, estava o sabor erva-mate, com bolachas, refrigerantes e até sorvete com a erva típica do estado. Nesse sentido, o espaço também é oportunidade para as agroindústrias testarem e receberem avaliações imediatas de novos produtos.

Além disso, os expositores mais antigos podem compartilhar experiências com os mais novos, consolidando o pavilhão como um espaço de troca e aprendizado, onde muitos visitantes e expositores realizam compras, mas também buscam informações específicas, ideias e aprimoramentos de processos. “A participação em feiras de grande porte também promove conexões com novos consumidores e entre os próprios expositores”, explica Leitzke.

Pequena agroindústria conquista espaço na Expodireto

A produtora Edinéia Mazzucatto Canova, da agroindústria Família Canova, de Sarandi/RS, trouxe para a Expodireto Cotrijal o sabor autêntico do queijo colonial natural. A agroindústria familiar sempre sonhou em participar da feira, mas a produção limitada era um obstáculo. Neste ano, eles decidiram concorrer a uma vaga e foram selecionados. “Conseguimos produzir uma grande quantidade e as vendas estão boas”, contou Edinéia, animada com a receptividade do público.

O queijo, feito apenas com leite, coalho e sal, reflete a tradição e a simplicidade que conquista os visitantes. Para ela, a experiência tem sido enriquecedora: “A feira é maior do que esperávamos e estamos gostando muito. Queremos voltar na próxima edição, pois é uma feira grande e disputada.” A história da agroindústria mostra como a força da agricultura familiar encontra espaço em eventos de grande porte, como a Expodireto Cotrijal, valorizando produtos artesanais e aproximando produtores e consumidores.

Cooperativa de Liberato Salzano/RS realiza estreia

A Cooperativa CoopSalzano Sucos, de Liberato Salzano/RS, também participou pela primeira vez da Expodireto. A cooperativa nasceu com a compra de laranjas, reunindo apenas 20 associados. Hoje, já conta com 126, sendo que mais de 90 participam diretamente das negociações de frutas e insumos para abastecer a indústria.

Participando pela primeira vez, a cooperativa tinha expectativas modestas. No entanto, logo nos primeiros dias, o movimento surpreendeu. “O fluxo de pessoas e de negócios foi maior do que esperávamos, especialmente em comparação com feiras menores que já participamos”, avaliou Cleber Milan, tesoureiro da cooperativa.

Por isso, ele considera a experiência na Expodireto marcante. “A participação da CoopSalzano Sucos na Expodireto foi um divisor de águas em termos de conhecimento em feiras, estamos muito satisfeitos com o resultado”, ressaltou o tesoureiro, animado com a projeção conquistada.

Formalização

O expressivo número de estreantes está ligado à crescente formalização de empreendimentos com o Selo Sabor Gaúcho, que certifica os produtos originários da agricultura familiar do Rio Grande do Sul. Além disso, o setor observa maior interesse por feiras com produtos da agricultura familiar.

Diversidade

Para os consumidores que priorizam alimentos orgânicos, 18 expositores apresentaram certificações reconhecidas. O espaço também apresentou o tradicional artesanato gaúcho, através dos expositores que vieram de 119 municípios do Rio Grande do Sul, além de pães, massas, embutidos, laticínios, cucas, sucos, doces, cachaças, licores e drinks artesanais, atraindo grande público e valorizando a cultura rural. Entre os responsáveis pelos empreendimentos, destacaram-se 113 jovens e 97 mulheres e representantes de comunidades indígenas.

Organização

O Pavilhão da Agricultura Familiar é uma realização conjunta da Cotrijal, Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Emater/RS-Ascar, Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf-RS)e Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado do Rio Grande do Sul (SDR).





Source link

News

Leu esta? Operação apreende toneladas de defensivos agrícolas irregulares em Minas Gerais


defensivos agrícolas irregulares
Foto: Divulgação/Mapa

Uma operação de fiscalização apreendeu cerca de 28 toneladas de defensivos agrícolas com indícios de irregularidades no município de Patos de Minas, em Minas Gerais. A ação ocorreu na segunda (9) e terça-feira (10) durante a Operação Dólos, conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Os produtos estavam armazenados em um galpão clandestino e parte deles foi encontrada em galões sem rotulagem, o que levanta suspeitas de falsificação e comércio irregular. A operação teve como objetivo combater a circulação de defensivos ilegais e reforçar a segurança no uso de insumos agrícolas.

Além dos defensivos, os fiscais também localizaram outros insumos com indícios de irregularidades. Foram apreendidas aproximadamente 10,5 toneladas de sementes e 20,5 toneladas de fertilizantes no mesmo local.

A ação foi realizada de forma integrada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Instituto Mineiro de Agropecuária e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Segundo os órgãos envolvidos, a fiscalização é fundamental para combater o comércio ilegal e proteger a cadeia produtiva.

De acordo com os responsáveis pela operação, o uso de defensivos falsificados pode causar prejuízos às lavouras, contaminar solo e recursos hídricos e comprometer a credibilidade da produção agrícola. O estabelecimento foi interditado e autuado, e o prejuízo estimado aos envolvidos com os produtos apreendidos ultrapassa R$ 3,2 milhões.

O post Leu esta? Operação apreende toneladas de defensivos agrícolas irregulares em Minas Gerais apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link