quinta-feira, março 19, 2026

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Soja recua em Chicago no início de dezembro


A soja iniciou dezembro em queda no mercado internacional. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 28 de novembro a 4 de dezembro, “as cotações da soja recuaram, em Chicago, nestes primeiros dias de dezembro”. O primeiro mês cotado encerrou a quinta-feira (4) a US$ 11,19 por bushel, frente aos US$ 11,37 registrados em 28 de novembro.

A Ceema destaca que a média de novembro fechou em US$ 11,23, “ficando 8,6% acima da média de outubro”, desempenho atribuído ao retorno da China às compras de soja dos Estados Unidos em meio às negociações comerciais entre os dois países. Há um ano, a média mensal era de US$ 9,94 por bushel, o que, segundo a entidade, “confirma a recuperação de Chicago neste momento”.

No cenário global, o Brasil projeta colher entre 177 e 178 milhões de toneladas na safra 2025/26, mesmo com problemas climáticos em algumas regiões, como Centro-Oeste e Rio Grande do Sul. A Ceema afirma que “as margens internas são baixas no país”, o que limita o esmagamento, pressiona prêmios e mantém a comercialização lenta — cerca de 25% da nova safra havia sido vendida até o início de dezembro.

A Argentina exportou 12 milhões de toneladas em 2024/25, impulsionada pela demanda chinesa e pela redução temporária das retenciones. Apesar da expectativa de produção menor no próximo ciclo, estimada em 48,5 milhões de toneladas, o país deve seguir líder na exportação de farelo (30 milhões de toneladas) e óleo de soja (7 milhões de toneladas).

A China permanece como principal consumidora global, com previsão de importação de 112 milhões de toneladas em 2025/26. A Ceema observa, porém, que o país mantém “estoques de 44 milhões de toneladas, o que garante consumo para quatro meses”. Mesmo assim, parte das compras recentes dos Estados Unidos é vista como movimento político, já que “o produto estadunidense está mais caro que o brasileiro”.

Nos EUA, a produção chegou a 115,8 milhões de toneladas, número considerado menor que o esperado devido à redução da área plantada. As exportações terminaram o ciclo 2024/25 cerca de 7 milhões de toneladas abaixo do padrão, conforme dados da Hedgepoint Global Markets.

As vendas americanas para a China mostraram aceleração no fim do ano. Uma sétima carga foi enviada na semana anterior ao levantamento. Segundo o governo dos EUA, os chineses podem comprar 12 milhões de toneladas até o fim de 2025, mas ainda não houve confirmação. A Reuters informou que “os importadores chineses reservaram quase 2 milhões de toneladas de soja dos EUA no mês passado para embarque no ano comercial de 2025/26”, embora as compras confirmadas estejam abaixo dos volumes observados antes da guerra comercial.





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cálculo do ponto de equilíbrio exige atenção aos custos invisíveis da propriedade; entenda



O cálculo do ponto de equilíbrio na pecuária requer que o produtor analise não apenas os custos diretos, mas também os custos invisíveis, como depreciação e custo de oportunidade.

Segundo o zootecnista Gustavo Sartorello, dominar esses indicadores é essencial para determinar quanto custa produzir uma arroba com margem e evitar a deterioração do patrimônio da fazenda.

O custo de oportunidade, conforme explica Sartorello, representa a rentabilidade mínima que o capital investido em bens, animais e capital de giro poderia gerar se aplicado fora da atividade pecuária. Se a produção não gera, no mínimo, o que o capital renderia em um investimento seguro, o negócio está comprometendo o patrimônio do produtor.

Confira:

Custo total da arroba

Ignorar os custos invisíveis pode levar a uma visão distorcida do resultado real da atividade. O custo total verdadeiro da arroba é a soma de três componentes que, ao serem adicionados, podem elevar o custo para até R$ 328, em vez de R$ 230, como muitos acreditam. O que é considerado custo na planilha da fazenda poderia ser renda se o capital estivesse aplicado em outra área.

“O ato de cobrar o custo de oportunidade não é pessimismo, mas uma medida de proteção patrimonial”, afirma Sartorello. Ele destaca que o equilíbrio entre desembolso e desempenho é crucial, e que o gestor profissional deve usar indicadores para identificar onde há perda de resultado e onde é possível investir mais para aumentar a lucratividade.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Preços do pêssego oscilam entre regiões



Mosca-das-frutas preocupa produtores de pêssego



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (4), a colheita de pêssegos avançou em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com aumento da oferta e variações de preços conforme a localidade e o estágio das cultivares.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a Emater/RS-Ascar informou que “a oferta de frutas em mercados e fruteiras aumentou, com preços mais acessíveis”. Segundo o órgão, pêssegos e nectarinas estão em colheita, com agricultores em plena safra. Os frutos são comercializados tanto no Estado quanto nos mercados do Sudeste e Nordeste, com valores entre R$ 3,50 e R$ 6,00 por quilo, dependendo da variedade e do destino.

Em Pelotas, as cultivares precoces estão em pleno colhimento, com produção considerada adequada pelos técnicos. A variedade Citrino já teve toda a safra encerrada. A Emater/RS-Ascar destacou que “segue o controle e o monitoramento de mosca-das-frutas”, mas alertou que, em áreas onde não há rescaldo de colheita, a praga “tem se multiplicado e causado grandes preocupações”. Os preços na região são de R$ 2,10 por quilo para pêssegos tipo I e R$ 1,85 para tipo II, valores que, segundo produtores, estão abaixo do esperado. O informativo também registrou falta de caixaria disponibilizada pelas indústrias e demora na descarga das frutas.

Na região administrativa de Soledade, as variedades de ciclo intermediário estão em fase de colheita. A produção e a qualidade são consideradas adequadas nos cultivos que mantêm manejo apropriado. Apesar do tempo seco predominante, há presença significativa de podridão-parda, além do aumento da incidência de mosca-das-frutas. Técnicos reforçam que “o manejo preventivo e complementar é necessário para manter a qualidade dos frutos”.





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Pesquisadores desenvolvem método para combater ervas daninhas utilizando biomassa



A lignina Kraft, um dos principais subprodutos do processo de produção de celulose, já foi vista por décadas como um resíduo difícil de aproveitar. Descoberta no século XIX a partir do cozimento químico da madeira, a lignina apresenta características que a tornam um recurso estratégico. Dentre estas características estão a estabilidade química, resistência térmica, propriedades antioxidantes, capacidade de absorver luz UV, ação antibacteriana e antifúngica, além de ser biodegradável e substituir com eficiência insumos derivados do petróleo.

Ainda assim, a implementação do composto em escala industrial enfrenta desafios frente à complexidade e custos financeiros e ambientais associados ao processamento. Segundo o Inmetro, a menos de 2% da lignina produzida globalmente é aproveitada, a maior parte é descartada ou queimada para geração de energia.

É justamente diante desse cenário que pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) avançam com uma proposta de transformar lignina Kraft em ferramenta de combate a plantas daninhas. A equipe desenvolveu um método de fracionamento técnico da biomassa vegetal capaz de gerar nanomateriais a partir de suas diferentes frações químicas.

Esses nanomateriais atuam como carreadores de moléculas herbicidas, direcionando o produto com maior precisão para dentro das plantas sem a necessidade de aplicação excessiva. O processo já foi patenteado sob coordenação do professor Dr. Leonardo Fraceto, da Unesp Sorocaba, e representa um passo significativo para tornar a agricultura mais eficiente e ambientalmente responsável.

A tecnologia desenvolvida pelo INCT NanoAgro também se destaca por contribuir para a economia circular, pois valoriza um resíduo abundante e que é majoritariamente descartado. Em vez de ser descartada sem aproveitamento, como acontece com mais de 98% da lignina residual no mundo, as frações obtidas pelo novo processo desempenham um papel ativo no ciclo produtivo, retornando à cadeia industrial com alto valor agregado. Essa mudança de lógica favorece a redução de impactos ambientais e a criação de novos modelos de negócio, conectando indústria papeleira, setor químico e agronegócio.

Do ponto de vista ambiental, o uso de biomassa vegetal como base para nanomateriais herbicidas diminui a dependência de insumos derivados de petróleo, representando avanço significativo diante das pressões globais por descarbonização. A lignina Kraft possui características intrínsecas que ampliam a segurança de uso e minimizam riscos associados à contaminação de solo e água. Além disso, o nanomaterial permite que o herbicida seja transportado de forma mais direcionada, reduzindo perdas por deriva. Assim é diminuída a dispersão no ambiente, potencialmente reduzindo a dosagem necessária.

A inovação também dialoga com práticas agrícolas inteligentes e com o desafio crescente de controlar plantas daninhas de forma eficiente, sem aumentar a pressão sobre ecossistemas naturais. Ao permitir maior eficiência no direcionamento de moléculas herbicidas, a tecnologia ajuda a reduzir a aplicação excessiva diminuindo a contaminação por resíduos químicos em áreas produtivas. Em um cenário de intensificação agrícola, esse avanço tem impacto direto sobre a sustentabilidade de sistemas de cultivo e a longevidade do solo como recurso essencial.

Outro ponto relevante é o potencial de escalabilidade e adaptação da tecnologia. Por se basear em uma biomassa amplamente disponível, especialmente em países como o Brasil, onde o setor de celulose tem papel de destaque a solução tem forte aderência a cadeias produtivas nacionais. A convergência entre pesquisa científica e aproveitamento de resíduos cria condições para que o país se torne referência no desenvolvimento de insumos agrícolas seguros e sustentáveis.

Com isso, a proposta do INCT NanoAgro demonstra que inovação, ciência e sustentabilidade caminham juntas. Ao transformar um resíduo complexo em uma ferramenta tecnológica de alto desempenho, os pesquisadores reforçam a capacidade da ciência brasileira de propor soluções eficientes para desafios ambientais e agronômicos. “Nosso papel como INCT é comunicar à sociedade como essas pesquisas estão gerando resultados concretos e dialogar com quem pode transformar essas descobertas em produtos, especialmente as empresas do agronegócio”, conclui o professor Dr. Leonardo Fraceto.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Três toneladas de carne de galinha-d’angola são apreendidas em abatedouro clandestino


A Operação Tô Fraco, em referência ao som produzido por galinhas-d’angola, foi deflagrada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na última terça-feira (2).

Os fiscais localizaram um abatedouro clandestino da espécie em Apuiarés, no Ceará. O local fornecia carne para estabelecimentos de Fortaleza e até para outros estados.

Condições insalubres

abatedouro clandestino de galinhas-d'angola no Cearáabatedouro clandestino de galinhas-d'angola no Ceará
Foto: Divulgação

De acordo com os agentes, as aves eram abatidas em condições que desrespeitavam as exigências de bem-estar animal previstas na legislação e em ambiente higiênico-sanitário inadequado. Tais condições favorecem a contaminação e a disseminação de agentes causadores de toxinfecções e outras doenças transmitidas por alimentos.

Ao todo, mais de três toneladas de carne produzida no local foram apreendidas e inutilizadas. Os fiscais também identificaram o uso de corante artificial para alterar a coloração dos cortes e simular maior concentração de carotenoides, prática que induz o consumidor ao erro e mascara a real qualidade do produto.

Em Fortaleza, três estabelecimentos comerciais foram fiscalizados, e todos apresentavam produtos oriundos do abatedouro clandestino.

O Mapa reforça que carnes produzidas de forma clandestina representam sério risco à saúde pública. “Além de facilitarem a transmissão de patógenos, podem causar toxinfecções graves e até fatais. A pasta seguirá intensificando as ações de fiscalização para coibir práticas irregulares e proteger a população”, diz o Ministério, em nota.

A ação contou com a participação da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), da Secretaria da Saúde do Ceará (SESA) e da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS-CE).



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Quase 50% dos ambientes aquáticos está contaminado por lixo



“Sujos” ou “extremamente sujos”: estas são as classificações de 46% dos ambientes aquáticos do mundo. Um levantamento compilou e sistematizou dados de mais de 6 mil registros de contaminação por lixo em ambientes aquáticos de todos os continentes ao longo da última década.

Coordenado pelo pesquisador Ítalo Braga de Castro e liderado pelo doutorando Victor Vasques Ribeiro, do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (IMar-Unifesp), o estudo analisou artigos publicados entre 2013 e 2023.

Nesse sentido, a pesquisa calculou o nível de limpeza de rios, estuários, praias e manguezais com base no Clean-Coast Index (CCI), uma métrica internacional que quantifica a densidade de resíduos sólidos em ambientes costeiros.

Monitoramento eficiente, mas exige vigilância

O estudo apontou que há uma distribuição desigual do esforço de monitoramento. Nesse cenário, o Brasil se destaca, liderando o número de registros no período.

“Mas isso não garante que os ambientes monitorados apresentem boas condições e estejam limpos. Os resultados mostram que cerca de 30% dos ambientes costeiros brasileiros foram considerados sujos ou extremamente sujos de acordo com a escala CCI”, diz Castro.

Além disso, um dos casos mais críticos de contaminação se encontra em território brasileiro, e muito próximo da cidade de São Paulo, nos manguezais de Santos, que figuram entre os pontos mais contaminados do planeta.

Plástico e bitucas são maioria no lixo

A síntese mundial produzida pela equipe mostrou uma homogeneidade surpreendente na composição do lixo, independentemente de diferenças culturais, econômicas ou geográficas.

Plásticos e bitucas de cigarro correspondem a quase 80% dos resíduos encontrados globalmente. “São raríssimos os locais totalmente livres de lixo”, comenta o pesquisador.

Os plásticos representam 68% dos itens registrados. Seu predomínio é potencializado pela persistência no meio ambiente, pela fragmentação em micro e nanoplásticos e pelo transporte por correntes oceânicas a grandes distâncias.

As bitucas, responsáveis por 11% dos resíduos, liberam mais de 150 substâncias tóxicas que podem ser muito prejudiciais aos organismos aquáticos.

Proteção ambiental não é sinônimo de imunidade

O estudo confirmou, com dados quantitativos, o papel positivo desempenhado pelas áreas de proteção ambiental.

“Analisamos 445 áreas protegidas em 52 países. A conclusão é inequívoca: a proteção reduz a contaminação em até sete vezes. Cerca de metade das áreas protegidas investigadas foi classificada como ‘limpa’ ou ‘muito limpa’”, pondera Danilo Freitas Rangel, mestrando do IMar-Unifesp que participou da equipe de pesquisadores.

No entanto, o cientista completa que a preservação ambiental não é garantia de imunidade frente à crescente pressão humana.

A investigação também classificou 31% das áreas protegidas como “sujas” ou “extremamente sujas”, evidenciando que não estão efetivamente imunes à contaminação por lixo no mar.

‘Efeito de borda’ e padrão não linear

Um resultado mais sofisticado do trabalho é o chamado “efeito de borda” nas fronteiras das unidades de conservação. A equipe calculou a distância de cada ponto de amostragem até os limites das áreas protegidas, identificando um padrão: o lixo se acumula principalmente nas beiradas, evidenciando a influência direta das atividades humanas do entorno.

“Esse efeito é reforçado por pressões externas como turismo, urbanização próxima e transporte de resíduos por rios e correntes marinhas. A vulnerabilidade das bordas sugere a necessidade de políticas de amortecimento territorial, gestão integrada e fiscalização para além dos limites formais das unidades de conservação”, enfatiza Castro

O estudo também inovou ao cruzar dados de contaminação com indicadores socioeconômicos globais, utilizando o Global Gridded Relative Deprivation Index (GRDI) para estimar níveis de desenvolvimento em escala de um quilômetro quadrado.

No decorrer da pesquisa, o grupo observou um padrão não linear: em áreas não protegidas, a contaminação aumentou nos estágios iniciais de desenvolvimento econômico, mas ao atingir determinado patamar de infraestrutura e governança ambiental, a poluição reduz.

“Já dentro das áreas protegidas, o desenvolvimento tende a aumentar a contaminação – sinal de que investimentos em gestão e fiscalização ainda não acompanham a velocidade da atividade econômica”, finaliza Leonardo Lopes Costa, um dos autores do estudo.

De olho no futuro

O enfrentamento da contaminação por lixo, especialmente plástico, depende de ações integradas em toda a cadeia produtiva – desde redução da fabricação, passando por sistemas eficientes de coleta e reaproveitamento, até acordos multilaterais que evitem deslocamentos transfronteiriços de resíduos.

Ainda assim, sem mudanças estruturais na governança global do lixo, a crise só tende a se agravar. Neste contexto, um dos aspectos mais relevantes do estudo é sua utilidade direta nos processos internacionais em curso.

“Os resultados oferecem uma base científica inédita para subsidiar políticas públicas e negociações, como o Tratado Global do Plástico e o Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal”, argumenta Castro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de uva terá novo valor mínimo a partir de 2026



Governo reajusta preço mínimo da uva industrial para 2026



Foto: Arquivo Agrolink

O preço mínimo da uva industrial com 15º glucométricos terá reajuste de 6,5% a partir de 1º de janeiro de 2026. O valor para a safra de 2026 passa a ser de R$ 1,80 e será válido até 31 de dezembro do próximo ano nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. A definição consta na Portaria nº 867, publicada no Diário Oficial da União, após aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN) com base em proposta da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo a Conab, “a valorização do preço mínimo acompanha a alta dos custos variáveis de produção da fruta”. A companhia aponta que fertilizantes, tratores e colheitadeiras, agrotóxicos e mão de obra foram os itens que mais influenciaram o aumento dos custos, com participações de 6,2%, 11,8%, 13,4% e 21,2%, respectivamente. O órgão afirma que o novo valor “possibilita ao viticultor arcar ao menos com os custos variáveis da produção”, além de contribuir para a continuidade da atividade.

O mecanismo de preço mínimo, definido antes do início de cada safra, serve como referência para a decisão de plantio e como garantia de remuneração. O governo federal sinaliza, por meio da política, que poderá adquirir ou subvencionar produtos agrícolas caso o preço de mercado fique abaixo do estabelecido.





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Você viu? Cooperativa vai antecipar R$ 200 milhões em sobras aos cooperados



Com sede em Campo Mourão, no Paraná, a Coamo vai antecipar R$ 200 milhões em sobras aos cooperados no dia 10 de dezembro e mais R$ 63 milhões serão creditados no dia 8 de dezembro aos cooperados da Credicoamo, referentes aos juros ao capital social. Essa foi uma das notícias mais lidas da semana no site do Canal Rural.

“O valor do repasse da Coamo é cerca de 7,6% superior ao de 2024, quando foi de R$ 185,5 milhões, e o da Credicoamo é 40% superior ao repassado em 2024, quando foi de R$ 45 milhões”, disse em nota.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

“A Coamo fará a antecipação de R$ 0,70 por saca de soja, R$ 0,20 por milho, R$ 0,20 por trigo fixados até 30 de novembro e de 1,50% por insumos retirados até 30 de novembro. Sempre fizemos o pagamento antecipado desta sobra, que é um diferencial de uma cooperativa para uma empresa”, destacou o presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini.

Segundo ele, a aplicação financeira dos cooperados na Credicoamo rende 12% ao ano, desempenho superior à poupança em diversos períodos. Já o complemento das sobras da cooperativa será pago em fevereiro do ano que vem e da Credicoamo, no início de março.



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Operação apreende 2.200 frascos de remédio veterinário que seriam usados como droga


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, entre quarta e quinta (3 e 4) da Operação “Filling the Gap” para desarticular uma organização criminosa que atuava em todo o país desviando produtos veterinários à base de cetamina para uso como droga.

O esquema utilizava médicos veterinários cadastrados e estabelecimentos registrados no Mapa para conseguir a substância.

Foram cumpridos mandados de busca, apreensão e prisão no Paraná e em São Paulo, além de fiscalizações em estabelecimentos agropecuários e veterinários localizados em sete municípios: São José do Rio Preto, Indaiatuba, Campinas e Estiva Gerbi, todos em São Paulo; além de Belo Horizonte, em Minas Gerais; Várzea Grande, em Mato Grosso; e Macaé, no Rio de Janeiro.

Ao todo, foram apreendidos mais de 2.200 frascos de medicamentos à base de cetamina, anestésico de uso exclusivo veterinário, e outros 2.640 produtos de uso controlado.

De acordo com as investigações, realizada em parceria com as Polícias Civis do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso, as cetaminas seriam revendidas como droga recreativa, podendo atingir valor até quatro vezes superior ao preço original, gerando lucro ilícito aos envolvidos.

Segundo os cálculos dos agentes, as apreensões representaram um prejuízo estimado em mais de R$ 1,95 milhão aos infratores.

Além das medidas adotadas pelas autoridades policiais, todos os estabelecimentos envolvidos foram autuados e alguns tiveram a comercialização de produtos veterinários sujeitos ao controle especial suspensa.

O que é a cetamina?

operação apreende cetamina
Foto: Divulgação Mapa

A cetamina é um anestésico geral injetável amplamente utilizado na medicina veterinária. Classificada como substância sujeita a controle especial, sua aquisição e comercialização devem seguir rigorosamente os requisitos da Instrução Normativa SDA nº 35/2017.

“Apesar do controle, tem sido observada a compra desses produtos para desvio de uso como droga de abuso, especialmente em festas do tipo rave, danceterias e boates, com crescente adesão entre o público jovem”, destaca o Mapa, em nota.

A pasta ainda ressalta que o desvio de cetamina veterinária representa grave risco à saúde pública e à sociedade, pois, além de financiar outras atividades criminosas, o consumo indevido pode causar danos ao sistema urinário, convulsões e até morte.

Além disso, a substância também está associada à facilitação de abusos sexuais, sendo incluída na categoria de “droga para estupro”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores monitoram pragas em lavouras de mandioca



Frio e pragas influenciam lavouras de mandioca



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (4) apontou que a cultura da mandioca segue em fase de desenvolvimento nas regiões acompanhadas. Na área administrativa de Soledade, técnicos relatam que “houve ataque expressivo de formigas-cortadeiras”, o que exigiu monitoramento e manejo por parte dos produtores.

As noites frias registradas ainda em novembro também retardaram o desenvolvimento vegetativo das plantas. Segundo o boletim, continuam sendo realizados manejos e adubações em cobertura. Em Mato Leitão, o preço ao produtor varia entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por caixa de 22 quilos.

Na região de Santa Rosa, onde são cultivados 6.329 hectares de mandioca, a produtividade média inicial é estimada em 17 mil quilos por hectare. As lavouras apresentam bom desempenho, e os valores ao consumidor estão em R$ 6,00 por quilo com casca e R$ 8,00 por quilo na versão descascada.





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