sábado, março 14, 2026

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Pesquisadores criam índice para avaliar saúde do solo em manguezais


Manguezal replantado na foz do rio Cocó (CE)
Foto: Gabriel Nóbrega/Departamento de Ciências do Solo da Universidade Federal do Ceará

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um índice capaz de medir a saúde do solo de manguezais em diferentes estágios.

Aplicado em áreas degradadas, restauradas e preservadas, o índice revelou que manguezais saudáveis, incluindo os recuperados, provêm serviços ecossistêmicos próximos de sua capacidade máxima, enquanto os desmatados mantêm apenas uma pequena parte desse potencial.

Índice de Saúde do Solo (ISS)

O Índice de Saúde do Solo (ISS) varia em uma escala de 0 (pior) a 1 (melhor) e está descrito em artigo publicado na revista Scientific Reports. Ao traduzir processos complexos em uma métrica simples, a ferramenta pode apoiar gestores na definição de prioridades de conservação e restauração.

O índice foi construído a partir de um conjunto de variáveis que, de forma integrada, representam os principais processos físicos, químicos e biológicos responsáveis pelo funcionamento do solo no contexto em que ele está inserido.

Além disso, o ele incorpora atributos ligados à dinâmica do carbono (como textura do solo, teor de carbono orgânico e ferro pseudototal), à fixação de substâncias contaminantes (especialmente diferentes formas de minerais de ferro) e à ciclagem de nutrientes (incluindo indicadores biológicos baseados nas atividades enzimáticas de microrganismos do solo).

Em conjunto, essas variáveis viabilizam o estado funcional do solo e sua capacidade de sustentar serviços ecossistêmicos.

Alternativa

Com a busca por soluções baseadas na natureza para enfrentar a crise climática, os manguezais são uma alternativa para gerar ganhos ambientais e sociais. Além de importantes sumidouros e estocadores de carbono, sustentam a pesca e ajudam a conter a erosão costeira.

Ainda assim, estimativas indicam que entre 30% e 50% dos manguezais do mundo tenham sido perdidos nos últimos 50 anos, processo que pode ser acelerado pelas mudanças climáticas, com o aumento do nível do mar e maior frequência de eventos extremos, além de desmatamento e expansão urbana.

O Brasil tem a segunda maior área de mangue do planeta – cerca de 1,4 milhão de hectares ao longo da faixa costeira, ficando atrás apenas da Indonésia – e o mais extenso trecho contínuo, localizado entre o Amapá e o Maranhão. Uma ampla biodiversidade, com mais de 770 espécies de fauna e flora, confere a essas áreas destaque para a pesca.

Resultados

Ao ser aplicado no estuário do rio Cocó, no estado do Ceará, o ISS mostrou condições contrastantes do local, com recuperação em áreas restauradas e suas implicações para os serviços ecossistêmicos.

De acordo com os resultados, os manguezais maduros apresentaram os maiores valores de ISS (0,99 ± 0,03), enquanto os locais degradados, os menores (0,25 ± 0,01).

As regiões replantadas há nove e 13 anos tiveram valores intermediários (0,37 ± 0,01 e 0,52 ± 0,02, respectivamente), com um melhor desempenho das mais antigas, indicando assim uma recuperação gradual.

“Mesmo que o restabelecimento das funções do manguezal seja rápido, isso não pode ser usado como argumento para não proteger esse ambiente da degradação. Observada a retomada de alguns serviços ecossistêmicos, entre eles sequestro de carbono e ciclagem de nutrientes, outros, como a contenção de erosão costeira, demoram mais”, conclui Jimenez.

Florestas de carbono azul

Os mangues são chamados de “florestas de carbono azul” por sua característica de absorver grandes quantidades de CO da atmosfera e armazenar carbono orgânico no solo por décadas, mais eficientes do que florestas tropicais.

No entanto, as mudanças no uso da terra e a poluição ameaçam cada vez mais os solos de manguezais, comprometendo sua funcionalidade.

Segundo a iniciativa global Mangrove Breakthrough, que tem o objetivo de restaurar e conservar 15 milhões de hectares de manguezais em escala global até 2030, esses ecossistemas armazenam o equivalente a mais de 22 gigatoneladas de CO2.

A perda de apenas 1% dos manguezais remanescentes poderia levar ao correspondente a emissões anuais de 50 milhões de automóveis.

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Governo reconhece situação de emergência em 30 municípios


O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu nesta sexta-feira (13) a situação de emergência em 30 cidades afetadas por desastres. As cidades contempladas estão nos estados do Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. 

Com o reconhecimento da situação de emergência, as prefeituras podem solicitar recursos do governo federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros.

A situação de emergência foi reconhecida em razão de fortes chuvas que castigaram os municípios de Arataca, Cachoeira, Camacan, Medeiros Neto e Nova Ibiá, na Bahia; Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso; Rio Negro, no Mato Grosso do Sul;

O mesmo motivo levou ao reconhecimento da emergência em Argirita, Mato Verde, Padre Paraíso, Pescador, Santa Maria do Salto e Taparuba, em Minas Gerais; Belém e Rio Maria, no Pará; Jucati, em Pernambuco; Bom Jardim, Japeri e Natividade, no Rio de Janeiro; Maximiliano de Almeida, no Rio Grande do Sul; Imbituba, em Santa Catarina, e Canindé de São Francisco, em Sergipe. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Já as cidades de Eirunepé e Itamarati, no Amazonas, e Aperibé, no Rio de Janeiro, obtiveram o reconhecimento federal de situação de emergência por causa de inundações. A cidade de Estrela, no Rio Grande do Sul, teve o reconhecimento devido ao vendaval.

A seca a estiagem foi o motivo do reconhecimento da situação de emergência nos municípios de Mogeiro, na Paraíba, e São Francisco de Assis do Piauí, no Piauí, O município de Óbidos, no Pará, registrou erosão continental/boçorocas, e Dumont, em São Paulo, erosão continental/laminar.





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USDA e Conab sem surpresas? Mercado de soja segue de olho no conflito no Oriente Médio


Colheita de soja
Foto: Wenderson Araujo/Trilux

O agravamento do conflito no Oriente Médio e a consequente alta do petróleo voltaram a concentrar as atenções do mercado internacional de soja nesta semana. O cenário geopolítico acabou ofuscando a repercussão do novo relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e também da revisão da safra brasileira divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Com poucas mudanças relevantes nos números apresentados pelos dois órgãos, o mercado doméstico manteve postura cautelosa. Mesmo com a recuperação das cotações na Chicago Board of Trade (CBOT), produtores seguem concentrados no avanço dos trabalhos no campo e aguardam preços mais atrativos para fechar novos negócios.

Segundo o relatório de março do USDA, a safra norte-americana de soja 2025/26 foi mantida em 4,262 bilhões de bushels, o equivalente a cerca de 116 milhões de toneladas. A produtividade média segue estimada em 53 bushels por acre, repetindo as projeções divulgadas em fevereiro.

Os estoques finais dos Estados Unidos também permaneceram inalterados, projetados em 350 milhões de bushels, ou aproximadamente 9,53 milhões de toneladas. O número ficou ligeiramente acima da expectativa do mercado, que trabalhava com carryover de 343 milhões de bushels.

No quadro global, o USDA projetou a produção mundial de soja em 427,18 milhões de toneladas na temporada 2025/26, leve recuo frente às 428,18 milhões previstas no relatório anterior. Já os estoques finais globais foram estimados em 125,31 milhões de toneladas, pouco acima das expectativas do mercado.

Para o Brasil, o órgão norte-americano manteve a estimativa de produção em 180 milhões de toneladas para 2025/26. A safra da Argentina foi projetada em 48 milhões de toneladas, levemente abaixo da previsão anterior. Já as importações da China seguem estimadas em 112 milhões de toneladas no próximo ciclo.

Conab

No Brasil, a Conab também trouxe poucas alterações em relação ao levantamento anterior. A estatal estima produção de 177,847 milhões de toneladas na safra 2025/26, crescimento de 3,7% frente ao ciclo passado, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas.

A área cultivada deve alcançar 48,43 milhões de hectares, avanço de 2,3% em relação ao ano anterior. A produtividade média está projetada em 3.672 quilos por hectare, ligeiramente acima do rendimento registrado na temporada passada.

Mesmo com o quadro de oferta relativamente estável, o foco do mercado permanece voltado ao cenário internacional de energia. A valorização do petróleo tende a influenciar custos logísticos, combustíveis e o mercado de biocombustíveis, fatores que podem repercutir diretamente na dinâmica de preços da soja nas próximas semanas.

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Novo sistema portátil avalia teores de proteína e óleo de grãos moídos de milho e sorgo


NIR sistema portátil
Foto: Sandra Brito/ Embrapa

Cientistas da Embrapa Milho e Sorgo (MG) e da empresa Spectral Solutions desenvolveram um método portátil de avaliação da composição química de grãos moídos de milho e de sorgo.

A tecnologia utiliza a espectroscopia NIR, baseada na luz infravermelha, que além de não destruir as amostras, reduz os custos do processo, com segurança, higiene e eficiência.

O modelo de análise portátil, utiliza o MicroNIR, um equipamento com tamanho semelhante ao de uma caneta, e pode ser instalado para leitura diretamente em celulares, tablets ou outros dispositivos via bluetooth

O sistema utiliza sensores miniaturizados que mantêm a precisão em um formato compacto, possibilitando análises rápidas e em tempo real, sem necessidade de reagentes químicos. Com isso, facilita a tomada de decisão no campo, armazém ou indústria.

Nova solução para o setor

Foto: Flavio Tardin/Embrapa

O Sistema Portátil NIR de análise resulta da união entre o conhecimento químico, agronômico e a base de dados de cultivares de milho e de sorgo da Embrapa com a tecnologia de hardware e de software da empresa parceira.

“O objetivo foi criar modelos de calibração robustos que considerassem a diversidade do clima, do solo e de diferentes cultivares de milho e sorgo plantadas no Brasil, garantindo que o equipamento funcione com precisão em qualquer região do país”, relata a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo Maria Lúcia Simeone.

A motivação para o desenvolvimento dessa técnica foi pela necessidade de superar as limitações dos métodos laboratoriais tradicionais, mais lentos, caros e muitas vezes destrutivos.

“O setor agrícola precisava de uma solução capaz de garantir a qualidade nutricional do grão, baseada nos teores de proteína, de óleo e de amido, de forma instantânea para melhorar o armazenamento e o processamento”, diz a pesquisadora.

Precisão analítica e validação 

De acordo com o diretor-executivo da Spectral Solution, Luiz Felipe Aquino, o Sistema Portátil NIR já está disponível para as análises e garante maior precisão analítica, sendo capaz de mensurar elementos como proteína, óleo, fibra bruta, matéria mineral, amido e umidade.

De acordo com Maria Lúcia, a ferramenta promove uma impressão digital, em que a luz infravermelha incide sobre o grão moído e as ligações moleculares absorvem energia de formas específicas, gerando um espectro único para cada amostra.

“Em seguida ocorre o que chamamos de calibração multivariada, que traduzem esses sinais de luz em valores percentuais de proteínas, umidade e outros dados de qualidade dos grãos. Como esse espectro é complexo, são usados modelos matemáticos e estatísticos, compostos por algoritmos de calibração multivariada ou aprendizado profundo, que chamamos de deep learning”, complementa Maria Lúcia Simeone.

Segundo Aquino, a metodologia utilizada se igualou a métodos oficiais e permitiu validar o ativo como uma alternativa real à química úmida. Ele também diz que ao comparar os modelos obtidos com Sistema Portátil NIR e os métodos de referência da Associação de Químicos Analíticos Oficiais (AOAC, na sigla em inglês), não houve diferença estatística significativa entre os resultados.

Método sustentável

A tecnologia emprega os conceitos da “Química Verde” e da agricultura sustentável por vários motivos que impactam positivamente a sustentabilidade da cadeia produtiva e o meio ambiente.

“Ao contrário das análises químicas convencionais, o NIR trabalha com resíduo zero, ou seja, não utiliza reagentes químicos nem solventes tóxicos”, descreve o diretor-executivo.

Ele destaca ainda que o modelo promove a eficiência energética, com a redução do transporte de amostras para laboratórios distantes e agiliza os processos industriais, economizando energia.

“Além disso, reduz o desperdício porque permite identificar lotes fora do padrão precocemente, evitando que produtos de baixa qualidade estraguem ou contaminem processos maiores”, observa.

Benefícios no campo

milho
Foto: Sandra Brito/Embrapa

As perspectivas em relação ao uso do equipamento são evidentes. A pesquisadora Maria Lúcia afirma que o sistema promove uma otimização da lavoura e contribui para a decisão do melhor momento de colheita, baseada na maturação real, em termos de valores de umidade e amido, ou na possibilidade de segregar os grãos de maior valor proteico para nichos de mercado.

“Além disso, o preparo da amostra é mínimo. É preciso apenas fazer a moagem dos grãos, tornando a operação simples para funcionários da fazenda após um treinamento curto’, ela conta.

A pesquisadora ainda destaca que em termos econômicos, o retorno sobre investimento virá da economia com taxas de laboratórios externos, da redução do uso de reagentes, do acompanhamento da qualidade dos grãos e, principalmente, do ganho na negociação de lotes com qualidade comprovada na hora.

A expectativa é que a adoção do sistema promova agilidade na classificação dos lotes, pois os caminhões ficarão parados por menos tempo esperando os resultados de análises físico-químicas; melhore o ajuste na formulação de dietas animais, quando o sorgo e o milho forem destinados para silagem e ração, e aumentem a confiança entre comprador e vendedor.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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AgroNewsPolítica & Agro

vendas no Pavilhão da Agricultura Familiar superam expectativas de novos expositores


Durante os cinco dias de Expodireto, entre 9 e 13 de março, o Pavilhão da Agricultura Familiar recebeu grande movimentação de pessoas. O público encontrou novos produtos e expositores, assim como mercadorias e empreendimentos já tradicionais na feira. Para os 48 novos empreendimentos, os resultados alcançados superaram as expectativas.

“O Pavilhão da Agricultura Familiar é sempre um ponto de bastante fluxo de pessoas. E, neste ano, não tem sido diferente. […], confirma Vilmar Leitzke, assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo/RS e coordenador do espaço.

Assim como nos últimos anos, o público estava ávido por produtos com sabores diferenciados e lançamentos. “Tivemos um movimento muito interessante de pessoas buscando por novidades”, completa Leitzke.

Entre os destaques, estava o sabor erva-mate, com bolachas, refrigerantes e até sorvete com a erva típica do estado. Nesse sentido, o espaço também é oportunidade para as agroindústrias testarem e receberem avaliações imediatas de novos produtos.

Além disso, os expositores mais antigos podem compartilhar experiências com os mais novos, consolidando o pavilhão como um espaço de troca e aprendizado, onde muitos visitantes e expositores realizam compras, mas também buscam informações específicas, ideias e aprimoramentos de processos. “A participação em feiras de grande porte também promove conexões com novos consumidores e entre os próprios expositores”, explica Leitzke.

Pequena agroindústria conquista espaço na Expodireto

A produtora Edinéia Mazzucatto Canova, da agroindústria Família Canova, de Sarandi/RS, trouxe para a Expodireto Cotrijal o sabor autêntico do queijo colonial natural. A agroindústria familiar sempre sonhou em participar da feira, mas a produção limitada era um obstáculo. Neste ano, eles decidiram concorrer a uma vaga e foram selecionados. “Conseguimos produzir uma grande quantidade e as vendas estão boas”, contou Edinéia, animada com a receptividade do público.

O queijo, feito apenas com leite, coalho e sal, reflete a tradição e a simplicidade que conquista os visitantes. Para ela, a experiência tem sido enriquecedora: “A feira é maior do que esperávamos e estamos gostando muito. Queremos voltar na próxima edição, pois é uma feira grande e disputada.” A história da agroindústria mostra como a força da agricultura familiar encontra espaço em eventos de grande porte, como a Expodireto Cotrijal, valorizando produtos artesanais e aproximando produtores e consumidores.

Cooperativa de Liberato Salzano/RS realiza estreia

A Cooperativa CoopSalzano Sucos, de Liberato Salzano/RS, também participou pela primeira vez da Expodireto. A cooperativa nasceu com a compra de laranjas, reunindo apenas 20 associados. Hoje, já conta com 126, sendo que mais de 90 participam diretamente das negociações de frutas e insumos para abastecer a indústria.

Participando pela primeira vez, a cooperativa tinha expectativas modestas. No entanto, logo nos primeiros dias, o movimento surpreendeu. “O fluxo de pessoas e de negócios foi maior do que esperávamos, especialmente em comparação com feiras menores que já participamos”, avaliou Cleber Milan, tesoureiro da cooperativa.

Por isso, ele considera a experiência na Expodireto marcante. “A participação da CoopSalzano Sucos na Expodireto foi um divisor de águas em termos de conhecimento em feiras, estamos muito satisfeitos com o resultado”, ressaltou o tesoureiro, animado com a projeção conquistada.

Formalização

O expressivo número de estreantes está ligado à crescente formalização de empreendimentos com o Selo Sabor Gaúcho, que certifica os produtos originários da agricultura familiar do Rio Grande do Sul. Além disso, o setor observa maior interesse por feiras com produtos da agricultura familiar.

Diversidade

Para os consumidores que priorizam alimentos orgânicos, 18 expositores apresentaram certificações reconhecidas. O espaço também apresentou o tradicional artesanato gaúcho, através dos expositores que vieram de 119 municípios do Rio Grande do Sul, além de pães, massas, embutidos, laticínios, cucas, sucos, doces, cachaças, licores e drinks artesanais, atraindo grande público e valorizando a cultura rural. Entre os responsáveis pelos empreendimentos, destacaram-se 113 jovens e 97 mulheres e representantes de comunidades indígenas.

Organização

O Pavilhão da Agricultura Familiar é uma realização conjunta da Cotrijal, Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Emater/RS-Ascar, Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf-RS)e Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado do Rio Grande do Sul (SDR).





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Leu esta? Operação apreende toneladas de defensivos agrícolas irregulares em Minas Gerais


defensivos agrícolas irregulares
Foto: Divulgação/Mapa

Uma operação de fiscalização apreendeu cerca de 28 toneladas de defensivos agrícolas com indícios de irregularidades no município de Patos de Minas, em Minas Gerais. A ação ocorreu na segunda (9) e terça-feira (10) durante a Operação Dólos, conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Os produtos estavam armazenados em um galpão clandestino e parte deles foi encontrada em galões sem rotulagem, o que levanta suspeitas de falsificação e comércio irregular. A operação teve como objetivo combater a circulação de defensivos ilegais e reforçar a segurança no uso de insumos agrícolas.

Além dos defensivos, os fiscais também localizaram outros insumos com indícios de irregularidades. Foram apreendidas aproximadamente 10,5 toneladas de sementes e 20,5 toneladas de fertilizantes no mesmo local.

A ação foi realizada de forma integrada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Instituto Mineiro de Agropecuária e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Segundo os órgãos envolvidos, a fiscalização é fundamental para combater o comércio ilegal e proteger a cadeia produtiva.

De acordo com os responsáveis pela operação, o uso de defensivos falsificados pode causar prejuízos às lavouras, contaminar solo e recursos hídricos e comprometer a credibilidade da produção agrícola. O estabelecimento foi interditado e autuado, e o prejuízo estimado aos envolvidos com os produtos apreendidos ultrapassa R$ 3,2 milhões.

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Recuperação de pastagens pode quadruplicar produtividade da pecuária, apontam estudos


O período chuvoso é considerado um dos momentos mais estratégicos para pecuaristas que desejam recuperar ou melhorar a qualidade das pastagens. Com maior disponibilidade de água no solo, insumos como calcário e fertilizantes se dissolvem com mais facilidade, favorecendo a correção do solo e estimulando o crescimento das forrageiras.

Esse cenário cria condições ideais para o manejo das áreas de pasto e para a recuperação de áreas degradadas, um desafio ainda presente em grande parte das propriedades pecuárias do país.

Segundo a engenheira agrônoma e mestre em Produção de Ruminantes Letícia Vilela, instrutora do Senar Goiás em treinamentos sobre recuperação de pastagens, aproveitar as últimas chuvas é fundamental para melhorar o desempenho da atividade pecuária.

“A água ajuda na diluição e na ação de insumos como o calcário e os fertilizantes, favorecendo a correção do solo e o desenvolvimento do capim”, explica.

Recuperação de pastagens pode aumentar produtividade

Investir no manejo e na recuperação de pastagens pode trazer ganhos significativos para a pecuária. Estudos indicam que áreas recuperadas podem aumentar a produtividade em até quatro vezes.

Em sistemas bem manejados, a produção pode sair de cerca de cinco arrobas de carne por hectare ao ano para até 20 arrobas, dependendo das condições da propriedade.

O potencial de melhoria é elevado, principalmente porque grande parte das áreas utilizadas pela pecuária brasileira ainda apresenta algum nível de degradação.

Estimativas indicam que mais de 60% das pastagens do Brasil apresentam algum grau de degradação, o que reduz a capacidade de suporte do rebanho e limita a produtividade das propriedades.

Além do ganho produtivo, recuperar pastagens degradadas também pode ser mais econômico do que abrir novas áreas de produção. Estudos apontam que restaurar pastos pode custar até 72% menos do que expandir a produção por meio de desmatamento, além de contribuir para melhorar a fertilidade do solo e reduzir impactos ambientais.

Manejo do pastejo é uma das práticas mais eficientes

Entre as práticas mais simples e acessíveis para melhorar a qualidade das pastagens está o manejo adequado do pastejo.

Segundo Letícia Vilela, organizar melhor a permanência do gado nas áreas já pode trazer benefícios importantes para o desenvolvimento do capim.

“Uma ação que praticamente não tem custo para o produtor é fazer a alternância do gado entre os pastos. O animal permanece por um período em determinada área e depois é transferido para outra, permitindo que o capim descanse e se recupere”, afirma.

Esse sistema evita o sobrepastejo, situação em que o gado permanece por muito tempo na mesma área e compromete o desenvolvimento da pastagem.

A especialista explica que não existe um período fixo para essa troca, já que o tempo de recuperação depende do crescimento da forrageira.

“O pasto precisa ser pastejado e depois descansar. Não existe um número exato de dias para isso. O produtor deve observar o desenvolvimento do capim e permitir que ele atinja novamente a altura adequada antes de retornar com o gado”, orienta.

Divisão das áreas melhora aproveitamento do pasto

Outra estratégia importante para melhorar o manejo das pastagens é a divisão das áreas de pastejo.

Separar um pasto grande em áreas menores permite controlar melhor o tempo de permanência do gado e o período de descanso do capim.

De acordo com Letícia Vilela, a cerca elétrica pode ser uma alternativa eficiente e mais econômica para essa organização.

“Dividir o pasto ajuda muito no manejo. Uma área grande pode ser separada em partes menores, e a cerca elétrica é uma solução prática e mais barata do que a cerca fixa. Isso facilita o rodízio dos animais e melhora o aproveitamento da pastagem”, explica.

Correção do solo é etapa fundamental

A aplicação de calcário também é considerada uma prática essencial no processo de recuperação das pastagens.

Além de corrigir a acidez do solo, o insumo contribui para melhorar as condições de crescimento das plantas.

“O calcário não atua apenas na correção da acidez. Ele fornece cálcio e magnésio, melhora o enraizamento do capim, favorece a infiltração de água no solo e estimula a atividade de microrganismos importantes para a fertilidade”, destaca a agrônoma.

A recomendação é que a aplicação seja feita com base em análise de solo, que indica a quantidade correta do insumo a ser utilizada.

“Mesmo que os resultados não apareçam de forma imediata, aplicar calcário agora, aproveitando as últimas chuvas, ajuda a preparar o solo para que a pastagem responda melhor no próximo período chuvoso”, afirma.

Vedação de pastagens ajuda a garantir alimento no período seco

Outra prática recomendada pelos especialistas é a vedação de áreas de pastagem, especialmente em capins do gênero braquiária.

Nesse sistema, o produtor mantém determinada área sem pastejo por um período para formar uma reserva de forragem.

“O produtor pode vedar uma área e deixar o capim crescer. Quando ele atingir aproximadamente a altura do joelho e ainda houver algumas chuvas, é possível colocar o gado rapidamente para retirar apenas as pontas do capim e depois fechar novamente a área”, explica Letícia.

Essa prática ajuda a manter folhas verdes por mais tempo e garante uma pastagem de melhor qualidade para o período seco, quando a oferta de alimento tende a diminuir.

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Recuperação judicial no agro: agora ficou mais claro


dívida recuperação judicial agro
Foto: Pixabay

O agronegócio brasileiro sempre foi conhecido por sua capacidade de superar crises. Clima adverso, oscilações de preços internacionais, custos elevados de produção e juros altos fazem parte da rotina do produtor rural. Mas, nos últimos anos, um fenômeno relativamente novo começou a ganhar força no campo: o aumento expressivo dos pedidos de recuperação judicial.

Diante desse cenário, o Conselho Nacional de Justiça decidiu agir. O chamado Provimento nº 216 estabelece regras mais claras e uniformes para a recuperação judicial e a falência de produtores rurais em todo o país. Pode parecer um detalhe jurídico, mas na prática é uma mudança importante para quem produz, financia e investe no agronegócio.

Nos últimos anos, o que se viu foi uma verdadeira corrida ao Judiciário. Em muitas regiões do país, produtores passaram a recorrer à recuperação judicial como forma de reorganizar dívidas acumuladas após safras difíceis, queda de preços ou aumento dos custos financeiros. Até aí, nada de anormal. A recuperação judicial é um instrumento legítimo para empresas — e o produtor rural, quando exerce atividade empresarial, também pode recorrer a ele.

O problema é que, em meio a esse movimento, surgiram distorções. Decisões judiciais divergentes, interpretações diferentes da lei e, em alguns casos, o uso estratégico da recuperação judicial acabaram criando insegurança jurídica no mercado de crédito rural.

Bancos, cooperativas, tradings e fornecedores passaram a conviver com dúvidas importantes: quais dívidas realmente entram na recuperação? Quem de fato pode pedir esse tipo de proteção judicial? E quais são os critérios para que a Justiça aceite o pedido?

É justamente nesse ponto que o novo provimento do Conselho Nacional de Justiça tenta colocar ordem na casa.

A partir de agora, o produtor rural que quiser recorrer à recuperação judicial terá que comprovar de forma clara e documentada que exerce atividade empresarial no campo. Não basta apenas alegar dificuldades financeiras. Será necessário demonstrar histórico de atividade, organização contábil e transparência nas informações apresentadas ao Judiciário.

Além disso, o juiz poderá determinar uma verificação prévia da situação da propriedade e da atividade rural antes mesmo de aceitar o processamento da recuperação. Essa etapa funciona como uma espécie de filtro, evitando pedidos frágeis ou inconsistentes.

Outro ponto importante é a delimitação das dívidas que podem ou não entrar no processo de recuperação. Alguns instrumentos muito utilizados no financiamento da produção agrícola passam a ter tratamento mais definido, reduzindo disputas judiciais que vinham se multiplicando.

O objetivo é preservar o produtor que realmente precisa reorganizar suas finanças, mas evitar que a recuperação judicial se transforme em um atalho para suspender obrigações assumidas no mercado.

É importante deixar claro que recuperação judicial não é perdão de dívida. Trata-se de um processo de reorganização financeira supervisionado pela Justiça, que exige negociação com credores e apresentação de um plano realista de pagamento.

Para o produtor rural, a principal mensagem é : organização financeira e gestão profissional passaram a ser ainda mais essenciais. O agro brasileiro cresceu, se sofisticou e se integrou aos mercados globais. Naturalmente, isso também exige mais disciplina na forma de administrar riscos e compromissos financeiros.

O Provimento 216 não resolve os problemas de endividamento do setor — que, em muitos casos, estão ligados ao custo do crédito e às oscilações do mercado agrícola. Mas ele traz algo fundamental para qualquer atividade econômica: previsibilidade jurídica.

E previsibilidade, no campo ou na cidade, é sempre um ativo valioso.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Clima no radar do sojicultor: informação meteorológica ganha peso nas decisões no campo


Freepik

O clima segue como um dos principais fatores de atenção para o produtor rural brasileiro. No novo episódio do podcast Soja Brasil, o meteorologista Arthur Müller explicou como as condições climáticas atuais e as tendências para os próximos meses podem impactar diretamente o planejamento da próxima safra de soja.

Segundo Müller, o fenômeno climático conhecido como El Niño-Oscilação Sul passa por um momento de transição. Após um período marcado pela presença de La Niña, que já apresenta sinais de enfraquecimento, a tendência é de neutralidade climática no outono. No entanto, o rápido aquecimento das águas do Pacífico Equatorial indica a possibilidade de retorno do El Niño ainda entre o fim do outono e o inverno, o que pode influenciar diretamente a safra 2026/27.

O meteorologista destaca que os impactos do clima variam bastante entre as regiões produtoras do país. Enquanto áreas do Sudeste e do Centro-Oeste registram excesso de chuvas, dificultando a colheita em alguns locais, regiões do Sul enfrentam períodos de restrição hídrica. Essa variabilidade ocorre porque o Brasil possui dimensão continental, o que faz com que diferentes sistemas climáticos atuem simultaneamente sobre as lavouras.

De acordo com Müller, acompanhar previsões meteorológicas de curto, médio e longo prazo pode ajudar o produtor a reduzir riscos na tomada de decisões. Embora não seja possível prever com precisão o dia exato em que as chuvas começam meses à frente, análises climáticas permitem identificar tendências, como atrasos no início da estação chuvosa ou períodos de calor intenso que podem comprometer o plantio.

Diante desse cenário, o especialista reforça que a informação climática deixou de ser apenas uma curiosidade para se tornar uma ferramenta estratégica dentro do agronegócio. Para ele, o clima é um dos principais motores da produção agrícola: sem condições favoráveis no campo, o produtor não consegue garantir colheita nem aproveitar oportunidades de mercado.

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26ª Expodireto Cotrijal reafirma protagonismo como movimento de valorização do agro


A Expodireto Cotrijal de 2026 chega ao fim nesta sexta-feira, 13 de março, em Não-Me-Toque/RS, reafirmando a robustez, a persistência e o protagonismo do agronegócio gaúcho. A feira apresentou inovações, tecnologias e lançamentos. Além disso, ao longo da semana, promoveu eventos já consolidados, assim como fóruns e eventos inéditos, debatendo o futuro do setor.

“A Expodireto Cotrijal é um porto seguro onde o produtor busca informações e encontra formas de se manter na atividade, produzindo com qualidade e sustentabilidade, para que tenhamos um mundo cada vez melhor. Portanto, eu acredito muito em todo o processo produtivo e saio daqui, enquanto produtor, muito feliz por tudo aquilo que eu vi, pelas novas tecnologias, pelas novas oportunidades e também com um conhecimento maior sobre o que existe de mais moderno no mundo para o agronegócio”, avalia o presidente da Expodireto Cotrijal, Nei César Manica.

Ao todo, o parque de 130 hectares contou com 613 expositores, incluindo as áreas de máquinas e equipamentos, produção vegetal, produção animal, instituições financeiras e de pesquisa. No Pavilhão da Agricultura Familiar, 224 empreendimentos apresentaram ao público produtos tradicionais e lançamentos. A Arena Agrodigital reuniu mais de 30 empresas, startups e hubs de inovação, apresentando as principais tecnologias e novidades para o agronegócio.

Entre os eventos, os tradicionais fóruns voltados às culturas agrícolas e à pecuária debateram as melhores práticas para produção e oportunidades de mercado. Pela primeira vez na Expodireto Cotrijal, o 1º Fórum de Seguros da Cooperativa Central de Serviços Agropecuários (CCSA) e a Abertura Nacional da Semeadura da Canola apresentaram novas perspectivas para o agronegócio. O cooperativismo também esteve em foco nos eventos promovidos pela Cotrijal para jovens, mulheres e crianças.

A organização também anunciou a data da próxima edição da feira, que será realizada de 8 a 12 de março de 2027, em Não-Me-Toque/RS. “Mesmo num período tão difícil do agro gaúcho e brasileiro, nós registramos grande presença dos produtores rurais, mostrando que o agricultor é resiliente, que ele faz a sua parte, trabalha e se dedica. Mesmo sofrendo com intempéries climáticas, o nosso agricultor acredita no campo e na sua atividade”, ressaltou o vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder.

Reivindicações

Entre as principais discussões realizadas na 26ª Expodireto Cotrijal, estiveram a demanda por seguro agrícola acessível, renegociação de dívidas e medidas que assegurem condições para a permanência no campo. “O objetivo principal da Expodireto, além de mostrar tecnologia, inovação e oportunidades, é aproximar cada vez mais o produtor da nossa cooperativa, da cadeia do agronegócio e do cooperativismo como um todo. Desta forma, saímos daqui fortalecidos, buscando alternativas para as demandas do nosso produtor”, avalia o presidente Nei César Manica.

O vice-presidente Enio Schroeder lembrou da histórica atuação da feira e da cooperativa em favor dos produtores rurais. “A Expodireto sempre se destacou por dar oportunidade para aqueles que precisavam ter voz. E nós fizemos isso nesta edição novamente. Todos que vieram estão satisfeitos com o que viram, com o que foi discutido e com o acolhimento que receberam”, garante o vice-presidente Enio Schroeder.

Famílias na feira

Mais do que apenas uma feira de negócios e de busca por conhecimento, a Expodireto Cotrijal se caracteriza pela grande presença de famílias no Parque de Exposição, especialmente no Pavilhão da Agricultura Familiar e no Espaço da Natureza.

O casal Dorli Merotto e Calani Tiepo, de Água Santa/RS, trouxe a pequena Olívia, de 3 anos, para passear nos estandes. “Aproveitamos para olhar tudo, mas o que chamou mesmo atenção foi a tecnologia. Todo ano tem algo novo e precisamos nos atualizar”, afirma Merotto, que é engenheiro agrônomo e produtor de leite.

Quem também aprovou esta edição da feira foi o casal Francieli Vescovi e Celso João Herth, de Carazinho/RS. “Apesar de não atuarmos no agro, costumamos visitar a Expodireto todos os anos porque gostamos de ver os caminhões e os tratores. E, claro, sempre aproveitamos para passar no Pavilhão da Agricultura Familiar porque o preço dos produtos é muito bom”, comenta Francieli.

“O movimento de quem acredita no campo”

Em 2026, a Expodireto Cotrijal promoveu a campanha “O movimento de quem acredita no campo”, que evidencia a feira como um sistema em transformação, sempre evoluindo e alcançando novos patamares, sem se distanciar dos objetivos, valores e ideais que basearam sua fundação. A campanha ressaltou a determinação de quem acredita no campo, mesmo diante de desafios, incertezas e adversidades.





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