sexta-feira, março 13, 2026

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Safra recorde de soja em Mato Grosso ultrapassa 50 milhões de toneladas


A safra 2024/25 de soja em Mato Grosso foi consolidada com números históricos, segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Com 12,80 milhões de hectares cultivados — alta de 3,47% em relação ao ciclo anterior —, o Estado atingiu uma produção de 50,89 milhões de toneladas, um crescimento expressivo de 31,50% na comparação com 2023/24.

Produtividade impulsiona desempenho

O salto na produtividade foi o principal fator para o desempenho recorde. A média estadual alcançou 66,29 sacas por hectare, uma alta de 27,09%, favorecida por condições climáticas positivas durante o ciclo. O resultado consolida Mato Grosso como líder absoluto na produção nacional de soja.

Preço em queda e impacto dos estoques

Apesar da safra robusta, o preço médio da soja disponível encerrou 2025 em R$ 113,01 por saca, queda de 3,30% frente ao ano anterior. Segundo o Imea, o recuo reflete os estoques elevados, que pressionaram as cotações mesmo com o bom ritmo de escoamento.

Exportações em alta

Até novembro de 2025, 31,11 milhões de toneladas de soja foram exportadas, o que representa um crescimento de 26,26% em relação ao mesmo período de 2024. A projeção do Imea para o total exportado no ano é de 31,40 milhões de toneladas, aumento de 26,97% na comparação anual.

VBP da soja se aproxima de R$ 94 bilhões

Com maior volume e produtividade, o Valor Bruto da Produção (VBP) da soja em Mato Grosso teve um incremento de 27,90% em 2025, chegando à projeção de R$ 93,98 bilhões. O indicador reforça a importância estratégica da oleaginosa para a economia estadual e nacional.





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JBS anuncia investimento de R$ 140 milhões para modernizar usinas e ampliar produção de biodiesel


JBS dupla listagem
Foto: divulgação

A Biopower, empresa da JBS Novos Negócios especializada na produção de biodiesel, anunciou um investimento de R$ 140 milhões em modernização e inovação tecnológica de suas três usinas, localizadas em Lins (SP), Campo Verde (MT) e Mafra (SC). O aporte é o maior realizado pela companhia desde a inauguração da unidade catarinense, em 2021, e prepara a empresa para um novo ciclo de crescimento no setor de biocombustíveis.

Com os investimentos, a Biopower projeta atingir um volume recorde de produção superior a 650 milhões de litros de biodiesel em 2025, reforçando seu papel estratégico na transição energética brasileira.

Entre as principais inovações está a implementação da tecnologia de esterificação enzimática, um processo que substitui catalisadores químicos por enzimas de alta eficiência. A tecnologia permite ganhos de produtividade, maior flexibilidade no uso de matérias-primas, como sebo bovino e óleo de cozinha usado , e a conversão de subprodutos, antes comercializados separadamente, em biodiesel. A implantação do projeto começa ainda este ano, com conclusão prevista para meados de 2026.

Segundo Alexandre Pereira, diretor da Biopower, a modernização fortalece a competitividade da empresa em um mercado em expansão. “Investimos para aprimorar um produto que já tem reconhecimento de excelência e para manter a empresa na vanguarda do setor. Essa inovação amplia nossa eficiência e elasticidade produtiva, garantindo capacidade para atender a uma demanda crescente por biodiesel”, afirma.

O anúncio ocorre em um momento simbólico para a companhia. Recentemente, a unidade de Mafra alcançou a marca de 1 bilhão de litros de biodiesel produzidos.

Demanda em alta e transição energética

O investimento acompanha o avanço do mercado de biocombustíveis no Brasil, impulsionado pela legislação que prevê o aumento gradual da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil, passando dos atuais 15% para 20% (B20) até 2030. Em 18 anos de operação, a Biopower já produziu mais de 4 bilhões de litros de biodiesel, evitando a emissão de cerca de 9 milhões de toneladas de CO₂.

Além do mercado rodoviário, a empresa também se posiciona para atender à crescente demanda por soluções de descarbonização no transporte marítimo. As metas da Organização Marítima Internacional (IMO), que busca emissões líquidas zero até 2050, abrem espaço para o uso de biocombustíveis. O biodiesel surge como uma alternativa imediata ao diesel naval, sem necessidade de adaptação das embarcações e com desempenho e custo competitivos.

Certificações e economia circular

A Biopower possui certificações internacionais de sustentabilidade e rastreabilidade, como o selo ISCC (International Sustainability and Carbon Certification), exigido pelo mercado europeu, e a certificação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).

A empresa também é destaque no modelo de economia circular adotado pela JBS. Atualmente, cerca de 99% de cada bovino processado pela companhia é aproveitado, índice que chega a quase 95% em aves e suínos. Esse reaproveitamento gera valor, reduz impactos ambientais e fortalece economias regionais. As três unidades da Biopower operam 24 horas por dia e empregam cerca de 300 colaboradores diretos.

Para Alexandre Pereira, a inovação tecnológica caminha junto com o capital humano. “A tecnologia é essencial, mas a inovação nasce das pessoas. Nosso time é capaz de criar, melhorar processos e superar desafios, o que nos permitiu ser pioneiros no uso de diferentes matérias-primas. Esse conhecimento é nosso maior diferencial”, destaca.

Biopower em números

  • 3 usinas: Lins (SP), Campo Verde (MT) e Mafra (SC)
  • 5ª maior capacidade produtiva do Brasil: mais de 900 milhões de litros/ano
  • Produção estimada em 2025: mais de 650 milhões de litros
  • Presença nacional: entregas em mais de 22 estados

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China pretende reduzir tarifas de importação sobre centenas de produtos a partir de 2026


mercado da China
Foto: Pixabay

A China aplicará tarifas provisórias de importação abaixo do nível de nação mais favorecida para 935 produtos a partir de 1º de janeiro de 2026, em uma tentativa de ampliar a oferta de bens de alta qualidade no mercado interno, informou a agência estatal chinesa Xinhua nesta segunda-feira (29).

Importações que fortaleçam a autossuficiência tecnológica do país, apoiem a transição para uma economia mais verde e melhorem o bem-estar da população terão tarifas reduzidas, afirmou a Xinhua, citando decisão da Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado.

Entre os produtos contemplados estão materiais avançados, recursos verdes e bens médicos, como itens usados em manufatura de ponta, baterias de íon-lítio e equipamentos de saúde.

A comissão também determinou o fim das tarifas provisórias sobre itens como micromotores, máquinas de impressão e ácido sulfúrico, retomando as alíquotas de nação mais favorecida, acrescentou a Xinhua.

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Selic se mantém estável para 2026 no último Boletim Focus do ano; confira


Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

A previsão do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) se manteve estável em 12,25% para 2026 no último Boletim Focus do ano, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC).

A estimativa é divulgada semanalmente pela instituição com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027 e 2028, as previsões também se mantiveram em 10,50% e 9,75%, respectivamente.

Expectativa para o IPCA

Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – caiu de 4,33% para 4,32% em 2025.

Para 2026, a projeção também caiu para 4,05%, enquanto para 2027, a estimativa permaneceu em 3,80%. Já a previsão para 2028 continuou em 3,50%.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano se manteve em 2,26%, mesma projeção da semana anterior.

Para 2026, a expectativa para o PIB ficou em 1,80% pela terceira semana em sequência. Para 2027, a projeção caiu de 1,81% para 1,80% em uma semana, enquanto para 2028, continuou em 2% (há 94 semanas).

Já a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,44 para o fim deste ano. No fim de 2026 e 2027, estima-se que a moeda norte americana fique em R$ 5,50, enquanto para 2028, a estimativa é de que o dólar fique em R$ 5,52.

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Você viu? Frango vencido há 8 anos é apreendido pelo Ministério Público em armazém


frango vencido e fiscalização de mercado no Rio Grande do Sul
Foto: Divulgação/MPRS

Uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apreendeu 675 quilos de alimentos e bebidas impróprios para consumo no início de outubro deste ano, no município de Alecrim, na região noroeste do estado. Entre os itens recolhidos, chamou atenção um frango com validade vencida há oito anos.

O caso ganhou ampla repercussão e o conteúdo, publicado no site do Canal Rural logo após a operação, figurou entre os mais lidos de 2025.

O mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência de um comerciante, onde os produtos eram armazenados de forma irregular em um imóvel anexo ao mercado de sua propriedade. Segundo o MPRS, os alimentos e bebidas estavam sem comprovação de origem, fora dos padrões sanitários exigidos pela legislação.

Durante a fiscalização, foram apreendidos diversos itens, como vinho, cachaça, banha, ovos, mel, queijo, feijão, leite e carne, todos considerados impróprios para consumo. Os fiscais também recolheram unidades de álcool cuja venda é proibida e medicamentos vencidos, cuja comercialização é ilegal.

Continuidade de operação no município

A ação integra uma operação mais ampla conduzida pelo MPRS no município de Alecrim. Dias antes, as equipes já haviam cumprido nove mandados de busca e apreensão na mesma cidade, dando início às investigações.

Somadas, as ações resultaram na apreensão de cerca de 25 toneladas de produtos impróprios para consumo, incluindo 14 toneladas de bebidas irregulares, sem procedência, com rótulos adulterados ou com prazo de validade vencido.

Trabalho integrado de fiscalização

A operação contou com a atuação conjunta de diferentes órgãos. Participaram servidores da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Porto Alegre, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRS), da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, da Secretaria Estadual da Saúde e da Patrulha Ambiental da Brigada Militar.

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Eleições, juros altos e clima extremo são os principais desafios do agro em 2026


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Toda vez que um ano eleitoral se aproxima, eu costumo ouvir a mesma pergunta no campo, na indústria e nos mercados: “Vai ser um ano bom ou ruim?” A resposta nunca é simples, e em 2026, menos ainda.

O que dá para afirmar, com segurança, é que não será um ano tranquilo. Nem no Brasil, nem fora dele. O mundo ainda tenta digerir os excessos da expansão monetária dos últimos anos, os juros seguem elevados em termos históricos, o crescimento global patina e o sistema financeiro opera sob tensão. Aqui dentro, somam-se as eleições, que sempre trazem volatilidade, ruído e decisões que nem sempre obedecem à lógica econômica.

Maílson da Nóbrega resumiu bem o cenário ao afirmar que 2026 será um ano de volatilidade. Concordo. E acrescento: não será apenas volatilidade de mercado, mas de expectativas. Promessas de um lado, cautela do outro, e um pós-eleição que já nasce pressionado por um quadro fiscal apertado.

Como se política, juros e câmbio não bastassem, há ainda um fator que o produtor conhece de perto: o clima. Eventos extremos, chuvas irregulares e períodos mais longos de estresse hídrico aumentam a imprevisibilidade da produção e reforçam a necessidade de planejamento mais conservador.

Mais do que tentar adivinhar para onde vão juros, câmbio ou preços, a pergunta correta para o agro é outra: como atravessar 2026 sem perder o controle do negócio?

Da porteira para dentro: menos emoção, mais método

Para o produtor rural, 2026 não será um ano para decisões impulsivas. Discursos otimistas sempre surgem em anos eleitorais, mas o custo do dinheiro segue alto e a volatilidade pode engolir margens rapidamente.

O foco precisa estar em controle de custos, produtividade real e preservação de caixa. Investir só onde o retorno é claro. Evitar alavancagem excessiva. E entender que travar preços quando a margem aparece não é perder oportunidade, é garantir sobrevivência.

2026 não será o ano de acertar o melhor momento do mercado. Será o ano de errar menos.

Da porteira para fora: crescer sem margem é armadilha

Na agroindústria, o cuidado precisa ser redobrado. Estímulos ao consumo e expectativas políticas costumam criar uma falsa sensação de crescimento. O risco está em confundir volume com resultado.

Com juros ainda elevados e câmbio sujeito a solavancos, crescer sem margem é receita conhecida para problemas de caixa. A indústria que atravessa bem ciclos como esse é aquela que trabalha com contratos bem amarrados, estoques ajustados e disciplina financeira.

Mais do que expandir, 2026 exigirá eficiência.

Exportações: essenciais, mas não blindadas

O agronegócio seguirá sendo a grande âncora externa do Brasil. As exportações continuarão fundamentais, mas é um erro achar que isso garante tranquilidade automática.

O cenário global segue frágil, com crescimento limitado e alta sensibilidade a juros e conflitos comerciais. Os preços podem oscilar com força ao longo do ano, e o câmbio brasileiro tende a reagir a qualquer ruído político.

Para o exportador não dá para operar contando com um único cenário. O hedge cambial deixa de ser sofisticação e passa a ser ferramenta básica. Diversificar mercados, cuidar da logística e proteger margem será tão importante quanto produzir bem.

2026 será vencido por quem for disciplinado

Não se trata de pessimismo. É realismo. 2026 não premiará quem apostar alto esperando um cenário perfeito. Vai premiar quem fizer o básico muito bem feito.

Produtores com custos sob controle e dívida administrável terão mais resiliência. Indústrias que priorizarem eficiência atravessarão o ano com menos sustos. Exportadores que entenderem que volatilidade é regra e não exceção estarão mais preparados.

Em anos como 2026, o agro não vence tentando adivinhar o futuro. Vence fazendo bem o dever de casa, todos os dias.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Pesca artesanal ganha selo oficial de identificação de origem; saiba mais


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), instituiu o Selo Pesca Artesanal do Brasil – Identificação de Origem. A medida foi oficializada pela Portaria Interministerial nº 14, de 23 de dezembro de 2025.

O selo tem como objetivo identificar o pescado oriundo da pesca artesanal e ampliar o acesso desses produtos aos mercados consumidores. A iniciativa também busca reconhecer o trabalho de pescadoras e pescadores artesanais em diferentes regiões do país.

Segundo o secretário de Territórios e Sistemas Produtivos Tradicionais do MDA, Edmilton Cerqueira, a criação do selo integra ações voltadas à identificação de origem. “Essa iniciativa faz parte da estratégia de identificação de origem e valorização de produtos oriundos dos diversos segmentos de Povos e Comunidades Tradicionais”, afirmou.

Quem pode solicitar o selo

Podem solicitar o Selo Pesca Artesanal do Brasil pescadoras e pescadores artesanais inscritos no Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) do MDA e no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), na categoria de Pescador ou Pescadora Profissional Artesanal, com licença ativa ou deferida emitida pelo MPA.

A portaria também permite que associações, cooperativas e outras formas coletivas de organização que produzam ou comercializem pescado artesanal solicitem o selo. Nesse caso, ao menos 50% dos integrantes da diretoria devem possuir RGP ativo.

A definição de pesca artesanal segue a Lei nº 11.959, de 19 de junho de 2009, que considera a atividade aquela praticada diretamente por pescador profissional, de forma autônoma ou em regime de economia familiar, com meios próprios de produção ou contrato de parceria, utilizando embarcações de pequeno porte.

Os pescadores artesanais também estão enquadrados na Lei da Agricultura Familiar (Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006), o que garante acesso a políticas públicas destinadas ao segmento.

Valorização e acesso a mercados

De acordo com o coordenador-geral de Inclusão Produtiva e Etnodesenvolvimento Quilombola e de Povos e Comunidades Tradicionais da SETEQ, Ernando Pinto, o selo tem impacto direto no reconhecimento dos produtos da pesca artesanal.

“O Selo será um divisor de águas no fortalecimento das mulheres pescadoras e de organizações de pescadores artesanais no Brasil, trazendo o reconhecimento dos produtos da pesca, como peixes, lagosta, camarão e outros. Além disso, vai trazer mais espaço nos mercados para os produtos oriundos da pesca artesanal”, disse.

A concessão do Selo Pesca Artesanal do Brasil está vinculada à emissão do Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf). O pedido deve ser feito por meio do site Vitrine da Agricultura Familiar.

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Temporais devem atingir boa parte do país nesta segunda-feira


chuva, temporal, raios, tempestade
Foto: Motion Array

As instabilidades atmosféricas seguem atuando com força nesta segunda-feira (29), provocando chuva em diversas regiões do Brasil. No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, há risco de temporais, enquanto o calor continua predominando em grande parte do país.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

No Rio Grande do Sul, a segunda-feira começa com chuva na metade sul do estado. Ao longo do dia, as instabilidades avançam para a metade norte, favorecidas pelo calor e pela umidade. Há previsão de chuva moderada a forte no sudoeste, na região central e na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPOA).

No oeste e na metade norte do Rio Grande ddo Sul assim como em Santa Catarina e no Paraná, o risco é de temporais. No leste catarinense e paranaense, a situação é de perigo, com chance de volumes elevados de chuva.

As temperaturas seguem altas na maior parte da Região Sul, mas o dia deve ser mais ameno entre a Serra Gaúcha, a Serra Catarinense e áreas do norte do Rio Grande do Sul.

Sudeste

No Sudeste, o tempo permanece mais estável durante a madrugada em grande parte do estado de São Paulo. Pela manhã, há chance de chuva no Triângulo Mineiro, no sul de Minas Gerais, além de áreas do sul, nordeste e interior paulista.

Com a passagem de uma frente fria mais fraca pelo litoral e a atuação de ventos que mantêm o fluxo de calor e umidade, as pancadas de chuva ganham força ao longo do dia. Há risco de temporais em grande parte de São Paulo e no sul de Minas Gerais.

Na metade sul do Rio de Janeiro, a chuva pode ocorrer de forma moderada a forte, enquanto em áreas do Espírito Santo, do norte fluminense e de grande parte de Minas Gerais, o tempo segue mais firme.

No sul paulista, as temperaturas ficam um pouco mais baixas em relação aos últimos dias, mas ainda faz calor. No restante da região, os termômetros continuam elevados. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h podem ocorrer no norte do Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo.

Centro-Oeste

Enquanto no Centro-Oeste, a presença de uma área de baixa pressão no Paraguai, aliada ao calor e à umidade, favorece o retorno das chuvas de forma mais generalizada.

No norte de Mato Grosso, a chuva ocorre desde as primeiras horas do dia e se espalha ao longo da manhã. Em Mato Grosso do Sul, as instabilidades avançam principalmente a partir da tarde, com risco de temporais no sul, sudeste e leste do estado. Até a noite, a tendência é de diminuição das instabilidades em grande parte da região.

Nordeste

Já no Nordeste, a chuva ganha força no Maranhão e no sul do Piauí, com precipitações de moderada a forte intensidade. Nas demais áreas do Piauí, as pancadas ocorrem de forma mais isolada. No sul, norte e interior do Ceará, no extremo oeste da Bahia, na metade oeste de Pernambuco e em áreas do litoral leste da região, a chuva ocorre de forma fraca e localizada.

Nas demais áreas nordestinas, o tempo segue firme, com predomínio de sol e temperaturas elevadas. Em áreas do interior da Bahia, do Rio Grande do Norte e no norte da Paraíba, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h podem atingir áreas do litoral leste.

Norte

E na região Norte, as instabilidades continuam atuando em Amazonas, Rondônia, Pará, Acre e Roraima, com chuva de moderada a forte intensidade. No Amapá e no oeste do Amazonas, há risco de temporais. O tempo segue abafado em toda a região.

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Morre Flávio Augusto Pilau, referência do agronegócio



Flávio Pilau será lembrado pela visão de futuro



Foto: Divulgação

Flávio Augusto Pilau, um dos nomes mais respeitados do agronegócio brasileiro, faleceu aos 74 anos. Natural de Giruá (RS), ele foi pioneiro em frentes produtivas no Sul e Centro-Oeste, com atuação marcante na agricultura de grãos e gestão rural inovadora.

Criado em uma das famílias mais tradicionais do município, Pilau cresceu em meio ao desenvolvimento agrícola de Giruá — cidade que se consolidou com a força produtiva do campo e a instalação de iniciativas industriais como a Refinasul SA, referência no refino de óleos vegetais desde 1966.

Empreendedor nato, Flávio expandiu os negócios da família ao migrar para Rondonópolis (MT) e posteriormente para o oeste da Bahia, sempre apostando em regiões com potencial produtivo, mas ainda carentes de infraestrutura. Em Guiratinga e Tesouro (MT), dedicou-se nos últimos anos à Fazenda Kaiser, onde cultivava soja e milho com altos índices de produtividade e tecnologia de ponta.

Sua liderança no agronegócio teve importante contribuição familiar. Ao lado do filho Alexis Pilau — entusiasta da tecnologia no campo —, fortaleceu o modelo de gestão da fazenda, ampliando os resultados e consolidando o nome da família como referência nacional no setor.

Mesmo com atuação predominante no Centro-Oeste, Pilau manteve vínculos profundos com o Rio Grande do Sul, onde mantinha residência em Porto Alegre e cultivava laços duradouros com amigos, produtores e empresários do agro.

Flávio deixa sua esposa Maria Angélica, o filho Alexis e seus irmãos Ricardo, Silvio, Ângela  e Cristiane.

Flávio Pilau será lembrado pela visão de futuro, pela coragem de desbravar novas fronteiras agrícolas e por seu compromisso com o desenvolvimento rural sustentável.





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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado amplia registros e acirra competição



Os números mostram concentração relevante entre os maiores players


Os números mostram concentração relevante entre os maiores players
Os números mostram concentração relevante entre os maiores players – Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de defensivos agrícolas manteve trajetória de expansão em 2025, com avanço no número de registros e maior diversidade de empresas atuando no segmento. De acordo com análise de Artur Vasconcelos Barros, diretor executivo do Grupo Central Campo, com base em dados do Ministério da Agricultura, o ano foi encerrado com 508 registros concedidos a 139 empresas diferentes, consolidando um ambiente mais competitivo e regulatório.

Os números mostram concentração relevante entre os maiores players, mas também evidenciam forte pulverização. As dez empresas com mais registros somaram parcela expressiva do total, com destaque para Nortox, com 32, seguida por AllierBrasil Agro e Cropchem, ambas com 18, Rainbow Defensivos Agrícolas com 17, Syngenta com 15, Sumitomo Chemical, CHDS do Brasil e Yonon Brasil com 12 cada, além de Helm do Brasil e Gênica Inovação Biotecnológica, com 10 registros. Ainda assim, outras 129 empresas conseguiram aprovações ao longo do ano, reforçando o alto nível de concorrência e a complexidade do mercado.

Na distribuição por classes, os herbicidas seguiram liderando, com 152 registros, à frente de fungicidas, inseticidas e acaricidas. Os produtos biológicos e microbiológicos também ganharam espaço, com volumes relevantes em inseticidas e fungicidas desse perfil, sinalizando que esse tipo de tecnologia já integra de forma estrutural as estratégias das empresas. A evolução histórica confirma a tendência de crescimento, com 330 registros em 2021, 344 em 2022, 356 em 2023, salto para 454 em 2024 e novo avanço em 2025. A leitura estratégica indica que o registro de produtos está cada vez mais ligado a portfólio, planejamento regulatório e posicionamento de longo prazo, mais do que à simples ampliação de volume.

 





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