sexta-feira, março 13, 2026

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Viu esta? Flor de árvore tóxica é letal para abelhas; plantio é proibido em estado brasileiro


Árvore tóxica
Plantar árvore da espécie “Spathodea campanulata” é proibido desde 2019 em Santa Catarina

Produzir, plantar ou manter a árvore Spathodea campanulata, popularmente conhecida como espatódea, bisnagueira ou tulipeira-do-gabão, é terminantemente proibido em Santa Catarina desde 2019. O tema voltou ao centro do debate após o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) lançar, em outubro passado, uma campanha de conscientização para alertar a população sobre os riscos ambientais associados à espécie exótica.

O assunto despertou grande interesse do público. A reportagem sobre o tema, publicada no site do Canal Rural na época, figurou entre os conteúdos mais lidos de 2025, reforçando a relevância do debate sobre preservação ambiental, biodiversidade e legislação ambiental no estado.

Originária do continente africano, a espatódea pode atingir até 25 metros de altura e, por muitos anos, foi amplamente utilizada na arborização urbana de diversas cidades brasileiras, principalmente por seu rápido crescimento e flores vistosas. No entanto, estudos científicos comprovaram posteriormente que a espécie representa uma ameaça direta às abelhas nativas.

Risco para abelhas e para a biodiversidade

De acordo com o IMA, as flores da espatódea possuem toxinas letais que podem estar presentes no pólen, no néctar ou na mucilagem. Ao entrarem em contato com essas substâncias, as abelhas acabam morrendo, o que compromete diretamente a sobrevivência desses insetos.

Além da mortalidade, o impacto se estende ao serviço de polinização, fundamental para a manutenção da biodiversidade e para a produção agrícola. A redução das populações de abelhas afeta o equilíbrio dos ecossistemas e pode gerar reflexos econômicos, especialmente em culturas que dependem da polinização natural.

O que diz a legislação

A proibição está prevista na lei estadual nº 17.694/2019, que determina não apenas o veto ao plantio de novas mudas da espécie, mas também a remoção das árvores já existentes. Conforme a norma, exemplares localizados em áreas públicas ou na arborização urbana devem ser substituídos por espécies nativas.

O descumprimento da legislação pode resultar em multa de R$ 1 mil por planta ou muda produzida, além de outras sanções administrativas. Para o IMA, a lei representa um marco importante na política ambiental catarinense.

Segundo Elaine Zuchiwschi, coordenadora do Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras e engenheira agrônoma do instituto, a medida fortalece o manejo responsável da flora. “A publicação dessa lei é um passo importante para que cada vez mais a sociedade aprenda e se envolva no manejo consciente e responsável das espécies da flora e da fauna”, destacou.

Recomendações e espécies substitutas

Como alternativa à espatódea, o IMA recomenda que a população priorize o plantio de espécies nativas regionais, mais adaptadas ao clima e ao solo de Santa Catarina. Essa escolha contribui para o equilíbrio ecológico, garante segurança à fauna e fortalece os ecossistemas locais.

Entre as espécies indicadas estão:

  • Região costeira (restinga): mangue-formiga (Clusia criuva), aroeira (Schinus terebinthifolia) e ingá-cipó (Inga edulis).
  • Planícies e encostas da Mata Atlântica: ipê-amarelo (Handroanthus chrysotrichus), pau-angelim (Andira fraxinifolia) e corticeira (Erythrina crista-galli).
  • Serra e planalto (Floresta de Araucária): canafístula (Peltophorum dubium), camboatá (Cupania vernalis) e caroba (Jacaranda puberula).
  • Região oeste (Floresta Estacional Decidual): ipê-roxo (Handroanthus heptaphyllus), timbaúva (Enterolobium contortisiliquum) e canjerana (Cabralea canjerana).

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A força do manejo biológico no solo produtivo



Solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes


Solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes
Solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes – Foto: Canva

O manejo do solo tem passado por mudanças profundas à medida que soluções biológicas ganham espaço na agricultura moderna, alterando a forma como doenças e produtividade são tratadas no campo. A análise é de George Alves Rodrigues, Líder de Negócios e Desenvolvimento de Mercado, com base em mais de duas décadas de acompanhamento direto de safras e tecnologias agrícolas.

Nesse período, práticas antes vistas com desconfiança passaram a ocupar papel central no planejamento agronômico, especialmente o controle biológico. Entre essas ferramentas, o Trichoderma se consolidou como um dos principais agentes no manejo do solo, deixando de ser tratado como alternativa para se tornar estratégia recorrente em sistemas produtivos de larga escala.

Embora conhecido pela ciência há séculos, o Trichoderma ganhou relevância com o avanço da bioengenharia e das formulações comerciais. Sua atuação vai além do micoparasitismo, pois envolve competição por espaço e nutrientes, dificultando o estabelecimento de patógenos de solo como Fusarium, Rhizoctonia e Sclerotinia. O efeito se estende ao estímulo fisiológico das plantas, com indução de mecanismos de defesa e fortalecimento do sistema radicular.

Em áreas agrícolas com histórico de alta pressão de doenças, o uso do Trichoderma em tratamentos de sementes e no sulco tem mostrado resultados consistentes. Em lavouras de soja no Cerrado, a adoção de um manejo biológico estruturado contribuiu para o controle do mofo-branco e para o aumento do vigor das plantas, refletindo maior tolerância a períodos de estresse hídrico.

A experiência reforça a percepção de que solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes. Enquanto defensivos químicos atuam de forma pontual, o manejo biológico promove equilíbrio e imunidade ao sistema produtivo. O avanço da microbiologia agrícola indica que a atenção à biota do solo será cada vez mais determinante para a competitividade no campo.

 





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Ampliação industrial reforça oferta de soja no Vietnã



Nova planta impulsiona os negócios


Nova planta impulsiona os negócios
Nova planta impulsiona os negócios – Foto: Leonardo Gottems

A ampliação da capacidade de processamento de soja no Sudeste Asiático avança como resposta ao crescimento da demanda por insumos para ração e alimentos, reforçando a segurança de matérias-primas em mercados dependentes de importação. No Vietnã, um novo investimento industrial amplia a oferta local de farelo e óleo, com impacto direto sobre a cadeia de proteína animal e o abastecimento interno.

A Vietnam Agribusiness Ltd., joint venture entre a Bunge Global e a Wilmar International, inaugurou a segunda linha de esmagamento de soja no parque industrial de Phu My 1, com investimento de US$ 100 milhões. A nova unidade adiciona 4 mil toneladas à capacidade diária e eleva o total para 7,8 mil toneladas por dia, somando-se à linha em operação desde 2011. A empresa atua no processamento de oleaginosas voltadas aos mercados de alimentos e nutrição animal.

O complexo industrial ocupa uma área de 11,2 hectares e conta com oito silos de armazenamento, com capacidade total de 120 mil toneladas, equipados com sistemas automatizados de controle de temperatura e umidade. A estrutura integra reaproveitamento de calor, circulação fechada de água e automação contínua para reduzir consumo de recursos e riscos operacionais. Os processos utilizam tecnologias de fornecedores globais e monitoramento por sensores e análise por infravermelho próximo.

Em plena operação, as duas linhas poderão processar até 2,6 milhões de toneladas de soja por ano, gerando cerca de 2 milhões de toneladas de farelo, volume equivalente a aproximadamente 30% da demanda doméstica de ração animal. A produção anual de óleo bruto de soja deve superar 500 mil toneladas, destinadas ao consumo interno e à exportação. O setor pecuário vietnamita cresce entre 3% e 5% ao ano há duas décadas, sustentando a expansão industrial.

 





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Clima abafado traz temporais para quase todo o país; confira a previsão de hoje


frente fria primavera temporais
Foto: Pixabay

O tempo instável e abafado segue reinando em grande parte do país nesta terça-feira (30), trazendo temporais. Confira a previsão:

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Sul

Tempo segue instável na metade norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no Paraná. As pancadas de chuva começam ainda pela manhã e vão ganhando força até o final do dia. Risco de temporais com fortes ventos e eventual queda de granizo à tarde. Temperaturas não sobem tanto, mas sensação segue sendo de abafamento.

Sudeste

A presença de calor e umidade, além da circulação de ventos em médios e altos níveis da atmosfera e da presença de uma área de baixa pressão na costa do estado de São Paulo, favorecem as instabilidades. O dia começa com sol e temperaturas disparam no decorrer das horas. À tarde, as pancadas de chuva começam a se espalhar em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais — não se descartam eventuais temporais isolados no leste paulista, zona da mata mineira e interior fluminense.

Centro-Oeste

O tempo segue instável ao longo do dia, mas as pancadas de chuva se mantém irregulares e isoladas, embora possam cair com forte intensidade em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Campo Grande (MS) tem risco de chuva forte e até temporais. Cuiabá (MT) e Goiânia (GO) têm pancadas isoladas, assim como o Distrito Federal.

Nordeste

A chuva segue no oeste da Bahia, sul do Piauí e no Maranhão — com potencial de fortes pancadas até o final da tarde. Entrada de umidade oceânica pode estimular chuva isolada também na costa leste e até em alguns pontos do agreste sergipano e alagoano.

Norte

Chuva segue forte e em forma de pancadas isoladas no Amazonas, Pará e Tocantins – não sendo descartados eventuais temporais. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue influenciando nas condições sobre o Amapá. Rondônia e Roraima com pancadas isoladas à tarde, enquanto o Acre segue com tempo aberto na maior parte do estado.

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Consultoria aponta nova lógica nos preços da soja



Os prêmios de exportação também tiveram papel central


Os prêmios de exportação também tiveram papel central
Os prêmios de exportação também tiveram papel central – Foto: Canva

O mercado brasileiro de soja em 2025 foi marcado por uma dinâmica própria, na qual fatores internos tiveram peso maior na formação dos preços do que o comportamento das cotações internacionais. Segundo análise da TF Agroeconômica, a Bolsa de Chicago atuou mais como referência do que como indutora de tendência, enquanto base, prêmios e câmbio definiram o valor efetivo recebido pelo produtor no país.

Ao longo do ano, mesmo com Chicago operando de forma lateral e volátil, os preços em reais apresentaram oscilações relevantes, refletindo principalmente a movimentação do dólar e as condições domésticas de oferta e demanda. No primeiro semestre, a base permaneceu enfraquecida em razão da safra cheia, da pressão logística no pico da colheita e da elevada disponibilidade de soja. Esse cenário começou a mudar na segunda metade do ano, quando o avanço das exportações, a redução da oferta remanescente e uma demanda interna mais ativa contribuíram para a recuperação gradual da base.

Os prêmios de exportação também tiveram papel central. No início de 2025, ficaram entre negativos e neutros diante do grande volume ofertado, mas ganharam força no segundo semestre, especialmente em momentos de maior apetite chinês pela soja brasileira e de menor competitividade do produto norte-americano. Esse fortalecimento foi decisivo para sustentar os preços internos, permitindo margens mais ligadas aos prêmios do que às oscilações da CBOT.

O câmbio completou o quadro, com um dólar estruturalmente firme e picos de volatilidade associados à política fiscal brasileira e ao ambiente internacional. Em diversos momentos, a alta da moeda norte-americana compensou quedas em Chicago, reforçando o câmbio como principal sustentáculo do preço em reais. Nesse contexto, estratégias baseadas na gestão ativa e no desacoplamento das decisões comerciais mostraram-se mais eficientes do que apostas direcionais, ao permitir a captura de oportunidades pontuais em cada um dos vetores de formação de preço.

 





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Sou de Algodão + Casa de Criadores abre inscrições para estudantes de moda


Por Flá Do Agro

A moda também começa no campo. E é justamente dessa conexão que nasce o Desafio Sou de algodão + Casa de Criadores, o maior concurso voltado a estudantes de moda do Brasil. A iniciativa é do movimento Sou de algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de algodão (ABRAPA), em parceria com a Casa de Criadores. A 4ª edição foi anunciada oficialmente e está com inscrições abertas até 28 de fevereiro de 2026.

Com o conceito “Aqui a moda começa do zero”, o desafio convida estudantes de todo o país a olharem para a matéria-prima nacional com mais profundidade, criatividade e propósito. O lançamento ocorreu durante a “56ª Semana Casa de Criadores” e reforça uma mensagem clara: tendência e responsabilidade precisam caminhar juntas desde o início do processo criativo.

Ao longo das edições anteriores, o concurso já revelou nomes como Mateus Cardoso, Dario Mittmann, Rodrigo Evangelista e Guilherme Dutra. Na última temporada, realizada em 2024, o grande vencedor foi Lucas Caslu. Ao todo, mais de 950 trabalhos de todas as regiões do Brasil participaram, trazendo à passarela identidade, cultura e histórias autorais.

Segundo André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores, para 2026 a ideia é refletir a pluralidade da moda brasileira. “A moda autoral no Brasil está cada vez mais diversa, regional e conectada com as nossas raízes. Criar com propósito, usando uma matéria-prima nacional como o algodão, é essencial para quem está começando e quer fazer parte de uma moda mais responsável”, afirma.

Quem pode participar

Podem se inscrever estudantes que tenham concluído o ensino médio e estejam matriculados em cursos superiores reconhecidos pelo MEC ou em cursos técnicos profissionalizantes cadastrados no SISTEC. Estão habilitadas formações como Design de Moda, Design de Produto, Negócios de Moda, Estilismo, Produção de Moda, Modelagem do Vestuário, Coordenação de Moda e Engenharia Têxtil. Em todos os casos, é obrigatória a indicação de um professor orientador.

Algodão como protagonista

Para Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão e diretora de Relações Institucionais da Abrapa, o desafio também cumpre um papel estratégico de valorização da fibra natural brasileira. “Nosso objetivo é mostrar que criatividade, inovação e responsabilidade podem e devem caminhar juntas desde o início da formação desses novos talentos”, destaca.

Por isso, os participantes deverão utilizar algodão em, no mínimo, 70% da composição de cada look, reforçando o papel da fibra como base de uma moda mais consciente e conectada à realidade produtiva do país.

Etapas e premiação

Nesta edição, apenas trabalhos individuais serão aceitos, nos segmentos de moda masculina, feminina, alta costura, prêt-à-porter, fitness, homewear/loungewear ou streetwear.

A seleção será realizada em três etapas. Primeiro, a comissão organizadora escolherá até 10 trabalhos por região brasileira, com divulgação prevista para 3 de abril de 2026. Na sequência, jurados regionais e nacionais vão escolher cinco finalistas, um por região, que serão anunciados até 15 de julho de 2026.

Os finalistas participarão de um grande desfile durante a 59ª edição da Casa de Criadores, no fim de 2026, quando o vencedor será revelado. O ganhador integrará a line-up oficial do evento e apresentará uma coleção completa na 60ª edição, no primeiro semestre de 2027.

Além da visibilidade, o primeiro colocado receberá R$ 30 mil em premiação. O segundo e o terceiro lugares ganharão tecidos de algodão fornecidos por tecelagens e malharias parceiras do movimento. Já o professor orientador do aluno vencedor receberá R$ 10 mil, como Bolsa Orientação.

“Chegar à quarta edição reforça o quanto o Desafio Sou de Algodão se consolidou como uma vitrine real para novos talentos da moda brasileira”, conclui Silmara.

Mais informações, regulamento completo e inscrições estão disponíveis no site oficial do Desafio Sou de Algodão.





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Soja recua em Chicago com exportações mais fracas


A soja encerrou o pregão em baixa na Bolsa de Chicago, refletindo dados mais fracos de exportação dos Estados Unidos e informações recentes sobre a moagem do grão na Argentina. Segundo a TF Agroeconômica, o mercado devolveu parte dos ganhos observados na véspera do Natal, embora o desempenho semanal ainda tenha sido positivo.

No fechamento do dia, o contrato janeiro recuou 0,38%, cotado a US$ 10,58,75 por bushel, enquanto o vencimento março caiu 0,30%, para US$ 10,72,50 por bushel. O farelo de soja para janeiro registrou baixa de 0,33%, a US$ 303,7 por tonelada curta, e o óleo de soja cedeu 0,65%, encerrando a US$ 48,72 por libra-peso. Apesar do movimento negativo diário, as cotações interromperam uma sequência de três semanas consecutivas de queda.

A pressão sobre os preços esteve ligada à realidade dos números de exportação norte-americanos e à ausência de novos reportes oficiais de compras de soja pela China. Até 11 de dezembro, as exportações acumuladas de soja dos Estados Unidos apresentavam retração de 33% em relação ao mesmo período do ano anterior. Antes da divulgação do relatório WASDE de janeiro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimava exportações totais de 25,778 milhões de toneladas, volume que representa 58% da projeção oficial, abaixo da média histórica de 79% para o período.

Na Argentina, dados da Secretaria Nacional de Agricultura indicaram que o esmagamento de soja em novembro somou 3,49 milhões de toneladas, queda de 13,61% frente a outubro, embora tenha ficado 1,64% acima do registrado no mesmo mês de 2014. Os estoques de soja mantidos pela indústria em 1º de dezembro totalizaram 2,14 milhões de toneladas, recuo de 23,48% em relação ao início de novembro. Com esse cenário, a soja em Chicago acumulou alta semanal de 0,62%, com ganho de 6,4 cents por bushel. No mesmo período, o farelo avançou 1,78%, enquanto o óleo de soja registrou valorização de 1,27%.

 





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Milho mantém trajetória de valorização no começo de dezembro



Milho manteve a tendência positiva na CBOT


Foto: USDA

Nos primeiros dez dias de dezembro, o milho manteve a tendência positiva na CBOT, apoiado pela demanda firme pelo grão norte-americano. No Brasil, os preços avançaram em novembro e seguiram em alta no início de dezembro, sustentados pela demanda interna para ração e produção de etanol.

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o milho registrou a terceira valorização mensal consecutiva em novembro, com alta de 2,1%, para US$ 4,30 por bushel. No início de dezembro, o cereal manteve o movimento de alta, com média de US$ 4,35 por bushel, avanço de 1,1%. Além de acompanhar a alta da soja, o milho foi beneficiado pela forte demanda pelo produto dos Estados Unidos, que segue competitivo em relação a outras origens.

No mercado doméstico, os preços subiram 2,8% em novembro em Sorriso (MT), para R$ 50 por saca, e avançaram mais 3,1% nos primeiros dez dias de dezembro, para R$ 51,30 por saca. A demanda interna manteve suporte às cotações, com aumento do consumo para ração e etanol. Apesar do ritmo de embarques abaixo do esperado no início da temporada, a menor intensidade das exportações ainda não pressionou os preços, uma vez que a demanda doméstica absorveu parte do milho disponível.

Além disso, as preocupações com a janela de plantio da segunda safra contribuíram para sustentar os preços ao longo da curva da B3. Os próximos dias serão decisivos para a definição da janela de semeadura e dos investimentos na segunda safra. A área destinada ao milho dependerá dos preços, do avanço da colheita da soja e dos riscos climáticos, especialmente nas regiões onde houve atraso na semeadura da safra de verão.





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Produtores de mel negociam abertura de mercado na Suíça


mel
Foto: Pixabay

Produtores de mel de Minas Gerais avançam nas negociações para acessar o mercado suíço, um dos mais exigentes da Europa. Para viabilizar as exportações, a principal condição é a obtenção da certificação de produção orgânica, que garante rastreabilidade total e padrões elevados de qualidade.

Caso os produtores alcancem essa adequação, a certificação pode valorizar o produto e impulsionar as exportações.

Segundo representantes do setor, a Suíça paga mais por produtos certificados, o que pode valorizar o mel mineiro e ampliar as exportações. As tratativas estão em fase avançada e o próximo passo é a conclusão das certificações necessárias para o envio do produto também a outros países europeus.

Atualmente, grande parte do mel produzido no Norte de Minas é exportada para os Estados Unidos. Com o aumento das tarifas naquele mercado, os produtores passaram a buscar alternativas, e a Europa surge como uma oportunidade estratégica.

A Cooperativa dos Apicultores e Agricultores Familiares do Norte de Minas já firmou contratos com compradores europeus e trabalha para atender às exigências técnicas dos mercados suíço e alemão.

“As certificações mais exigentes são a Atlante e a Bio Suisse. Já temos a certificação orgânica dos nossos apiários e cooperados e agora estamos orientando os apicultores para concluir a certificação da Atlante nos meses de janeiro e fevereiro e, posteriormente, acessar o mercado suíço”, afirmou o presidente da Coopemapi, Luciano Fernandes de Souza.

O Norte de Minas é hoje a principal região produtora de mel do estado e se destaca pela pureza e baixa umidade do produto.

Segundo o CEO Ethikabio, Vicente Levy, a produção de mel no Norte de Minas Gerais tem crescido nos últimos anos, com destaque para o mel de aroeira, reconhecido por suas propriedades e com alto potencial de expansão, desde que haja mercados consumidores interessados.

Processo rigoroso

Para acessar a Suíça e consolidar a presença na Europa, é preciso cumprir um processo rigoroso. Visitas técnicas aos apiários, georreferenciamento das áreas, garantia de boas práticas e atendimento a normas internacionais de certificação orgânica.

“Um desafio da certificação é fazer as visitas a todos os apicultores, fazer o georreferenciamento e trabalhar com todos os formulários e garantir que essa produção esteja de acordo com as normas aqui do mercado que são bastante exigentes”, explica Levy.

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Gestão na pecuária: o que o produtor precisa ver antes dos números


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

A gestão eficiente na pecuária exige um olhar apurado para além do óbvio. Essa abordagem é o tema de um episódio do quadro “Dicas do Chaker – Descomplicando a gestão na pecuária”, apresentado pelo zootecnista, consultor e escritor Antonio Chaker, no programa Giro do Boi.

No episódio, Chaker ensina técnicas para ampliar a visão do produtor, ajudando-o a identificar oportunidades e problemas antes que impactem negativamente o negócio. Para isso, ele destaca três camadas de visão fundamentais para uma gestão eficaz: a linha do olho, a linha do meio e a última linha.

Confira:

A linha do olho e a linha do meio

A linha do olho refere-se a tudo que o pecuarista consegue enxergar sem precisar medir ou calcular. É a percepção visual dos detalhes que indicam o desempenho da fazenda e a saúde do rebanho. Exemplos incluem:

  • Avaliação dos animais: se um boi está magro, com costelas aparentes ou arrepiado, isso pode indicar problemas nutricionais ou sanitários.
  • Análise das fezes: fezes muito líquidas ou excessivamente sólidas podem indicar problemas digestivos.
  • Estado das pastagens: a quantidade de folha em relação ao talo pode indicar falhas no manejo da pastagem.
  • Infraestrutura da fazenda: um barracão desorganizado ou cercas mal conservadas são sinais de descuido na gestão.
  • Equipe e rotina: o comportamento dos funcionários ao chegarem para o trabalho pode indicar problemas de motivação.

A linha do meio traduz os sinais visuais em métricas concretas. Aqui entram os números que ajudam a comprovar o que a linha do olho já havia indicado, como:

  • Peso do gado: o ganho de peso médio confirma se os animais estão desenvolvendo bem.
  • Taxa de prenhez: o toque nas vacas revela a eficiência reprodutiva do rebanho.
  • Desembolso por hectare: mede se a fazenda está gastando mais do que deveria.
  • Previsão de abate: indica se a programação produtiva está sendo cumprida.

A última linha e a visão do futuro

A última linha representa o desempenho financeiro e produtivo final da fazenda. Segundo Chaker, um negócio pecuário eficiente deve garantir um retorno de pelo menos 4% sobre o valor da terra. Para alcançar esse índice, a linha do meio precisa estar bem ajustada e a linha do olho deve ser precisa e estratégica.

Desenvolver a habilidade de olhar para além do presente e prever cenários futuros é essencial para todo pecuarista. Chaker afirma que isso envolve:

  • Atenção constante aos detalhes do dia a dia na fazenda.
  • Mensuração correta dos resultados através da linha do meio.
  • Ajuste das estratégias produtivas para garantir um retorno sustentável.

“Se você tiver as três camadas da visão bem calibradas, você terá uma verdadeira visão além do alcance”, reforça Chaker.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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