quarta-feira, março 11, 2026

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Com Irã em guerra, Agência Internacional de Energia libera 400 milhões de barris de petróleo


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia decidiram, por unanimidade, disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas ao mercado internacional. A medida busca reduzir os impactos das interrupções no fornecimento provocadas pela guerra no Oriente Médio.

A decisão foi tomada após uma reunião extraordinária dos governos membros da agência, convocada pelo diretor-executivo da entidade, Fatih Birol, para avaliar a situação do mercado global de energia diante da escalada do conflito na região.

Segundo Birol, a magnitude da crise exigiu uma resposta coordenada entre os países consumidores de petróleo. “Os desafios que enfrentamos no mercado de petróleo são de uma escala sem precedentes. Por isso, é fundamental uma ação coletiva global para enfrentar grandes interrupções de oferta”, afirmou o diretor-executivo da AIE.

Estoques emergenciais superam 1,2 bilhão de barris

Os países membros da agência possuem mais de 1,2 bilhão de barris em reservas estratégicas de petróleo, além de aproximadamente 600 milhões de barris mantidos pela indústria por obrigação governamental.

A liberação dos 400 milhões de barris será feita conforme as condições e a capacidade de cada país, podendo ser acompanhada por outras medidas emergenciais adotadas individualmente pelos governos.

Esta é a sexta vez na história que a agência coordena uma ação coletiva desse tipo. Medidas semelhantes ocorreram em 1991, 2005, 2011 e duas vezes em 2022.

Estreito de Ormuz é ponto crítico do conflito

O conflito no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro de 2026, tem afetado diretamente o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de energia do mundo.

Atualmente, as exportações de petróleo bruto e derivados pela região estão abaixo de 10% dos níveis registrados antes do início da guerra, obrigando empresas petrolíferas a interromper ou reduzir significativamente a produção.

Em 2025, cerca de 20 milhões de barris por dia de petróleo e derivados passaram pelo Estreito de Ormuz, o equivalente a aproximadamente 25% do comércio marítimo mundial de petróleo.

Como as alternativas logísticas para contornar a rota são limitadas, o bloqueio parcial do estreito tem ampliado a volatilidade no mercado internacional.

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Indústria de alimentos do Brasil: 10,9% do PIB e crescendo!


Dia Mundial da Alimentação, alimentos, segurança alimentar
Foto: Freepik

Falei com o presidente executivo, João Dornellas, da ABIA – Associação Brasileira de Alimentos e Bebidas, que fez uma apresentação sobre os resultados da indústria de alimentos em 2025.

Perguntei ao João Dornellas como foi a performance do setor de alimentos no ano que se encerrou e ele me disse: “Em 2025 a indústria manteve o seu crescimento no Brasil. Pela primeira vez chegamos a um nível de faturamento de R$ 1,388 trilhões, somando os dois mercados interno e externo, é um número muito expressivo e que nos faz chegar também pela primeira vez a 10,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

São 42 mil empresas, de Norte a Sul do país, que geraram mais empregos no ano passado. Estamos falando de 51 mil novas vagas de emprego onde somadas as aquelas que nós já
tínhamos chegamos agora a um número de 2 milhões, 125 mil pessoas que trabalham dentro da empresa, dentro das fábricas, dentro da indústria de alimentos. Algo muito importante é que esse número é um número de pessoas nas fábricas formais, carteira assinada. Fora isso, segundo previsões do IBGE, para cada um trabalhador nosso, nós temos mais quatro na cadeia. E as cadeias são diferentes. Laticínios, por exemplo, é um para 11. Mas se a gente toma um para quatro nós estamos falando que nesse total nós temos 10,6 milhões de pessoas dentro das fábricas transportando produtos do campo até a mesa, da fábrica para o supermercado, produzindo embalagens, ou seja, todos trabalhando em função da produção de alimentos”.

10,9% do PIB do Brasil é efetivamente a locomotiva do agronegócio com crescimento em 2025 mesmo com todos os impactos que tivemos de tarifaço.Perguntei ao João Dornellas qual é a perspectiva do setor de alimentos perante o ano com todas as confusões que estamos enfrentando e ele me respondeu: “Nós estamos vivendo agora um momento diferente, delicado, preocupante esse conflito no Oriente Médio que pode afetar, por exemplo, o preço das energias, o mundo inteiro utiliza muito petróleo como fonte de energia. O Oriente Médio é uma área, uma região, que produz muito petróleo, então todos nós acompanhamos com apreensão essa situação. Esperamos que se resolva o mais rápido possível. Agora pensando no crescimento previsto em nosso mercado, Brasil, e pensando no crescimento da economia global para 2026, nos faz apostar mais uma vez em um crescimento próximo a 2% real em 2026, o que seria muito bom. Pensando em PIB brasileiro e PIB global o crescimento de 2% da indústria seria muito bom.”

E o setor da indústria, 62% de tudo que é produzido na agropecuária brasileiro o grande cliente é a indústria de alimentos e bebidas. Então perguntei ao João Dornellas sobre o acordo União Europeia Mercosul se é positivo para a indústria de alimentos e ele me disse: “é muito bom porque quando você junta mercado europeu e mercado sul-americano, Mercosul, nós estamos falando de um contingente de 120 milhões de pessoas, é muita gente, é um mercado muito grande e, principalmente, nós estamos falando de acesso a uma região
do planeta onde se tem 27 países desenvolvidos, provavelmente com uma renda mais alta, com busca de alimentos mais alta, e tendo uma indústria brasileira que já exporta para 190 países, que é respeitada em 190 países, porque cumprimos a legislação sanitária, cumprimos as exigências desses 190 países, poder entrar e contar com tarifas menores na Europa para nós é muito satisfatório. E também para o consumidor brasileiro ter acesso a produtos que
são fabricados na Europa hoje”.

Para encerrar perguntei a ele sobre o custo do alimento brasileiro que no ano
passado cresceu 1.8%, perante uma inflação de 4.3%. João Dornellas me
respondeu: “sem dúvida, a indústria foi capaz de absorver grande parte dos
custos de energia, de material de embalagens, de matéria-prima e como se faz
isso? Investindo em produtividade, eficiência, tecnologia, de maneira que não
necessitemos repassar tanto esses custos para o consumidor”.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Direito de propriedade entra nas prioridades da CNA no Congresso


propriedade Pão e Mel em MS - produtora de soja Maira Britto Fernandes
Foto: Reprodução Canal Rural

Segurança jurídica, estabilidade do ambiente de negócios e garantia do direito de propriedade no campo. Esses são alguns dos projetos considerados prioritários pelo setor agropecuário neste ano, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A proposta da entidade é acompanhar a tramitação de medidas que impactam diretamente a atividade agropecuária, incluindo temas como regularização fundiária, relações trabalhistas, tributação, meio ambiente e infraestrutura.

A Agenda Legislativa do Agro 2026 também destaca a necessidade de regras claras para ampliar investimentos e dar previsibilidade ao produtor rural.

Segurança jurídica e direito de propriedade

Entre os principais pontos defendidos pela CNA estão projetos voltados ao fortalecimento do direito de propriedade e à redução de conflitos fundiários.

A entidade acompanha propostas relacionadas à regularização de áreas rurais, critérios para demarcação de terras indígenas e medidas para coibir invasões de propriedades. Também estão na lista projetos que tratam de indenização em casos de ocupação irregular de terras e mudanças em programas de reforma agrária.

Segundo a CNA, o objetivo é criar um ambiente mais estável para a produção agropecuária.

Meio ambiente e licenciamento

Outro eixo da agenda é o marco regulatório ambiental, especialmente temas ligados ao licenciamento ambiental e à aplicação de sanções.

A entidade defende ajustes em normas que tratam de embargos de propriedades rurais, regras de fiscalização e critérios ambientais ligados à função social da terra. A avaliação é de que maior clareza regulatória pode reduzir insegurança jurídica e acelerar investimentos no campo.

Relações trabalhistas no campo

A agenda também inclui propostas relacionadas às relações de trabalho no meio rural.

Entre os projetos acompanhados estão iniciativas que tratam do contrato de trabalho safrista, regras para parcerias agrícolas e normas sobre condições de trabalho em períodos de calor.

De acordo com a CNA, as mudanças buscam adequar a legislação à realidade da atividade agropecuária, marcada por sazonalidade e variações climáticas.

Tributação e ambiente de negócios

A pauta legislativa ainda contempla medidas voltadas ao sistema tributário e ao ambiente econômico do setor.

Entre os temas monitorados estão projetos que tratam de alterações no Imposto Territorial Rural (ITR) e propostas relacionadas à arrecadação e fiscalização do tributo.

Para a CNA, o avanço dessas discussões pode contribuir para maior previsibilidade tributária e estímulo à produção agropecuária.

Outras prioridades da agenda

Além dos temas destacados, a agenda da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil também acompanha projetos relacionados a:

  • Regularização fundiária;
  • Defesa sanitária agropecuária;
  • Seguro rural e gestão de riscos climáticos;
  • Infraestrutura logística e transporte da produção;
  • Política de irrigação;
  • Conectividade no campo;
  • Inovação e tecnologia para o agro.

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Guerra no Oriente Médio faz preço da ureia subir e eleva custos de produção, aponta Imea


ureia - reprodução
Foto: Reprodução

A escalada das tensões no Oriente Médio já começa a produzir reflexos sobre o agronegócio brasileiro e pode impactar a formação dos custos da safra 2026/27 em Mato Grosso. Um estudo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que o agravamento do conflito na região e os gargalos logísticos no Estreito de Ormuz provocaram forte alta no preço futuro da ureia, fertilizante essencial para a produção agrícola.

Segundo o levantamento, a instabilidade no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo, gás natural e fertilizantes, elevou as incertezas sobre a oferta global desses produtos. O cenário também encareceu fretes e seguros marítimos e ampliou o risco de restrições no abastecimento.

O bloqueio do tráfego na região já deixou embarcações retidas nas costas de Omã e dos Emirados Árabes Unidos, aumentando a pressão sobre o mercado internacional de fertilizantes.

Alta ocorre em momento sensível para o abastecimento

De acordo com o estudo, a crise ocorre em um período estratégico para o abastecimento brasileiro de insumos agrícolas.

No caso dos fertilizantes nitrogenados, as importações começam a ganhar força a partir de março e costumam se concentrar no terceiro e no quarto trimestres. Já os fertilizantes fosfatados registram maior movimentação entre o segundo e o terceiro trimestres, também com aceleração a partir de março, quando começa a formação de estoques para atender às principais culturas.

Na prática, a alta internacional acontece justamente no momento em que o país intensifica a reposição desses insumos para a próxima safra.

Ureia já registra forte valorização

O efeito mais imediato foi observado no mercado da ureia. O contrato futuro do fertilizante para março de 2026 chegou a US$ 618 por tonelada no dia 5 de março, acumulando alta de 30,65% desde o início do conflito.

Em Mato Grosso, a preocupação imediata recai principalmente sobre o milho. Como a compra de insumos para a safra 2026/27 ainda está em estágio inicial, os produtores permanecem mais expostos às oscilações de preços.

Segundo o Imea, apenas 5,95% das negociações de fertilizantes para o milho haviam sido realizadas até o período analisado, o que amplia o risco de custos mais elevados nas próximas compras.

Impacto no custo de produção

Em simulação para o cultivo de milho de alta tecnologia em Sinop (MT), o instituto estima que uma alta de 30% no preço dos fertilizantes nitrogenados elevaria em 4,68% o Custo Operacional Efetivo (COE).

Na prática, esse aumento equivale a 5,90 sacas de milho por hectare.

O estudo também indica que cada aumento de 10% no preço do nitrogênio eleva o COE em cerca de 1,97 saca por hectare.

Baixo volume de compras aumenta risco

Os dados do Imea indicam ainda que o cenário é sensível para o milho porque o volume de fertilizantes já negociado para a safra 2026/27 está abaixo da média histórica.

Em Mato Grosso, a comercialização de fertilizantes atingia apenas 5,95% no período analisado, percentual considerado baixo para esta fase do planejamento agrícola.

Como as aquisições normalmente ganham ritmo entre o primeiro e o segundo trimestres, a disparada nos preços internacionais ocorre justamente no início da janela de compra, o que pode elevar os custos da próxima safra e até levar produtores a adiar negociações.

Dependência externa preocupa na soja

No caso da soja, o alerta está concentrado nos fertilizantes fosfatados.

Dados do estudo mostram que 40,01% das importações brasileiras desse insumo em 2025 vieram do Egito e de Israel.

Em Mato Grosso, a dependência é ainda maior: os dois países responderam por 58,91% das compras estaduais de fosfatados.

Esse cenário amplia a exposição dos produtores a choques de oferta, atrasos logísticos e aumento nos preços internacionais.

Custos mais altos e maior volatilidade

Segundo o coordenador de Inteligência Agropecuária do Imea, Rodrigo Silva, o risco vai além da valorização pontual da ureia.

“O Estreito de Ormuz ocupa posição estratégica no escoamento de petróleo, gás natural e no transporte de fertilizantes produzidos no Oriente Médio. Com navios retidos, seguros marítimos mais caros e risco de restrição de oferta, o agronegócio brasileiro pode enfrentar inflação no custo de produção e pressão sobre as margens”, afirma.

Na avaliação do instituto, a combinação entre dependência externa de insumos, gargalos logísticos e alta dos preços internacionais tende a comprometer a previsibilidade do planejamento agrícola e reduzir a rentabilidade das próximas safras.

Caso o cenário geopolítico atual se mantenha, Mato Grosso pode iniciar o ciclo 2026/27 com insumos mais caros, maior pressão sobre os custos e margens mais apertadas para o produtor rural.

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Excesso de chuvas e seca atingem regiões do Brasil e atrapalham a colheita de soja


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

A colheita de soja segue atrasada no Brasil nesta safra, reflexo das chuvas frequentes em diversas regiões produtoras. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os trabalhos no campo estão mais de 10% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

O cenário climático tem sido bastante distinto entre as regiões do país. Enquanto áreas do Centro-Oeste e do Matopiba enfrentam interrupções por causa das chuvas, no Sul a redução das precipitações já começa a afetar o potencial produtivo das lavouras que ainda estão em fase de enchimento de grãos.

Em Goiás, a diminuição das chuvas nos últimos dias permitiu avanço importante da colheita e também ajudou a melhorar a qualidade dos grãos. Já em estados como Rio Grande do Sul e Paraná, a falta de precipitações começa a gerar preocupação com a produtividade.

De acordo com levantamento da Conab, Mato Grosso já se encaminha para o fim da colheita, com cerca de 89% da área já colhida. Em Mato Grosso do Sul, os trabalhos também avançaram e superam 61% da área. No Matopiba, regiões como Tocantins já têm mais da metade das lavouras colhidas.

Apesar desse avanço, o atraso em relação ao ano passado ainda é generalizado. Em São Paulo, por exemplo, a diferença chega a cerca de 50%. Também há atrasos relevantes no Maranhão, com cerca de 33%, além de Tocantins, Goiás e Paraná, onde a defasagem varia entre 14% e 15%.

A previsão do tempo indica que as chuvas devem continuar concentradas na região Centro-Norte do país nos próximos dias. No Centro-Oeste, os volumes tendem a ser mais típicos de verão, com precipitações irregulares e de menor intensidade, o que pode abrir algumas janelas para o avanço da colheita.

Saiba o que esperar do tempo

No interior do Matopiba, especialmente na Bahia, a tendência é de tempo mais seco nos próximos cinco dias, o que também pode favorecer os trabalhos no campo.

Por outro lado, no Sul do país, a previsão aponta continuidade do período com pouca chuva nos próximos dez dias. Essa condição mantém o cenário de restrição hídrica e pode comprometer o desenvolvimento das lavouras mais tardias.

Em Goiás, especialmente na região de Rio Verde, a previsão indica retorno de chuvas mais volumosas a partir de quinta-feira, com acumulados que podem chegar a 200 ou 250 milímetros ao longo de 30 dias.

Já no estado de São Paulo, uma frente fria mantém o tempo instável nos próximos dias, com acumulados entre 40 e 50 milímetros. A expectativa é de uma janela de tempo mais firme entre os dias 14 e 20 de março, período que pode favorecer o avanço da colheita antes da volta das chuvas mais intensas.

Na região Sul, a previsão indica que maiores volumes de chuva devem retornar apenas a partir da semana do dia 20 de março. Até lá, a tendência é de continuidade do tempo mais seco, com impacto principalmente nas lavouras que ainda estão em fase final de desenvolvimento.

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Conflito externo agita preços das commodities



A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago


A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago
A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago – Foto: Divulgação

Os mercados internacionais de grãos iniciam o dia com oscilações influenciadas por fatores geopolíticos e pelo comportamento recente do mercado de energia, gerando movimentos de alta e correção nas principais commodities agrícolas. De acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica na abertura desta terça-feira, 10 de março, as negociações refletem incertezas externas e ajustes técnicos nas bolsas internacionais.

No trigo, os contratos negociados em Chicago começaram o dia com máximas abaixo das mínimas da sessão anterior, formando um gap que, segundo análise do diretor da consultoria SovEcon, pode indicar espaço para recuperação proporcional das cotações. A avaliação aponta possibilidade de o cereal atingir entre US$ 7,00 e US$ 7,20 por bushel no médio prazo. O contrato para maio de 2026 chegou a ser negociado acima de US$ 6,40 por bushel, maior nível desde junho, antes de recuar para perto de US$ 6 no encerramento do pregão. No mercado físico brasileiro, os preços registram leve alta no Paraná e avanço mais expressivo no Rio Grande do Sul no comparativo diário.

A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago. O dia começou com recuperação e formação de gap já preenchido, indicando possibilidade de novas altas no curto prazo. O mercado tem sido impactado pela volatilidade do petróleo, que chegou a se aproximar de US$ 120 por barril diante de temores de interrupções no fornecimento de energia no Golfo Pérsico, mas depois recuou após declarações destinadas a acalmar o mercado. Esse movimento se refletiu nas commodities agrícolas, que haviam registrado fortes ganhos recentemente e passaram por correções. O complexo da soja chegou a atingir máximas importantes, com o óleo de soja liderando as altas antes de recuar juntamente com o restante do mercado.

No milho, os contratos em Chicago abriram a manhã em queda e com formação de gap abaixo dos níveis observados após a forte baixa de janeiro. O movimento ocorre após declarações indicando possível encerramento do conflito em andamento, fator que provocou reação imediata do mercado. No Brasil, o mercado acompanha também a discussão sobre a elevação da mistura de biodiesel de B15 para B17, medida que poderia favorecer a demanda interna e sustentar os preços do cereal.

 





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Café volta a subir com conflito no Oriente Médio, aponta Cepea


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

Após uma queda nos preços no mês de fevereiro, o mercado do café neste inicio de março voltou a ter elevação nos valores. Dados do Cepea apontam que aumento dos preços tem ajudado a recuperar as perdas do mês anterior.

A guerra no Oriente Médio tem influenciado nessa crescente, muito por conta da logística inviabilizada na rota marítima do Estreito de Ormuz, bloqueada pelo Irã. Outro acontecimento que tem impactado é em relação a oscilação cambial entre o dólar e real.

Dificuldade logística deve fortalecer mercado interno

Segundo o Cepea, os bloqueios em rotas de logística causados pelos acontecimentos no Oriente Médio tem dificultado a importação do café vindo da Ásia, criando oportunidades para os produtores nacionais, que devem realizar mais negociações internas. Apesar disso, o mercado segue cauteloso.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Chuvas podem ultrapassar 200 mm em duas regiões do país até o fim da semana, alerta Inmet


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Até a próxima segunda-feira (16), chuvas intensas devem atingir áreas do Sudeste, Centro-Oeste e da Amazônia Legal, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Os maiores acumulados de precipitação estão previstos para o norte do estado de São Paulo, Triângulo Mineiro, sul de Goiás e norte de Mato Grosso do Sul, além de áreas da Amazônia.
Em algumas localidades do Sudeste, os volumes podem ultrapassar 200 milímetros ao longo da semana.

Enquanto isso, o centro-norte do Brasil deve registrar temperaturas elevadas, especialmente no interior da região Nordeste. Em contraste, a passagem de uma frente fria pela costa do Sul e do Sudeste deve provocar queda nas temperaturas, principalmente nas máximas.

Norte terá chuva persistente

Na região Norte, os maiores volumes de chuva devem ocorrer no centro-leste do Amapá, leste e nordeste do Pará e centro-oeste do Amazonas.

Nessas áreas, os acumulados podem superar 80 mm e chegar a mais de 150 mm em pontos isolados.

As precipitações tendem a ser mais persistentes no Amapá e no oeste do Amazonas. Já no leste de Roraima e no extremo noroeste do Pará, a tendência é de chuvas mais fracas e isoladas.

Nordeste tem chuva no norte da região

No Nordeste, os maiores acumulados são esperados no centro-norte do Maranhão e no noroeste do Piauí, com volumes próximos de 80 mm, podendo chegar a 150 mm em áreas isoladas do Maranhão.

No litoral e sul do Ceará, os acumulados devem variar entre 50 e 80 mm.

Já no oeste e sudeste da Bahia, os volumes previstos ficam entre 20 e 50 mm, enquanto nas demais áreas da região as chuvas devem ser fracas ou pouco significativas.

Centro-Oeste terá pancadas mais concentradas

No Centro-Oeste, as precipitações devem se concentrar no centro-norte de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, além do centro-sul de Goiás.

Nessas áreas, os acumulados podem chegar a 80 mm, com possibilidade de mais de 150 mm em pontos isolados.

Por outro lado, no leste de Goiás, Pantanal mato-grossense e sul de Mato Grosso do Sul, a previsão indica chuvas fracas e baixos acumulados.

Sudeste terá maiores volumes da semana

O Sudeste deve registrar os maiores acumulados de chuva do país ao longo da semana.

Segundo o Inmet, os volumes podem ultrapassar 200 mm no norte de São Paulo e no Triângulo Mineiro. No leste de São Paulo e no sul e leste de Minas Gerais, os acumulados podem chegar a 100 mm.

Já no norte de Minas Gerais, as chuvas devem ser fracas, com volumes que não devem ultrapassar 10 mm.

Sul terá chuva mais fraca

Na Região Sul, a tendência é de chuvas fracas e baixos acumulados na maior parte da região.

Volumes um pouco mais elevados podem ocorrer no nordeste e no litoral do Paraná, além do sudeste e noroeste do Rio Grande do Sul e do leste de Santa Catarina.

Nessas áreas, os acumulados devem superar 30 mm, podendo chegar a 60 mm no nordeste do Paraná.

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CNA pede redução temporária de impostos sobre diesel para aliviar custos do agro


ipca-15 de agosto - combustíveis - licia rubinstein - agência ibge notícias
Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério da Fazenda e ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a redução imediata e temporária das alíquotas de tributos federais e estaduais que incidem sobre o óleo diesel.

O pedido foi formalizado na terça-feira (10) e ocorre em meio à elevação dos preços do petróleo e de seus derivados no mercado internacional, cenário que tem pressionado os custos de produção no Brasil.

Segundo a entidade, o momento é especialmente sensível para o setor agropecuário, já que coincide com o período de plantio e colheita da segunda safra, quando o consumo de combustível tende a aumentar nas operações de campo e no transporte da produção.

“O momento é particularmente sensível para o setor agropecuário, marcado pelo plantio e pela colheita da segunda safra, período em que o custo do combustível tem efeito direto sobre as despesas de produção e sobre a atividade econômica”, afirmou o presidente da CNA, João Martins.

Tributos federais representam cerca de 10,5% do preço do diesel

Em ofício encaminhado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a CNA cita os tributos federais que incidem sobre o combustível: PIS, Pasep e Cofins.

De acordo com a entidade, esses impostos representam cerca de 10,5% do valor do diesel comercializado no país.

A CNA argumenta que uma redução temporária dessas alíquotas poderia ajudar a amenizar os impactos da alta internacional do petróleo sobre a economia brasileira.

Impostos estaduais elevam carga tributária

Em outro documento, enviado ao presidente da Comissão Técnica Permanente do ICMS (Cotepe/ICMS), Carlos Henrique de Azevedo Oliveira, a confederação destacou o peso dos tributos estaduais sobre o combustível.

Segundo a entidade, os impostos estaduais acrescentam, em média, 38,4% ao preço final do diesel, sendo o ICMS um dos principais componentes dessa carga tributária.

A Cotepe/ICMS é vinculada ao Confaz, órgão que reúne as secretarias de Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal.

Impacto pode chegar aos preços dos alimentos

Na avaliação da CNA, a redução temporária da carga tributária sobre o diesel pode gerar efeitos positivos para toda a economia.

A entidade argumenta que a medida ajudaria a reduzir custos de produção agropecuária, aliviar pressões inflacionárias e contribuir para moderar os preços dos alimentos ao consumidor.

Além disso, segundo o presidente da CNA, a iniciativa poderia favorecer um ambiente macroeconômico mais estável, com reflexos positivos para a trajetória de queda da taxa básica de juros (Selic).

Ao final do documento, João Martins afirmou que a confederação está à disposição do governo para colaborar com propostas que ajudem a reduzir custos logísticos e produtivos associados aos recentes conflitos geopolíticos que impactam a economia brasileira.

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Exportações de carne de frango do Brasil devem subir quase 4% em 2026, aponta USDA


Paraná, frango
Foto: Agência Brasil

A produção brasileira de carne de frango deve alcançar 15,7 milhões de toneladas em 2026, segundo estimativa de adidos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume representa crescimento em relação a 2025, quando a produção foi estimada em 15,45 milhões de toneladas.

De acordo com o relatório, o avanço da produção acompanha a expansão da demanda internacional pela proteína brasileira.

As exportações de carne de frango do Brasil também devem crescer. A expectativa é de que os embarques atinjam 5,15 milhões de toneladas em 2026, acima das 4,97 milhões de toneladas registradas no ano passado.

No mercado interno, o consumo também deve apresentar leve aumento. A previsão é que o consumo total de carne de frango no país alcance 10,555 milhões de toneladas em 2026, frente às 10,485 milhões de toneladas demandadas em 2025.

As projeções fazem parte de levantamento elaborado por adidos agrícolas do USDA, que acompanham o desempenho da produção e do comércio internacional de proteínas.

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