Excesso de chuvas e seca atingem regiões do Brasil e atrapalham a colheita de soja

A colheita de soja segue atrasada no Brasil nesta safra, reflexo das chuvas frequentes em diversas regiões produtoras. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os trabalhos no campo estão mais de 10% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
O cenário climático tem sido bastante distinto entre as regiões do país. Enquanto áreas do Centro-Oeste e do Matopiba enfrentam interrupções por causa das chuvas, no Sul a redução das precipitações já começa a afetar o potencial produtivo das lavouras que ainda estão em fase de enchimento de grãos.
Em Goiás, a diminuição das chuvas nos últimos dias permitiu avanço importante da colheita e também ajudou a melhorar a qualidade dos grãos. Já em estados como Rio Grande do Sul e Paraná, a falta de precipitações começa a gerar preocupação com a produtividade.
De acordo com levantamento da Conab, Mato Grosso já se encaminha para o fim da colheita, com cerca de 89% da área já colhida. Em Mato Grosso do Sul, os trabalhos também avançaram e superam 61% da área. No Matopiba, regiões como Tocantins já têm mais da metade das lavouras colhidas.
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Apesar desse avanço, o atraso em relação ao ano passado ainda é generalizado. Em São Paulo, por exemplo, a diferença chega a cerca de 50%. Também há atrasos relevantes no Maranhão, com cerca de 33%, além de Tocantins, Goiás e Paraná, onde a defasagem varia entre 14% e 15%.
A previsão do tempo indica que as chuvas devem continuar concentradas na região Centro-Norte do país nos próximos dias. No Centro-Oeste, os volumes tendem a ser mais típicos de verão, com precipitações irregulares e de menor intensidade, o que pode abrir algumas janelas para o avanço da colheita.
Saiba o que esperar do tempo
No interior do Matopiba, especialmente na Bahia, a tendência é de tempo mais seco nos próximos cinco dias, o que também pode favorecer os trabalhos no campo.
Por outro lado, no Sul do país, a previsão aponta continuidade do período com pouca chuva nos próximos dez dias. Essa condição mantém o cenário de restrição hídrica e pode comprometer o desenvolvimento das lavouras mais tardias.
Em Goiás, especialmente na região de Rio Verde, a previsão indica retorno de chuvas mais volumosas a partir de quinta-feira, com acumulados que podem chegar a 200 ou 250 milímetros ao longo de 30 dias.
Já no estado de São Paulo, uma frente fria mantém o tempo instável nos próximos dias, com acumulados entre 40 e 50 milímetros. A expectativa é de uma janela de tempo mais firme entre os dias 14 e 20 de março, período que pode favorecer o avanço da colheita antes da volta das chuvas mais intensas.
Na região Sul, a previsão indica que maiores volumes de chuva devem retornar apenas a partir da semana do dia 20 de março. Até lá, a tendência é de continuidade do tempo mais seco, com impacto principalmente nas lavouras que ainda estão em fase final de desenvolvimento.
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