quinta-feira, abril 2, 2026

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Uma nova identidade para um novo Vale dos Vinhedos


O Vale dos Vinhedos não nasceu pronto — foi sendo moldado ao longo do tempo, entre vindimas, histórias e relações que atravessam gerações. Como os grandes vinhos, encontrou na maturidade a sua melhor expressão. É esse momento que a nova marca traduz: um território que se reconhece, se organiza e se apresenta ao mundo com identidade, profundidade e unidade. Não se trata de ruptura, mas do resultado de um percurso construído coletivamente, onde vinho, cultura e paisagem se integram em uma mesma narrativa.

Nascido do encontro entre municípios (Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul), pessoas e saberes, o Vale dos Vinhedos passa a se comunicar com mais clareza e coerência com sua nova identidade. Sua história remonta à imigração italiana, a partir de 1876, mas foi com a criação da Aprovale, em 1995, que o território se estruturou como roteiro turístico, consolidando ao longo de 31 anos uma trajetória marcada pela construção coletiva e pela integração entre produção, turismo e cultura. O novo posicionamento amplia esse olhar, incorporando tudo o que o sustenta: a cultura, a gastronomia, a paisagem, o trabalho e as relações construídas ao longo do tempo.

“O Vale dos Vinhedos amadureceu. Hoje, somos um território que se reconhece como coletivo, com identidade própria e mais clareza na forma de se apresentar ao Brasil e ao mundo. Essa nova marca é resultado dessa trajetória e projeta o futuro que queremos construir”, afirma o presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), André Larentis.

A proposta do rebranding é fortalecer a leitura do Vale como um território único e organizado, reforçando a integração entre Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul. O movimento busca qualificar a experiência do visitante, incentivando a permanência, a circulação e uma vivência mais aprofundada do destino. Mais do que orientar a comunicação, a nova marca estabelece uma base comum para o desenvolvimento do território, conectando enoturismo, gastronomia, natureza, eventos e experiências culturais dentro de uma mesma lógica.

Inspirado no conceito de “território moldado pelo vinho”, o manifesto da marca reforça o Vale como um espaço onde tradição e inovação convivem, onde o saber-fazer é transmitido entre gerações e onde o vinho se expressa na paisagem, na hospitalidade e no cotidiano. Essa narrativa se materializa em uma identidade visual que representa a diversidade de vinhos, a união dos três municípios e o eixo que conecta o território como um todo. O símbolo foi concebido para revelar significados em camadas, valorizando a leitura atenta e a profundidade cultural do Vale.

A paleta de cores acompanha essa construção, partindo de tons que remetem ao vinho e se conectam aos elementos naturais do território, como os vinhedos e o céu aberto. As texturas, derivadas do próprio símbolo, ampliam a expressão visual da marca e reforçam a ideia de origem, identidade e continuidade.

Desenvolvido pela Atria Design e Inovação, de Bento Gonçalves, o projeto consolida uma nova etapa para o Vale dos Vinhedos, alinhando identidade, narrativa e estratégia para fortalecer sua presença como ‘o destino do vinho brasileiro’.





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Percevejo-marrom ameaça lavouras de soja


O complexo de percevejos reúne diferentes espécies que atacam lavouras de soja e variam quanto à coloração e ao potencial de dano. Entre elas, o percevejo-marrom, identificado cientificamente como Euschistus heros, é apontado como a principal praga da cultura no Brasil e pode provocar perdas de até 30% na produtividade.

De acordo com o agrônomo Luiz Henrique Marcandalli, head de marketing da Rainbow Agro, a presença do inseto tem impacto nas lavouras. “Estamos falando em mais de 50 milhões de toneladas de soja que sofrem com a presença desse inimigo”, explica.

Levantamento da Embrapa indica que os prejuízos causados por percevejos na safra de soja mais recente chegaram a cerca de R$ 12 bilhões. Os insetos atacam diretamente as estruturas da planta, perfurando tecidos e sugando nutrientes, o que compromete vagens e ramos, além de liberar toxinas prejudiciais ao desenvolvimento da cultura. Falhas no controle podem ampliar os impactos econômicos para a produção.

A pesquisadora Cecília Czepak, professora da Universidade Federal de Goiás, afirma que o controle antecipado é fundamental para reduzir a presença da praga. “ao focar no controle preventivo desde os estágios iniciais da praga é possível reduzir drasticamente as infestações e proteger as colheitas”.

Segundo especialistas, uma das estratégias adotadas no campo é o Manejo Integrado de Pragas, que orienta os produtores a combinar monitoramento das lavouras, critérios técnicos de intervenção e uso racional de inseticidas.

Entre as soluções utilizadas no controle de percevejos está o inseticida Aceway, desenvolvido pela Rainbow Agro. O produto combina dois ingredientes ativos — acetamiprido e bifentrina — que atuam de forma complementar no controle de pragas da soja.

Marcandalli afirma que a tecnologia busca ampliar a eficiência no manejo do inseto. “Essa poderosa combinação resulta em um controle eficaz, inclusive de percevejos adultos, com ação rápida e prolongada, além de versatilidade de aplicação. Aceway pode ser utilizado em diferentes estágios da cultura, contribuindo para redução da reinfestação graças ao seu efeito residual”, destaca.





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Boi gordo sobe nas praças paulistas


A cotação do boi gordo registrou alta nas praças paulistas, segundo análise divulgada nesta segunda-feira (30) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. O levantamento aponta que, mesmo com retração nas vendas no mercado interno no fim do mês, a oferta reduzida de animais prontos para abate tem sustentado os preços.

De acordo com a consultoria, “com o fim do mês, as vendas no mercado interno estão menores, mas a oferta enxuta está sustentando o mercado”. Nesse cenário, a cotação do boi gordo subiu R$ 3,00 por arroba nas praças de São Paulo, enquanto as demais categorias mantiveram estabilidade. As escalas de abate estavam, em média, programadas para seis dias.

No Acre, o informativo indica estabilidade nas cotações. “A cotação não mudou para nenhuma das categorias”, informa a Scot Consultoria.

No mercado atacadista da carne com osso, o movimento de vendas também refletiu o período de menor consumo. Segundo a análise, “com o fim do mês, as vendas no varejo perderam força ao longo da semana e, como consequência, os pedidos diminuíram”. Ainda assim, a menor disponibilidade de carne contribuiu para sustentar os preços no atacado, resultando em aumento nas cotações das carcaças casadas.

De acordo com o levantamento, a carcaça casada do boi capão registrou alta de 1,5%, equivalente a R$ 0,35 por quilo, enquanto a do boi inteiro avançou 1,6%, também com acréscimo de R$ 0,35 por quilo. Entre as fêmeas, a carcaça casada da vaca subiu 1,9%, ou R$ 0,40 por quilo, e a da novilha teve valorização de 1,6%, com aumento de R$ 0,35 por quilo.

A consultoria projeta melhora nas vendas nas próximas semanas. “A expectativa é de melhora nas vendas no varejo, o que deve repercutir também no atacado”, aponta o relatório, acrescentando que esse movimento pode ocorrer com o pagamento de salários, benefícios e a proximidade do Domingo de Páscoa, em 5 de abril.

No mercado de proteínas alternativas, a análise indica variações nas cotações. O preço do frango médio registrou alta de 6,5%, com acréscimo de R$ 0,40 por quilo, enquanto o suíno especial apresentou recuo de 4,8%, com queda de R$ 0,50 por quilo.





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Preços médios do carioca renovam recordes em março



O valor médio do feijão carioca de março superou o de fevereiro


Foto: Canva

O valor médio do feijão carioca de março superou o de fevereiro e renovou o recorde da série histórica do Cepea/CNA, iniciada em setembro de 2024. As cotações do feijão preto também se mantiveram elevadas. Segundo pesquisadores do Cepea, ambos os tipos apresentaram valorizações significativas ao longo do primeiro trimestre de 2026, influenciadas pela restrição de oferta, por dificuldades na colheita, por redução de área na primeira safra e por expectativa de menor produção na segunda safra, sobretudo no Paraná.

Dados do Cepea mostram que o preço médio de março (até o dia 26) do feijão carioca de notas 9 ou superiores está 8,3% acima do de fevereiro e 34% superior ao registrado em março/25. Nos três primeiros meses de 2026, a alta é de expressivos 48,3%. Para o feijão carioca de notas 8 e 8,5, a média da parcial deste mês supera em 7,1% a de fevereiro e em 42,2% a observada há um ano. No primeiro trimestre, a elevação é de expressivos 43,9%.

No mercado de feijão preto, a média de março registra avanço de apenas 0,11% frente à do mês anterior e de 0,4% em um ano. Ainda assim, o acumulado dos últimos três meses indica recuperação significativa, de 32,2%. 





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Não é mentira! Chuva de 100 mm deve afetar áreas de 12 estados em 1º de abril, diz Inmet


tempestade chuva forte
Foto: Pixabay

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja (perigo) para chuva de 50 mm a 100 mm para áreas de 12 estados brasileiros.

De acordo com o órgão, o aviso é válido para as primeiras horas de primeiro de abril até o fim do dia e vale para 941 municípios (veja aqui a lista completa) localizados nos seguintes estados (confira mapa com mancha de abrangência abaixo):

  • Oeste e noroeste da Bahia
  • Oeste de Pernambuco, da Paraíba e do Rio Grande do Norte
  • Ceará
  • Tocantins
  • Maranhão
  • Nordeste de Goiás
  • Pará
  • Amapá
  • Roraima
  • Faixa sudeste do Amazonas
mapa brasil
Áreas do país com alerta laranja pelo Inmet. Foto: Reprodução

De acordo com o Inmet, nessas áreas também há riscos de ventos intensos de (60 km/h a 100 km/h, corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

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Guerra no Oriente Médio pressiona custos do açúcar no Centro-Sul do Brasil


açúcar etanol
Foto: Embaixada dos EUA no Brasil

A escalada do conflito no Oriente Médio já começa a impactar diretamente o setor sucroenergético brasileiro. Segundo análise da StoneX, a forte alta do petróleo no mercado internacional tem pressionado os preços dos combustíveis no Brasil, elevando os custos de produção de açúcar e etanol no Centro-Sul.

Desde 28 de fevereiro, o Brent acumula valorização superior a 40%. No mesmo período, estimativas de Preço de Paridade de Importação (PPI) apontam aumento de 48% na gasolina e de 91% no diesel.

De acordo com a análise da consultoria, nas bombas, o diesel B já subiu mais de R$ 1,00 por litro no país, com avanço médio de R$ 1,26/L (20,6%) até 21 de março. Em São Paulo, a alta foi de 12%.

Para o analista de Inteligência de Mercado da empresa, Marcelo Di Bonifacio Filho, o cenário traz efeitos opostos sobre o setor. “Se, por um lado, o petróleo mais caro tende a sustentar os preços do etanol e melhorar a perspectiva de receita das usinas, por outro, a alta do diesel impacta diretamente os custos operacionais, especialmente nas atividades agrícolas”, avalia.

Com forte peso na estrutura de custos, o diesel mantém correlação de 97,46% com o custo agroindustrial total do setor nas últimas 19 safras. Na prática, cada aumento de R$ 1,00 por litro pode elevar os custos entre R$ 29 e R$ 36,5 por tonelada de cana.

A StoneX aponta que mesmo com a isenção de tributos federais sobre o diesel B, o reajuste de R$ 0,30/L aplicado pela Petrobras em março limitou o alívio nos preços internos.

Pressão nos fertilizantes

A StoneX avalia que o conflito também repercute no mercado global de fertilizantes, com alta generalizada de produtos como ureia e MAP. Isso porque a região do Oriente Médio, relevante na produção de amônia e enxofre, enfrenta restrições de oferta, enquanto o encarecimento do gás natural e dos fretes marítimos amplia a pressão sobre os custos.

“Apesar disso, o impacto tende a ser mais diluído no curto prazo para o Brasil, já que a maior parte das compras ocorre no segundo semestre”, sinaliza a consultoria.

Contudo, para a próxima temporada, o avanço do diesel deve ter efeito mais imediato sobre os custos. A StoneX estima o custo de produção do açúcar VHP no Centro-Sul em R$ 1.730/t (base usina) e R$ 1.875/t (FOB).

Com o câmbio entre R$ 5,20 e R$ 5,30 por dólar, o ponto de equilíbrio do açúcar no contrato #11 varia de US¢ 15,40 a 17,01/lb. Com as cotações pouco acima de US¢ 15,50/lb no fim de março, as usinas operam próximas do equilíbrio.

“Ainda assim, fatores como ganho de produtividade, menor investimento no canavial e queda esperada no preço do ATR — abaixo de R$ 1,00/kg — devem reduzir o custo total em cerca de R$ 45/t frente à safra anterior. A queda de 10,5% no custo da cana de terceiros pode gerar economia adicional de R$ 35/t”, destaca a empresa.

Mudança no mix ganha força

Diante desse cenário, a tendência é de maior direcionamento da cana para o etanol. “A alta do petróleo melhora a competitividade do etanol, mas o impacto imediato do diesel sobre os custos reduz as margens do açúcar, o que pode incentivar uma maior destinação para biocombustíveis”, realça Di Bonifacio Filho.

De acordo com ele, o avanço do petróleo reforça a dualidade do cenário. “Enquanto sustenta receitas com etanol, amplia a pressão de custos via diesel e insumos, limitando a rentabilidade das usinas e exigindo ajustes estratégicos na safra 2026/27”, conclui o analista.

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JBS inaugura centro de biotecnologia para desenvolver ‘superproteínas’


Centro de Biotecnologia Avançada JBS
Foto: Divulgação JBS

A JBS inaugura nesta quarta-feira (1º), em Florianópolis, Santa Catarina, a JBS Biotech, centro de biotecnologia avançada dedicado ao desenvolvimento de ciência aplicada à cadeia produtiva, para criar e agregar valor à produção de alimentos.

A unidade atua em saúde animal, nutrição de precisão e desenvolvimento de proteínas funcionais e alternativas, elevando o padrão competitivo da cadeia de proteína animal.

Instalado no Sapiens Parque, o complexo é liderado pela engenheira química Fernanda Berti, doutora em Desenvolvimento de Processos Químicos e Biotecnológicos, e foi estruturado para atuar desde a pesquisa inicial até a validação de novas tecnologias para aplicação industrial.

Com estrutura de mais de 4.000 metros quadrados dedicados à pesquisa e desenvolvimento, a JBS Biotech conta com mais de 20 laboratórios altamente especializados, projetados segundo padrões internacionais de qualidade e segurança operacional.

A atuação da unidade abrange todo o ciclo de desenvolvimento tecnológico, da ciência básica e biologia molecular à engenharia, simulação de dados e validação de resultados.

“A JBS Biotech é capaz de desenvolver desde proteínas funcionais – as chamadas superproteínas – até novas soluções em ingredientes que contribuam para produtos mais saudáveis. Mas, mais do que produzir um item final, nosso objetivo é desenvolver tecnologia, acelerar provas de conceito e abrir caminhos para futuras aplicações em escala industrial”, destaca o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni.

“Estamos entrando em uma nova fronteira, em que é possível entender o potencial dos alimentos proteicos em nível molecular e desenvolver soluções com características nutricionais e funcionais sob medida para diferentes necessidades dos consumidores”, afirma Fernanda, CEO da JBS Biotech.

“Isso inclui o avanço da nutrição de precisão, com o desenvolvimento de ingredientes e proteínas desenhadas para modular respostas fisiológicas específicas, tanto em humanos quanto em animais”, completa.

Proteínas de alta qualidade

Segundo ela, no centro dessa iniciativa está o compromisso de oferecer ao consumidor proteínas de alta qualidade, ampliar o acesso a novas tecnologias de produção de proteínas e contribuir para a construção de um modelo produtivo cada vez mais eficiente.

A pesquisadora enfatiza que, na prática, isso abre caminho para proteínas de alta qualidade nutricional, ricas em aminoácidos essenciais, na proporção adequada ao consumo, além de propriedades funcionais específicas.

Esses ingredientes podem ser desenhados para atuar de forma direcionada, desde ganho de massa muscular até suporte imunológico e desempenho metabólico, ampliando o conceito de nutrição tradicional para uma nutrição mais personalizada e baseada em ciência.

O conhecimento gerado também é aplicado na melhoria de produtos já existentes, ampliando qualidade e valor nutricional. Entre as frentes de pesquisa está o desenvolvimento de peptídeos e bioingredientes com potencial antioxidante e antimicrobiano, que podem contribuir para a redução de aditivos em alimentos e para o avanço de produtos com perfil clean label.

“Esta iniciativa nasce da nossa convicção de que ciência, tecnologia e inovação são essenciais para garantir a segurança alimentar em um mundo em rápida transformação”, completa Tomazoni.

Ciência aplicada à inovação industrial

JBS Biotech
Foto: Divulgação JBS

O avanço da biotecnologia tem impulsionado o crescimento de setores estratégicos da economia global ao viabilizar produtos de alto valor agregado, associados à eficiência produtiva, à responsabilidade ambiental e à segurança alimentar.

Alinhado a esse cenário, o centro conta com uma estrutura que integra sequenciadores de última geração, análises moleculares avançadas, ciência de dados ômicos ‒ genômicos, proteômicos e metabolômicos ‒, além de capacidade completa para culturas celulares, de micro-organismos e de plantas. Tomazoni destaca que essa infraestrutura posiciona a JBS Biotech como um centro de excelência para inovação, reduzindo a distância entre ciência, indústria e consumidor.

Já Fernanda ressalta que a infraestrutura permite, por exemplo, o mapeamento detalhado de perfis biológicos e nutricionais, abrindo caminho para aplicações futuras em nutrição personalizada, em que necessidades individuais podem orientar o desenvolvimento de ingredientes e soluções proteicas específicas.

Um dos pilares dessa visão é a estruturação do biobanco, com armazenamento criogênico de amostras biológicas, que, aliado às capacidades de biotecnologia aplicada, protege e amplia a valorização de matérias‑primas da cadeia agroindustrial.

A JBS Biotech integra competências multidisciplinares que abrangem desde a ciência básica — como biologia, química e física — até a ciência aplicada — engenharia química, bioquímica, bioprocessos e ciência de alimentos — com o objetivo de otimizar processos produtivos convencionais e viabilizar a criação de novos processos tecnológicos.

De acordo com a companhia, essa base permite ao centro atuar tanto em inovação incremental, com melhorias em processos e produtos já existentes, quanto em inovação disruptiva, voltada à criação de novas soluções para a cadeia de alimentos.

Valor agregado à cadeia

Aprofundar o modelo de economia circular já consolidado pela JBS é outro eixo estratégico do centro. Pesquisas utilizam tecnologias de extração e bioconversão para transformar coprodutos em bioingredientes de maior valor agregado, como proteínas funcionais, suplemento alimentar e compostos bioativos.

“Mais do que o produto final em si, o grande valor da biotecnologia está no aprendizado científico que esse processo proporciona”, explica Tomazoni. “A geração contínua de conhecimento constitui um ativo estratégico que assegura propriedade intelectual, orienta decisões e sustenta a competitividade, ao conectar inovação às tendências de mercado, por exemplo as ‘superproteínas’, com potencial, inclusive, de melhorar produtos que já oferecemos.”

A cadeia produtiva permite aproveitar melhor os recursos gerados nos processos convencionas para atender diferentes setores, como de insumos e produtos farmacêuticos, cosméticos, médicos e de suplementos alimentares. “Estamos mapeando aquilo que hoje é tratado como subproduto para desenvolver novas aplicações industriais”, afirma Fernanda Berti.

Saúde animal e eficiência

A biotecnologia tem um papel cada vez mais relevante na saúde dos animais, ao apoiar o desenvolvimento de produtos veterinários seguros e eficientes, que se integram às práticas já consolidadas de manejo e cuidado nos diferentes sistemas de produção.

As pesquisas incluem o desenvolvimento de soluções nutricionais e bioativas que contribuem para a prevenção de doenças e melhoria do desempenho animal, reduzindo a necessidade de intervenções mais intensivas. Essas soluções contribuem para o fortalecimento das estratégias de prevenção e controle sanitário, apoiando o bem‑estar animal e a produção responsável de alimentos ao longo de toda a cadeia.

Segundo Fernanda, a biotecnologia contribui para a eficiência operacional da produção de proteína animal, ao auxiliar na organização de dados relacionados aos sistemas produtivos. O uso combinado de ciência de dados e biotecnologia permite maior precisão nas decisões, promovendo ganhos de produtividade, redução de perdas e uso mais racional de recursos.

Conforme ela, o uso de produtos veterinários desenvolvidos com base científica favorece a melhoria contínua dos processos, a redução de perdas e o uso mais racional de recursos, promovendo maior previsibilidade e eficiência sem abrir mão das boas práticas já adotadas pelo setor.

Nova etapa de investimento em biotecnologia

JBS Biotech
Foto: Divulgação JBS

A inauguração do centro se conecta a iniciativas anteriores da companhia em biotecnologia, incluindo investimentos em proteína cultivada na Europa. Com o novo centro no Brasil, a empresa amplia sua capacidade de desenvolver soluções em diferentes frentes da cadeia de alimentos.

De acordo com a CEO da JBS Biotech, em um cenário de crescimento da demanda global por proteína e maior exigência por qualidade nutricional, o avanço da ciência em novos ingredientes proteicos amplia as possibilidades de desenvolvimento de alimentos com maior precisão nutricional e funcional.

“Nossa missão é tangibilizar o conhecimento biotecnológico”, resume Fernanda. “Queremos transformar ciência em soluções que gerem valor duradouro para a empresa e para a sociedade.”

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Boi gordo hoje: preço da arroba mantém alta; veja as cotações


boi gordo preço em alta
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média no decorrer desta terça-feira (31).

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente segue pautado pela restrição de oferta, o que faz com que as indústrias encontrem dificuldade na composição de suas escalas de abate.

“A demanda por exportação permanece aquecida, considerando o forte ritmo de embarques durante o primeiro trimestre, lembrando que tanto importadores chineses quanto exportadores brasileiros têm acelerado o ritmo das negociações para preencher o maior volume possível da cota de 1,106 milhão de toneladas que foi destinada ao Brasil”, destacou.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 360,75 — ontem: R$ 360,42
  • Goiás: R$ 341,96 — ontem: R$ 340,89
  • Minas Gerais: R$ 347,35 — ontem: R$ 346,18
  • Mato Grosso do Sul: R$ 349,32 — ontem: R$ 349,09
  • Mato Grosso: R$ 356,82 — ontem: R$ 356,15

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes durante a terça-feira. De acordo com Iglesias, a firmeza dos preços está centrada na baixa disponibilidade de produto, que mantém preços em patamares muito elevados mesmo em um momento de perda de competividade em comparação às proteínas concorrentes.

“Mais uma vez a variável oferta se mostra mais impactante que a variável demanda”, enfatiza o analista.

  • Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 27,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 21,80 por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 20,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 1,25%, sendo negociado a R$ 5,1800 para venda e a R$ 5,1780 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1790 e a máxima de R$ 5,2365. Em março, a moeda subiu 0,91% e no trimestre houve queda de 5,61%.

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FPA pede adiamento de regras que podem afetar concessão de crédito rural


Foto: Agência FPA

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) solicitou ao Conselho Monetário Nacional (CMN) o adiamento da regra por, no mínimo, 6 meses. A proposta busca garantir tempo para ajustes no sistema e evitar prejuízos aos produtores que, segundo a entidade, já cumprem sua parte na regularização ambiental.

Além disso, a medida estabelece novas exigências ambientais para a concessão de crédito rural, especialmente na Amazônia Legal, região que concentra estados como Mato Grosso e Pará.

De acordo com o vice-presidente da FPA, Arnaldo Jardim, esse embróglio se deve à falta de conclusão das análises do cadastro ambiental rural que foram transferidas para o Ministério de Gestão no início do governo Lula em 2023.

“Os agricultores têm feito o seu cadastro, mas o governo tem sido moroso, demorado e não tem feito o plano de regularização ambiental, apresentado a sua análise sobre o car que foi oferecido”, afirmou.

A crítica também se estende ao Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) como critério para restrições de crédito. Segundo Jardim, o mecanismo apresenta inconsistências e pode impedir o acesso a financiamentos. Além disso, ele considera a medida descabida ao penalizar produtores por uma análise que não foi concluída pelo próprio governo.

Manifestação

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além das limitações técnicas, a medida transfere ao sistema financeiro responsabilidades que não são suas ao exigir que as instituições realizem verificações ambientais para a liberação da operação.

Isso tende a ampliar a insegurança jurídica das operações e elevar os custos operacionais, sem necessariamente garantir maior efetividade na política de proteção ambiental.

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Oferta restrita mantém preço em alta; média avança pela 8ª semana consecutiva



A oferta restrita de mandioca mantém os preços da raiz em alta


Foto: Canva

A oferta restrita de mandioca mantém os preços da raiz em alta nas regiões acompanhadas pelo Cepea – entre 23 e 27 de março, as cotações subiram pela oitava semana consecutiva. Apesar de alguns produtores terem retomado a colheita, a maioria ainda adia a comercialização para priorizar outras atividades e/ou por considerar a rentabilidade baixa.

Esse cenário manteve a disponibilidade abaixo da demanda industrial, impulsionando os valores, que operam no maior patamar desde novembro do ano passado. Segundo pesquisadores do Cepea, apesar das recentes valorizações, produtores sinalizam uma redução nas áreas a serem ocupadas com mandioca, considerando baixa a rentabilidade, custos ainda elevados e menor acesso ao crédito para custear a atividade. 





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