segunda-feira, maio 11, 2026

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AgroNewsPolítica & Agro

China lidera compras do Brasil em 2025



Brasil exporta 305 mil toneladas de couro no 1º semestre




Foto: Pixabay

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (31) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Brasil exportou 305 mil toneladas de couro no primeiro semestre de 2025. As vendas externas geraram US$ 559 milhões em receita, com preço médio de US$ 1,83 por quilo.

De acordo com o Deral, a China foi o principal destino do couro brasileiro, respondendo por aproximadamente 30% do total exportado. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 14% das compras. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve aumento de 3% no volume exportado, mas a receita caiu 14,5%.

O Paraná, conforme dados do boletim, exportou 54,2 mil toneladas entre janeiro e junho de 2025, resultado inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando o estado embarcou 58,8 mil toneladas.





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EUA impõem tarifas, mas Sebrae vê chance de crescimento no Brasil


O aumento das tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros pode ser uma oportunidade para o país buscar novas oportunidades em outros países.

“O tarifaço dos EUA não é uma tragédia para o Brasil — é um despertar. O Brasil é gigante, tem riqueza, povo empreendedor e vocação global. Chegou a hora de agir com patriotismo e coragem. Vamos crescer com essa situação, não tenha a menor dúvida, incluindo as nossas cadeias produtivas. Tenho certeza de que vamos ainda ter a abertura de novos mercados nesta economia globalizada e vamos entrar em outros territórios nos quais nunca pisamos”, apontou Décio.

Além disso, ele ressalta: “O Brasil e a nossa economia são muito maiores do que isso. Essa é uma narrativa de taxação contra o Brasil e não podemos entrar numa onda perversa de pessimismo.”

Em sua análise, Lima avaliou que os mais impactados com a medida serão os próprios americanos. Do outro lado, no Brasil, a taxação vai fortalecer o sentimento de patriotismo na população.

“Toda essa situação vai mostrar para nós aquilo que historicamente a gente não conseguia enxergar, que é a grandeza do nosso país”, afirmou.

“Não precisamos ser submissos e vamos mostrar para o mundo o tamanho que nós temos. Não somos mais um território de subserviência, de gente pequena, um país de terceiro mundo”, completou.

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O bom momento da economia brasileira que possibilita esta avaliação tem sido perceptível, segundo Décio Lima, no processo de inclusão realizado no país, com a geração de empregos pelos pequenos negócios – que representam mais de 60% das vagas geradas – e com a abertura de novas empresas: já são mais de 2,6 milhões CNPJs abertos neste ano nesse segmento.

“Eu não posso imaginar que essas taxações, fronteiras econômicas, podem levar qualquer um de nós a voltar ao campo da subserviência, da humilhação e da resignação, de baixar a cabeça. O Brasil é dos brasileiros. Não será uma porcentagem da taxa que querem impor ao modelo econômico brasileiro que irá nos limitar.”

O presidente do Sebrae ainda exaltou a criatividade do povo brasileiro e os biomas do país como diferenciais da economia brasileira para superar a medida do governo dos Estados Unidos.

“Lá, eles [americanos] não têm a criatividade que tem no Brasil. Por isso, estou muito convencido que isso tudo aí é para nos despertar. O que está faltando é acreditarmos em nós, acreditar inclusive, nessa produção extraordinária da pulverização econômica e nesse espírito empreendedor do povo brasileiro”, concluiu Lima.

Avaliação

Atualmente, 68% das exportações dos pequenos negócios são feitas para as Américas (28% América do Sul, 24% América do Norte e 7% América Central e Caribe). O presidente Décio Lima lembra que, nos últimos anos, houve um crescimento significativo no acesso dos pequenos negócios ao mercado internacional.

O número de empreendedores que estão vendendo produtos e serviços para outros países cresceu 120% nos últimos 10 anos, enquanto as médias e grandes empresas cresceram 29% no mesmo período. Os pequenos negócios representam 41% do total de empresas exportadoras, apesar de movimentarem apenas cerca de 0,9% do montante de recursos.

De acordo com levantamento do Sebrae, em 10 anos foi registrado um crescimento de 152% nos valores comercializados por pequenos negócios. Em 2023, esse segmento foi responsável por movimentar US$ 2,8 bilhões, o melhor resultado registrado em todos os anos anteriores a 2020, sendo menor apenas que as exportações feitas em 2021 e 2022.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Arte com os horários do programa Porteira Aberta Empreender
Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. Foto: Arte Divulgação | Canal Rural



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ABPA defende pragmatismo na negociação com os EUA sobre tarifas para carnes, ovos e peixes



A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) defende a continuidade das negociações com os Estados Unidos para evitar o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros exportados ao país norte-americano.

A entidade afirmou, em nota, esperar que o “pragmatismo permaneça” nas tratativas conduzidas pelo governo federal. De janeiro a julho, o Brasil embarcou 14,9 mil toneladas de carne suína, 15,2 mil toneladas de ovos e 6,6 mil toneladas de tilápia para o mercado norte-americano, o que resultou em mais de US$ 90 milhões em receita.

“As relações entre Brasil e Estados Unidos sempre foram pautadas pela diplomacia, em linha com os propósitos de duas nações voltadas para o desenvolvimento e o comércio próspero”, disse a ABPA, destacando a importância do diálogo contínuo entre os países.

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Segundo a entidade, os produtores brasileiros “esperam e acreditam no total empenho do governo brasileiro pela continuidade das negociações” visando preservar o acesso ao mercado norte-americano, considerado estratégico para o setor.



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setor respira aliviado com suco de laranja fora do tarifaço



A decisão do governo dos Estados Unidos de isentar o suco de laranja brasileiro da tarifa adicional de 40%, trouxe alívio imediato ao setor. Essa é a avaliação dos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A medida, mantém o produto sujeito à sobretaxa de 10% mais a tarifa fixa de US$ 415/t. Segundo o instituto, a decisão pode ser atribuída a dependência estrutural do mercado norte-americano em relação ao suco importado do Brasil. Este representa aproximadamente 60% de todo o volume de suco consumido nos EUA. 

Para o Brasil, pesquisadores do Cepea afirmam que a isenção representa a preservação da competitividade em seu principal mercado externo e evita perdas de receita. 

Reforçam, ainda, que esse cenário deve proporcionar a retomada de novos contratos de venda de laranja fruta da safra 25/26, trazendo mais clareza e liquidez ao mercado, que praticamente andou “de lado” nas últimas semanas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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lentidão no mercado reduz o poder de compra do avicultor



O poder de compra do avicultor de postura paulista frente aos principais insumos consumidos na atividade (milho e farelo de soja) diminuiu em julho. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o Centro de Pesquisas, esse cenário se deve à queda mais acentuada nos preços dos ovos em comparação aos do cereal e do derivado da oleaginosa. 

Pesquisadores explicam que a retração na demanda pela proteína observada ao longo do mês, típica do período de férias escolares, pressionou fortemente as cotações.

Em Bastos (SP), o preço médio dos ovos brancos tipo extra, a retirar (FOB) foi de R$ 149,48/caixa com 30 dúzias em julho (até o dia 30). A redução é de  9,1% no comparativo com o mês de junho. 

Para os ovos vermelhos, a média de R$ 165,76/cx na região paulista caiu expressivos 10,3%, ainda conforme levantamentos do Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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cotações caem, mas ainda superam o comparativo anual



Os preços médios da carne de frango caíram em julho pelo terceiro mês consecutivo. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados de Economia Aplicada (Cepea). 

Apesar disso, o movimento de baixa foi o menos intenso desde a desde as restrições impostas após a detecção do caso de Influenza Aviária  em maio.

Além disso, o centro de pesquisas aponta que as cotações da carne no último mês superaram as registradas em julho/24, em termos reais. Para o vivo, houve aumentos de preços tanto no comparativo mensal quanto anual. 

De acordo com colaboradores consultados pelo Cepea, essa valorização está atrelada à retomada gradual das exportações por parte de importantes parceiros comerciais do Brasil, como África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong e Vietnã.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Trump anuncia taxas de 35% para Canadá e de 39% para Suíça



Segundo esse documento, foi listada uma elevação nas tarifas de importação, variando de 10% a 41%, para 69 parceiros comerciais, com início em sete dias. Alguns países conseguiram negociar acordos para reduzir tarifas, mas outros não tiveram oportunidade de negociar com a administração Trump.

Produtos de todos os outros países que não constam na lista serão taxados com uma tarifa de importação de 10% pelos EUA, embora Trump já tenha sugerido anteriormente que essa alíquota poderia ser ainda maior. O governo americano também afirmou que mais acordos comerciais estão em negociação, numa tentativa de fechar déficits comerciais e fortalecer a indústria nacional.

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Segundo o texto da ordem executiva, alguns parceiros negociaram, mas apresentaram propostas insuficientes para corrigir os desequilíbrios na relação comercial ou para se alinharem aos interesses dos EUA em temas econômicos e de segurança nacional.

Outros detalhes ainda serão anunciados, como os critérios relacionados às “regras de origem” que determinarão quais produtos podem ser alvo de tarifas ainda mais elevadas.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, manifestou desapontamento com a decisão de Trump e prometeu tomar medidas para proteger os empregos no Canadá e diversificar os mercados de exportação do país. Ele afirmou, em publicação na rede social X (antigo Twitter), que o governo canadense permanece disposto a negociar com os EUA, mas está focado em fortalecer o Canadá a partir do que está sob seu controle.

O México conseguiu uma prorrogação de seu acordo comercial vigente enquanto as negociações continuam, evitando, por ora, uma tarifa de 30% sobre a maioria dos produtos mexicanos não automotivos e não metálicos que estejam em conformidade com o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA).

Já as mercadorias da Índia tendem a ser taxadas em 25%, pois as negociações travaram em razão do acesso dos EUA ao setor agrícola indiano, o que levou Trump a ameaçar taxar ainda mais, inclusive sugerindo uma penalidade não especificada relacionada às compras de petróleo russo pela Índia. Embora as conversas continuem, o governo indiano prometeu defender seu setor agrícola, intensivo em mão de obra.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cevada tem bom desempenho após chuvas



Aplicação de fertilizantes segue em ritmo normal




Foto: Canva

As chuvas registradas nos dias 26 e 27 de julho favoreceram o avanço do ciclo da cevada no Rio Grande do Sul, segundo informou a Emater/RS-Ascar no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (31). De acordo com o boletim, as precipitações contribuíram para a transição entre as fases vegetativa e reprodutiva das lavouras e promoveram maior uniformidade no desenvolvimento das plantas.

A entidade destacou que a reposição da umidade no solo beneficiou o perfilhamento e a emissão de colmos, mantendo o potencial produtivo da cultura. Além disso, a melhora nas condições hídricas viabilizou a continuidade das práticas de manejo, como a aplicação de fertilizantes nitrogenados e potássicos em cobertura.

Na região administrativa de Erechim, a cultura encontra-se em desenvolvimento vegetativo, com condições fitossanitárias consideradas apropriadas. A produtividade projetada é de 3.600 quilos por hectare.

Na região de Ijuí, a cultura avança para a fase de elongação do colmo. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, com emissão de perfilhos e estande uniforme. A sanidade das plantas segue satisfatória.





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Tarifaço exclui 44,6% das exportações do Brasil para EUA



O tarifaço de 50% imposto pelo governo de Donald Trump exclui 44,6% das exportações brasileiras em valores para os Estados Unidos, divulgou nesta quarta-feira (31) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A pasta calculou o impacto da lista com cerca de 700 exceções para produtos que ficaram fora da sobretaxação.

Esses 700 itens, entre os quais aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro, continuarão a pagar a tarifa de até 10% definida em abril. Segundo a pasta, as medidas anunciadas na quarta-feira (30) incidirão apenas sobre 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

Há ainda 19,5% das vendas sujeitas a tarifas específicas, adotadas pelo governo de Donald Trump com base em argumentos de segurança nacional. Entre esses produtos, estão as autopeças e automóveis de todos os países, que pagam 25% para entrarem nos Estados Unidos desde maio.

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O aço, alumínio e cobre pagam alíquota de 50%, mas, segundo o levantamento do Mdic, estão dentro dos 19,5% porque as tarifas foram definidas com base nos argumentos de segurança nacional em fevereiro, com entrada em vigor em março.

De acordo com o Mdic, 64,1% das exportações brasileiras continuam concorrendo em condições semelhantes com produtos de outros países no mercado estadunidense. Esse percentual é a soma dos 44,6% de vendas excluídas do tarifaço e dos 19,5% de exportações com tarifas específicas.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Mdic, o levantamento é preliminar e foi elaborado com base nas exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2024. O governo brasileiro espera alguns esclarecimentos sobre se algumas especificações de produtos estão fora da lista de exceções.

A pasta esclareceu que os produtos em trânsito para os Estados Unidos não serão afetados pelas tarifas adicionais. A decisão, emitida na quinta-feira (30), excluiu da elevação da tarifa mercadorias que tenham sido embarcadas no Brasil até sete dias após a data da ordem executiva, observadas as condições previstas.



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Esperança, alívio e dúvida: setores de suco de laranja, pescado, frutas e madeira reagem ao tarifaço



Após semanas de expectativa sobre a implementação da tarifa de 50% sobre exportações brasileiras pelos EUA, Donald Trump assinou na última quarta-feira (30), uma Ordem Executiva que determina que a taxação passe a vigorar no dia 6 agosto. No entanto, a medida veio com uma lista com quase 700 exceções.

Para alguns setores, que escaparam do chamado tarifaço, a sensação foi de alívio. É o caso o suco de laranja, por exemplo. Segundo o diretor-executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Ibiapaba Netto, a medida impede um impacto bilionário sobre as exportações brasileiras, estimado em R$ 3,6 bilhões.

“É uma relação de interdependência. Essa concessão foi feita pelo governo americano para proteger as empresas locais, que dependem do nosso produto. Não foi um benefício ao Brasil, mas aceitamos essa carona com muito alívio”, afirmou Netto.

Já o setor do pescado vê a situação com preocupação, pois 90% das exportações de tilapia vão para os EUA.

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“Os pescados e, em especial, a tilápia, não foram incluídos na lista dos produtos que ficaram excluídos da taxa de 50%. A entrada em vigor da nova taxação será dia 6 de agosto e até lá nós continuaremos a embarcar filé fresco de tilápia via aérea. Nós continuamos conversando com os parceiros americanos para inclusão da tilápia, mas acreditamos ser fundamental o início das negociações do presidente Lula com o presidente Trump. Os Estados Unidos são o maior importador de filé de tilápia do mundo e, neste momento, não tem outro país para suprir a demanda de filé fresco. O maior fornecedor de filé congelado para os Estados Unidos é a China, assim, a negociação do governo americano com a China será crucial para o nosso negócio”, diz em nota a Associação Brasileira de Pisicultura (Peixe Br).

Esperança e cautela marcam o posicionamento da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) que tem no país comandado por Trump um dos seu maiores compradores de frutas, como a manga. Em nota, a entidade diz que acompanha as negociações entre Brasil e EUA e espera uma solução para o impasse.

“A Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) seguirá acompanhado as negociações entre os governos dos dois países com a expectativa de um acordo que mantenha o mercado americano atrativo para as frutas brasileiras. A associação também continua apoiando os seus associados na interlocução com os importadores americanos e com o governo brasileiro na busca de medidas que possam mitigar prejuízos.”

Dúvida

O extenso documento que determina o tarifaço e a lista de exceções deixou margem para dúvidas em alguns setores. Para a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), que viu algumas empresas do setor decretar férias coletivas e até promover demissões, entende que tarifa extra incidirá sobre os produtos, no entanto fala em “análise criteriosa” sobre a situação.

“A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) informa que, conforme análise preliminar, a maioria dos produtos do setor, em especial os provenientes de florestas plantadas, não foram incluídos na lista de exceções divulgada no Anexo I da medida. Dessa forma, entendemos que a tarifa adicional de 40% incidirá sobre as alíquotas recíprocas já vigentes de 10%”

Em outro trecho da nota, a Abimci diz que aguarda mais esclarecimentos das autoriadades americanas sobre as isenções relacionadas ao setor da madeira.

“As interpretações aqui apresentadas são preliminares, uma vez que ainda aguardamos a publicação do guia de implementação pela Customs and Border Protection (CBP), órgão responsável pela aplicação das regras aduaneiras nos EUA, que deverá trazer esclarecimentos definitivos sobre os procedimentos tributários.”



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