segunda-feira, abril 6, 2026

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Inovação e produtividade com sustentabilidade são focos da Acadian no Conexão Abisolo


A Acadian Sea Beyond participará do Conexão Abisolo, evento que reúne o Fórum de Fertilizantes de Matriz Orgânica e o Simpósio de Biofertilizantes, nos dias 22 e 23 de outubro, em Campinas (SP). A presença reforça a estratégia da empresa de fortalecer relacionamentos, fomentar negócios e apresentar inovações tecnológicas a um público altamente qualificado.

Segundo Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian no Brasil e Paraguai, estar na Conexão Abisolo é uma oportunidade para mostrar as tecnologias desenvolvidas a partir de Ascophyllum nodosum, alga marinha reconhecida por seus benefícios como bioestimulante para a agricultura. Ele destaca que, neste ano, a empresa intensifica campanha de comunicação, que valoriza o papel do extrato de Ascophyllum nodosum na bioestimulação das plantas, contribuindo para ganhos de produtividade e maior sustentabilidade.

Durante o evento, a empresa também apresentará a segunda edição da revista Sea Beyond Tech, dedicada ao tema Produtividade & Sustentabilidade. A publicação reúne cases de aumento de rendimento em diferentes cultivos e países da América Latina, demonstrando os resultados concretos alcançados com o uso dos extratos de alga marinha da Acadian.

No Brasil, a Acadian atua principalmente ao segmento B2B, com destaque para a parceria estratégica com a Koppert, que amplia o alcance e a eficácia das soluções no campo. Além disso, a companhia mantém forte presença junto ao mercado de formuladores de fertilizantes. “Os eventos promovidos pela Abisolo são essenciais para consolidar parcerias, reforçar nosso compromisso com o setor e identificar novas oportunidades de negócios”, afirma Carloto.

A alga marinha Ascophyllum nodosum é exclusiva das águas frias do Atlântico Norte e cresce em zonas entre marés, onde enfrenta condições extremas. A cada ciclo, a planta suporta a imersão em água salgada durante a maré alta e a desidratação na maré baixa, além de variações de temperatura que vão de 38°C no verão a -22°C no inverno. Essa adaptação a ambientes desafiadores levou ao desenvolvimento de compostos bioativos capazes de conferir alta resistência a estresses ambientais.

Essas características únicas são a base dos extratos produzidos pela Acadian, que desempenham papel fundamental na saúde do solo e das culturas, consolidando a empresa como referência em soluções inovadoras para uma agricultura mais eficiente e sustentável.





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RS projeta alta de 57% na produção de soja



Tempo seco favorece preparo do solo para soja



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (9), o plantio de soja no Rio Grande do Sul ainda é incipiente, mesmo com a abertura do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). O ritmo da semeadura está condicionado à priorização de outras culturas, como milho e arroz, ao adiamento intencional para evitar períodos de menor precipitação e às restrições de crédito enfrentadas pelos produtores.

As condições climáticas, marcadas por tempo seco, favoreceram o preparo do solo e a dessecação das coberturas vegetais. O cenário tem permitido que os produtores organizem maquinário e logística para iniciar efetivamente a semeadura nos próximos dias. Pequenas áreas já foram implantadas na Fronteira Oeste, Missões, Noroeste e Região Central, com emergência normal e vigor inicial adequado.

Os dados preliminares para a safra 2025/2026 indicam recuperação produtiva, com produtividade média estimada em 3.180 kg/ha e manutenção da área cultivada em 6.742.236 hectares, uma variação negativa de 0,80%. A produção prevista é de 21.440.133 toneladas, representando aumento de 57,14% em relação ao ciclo anterior. A ligeira redução da área plantada decorre das cotações abaixo da média histórica e dos custos elevados dos seguros agrícolas.

Na safra 2024/2025, a cultura registrou forte frustração, principalmente na Metade Oeste do Estado, com produtividade média de 2.009 kg/ha em 6.796.916 hectares cultivados, totalizando 13.643.936 toneladas produzidas.





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Preço do boi gordo se mantém firme e indicador de MS atinge maior valor do dia



O indicador do Boi Gordo Datagro encerrou nesta terça-feira (21) com o preço de R$ 310,72/arroba na praça de São Paulo, mostrando estabilidade e firmeza nas cotações desde o início de outubro.

O Mato Grosso do Sul segue como destaque entre as principais praças pecuárias do país, com o indicador fechando em R$ 318/arroba, superando o valor paulista nas últimas semanas.

De acordo com a Datagro, há encurtamento nas programações de abate, embora regiões com maior disponibilidade de animais em regime intensivo ainda operem com escalas mais confortáveis. Em São Paulo, as escalas de abate estão atualmente na faixa dos 10 dias corridos.

No mercado interno, há sinais de recuperação nos preços da carcaça casada na capital paulista, reflexo de melhora pontual na demanda nesta segunda quinzena de outubro.
A expectativa é de que o consumo se fortaleça no último trimestre do ano, impulsionado pelo pagamento do 13º salário, confraternizações de fim de ano e férias escolares.

Exportações

Já no mercado externo, as exportações seguem em ritmo consistente, mas a China acende um sinal de alerta. O país, principal destino da carne bovina brasileira, registrou em setembro volumes recordes de importação, o que indica estoques elevados.

Além disso, a resolução das investigações de salvaguarda prevista até o fim de novembro pode influenciar o comportamento do mercado chinês e, consequentemente, as negociações brasileiras.

Veja abaixo a cotação do boi gordo nas principais praças:

São Paulo: de R$ 311,38 para R$ 310,72

Goiás: de R$ 297,03 para R$ 299,14

Minas Gerais: de R$ 292,12 para R$ 295,23

Mato Grosso: de R$ 296,33 para R$ 299,31

Mato Grosso do Sul: de R$ 317,58 para R$ 318,13

Pará: de R$ 296,55 para R$ 297,89

Rondônia: de R$ 286,11 para R$ 283,29

Tocantins: de R$ 296,66 para R$ 296,92

Bahia: de R$ 289,50 para R$ 290,08

O Indicador do Boi Gordo Datagro é a referência utilizada pela B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro.



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Após derrubada da MP do IOF, governo estuda novas medidas de taxação



O governo vai fatiar em dois projetos de lei a maior parte das medidas de ajuste fiscal que estavam na medida provisória (MP) rejeitada pela Câmara no início do mês, disse nesta terça-feira (21) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em entrevista à GloboNews, ele disse que a estratégia busca reduzir resistências políticas e acelerar a tramitação no Congresso.

Os dois textos, informou o ministro, devem tratar de frentes distintas: uma voltada ao controle de gastos públicos e outra com ações para aumento de arrecadação, como a taxação de bets (empresas de apostas eletrônicas) e de fintechs (startups do setor financeiro).

“Como houve muita polêmica em torno da questão de despesa e receita no mesmo diploma legal, a decisão provável é dividir entre dois projetos de lei”, disse Haddad à GloboNews.
O ministro afirmou que as propostas podem ser enviadas ainda nesta terça-feira. Segundo ele, parte dos deputados já se mostrou disposta a incluir os temas em projetos que estão em tramitação, o que pode acelerar as votações.

Foco na arrecadação e corte de gastos

Segundo Haddad, a revisão de gastos pode gerar entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões em economia, enquanto a taxação de bets e fintechs deve render cerca de R$ 3,2 bilhões no próximo ano, R$ 1,7 bilhão das apostas e R$ 1,58 bilhão das plataformas financeiras.

A equipe econômica avalia que a separação dos projetos permitirá votar primeiro os pontos de maior consenso, evitando que temas mais polêmicos travem o pacote. Ficam de fora, por ora, mudanças na tributação de ativos financeiros, como o fim da isenção para títulos isentos, como Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), um dos principais focos de tensão durante a tramitação da MP original.

Impasse orçamentário

Mais cedo, Haddad declarou que o governo deve definir ainda nesta terça uma solução para o impasse do Orçamento de 2026, após a MP que previa aumento de impostos perder a validade sem ser votada.

“A Casa Civil e a Fazenda estão reunidas para processar o que foi discutido com os líderes. Até o começo da tarde teremos uma definição do que fazer, porque essas leis todas têm que estar harmonizadas: quanto terá de despesa, quanto terá de receita”, afirmou.

A proposta orçamentária do próximo ano, em análise no Congresso, prevê superávit primário de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,5 bilhões. Haddad defende que o país entregue um resultado positivo em 2026, após anos de déficit.

“Precisamos dar uma última volta nesse parafuso. Entregar um orçamento com resultado primário positivo é importante diante do que aconteceu no passado recente”, disse o ministro.

Os novos projetos devem compor a base de ajuste fiscal que sustentará o Orçamento de 2026, cuja votação está prevista para novembro. O Palácio do Planalto espera que, ao dividir as propostas, as medidas de maior consenso avancem mais rapidamente e reconstruam parte do plano fiscal frustrado pela rejeição da MP do IOF.



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Embrapa lança estratégia para reduzir perdas e desperdício de alimentos no Brasil



A Embrapa, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, desenvolveu a segunda estratégia intersetorial para reduzir perdas e desperdício de alimentos em todo o país.

O objetivo é ampliar a oferta de alimentos saudáveis e de qualidade, como frutas e hortaliças, integrando a erradicação da fome à gestão sustentável dos resíduos orgânicos.

O pesquisador da Embrapa Alimentos e Territórios, Gustavo Porpino, explica que a estratégia atua em toda a cadeia produtiva, desde a produção até o consumo doméstico.

De acordo com Porpino, algumas redes varejistas exigem padrões estéticos muito elevados, sem permitir qualquer defeito em produtos como tomates, abobrinhas e hortaliças folhosas.

Isso gera excedentes no campo, mesmo se tratando de alimentos nutritivos e seguros para consumo. Em vez de serem descartados, esses produtos podem ser direcionados a equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, como cozinhas comunitárias e bancos de alimentos.

Desafios e estratégias

Entre os desafios estão o excedente de produtos em cooperativas e a exigência estética de redes varejistas, que acabam gerando desperdício de alimentos ainda seguros para consumo. Esses produtos podem ser redirecionados para bancos de alimentos, cozinhas comunitárias e outras iniciativas sociais.

Além disso, a estratégia propõe ações para reaproveitar resíduos orgânicos em centrais de abastecimento, mercados públicos e feiras livres, destinando-os à compostagem ou à produção de biogás. O estudo também busca gerar dados robustos sobre perdas e desperdício para orientar políticas públicas e reduzir prejuízos aos produtores rurais.

Soluções

Segundo o especialista, políticas bem estruturadas podem reduzir os prejuízos para os produtores rurais e, ao mesmo tempo, conectar esses alimentos a iniciativas que enfrentam a insegurança alimentar.

Outros elos da cadeia produtiva também precisam de atenção, como Centrais de Abastecimento (Ceasa), mercados públicos e feiras livres, onde há grande volume de resíduos orgânicos.

Parte desses resíduos ainda é segura para consumo e pode ser destinada a bancos de alimentos, enquanto o restante pode ser aproveitado na compostagem ou na produção de biogás.



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Exportações sustentam firmeza nos preços do boi gordo no país



Nesta terça-feira (21), o mercado físico do boi gordo voltou a registrar negócios acima da referência média, com destaque para Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. Em São Paulo, os preços permaneceram sustentados, apoiados pela boa disponibilidade de animais terminados em confinamento e pela posição confortável das escalas de abate nos frigoríficos de maior porte, impulsionadas por animais de parceria.

De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, as exportações continuam como um fator determinante para o bom desempenho do setor, com forte ritmo de embarques ao longo de 2025.

Preços do boi gordo (arroba)

  • São Paulo: R$ 313,20 (modalidade a prazo)
  • Goiás: R$ 301,43
  • Minas Gerais: R$ 303,82
  • Mato Grosso do Sul: R$ 325,34
  • Mato Grosso: R$ 298,64

Mercado atacadista

O mercado atacadista da carne bovina segue firme nesta semana. A expectativa é de continuidade do movimento de alta no curto prazo, acompanhando o aquecimento do consumo doméstico típico do fim de ano.

A chegada do décimo terceiro salário, o aumento de vagas temporárias e as confraternizações de fim de ano contribuem para maior circulação de dinheiro e melhora na reposição entre atacado e varejo.

  • Quarto traseiro: R$ 25,00/kg
  • Ponta de agulha: R$ 17,00/kg
  • Quarto dianteiro: R$ 18,20/kg

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,36%, cotado a R$ 5,3899 para venda e R$ 5,3879 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3699 e a máxima de R$ 5,4044.



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qual o grau de sangue do bezerro?



A estratégia de cruzamento do pecuarista que utiliza o gir leiteiro em vacas jersolanda (que combinam jersey e holandês) pode resultar em um tricross de grande valor genético.

Segundo o zootecnista e especialista em gado leiteiro, Guilherme Marquez, esse acasalamento gera um “trigrau”, que agrega a rusticidade do zebuíno e mantém a produção leiteira do taurino. A composição do bezerro é facilmente calculada, sendo crucial para o planejamento genético.

Confira:

Neste caso específico, assume-se que a matriz jersolanda (uma variação de girolando) seja meio-sangue (50% jersey e 50% holandês). Ao utilizar um touro gir leiteiro (uma raça zebuína pura, ou seja, 100% gir) nessas matrizes, o resultado é um bezerro com uma composição genética que otimiza a heterose (vigor híbrido).

O zootecnista explica que o bezerro resultante terá uma composição de 50% de sangue gir leiteiro, proveniente do touro zebuíno puro. O restante (50%) será de sangue taurino, proveniente da matriz jersolanda, dividido em 25% de holandês e 25% de jersey.

Dessa forma, o bezerro se torna um tricross, com uma composição final de 50% sangue zebuíno (1/2 gir) e 50% sangue taurino (1/4 holandês + 1/4 jersey).

Esse grau de sangue é considerado ideal para a produção de leite em regiões quentes, pois garante a rusticidade necessária para o clima tropical e a persistência leiteira do taurino, resultando em animais altamente adaptados e produtivos.

Embora o foco do criador esteja na genética, o cenário da pecuária exige atenção máxima à rastreabilidade e à segurança jurídica de todo o rebanho.

O Decreto Federal 6.514/2008 prevê penalidades severas: a aquisição, o transporte ou a comercialização de produtos de origem animal provenientes de áreas com desmatamento ilegal ou embargadas gera multas de R$ 500 por quilo ou unidade.

Portanto, a simples atenção ao grau de sangue não é mais suficiente. O produtor deve ter um controle rigoroso de toda a movimentação do rebanho, utilizando ferramentas de rastreabilidade (como GTA e CAR georreferenciado) para comprovar a origem legal e ambiental de cada bezerro.

Essa é a única forma de proteger o patrimônio da fazenda e garantir o acesso aos mercados mais exigentes, unindo a excelência genética à conformidade legal.



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