sexta-feira, maio 22, 2026

News

News

Fungos são capazes de eliminar mofo-branco das lavouras de soja, feijão e algodão



Uma pesquisa conduzida por cientistas brasileiros revelou uma solução promissora contra uma das principais doenças que afetam diferentes tipos de cultivo, como soja, feijão e algodão: o mofo-branco. Fungos do gênero Trichoderma foram capazes de eliminar totalmente o patógeno Sclerotinia sclerotiorum em testes de laboratório, o que abre caminho para um controle biológico mais eficaz e sustentável nas lavouras.

A doença é um desafio constante, principalmente na soja, por sua capacidade de sobreviver no solo por longos períodos. Tradicionalmente, o combate envolve o uso intensivo de fungicidas químicos, com alto custo e impacto ambiental. A pesquisa, liderada por Laísy Bertanha (Unesp), com orientação de Wagner Bettiol (Embrapa), identificou duas espécies promissoras: Trichoderma yunnanense e Trichoderma dorotheae. A primeira atingiu 97,5% de eficácia na inibição dos escleródios, estruturas de resistência do fungo.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link!

O controle biológico surge como alternativa ao modelo químico, especialmente quando combinado a boas práticas agrícolas. A rotação de culturas com gramíneas, o uso de sementes sadias e a adição de matéria orgânica ao solo ajudam a reduzir a presença do patógeno e fortalecer os microrganismos benéficos. Além disso, os fungos antagonistas interferem na produção de substâncias que tornam o mofo-branco mais agressivo, reduzindo o risco de infecções severas.

Na cultura da soja, os impactos do mofo-branco exigem manejo preventivo. A introdução de bioinsumos pode representar a redução de custos e resíduos, além de ganhos em produtividade a longo prazo. A pesquisa mostra que isolar os microrganismos no próprio ambiente onde serão aplicados aumenta sua eficiência no campo.

Fungos e bioinsumos

O Brasil ocupa hoje a liderança mundial no mercado de bioinsumos agrícolas, um setor que cresce, em média, 14% ao ano no mundo. Por aqui, o avanço é ainda mais acelerado: entre 2021 e 2022, o crescimento foi de 67%, segundo dados da Embrapa. Estima-se que o país responda por cerca de 20% do consumo global desses produtos. Essa posição de destaque se deve à combinação entre clima tropical, ampla área agrícola e crescente demanda por soluções sustentáveis. A trajetória brasileira mostra que é possível unir produtividade à inovação com baixo impacto ambiental.

Para manter essa liderança, o Brasil precisa ampliar os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e capacitação, especialmente para levar os bioinsumos também aos pequenos e médios produtores. Segundo o pesquisador Wagner Bettiol, é urgente desenvolver novos biofungicidas para o controle da ferrugem asiática da soja e da ferrugem do cafeeiro, além de bioherbicidas. Globalmente, grandes potências agrícolas como Estados Unidos, Europa e China também aceleram o uso de produtos biológicos. O movimento é impulsionado pela urgência climática e pela demanda por alimentos mais limpos. Além de reduzir resíduos químicos, os bioinsumos preservam a biodiversidade, diminuem as emissões de gases de efeito estufa e fortalecem economias locais com tecnologias adaptadas à agricultura familiar.



Source link

News

Equivalência de serviço de inspeção quer impulsionar pequenos produtores


Uma medida publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em março de 2025 promete transformar o cenário da agroindústria de pequeno porte no Brasil. Agora, produtos de origem animal considerados de baixo risco — como leite, mel e ovos — que possuam o Selo de Inspeção Municipal (SIM) passam a ter equivalência ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), facilitando sua comercialização em todo o território nacional por um período inicial de um ano.

A mudança visa ampliar o acesso de pequenos e médios empreendedores ao mercado nacional, promovendo inclusão produtiva e geração de renda, além de estimular a legalização e o fortalecimento das agroindústrias regionais.

Alex Virgínio, que atua há mais de uma década no beneficiamento de carnes na região Oeste da Bahia, destaca os impactos positivos do selo SISBI:

“Ele nos ajudou a melhorar a estrutura, os processos internos sanitários e a gestão como um todo. Além disso, agrega valor e fortalece a confiança do consumidor”, afirma.

Sua agroindústria beneficia cerca de 200 toneladas de carne por ano, com matéria-prima oriunda de pecuaristas locais. A adesão ao SISBI habilitou o produto para ser vendido para outras regiões do país. Segundo Alex, um planejamento está sendo elaborado para aumentar a presença de mercado da empresa.

Estrutura local e apoio técnico

Na Bahia, 74 estabelecimentos estão cadastrados no sistema, sendo 8 integrados ao SISBI — dois deles localizados em Barreiras, por meio da atuação do Consórcio Multifinalitário do Oeste da Bahia (Consid).

De acordo com a engenheira de alimentos Kamilla Ruthiélle, “a orientação técnica é constante e as exigências sanitárias não são flexibilizadas. O objetivo é garantir segurança e qualidade ao consumidor final, além de abrir novos mercados para os produtores locais.”.

Apesar das boas perspectivas, a medida também gera debate. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) manifestou preocupação com a segurança sanitária e a capacidade técnica de alguns serviços de inspeção municipais.

“Nem todos os SIMs atuam com o mesmo rigor técnico do serviço federal. É essencial que decisões passem por análise técnica criteriosa”, alerta Beatriz Kuchenbecker, auditora fiscal da Anffa Sindical.

Em resposta, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reforça que a equivalência ao SISBI será restrita a municípios que estiverem cadastrados no sistema e-SISBI, com exigência de cumprimento de protocolos sanitários e estruturais.

A proposta do Mapa é apoiar os municípios que já atuam com responsabilidade, acelerando a regularização sem abrir mão da segurança sanitária. Não se trata de flexibilizar, mas de incluir com responsabilidade”, afirma Judi Nóbrega, diretora da Secretaria de Defesa Agropecuária.

produção, agroindústria, mel, apicultura
Imagem: Reprodução/Canal Rural BA

Números nacionais

Segundo o Mapa, o Brasil já conta com mais de 3.700 estabelecimentos cadastrados e mais de 1.100 integrados ao SISBI.

São mais de 40 mil produtos registrados no sistema, sendo 15 mil deles com autorização para comercialização nacional.

Além de impulsionar o setor produtivo, a medida foi apontada como uma das tentativas do governo para a redução dos preços dos alimentos, ao ampliar a oferta de produtos regularizados no mercado formal.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





Source link

News

Parlamentares do Brics criticam guerra tarifária promovida pelos EUA



Sem citar explicitamente o governo do presidente Donald Trump, parlamentares de países do Brics criticaram, nesta terça-feira (3), em Brasília, a guerra comercial promovida por meio de tarifas adotadas de forma unilateral pelos Estados Unidos que impactam os mercados mundiais desde abril deste ano.

Na condição de presidente do Brics em 2025, o Brasil sedia, nesta semana, o 11º Fórum Parlamentar do bloco, no qual se deu a reunião dos presidentes das comissões de relações exteriores de 15 países. O grupo inclui membros permanentes e parceiros do principal bloco de economias emergentes do planeta.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado brasileiro, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidiu a reunião, destacando a necessidade de aumentar o comércio entre os países do Brics e criticando medidas tarifárias unilaterais como as tomadas por Trump.

“É grande nossa preocupação com o aumento de medidas protecionistas unilaterais injustificadas, inconsistentes com as regras da OMC [Organização Mundial do Comércio], incluindo o incremento indiscriminado de medidas tarifárias e não tarifárias e o uso abusivo de políticas verdes para fins protecionistas”, destacou o parlamentar.

Brics em defesa do multilateralismo

O representante brasileiro acrescentou que, apesar de um mundo cada vez menos cooperativo, o Brics continua firme “no seu compromisso de lutar pelo multilateralismo”. Ao contrário do bilateralismo ou unilateralismo, o multilateralismo busca construir soluções em conjunto com os países para os problemas comuns do planeta.

A presidência do Brasil no Brics ocorre em meio à expansão do bloco e ao início do novo mandato de Donald Trump, que tem rejeitado o multilateralismo em favor de construir soluções unilaterais ou bilaterais, sendo as bilaterais aquelas acordadas apenas entre dois países.

Guerra Fria

O vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento da China, deputado Wang Ke, destacou que a mentalidade da Guerra Fria está voltando ao mundo e que “alguns países” estão usando a intimidação unilateral para impor seus interesses.

“Alguns países estão aplicando tarifas em todos os lugares. Eles colocam abertamente seus próprios interesses acima do interesse da comunidade internacional e ignoram o sistema multilateral de comércio e as regras estabelecidas. Infringem gravemente os direitos e interesses legítimos de todos os países”, comentou o parlamentar chinês.

Wang Ke defendeu a unidade do Brics para enfrentar essa situação. “O Brics está se tornando cada vez mais a espinha dorsal da cooperação no Sul Global e o motor do crescimento. Devemos fortalecer a unidade e a cooperação e trabalhar juntos para salvaguardar nossos direitos e interesses legítimos”, concluiu.

O representante do parlamento do Emirados Árabes Unidos, Ali AlNuaimi, destacou que a ordem mundial que surgiu após a 2ª Guerra Mundial não existe mais e defendeu o uso da organização para construção de pontes entre os povos.

“Infelizmente, muitas vezes, existe a ideia de, se eu ganho, você perde. E o princípio do Brics é o princípio de que todos possamos ganhar”, considerou.

Moedas locais

A Indonésia, que ingressou no Brics como membro permanente neste ano, foi representada pelo deputado Mardani Ali Sera, que defendeu a expansão do comércio entre os países do Brics usando meios de pagamento com moedas locais.

“Essas opções de pagamento reforçam nossa resiliência econômica para lidar com os desafios econômicos recentes”, destacou.

O uso de moedas locais para o comércio entre países do Brics, em substituição ao dólar, é uma das principais propostas do bloco. A ideia é alvo de duras críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, que promete taxar países que substituam o dólar, como forma de preservar a hegemonia da moeda estadunidense no mercado global.

África do Sul satisfeita

O representante da África do Sul, o deputado Supra Mahumapelo, destacou que seu país tem tidos grandes benefícios como membro do Brics.

Ele elogiou o trabalho do banco da instituição, hoje presidido pela ex-presidenta Dilma Rousseff, e defendeu a reforma das instituições multilaterais da ONU.

“A arquitetura do sistema internacional promove um desequilíbrio pela influência desproporcional dos países desenvolvidos e das grandes corporações. Embora esse desequilíbrio continue no sistema de comércio global, essa arquitetura financeira está enraizada em arranjos unilaterais”, disse o representante sul-africano.

A reforma dos organismos internacionais, como Organização Mundial do Comércio (OMC), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Conselho de Segurança da ONU, está entre as principais demandas do Brics.

Representando a Nigéria, que ingressou no Brics como membro parceiro neste ano, o deputado Busayo Oluwole Oke também criticou medidas protecionistas e sanções econômicas unilaterais.

“Vemos o início de uma nova ordem mundial com novos desafios. O comércio do Brics não é apenas uma meta, é uma necessidade. E isso se torna ainda mais crucial com as rupturas atuais ainda avançando na arena global do comércio ocidental. Que nós possamos diversificar nossos canais de comércio, menos dependentes de mercados internacionais”, afirmou o nigeriano.

Participação da América Latina

Além do Brasil, que é membro permanente do Brics, a América Latina conta com outros dois integrantes: Cuba e Bolívia, que são membros parceiros.

A Argentina chegou a ser membro permanente do bloco, mas o presidente de ultradireita Javier Milei decidiu tirar o país da organização após assumir a Casa Rosada.

O representante boliviano, o parlamentar Felix Ajpi Ajpi, lembrou que seu país oferece muitas oportunidades para investimentos por possuir as maiores reservas de lítio do planeta, um dos principais minerais usados pela indústria na transição energética.

“Defendemos adicionar mais países para esse sistema moderno [do Brics]. Por isso, a gente agradece ao Brasil por apoiar a gente, para que possamos virar parceiros nesse mundo multipolar, que é uma solução pacífica para o desenvolvimento, já que sofremos muito tempo com o unilateralismo”, disse.

Cuba é outro país que ingressou neste ano como membro parceiro. O vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores do país, Alberto Nuñez Betancourt, destacou que o Brics é um desafio para hegemonia ocidental.

“O desafio dos Brics é promover o Novo Banco de Desenvolvimento [NBD] com uso de moedas locais e criando projetos com apoio financeiro que permitam a países da África e da América Latina explorar planos de tecnologia com melhores condições se comparados aqueles que são impostos pelo FMI”, destacou o parlamentar cubano.

O NDB – banco do Brics – tem atualmente cerca de 100 projetos financiados que somam aproximadamente US$ 33 bilhões. O banco tem um papel central na estratégia do bloco de ampliar os investimentos nos países do bloco e do Sul Global.

Composição do Brics

Inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, a coalização de países incluiu, no ano passado, como membros permanentes: o Irã, a Arábia Saudita, o Egito, a Etiópia e o Emirados Árabes Unidos.

Neste ano, foi a vez da Indonésia ser incluída como membro permanente. Além disso, em 2025, foi inaugurada a modalidade de membros parceiros, com a inclusão de nove países: Belarus, Bolívia, Cuba, Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.



Source link

News

Apenas 14% da área rural cultivada no país tem seguro



Estudo publicado nesta semana pela Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês) revelou que há 80% de chance de temperaturas recordes persistirem pelo globo nos próximos cinco anos. E o Brasil não está imune ao aquecimento.

A agência estima que o limite de um grau e meio a mais nos termômetros será superado nesse período, o que provocará ondas de calor mais nocivas, secas intensas e eventos extremos de chuva, ou seja, tudo o que o agro não precisa.

Diante dessa realidade que já bate à porta, apenas 14% da área rural cultivada no Brasil está protegida por seguro. É o que mostram dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) compilados pela EEmovel Agro, cuja plataforma mapeia e analisa dados territoriais e históricos de contratação do serviço em todo o país.

Baixa cobertura em polos do agro

A pesquisa aponta que estados com grande relevância no agronegócio, como Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Paraná apresentam taxas superiores a 70% de propriedades descobertas, mesmo diante de um cenário cada vez mais exposto a riscos climáticos e financeiros.

De acordo com os dados analisados pela empresa, 82,45% das lavouras sul-mato-grossenses não estão seguradas. Em território goiano esse índice é de 89,96%, enquanto nas propriedades paulistas a situação é ainda pior: 91,59% não têm proteção.

“O cenário evidencia a urgência em ampliar a cobertura e personalizar as soluções disponíveis, especialmente com a proximidade do Plano Safra 2025/26”, considera o diretor de Operações da EEmovel Agro, Luiz Almeida.

Seguro e inteligência territorial

De acordo com ele, a empresa confere acesso a informações estratégicas sobre propriedades rurais, com detalhes sobre área plantada, culturas predominantes e comportamento histórico em relação à contratação de seguros para que cooperativas, prestadores de serviço e, claro, seguradoras possam tomar decisões mais embasadas, personalizando ofertas.

Segundo Almeida, esse tipo de inteligência territorial pode ajudar a transformar o modelo atual de seguros rurais, ainda marcado por soluções padronizadas e entraves regulatórios, um dos entraves aos produtores que desejam cobrir suas lavouras, algo essencial a um setor que, hoje, representa cerca de 27% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e quase 10% das exportações agrícolas mundiais.



Source link

News

Trigo apresentou queda nas cotações em maio



De acordo com os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços do trigo estiveram em queda no mês de maio.

Segundo o centro de pesquisas, a pressão veio do avanço da semeadura no Brasil, da expectativa de safra recorde mundial e da projeção de uma crescente produção na Argentina. De modo geral, houve uma maior disparidade entre os valores ofertados por agentes ativos no spot, de acordo com o instituto. 

Ao longo do mês, as negociações envolvendo trigo estiveram lentas. Compradores buscaram adquirir apenas lotes pontuais e, com isso, mantiveram suas ofertas de preços abaixo do esperado por vendedores. 

Já os triticultores estiveram focados nos trabalhos de campo e cautelosos na disponibilização de novos lotes, conforme afirmam pesquisadores do Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

News

aumento na produção baixa média de preços



Em maio, as principais regiões produtoras de banana-nanica registraram alta na produção. resultando assim em preços inferiores aos do mesmo período do ano passado. É isso que apontam os dados da equipe de Hortifrúti do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Pesquisadores afirmam que, no fim de 2024, os termômetros mais elevados, sobretudo no norte de Minas Gerais e em Santa Catarina, aceleraram o cacheamento da banana nas roças. 

Dessa forma, no decorrer dos meses seguintes, o volume da fruta nas regiões passou a aumentar. Esse cenário implicou uma dificuldade na comercialização a patamares mais atrativos aos bananicultores. 

De acordo com levantamentos do Hortifrúti/Cepea, no norte de Minas Gerais, a cotação da nanica de primeira manteve a média de R$ 0,79/kg em maio. O valor é 27% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Inscrições abertas para a 35ª edição do Prêmio Ernesto Illy



Produtores podem se inscrever até 19 de setembro




Foto: Divulgação

A illycaffè anunciou a abertura das inscrições para a 35ª edição do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso. O prêmio, que reconhece a excelência na produção de cafés da espécie Coffea arabica, segue com inscrições e envio de amostras abertos até o dia 19 de setembro de 2025.

“Seguimos comprometidos com a valorização dos produtores que investem em qualidade e sustentabilidade. Há 35 anos, o prêmio é parte central dessa missão”, afirmou a empresa em nota.

A premiação contempla duas categorias: Nacional e Regional. Na categoria Nacional, 40 produtores serão selecionados como finalistas. Os três primeiros colocados receberão prêmios em dinheiro, diplomas e uma viagem internacional para participar do 11º Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, previsto para 2026.

Na categoria Regional, os dois melhores cafeicultores de cada uma das dez regiões produtoras participantes também serão reconhecidos com prêmios em dinheiro e diplomas. As regiões contempladas incluem os estados de Minas Gerais (com subdivisões do Cerrado Mineiro, Chapada de Minas, Matas de Minas e Sul de Minas), São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, além das regiões Centro-Oeste, Sul e Norte/Nordeste.

As amostras serão analisadas por uma comissão julgadora composta por especialistas nacionais e internacionais da illycaffè e da Experimental Agrícola do Brasil. Os critérios de avaliação incluem aspecto, cor, tipo, peneira, teor de umidade, torração e qualidade da bebida, com degustação para espresso.

Durante o período de inscrições, produtores que tiverem lotes aprovados poderão negociar suas amostras com a Experimental Agrícola do Brasil. A ficha de inscrição e o regulamento completo estão disponíveis nos canais oficiais da illycaffè.





Source link

News

Temas sustentáveis estão na agenda de palestras da Bahia Farm Show 2025


Com foco na agricultura regenerativa e sustentabilidade, a Bahia Farm Show 2025, um dos principais eventos do agronegócio no Brasil, apresentará entre os dias 9 e 14 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA), uma extensa programação de palestras e debates.

Com o tema “Agro Inteligente, Futuro Sustentável”, a feira reunirá especialistas, produtores e empresas para discutir inovações tecnológicas e práticas sustentáveis no setor agrícola. 

O evento abordará temas como agricultura de baixo carbono, ESG e o uso de produtos biológicos na agricultura. Palestras sobre a transição energética no agronegócio e investimentos em energias renováveis também estão programadas, destacando a importância da sustentabilidade no campo. 

A infraestrutura logística e portuária será tema de debate, com foco no escoamento eficiente de commodities agrícolas. A importância da irrigação para o crescimento das exportações e o uso otimizado dos recursos hídricos integram a programação.

Painéis sobre governança empresarial e sucessão familiar no agronegócio serão conduzidos por especialistas da área, visando fortalecer a gestão das empresas rurais.

Workshops apresentarão resultados de pesquisas sobre soja, algodão e culturas alternativas. A pulverização inteligente na agricultura sustentável e a apresentação dos cenários econômicos em torno da comercialização dos produtos agrícolas também serão destaques na feira. A integração de tecnologias como inteligência artificial e automação será explorada como meio de aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais. 

 “A programação de palestras e debates da Bahia Farm Show é sempre muito esperada, sendo uma oportunidade de troca de conhecimento ente produtores, técnicos e consultores da área. Além disto, estudantes das universidades estão vindo da Bahia e dos estados vizinhos vêm a feira como oportunidade de capacitação técnica para se aprofundar nas pesquisas e novidades da área”, afirma o presidente da Bahia Farm Show e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt.

A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) estará na Bahia Farm Show com o objetivo de aproximar os deputados estaduais das demandas do setor agrícola.

A feira também abrirá espaço para agricultura familiar, com um espaço que reunirá produtores de diversas regiões da Bahia, comercializando como chocolates, queijos e artesanato serão comercializados, promovendo a diversidade e a força da produção dos pequenos produtores de toda a Bahia.

Fundação Bahia

Uma das maiores instituições de pesquisa para o agro do País, a Fundação Bahia também prepara uma ampla programação de eventos técnicos e visitas a campo para a Bahia Farm Show 2025.

Na grade oficial de palestras da Feira, será realizado um dos eventos mais esperados pelos elos da cadeia produtiva de grãos no oeste da Bahia: o Workshop Resultados de Pesquisas da Soja.

O encontro apresenta um panorama da avaliação de campo feita na temporada pela equipe de pesquisadores e parceiros da Fundação, fornecendo dados de produção, produtividade e fitossanidade; informações valiosas para produtores, empresários, técnicos, pesquisadores e instituições representativas do setor.

eventos Fundação Bahia na Bahia Farm Showeventos Fundação Bahia na Bahia Farm Show
Foto: Divulgação/Fundação Bahia

Uma das palestrantes do evento, a gerente de sanidade da GDM Genética do Brasil Neucimara Ribeiro, vai destacar o Melhoramento Genético no Manejo de Nematoides, tema de sua apresentação.

O Workshop Resultados de Pesquisas da Soja Safra 24/25 acontece na terça-feira, dia 10 de junho, a partir das 14:00, no auditório oficial da Bahia Farm Show.

Ciência do Solo

O segundo evento realizado pela Fundação BA dentro da programação oficial da Feira será o II Workshop Ciência do Solo, no dia 12 de junho, a partir das 14h.

“O sucesso no ano passado e o grande interesse do público pelo tema, nos motivou a continuar acompanhando os estudos sobre o manejo do solo. Reunimos consultores, pesquisadores e especialistas que fazem parte de um grupo especialmente criado para discutir e trazer soluções sobre este assunto”, conta o diretor executivo da Fundação BA, Nilson Vicente.

O Workshop contará com participação do mestre em Ciência do Solo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) Leandro Zancanaro. O especialista vai falar sobre os desafios da calagem. Apresentações sobre nutrição de solo e adubação também estão previstas.

A programação completa da feira pode ser acessada diretamente do site oficial do evento..


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





Source link

News

Etanol hidratado e açúcar têm queda de preço no fim de maio



O preço do etanol hidratado caiu com mais força na última semana de maio, devido ao aumento da oferta. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as chuvas registradas em algumas regiões de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul paralisaram pontualmente as atividades nas unidades industriais, mas com pouco efeito sobre as cotações. 

Pesquisadores do Cepea explicam que, de modo geral, a postura dos demandantes foi de cautela. Em especial no fechamento do mês, as filas de retiradas de etanol nas usinas diminuíram. 

Assim, de 26 a 30 de maio, o indicador Cepea/Esalq do hidratado fechou em R$ 2,6100/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O que representa um recuo de 2,83% no comparativo ao período anterior – foi a maior queda da safra 2025/26.

Para o anidro, o indicador mostrou queda de 1,62% no período, indo a R$ 3,0564/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins).

Açúcar

Outro produto da cana que também sofreu pressão negativa em maio foi o açúcar cristal, com o indicador do cor Icumsa de 130 a 180 caindo 7,2%. De acordo com os dados do Cepea, após a queda, o produto encerrou o mês a R$ 133,59 por saca de 50 kg.

Assim, a média mensal foi de R$ 137,50/sc, 3,4% inferior à de abril/25. Segundo o centro de pesquisas, o aumento da oferta no mercado spot do estado de São Paulo, em especial do tipo Icumsa 180, e a demanda enfraquecida pressionaram os valores do adoçante ao longo de maio. 

Na última semana do mês, a liquidez seguiu fraca, com compradores mostrando pouco interesse em negociações adicionais fora os recebimentos do cristal via contratos. Os preços variaram de acordo com o tipo do açúcar, ficando mais firmes para o Icumsa 150 e mais baixos para o Icumsa 180, também conforme os pesquisadores do Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Importação de trigo recua 45% em maio


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na quinta-feira (29), os preços do trigo de qualidade superior permaneceram estáveis entre os dias 23 e 29 de maio. No Rio Grande do Sul, a saca foi comercializada a R$ 70,00, enquanto no Paraná, o valor chegou a R$ 80,00, tomando como referência as principais praças dos dois estados.

No cenário externo, os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as importações brasileiras de trigo recuaram em maio. Nos primeiros 11 dias úteis do mês, foram compradas 359.360 toneladas do cereal, volume 45% inferior ao registrado no mesmo período de 2024.

No Rio Grande do Sul, o mercado permanece travado em meio ao início do plantio da nova safra. De acordo com o Ceema, a maioria dos negócios tem ocorrido “da mão para a boca”, com poucos produtores comercializando seus estoques, concentrando as vendas nos moinhos de Santa Catarina e Paraná. “A maior parte dos negócios envolve produtores próximos aos moinhos”, afirma o relatório.

Em Santa Catarina, os negócios seguem pontuais, com destaque para o trigo gaúcho. Os preços da pedra se mantêm entre R$ 75,00 e R$ 80,00 por saca há seis semanas consecutivas.

No Paraná, a oferta de trigo tanto do Rio Grande do Sul quanto do mercado internacional continua relevante. O preço à pronta entrega chegou a R$ 1.500,00 por tonelada, com entrega em julho e pagamento em agosto. Já o trigo argentino foi ofertado entre R$ 1.500,00 e R$ 1.520,00 por tonelada FOB Paranaguá.

Para a safra futura, compradores manifestaram interesse por preços de R$ 1.400,00 por tonelada para outubro e R$ 1.350,00 para novembro. No entanto, segundo a TF Agronômica, não houve vendedores dispostos a fechar negócio nesses patamares.

As perspectivas para a nova safra apontam queda na área plantada. O Paraná já estimou retração de 22%, enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma redução de 11,7% na área nacional. No Rio Grande do Sul, a Emater prevê recuo de 18%, o que deve limitar o cultivo a cerca de 1,1 milhão de hectares.

Neste contexto, segundo a Conab, para alcançar a projeção de 8,2 milhões de toneladas de produção nacional, será necessário um clima bastante favorável ao longo do ciclo.





Source link