quarta-feira, maio 20, 2026

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Produtora capixaba transforma negócio familiar em polo de especiarias



Ana Paula Martin, produtora rural de São Mateus, litoral do estado do Espírito Santo (ES), conquistou projeção nacional ao se tornar fornecedora de pimenta-rosa para a Natura — que utiliza o ingrediente em perfumes e óleos corporais.

No entanto, Martin não parou por aí, ela construiu sua identidade no setor e está colhendo cada vez mais os frutos no empreendedorismo rural. Desde 2016, quando assumiu a Fazenda Lagoa Seca, ela deu um novo rumo à propriedade da família. Formada em administração e ex-funcionária da indústria do petróleo, Martin trocou a rotina corporativa pelo desafio do agronegócio.

Mesmo sem formação agrícola e enfrentando preconceito por ser mulher, buscou capacitação e apoio técnico. Com coragem e dedicação, transformou a fazenda em referência na produção e exportação de especiarias e macadâmia.

Na propriedade, Martin cultiva e processa uma variedade de especiarias, entre elas pimenta-do-reino, pimenta-rosa e pimenta da Jamaica. Além disso, também trabalha com culturas como macadâmia, café e mamão.

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Paralelamente, ela investe em produtos inovadores, como o doce de macadâmia com pimenta da Jamaica, biscoitos com os mesmos ingredientes, gelato de macadâmia, pimenta-rosa em pó e óleo essencial de pimenta da Jamaica.

Em parceria com o Sebrae/ES, Martin prepara o lançamento de um produto inédito no Brasil. “Ainda é segredo, mas vai causar um ‘boom’ no mercado”, antecipa.

Como resultado desse trabalho diversificado e criativo, sua trajetória se tornou uma fonte de inspiração para outras mulheres do campo. Martin, inclusive, compartilha sua experiência em eventos como o EmpoderaDonas, promovido pelo Sebrae/ES.

“Nunca deixei de acreditar. Hoje, ver outras produtoras se emocionarem com minha história mostra que valeu a pena”, finaliza a produtora rural capixaba.



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Investir em dólar vira estratégia popular



“O acesso ao mercado americano nunca esteve tão descomplicado”



“O acesso ao mercado americano nunca esteve tão descomplicado"
“O acesso ao mercado americano nunca esteve tão descomplicado” – Foto: Pixabay

Dados da Receita Federal mostram que, em 2024, mais de 800 mil brasileiros somaram R\$ 1,1 trilhão em bens no exterior, um indicativo de que investir fora do país se tornou mais acessível graças às plataformas digitais. Com valores iniciais baixos, muitos buscam proteger seu patrimônio da instabilidade do mercado interno e da desvalorização do real, optando por dolarizar parte dos investimentos.

Manter recursos em uma moeda mais estável funciona como proteção cambial, ajudando a reduzir os impactos das oscilações econômicas locais. Assim, o investidor garante maior segurança para o capital acumulado e preserva seu poder de compra a longo prazo, mesmo em cenários de crise.

“O acesso ao mercado americano nunca esteve tão descomplicado. Com o equivalente a R$100 ou R$200 já é possível aplicar em ativos como BDRs — recibos de ações de empresas estrangeiras negociados na B3 —, ETFs ou abrir contas internacionais que permitem operar diretamente em dólar. A moeda funciona como uma proteção contra a volatilidade do real e oferece oportunidades que não existem no mercado nacional”, afirma Adriano Murta, especialista em investimentos internacionais com mais de 20 anos de experiência.

Além da proteção, investir em dólar abre portas para setores e empresas que não existem no Brasil, como as grandes companhias de tecnologia, fundos imobiliários globais e títulos do Tesouro norte-americano. Essa diversidade permite compor carteiras mais robustas, combinando ativos tradicionais e inovadores de acordo com o perfil de cada investidor.

Mesmo com essa facilidade, é importante considerar os custos de envio, taxas de câmbio e as regras de tributação. O movimento de democratização dos investimentos internacionais avança rápido, transformando a dolarização em uma opção cada vez mais comum para quem deseja expandir horizontes financeiros sem depender apenas do cenário econômico local.

 





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Clima prejudica folhosas em junho



Oferta de hortaliças alta apesar do clima




Foto: Seane Lennon

A produção de folhosas no Rio Grande do Sul tem sido impactada pelas condições climáticas de junho, com alta umidade, nebulosidade e poucas horas de sol prejudicando o desenvolvimento das olerícolas e aumentando a pressão de doenças fúngicas. As informações são do Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (12).

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em Feliz, poucos produtores estão cultivando rúcula em estufa. A cultura mantém o mercado consolidado, com ciclos de cultivo sucessivos que podem chegar a dez por ano. O preço da dúzia da folhosa em redes de supermercado e Ceasas é de R$ 10,00.

Em Santa Maria, especificamente em Cachoeira do Sul, o plantio de alface de inverno foi iniciado. No entanto, o cenário de “alta umidade, a nebulosidade e as poucas horas de sol” está desacelerando o crescimento das folhosas em toda a região. Em São Vicente do Sul, por exemplo, foi necessário o replantio de mudas. Apesar dessas condições adversas, o período é caracterizado por uma “grande oferta de hortaliças no comércio local”.





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Irã em conflito ameaça fertilizantes do Brasil


Com base em informações de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado da Agrinvest Commodities, o Irã é peça-chave para o mercado de Ureia, produzindo cerca de 9 milhões de toneladas em 2024 e exportando, em média, entre 4,5 e 5,5 milhões de toneladas ao ano, sendo que aproximadamente 25% desse volume tem como destino o Brasil, que depende em 17% da Ureia iraniana.

“Presumo que não seja novidade para ninguém que acompanha o mercado de fertilizantes a importância do Oriente Médio no fornecimento global de fertilizantes (sobretudo N). Quando olho especificamente para o Irã, com base nos dados que compilamos do ano passado, podemos assegurar que cerca de 17% do que importamos veio de lá”, comenta.

Essa relevância ganha ainda mais destaque em meio aos atuais conflitos envolvendo o país, o que acende um sinal de alerta para o setor de nitrogenados. O Oriente Médio, de forma geral, é fundamental no fornecimento global de fertilizantes nitrogenados, especialmente a ureia, e qualquer tensão geopolítica pode impactar diretamente os custos de produção agrícola no Brasil.

Vale lembrar que o Brasil não é autossuficiente na produção de ureia — importa 100% do que consome. Assim, qualquer instabilidade em grandes exportadores como o Irã tende a refletir nos preços pagos pelos produtores rurais, que já lidam com margens apertadas e forte dependência do insumo para manter a produtividade.

Diante desse cenário de incertezas, que coincide com um importante leilão de compra de ureia pela Índia, o conselho é acompanhar de perto os desdobramentos para planejar bem o abastecimento, principalmente visando a próxima safra de verão e o safrinha de 2026. O gráfico ilustra a participação iraniana e a relevância de outros fornecedores para o Brasil.

“Enfim, antes de tirar qualquer conclusão precipitada, vejo como imperativo que, neste momento, o produtor acompanhe o que está acontecendo para ter um entendimento mais claro do futuro — especialmente em relação à safra de verão, para a qual ainda temos volume, e ao safrinha 2026”, conclui.

 





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Mercado global de aviões deve gerar US$ 680 bi


A Embraer divulgou, em 12 de junho de 2025, suas novas Perspectivas do Mercado Global de Aeronaves Comerciais (Market Outlook 2025), estimando uma demanda de 10.500 jatos e turboélices de até 150 assentos nos próximos 20 anos, com pedidos avaliados em US\$ 680 bilhões (Fonte: Embraer). O relatório foi lançado na véspera do Paris Air Show, trazendo análises detalhadas por região e uma abordagem inédita sobre o mercado chinês, que ganha destaque como motor de crescimento do setor.

Segundo o estudo, o tráfego global de passageiros, medido por receitas por passageiros por quilômetro (RPK), deverá crescer 3,9% ao ano até 2044, com a China liderando esse avanço, seguida por América Latina, África e Oriente Médio. Juntas, Ásia-Pacífico, Europa e América do Norte concentrarão 76% da RPK global ao final do período. O documento reforça a tendência de frotas mistas, combinando aeronaves de diferentes capacidades para atender à demanda regional e estratégias de autonomia dos países.

Em termos de entregas, a América do Norte será responsável por 30,7% dos 8.720 jatos previstos, seguida por Europa/CIS (22,8%) e China (17,2%). Para os 1.780 turboélices, o destaque fica com a Ásia-Pacífico, que responderá por 36% das entregas, além de participações relevantes de América do Norte, Europa e África.

“Muitas das mudanças estruturais desencadeadas pela pandemia provaram ser bastante duradouras cinco anos após o seu início. Em nosso primeiro Market Outlook pós-pandemia, destacamos a transição da globalização para uma perspectiva geopolítica mais polarizada. Hoje, à medida que países e regiões buscam maior autonomia estratégica, a demanda por acesso regional continuará a crescer. Acreditamos que frotas mistas que combinem aeronaves narrowbody de menor e maior porte são essenciais para esse crescimento de longo prazo. Frotas mistas fornecem a versatilidade necessária para que a capacidade se adeque melhor à demanda, para a expansão de malhas aéreas e para o apoio dos objetivos de desenvolvimento nacional e regional,” afirma Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer.

 





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Práticas sustentáveis fortalecem agricultores africanos



A primeira é alinhar a produção de cultivos de alto valor com inovação climática



A primeira é alinhar a produção de cultivos de alto valor com inovação climática inteligente
A primeira é alinhar a produção de cultivos de alto valor com inovação climática inteligente – Foto: Divulgação

Diante da volatilidade climática e dos custos crescentes de insumos, a agricultura da África Oriental chega a um ponto de virada crucial. Segundo Benjamin Gass, gerente de Desenvolvimento de Negócios e Marketing da Éléphant Vert, avançar em práticas sustentáveis é indispensável para garantir resiliência, segurança alimentar e desenvolvimento econômico duradouro. Ele aponta três estratégias para uma transformação de impacto nos sistemas agroalimentares da região.

A primeira é alinhar a produção de cultivos de alto valor com inovação climática inteligente. Hortaliças, milho, café e flores são fontes vitais de renda, mas sofrem com estresses climáticos, pragas e solo degradado. A combinação de agronomia de precisão com insumos biológicos, como bioestimulantes e biocontroles, fortalece a resistência das plantas e reduz impactos ambientais. Um exemplo é o uso de vírus para controlar pragas como Helicoverpa armigera em milho e tomate, elevando a produtividade e mantendo padrões de exportação.

A segunda estratégia redefine a sustentabilidade como vetor de lucro. Para agricultores adotarem soluções sustentáveis, é essencial que percebam benefícios financeiros claros. Insumos biológicos mais acessíveis diminuem a dependência de químicos, estabilizam safras e amortecem a volatilidade do mercado. Experiências regionais mostram que bioestimulantes específicos otimizam o uso de nitrogênio e ajudam as lavouras a resistirem melhor ao estresse, tornando a sustentabilidade uma vantagem competitiva real.

Por fim, é fundamental fortalecer ecossistemas locais com capacitação e parcerias. A transformação exige infraestrutura de produção de insumos, treinamentos e cooperação entre empresas, ONGs e governos. Investir em polos de fabricação de insumos biológicos na região garante suprimento estável e custos menores, enquanto programas de capacitação asseguram o uso correto das novas tecnologias. Parcerias em países como Quênia, Etiópia e Tanzânia estão mostrando resultados, difundindo práticas sustentáveis e construindo uma base sólida para o futuro agrícola da África Oriental.

 





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Bioestimulantes e controle para fruticultura



“Comprovamos a potencialização do desenvolvimento das culturas”



“Comprovamos a potencialização do desenvolvimento das culturas"
“Comprovamos a potencialização do desenvolvimento das culturas” – Foto: Pixabay

Para melhorar a produtividade e a sanidade das culturas de maçã e uva, soluções tecnológicas avançadas são fundamentais. Entre elas, destacam-se os bioestimulantes Abyss®, Blackjak®, Nutex® Premium e Stilo® Verde, que promovem a melhoria dos processos fisiológicos das plantas, como o aumento da capacidade fotossintética. Isso resulta em um desenvolvimento vegetativo e reprodutivo mais vigoroso, com plantas e frutos mais saudáveis, mesmo diante de condições climáticas adversas.

No controle fitossanitário, fungicidas e inseticidas como Academic®, Dodex®, Metiltiofan®, Zetanil® e Trebon® garantem proteção eficaz contra pragas e doenças, contribuindo para a sustentabilidade da produção e a qualidade final dos frutos. Esses produtos são parte de um portfólio robusto focado em atender as necessidades específicas da fruticultura, especialmente na região Sul do Brasil.

A Sipcam Nichino Brasil, referência no mercado de agroquímicos para frutas, investe em pesquisa e desenvolvimento para levar essas tecnologias aos produtores, auxiliando-os a superar os principais desafios do setor.

Essas inovações foram apresentadas durante a 16ª edição do Seminário Nacional de Fruticultura (Senafrut), que aconteceu entre 10 e 12 de junho em São Joaquim (SC), reunindo produtores, consultores e pesquisadores para discutir as tendências e soluções do segmento.

“Comprovamos a potencialização do desenvolvimento das culturas, resultante de alterações em processos fisiológicos, como por exemplo maior capacidade fotossintética”, resume José de Freitas, engenheiro agrônomo, da área de desenvolvimento de mercado. “O uso correto dessas tecnologias de última geração traz melhor desenvolvimento vegetativo e reprodutivo às culturas de maçã e uva, com plantas e frutos mais sadios e produtivos, mesmo diante de entraves climáticos aos sistemas de produção.”





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USDA repete números enquanto Conab projeta safra recorde



A semana foi marcada por importantes atualizações nas estimativas de oferta e demanda de soja no cenário internacional e brasileiro. O novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) trouxeram ajustes técnicos, mas sem impacto sobre os preços no mercado.

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O USDA manteve praticamente inalteradas as projeções para a safra norte-americana 2025/26, estimando a produção em 4,340 bilhões de bushels, ou 118,11 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,5 bushels por acre. O número veio abaixo da expectativa do mercado, que projetava 4,388 bilhões de bushels (119,4 milhões de toneladas).

Também não houve alterações nos estoques finais, mantidos em 8,03 milhões de toneladas, e nas projeções de esmagamento (2,490 bilhões de bushels) e exportações (1,815 bilhão).

Para a safra global de 2025/26, o USDA projeta produção de 426,82 milhões de toneladas, frente a 420,78 milhões estimadas para 2024/25. Os estoques finais mundiais foram ligeiramente elevados, para 125,3 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado (124,6 milhões).

Entre os principais países produtores, a safra do Brasil foi mantida em 175 milhões de toneladas para 2025/26. Já para 2024/25, a estimativa seguiu em 169 milhões de toneladas. A Argentina deve colher 48,5 milhões de toneladas na nova temporada e 49 milhões na atual. A China deverá importar 112 milhões de toneladas em 2025/26 e 108 milhões em 2024/25, sem mudanças.

Conab eleva estimativa de soja no Brasil

No Brasil, a Conab revisou para cima sua estimativa de produção para a safra 2024/25. O novo levantamento da Companhia indica um volume de 168,605 milhões de toneladas – crescimento de 14,8% frente à temporada anterior (147,72 milhões). O número supera o estimado em maio, quando a projeção era de 168,34 milhões.

A área cultivada com soja cresceu 3,2% em relação ao ciclo passado, somando 47,62 milhões de hectares. Já a produtividade média subiu para 3.562 quilos por hectare, 11,3% acima do rendimento registrado em 2023/24 (3.201 kg/ha).



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Óleos vegetais terão safra e consumo maiores



Para o óleo de soja, espera-se uma produção maior na Argentina, Brasil e EUA



Para o óleo de soja, espera-se uma produção maior na Argentina, Brasil e EUA
Para o óleo de soja, espera-se uma produção maior na Argentina, Brasil e EUA – Foto: United Soybean Board

A produção e o consumo global de óleos vegetais devem crescer na temporada 2025/26, segundo análise da Hedgepoint Global Markets. A previsão é de safra maior em grandes países produtores, impulsionando a oferta e permitindo aumento de uso e importações em grandes mercados consumidores. A demanda para biocombustíveis deve ser um fator de destaque, com elevação das misturas obrigatórias em alguns países.

Para o óleo de soja, espera-se uma produção maior na Argentina, Brasil e EUA, com consumo crescente na China, Índia e nos próprios países produtores. Mesmo com mais oferta, os estoques finais mundiais tendem a subir pouco, já que o uso para biodiesel deve se intensificar. O óleo de palma também deve ter aumento de produção na Indonésia e Malásia, possibilitando maior exportação, principalmente para a Índia, que pode reduzir as compras de óleo de soja.

No caso do óleo de canola, o cenário aponta para pouca variação em relação à safra anterior, com leve queda nas exportações do Canadá e estoques finais um pouco menores. Já o óleo de girassol continua sujeito aos impactos do conflito Rússia-Ucrânia, principais produtores e exportadores do produto. Mesmo assim, a produção ucraniana deve crescer, favorecida por maior área plantada e recuperação das perdas climáticas, elevando exportações para Índia e China.

A relação de preços entre óleo de palma e óleo de soja pode favorecer o consumo do primeiro nos próximos meses, já que tem registrado cotações mais baixas. A Hedgepoint Global Markets, especializada em inteligência de mercado e hedge para commodities, segue acompanhando esses movimentos para oferecer estratégias de gestão de risco a seus clientes em todo o mundo.

 





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Aves silvestres morrem por gripe aviária em zoológico do RS; “vírus…


Logotipo Reuters

Por Debora Ely e Lisandra Paraguassu

PORTO ALEGRE/BRASÍLIA (Reuters) -Mortes de aves aquáticas silvestres no zoológico de Sapucaia do Sul (RS) foram causadas por gripe aviária, afirmou nesta sexta-feira a coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Avícola no Rio Grande do Sul, Tais Oltramari Barnasque, em entrevista a jornalistas.

Sapucaia do Sul está situada a cerca de 50 km de Montenegro, onde um foco de gripe aviária foi detectado pela primeira vez em uma granja comercial nesta semana. O caso tem potencial de levar a embargos por parte de importadores, incluindo a China, conforme os protocolos sanitários.

“Estamos enfrentando dois focos (de gripe aviária no Rio Grande do Sul), com o resultado positivo no zoológico”, disse Barnasque.

O Programa Nacional de Sanidade Avícola é ligado à Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura.

Questionado sobre o assunto pela Reuters, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que isso “é um indício de que o vírus está rondando a região”.

Mas ele lembrou que o Brasil já registrou gripe aviária em aves silvestres há dois anos, e que esse tipo de registro não gera embargos de importadores, como pode acontecer quando o foco é em granja comercial.

Ele ressaltou que o sistema sanitário brasileiro é “muito robusto”, o que dificulta a entrada do vírus em granjas comerciais.

“Para adentrar numa granja é bastante difícil. Todos os protocolos de higiene e de acesso às granjas brasileiras são muito eficientes. Então, não significa que ter caso de gripe aviária confirmada em outra região vai significar que vai ter granjas comerciais contaminadas.”

Em suas entrevistas, Fávaro vem ressaltando o fato de o Brasil ter sido o último dos grandes produtores de frango a registrar gripe aviária em granjas comerciais.

O governo gaúcho estava investigando mortes de cerca de 90 aves aquáticas silvestres no zoológico, incluindo cisnes e patos, citando a gripe aviária como suspeita — o número representa cerca de 20% do total de aves aquáticas no local.

O zoológico foi fechado na última terça-feira e seguirá com as atividades suspensas por tempo indeterminado.

“É uma doença que temos observado uma taxa de mortalidade bastante alta e súbita”, disse a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Ananda Kowalski.

Na granja de Montenegro, cerca de 17 mil aves morreram afetadas pela doença ou sacrificadas para evitar a propagação do vírus altamente patogênico, afirmou a secretaria.

(Por Débora Ely e Lisandra Paraguassu; edição de Roberto Samora e Marta Nogueira)





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