sábado, maio 16, 2026

News

AgroNewsPolítica & Agro

Utilização de biológicos no tratamento industrial de sementes


O setor agrícola está testemunhando uma transformação impulsionada pela crescente adoção de insumos biológicos. Essa mudança está sendo puxada pela maior atenção que os produtores vêm dando à segurança, ao meio ambiente e à produtividade. Segundo dados da CropLife Brasil, entidade que representa empresas especializadas em pesquisa e desenvolvimento de soluções para a produção agrícola sustentável, o mercado de bioinsumos – que inclui produtos de controle, inoculantes, bioestimulantes e solubilizadores – cresceu 15% na safra 2023/2024, em comparação à safra anterior, chegando a registrar R$ 5 bilhões em vendas, considerando o preço final para o agricultor.

Uma das tecnologias que tem ganhado a preferência de agricultores é o tratamento industrial de sementes (TSI) com inoculantes biológicos. Fernando Bonafé Sei, agrônomo e gerente da área técnica da Novonesis, líder global em biossoluções, explica que o processo de TSI com inoculantes biológicos se iniciou em 2013 e ganhou força nos últimos anos com produtos com maior longevidade e com alto nível tecnológico.

“Esse processo de tratamento industrial permite a aplicação precisa dos produtos, o que garante a precisão da dosagem na semente, garantindo a qualidade no tratamento. O processo se inicia com a aplicação dos defensivos agrícolas para prevenção de pragas e doenças, seguidos por um polímero que auxilia na aderência e fixação dos produtos e por último os protetores biológicos e organismos vivos (inoculantes)”, afirma.

O agrônomo explica que quando a semente germina e forma as radículas, a bactéria Bradyrhizobium , inserida industrialmente na semente, inicia um processo de simbiose com a planta. “Esses microrganismos fixam nitrogênio do ar, um processo vital para o desenvolvimento da cultura. Para verificar a eficácia da aplicação do inoculante, o produtor pode coletar algumas plantas e observar a presença e quantidade da nodulação formada nas raízes, principalmente na raiz principal e próximo a coroa. Quanto maiores e mais numerosos os nódulos, maior será o aporte de nitrogênio para a planta e, consequentemente, maior o potencial produtivo”, explica.

Vantagens do TSI

Optar pelo tratamento industrial de sementes oferece vantagens em comparação ao tratamento “on farm” (realizado na fazenda). Além do aumento na qualidade no tratamento, o processo também garante economia ao produtor, pois permite que seja utilizada a quantidade exata de produto por semente, redução da mão-de-obra e agilidade operacional para o plantio.

Soluções como o CTS 1000®, um inoculante à base de Bradyrhizobium produzido pela Novonesis, possibilitam o plantio após o tratamento em até 90 dias, um avanço em relação aos tradicionais que devem ser plantados em até 24 horas. Além da praticidade do sistema “abre e plante”, estudos de campo demonstram um aumento de 3,8% de produtividade em relação a inoculantes padrão, atribuído à intensificação da formação de nódulos nas raízes e ao aumento da fixação de nitrogênio proporcionados por essa solução inovadora.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Oeste da Bahia sedia maior evento técnico do cacau no Brasil



Cacauicultura 4.0 impulsiona cadeia produtiva do cacau




Foto: Divulgação

Barreiras e Riachão das Neves, no Oeste da Bahia, recebem a partir desta quinta-feira (10) a quarta edição da Cacauicultura 4.0, o maior evento técnico da cadeia do cacau no Brasil. A programação, que vai até sábado (12), inclui palestras, painéis temáticos e visitas a campo, reunindo produtores, especialistas, empresas, investidores e representantes do setor público.

Segundo informações divulgadas pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), organizadora do evento, o objetivo é fomentar o desenvolvimento da cultura cacaueira na região, com foco em inovação tecnológica, sustentabilidade e ampliação da produção de cacau irrigado. O encontro acontece em dois polos estratégicos da nova fronteira agrícola do cacau no país.

Na sexta-feira (11), o evento segue com um ciclo de palestras técnicas que abordarão temas como melhoramento genético de variedades, uso de bioinsumos, sistemas de irrigação, rastreabilidade e tendências do mercado cacaueiro. Já no sábado (12), a programação será encerrada com um Dia de Campo na Fazenda Santa Helena, em Riachão das Neves, onde os participantes poderão conferir de perto as lavouras irrigadas e conhecer inovações tecnológicas aplicadas na produção de cacau.

A Cacauicultura 4.0 conta com o apoio das Prefeituras de Barreiras e Riachão das Neves, do Governo do Estado da Bahia e de instituições como Ceplac, AIPC, Centro de Inovação do Cacau (CIC) e empresas do setor agrícola. As inscrições para o evento seguem abertas pelo site oficial: https://cacau.wiesoo.com/





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Chocolate já sente o preço do cacau


No Dia Mundial do Chocolate, celebrado na última segunda-feira (7), dados da Neogrid mostram que a crise global do cacau tem afetado diretamente o bolso dos consumidores. Os preços dos principais derivados, como barras e bombons, continuam em alta, tornando o doce mais caro e provocando mudanças no comportamento de compra dos brasileiros.

Entre junho de 2024 e janeiro de 2025, os preços médios das barras de chocolate e dos bombons atingiram picos de R$ 113,84 e R$ 113,93. Enquanto os bombons registraram leve queda nos meses seguintes, as barras voltaram a subir em abril. O aumento está ligado à quebra de safra em países da África Ocidental, responsáveis por 65% da produção mundial. Em Gana, 81% das plantações foram atingidas por uma virose que afetou severamente a oferta da matéria-prima, levando o preço do cacau ao maior nível em 50 anos.

“Essa mudança no mix de consumo indica que, além do preço final, o comportamento do brasileiro se adapta em relação ao produto”, analisa Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid. “Como o consumidor já sabe que precisará pagar mais por esses itens, há uma clara tendência de valorização de chocolates mais sofisticados, como os bombons, que proporcionam uma experiência diferenciada com foco na qualidade, inovação e exclusividade.”

Mesmo com os preços elevados, os bombons e chocolates recheados aumentaram sua participação nas compras em maio, chegando a 67,3%, enquanto as barras de chocolate perderam espaço. A mudança indica uma preferência por produtos mais indulgentes, mesmo com o custo mais alto.

Já na categoria de chocolates usados em receitas, o chocolate em pó perdeu presença, caindo de 84,7% para 79% entre janeiro e maio de 2025. Em contrapartida, o cacau em pó, menos processado, cresceu de 15,7% para 21,5%, mesmo com um aumento de 6,2% no preço no período, alcançando R$ 94,34 o quilo. 

“O impacto da alta histórica do cacau no mercado ainda se desdobra no comportamento do shopper. Mesmo com um alívio recente nos contratos futuros, o consumidor já demonstrou mudanças no padrão de compra e novas preferências de produto”, finaliza Fercher.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Sem novas mortes, foco de influenza aviária em zoológico é considerado encerrado



Desde o dia 24 de junho não houve novas notificações de mortes de aves




Foto: Ascom Sema

O Zoológico de Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul, teve a interdição sanitária suspensa nesta terça-feira (8), após 14 dias sem registros de mortes de aves silvestres por influenza aviária. O prazo equivale ao período de incubação do vírus, e a ausência de novos óbitos permitiu que o local fosse considerado livre do foco da doença.

Segundo informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), desde o dia 24 de junho não houve novas notificações de mortes de aves no zoológico. A situação foi comunicada oficialmente ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que acompanha os casos da doença no país.

Durante o último mês, apenas cinco mortes relacionadas ao vírus foram registradas, todas anteriores ao dia 24. De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), Rosane Collares, os dados técnicos apontam para um cenário estável e seguro. “A desinterdição é um passo importante, pois demonstra a eficácia das ações de contenção adotadas e reforça a importância da vigilância contínua em ambientes com populações de aves silvestres”, afirmou.

O foco da gripe aviária foi confirmado em 15 de maio. Desde então, o zoológico operava sob restrições na movimentação de aves como medida de controle sanitário. Ao todo, 168 aves silvestres de 11 espécies diferentes morreram durante o período de emergência.

Mesmo com o fim da interdição, a Seapi informa que o monitoramento sanitário no local continuará de forma permanente, seguindo os protocolos nacionais de prevenção e controle da influenza aviária. A vigilância segue especialmente rigorosa em áreas com presença de aves silvestres.





Source link

News

Conectividade no campo avança, mas 20% das propriedades rurais seguem sem internet



Uma pesquisa do IBGE mostrou que o número de fazendas com acesso à internet subiu de 78,1% em 2022 para 81% em 2023. Ainda assim, cerca de 20% das propriedades brasileiras seguem sem conexão, o que limita a adoção de tecnologias que já transformam a produtividade no campo.

Segundo Ricardo Amaral, vice-presidente da Hughes do Brasil, a conectividade rural pode ser viabilizada por fibra óptica, rádio ou satélite. “O satélite tem o benefício de cobrir todo o território nacional, sem as limitações da fibra, que depende de densidade populacional e poder aquisitivo locais para expansão”, afirmou.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde estão muitas grandes propriedades rurais, o acesso por fibra ainda é limitado. “As torres com antenas irradiam sinal de rádio, mas onde não há viabilidade de rádio ou fibra, o satélite é a alternativa”, explicou Amaral. Ele destacou que, apesar de a internet estar disponível em todo o Brasil via satélite, muitos produtores ainda não percebem o valor do investimento para seus negócios.

A conectividade possibilita o uso de tecnologias como sensores em pivôs de irrigação, que ajustam a distribuição de água conforme relevo e radiação solar, e sistemas de manutenção preditiva em máquinas agrícolas. “Esses recursos evitam que funcionários precisem se deslocar por quilômetros para corrigir falhas, prevenindo prejuízos ou multas por uso irregular de recursos hídricos”, disse.

Máquinas autônomas também dependem de conexões confiáveis, não apenas da internet convencional. “A conectividade ideal é privada e de alta disponibilidade, para que máquinas de precisão não sofram falhas durante a operação”, explicou. Essa automação reduz desperdícios e aumenta a eficiência operacional no campo.

Amaral citou exemplos de alto retorno do investimento, como o monitoramento de pneus agrícolas que, por meio de sensores, amplia a vida útil em até cinco meses. “Apesar do alto custo inicial, o benefício compensa pela produtividade e economia geradas.”

Ele ressaltou que o Brasil está entre os líderes mundiais em agricultura competitiva e adoção de tecnologia, mas ainda enfrenta um gap geracional. “Produtores mais velhos, acostumados a registrar dados em cadernos, resistem à digitalização, enquanto os sucessores já veem a tecnologia como parte essencial do negócio”, afirmou.

Para o futuro, Amaral projeta um campo cada vez mais automatizado, com inteligência artificial gerenciando operações, softwares amigáveis e conectividade confiável. Ele destacou tendências como sistemas integrados e até chips cerebrais para comunicação direta em algumas décadas.

“A tecnologia não é apenas algo legal, é um investimento estratégico. Ela traz produtividade, redução de custos e competitividade. Quem não adotar pode acabar ficando para trás”, concluiu.



Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Setor Leiteiro considera positiva medida que prevê financiamento para…


Anúncio foi feito pelo governo Federal ao divulgar o Plano Safra 2025/2026 para a agricultura familiar

O novo Plano Safra voltado à agricultura familiar para o biênio 2025/2026, apresentado nesta segunda-feira, 30 de junho, pelo Governo Federal, trouxe como uma das novidades o Programa de Transferência de Embriões, uma iniciativa que visa financiar a melhoria genética e a produtividade na cadeia leiteira. O presidente da Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, considera positivo o interesse em ajudar o produtor a ter uma melhor genética para seus animais, “desde que sejam recursos com juros acessíveis e sem muita burocracia”.

Conforme Tang, é muito interessante pensar em tecnologia para avançar geneticamente de uma forma mais rápida, ou seja, “a multiplicação dos animais diferenciados”. “Desta forma, o produtor realmente pode ter as filhas das melhores vacas que já se provaram. Mas aí entra a questão da assistência técnica, que é fundamental. Como irão ser escolhidas essas matrizes que serão as reprodutoras, as mães das futuras vacas?”, questiona o dirigente, dizendo que para ser uma doadora de embriões a vaca deve ter, em primeiro lugar, o seu registro oficializado, controle leiteiro e análise morfológica. “Portanto, o produtor precisa ter esse apoio técnico, científico, para realmente escolher bem as matrizes que serão as mães das futuras gerações”, observa.

O presidente da Gadolando e da Febrac enfatiza, ainda, que é um trabalho que precisa ser feito com muita parcimônia, com muito cuidado, para que haja um bom uso do dinheiro. “Temos que ver como vai ser o programa, quem tem direito, e aí entra a responsabilidade de todas as associações envolvidas com a cadeia leiteira em dar esse suporte e ajudar na escolha dessas matrizes que serão replicadas”, adianta.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio





Source link

News

Trump anuncia tarifa de 50% para produtos do Brasil



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e representa a mais alta taxa entre as anunciadas recentemente pelo republicano.

A decisão foi tornada pública em uma carta dirigida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), divulgada na rede social de Trump, a Truth Social. No documento, o norte-americano justificou a medida apontando uma “relação comercial injusta” entre os dois países e criticou duramente a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Trump também usou o anúncio para defender o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem disse respeitar “profundamente”, e classificou o julgamento do líder brasileiro como uma “caça às bruxas” que, segundo ele, “deve acabar imediatamente”.

Justificativa da tarifa de Trump

O republicano justificou a nova tarifa como uma reação à postura do Supremo Tribunal Federal (STF) em temas ligados à liberdade de expressão. Ele acusou a Corte de emitir “centenas de ordens de censura secretas e ilegais” contra plataformas de mídia social dos Estados Unidos, alegando que essas empresas foram ameaçadas com multas milionárias e até expulsão do mercado brasileiro.

Na carta, Trump afirmou ainda que os EUA devem reconsiderar sua relação comercial com o Brasil, que, segundo ele, tem sido marcada por barreiras tarifárias e não tarifárias que desequilibram o comércio bilateral.

A decisão gerou forte repercussão nos meios diplomático e econômico. Até o momento, o governo brasileiro não se pronunciou oficialmente sobre o anúncio.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fortalecimento da cadeia do tabaco marca encontro da Amprotabaco


A manhã desta quarta-feira, 9, foi marcada por uma ampla mobilização em defesa da cadeia produtiva do tabaco, durante audiência pública promovida no Auditório Freitas Nobre, da Câmara dos Deputados, em Brasília. Organizado pela Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), o encontro reuniu lideranças políticas e representantes do setor para reforçar a importância econômica, social e cultural da produção de tabaco, especialmente nos pequenos municípios do Sul do Brasil. A iniciativa integra os esforços para que o Brasil adote uma postura equilibrada na 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP-11), que ocorrerá em novembro, em Genebra.

O presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, destaca que o movimento também busca a descriminalização da atividade e o reconhecimento do papel estratégico da cultura do tabaco na economia rural. “Estamos falando de uma produção que viabiliza a permanência das famílias no campo. A presença maciça de entidades, prefeitos, vereadores e deputados comprova a força da nossa pauta”, afirma Becker, ao citar a representatividade dos três estados do Sul e também da Bahia, onde está concentrada a produção nacional.

Para o secretário estadual da Agricultura do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum, o Estado tem papel fundamental na defesa da cadeia. “O governo do Estado estará presente na delegação brasileira na COP-11. Nosso interesse é deixar esta cadeia viva. São mais de 60% dos municípios do nosso estado que dependem da agricultura, e boa parte vive do tabaco”, frisa

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, defende a necessidade de iniciativas mais efetivas. “É preciso reagir à narrativa anti-tabaco, que hoje tem mais força. Temos 509 municípios e precisamos transformar esse potencial em um fórum positivo do setor. Reclamar menos e fazer mais”, afirma. A fala foi reforçada por Romeu Schneider, presidente da Câmara Setorial do Tabaco, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que elogiou a capacidade de articulação da Amprotabaco e alertou para a perda de voz da cadeia produtiva nas decisões internacionais. “A Convenção-Quadro nunca nos ouviu. É preciso lembrar que, mesmo com ela em vigor desde 2005, o número de consumidores aumentou”, ressalta Schneider, que é também vice-presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Edimilson Alves, apontou os prejuízos fiscais gerados pela falta de diálogo. “O governo federal perdeu mais de R$ 100 bilhões em arrecadação de impostos nos últimos 10 anos com o cigarro contrabandeado. Esta união precisa continuar e ser ampliada para justamente combater esta situação), defende.

Atividade relevante

Durante a audiência, o deputado estadual Marcus Vinícius apresentou a minuta de um Projeto de Lei que reconhece o tabaco como atividade de relevante interesse econômico, social e cultural no âmbito dos municípios. A proposta busca assegurar respaldo legal para que a cultura seja considerada estratégica no planejamento público, garantindo acesso a crédito, assistência técnica, políticas de valorização e apoio às famílias produtoras.

Além de reconhecer as etapas do cultivo de tabaco como expressão da identidade cultural local, o projeto propõe que os municípios incentivem parcerias com cooperativas, sindicatos, associações e instituições de pesquisa. A intenção é promover inovação, qualificação e fortalecimento da cadeia, valorizando o trabalho das famílias agricultoras, em especial nas pequenas propriedades que dependem do tabaco para sua subsistência e crescimento econômico.

Presenças

A audiência contou com a participação dos deputados estaduais Marcus Vinícius e Airton Artus (RS) e Anibelli Neto (PR), além dos deputados federais Alceu Moreira, Heitor Schuch, Rafael Pezenti, Sérgio Souza, Covatti Filho, Lucas Redecker e Afonso Hamm. Também estiveram presentes prefeitos, vereadores, representantes de entidades do setor e lideranças rurais.

 





Source link

News

Mapa publica preços mínimos da safra 2025/26



Nesta quarta-feira (9), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria nº 812, que atualiza os preços mínimos para os produtos de verão e regionais da safra 2025/26 e 2026. A medida tem como objetivo garantir uma remuneração mínima aos produtores rurais, oferecendo maior segurança nas decisões de plantio e comercialização.

Os novos valores, que podem ser consultados por meio deste link, foram fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e serão utilizados como base para as ações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), um dos principais instrumentos do governo federal para a regulação de mercado e proteção do produtor rural frente à volatilidade de preços.

A lista de culturas contempladas inclui produtos como algodão em caroço e em pluma, arroz longo fino em casca, borracha natural cultivada, cacau, leite, milho, mandioca, feijão (cores e preto), farinha, látex, coágulo virgem a granal, entre outros. A medida abrange todas as regiões do país e tem validade entre julho de 2025 e maio de 2027, a depender da cultura.

Segurança para o produtor

O preço mínimo é definido com base em critérios técnicos e econômicos, como os custos de produção e as cotações nos mercados interno e externo. A proposta é elaborada anualmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que também responde pelos estudos técnicos da PGPM-Bio, voltada aos produtos da sociobiodiversidade.

De acordo com o Decreto-Lei nº 79/1966, o preço mínimo serve como referência para o governo agir, caso os valores de mercado fiquem abaixo do estabelecido. Nesses casos, a União pode realizar a compra direta dos produtos ou conceder subvenções para compensar a diferença, protegendo a renda do agricultor.

Referência para o planejamento

A atualização dos preços mínimos ocorre antes do início da próxima safra e é essencial para o planejamento da produção agrícola. Com ela, o governo sinaliza seu compromisso com o setor e ajuda o produtor a tomar decisões mais informadas sobre o que plantar e quanto investir, especialmente em culturas mais sensíveis à oscilação de preços.



Source link

News

Estudo testa estratégia para pecuária de baixo carbono em confinamento de SP


A pecuária de baixo carbono está saindo da teoria e ganhando força na prática com iniciativas que unem tecnologia, produtividade e sustentabilidade. Se eu fosse você, não perdia tempo, não! Já clica aí pra assistir ao vídeo abaixo e conferir essa história que é pura ciência a serviço do agro!

Um exemplo promissor vem do interior de São Paulo, onde um estudo conduzido no Sítio Boa Vista e na unidade da Friboi, em Lins (SP), está ajudando a mostrar que é possível produzir carne de qualidade com menor impacto ambiental.

O experimento foi destaque no quadro Giro pelo Brasil do programa Giro do Boi nesta quarta-feira, 9 de julho, e mostrou como a pecuária pode ser protagonista na luta contra as mudanças climáticas sem abrir mão de eficiência.

A iniciativa tem como foco o uso de aditivos nutricionais que ajudam a melhorar o desempenho do rebanho. Foto: Divulgação/Friboi Lins (SP)A iniciativa tem como foco o uso de aditivos nutricionais que ajudam a melhorar o desempenho do rebanho. Foto: Divulgação/Friboi Lins (SP)
A iniciativa tem como foco o uso de aditivos nutricionais que ajudam a melhorar o desempenho do rebanho. Foto: Divulgação/Friboi Lins (SP)

O projeto contou com a colaboração do pecuarista Adilson Roberto Bottino, dono do Sítio Boa Vista, em Altair (SP).

Foi ele quem destinou os animais para a pesquisa, que está sendo desenvolvida pelo Instituto de Zootecnia – Polo Regional de São José do Rio Preto (APTA/SAA-SP), com apoio da equipe do Rumenlab.

Segundo o engenheiro agrônomo Diego Feltrin, originador da unidade da Friboi de Lins, a iniciativa tem como foco o uso de aditivos nutricionais que ajudam a melhorar o desempenho do rebanho e ao mesmo tempo reduzir as emissões de metano entérico, um dos principais vilões do aquecimento global associado à atividade pecuária.

Resultados comprovam o potencial da estratégia

Esse estudo mostra que o caminho passa por soluções técnicas já disponíveis no mercado. Foto: Divulgação/Friboi Lins (SP)Esse estudo mostra que o caminho passa por soluções técnicas já disponíveis no mercado. Foto: Divulgação/Friboi Lins (SP)
Esse estudo mostra que o caminho passa por soluções técnicas já disponíveis no mercado. Foto: Divulgação/Friboi Lins (SP)

O abate técnico realizado com os animais testou a performance de dois lotes, ambos confinados por 140 dias. E os resultados são animadores:

  • Lote 01: 63 animais, peso médio de carcaça de 282 kg (ou 18,8 arrobas) e 100% entre 0 e 4 dentes, evidenciando precocidade.
  • Lote 02: 48 animais, média de 292 kg de carcaça (19,5 arrobas) e também 100% entre 0 e 4 dentes.

Esses números reforçam o ganho produtivo aliado à redução de impactos ambientais, mostrando que o investimento em aditivos nutricionais pode ser uma solução viável para a pecuária nacional.

Sustentabilidade e produtividade andando juntas

Para o setor pecuário, encontrar formas de reduzir emissões sem perder eficiência é um dos grandes desafios do momento. E esse estudo mostra que o caminho passa por soluções técnicas já disponíveis no mercado.

A experiência no Sítio Boa Vista prova que é possível fazer diferente sem perder rentabilidade, transformando o confinamento em uma ferramenta de mitigação de gases de efeito estufa.

Além disso, os resultados obtidos abrem espaço para a adoção em larga escala, especialmente em regiões com forte vocação para a engorda intensiva.

Nelore e qualidade em destaque no circuito

Diego Feltrin ainda reforçou que o Circuito Nelore de Qualidade da Friboi, na unidade de Lins (SP), está marcado para 16 de setembro.

O evento é uma excelente oportunidade para produtores acompanharem de perto as tendências em genética, nutrição e sustentabilidade, além de comparar o desempenho dos animais abatidos.

Essa é mais uma chance de mostrar que o gado brasileiro pode ser eficiente, jovem, pesado e sustentável, tudo ao mesmo tempo.



Source link