sábado, maio 16, 2026

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Instituições precisam ter calma e equilíbrio nessa hora



A senadora e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Tereza Cristina (PP-MS), defendeu nesta quarta-feira (9) que as instituições brasileiras precisam ter “calma e equilíbrio” após os Estados Unidos anunciarem a imposição de tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

“A nossa diplomacia deve cuidar dos altos interesses do Estado brasileiro. Brasil e Estados Unidos têm longa parceria e seus povos não devem ser penalizados. Ambos têm instrumentos legais para colocar à mesa de negociação nos próximos 22 dias”, disse a senadora em nota.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou mais cedo que os EUA vão impor tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil a partir de 1º de agosto. Trata-se da mais alta alíquota divulgada a partir de cartas enviadas pelo republicano aos países desde o início desta semana.



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AgroNewsPolítica & Agro

Baixo carbono recebe só 1,6% do Plano Safra



Setor que mais emite gases no Brasil segue com baixo apoio financeiro




Foto: Divulgação

Apesar do anúncio recorde de R$ 605 bilhões no Plano Safra 2025/26, apenas uma fração desse valor será aplicada em práticas agrícolas de baixo carbono. Segundo análise do Instituto Talanoa, somente R$ 8,1 bilhões — ou 1,6% do total — foram destinados diretamente ao financiamento de tecnologias sustentáveis no campo.

De acordo com o levantamento divulgado na nova edição do Tá Lá no Gráfico, os recursos para ações como recuperação de pastagens degradadas, fixação biológica de nitrogênio, sistemas integrados de produção e florestas comerciais ainda são escassos, mesmo com alta demanda e viabilidade técnica já comprovada. Esses sistemas são fundamentais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, em um setor responsável por 30,5% das emissões nacionais.

O Instituto destaca ainda que o programa RenovAgro, principal canal de incentivo ao agro sustentável, segue com orçamento tímido. Enquanto isso, outras frentes de financiamento tradicional continuam sendo priorizadas, o que revela um descompasso entre os compromissos climáticos do Brasil e o apoio real à transição sustentável no setor agropecuário.

Outro ponto de alerta é o corte contínuo no orçamento do Proagro, seguro rural voltado à agricultura familiar. O programa perdeu R$ 3,6 bilhões nos últimos dois anos, apesar do aumento expressivo das perdas no campo causadas por eventos climáticos extremos. Essa redução compromete a resiliência do pequeno produtor diante de uma agricultura cada vez mais vulnerável ao clima.

Como novidade, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) passa a ser exigência para parte dos financiamentos, o que representa uma mudança significativa na política agrícola, ao incluir o risco climático como critério de acesso ao crédito.

 





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FPA pede ‘cautela e diplomacia firme’ diante de tarifa de 50% imposta ao Brasil



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pediu “cautela e diplomacia firme” ao governo brasileiro diante da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. “A FPA manifesta preocupação com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, comunicada por meio de carta oficial enviada ao governo brasileiro, representa um alerta ao equilíbrio das relações comerciais e políticas entre os dois países”, disse a bancada da agropecuária em nota.

A FPA avalia que a nova alíquota vai produzir reflexos diretos que atingem o agronegócio nacional. “Com impactos no câmbio, no consequente aumento do custo de insumos importados e na competitividade das exportações brasileiras. Diante desse cenário, a FPA defende uma resposta firme e estratégica: é momento de cautela, diplomacia afiada e presença ativa do Brasil na mesa de negociações”, defendeu a FPA na nota.

Por fim, a frente defendeu o fortalecimento das tratativas bilaterais entre os países, sem isolamento do Brasil perante às negociações. “A diplomacia é o caminho mais estratégico para a retomada das tratativas”, argumenta a FPA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) que os EUA vão impor tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil a partir de 1º de agosto. Trata-se da mais alta alíquota divulgada a partir de cartas enviadas pelo republicano aos países desde o início desta semana.



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Entidades do agro manifestam preocupação com efeitos do tarifaço de Trump



A imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump foi recebida com preocupação pelo setor produtivo brasileiro. Algumas entidades afirmam que a medida inviabiliza exportações e advertem sobre os riscos para a economia brasileira.

Para a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a medida de Trump tornará o custo da carne brasileira tão alto que inviabilizará a venda do produto para os Estados Unidos.

“A Abiec reforça a importância de que questões geopolíticas não se transformem em barreiras ao abastecimento global e à garantia da segurança alimentar, especialmente em um cenário que exige cooperação e estabilidade entre os países”, destacou.

A associação também defendeu a retomada das negociações e informou querer contribuir com o diálogo. “Estamos dispostos ao diálogo, de modo que medidas dessa natureza não gerem impactos para os setores produtivos brasileiros nem para os consumidores americanos, que recebem nossos produtos com qualidade, regularidade e preços acessíveis”, acrescentou a entidade.

Agropecuária

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também manifestou preocupação sobre a decisão de Trump. Em nota, a frente destacou que a medida representa um alerta às relações comerciais e políticas entre os dois países e afeta o agronegócio brasileiro.

“A nova alíquota produz reflexos diretos e atinge o agronegócio nacional, com impactos no câmbio, no consequente aumento do custo de insumos importados e na competitividade das exportações brasileiras”, declarou a frente, que representa a bancada ruralista no Congresso.

“Diante desse cenário, a FPA defende uma resposta firme e estratégica: é momento de cautela, diplomacia afiada e presença ativa do Brasil na mesa de negociações. A FPA reitera a importância de fortalecer as tratativas bilaterais, sem isolar o Brasil perante as negociações. A diplomacia é o caminho mais estratégico para a retomada das tratativas”, acrescentou o comunicado da FPA.

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Indústria

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou não haver fato econômico que justifique a medida dos Estados Unidos. A entidade pede a intensificação das negociações para preservar a relação com um dos maiores parceiros comerciais do Brasil.

“Não existe qualquer fato econômico que justifique uma medida desse tamanho, elevando as tarifas sobre o Brasil do piso ao teto. Os impactos dessas tarifas podem ser graves para a nossa indústria, que é muito interligada ao sistema produtivo americano. Uma quebra nessa relação traria muitos prejuízos à nossa economia. Por isso, para o setor produtivo, o mais importante agora é intensificar as negociações e o diálogo para reverter essa decisão”, avaliou o presidente da CNI, Ricardo Alban, em comunicado.

A CNI defendeu uma comunicação “construtiva e contínua” entre os dois governos. “Sempre defendemos o diálogo como o caminho mais eficaz para resolver divergências e buscar soluções que favoreçam ambos os países. É por meio da cooperação que construiremos uma relação comercial mais equilibrada, complementar e benéfica entre o Brasil e os Estados Unidos”, acrescentou Ricardo Alban.

Comércio Exterior

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) disse que recebeu com surpresa e indignação a informação do aumento para 50% da tarifa de importação dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. Para o presidente-executivo da entidade, José Augusto de Castro, não se trata de uma medida econômica, mas política com impacto econômico de grande lastro.

“É certamente uma das maiores taxações a que um país já foi submetido na história do comércio internacional, só aplicada aos piores inimigos, o que nunca foi o caso do Brasil. Além das dificuldades de comércio com os Estados Unidos, o anúncio da Casa Branca pode criar uma imagem negativa do Brasil e gerar medo em importadores de outros países de fechar negócios com as nossas empresas, afinal, quem vai querer se indispor com o presidente Trump?”, questiona Castro.

A AEB entende que o cenário que hoje se vislumbra é muito duro para o Brasil, pois se refere a uma ameaça não só aos nossos exportadores, mas a toda a economia do país. A entidade acredita que o bom senso prevalecerá e a taxação será revertida.



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Tempo seco predomina no Brasil nos próximos dias



A recente passagem de uma forte onda de frio pelo centro-sul do Brasil causou uma acentuada queda da temperatura, mas também ajudou a reduzir os níveis de umidade no ar. Na quarta-feira (9), o Distrito Federal e 15 estados brasileiros registraram níveis de umidade iguais ou abaixo de 30%. Em alguns locais de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, a umidade relativa do ar durante a tarde ficou um pouco abaixo dos 20%.

O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 17% em Montes Claros (MG), 19% em Sete Lagoas (MG), em Goiás (GO)e em São José do Rio Claro (MT). Entre as capitais, as mais secas nesta quarta-feira foram Cuiabá, onde o nível de umidade no ar baixou para 21%, Brasília com umidade no ar mínima de 30%, Campo Grande com 31% e Belo Horizonte, onde a umidade relativa do ar chegou aos 33% na região da Pampulha.

Níveis de umidade relativa do ar entre 21% e 30% representam uma situação de atenção para a baixa umidade no ar. Índices de umidade no ar entre 11% e 20% são ainda mais críticos e indicam uma situação de alerta para o ar muito seco.

Ar seco continua nos próximos dias

Para esta quinta-feira, 10 de julho, a previsão é de mais um dia com ar seco em grande parte do Brasil. Níveis de humidade no ar entre 21% e 30% devem voltar a ocorrer em várias áreas do sul da região Norte, do interior do Nordeste, em praticamente todo o Centro-Oeste do país e também em parte de Minas Gerais e de São Paulo. É possível até que algumas áreas do interior da região Sul do Brasil registrem níveis de umidade no ar próximos de 30%. Alguns locais do Centro-Oeste, do interior do Nordeste, do Sudeste e até da região Norte poderão registrar um pouco menos do que 20% de umidade no ar.

Grande parte da população brasileira vai continuar convivendo com o ar muito seco pelo menos até o fim da primeira quinzena de julho. A chuva só deve ocorrer em áreas próximas do mar e no extremo norte do país.

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Riscos para saúde

Pela recomendação da Organização Mundial da Saúde, um ambiente saudável deve ter um nível de umidade relativa do ar em torno dos 60%. O excesso e a falta de umidade no ar prejudicam a nossa saúde. Lugares muito úmidos facilitam a proliferação de fungos e mofos.
Quando os níveis de umidade no ar estão muito baixos, em geral menores do que 50%, significa que o ar que respiramos está muito seco. Essa falta de umidade resseca as mucosas das vias aéreas superiores. Mucosas ressecadas ficam mais sensíveis, o que facilita o surgimento de microferidas, que se tornam áreas mais sujeitas à penetração de vírus e de bactérias, que podem desenvolver infecções de intensidade variada. Além disso, a maioria dos vírus e bactérias sobrevivem por mais tempo em ambiente seco.
Saiba mais sobre como o ar seco afeta a sua saúde.

Inverno

Uma das principais características do inverno no Brasil são os dias com o ar muito seco, com níveis de umidade do ar que podem atingir valores em torno e abaixo dos 30% nas horas mais quentes do dia. Em situações críticas, a umidade relativa do ar pode baixar para menos de 20% em várias áreas do interior do Brasil. Isto acontece por causa da prolongada falta de chuva que é característica da estação na maioria das áreas do país. Sem a chuva, a perda de umidade é grande pelo processo natural de evaporação. Somente grandes frentes frias conseguem provocar alguma precipitação em áreas do Centro-Oeste ou do interior do Sudeste nos meses de inverno. Mesmo assim, em muitos locais, estas frentes frias causam apenas um aumento da nebulosidade, mas não chuva.

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Brasil responderá tarifaço de Trump com lei de reciprocidade, diz Lula



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (9) que o tarifaço de 50% a todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos será respondido com a Lei de Reciprocidade Econômica. Em rede social, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania do país e disse que é falsa a alegação do presidente norte americano Donald Trump de que a taxação seria aplicada em razão de déficit na balança comercial com o Brasil.

A lei brasileira sancionada em abril estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.

“Neste sentido, qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica. A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo”, afirmou o presidente

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O lei autoriza o Poder Executivo, em coordenação com o setor privado, “a adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços ou medidas de suspensão de concessões comerciais, de investimento e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual e medidas de suspensão de outras obrigações previstas em qualquer acordo comercial do país”.

O governo defende que é falsa a informação sobre o alegado déficit norte-americano. “As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos”.

Lula afirma ainda que o Brasil é um país soberano “com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”.

No documento encaminhado por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente estadunidense cita o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, para justificar o ataque ao país. Ele também citou ordens do STF emitidas contra apoiadores do ex-presidente brasileiro que mantêm residência nos Estados Unidos.

“O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de estado é de competência apenas da Justiça Brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais”, rebateu Lula.

O presidente brasileiro abordou ainda as críticas de Trump às decisões do Supremo Tribunal Federal contra perfis em redes sociais que praticavam discurso de ódio e divulgavam fake news. O presidente afirmou que, “no contexto das plataformas digitais, a sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a liberdade democrática”.

“No Brasil, liberdade de expressão não se confunde com agressão ou práticas violentas. Para operar em nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras estão submetidas à legislação brasileira”, escreveu.

Antes de publicar a nota, o presidente Lula coordenou uma reunião de emergência, no Palácio do Planalto, com a presença de seus principais ministros, como Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Internacionais), Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secom), além do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin. O encontro terminou por volta das 20h.



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Mais de 28 mil itens veterinários ilegais são apreendidos



Todo o material recolhido permanecerá apreendido até o encerramento do processo




Foto: Mapa

Uma operação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) resultou na apreensão de mais de 28 mil produtos veterinários irregulares nos municípios de Tocantins e Piraúba, em Minas Gerais. A ação, realizada nos dias 2 e 3 de julho, teve como foco o combate à produção, importação e comercialização ilegal de medicamentos, suplementos, alimentos e itens de higiene e estética destinados a animais de estimação.

Segundo dados divulgados pelo Mapa, a Operação Ronda Pet III revelou a existência de produtos sem registro oficial, com rótulos falsificados e informações enganosas, como a alegação de origem importada e o uso de números de registro inexistentes nos bancos de dados do governo. Além disso, o CNPJ da empresa supostamente responsável pela fabricação dos itens também era inexistente, caracterizando tentativa de fraude contra o consumidor.

A ação foi conduzida pelo Programa Vigifronteiras e pelo Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal da Superintendência do Mapa em Minas Gerais. A operação contou ainda com o apoio da Delegacia da Polícia Civil de Ubá/MG e do Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA), ligado ao Ministério da Justiça. O prejuízo estimado aos envolvidos nas fraudes ultrapassa R$ 500 mil.

O uso de produtos veterinários sem registro representa uma ameaça grave à saúde dos animais de estimação e à saúde pública. Sem comprovação de eficácia e segurança, esses itens podem causar intoxicações, reações alérgicas e até levar os animais à morte. Entre os produtos apreendidos estão antiparasitários ilegais, que não apenas falham no combate aos parasitas como também representam risco de transmissão de zoonoses devido ao contato próximo entre humanos e pets.

Todo o material recolhido permanecerá apreendido até o encerramento do processo administrativo, quando será determinada a sua destruição conforme prevê a legislação vigente. Amostras foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial oficial, e os responsáveis poderão responder por crimes contra as relações de consumo, falsificação de produtos, entre outras infrações legais.





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AgroNewsPolítica & Agro

Costa Rica autoriza importação de arroz brasileiro e amplia presença do Brasil na América Central



País centro-americano já importou mais de US$ 272 milhões em produtos




Foto: Divulgação

A Costa Rica autorizou a importação de arroz em casca e arroz polido do Brasil, abrindo novas oportunidades para o agronegócio nacional na América Central. A decisão fortalece a presença brasileira em uma região estratégica e com alta demanda por cereais.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o país centro-americano já importou mais de US$ 272 milhões em produtos agropecuários brasileiros apenas em 2024. Entre os itens mais adquiridos estão cereais, farinhas e preparações alimentícias, o que reforça o potencial de crescimento das exportações de arroz.

Com população estimada em 5,2 milhões de habitantes e dependente de importações para garantir o abastecimento interno, a Costa Rica se posiciona como um importante destino para o setor orizícola brasileiro. A autorização para os dois novos produtos amplia as possibilidades comerciais e deve impulsionar o volume exportado nos próximos meses.

Desde o início de 2023, o Brasil já contabiliza 391 aberturas de mercado para produtos do agronegócio.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Setor lácteo repudia campanha da NotCo e cobra responsabilização por fake news contra o leite


A campanha publicitária da empresa NotCo, assinada pela agência David, gerou forte reação de entidades do setor lácteo, que classificaram a ação como um desserviço à sociedade. Segundo nota divulgada nesta segunda-feira (8/7), a peça publicitária associa o consumo de leite a doenças gastrointestinais de forma generalizada, sem qualquer respaldo científico, utilizando linguagem jocosa e recursos visuais que desinformam e incitam o medo.

De acordo com dados divulgados pelas entidades representativas, a produção de leite no Brasil envolve mais de 1 milhão de produtores, com um rebanho de 15,6 milhões de vacas e produção anual de 35 bilhões de litros. O leite é uma das principais fontes de proteína acessível para milhões de brasileiros, sendo reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde como alimento essencial para uma dieta equilibrada.

A veiculação da campanha “Mamíferos”, da NotCo, provocou indignação no setor produtivo. As peças utilizam elementos da memória afetiva brasileira para atacar o consumo de leite, o que, segundo as entidades, fere o compromisso com a verdade e com a saúde pública. A nota enfatiza que os impactos da campanha vão além das empresas envolvidas, atingindo diretamente produtores, consumidores e todo o ecossistema do leite no país.

A resposta institucional ganhou força com a recomendação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que, em 4 de julho, determinou a retirada das peças do ar. A decisão do Conar reforça a crítica de que a publicidade veiculada não apenas falta com a verdade, mas também promove desinformação com potencial de gerar prejuízos econômicos e sociais.

As entidades exigem a retirada imediata da campanha de todas as plataformas digitais, em conformidade com a legislação que combate a disseminação de fake news. Também pedem a responsabilização da empresa pelos danos causados ao setor leiteiro, destacando que a campanha atinge um alimento com alto valor nutricional e fundamental para a segurança alimentar da população brasileira.

A nota é assinada por seis importantes entidades: Abraleite, Viva Lácteos, G-100, ABIQ, ABLV e outras representantes da cadeia produtiva, que reforçam o pedido de providências urgentes para que casos como este não se repitam e para que o respeito à ciência e ao consumidor prevaleça na comunicação comercial.





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AgroNewsPolítica & Agro

Utilização de biológicos no tratamento industrial de sementes


O setor agrícola está testemunhando uma transformação impulsionada pela crescente adoção de insumos biológicos. Essa mudança está sendo puxada pela maior atenção que os produtores vêm dando à segurança, ao meio ambiente e à produtividade. Segundo dados da CropLife Brasil, entidade que representa empresas especializadas em pesquisa e desenvolvimento de soluções para a produção agrícola sustentável, o mercado de bioinsumos – que inclui produtos de controle, inoculantes, bioestimulantes e solubilizadores – cresceu 15% na safra 2023/2024, em comparação à safra anterior, chegando a registrar R$ 5 bilhões em vendas, considerando o preço final para o agricultor.

Uma das tecnologias que tem ganhado a preferência de agricultores é o tratamento industrial de sementes (TSI) com inoculantes biológicos. Fernando Bonafé Sei, agrônomo e gerente da área técnica da Novonesis, líder global em biossoluções, explica que o processo de TSI com inoculantes biológicos se iniciou em 2013 e ganhou força nos últimos anos com produtos com maior longevidade e com alto nível tecnológico.

“Esse processo de tratamento industrial permite a aplicação precisa dos produtos, o que garante a precisão da dosagem na semente, garantindo a qualidade no tratamento. O processo se inicia com a aplicação dos defensivos agrícolas para prevenção de pragas e doenças, seguidos por um polímero que auxilia na aderência e fixação dos produtos e por último os protetores biológicos e organismos vivos (inoculantes)”, afirma.

O agrônomo explica que quando a semente germina e forma as radículas, a bactéria Bradyrhizobium , inserida industrialmente na semente, inicia um processo de simbiose com a planta. “Esses microrganismos fixam nitrogênio do ar, um processo vital para o desenvolvimento da cultura. Para verificar a eficácia da aplicação do inoculante, o produtor pode coletar algumas plantas e observar a presença e quantidade da nodulação formada nas raízes, principalmente na raiz principal e próximo a coroa. Quanto maiores e mais numerosos os nódulos, maior será o aporte de nitrogênio para a planta e, consequentemente, maior o potencial produtivo”, explica.

Vantagens do TSI

Optar pelo tratamento industrial de sementes oferece vantagens em comparação ao tratamento “on farm” (realizado na fazenda). Além do aumento na qualidade no tratamento, o processo também garante economia ao produtor, pois permite que seja utilizada a quantidade exata de produto por semente, redução da mão-de-obra e agilidade operacional para o plantio.

Soluções como o CTS 1000®, um inoculante à base de Bradyrhizobium produzido pela Novonesis, possibilitam o plantio após o tratamento em até 90 dias, um avanço em relação aos tradicionais que devem ser plantados em até 24 horas. Além da praticidade do sistema “abre e plante”, estudos de campo demonstram um aumento de 3,8% de produtividade em relação a inoculantes padrão, atribuído à intensificação da formação de nódulos nas raízes e ao aumento da fixação de nitrogênio proporcionados por essa solução inovadora.

 





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