segunda-feira, abril 6, 2026

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um aperto de mão que pode valer bilhões


No dia 26 de outubro, em Kuala Lumpur, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se encontrar com Donald Trump em um momento-chave para a diplomacia comercial. A reunião, pode resultar na suspensão da sobretaxa de 40% que os Estados Unidos aplicaram a diversos produtos brasileiros, uma medida que afetou diretamente a competitividade do agronegócio.

Segundo Alckmin, as conversas já indicam uma disposição positiva da Casa Branca para rever a tarifa, o que seria um gesto de reaproximação política e econômica entre os dois países.

Na prática, a sobretaxa americana reduziu drasticamente as margens de exportadores brasileiros, principalmente de carne, café, etanol, frutas, peixes, peixes, produtos industriais, setores que sustentam parte relevante do superávit da balança comercial.

Com o dólar mais fraco e os custos internos ainda elevados, o agro brasileiro viu a combinação perfeita daquilo que mais ameaça a rentabilidade: commodities em baixa e crédito caro. A retirada da tarifa traria alívio imediato a produtores e exportadores, reequilibrando preços e abrindo espaço para novos contratos. Mais do que um gesto diplomático, seria um sinal concreto de confiança no Brasil como fornecedor global.

O encontro em Kuala Lumpur é mais do que um aceno entre líderes, é uma oportunidade de reposicionar o Brasil como parceiro estratégico em um mundo que busca segurança alimentar.
Trump, pressionado por setores industriais americanos, precisa mostrar pragmatismo comercial. Lula, por sua vez, quer fortalecer a imagem de que o país pode conciliar crescimento econômico, estabilidade política e sustentabilidade.

Se houver acordo, o resultado será sentido nas fazendas, nos portos e nas cooperativas: mais previsibilidade, mais mercado e mais renda para quem produz.

Mesmo que o anúncio ainda dependa de ajustes técnicos e prazos formais, o simples fato de haver diálogo já muda o humor dos mercados. A suspensão da sobretaxa de 40%, se confirmada, simboliza não apenas o fim de uma disputa comercial, mas o início de um novo ciclo de cooperação econômica.

O agro brasileiro deve acompanhar de perto, e se preparar. Porque quando a política abre portas, é a eficiência do produtor que garante a travessia.

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Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Brasil amplia exportações agropecuárias para Ásia e África



O governo brasileiro anunciou nesta terça-feira (21) a abertura de novos mercados para produtos do agronegócio em países da Ásia e da África. As autorizações incluem exportações de castanha-do-Brasil para o Japão, ovos processados para Singapura, heparina purificada suína para a Coreia do Sul, carne de patos e coelhos para o Egito e derivados de ossos bovinos, chifres e cascos para a Índia.

Com as novas habilitações, o Brasil chega a 460 oportunidades comerciais abertas desde 2023, resultado da atuação conjunta dos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE). Segundo o governo, os acordos reforçam a estratégia de diversificação de destinos e produtos com maior valor agregado.

Ásia amplia presença nas exportações brasileiras

Entre janeiro e setembro de 2025, 37% das novas aberturas de mercado foram destinadas ao continente asiático. A região tem se consolidado como um dos principais destinos dos produtos brasileiros.

No Japão, com 124 milhões de habitantes, o país asiático importou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024. A inclusão da castanha-do-Brasil amplia as opções de ingredientes para o setor de panificação e confeitaria local, que busca alimentos com alto teor de selênio e qualidade nutricional.

Em Singapura, que importa mais de 90% dos alimentos consumidos internamente, o Brasil foi autorizado a vender ovos processados. O produto é voltado principalmente para hotéis e restaurantes, que demandam insumos padronizados e de maior durabilidade.

A Coreia do Sul também ampliou a lista de produtos brasileiros, aprovando a importação de heparina purificada suína, insumo usado na produção de medicamentos anticoagulantes. Em 2024, o país asiático comprou quase US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para soja, açúcar e cereais.

Índia e Egito reforçam parcerias com o Brasil

Durante missão oficial do vice-presidente Geraldo Alckmin à Índia, foi acordada a exportação de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos. Esses subprodutos têm valor industrial e contribuem para o aproveitamento integral da cadeia pecuária, servindo de base para gelatina e insumos têxteis.

Já o Egito, parceiro tradicional do Brasil em proteínas animais, autorizou a compra de carne de patos, outras aves e coelhos. A medida amplia a presença brasileira no mercado halal, que valoriza a previsibilidade e a certificação sanitária dos produtos de origem animal.



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Hugo Motta defende votar Orçamento só depois do ajuste fiscal



O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 só deve ocorrer depois de o governo resolver a questão fiscal. Segundo ele, votar o texto antes disso poderia obrigar o Congresso a alterar a meta posteriormente.

A declaração foi dada nesta terça-feira (21), em meio às discussões sobre as novas medidas que o Ministério da Fazenda deve encaminhar para compensar a perda de receitas após a queda da Medida Provisória (MP) que previa aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Fazenda busca alternativas à MP do IOF

A MP, que perdeu validade no início de outubro, havia sido retirada de pauta pelos deputados. Desde então, a equipe econômica trabalha em alternativas para recompor o Orçamento de 2026.

Entre as possibilidades estão mudanças nas regras de compensação de créditos tributários de PIS/Cofins e ajustes no seguro-defesa, benefício voltado a pescadores durante o período de defeso. A expectativa é que as propostas sejam enviadas ainda nesta semana ao Congresso Nacional.

Fontes ligadas ao relator da LDO, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), indicam que não há previsão para votação do texto enquanto não houver clareza sobre o impacto fiscal das novas medidas.

Impasse fiscal trava o calendário da LDO

A indefinição sobre como o governo vai recompor receitas afeta diretamente o cronograma do Orçamento. O Executivo busca alternativas para cobrir a frustração de receitas provocada pela derrubada da MP, sem ampliar o déficit previsto.

Parlamentares da base aliada avaliam que a revisão das compensações de PIS/Cofins é a proposta com maior chance de consenso no Congresso, por causar menos resistência entre as bancadas.

Com o impasse, a análise da LDO segue sem data definida, e o debate fiscal continua no centro das negociações entre o governo e o Legislativo.



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COP30 impulsiona negócios e fortalece o legado sustentável no Pará


O Sebrae Pará (PA) tem atuado de forma estratégica para apoiar empreendedores e produtores rurais. Com isso, busca garantir que todos estejam preparados para aproveitar as oportunidades geradas por um dos maiores eventos climáticos do mundo: a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que reunirá representantes de 190 países.

“Nós já estamos trabalhando na COP30 há alguns anos”, diz Péricles Diniz, gestor estadual de turismo e agronegócio do Sebrae Pará.

Segundo Diniz, o evento vai muito além do turismo. “A gente está falando de um evento que mexe com várias áreas de negócios no Pará inteiro. Você tem aí, um evento para os produtores rurais mostrarem a sua produção de frutas regionais, que a maioria dos visitantes não conhece como o nosso cupuaçu, bacuri, jambo e várias frutas.”

Além disso, com o apoio do Sebrae, produtores rurais vêm buscando parcerias com restaurantes. Essa iniciativa fortalece o conceito de gastronomia regional sustentável.

“E por outro lado os restaurantes passaram a entender que, comprar produtos dos produtores locais é mais vantajoso, porque os produtos são mais frescos e chegam com menos tempo de uso.”

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Legado além da COP30

Mais do que o impacto econômico imediato, Diniz ressalta que todo o trabalho desenvolvido para o evento tem um valor duradouro.

“O importante não é só a COP30, mas o que ela deixa de aprendizado e transformação. Pequenos produtores rurais que eram acostumados a vender somente para feiras estão se habituando a transformar embalagens para o seu produto, transformar modo de venda, marketing, a questão de digitalização e isso é um legado que a gente vai ter aqui, pós-COP”, conclui Diniz.

Péricles Diniz participa do programa Porteira Aberta Empreender nesta sexta-feira (24), às 18h. Além da COP30, o gestor estadual de turismo e agronegócio do Sebrae Pará compartilha dicas e orientações sobre gestão de crise. Sintonize e participe!

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação

Sobre a COP30

O evento acontece em Belém (PA) entre os dias 10 e 21 de novembro, no Parque da Cidade – espaço que será a principal sede da COP30, abrigando tanto a Blue Zone (Zona Azul), dedicada às negociações oficiais, quanto a Green Zone (Zona Verde), voltada a debates com a sociedade civil, manifestações culturais e iniciativas de ciência, inovação e empreendedorismo sustentável.



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Maior feira de máquinas do mundo deve bater recorde



O Brasil mantém presença consolidada com dois pavilhões


O Brasil mantém presença consolidada com dois pavilhões
O Brasil mantém presença consolidada com dois pavilhões – Foto: Divulgação

A Agritechnica 2025, que acontece de 9 a 15 de novembro em Hannover, na Alemanha, promete ser a edição mais internacional da história. Segundo a organizadora DLG (Sociedade Agrícola Alemã), o evento reunirá 37 pavilhões nacionais e regionais, um recorde absoluto, representando 23 países. A novidade fica por conta de cinco estreantes: Austrália, República Tcheca, Hungria, Polônia e Turquia, que se juntam aos mais de 2.700 expositores esperados para esta edição.

O aumento no número de pavilhões confirma o papel da Agritechnica como o principal palco global de negócios do agronegócio. São esperados cerca de 430 mil visitantes de quase 150 países, reforçando o potencial da feira para conectar empresas a novos mercados e parceiros estratégicos. Entre os estreantes, a Austrália ganha destaque com o projeto “Team Australia Mission”, liderado pela Australian Agritech Association, em parceria com o governo de Queensland e a AgriFutures growAG. O pavilhão australiano apresentará tecnologias voltadas à produtividade, sustentabilidade e adaptação climática — áreas em que o país vem se destacando globalmente.

O Brasil mantém presença consolidada com dois pavilhões (nos pavilhões 9 e 15), reforçando o peso da agricultura tropical e das soluções desenvolvidas para grandes culturas. Já os pavilhões do Canadá, França e República Tcheca terão papel de destaque durante o Dia Internacional do Agricultor, em 12 de novembro, com entrada gratuita para produtores desses países e programação especial sobre inovação e desafios produtivos.

Além das inovações tecnológicas, a feira também aposta em experiências culturais. No dia 11 de novembro, acontecem simultaneamente a “Australia Night” e a recepção canadense, encontros voltados ao networking e à integração entre profissionais do agro. Segundo Timo Zipf, gerente de projeto da Agritechnica, os pavilhões nacionais “trazem não apenas tecnologia, mas também o espírito e a identidade de cada país”, transformando Hannover no epicentro global da agricultura moderna.

 





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Ponteiras de alta tecnologia ganham espaço na safra 2025/26



“O design das ponteiras foi projetado para otimizar o fluxo das áreas”


“O design das ponteiras foi projetado para otimizar o fluxo das áreas durante a operação"
“O design das ponteiras foi projetado para otimizar o fluxo das áreas durante a operação” – Foto: Pixabay

Pequenas, mas estratégicas, as ponteiras usadas nas hastes de descompactadores estão no centro das decisões de preparo de solo para a safra 2025/26. Em um cenário de custos operacionais elevados, puxados por combustíveis, peças e manutenção, produtores e fabricantes apostam em modelos de alta durabilidade para reduzir paradas e economizar combustível.

Segundo a Piccin, fabricante de tecnologias agrícolas, a ponteira original da marca apresentou durabilidade até 213% superior em testes comparativos. A maior vida útil se traduz em mais hectares trabalhados por janela de preparo e menor Custo Operacional Efetivo (COE). Além disso, a descompactação eficiente melhora a infiltração de água e o desenvolvimento radicular, preservando a produtividade mesmo em anos secos.

“O design das ponteiras foi projetado para otimizar o fluxo das áreas durante a operação, reduzindo esforços e prolongando o tempo de trabalho contínuo”, afirma Elton Antonio, Head de Engenharia de Produto e Engenharia de Processos da Piccin. 

Com janelas de plantio curtas e clima instável, o investimento em componentes originais de maior desempenho passa a ser visto como estratégia de performance, e não apenas como reposição. No fim, a conta é simples: mais área trabalhada, menor gasto e solo mais produtivo.

“Com regulagem certa, troca de ponteira e faca frontal no tempo correto, o produtor corta custo operacional e protege a sua produtividade, movimento no qual a ponteira original, pela maior durabilidade medida em testes, passa a ser vista como investimento em performance, e não apenas como peça de reposição”, finaliza o especialista da Piccin.

 





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Incertezas na relação entre EUA e China causam tensão nos mercados


No morning call desta quarta-feira (22), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que as incertezas sobre o encontro entre Trump e Xi Jinping elevaram a volatilidade global.

O dólar avançou 0,37% a R$ 5,39 e o Ibovespa caiu 0,29% a 144 mil pontos, pressionado por commodities e bancos. Juros futuros recuaram, refletindo cenário externo e otimismo fiscal doméstico. Hoje, destaque para o estoque de petróleo bruto nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Açúcar recua 2,2% na semana e etanol mantém estabilidade



O movimento reflete ajustes nas posições dos fundos


O movimento reflete ajustes nas posições dos fundos
O movimento reflete ajustes nas posições dos fundos – Foto: Pixabay

O mercado de açúcar encerrou a última semana em baixa, interrompendo a sequência de recuperação observada no início de outubro. De acordo com a StoneX, o contrato de março/26 fechou a sexta-feira (10) em US¢ 16,10/lb, o que representa uma queda semanal de 2,2%. A commodity operou majoritariamente em desvalorização, com exceção da segunda-feira, quando houve uma breve consolidação dos ganhos registrados na virada do mês.

De acordo com as informações da StoneX, o movimento reflete ajustes nas posições dos fundos e a expectativa de aumento na oferta global, especialmente com o avanço da safra asiática. Além disso, a valorização do dólar frente a moedas de países exportadores tende a pressionar os preços internacionais, enquanto o mercado físico segue com liquidez moderada.

No segmento de etanol hidratado, o preço no mercado spot paulista se manteve próximo de R$ 3,31 por litro, mostrando estabilidade após o recuo registrado no início de outubro. Segundo a StoneX, o valor permanece abaixo dos R$ 3,40/L observados em setembro, em um cenário de maior competitividade e maior oferta de cana-de-açúcar na safra do Centro-Sul. Grandes players voltaram a atuar de forma mais ativa no mercado, aproveitando margens mais ajustadas e boas condições de moagem.

A expectativa é de que os preços do etanol sigam próximos ao atual patamar nas próximas semanas, enquanto o mercado do açúcar tende a acompanhar o comportamento das cotações internacionais e os desdobramentos da safra no hemisfério Norte. As informações foram divulgadas pela consultoria nesta semana.

 





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Chuva forte, frio e ventos acima de 50 km/h ; veja a previsão do tempo



O Brasil terá condições de tempo bastante variadas nesta quarta-feira (22). Segundo a Climatempo, o destaque fica para a chuva forte no litoral da Bahia, o frio persistente no Sudeste e ventos intensos em diferentes áreas. Enquanto isso, o calor e o ar seco voltam a ganhar força no Centro-Oeste e em parte do interior paulista.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A circulação de ventos associada a uma área de alta pressão mantém o tempo firme nos três estados do Sul. O sol predomina entre poucas nuvens, sem previsão de chuva na maior parte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

No entanto, pancadas fracas e isoladas podem ocorrer no litoral norte catarinense e paranaense, devido à umidade marítima. As temperaturas voltam a subir, principalmente no interior gaúcho, onde o frio dá lugar a uma sensação de tempo mais ameno e até calor à tarde.

Os ventos seguem intensos, podendo ultrapassar 50 km/h no noroeste do Paraná e no litoral do Rio Grande do Sul.

Sudeste

O tempo permanece estável em quase toda a região. Pancadas fracas e isoladas podem ocorrer no litoral de São Paulo, na Baixada Fluminense e no litoral do Espírito Santo, onde a umidade marítima mantém o céu encoberto. Na Serra da Mantiqueira, há risco de geada ao amanhecer por causa das baixas temperaturas.

Em São Paulo e Minas Gerais, o sol predomina e as temperaturas sobem à tarde, especialmente no interior, com umidade relativa do ar abaixo de 30% em várias cidades.
Na capital paulista, a manhã será fria, com mínima de 11 °C, e à tarde os termômetros chegam a 24 °C, com sol entre nuvens.

Centro-Oeste

A instabilidade se concentra no Mato Grosso, com pancadas de chuva moderadas a fortes, principalmente no norte do estado. Já em Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, o tempo será seco e ensolarado. O calor aumenta ao longo do dia, e a umidade do ar pode atingir níveis críticos. No Mato Grosso do Sul, rajadas de vento podem passar dos 50 km/h, e as máximas superam 35 °C em cidades da metade sul.

Nordeste

O Recôncavo e o Litoral Norte da Bahia seguem em alerta para chuva forte e volumosa, com risco de alagamentos e transtornos. Mesmo com o afastamento da frente fria, o fluxo de umidade ainda atua sobre a costa baiana. As chuvas também atingem Sergipe, Alagoas, Piauí e Maranhão, de forma mais irregular e com menor intensidade. No interior do Nordeste, o tempo volta a ficar seco e quente, especialmente no Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Norte

As instabilidades atmosféricas se espalham por quase toda a região, com chuvas fortes e temporais isolados ao longo do dia em Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará e Tocantins.
No Amapá, o tempo segue mais aberto, sem expectativa de chuva significativa.



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Adapar reforça ações contra raiva em rebanhos do Paraná


A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) atua diariamente no controle, acompanhamento de casos e planejamento das ações contra a raiva no Paraná. Isso envolve vigilância em campo e trabalho técnico dos departamentos que monitoram ocorrências e orientam as equipes regionais. Entre as ações mais características está a revisão de abrigos de morcegos hematófagos, principal transmissor do vírus da raiva. Cavernas, furnas, bueiros, construções abandonadas ou até troncos de árvores são locais utilizados pelos morcegos para abrigar suas colônias. A revisão do número de abrigos é essencial para o controle da doença e exige ações de campo constantes realizadas pelos fiscais e assistentes da Adapar.

De acordo com a Divisão de Raiva dos Herbívoros da Agência, o Paraná possui mais de mil abrigos de morcegos cadastrados, sendo 951 considerados ativos, ou seja, locais onde há presença confirmada de morcegos hematófagos. “A Adapar faz isso de forma rotineira, com revisão uma vez por ano ou a cada dois anos em algumas situações. O importante é manter o controle atualizado e acompanhar essas populações”, explica a chefe da Divisão de Raiva, Elzira Pierre.

Essas ações são realizadas muitas vezes em áreas de mata, grutas ou propriedades rurais de difícil acesso. Munidos de equipamentos de segurança, lanternas e instrumentos específicos, os fiscais e assistentes de fiscalização da Adapar entram nos abrigos para observar a presença dos morcegos, estimar o tamanho das colônias e registrar informações sobre a espécie e o comportamento dos animais.

Esse levantamento técnico é essencial para identificar mudanças na dinâmica populacional e definir se há necessidade de intervenção. É importante destacar que somente a espécie Desmodus rotundus (morcego hematófago) pode ser manejada e tratada. As demais espécies são protegidas por lei e não devem ser capturadas.

PASTA VAMPIRICÍDA – Mas o trabalho da Adapar não se limita ao monitoramento. Quando há indícios da presença da doença, a resposta precisa ser imediata. Em caso de notificações de casos suspeitos de raiva, a Adapar atua prontamente, direcionando equipes para as propriedades. “Se estão ocorrendo focos na região e há um aumento expressivo da população de morcegos, é feita a captura e o tratamento com a pasta vampiricida. Essa resposta rápida é essencial para conter a disseminação da doença”, explica Elzira Pierre.

A pasta vampiricida é aplicada de forma controlada sobre o dorso de alguns morcegos capturados. Ao retornarem à colônia, eles transmitem o produto aos demais por meio do hábito de se lamberem, o que interrompe o ciclo de infecção.

As notificações podem ocorrer tanto pela presença de morcegos em propriedades rurais quanto por animais de produção com sintomas compatíveis com a raiva. Por isso, o olhar atento do produtor é fundamental para o funcionamento do sistema de vigilância, que depende diretamente das notificações feitas ao serviço oficial.

A partir dessas informações, a Adapar define as ações prioritárias de campo, com o objetivo de proteger os rebanhos e evitar prejuízos aos produtores. “O produtor notifica em caso de ataques na propriedade, e a gente investiga se existe um abrigo por perto de morcegos hematófagos”, explica Márcio de Andrade, assistente de Fiscalização da Adapar do Escritório Regional de Cascavel, que atua diretamente na revisão dos abrigos.

PREVENÇÃO E VACINAÇÃO – Além do controle de abrigos, a Adapar também atua de forma constante na orientação sobre a vacinação dos animais de produção. A imunização é a principal forma de prevenção.

O preço da vacina, que varia de R$ 2,00 a R$ 3,00 por dose, é acessível e pode ser adquirida nas casas veterinárias. Os animais que forem vacinados pela primeira vez devem ser revacinados entre 21 e 30 dias após a dose inicial. Depois disso, a vacinação passa a ser anual, garantindo a proteção contínua contra a raiva. Para 30 municípios da região Oeste, a vacinação é obrigatória.

“A medida mais importante é a vacinação dos animais contra a raiva. É somente através da imunização que conseguimos efetivamente controlar a doença”, reforça a veterinária Luíza Coutinho Costa, fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar.

Para reforçar a vacinação preventiva e esclarecer informações de forma educativa para apoiar os produtores, a agência realizou no início do mês uma mobilização que percorreu municípios do Oeste do Paraná conscientizando produtores, estudantes e profissionais sobre a doença.

DIAGNÓSTICO E MONITORAMENTO LABORATORIAL – O diagnóstico da raiva no Estado é realizado pelo Laboratório de Diagnóstico Marcos Enrietti, da própria Adapar, responsável pelos exames que confirmam ou não os casos e apoiam as ações de campo. O laboratório mantém comunicação direta com os departamentos de epidemiologia animal e com as secretarias municipais e estaduais da Saúde, garantindo o monitoramento conjunto dos casos e o alerta rápido para possíveis riscos zoonóticos.

“No laboratório, as amostras são testadas inicialmente para raiva, e os primeiros resultados saem em até 48 horas. Isso é essencial para as ações de defesa sanitária e de saúde pública”, explica Rubens Chaguri de Oliveira, chefe do Departamento de Laboratórios da Adapar. “Caso as amostras sejam negativas, elas seguem ainda para uma série de diferenciais, para que possamos compreender o que causou a morte do animal e identificar outras doenças com sintomas neurológicos semelhantes”.

DOENÇA – A raiva é uma zoonose que representa risco tanto para os rebanhos quanto para as pessoas. Transmitida principalmente por morcegos hematófagos, a doença causa prejuízos econômicos aos produtores e ameaça à saúde humana, já que não há cura após o surgimento dos sintomas.

A Adapar reforça que casos suspeitos devem ser notificados imediatamente, pois atua de forma preventiva e técnica em prol da sanidade dos rebanhos e da segurança da população rural. Também é importante evitar o contato direto com morcegos e com a saliva de animais que apresentem sinais neurológicos, como dificuldade de locomoção, salivação excessiva ou comportamento agressivo. Em situações assim, a recomendação é manter distância e comunicar imediatamente a Adapar.





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