quinta-feira, abril 30, 2026

News

News

Casca de sururu vira corretivo e transforma o solo no Espírito Santo


marisco sururu
Foto: Pixabay

O mangue, conhecido por sua riqueza natural, agora também inspira inovação no campo. Na Grande Vitória, no Espírito Santo, a casca do sururu — que antes se acumulava como resíduo — começa a ganhar um novo destino: está sendo transformada em corretivo agrícola, conectando o trabalho das marisqueiras à produção rural.

A mudança nasce de um desafio ambiental. Em apenas uma comunidade, são cerca de 20 toneladas de cascas do marisco por mês. Sem uso, esse material acabava descartado no próprio mangue ou em lixões, provocando acúmulo, mau cheiro e impacto no ecossistema. “A ideia é pegar aquilo que seria poluente e transformar em uma solução ambiental”, conta o ambientalista Iberê Sassi.

O projeto parte de uma lógica simples, mas estratégica: transformar resíduo em insumo. As cascas são coletadas pelas próprias marisqueiras, passam por secagem e depois são trituradas até virar um pó fino, com diferentes granulometrias. Esse material é rico em cálcio, magnésio e outros minerais essenciais para o equilíbrio químico do solo.

Na prática, o produto funciona como um corretivo, ajudando a reduzir a acidez — um dos principais entraves da produtividade agrícola em diversas regiões do Brasil. Com isso, o solo se torna mais favorável ao desenvolvimento das culturas e à absorção de nutrientes pelas plantas.

Os primeiros testes no campo já mostram resultados consistentes. “Nos primeiros meses, já foi possível ver uma diferença enorme entre áreas com e sem uso”, afirma Iberê, citando experimentos com milho, arroz e gengibre.

Para os produtores, o interesse vai além da eficiência agronômica. O corretivo de sururu surge como alternativa sustentável, especialmente para sistemas de produção que buscam reduzir o uso de insumos convencionais e apostar em soluções mais naturais.

Mas o impacto não para no campo. O projeto também redesenha a dinâmica econômica das comunidades do mangue. As marisqueiras, que antes descartavam as cascas, agora passam a comercializar o material, agregando valor ao próprio trabalho.

“A gente começa a ver valor no que antes não tinha”, conta a marisqueira Karollyne dos Santos Silva, que vive da atividade e acompanha de perto essa transformação.

A iniciativa segue o conceito de economia circular, em que tudo é reaproveitado dentro do próprio sistema produtivo. O que antes era problema ambiental se transforma em solução agrícola — e volta para a natureza em forma de fertilidade.

Com três anos de desenvolvimento, o projeto entra agora em uma nova fase, focada na produção em escala e na estruturação da comercialização. A expectativa é ampliar o alcance da tecnologia e levar o corretivo para mais regiões produtoras.

“É um projeto ganha-ganha. Ganha a natureza, ganha quem trabalha no mangue e ganha quem produz no campo”, resume Iberê.

No fim, o ciclo se fecha de forma simbólica e prática. Do mangue para a lavoura. Da casca para o solo. Um movimento que mostra que inovação no agro também pode nascer de onde poucos estavam olhando — e transformar realidades inteiras.

O post Casca de sururu vira corretivo e transforma o solo no Espírito Santo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Soja Brasil e Mitsubishi se unem na Agrishow com foco em tecnologia e clima no campo


Créditos: Mitsubishi

A Agrishow chega à sua 31ª edição consolidada como uma das maiores vitrines do agronegócio mundial. Realizada em Ribeirão Preto, a feira começa nesta segunda-feira (27), e engloba inovação, tecnologia e os principais players do setor. Neste ano, a parceria entre o Soja Brasil e a Mitsubishi Motors ganha protagonismo com uma programação voltada ao produtor rural e ao debate climático.

O estande da montadora será palco de uma série de ações ao longo da semana, incluindo o lançamento da versão Triton Terra, eventos especiais voltados ao público feminino e atrações musicais, como o show da dupla Matheus e Cristiano. A proposta é aproximar ainda mais a marca dos produtores e visitantes, oferecendo experiências que vão além da exposição de veículos.

Dentro dessa programação, o Soja Brasil marca presença com conteúdo técnico e informativo, trazendo ao centro do debate um dos temas mais sensíveis para o agro, como o clima. O meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, participará do evento com análises sobre as perspectivas para 2026, especialmente diante da possível formação de um El Niño de grande intensidade.

O especialista apresentará cenários sobre impactos no regime de chuvas, temperatura e produtividade das lavouras. Em um momento em que eventos climáticos extremos ganham força, a integração entre tecnologia, informação e estratégia se torna essencial para a tomada de decisão no campo.

O post Soja Brasil e Mitsubishi se unem na Agrishow com foco em tecnologia e clima no campo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Microbioma altera equilíbrio metabólico das plantas


A relação entre crescimento e defesa nas plantas envolve uma disputa constante por energia, nutrientes e carbono. Segundo Larissa Rossini, Field Development Manager, esse equilíbrio ajuda a explicar por que o microbioma rizosférico se tornou uma variável central na eficiência metabólica e na resiliência das lavouras.

As plantas operam sob um orçamento metabólico rígido. Cada mol de ATP destinado à formação de biomassa deixa de ser usado em processos ligados à imunidade. Estimativas clássicas indicam que entre 10% e 40% dos fotoassimilados são transferidos à rizosfera por meio de exsudatos. Esse fluxo não representa desperdício, mas uma forma de pagamento por serviços ecossistêmicos realizados por micro-organismos associados às raízes.

A arquitetura molecular desse processo envolve diferentes vias de sinalização. O eixo TOR e SnRK1 funciona como sensor entre crescimento e sobrevivência. A via do ácido salicílico está ligada à imunidade contra biotróficos, enquanto jasmonato e etileno atuam contra necrotróficos e herbívoros. Receptores como PRRs reconhecem padrões moleculares associados a micróbios e ativam respostas iniciais de defesa.

O desequilíbrio aparece com força quando há excesso de nitrogênio, especialmente na forma de nitrato. A disponibilidade elevada acelera o crescimento pela via TOR, mas pode reduzir respostas ligadas ao ácido salicílico e ao gene PR-1. O resultado é uma planta metabolicamente favorecida, porém mais exposta do ponto de vista imunológico.

Nesse contexto, os parceiros da rizosfera ganham importância. Fixadores de nitrogênio, como Rhizobium e Azospirillum, podem contribuir com 40 a 200 quilos de N por hectare ao ano. Solubilizadores de fósforo, como Bacillus e Pseudomonas, atuam por meio de ácidos orgânicos e fosfatases. Micorrizas dos gêneros Glomus e Rhizophagus podem fornecer até 80% do fósforo e 25% do nitrogênio demandados pela planta.

O conceito de microbial damper resume esse papel funcional. Em troca de exsudatos ricos em carbono, a planta terceiriza parte da nutrição e da defesa, amortecendo oscilações provocadas por seca, patógenos ou déficits nutricionais. Com o microbioma preservado, meta-análises indicam redução de 20% a 50% no uso de fertilizante sintético.

A implicação prática está no manejo. Rotação de culturas, cobertura permanente do solo, menor revolvimento e uso criterioso de fungicidas sistêmicos passam a ser vistos como engenharia metabólica aplicada, com potencial para reduzir custos de insumos e ampliar a resiliência produtiva.

 





Source link

News

Após perder a mãe em atropelamento, tamanduá-mirim Olavo é devolvido à natureza


Tamanduá-mirim resgatado ainda bebê
Foto: Divulgação Cetras Divinopolis

Um filhote de tamanduá-mirim encontrado às margens de uma rodovia, ao lado da mãe morta após um atropelamento, ganhou uma nova chance após passar por reabilitação no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Divinópolis, no centro-oeste de Minas Gerais.

Batizado de “Olavo”, o filhote chegou à unidade nos primeiros dias de vida e, depois de meses recebendo cuidados intensivos, foi reintroduzido à natureza.

O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros, que encontrou o filhote ainda com resquícios do cordão umbilical, evidenciando a fragilidade do animal. Ao dar entrada no Cetras, a equipe técnica iniciou imediatamente o protocolo de atendimento, com alimentação por mamadeira e suplementação adequada para garantir o ganho de peso e o desenvolvimento inicial.

“Ele ainda estava com resquícios do cordão umbilical quando chegou. Era muito novinho, então entramos rapidamente com a suplementação na mamadeira para garantir que ele ganhasse peso e tivesse condições de se desenvolver”, explica a veterinária do Cetras de Divinópolis, Raquel Moreira Kind.

Cuidados com o animal

Com a evolução do quadro clínico, o filhote passou por uma transição alimentar gradual, com a introdução de alimentos sólidos. Para estimular o comportamento natural da espécie, foram utilizados elementos como pedaços de cupinzeiro, fundamentais para que o animal desenvolvesse habilidades essenciais para a vida em ambiente natural.

“Com o ganho de peso, começamos a introduzir a alimentação sólida e também a estimular o comportamento natural. A gente levava cupinzeiro para que ele pudesse treinar essas habilidades, respeitando o tempo e as necessidades da espécie”, acrescenta a veterinária.

Depois de alcançar maior autonomia, Olavo foi transferido para um ambiente preparado com técnicas de enriquecimento ambiental. A estrutura incluiu galhos e outros recursos que possibilitaram o fortalecimento muscular, o desenvolvimento da coordenação motora e o estímulo a comportamentos típicos da espécie, etapa fundamental para a reintrodução na natureza.

“Esse preparo é essencial para que o animal desenvolva independência. Trabalhamos o fortalecimento da musculatura, a coordenação e os comportamentos naturais, até que ele estivesse pronto para voltar ao ambiente natural”, destaca Raquel.

Soltura

Após completar todo o processo de reabilitação, o tamanduá-mirim foi considerado apto para a soltura. O retorno ao habitat natural marcou o desfecho de um trabalho que envolve conhecimento técnico, cuidado contínuo e dedicação das equipes envolvidas.

“É um caso de sucesso que mostra como esse trabalho faz a diferença. A gente acompanha desde um animal extremamente vulnerável até o momento em que ele pode voltar para a natureza”, finaliza.

Orientação

Em casos de encontro com animais silvestres feridos, vítimas de acidentes ou em situação de risco, a orientação é não realizar o manejo por conta própria e acionar os órgãos responsáveis. Para mais informações sobre como proceder ou realizar entrega voluntária, clique aqui.

O post Após perder a mãe em atropelamento, tamanduá-mirim Olavo é devolvido à natureza apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Homem atira durante jantar de Trump com jornalistas em Washington; suspeito é detido


Donald Trump
Foto: Divulgação The White House

Um homem de 31 anos efetuou disparos, na noite deste sábado (25), durante um jantar realizado em um hotel em Washington, que reunia o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e jornalistas que cobrem a Casa Branca.

Os tiros foram ouvidos nas imediações do local, levando à retirada imediata do presidente e da primeira-dama, Melania Trump, pelo Serviço Secreto norte-americano. O suspeito foi detido e está sob custódia.

Segundo informações preliminares, o homem teria atirado contra um agente do Serviço Secreto, que não se feriu devido ao uso de colete à prova de balas. Testemunhas relataram ainda que, além dos disparos, explosões foram ouvidas nas proximidades do hotel.

O evento contou também com a presença do vice-presidente, J.D. Vance, e do secretário de Estado, Marco Rubio. Ambos foram retirados do local e estão em segurança.

Após o incidente, Trump falou com jornalistas na Casa Branca e afirmou que o atirador seria um “lobo solitário”, termo utilizado para descrever indivíduos que atuam sozinhos.

Em publicação na rede social Truth Social neste domingo (26), o presidente afirmou que o episódio reforça a necessidade de construção de um salão de eventos com alto nível de segurança dentro da Casa Branca. Segundo ele, uma estrutura desse tipo poderia evitar situações semelhantes, por estar localizada dentro de uma área considerada uma das mais seguras do mundo.

O post Homem atira durante jantar de Trump com jornalistas em Washington; suspeito é detido apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Desigualdade oscila, mas estrutura resiste


A distribuição da renda no Brasil manteve uma estrutura concentrada ao longo de mais de duas décadas, com variações pontuais, mas sem alteração relevante na base do quadro. Os dados atribuídos à World Inequality Database, foram analisados por Reginaldo Nogueira, diretor executivo do Ibmec, que avalia que a permanência desse padrão aponta para limites mais profundos da economia brasileira.

Entre 2000 e 2024, o 1% mais rico concentrou, em geral, algo próximo de 25% a 30% da renda nacional. Em alguns anos, a participação desse grupo avançou, como em 2012, quando chegou a 32,7%, e recuou em outros momentos, como em 2018, quando ficou em 24,7%. Ainda assim, o patamar permaneceu elevado em todo o período analisado. 

Na outra ponta, os 50% mais pobres seguiram com menos de 10% da renda na maior parte da série. O indicador ficou em 9,1% no início dos anos 2000, chegou a superar ligeiramente os 10% em alguns momentos entre 2007 e 2015, mas voltou a níveis próximos de 9% nos anos mais recentes. Em 2024, essa fatia representava 9,3% da renda. 

Para Nogueira, os números sugerem que a desigualdade não pode ser explicada apenas por falta de vontade política ou por ações de curto prazo. A avaliação é que o problema está ligado a pilares estruturais da economia, como educação fraca, crédito caro, baixa produtividade e informalidade. Esses fatores limitam o avanço da renda, reduzem a mobilidade econômica e restringem o crescimento dos salários. 

O análise também indica que a adoção de políticas públicas ao longo do período não foi suficiente para alterar de forma consistente a distribuição da renda. Na leitura do diretor executivo do Ibmec, houve gasto crescente e diferentes iniciativas, mas faltaram foco e capacidade real de transformação. Sem mudanças nesses fundamentos, a desigualdade tende menos a se reduzir de forma permanente e mais a oscilar dentro de uma mesma estrutura.

  





Source link

News

Bezerro mais caro exige até 20% mais arrobas no país, aponta levantamento 


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

Comprar bezerro ficou mais caro para o pecuarista em 2026 em relação ao ano anterior. Em alguns estados, já é preciso até 20% mais arrobas de boi gordo para fechar a reposição. Dados da Scot Consultoria mostram alta de 20,4% no Pará, 19,8% no Maranhão e no Tocantins e 16,8% em Rondônia, por exemplo. 

O movimento ocorre em todo o país e indica perda de poder de compra. “Estamos precisando de mais arrobas de boi para comprar um bezerro ao redor do Brasil inteiro”, afirma Felipe Fabbri, coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria.

Confira o levantamento completo por estado:

Foto: Divulgação/Scot Consultoria.
Foto: Divulgação/Scot Consultoria.

Indicador mede poder de compra

A relação de troca é usada para avaliar quantas arrobas são necessárias para adquirir insumos ou animais. No caso da desmama, o indicador mede o custo de reposição do rebanho.

“A relação de troca mostra, na prática, quanto a mais a arroba do bezerro está valendo em relação a do boi e se o momento está favorável ou não para eu colocar mais estoque de arroba dentro da minha fazenda ou menos”, explica Fabbri. Segundo ele, o indicador atingiu o maior nível desde 2022.

Alta é puxada pela reposição

O avanço da relação de troca ocorre porque o preço do bezerro subiu em ritmo superior ao do boi gordo, efeito registrado em todos os estados analisados, de acordo com a Scot. “Ficou mais oneroso para quem faz a recria e engorda comprar bezerros, indicando que o preço do bezerro avançou mais em determinadas regiões do que a arroba do boi”, afirma. 

Ele destaca que o cenário não se repete nos insumos. “O boi gordo hoje está com uma competição muito interessante, ou seja, um bom poder de compra frente a itens como milho e farelo de soja. Nunca se comprou tanto milho quanto nesse ano de 2026, e o pecuarista nunca conseguiu comprar uma tonelada de farelo de soja com tão pouca quantidade de arroba de boi gordo”.

Fabbri explica ainda que a menor oferta de bezerros está ligada ao abate de fêmeas nos anos anteriores. “O poder de compra tem piorado nos últimos meses por conta do ciclo pecuário. Nós abatemos muitas fêmeas entre 2022 e 2025. A oferta menor de bezerros deve seguir até 2027 ou início de 2028”, diz. 

Impacto nas margens

Neste sentido, o especialista explica também que o aumento do custo de reposição afeta sistemas de recria e engorda, com tendência de ajuste nas margens. “O poder de compra deve seguir mais oneroso para quem depende da reposição”, afirma Fabbri. 

Por outro lado, para a cria, o cenário é distinto. “A gente já enxerga uma recuperação de margens dentro do sistema de produção pecuária. Essa recuperação de margens ocorre em função principalmente dessa melhora de preços nas categorias de reposição e alguns custos de produção mais controlados”, diz.

Estratégia no campo

Diante do cenário, Fabbri recomenda manter a reposição com ajustes no manejo, como redução da taxa de lotação e aumento da eficiência. 

“O ideal é tentar elevar o meu giro de produção dentro da fazenda com esse preço do bezerro maior. Isso pode condicionar uma janela de preços melhores para o boi gordo que talvez pague esse ágio do bezerro mais caro”, finaliza.

O post Bezerro mais caro exige até 20% mais arrobas no país, aponta levantamento  apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Açúcar sobe, mas mercado vê recuperação limitada


O mercado internacional de açúcar teve uma reação moderada em Nova York, mas ainda opera sob pressão de fundamentos que limitam movimentos mais consistentes de alta. A avaliação é de Arnaldo Correa, consultor, em análise sobre o comportamento recente dos contratos futuros e dos agentes do mercado.

O vencimento maio de 2026 encerrou a sexta-feira a 13,92 centavos de dólar por libra-peso, com ganho acumulado de 59 pontos na semana, equivalente a cerca de 13 dólares por tonelada. Outros contratos também subiram, embora com menor intensidade nos vencimentos mais longos.

Apesar da melhora pontual, o mercado segue condicionado pela atuação dos fundos, que permaneciam vendidos em 156.138 lotes, segundo o relatório COT, com base na posição de 21 de abril. A recomposição parcial dessas posições chegou a dar suporte aos preços, mas encontrou forte volume de fixações por usinas, inclusive da América Central, o que reduziu o fôlego da recuperação.

No Brasil, a aprovação do E32, com aumento da mistura de etanol na gasolina para 32%, aparece como fator de suporte. A expectativa é de consumo adicional entre 900 milhões e 1 bilhão de litros, o que pode influenciar o mix das usinas e reduzir a oferta de açúcar.

Por outro lado, a projeção de 635 milhões de toneladas de cana para o Centro-Sul, apresentada pela Canaplan, reforça a cautela. A combinação de safra robusta, vendas físicas e posição vendida dos fundos mantém o ambiente desafiador.

Do ponto de vista técnico, há tentativa de recuperação, com o maio de 2026 mirando a região dos 14 centavos por libra-peso. Ainda assim, o mercado parece depender de novos estímulos para transformar o alívio recente em tendência.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Alga marinha ganha espaço na produção sustentável



A alga cresce em águas frias do Atlântico Norte


A alga cresce em águas frias do Atlântico Norte
A alga cresce em águas frias do Atlântico Norte – Foto: Ribamar Neto/UFC

O uso de bioestimulantes agrícolas tem ganhado espaço como alternativa para elevar a eficiência produtiva e ajudar as lavouras a enfrentar condições ambientais mais instáveis. Nesse cenário, extratos obtidos da alga marinha Ascophyllum nodosum vêm sendo estudados e aplicados no campo por seu potencial de estimular processos naturais das plantas.

A alga cresce em águas frias do Atlântico Norte e tem composição rica em compostos bioativos. A partir dela, são produzidos extratos usados no desenvolvimento de soluções agrícolas voltadas ao estímulo do sistema radicular, à absorção de nutrientes e ao aumento da tolerância a estresses como seca, variações de temperatura e salinidade.

Parte importante do conhecimento sobre essa aplicação vem de pesquisas conduzidas pela Acadian Sea Beyond em parceria com universidades e centros de estudo. Os resultados indicam que os extratos de Ascophyllum nodosum atuam como bioestimulantes ao ativar mecanismos naturais de defesa e contribuir para o equilíbrio fisiológico das plantas. A empresa aponta mais de 15 anos de resultados consistentes, com melhora na qualidade e na produtividade de diferentes cultivos.

Segundo Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e no Paraguai, o diferencial da tecnologia está na qualidade da matéria-prima e no processo de extração, que preserva moléculas naturais capazes de interagir com a fisiologia vegetal.

Em experimentos de campo, foram observadas respostas positivas em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, com maior vigor inicial, melhor desenvolvimento das raízes e maior eficiência no aproveitamento de nutrientes. As pesquisas também destacam a contribuição desses bioestimulantes para estratégias de manejo mais sustentáveis, por serem derivados de recurso natural renovável e utilizados em pequenas doses.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Conflito dispara alerta sobre fertilizantes



A valorização dos fertilizantes preocupa


A valorização dos fertilizantes preocupa
A valorização dos fertilizantes preocupa – Foto: Canva

A instabilidade geopolítica no Oriente Médio tem ampliado a pressão sobre o mercado internacional de fertilizantes, com reflexos diretos sobre custos de produção, transporte e disponibilidade de insumos agrícolas. Segundo a AMR Business Intelligence, a guerra em curso na região afeta simultaneamente os dois principais vetores de custo do setor: energia e logística.

A alta nas cotações do petróleo e do gás natural encarece a produção de fertilizantes nitrogenados, especialmente ureia e amônia, que dependem diretamente desses insumos energéticos. Esse movimento tende a elevar os preços internacionais e a reduzir a previsibilidade de oferta, em um momento em que o setor agrícola depende de estabilidade no fornecimento para o planejamento das próximas safras.

Além da energia, a logística passou a exercer papel central na formação dos preços. As disrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio marítimo de insumos, restringem fluxos, elevam os prêmios de frete e reduzem a disponibilidade global de fertilizantes. A combinação entre transporte mais caro e menor fluidez nas rotas internacionais contribui para um cenário de encarecimento generalizado.

Entre os produtos mais pressionados está o enxofre, matéria-prima crítica para a produção de fertilizantes fosfatados. Cerca de 44% do comércio marítimo global do produto transita pela região afetada pelo conflito, o que intensifica os efeitos da escassez logística e produtiva. Com menor disponibilidade e aumento dos custos de transporte, os preços do enxofre registram alta expressiva no mercado internacional.

A valorização dos fertilizantes preocupa porque esses insumos são estruturais para a produção agrícola. Preços mais altos podem reduzir a aplicação no campo, elevar custos de produção e pressionar os alimentos. O risco é mais relevante para países altamente dependentes de importações, que ficam mais expostos à volatilidade externa e a possíveis impactos sobre a segurança alimentar.

 





Source link